20/12/2019

Campanha Ame Antonella chega a R$ 8 milhões, em Blumenau

A luta de Antonella Garcia Moro, bebê blumenauense portadora de AME (Amiotrofia Muscular Espinhal) caminha para um final feliz. A família divulgou nesta terça-feira (17) que a arrecadação chegou a R$ 8 milhões. O remédio que pode curar a menina custa R$ 9 milhões.
Foto: Arquivo Pessoal/ND
A pequena precisa conseguir os R$ 9 milhões para que possa tomar o medicamento Zolgensma antes de completar dois anos de idade.
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Nas últimas semanas a onda de solidariedade se intensificou, com diversas ações espalhadas por todo o país e divulgação de famosos. Um deles, o cantor Daniel, doou um chapéu para leilão.
Ivete Sangalo e Flavia Alessandra também se manifestaram nas redes sociais pedindo apoio para a menina.
Agora, a medicação está a R$ 1 milhão de distância. Clique aqui para doar qualquer quantia.
Fonte  https://ndmais.com.br/noticias/campanha-ame-antonella-chega-a-r-8-milhoes-em-blumenau/
Postado por Antônio Brito 

Juiz vai até a casa de idosa para lhe conceder aposentadoria

Um  caso incomum aconteceu há alguns meses, onde um juiz foi até a casa de uma senhora de 100 anos para conceder aposentadoria a ela.

O caso incomum aconteceu em Itapuranga, município de 27 mil habitantes no interior de Goiás, a 165 quilômetros da capital Goiânia. O juiz Thiago Cruvinel Santos foi até a residência da lavradora centenária Alvarina Maria de Jesus. (Você também pode apoiar causas com Visa, sem pagar nada a mais por isso, inscreva-se aqui.)

O juiz colheu o depoimento da idosa, ouviu testemunhas e concedeu na hora a ela o direito de receber dois benefícios: a conversão do amparo assistencial (Loas) para a aposentadoria e a pensão pela perda do companheiro, que morreu há 17 anos de câncer. As informações foram divulgadas pelo site do Tribunal de Justiça de Goiás.

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A lavradora contou ao magistrado que sempre morou na roça e que trabalhava cuidando de plantações, criava as galinhas e ficava responsável por todo o serviço da casa.

“Sou uma mulher que viveu muito, vi coisas e sofri todo tipo de privação, junto ao meu marido, meus filhos e meu neto. Mas, sou pessoa de fé. Acredito em Deus, na vida, no ser humano. Hoje, aqui, na minha casa, estou vendo de perto a Justiça ser feita”, disse Alvarina, que é diabética e tem problema de circulação nas pernas.

João Jesus, amigo da família de Alvarina e testemunha dela ficou surpreso com a ação da justiça.

“Achei muito bonita essa iniciativa, nunca imaginei que ia ver isso de perto um dia. Um juiz se deslocar do gabinete dele para vir na casa de uma pessoa humilde assim como a Alvarina, que realmente precisa desses benefícios. Nem tenho palavras para falar da minha alegria e contentamento”, afirmou.

O juiz Thiago Cruvinel disse que a missão do julgador não pode estar restrita à letra fria da lei.

“É impossível não nos sensibilizarmos com a situação de uma pessoa de 100 anos que precisa ser atendida com urgência e ter direitos básicos garantidos legalmente para que possa usufruir, com um pouco de dignidade, dos anos de vida que lhe restam.”

Fonte  https://razoesparaacreditar.com/gentilezas/juiz-vai-ate-a-casa-de-idosa-para-lhe-conceder-aposentadoria/

Postado por Antônio Brito 

19/12/2019

Homem que sofreu acidente na Serra do Teixeira, vive acamado e precisa de ajuda em Patos

O dia 11 de setembro de 2019 ficou marcado como traumático para o trabalhador autônomo Antônio Julierme, 38 anos, residente na Rua Nelson Rodrigues, Bairro Santo Antônio, em Patos. Neste fatídico dia, ele sofreu um acidente automobilístico quando conduzia seu veículo na PB 262, na Serra do Teixeira (PB).

