10/02/2026

CPB lança Loja Brasil Paralímpico em comemoração aos seus 31 anos

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lança oficialmente nesta segunda-feira, 9, a Loja Brasil Paralímpico como parte das comemorações pelos seus 31 anos de fundação. A iniciativa amplia a presença institucional do Movimento Paralímpico e oferece ao público a oportunidade de adquirir produtos oficiais que representam os valores, a história e as conquistas do esporte paralímpico no país.

O e-commerce visa a comercialização de produtos licenciados da marca Brasil Paralímpico. Seu objetivo é transformar o Movimento Paralímpico em uma atitude, em experiência e pertencimento. Além de vender roupas e acessórios, o e-commerce poderá ajudar a gerar receita recorrente para fortalecer projetos e ações, ampliar o alcance da marca para além do esporte de alto rendimento e criar identificação com públicos que querem apoiar causas e valores, e não apenas consumir produtos.

O e-commerce vai ao ar, inicialmente, com duas coleções — Brasil Paralímpico e Paramigos Imparáveis — reunindo cerca de 25 variações de produtos oficiais do CPB, com tamanhos pensados para diferentes tipos de corpos. As camisetas, por exemplo, vão do P ao 3G.

“O e-commerce Brasil Paralímpico nasce como uma extensão natural do que acreditamos como instituição. Mais do que comercializar produtos licenciados, ele foi pensado como uma forma de levar os valores do esporte paralímpico para o cotidiano das pessoas, transformando admiração em atitude, experiência e pertencimento. Ao criar essa plataforma, buscamos ampliar o alcance da marca Brasil Paralímpico para além do alto rendimento, conectando-a a públicos que se identificam com valores como coragem, persistência, diversidade e inclusão. Cada produto carrega essa mensagem e permite que as pessoas expressem apoio não apenas ao esporte, mas a uma causa que inspira transformação social. Esse projeto reforça nosso compromisso de construir pontes, ampliar diálogo e transformar valores em ações concretas, aproximando o CPB de quem acredita no poder do esporte como agente de mudança”, afirma Loraine Ricino, diretora de Marketing, Eventos e Cultura e Valores Paralímpicos do Comitê Paralímpico Brasileiro.

A loja é ideal para fãs e apoiadores do esporte paralímpico, jovens e adultos interessados em esporte, movimento e estilo de vida ativo, além de pessoas que se identificam com valores como coragem, persistência e inclusão. Também atende a quem consome moda casual com propósito e, ainda, famílias e crianças, por meio da coleção Paramigos Imparáveis.

As principais categorias incluem roupas, como camisetas e moletons, e acessórios, como mochilas, sacochilas, squeezes, bonés e outros itens de uso diário. Os preços variam conforme a categoria do produto, a partir de R$ 9, em lembrancinhas e itens menores, até cerca de R$ 359, em produtos mais elaborados e presentes especiais.

Todas as compras podem ser feitas diretamente pelo site da Loja Brasil Paralímpico, de forma simples e rápida e com entrega em todo o país. Basta escolher seu produto, selecionar o tamanho, clicar em “Comprar Produto” e finalizar o pagamento para receber seu pedido em casa.

É possível ainda tirar dúvidas pelos canais de atendimento e realizar um cadastro para receber Newsletters com outras novidades e promoções da Loja Brasil Paralímpico.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-lanca-loja-brasil-paralimpico-em-comemoracao-aos-seus-31-anos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Vem aí o filme “Colegas e o Herdeiro” – sucesso garantido!

“Colegas e o Herdeiro” é a continuação do sucesso de 2012 e traz uma nova aventura com elenco inclusivo, protagonizado por atores com diferentes deficiências, com estreia prevista para março de 2026.

Vem aí o filme “Colegas e o Herdeiro” – sucesso garantido!

No final do ano passado foi divulgado o trailer oficial do filme “Colegas e o Herdeiro”, a aguardada continuação de “Colegas”, que fez grande sucesso nas telas em 2012.

“Colegas e o Herdeiro” apresenta a nova e eletrizante jornada dos protagonistas, destacando o humor, a emoção e as paisagens deslumbrantes da trama filmada no Rio Grande do Sul e no Uruguai.

Na nova trama, um grupo de colegas foge do instituto em uma ousada viagem clandestina para reencontrar o amigo Stallone, que vive no Uruguai em meio a uma disputa pela herança de um hotel.

A bordo de um avião de carga rumo a Punta del Este, o que deveria ser apenas uma visita transforma-se em uma perigosa aventura quando cruzam o caminho de contrabandistas de pedras preciosas.

Com um elenco formado por dezenas de atores com síndrome de Down, autismo, síndrome de Williams e outras deficiências intelectuais, o filme reforça a missão de dar protagonismo e visibilidade a esses talentos em uma produção de alto nível.

O filme já teve sua estreia internacional na Rússia e nos Estados Unidos, onde foi premiado em festivais.

A estreia nos cinemas brasileiros de “Colegas e o Herdeiro” está prevista para o dia 12 de março de 2026.

Assista o trailer oficial do filme:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=dd3ad152-ab83-4fdc-92c1-1b342559f93e
 
Postado Pôr Antônio Brito 

09/02/2026

O impacto na vida financeira nas doenças raras: o que os dados já gritam?

