Do povo Umutina, a Eliane Boroponepa Monzilar, de 40 anos é a primeira mulher indígena doutora em Antropologia pela UnB, Universidade de Brasília.
Ela não cresceu tendo como oportunidade os estudos numa escola indígena durante a infância e cresceu em meio a referências escolares de vivências que não eram as suas.
“Só fui me entender enquanto indígena e pertencente a um povo quando ingressei na graduação”, conta.
Ela diz quando percebeu que tinha que lutar pelas causas de sua etnia:
“Durante a formação como professora indígena, não só eu como outros colegas fomos cobrados pela nossa identidade.” disse.
Eliane é professora em uma escola de sua comunidade e, em julho de 2019, tornou-se a primeira mulher indígena a concluir doutorado em Antropologia na Universidade de Brasília.
Em 2011, tomou ciência, por meio de uma amiga, do processo seletivo para o Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) da UnB. Entusiasmada com a possibilidade de conhecer outras culturas indígenas nas aulas de campo, decidiu se inscrever na seleção e foi aprovada.
No ambiente acadêmico, percebeu a possibilidade de intensificar a militância em defesa de seu povo e a representatividade de seu lugar de fala.
“Na Universidade, não sou somente a Eliane. Represento um povo e isso é uma grande responsabilidade, não só por ser indígena, mas por ser mulher”, compartilha.
Durante o mestrado, a pesquisadora propôs-se a incentivar a busca de alternativas que contribuam para a sustentabilidade da aldeia e para reavivar os saberes e fazeres dos umutina.
Ela conversou com anciãos e jovens alunos da comunidade para investigar possibilidades de manejo do território que reconstruíssem conhecimentos tradicionais já em esquecimento, como o cuidado da roça.
A dissertação transformou-se em um livro, publicado em 2018.
Mais informações em SÓ NOTICIA BOA Fonte https://www.floresepoesias.com/mulher-indigena-e-a-primeira-professora-doutora-em-antropologia-pela-unb/ Postado por Antônio Brito
O pequeno Davi Lucas, de apenas 11 meses, foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal(AME) tipo 1 e está em tratamento na UTI do Hospital Regional, em Volta Redonda. O problema da família do Davi é que ele para ficar curado e ter a vida salva, precisa tomar o medicamento Zolgensma, que custa em torno de R$ 9 milhões e o tratamento completo sai por aproximadamente R$ 12 milhões.
Davi, está no Hospital Regional em tratamento há cerca de 06 meses e já faz uso do medicamento Spinraza, mas precisa mesmo é do medicamento Zolgensma. A família de Davi também precisa que o tratamento continue em forma de Home Care, o que aumenta muito o custo de todo o tratamento e com essas dificuldades, a família precisa muito da sua ajuda.
Ajuda
Quem puder ajudar, pode contribuir através da Vakinha Online neste link: tp://vaka.me/686692, através das contas abaixo ou através do JOY: https://joyz.me/profile/amedavilucas02?userid=418716 .
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Banco Itaú Ag 0337 conta 91301-6 Jucelena Silva (mae) CPF 10410592722
Contato = (24) 981528384 (24)981155017 Atrofia muscular espinhal é um grupo de doenças neuromusculares que resultam da perda dos neurônios motores e progressiva atrofia muscular. A gravidade dos sintomas e a idade de início variam consoante o tipo. Alguns tipos são aparentes durante ou antes do nascimento, enquanto outros só se tornam aparentes em idade adulta. Todos os tipos geralmente resultam em fraqueza muscular progressiva associada a fasciculação. Os primeiros músculos a ser afetados são geralmente os dos braços, pernas ou da respiração. Entre outros problemas associados estão dificuldade em engolir, escoliose e contraturas das articulações. A atrofia muscular espinhal é uma das principais causas genéticas de morte em recém-nascidos. Zolgensma
O tratamento com o Zolgensma que totaliza US$ 2,125 milhões, tem custo anual de US$ 425 mil, ao longo de cinco anos e o faz ser o medicamento mais caro do mundo.