Antônio Julierme sofreu lesões graves em três vértebras da coluna quando foi arremessado para fora do carro. O veículo ficou destruído e Antônio foi socorrido para o Hospital Regional de Patos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ele foi transferido para os Hospitais de Campina e João Pessoa, passou por cirurgias, porém, o médico que o operou disse que ele poderia não voltar a andar diante da sequela.

O Social (INSS), sem ainda ter recebido o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), agora Antônio Julierme depende do salário mínimo que é recebido pela esposa que trabalha numa empresa terceirizada como auxiliar de serviços gerais. Remédios, insumos, ajuda para pagar energia elétrica e alimentação dependem dos pais e da esposa dedicada. Os pais de Antônio também não têm renda fixa e o pai dele faz serviços corriqueiros para ajudar na casa.

Antônio Julierme está fazendo apelo para conseguir uma cadeira especial. Com esta, ele vai poder se sentar, ir até a calçada e se locomover minimamente dentro de casa. A cadeira custa em médica R$ 3.000,00 e não está ao alcance de ser adquirida pela família. Ele busca ajuda pública e da sociedade para poder ter a cadeira.

Aqueles que poderem contribuir podem ligar para a esposa de Antônio, a senhora Mira. Telefones: 9.9602-1072 (WhatsApp) e 9.9881-7667.

Jozivan Antero – Patosonline.com

Fonte  http://www.folhapatoense.com/2019/12/19/homem-que-sofreu-acidente-na-serra-teixeira-vive-acamado-e-precisa-de-ajuda-em-patos/

Postado por Antônio Brito 

Equoterapia: Uma relação de confiança entre pessoas com deficiência e os cavalos


#DescriçãoDaImagem: Na foto está Eliane, uma mulher de pele branca, cabelos escuros e longos; Ela veste jeans azul e está ao lado do seu cavalo branco, ambos estão em um picadeiro com serragem. Fim da descrição. Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

A busca por qualidade de vida e reabilitação é constante na vida das pessoas com deficiência. Com o avanço da medicina, cada vez mais temos novidades que vem tornando a vivência com a deficiência melhor .
Uma dessas ações é a Equoterapia, que é uma técnica usada como método terapêutico que utiliza cavalos para ajudar na reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência, física, intelectual ou cognitiva. É o que explica Eliane Baatsch, especialista e instrutora da técnica “equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo numa abordagem transdisciplinar, multidisciplinar e interdisciplinar nas áreas da equitação, saúde e equitação, buscando melhorias biopsicossociais”.

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#DescriçãoDaImagem: Na foto está Eliane durante uma sessão de Equoterapia. Ela está sorrindo e usando uma camiseta azul. E está dando suporte a um jovem com deficiência que está sob o cavalo, ambos estão em uma cancha de areia. Fim da descrição. Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

A Equoterapia

Em resumo, a Equoterapia estimula o sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico, por meio da intervenção terapêutica. O movimento tridimensional do passo do cavalo (cinesioterapêutico), ou seja, para cima, para baixo e de um lado ou para o outro, para frente e para trás. Esses estímulos leva o paciente a relaxar as pernas, o tronco, e isso melhora suas percepções, funções motoras, além de trabalhar o equilíbrio.
Para que isso tenha resultado o cavalo precisa para por uma formação. “Precisa ter a sua formação acadêmica na área da saúde, educação mais o curso de equoterapia”. Conta Eliane.

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#DescriçãoDaImagem: Na foto está um cavalo na cor caramelho e abraçado nele um jovem com síndrome de Down. O jovem veste uma camiseta branca, capacete e óculos e aparenta estar feliz. Ambos estão em um local com árvores. Fim da descrição. Foto: Divulgação / Internet

A técnica

Existem relatos da Equoterapia desde a Grécia Antiga, mas trazendo para nossa realidade, ela ganha notoriedade a partir de 1967 nos EUA. Já no Brasil, o método ganhou destaque a partir de 1989, em Brasília. E hoje a técnica é utilizada em mais de 30 países.

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Benefícios

Eliane explica que apesar da técnica ser muito benéfica e ter bons resultados no tratamento de pessoa com deficiência, é preciso ter calma na hora de pensar em equoterapia “ela pode ser realizada para a pessoa com deficiência, desde que a mesma não tenha nenhuma contra indicação para a intervenção terapêutica.  A pessoa passa pela avaliação do médico de sua referência que atesta a saúde da pessoa com deficiência e depois é avaliação pela triagem da equipe multidisciplinar na equoterapia que pode indicar ou não a intervenção terapêutica.  Se avaliada em realizar o tratamento na equoterapia, a equipe traçara o prognóstico em conduta técnica”. Explica.
Eliane também alerta que não existe tratamento padrão se tratando de equoterapia “depende para cada pessoa com deficiência, a conduta é única e exclusiva de acordo com a patologia, queixas e especificidade”. Salienta.
E para quem tem interesse em iniciar na equoterapia, Eliane diz que é essencial buscar locais confiáveis “procurar um local de referência e legalizado.  Com profissionais devidamente formados na área e animais em condição de saúde. A técnica é devidamente regulamentada a Lei n° 13.380/19 regulamenta a equoterapia”. Finaliza.
Para saber se há um local próximo a sua cidade ou região que realiza atendimento basta acessar o site da Associação Nacional de Equoterapia.

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Sobre a entrevistada:

Eliane Cristina Baatsch

#DescriçãoDaImagem: Na foto está Eliane, uma mulher de pele branca, cabelos escuros e longos; Ela veste jeans azul e está ao lado do seu cavalo branco, ambos estão em um picadeiro com serragem. Fim da descrição. Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Pedagoga, psicopedagoga, especialista em deficiência, especialista em equoterapia, mestranda em Ciências Educacionais, equoterapeuta, instrutora de equitação clássica, instrutora de equitação terapêutica, instrutora de equitação para equoterapia, instrutora dos 3Tambores Paraequestre, instrutora de volteio terapêutico, coordenadora da Hípica Santa Terezinha, profissional da Prefeitura Municipal de São Paulo, colunista do Portal Acesse.

Fonte  https://deficienciaemfoco860798267.wordpress.com/2019/12/19/equoterapia-uma-relacao-de-confianca-entre-pessoas-com-deficiencia-e-os-cavalos/

Postado por Antônio Brito 

CÂMARA MUNICIPAL APROVA LEI INÉDITA DE AUTORIA DA OUVIDORIA, ALUNOS E PROFESSORES DO PROJETO SEMEANDO A CIDADANIA




A Câmara Municipal de Machadinho d’Oeste aprovou em sessão extraordinária no dia 26 de novembro de 2019, após passar pela tramitação legislativa a Lei Municipal 1.957 de 2019, proposto pela Mesa Diretora, que “Cria no âmbito municipal o selo amigos da natureza” Mas o que tem de diferente neste Projeto de Lei e na forma que o mesmo foi elaborado? O Projeto aprovado foi fruto de dois anos de trabalho do Projeto “Semeando a Cidadania”, ou seja, o mesmo foi criado pela Ouvidoria da Câmara Municipal e trabalhado pelos alunos Vereadores/Ouvidores e professores/coordenadores do Programa Vereadores e Ouvidores Cidadãos, programa este em pleno desenvolvimento criado por lei municipal.

(Lei municipal 1.957 de 2019)
Como metodologia do Programa Vereadores e Ouvidores Cidadãos os participantes no encerramento da primeira turma teria que apresentar um projeto de lei que após analisado pela Mesa diretora o mesmo iria ser apresentado proposto pela Mesa para votação em Plenário para torna-se Lei Municipal.
O Tema escolhido e trabalhado durante os dois anos pelos alunos e professores foi na questão do meio ambiente, antes de ser apresentado um Projeto de lei sobre este tema a Câmara de Vereadores proporcionou algumas atividades para se trabalhar nesta área (como doação de kit de hortas para todas as escolas polos participantes do projeto e a construção de um viveiro de arvores nativas construído por todos os participantes onde foram doadas mais de 3.000 mudas de árvores de lei), para que, quando o projeto fosse apresentado e aprovado, a população pudesse ver na prática algo realizado em favor do meio ambiente para que todos acreditasse que é possível sim ser feito algo de concreto para o meio ambiente e a lei que fosse aprovada não seria mais uma lei aprovada em vão.
Portanto a Ouvidoria tem a grata satisfação de estar colhendo o fruto de dois anos de trabalho com os alunos e professores do Projeto e hoje o Munícipio de Machadinho se destaca pelo fato inédito de uma Lei Municipal ter sua origem elaborada pela Ouvidoria e alunos e Professores participantes de um Projeto desenvolvido pela Ouvidoria de uma Câmara Municipal.