O Governo Federal anunciou a criação de um guia para a pessoa com deficiência. Estão sendo disponibilizados 66 novos serviços de odontologia e ortopedia voltados para pessoas que apresentam algum tipo de deficiência. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde e vai beneficiar mais de um milhão de pessoas.
O ministério também se preocupou em orientar e qualificar os profissionais responsáveis por atender esse público e, por isso, também anunciou o lançamento de dois guias com orientações para trabalhadores da área de saúde que atuam nas especialidades de odontologia e ortopedia da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência (RCPD).
Durante evento que ocorreu no Ministério da Saúde em Brasília, o ministro Henrique Mandetta fez questão de destacar a importância do guia para a qualificação do atendimento especializado e ressaltou as dificuldades que as pessoas com deficiência enfrentam para o atendimento odontológico.
O guia tem o objetivo de padronizar a nomenclatura médica e, assim, melhorar a prescrição e atendimento das pessoas com deficiência. Segundo Henrique Mandetta, os guias são apropriados para consulta e vieram para ajudar os profissionais.
O GOVERNO INVESTIU MAIS DE 70 MILHÕES DE REAIS EM SERVIÇOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Segundo o Ministério da Saúde, o novo programa vai custar R$ 70,1 milhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, todos os pedidos pendentes de serviços para pessoas com deficiência conseguirão ser cumpridos e as equipes vão poder finalmente começar o atendimento à população.
Serão 66 novos serviços no total: vinte centros especializados em reabilitação, oito centros especializados para pacientes com doenças raras, sete oficinas ortopédicas e 31 centros de especialidades odontológicas. Cada especialidade vai receber um valor que varia de R$ 4,5 milhões até R$ 41 milhões por ano.
Atualmente, os números da rede são 230 Centros Especializados em Reabilitação responsáveis por realizar diversas especialidades como diagnóstico, tratamento, adaptação e manutenção de próteses, sendo também 37 Oficinas Ortopédicas e 244 Serviços de Reabilitação.
Na especialidade da odontologia, o SUS possui mais de 27 mil Equipes de Saúde Bucal (ESB), que também incluem pacientes com deficiência em seu atendimento. Além disso, de todas as unidades de Especialidades Odontológicas, 579 já seguem o programa.
O NOVO PROGRAMA DO GOVERNO TAMBÉM ABRANGE PESSOAS OSTOMIZADAS
A pessoa ostomizada, aquela que precisou recorrer a uma intervenção cirúrgica para possibilitar ao corpo um caminho alternativo de comunicação com o exterior para diversões tipos de funcionalidades também é considerada uma pessoa deficiente física, por isso, é importante buscar um profissional que ofereça ajuda a pessoas com ostomias.
A Osto+ é uma comunidade de profissionais, especializados no assunto, que ajudam quem passou pela ostomia ou está preparando-se para o procedimento. É importante ter o acompanhamento de um profissional habilitado para tirar dúvidas e compartilhar experiências pessoais.
O Ministério da Mulher, da Família e Direitos Humanos vai lançar neste ano o Projeto “Brasil Inclusão”, que incluirá uma plataforma de cadastro único para pessoas com deficiência, regulamentações, medidas no campo de empregabilidade, entre outras ações para beneficiar essa população. Com o cadastro único, o governo quer mapear o exato número de pessoas com deficiência no país. O objetivo desse cadastro é possibilitar a identificação dessas pessoas para facilitar o acesso às políticas públicas, eliminado assim a burocracia entre outras situações que dificultam a garantia dos direitos delas que estão previstos na LBI (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência). Além disso, com a inclusão no cadastro, a pessoa com deficiência terá uma identificação única que comprovará sua deficiência."
Enquanto ministério cogita política de estímulo à abstinência sexual, especialistas consideram essencial informar jovens e pais sobre riscos de uma gestação precoce, cuja incidência no Brasil está acima da média mundial
O Brasil possui uma taxa de 62 adolescentes grávidas a cada mil jovens entre 15 e 19 anos, acima da média mundial de 44 por mil (Foto: Rodrigo Carvalho/4/11/15)
O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos manifestou, no início de janeiro, a intenção de criar um programa que estimule jovens a não fazer sexo ou adiar o início da vida sexual. A finalidade da iniciativa seria prevenir a gravidez na adolescência, segundo a pasta, comandada pela ministra Damares Alves. A estratégia representa um caminho alternativo à tentativa de tornar acessíveis aos adolescentes métodos contraceptivos gratuitos e à conscientização sobre a importância de seu uso, a fim de evitar a gravidez precoce e a transmissão de doenças.