(Alunos Vereadores e Ouvidores Cidadãos aprovando o Projeto de Lei que cria o Selo Amigos da Natureza na ultima sessão ordinária do projeto)

(Alunos Vereadores e Ouvidores Cidadãos aprovando o Projeto de Lei que cria o Selo Amigos da Natureza na ultima sessão ordinária do projeto)
 
(Alunos Vereadores e Ouvidores Cidadãos aprovando o Projeto de Lei que cria o Selo Amigos da Natureza na ultima sessão ordinária do projeto)
 
(Vereadores, população e demais autoridades municipal prsetigiando os alunos Vereadores e Ouvidores Cidadãos aprovando o Projeto de Lei que cria o Selo Amigos da Natureza na ultima sessão ordinária do projeto)

(Vereadores em sessão extraordinária aprovando o Projeto de Lei que cria o Selo Amigos da Natureza)

Fonte   https://defatorondonia.com.br/2019/12/13/camara-municipal-aprova-lei-inedita-de-autoria-da-ouvidoria-alunos-e-professores-do-projeto-semeando-a-cidadania/
Postado por Antônio Brito 

Garoto de 3 anos com Mielomeningocele impressiona treinador de tênis em cadeira de rodas

Um garoto de três anos, paralisado abaixo da cintura, impressiona os treinadores de tênis com suas habilidades.
Aness Ahmed nasceu na Inglaterra com o tipo mais grave de espinha bífida – uma condição que ocorre quando a coluna e a medula espinhal não são adequadamente formadas durante a gravidez, deixando os nervos expostos chamada de Mielomeningocele.
Sua mãe, Linda Ibrahim, da cidade de Derby, ajudou a projetar uma cadeira de rodas personalizada para ele melhorar sua mobilidade quando tinha apenas nove meses de idade.
“Aness sempre se sentiu como uma criança que gosta de explorar”, disse ela.
Martyn Whait, treinador nacional de cadeira de rodas na Lawn Tennis Association na Inglaterra, acrescentou: “Para um garoto de três anos, sua capacidade de empurrar a cadeira já é muito acima da média.”
“Eu nunca tive ninguém com três anos de idade jogando tênis em cadeira de rodas.”

Fonte: BBC News
https://mieloblog.com.br/garoto-de-3-anos-com-mielomeningocele-impressiona-treinador-de-tenis-em-cadeira-de-rodas/
Postado por Antônio Brito 

Parlamentares discutem 13º salário para pessoas com deficiência e idosos

Parecer prevê o pagamento permanente do abono aos inscritos no Bolsa Família e também para quem recebe hoje o Benefício de Prestação Continuada (BPC); contrário à proposta, governo vê impacto de R$ 7,5 bi por ano.

BRASÍLIA - O Congresso discute a ampliação de medida provisória editada pelo governo que prevê o pagamento - a princípio só neste ano - de um 13.º salário para os inscritos no Bolsa Família. Além de tornar o benefício permanente no caso desse programa, parlamentares querem que a parcela extra também seja destinada a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que já recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Se a proposta prosperar, o impacto para os cofres públicos poderá ser de R$ 7,5 bilhões ao ano.

Bolsa Família é recebido por 14,1 milhões de brasileiros
Bolsa Família é recebido por 14,1 milhões de brasileiros
Foto: Agência Senado / Estadão

O BPC é um benefício de um salário mínimo (hoje, equivalente a R$ 998) pago a pessoas com 65 anos ou mais ou com deficiência que não podem trabalhar por contra própria e garantir sua sobrevivência. O pagamento é feito para quem tem renda familiar inferior a um quarto do salário mínimo por pessoa, o que corresponde hoje a R$ 249,50.

Em outubro, o presidente Jair Bolsonaro assinou medida provisória dando o 13.º salário a beneficiários do Bolsa Família neste ano. Como MP tem vigência de lei, o pagamento já está sendo feito. As duas propostas de mudança já discutidas por parlamentares foram incluídas no parecer do relator da matéria no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

No governo, há resistência em apoiar a proposta. Por isso, o relatório não foi lido na terça-feira, quando a comissão foi instalada. Mas o vice-líder do governo no Congresso, Pedro Lupion (DEM-PR), se manifestou favoravelmente e prometeu discutir com o Palácio do Planalto a fonte dos recursos.

Cálculos da equipe econômica apontam para um impacto de R$ 5 bilhões por ano com a ampliação do 13.º a quem recebe o BPC. Já o custo fiscal para conceder o abono aos beneficiários do Bolsa Família é de R$ 2,5 bilhões.

O relator também prometeu buscar uma fonte de recursos para bancar os custos. "Eu acredito que é possível um remanejamento de áreas para garantir justiça. Não é razoável garantir o 13.º para o Bolsa Família e não garantir para os que recebem o BPC", afirmou Rodrigues.

Ainda no caso do Bolsa Família, o relator incluiu no seu relatório o reajuste a partir de 2021 do valor pago aos inscritos. O texto fala em correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Atualmente, não há essa regra e o reajuste fica a critério do governo.

Pelas regras em vigor, uma família em situação de pobreza ou extrema pobreza pode receber até cinco benefícios, no valor de R$ 41 cada, se tiver gestantes, pessoas que amamentam, crianças e adolescentes até 15 anos. No caso de adolescentes entre 16 e 17 anos, a família pode acumular até dois benefícios. O parecer de Rodrigues garante o acúmulo de cinco pagamentos em todos esses casos.

O relatório ainda precisa passar por uma votação na comissão de deputados e senadores que discute o assunto e depois pelos plenários das duas Casa até dia 24 de março. Caberá a Bolsonaro sancionar ou vetar a alteração.

Fonte  https://www.terra.com.br/amp/economia/parlamentares-discutem-13-salario-para-pessoas-com-deficiencia-e-idosos,5e85e26b0c6b0f232739fe486e854123nna9nrxr.html

Postado por Antônio Brito 

Santista é eleita a melhor do ano no Prêmio Paralímpicos 2019

A santista Beth Gomes, da equipe Fast Wheels/Semes/Fupes, foi a escolhida para o Prêmio Paralímpicos 2019, a maior honraria do Comitê Paralímpico Brasileiro. A cerimônia aconteceu na noite de terça (17), em São Paulo, e reuniu cerca de 500 convidados, entre atletas, treinadores, patrocinadores, dirigentes e imprensa. No masculino, o premiado foi Petrúcio Ferreira, também do atletismo.

Emocionada, Beth (O Temakinho/Ocean Fitness Academia/Free Isenções Clinica Saint Raphael/RF Med Saúde/ AZ2 Acessórios/Construmade/Marcio Takayassu Shiatsu/Clube Portuários/TimeSP/Bolsa Atleta) falou sobre a conquista. “É muita gratidão estar aqui nesse palco, dividindo esse prêmio tão sonhado por todos. Não é só meu, é de todos os atletas que aqui estão. Agradeço e oferto este troféu à minha treinadora, Rosiane Farias, que está comigo todos os dias”.

Também estiveram na disputa a pernambucana Carol Santiago, da natação, e a acreana Jerusa Geber, do atletismo. As três finalistas foram indicadas por suas performances durante o ano.

Beth conquistou ouro no Parapan-Americano de Lima, no Peru e no mundial de Paratletismo em Dubai .