Em relatório sobre direitos relativos à saúde sexual e reprodutiva das populações divulgado no ano passado, as Nações Unidas manifestaram preocupação com o quadro de elevada incidência de gravidez na adolescência no Brasil. O País apresenta uma taxa de 62 adolescentes grávidas a cada mil jovens do sexo feminino entre 15 e 19 anos, acima da média mundial de 44 por mil.
Dados demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam uma forte correlação entre indicadores socioeconômicos e a ocorrência de gravidez precoce. A cada dez jovens de 15 a 19 anos grávidas, sete são negras e seis não estudam nem trabalham. Nesse sentido, a gravidez nessa etapa da vida reforça o círculo vicioso de pobreza, uma vez que diminui as chances de conclusão dos estudos e, consequentemente, resulta em menor qualificação profissional.
Ainda de acordo com o IBGE, apenas 30% das jovens entre 15 e 17 anos que têm ao menos um filho continuam estudando. Por sua vez, o ingresso no mercado de trabalho é prejudicado e, quando acontece, se dá tardiamente e em condições precárias.
Além de afetar individualmente as perspectivas dessas adolescentes, o fenômeno também gera impactos econômicos. Um estudo do Banco Mundial mostra que o Brasil poderia aumentar sua produtividade em 3,5 bilhões de dólares por ano se as adolescentes adiassem a gravidez para depois dos 20 anos. Avanços nas últimas décadas O cenário negativo não impediu que o Brasil apresentasse avanços nesse campo nas últimas duas décadas.
Entre 2000 e 2017, houve uma redução de 36% na gravidez entre adolescentes. Astrid Bant, representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, explica que a redução nos índices de gravidez na adolescência costuma refletir melhora no acesso a informações, insumos e serviços em saúde. "No caso do Brasil, destaco o papel do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como princípios a universalidade, a integralidade e a equidade. É uma política pública importante porque ampliou a cobertura em serviços de saúde sexual e reprodutiva nos últimos 50 anos, a partir de programas específicos de saúde da mulher, da gestante, dos e das adolescentes e também disponibilizando métodos contraceptivos gratuitamente", analisa.
Sem comentar a estratégia defendida pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, a representante do UNFPA no Brasil defende um papel ativo do Estado na educação sexual, adequado às diferentes faixas de idade. Bant defende que o diálogo aconteça nos lares, escolas e unidades de saúde. "A educação sobre sexualidade ajuda as pessoas jovens a identificar o assédio desde cedo, por exemplo, e também auxilia no processo de decisão. Hoje, a maior parte das informações sobre o assunto obtidas pela juventude são pela internet. São informações sem filtro, muitas vezes errôneas. Destaco que, quando falamos em educação sobre sexualidade, não se trata de estimular a atividade sexual entre jovens, mas informá-los, para que eles façam boas escolhas", argumenta.
Influência religiosa e falta de opções Em meio a questionamentos sobre o papel dos contraceptivos na tentativa de prevenir a gravidez precoce, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos afirmou que essa política está a cargo da pasta da Saúde e que o modelo será complementar. Porém, alegou que os métodos não apresentam 100% de eficácia, embora os mais conhecidos cheguem a 99%. O programa em formatação está alinhado com as reivindicações de movimentos de cunho religioso, destacando-se o "Eu Escolhi Esperar", de cunho evangélico.
Fundador do grupo, o pastor Nelson Neto Jr. foi um dos convidados de um seminário promovido pela pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos em dezembro, na Câmara dos Deputados, com foco na prevenção à vida sexual precoce e à gravidez na adolescência.