Fonte  https://www.santos.sp.gov.br/?q=noticia/santista-e-eleita-a-melhor-do-ano-no-premio-paralimpicos-2019

Postado por Antônio Brito 

Rio tem primeira Caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres


O Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, recebeu hoje (8) a primeira Caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres, movimento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil e que já ocorre pelo terceiro ano consecutivo em São Paulo. A mobilização reuniu centenas de pessoas vestidas de laranja, cor escolhida para marcar os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, tema da campanha internacional apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na avaliação da líder do Grupo Mulheres do Brasil no estado do Rio de Janeiro, Andréa Carvalho, o Aterro foi tomado por uma “onda laranja”. O objetivo é mobilizar a sociedade para levantar a bandeira do combate à violência contra a mulher.

A empresária e modelo Luiza Brunet, vítima de maus tratos pelo ex-companheiro, compareceu ao evento. “A estrutura de uma caminhada como essa é para que a gente faça realmente um apelo para a sociedade de uma conscientização coletiva para a importância desse assunto, desses movimentos em que as pessoas têm acesso à informação e que estejam participando. Eu, como vítima, como mulher, como cidadã, e, agora, como ativista em prol da causa feminina, acho muito importante”, disse Luiza à Agência Brasil.

Coordenadora da Ordem dos Advogados do Brasil seccional RJ Mulher (OAB Mulher), Marilha Boldt, afirmou que a mulher precisa se sentir abraçada pelo sistema e contar com uma rede de apoio para ter condições de reagir e superar episódios de violência.

“Vivi por vários anos todas as formas de violência. Foi descumprida a medida protetiva. Na época, não tinha prisão para quem descumpria [a medida]. Passei por diversos percalços. Mas hoje estamos aí para dizer a todo mundo que é possível superar, sim, a violência doméstica. Ela não vai determinar o futuro da mulher, mas a superação, sim, vai determinar a nova página da vida dessas mulheres”.

Empoderamento

Para a ativista Lu Rufino, uma das embaixadoras do Grupo Mulheres do Brasil, participar da caminhada é uma forma de as mulheres agredidas mostrarem sua cara enquanto cidadãs.

“Não dá para ficar em casa reclamando que as coisas não acontecem. A gente tem que vir para a rua e dizer que não aceita ser agredida. Porque a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil. E a maioria delas tem algum tipo de deficiência, porque o agressor é sempre um covarde. Ele prefere agredir uma mulher que tem a mobilidade reduzida, porque fica mais difícil ter uma reação 

Lu Rufino é uma das criadoras do Miss Brasil Cadeirante. O intuito do evento é empoderar mulheres que, muitas vezes, tem a deficiência provocada após insistentes agressões do companheiro. Ela citou como exemplo a farmacêutica Maria da Penha que ficou tetraplégica, em 1983, após uma tentativa de homicídio por parte do ex-marido. Hoje, ela batiza a Lei 11.340/2006, que prevê punição para casos de violência doméstica.

Participante do concurso Miss Brasil Cadeirante, Helen Vincler conta que foi vítima de violência doméstica por muitos anos por parte do ex-companheiro. Ela celebra o fato de ter conseguido colocar um ponto final nas agressões. “Hoje estou aqui, participando do concurso e mostrando o que há de bom e bonito e ajudando as outras pessoas que passam por dificuldade, mostrando que dá sim para vencer esse obstáculo, essa coisa horrível que são as pessoas covardes que fazem mal às mulheres, deficientes ou não”.

Protetor eletrônico

A atriz Cristiane Machado foi a primeira mulher agredida no país a usar como medida protetiva um ‘pager’ (dispositivo eletrônico) ligado à tornozeleira do ex-companheiro que a avisa quando ele está mais próximo do que a distância determinada pela Justiça (200 metros). “Eu acho que esse aparelho vem ajudar muito as mulheres. Outras vão ser beneficiadas. Acho que pode ser um grande divisor de águas, até pela quebra de medida protetiva e até para a vítima ser protegida”.

Cristiane ganhou as manchetes do país ao denunciar o então marido, o ex-diplomata Sérgio Schiller Thompson-Flores, por agressão. Depois de ficar sete meses preso no Complexo Penitenciário de Bangu, zona norte do Rio, ele foi condenado, em setembro deste ano, pela Justiça do Rio de Janeiro, a três anos de prisão em regime semiaberto. “Essa [o uso do pager] foi uma das medidas cautelares para ele sair do presídio”, explicou Cristiane.