A obstetra Marilza Rudge, professora emérita da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), reconhece a validade da busca por adiar o início da vida sexual das adolescentes. Entretanto, questiona a real eficácia da iniciativa do governo, em um contexto de estímulo à iniciação sexual precoce nas diversas plataformas de comunicação. "O sexo na adolescência acaba sendo eventual, não é tão diário. A menina não conhece o seu próprio ciclo menstrual ainda. Se ela souber qual é seu período fértil, tem o direito de decidir quando quer. São orientações pequenas, que podem ter impacto", opina.
Rudge sugere o envolvimento de pais e mães dos adolescentes na discussão, incluindo dos meninos, no sentido de compartilhar responsabilidades. A médica identifica uma dificuldade persistente das famílias em aceitar que a filha mulher inicie a atividade sexual. "Seria muito bem-vinda uma orientação da mãe ou de um ginecologista no sentido de explicar, desde a primeira menstruação, os riscos de uma gravidez indesejada. Uma formação para as mães seria muito importante. É claro que isso precisaria ser muito bem elaborado, porque passa por conceitos religiosos", reconhece.
Bant, do UNFPA, lembra que outro eixo de atuação importante é a garantia, pelo Estado, de que as jovens mulheres tenham outras opções na vida que as levem a adiar a maternidade. Ou seja, acesso à educação, qualificação profissional e perspectivas de emprego. "Para muitas jovens, ter um relacionamento amoroso e ser mãe parece ser a única opção. Esse cenário precisa mudar. As jovens precisam ter outras oportunidades na vida, como a possibilidade de ter uma carreira", diz. "Também é importante ressaltar que há outras variáveis envolvidas no fenômeno da gravidez na adolescência, como o casamento infantil, a violência e a exploração sexual, que são crimes", pontua.
Parceria com parlamentar beneficia inclusão de pessoas com deficiência
Por: Larissa Claro
A deputada federal Edna Henrique vai destinar R$ 250 mil em emenda parlamentar impositiva para a Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB). O recurso proveniente do Ministério do Turismo será utilizado na construção de um Espaço Turístico adaptado, na orla de Cabo Branco, para beneficiar a inclusão social de pessoas com deficiência. A parceria foi firmada na tarde da última segunda-feira (3), no gabinete do defensor público-geral da Paraíba, Ricardo Barros.
Com a adaptação do Espaço, o projeto Acesso Cidadão, administrado pela ONG AC Social - Assessoria e Consultoria para Inclusão Social, contará com uma estrutura fixa para desenvolver as atividades de esporte e lazer que já realiza na praia do Cabo Branco, em frente a Fundação Casa de José Américo.
Para o DPG Ricardo Barros, a parceria com a deputada federal na construção desse espaço vai estimular a participação de pessoas com deficiência a prática de atividades de esporte e lazer, bem como democratizar o acesso dessas pessoas ao banho e a contemplação do mar, maximizando o turismo na região.
“Acredito que a praia é um dos lazeres mais democráticos que existem, mas as pessoas com deficiência enfrentam muitos obstáculos, a começar pelo acesso ao mar. O Acesso Cidadão é uma iniciativa essencial para o bem estar de pessoas com deficiência física, motora e psíquica e a Defensoria Pública fica muito feliz em ser a ponte dessa conquista”, disse.
A deputada federal Edna Henrique lembra que o trabalho desenvolvido atualmente com esse público na orla da Capital é feito de maneira precária, já que a estrutura utilizada pelo projeto é móvel. “Todos os domingos eles têm que montar a estrutura toda, levar passarelas, cadeiras e todos os equipamentos de esporte e lazer. Montar um espaço fixo vai facilitar e melhorar a assistência dada às pessoas com problema de acessibilidade”, destacou.
PROJETO – O Espaço Turístico adaptado prevê a adequação de um espaço na areia da praia para a prática de vôlei e bocha; instalação de academia híbrida e playground com brinquedos adaptados interativos para crianças especiais; um quiosque de apoio com banheiros, depósitos, atendimento ao público, guarda volumes e copa; e, ainda, espaço de contemplação e convivência com piso nivelado integrado aos outros espaços, com esteira adaptada para facilitar a locomoção até o mar.
Combinação entre Venetoclax e Obinutuzumabe foi aprovada pela ANVISA
Pacientes com leucemia linfoide crônica (LLC), atenção! Temos uma boa notícia para você: uma nova opção de tratamento foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
O Venetoclax (Venclexta®), em combinação com o Obinutuzumabe, apresentou excelentes resultados para pacientes sem tratamento prévio. A aprovação foi baseada na pesquisa CLL 14, um estudo de fase 3 que avaliou esta combinação como um tratamento oral, sem quimioterápicos e de duração fixa.
Os pacientes completaram o tratamento no prazo fixo de 12 meses e a maioria (87%) não apresentou piora da doença em 25 meses de acompanhamento.
Os desembargadores da 2.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná decidiram aumentar para R$ 80 mil a indenização que o município de Luiziana, no noroeste do Estado, deverá pagar a cada um dos dois filhos de uma mulher que morreu em decorrência da falta de oxigênio.
Na virada de 2012 para 2013, segundo o processo, a paciente sofreu um enfarte e precisou ser levada de ambulância para uma cidade maior, mas não teve a devida oxigenação no trajeto porque o único cilindro portátil da Unidade Básica de Saúde estava na casa do então prefeito, José Claudio Pol, o Claudião (MDB), sendo utilizado para bombear chope em festa de Ano Novo.
A decisão foi dada em julgamento de recurso impetrado pelo município contra sentença de primeiro grau que determinou que o município pagasse R$ 20 mil para cada um dos filhos da falecida.
Na ocasião, a Justiça considerou 'negligente' a conduta do então prefeito e escreveu. "Não pairam dúvidas que a ausência de oxigênio no transporte da mãe dos autores (…), que era imprescindível a ela naquele momento, reduziu a chance de sobrevivência", decidiu a Justiça.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a mulher morreu por 'falência múltipla de órgãos e choque cardiogênico'. Ela chegou ao Hospital de Campo Mourão, cidade para onde foi levada, já com parada cardiorrespiratória.
A Promotoria indicou ainda que, quando o cilindro de oxigênio portátil foi levado da UBS, o pretexto dado foi que o equipamento seria para uso de um parente de 'Claudião'.
Ao Tribunal de Justiça, o município alegou que não foi possível provar que a morte aconteceu por culpa da administração pública. A prefeitura de Luiziana argumentou que o falecimento não ocorreu apenas pela falta de oxigênio no transporte até Campo Mourão.
Os filhos também recorreram, pedindo aumento do valor da indenização por considerarem a condenação branda.
Tal pedido foi atendido pelos desembargadores, que registraram no acórdão: "A gravidade da conduta, com a ampla divulgação dos fatos à coletividade, inclusive diante das postagens de fotografias em redes sociais do cilindro de oxigênio nas festividades, exige uma reprimenda maior, por aumentar o abalo psicológico dos autores."
Em seu voto, o desembargador José Joaquim Guimarães da Costa, relator, indicou que o prefeito 'não teve nenhuma consideração pelos direitos que deveria zelar' e acabou contribuindo para a morte da cidadã de Luiziana.
O desembargador destacou a 'sensação de impotência e descrédito' dos filhos diante do sofrimento da paciente 'por ato considerado de extrema futilidade e desrespeito pelos munícipes do local'.
A reportagem buscou contato com o ex-prefeito José Claudio Pol. O espaço está aberto para manifestação.
Quando uma Pessoa com Deficiência que é condutora decide comprar um veículo zero quilômetro com isenção, o primeiro passo é alterar a CNH para incluir as restrições referentes à limitação, caso exista. E muita gente tem dúvida quanto a isso. Para nos ajudar, o Renato Grigório, da Go Isenções, elaborou um passo a passo para fazer o processo de alteração da CNH.
1 - Inicialmente a pessoa deve buscar, junto ao médico que acompanha o seu caso, o primeiro laudo ou relatório. Nele o médico deverá descrever quais são as limitações físicas avaliadas que podem impedi-la de conduzir veículo automotor sem adaptações ou restrições;
3 - O médico da clinica credenciada ao DETRAN-MG, entendendo que há limitações que justifiquem o encaminhamento do caso para perícia junto a Seção de Exames Especiais do DETRAN/MG, assim o fará;
4 - Na SEE/DETRAN-MG, a pessoa deverá ser avaliada pelos médicos peritos. Caberá a eles, feitos todos os testes definidos em portaria do CONTRAN, definir se serão e quais restrições serão apontadas na CNH.