Também esteve presente na caminhada Gracy Mary Moreira, bisneta de Tia Ciata, cozinheira e mãe de santo brasileira, considerada por muitos especialistas como uma das figuras mais influentes para o surgimento do samba carioca. Para Gracy, é preciso dar um basta na violência contra a mulher. “A mulher tem que ser contemplada com carinho, com amor, e não com pancadaria e ódio. Aqui também mostra a cultura do amor. Não tem que haver mais esse tipo de violência contra a mulher, nem mental, nem física, e espiritual também”.

Adesão masculina

A Caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres contou também com o apoio de alguns homens, como o autônomo Edson Pereira. “Tem que haver um fim para essa violência, em apoio à minha namorada e a todas as mulheres que estão sofrendo violência. Não cabe só às mulheres defender essa causa, não. Nós, homens, também temos que ajudar”.

Para Edson, a violência contra a mulher é um ato de covardia. “Uma covardia absurda; é talvez a violência mais grave e covarde que existe”. Ele namora a cadeirante Helen Vincler, com quem disse aprender a cada dia. “Tem feito toda a diferença na minha vida, como homem, como ser humano”.

A campanha internacional apoiada pela ONU tem 16 dias de mobilização. No Brasil, a mobilização tem 21 dias. Iniciou no Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e termina no Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro).

Fonte http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2019-12/rio-tem-primeira-caminhada-pelo-fim-da-violencia-contra-mulheres

Postado por Antônio Brito 

Brasil desenvolve um tipo particular de tecnologia: o racismo intelectual..




Pixabay
O racismo não é apenas uma atitude sistemática de preconceito e discriminação de pessoas segundo sua cor de pele ou origem étnica. Ele é também uma tecnologia.
Um conceito prático e básico para definir o que é uma tecnologia afirma que esta é uma maneira de ampliar ou controlar habilidades humanas, de modo que instrumentos, signos ou máquinas fariam de forma mais rápida, eficiente ou segura o que o ser humano, em estado de nudez e desamparo, faria de modo mais lento, irregular ou precário.
Este conceito não determina a valência moral das habilidades ou interesses humanos. Por isso podemos entender o racismo como uma tecnologia discursiva e política que amplia, aprofunda e generaliza interesses e aspectos sombrios do ser humano.
Diante da infinita dificuldade de entender outra cultura, em toda sua complexidade e ao risco de descobrir nela aquilo que, com tanto esforço, suprimimos ou censuramos na nossa própria, surge a tentação tecnológica de dizer que o outro, no fundo, pertence a outra categoria. Desde então podemos suprimir direitos, derrogar empatia ou silenciar sofrimentos porque, afinal, ele pertence a uma de nossas obscenas categorias privadas do inumano: animais, monstros, estrangeiros e demais criaturas que têm a característica de nos incomodar.
Com isso acompanho a ideia do pesquisador de comunicação da UFBA (Universidade Federal da Bahia)  Tarcízio Silva de que, afinal, a tecnologia tem cor sim. Ela não é um instrumento neutro a ser usado para o bem ou para o mal, simplesmente porque como dispositivo de exageração e controle de nossos interesses ela extrapola o bem e o mal que nos faz produzir e renovar tecnologias.
Segundo autores como o historiador camaronês Archille Mbembe [1] e a antropóloga brasileira Lilia Schwarcz [2], a criação de uma mentalidade que separa, hierarquiza e justifica diferenças entre raças é parte da biopolítica ocidental, inerente ao processo de colonização. Tudo se passa como se para justificar relações de poder e distribuição não equitativa de direitos e bens simbólicos fosse necessário um discurso.
Uma certa concepção de mundo e de vida, na qual a igualdade universal entre os direitos humanos pode ser aplicada de modo diferencial, depende de alguma explicação sobre a origem da desigualdade. Um explicação que fosse suficientemente simples e que se apoiasse de forma tão engenhosa nas dificuldades que todos nós temos para lidar com as diferenças e estrangeiros dentro de nós mesmos, que seria sentida como natural, quando desdobrada na relação com o outro.

Exemplo na prática

Quando receberam as ideias de liberdade e equidade, provenientes da Revolução Francesa, iniciada em 1789, os habitantes da colônia francesa de São Domingos (hoje Haiti) iniciaram uma revolução que pusesse em prática tais ideias, abolindo a escravidão e postulando a autodeterminação de seu país, ainda que em lealdade à França. Napoleão ordena então uma violenta represália contra os insubordinados, enviando tropas para coibir a insurreição. Mas na noite do ataque os soldados franceses escutam seus oponentes haitianos, liderados pelo lendário Tussaint de Louverture, entoarem a marselhesa, o hino libertário francês. Não se sabe ao certo se isso teria insuflado a dúvida ou a identificação, mas o fato é que o exército napoleônico, que havia vencido prussianos e espanhóis, é derrotado.

Imagem de Toussaint Louverture no John Carter Brown Library (Reprodução)
Iniciada em 1791 e terminada em 1804, com a independência da colônia, gostaria de ver nesta aventura, que foi severamente punida pela metrópole, a contrapartida periférica e talvez a verdadeira primeira revolução libertadora do ocidente. Ou seja, a mesma tecnologia política e discursiva que gerou a queda da Bastilha criou a revolução de São Domingos, bem como a contra-revolução que destruiu aquela que era, até então, a colônia mais rica e mais produtiva do império francês.
Quando olhamos para a atual situação de censura e bloqueio de manifestações artísticas, intelectuais e religiosas no país não me parece suficiente evocar o direito à liberdade de expressão, como se a censura fosse apenas uma política de governo que seleciona arbitrariamente que tipo de informação deve ser veiculada e como. Isso acontece, repetindo capítulos mais atrasados de nossa história, mas o mais grave é que isso cria uma tecnologia de pensamento, que se instala como uma espécie de gramática racista para além de uma política de Estado local, que cedo ou tarde passará. É isso que chamo de racismo intelectual.
Ele não se mostra apenas na demissão de professores que ensinam Marx e outros autores indesejáveis em nossas universidades (sim, isto está acontecendo), mas na ideia de que pessoas se definem por autores que eles seguem, estudam ou praticam. Assim como há um colorismo inerente ao discurso da raça, começamos a pensar o teor de vermelhitude de nossos autores, o grau de pureza daqueles que aderem a uma corrente de pensamento ou uma escola de reflexão. Os cursos de psicologia começam a declarar, abertamente, que precisam impedir a entrada de novos psicanalistas (ou cognitivistas, tanto faz). A ideologia não se realiza mais no tipo de articulação entre as ideias e sua conexão com a realidade, no modo com as usamos como "instrumentos" para pensar. Elas se tornam marcadores segregativos do que as pessoas são: feministas, gayzistas, pós-modernos, evangélicos, politicamente corretos.
É o racismo intelectual que impede que o grupo Porta dos Fundos faça um vídeo representando Jesus Cristo com homossexual. É o racismo intelectual que adere certas palavras a certos proprietários remidos de seus sentidos. É o racismo intelectual que se expande como um vírus que atravessa esquerda e direita em uma mesma gramática conspirativa, denunciativa e irresponsável.
O legado intelectual do bolsonarismo, com suas ideias toscas e seus ministros vulgares, não é tão deletério quanto a disseminação do racismo intelectual que ele concorre para estabelecer como linguagem de base. Sua definição filosófica poderia ser equivalente da inversão da fórmula do universalismo, proposta por Paulo, em carta aos Gálatas: "Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus." Mas em vez de ler aqui a suspensão do nacionalismo (judeu ou grego), o grito decolonial (escravo ou ou livre) e a crítica do binário de gênero (nem homem, nem mulher), o racismo intelectual afirma que tudo se resume a ser judeu ou grego, que só existem escravos e senhores e que nada escapará ao confronto entre homens e mulheres.
Fonte  https://blogdodunker.blogosfera.uol.com.br/2019/12/13/brasil-desenvolve-um-tipo-particular-de-tecnologia-o-racismo-intelectual/?cmpid=copiaecola
Postado por Antônio Brito