Famílias dizem que, desde setembro, há falhas na assistência psicossocial para pessoas que sofrem com o transtorno.
Por Apilly Ribeiro
Mães de crianças que precisam de apoio psiquiátrico cobram providências ao governo
Mães de pessoas com autismo protestaram, nesta segunda-feira (3), em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Centro Recife. Elas reclamaram da falta de acompanhamento psiquiátrico nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) (veja vídeo acima).
O tratamento psiquiátrico garante um melhor desenvolvimento para os pacientes e qualidade de vida para a família. Em setembro, famílias protestaram pelo mesmo motivo, em frente ao Caps Professor Zaldo Rocha, no bairro da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife.
De acordo com as mães, desde junho de 2019, a Policlínica Albert Sabin, na Tamarineira, na Zona Norte, ficou sem a única médica infantojuvenil que havia, várias falhas de atendimento assistencial começaram a aparecer também nos Caps.
A Policlínica Albert Sabin é de referência no atendimento psicossocial e a manutenção dos serviços nos Caps é de responsabilidade da prefeitura. A recepcionista Havana Oliveira tem um filho de 2 anos e 4 meses.
Ela tem medo que a falta de tratamento nos primeiros anos de vida da criança aumentem as chances de ele não se desenvolver e ter uma vida normal.
"Eu quero pedir que deem a assistência à qual meu filho tem direito. Ele merece ter um futuro e se desenvolver. Eu descobri precocemente que meu filho é autista, mas estou vendo a chance de ele se desenvolver se estragar, porque o poder público não dá assistência adequada para o meu filho", declarou.
Segundo a enfermeira Carol Aleixo, que também tem um filho autista, o objetivo das mães não é cobrar mais medidas na legislação para pessoas com autismo, mas fazer com que as ações existentes sejam implementadas.
"O estado e nosso país já possuem leis, o que precisamos é que elas sejam respeitadas. Existem milhares de crianças e pessoas com autismo e com deficiência desamparadas. A pessoa com deficiência precisa ser prioridade do governo. Pernambuco tem de tudo pra sair na frente, temos leis de inclusão, leis para pessoas com autismo, mas elas não estão sendo cumpridas", disse.
As mães conseguiram, no fim da tarde, ser atendidas pelo secretário executivo de Projetos Especiais do governo do estado, Eduardo Figueiredo.
Mães de crianças com autismo protestaram no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo
Resposta
Por meio de nota, o governo informou que integrantes da Casa Civil e da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco receberam o grupo de mães. A pauta conta com solicitações relativas aos atendimentos nas áreas de saúde, educação e transporte.
Ainda segundo o governo, "todos os pontos da pauta foram discutidos e encaminhados, sendo agendadas reuniões nas próximas semanas com as Secretarias e os órgãos responsáveis".
Também por meio de nota, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife informou que, na última semana, o psiquiatra infantil da Policlínica Albert Sabin, na Tamarineira, na Zona Norte, pediu desligamento.
Disse, ainda, que outro profissional vai substitui-lo ainda esta semana. Antes disso, uma outra psiquiatra fez os atendimentos no segundo semestre de 2019.
A Sesau explicou também que a psicopedagoga que atendia na unidade era cedida pelo governo do estado e, no ano passado, solicitou retorno ao órgão de origem.
"A secretaria estuda, em parceria com a Secretaria de Educação do município, a viabilidade de mobilizar internamente um profissional para esta vaga", afirmou.
Sobre o atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Zaldo Rocha, que fica na Encruzilhada,na Zona Norte, a Sesau esclareceu que "uma psiquiatra começará a trabalhar na unidade ainda esta semana, e outra, iniciará até o fim deste mês".
A Sesau reforça que estão em andamento concurso e seleções para contratação de mais médicos e outros profissionais de saúde que irão reforçar o atendimento em toda rede municipal.