O impacto na vida financeira nas doenças raras: o que os dados já gritam? - OPINIÃO - * Por Geisa Luz

OPINIÃO

  • * Por Geisa Luz 

Na comunidade das doenças raras, existe um tipo de cansaço que quase nunca aparece nas campanhas: o cansaço financeiro. Ele não é só sobre “remédios caros”. É sobre a soma silenciosa de gastos que se acumulam por anos: transporte, alimentação fora de casa, adaptações, terapias, faltas no trabalho, perda de renda e dívidas. E sobre a sensação de que, para sobreviver, muitas famílias precisam negociar a própria estabilidade.

A pergunta que eu mais ouço, em diferentes tons, é simples e devastadora:

“Quem paga essa conta?”

A conta não é só médica e no Brasil isso já foi medido

Um estudo brasileiro com 99 famílias de crianças e adolescentes com fibrose cística, mucopolissacaridoses e osteogênese imperfeita, atendidas em hospital de referência no Rio de Janeiro, mostrou números que ajudam a tirar o tema do “achismo”:

  • Custo direto não médico (mediano) para as famílias: R$ 2.156,56 (fibrose cística), R$ 1.060,00 (mucopolissacaridoses) e R$ 1.908,00 (osteogênese imperfeita).
  • Perda de renda: “superou 100%” nas três condições analisadas (na prática: o impacto pode ultrapassar toda a renda familiar disponível).
  • 54% das famílias não recebiam benefícios assistenciais.
  • Estratégias de sobrevivência financeira: 69% recorreram a empréstimos e 22,5% venderam bens para lidar com custos do tratamento.
  • O estudo também relata ocorrência de gastos catastróficos para as famílias investigadas.

Esses dados reforçam uma verdade dura: mesmo quando existe cuidado no SUS, a jornada de uma doença rara frequentemente exige despesas que a família precisa cobrir “por fora”.

No mundo, o padrão se repete: custos altos e risco real de empobrecimento

Em Hong Kong, um estudo com pacientes e cuidadores de doenças raras (106 condições) estimou um custo anual total de US$ 62.084 por paciente, e encontrou catástrofe financeira (catastrophic health expenditure) em 36,3% das famílias no limiar de 10% de gasto do domicílio, além de empobrecimento (impoverishing health expenditure) em 8,8%.

Ou seja: não é “aperto”, é risco estatístico de colapso econômico.

3) A “odisseia diagnóstica” também custa caro (e custa antes do tratamento)

Quando o diagnóstico atrasa, a família paga em dinheiro e em tempo de vida. Um estudo sobre a jornada diagnóstica de casos suspeitos de doença rara (sem diagnóstico confirmado no início) mostrou custos diretos médios de € 26.999, cerca de 7,6 vezes maiores do que controles comparáveis (€ 3.561) (“The cost of the diagnostic odyssey of patients with suspected rare diseases”, 2025).

Isso ajuda a explicar por que tantas famílias descrevem a fase “antes do nome da doença” como uma fase de gastos sem fim e sem direção.

O impacto econômico é gigantesco

Nos EUA, uma análise do impacto econômico de 379 doenças raras estimou um custo total de US$ 997 bilhões em 2019, com composição que mostra como a conta extrapola o hospital:

  • US$ 449 bi em custos médicos diretos (45%)
  • US$ 437 bi em custos indiretos (44%)
  • US$ 73 bi em custos não médicos (7%)
  • US$ 38 bi em custos de saúde não cobertos por seguro (4%)

O recado é claro: políticas focadas apenas no custo do tratamento deixam de fora uma parte enorme do problema.

O que a comunidade de doenças raras espera quando fala de “impacto financeiro”

Quando famílias, pacientes e cuidadores falam sobre dinheiro, raramente o pedido é “privilégio”. É previsibilidade, proteção e dignidade. Na prática, isso costuma se traduzir em cinco expectativas bem objetivas:

O ponto não é “quanto custa a doença rara”, é quem fica com a fatura

Quando a família precisa fazer empréstimo (69%) e vender bens (22,5%) para sustentar cuidado, isso não é um “problema individual”. É um sinal de que a política pública ainda não está cobrindo o que deveria cobrir.

LEIA MAIS AQUI: Cuidado complexo, custo elevado e perda de renda: o que não é raro para as famílias de crianças e adolescentes com condições de saúde raras. Cad Saude Publica. 2019 Sep 9;35(9):e00180218.

Se a comunidade de doenças raras pudesse resumir sua expectativa em uma frase, talvez fosse esta:

“Não queremos heroísmo financeiro. Queremos um sistema que não nos empurre para a dívida para conseguir viver.”

  • * Geisa Luz e Consultora em Doenças Raras | Enfermagem Pediátrica | TEDx Speaker | Docente Adjunto Doutora FAMEMA | Líder GNNRD BRASIL

ARTIGO ORIGINALMENTE PUBLICADO EM: https://www.linkedin.com/pulse/o-impacto-na-vida-financeira-nas-doen%C3%A7as-raras-que-os-geisa-luz-xwmif/?trackingId=J63ug9bWTxeMdGZiWd09mg%3D%3D

Fonte https://diariopcd.com.br/o-impacto-na-vida-financeira-nas-doencas-raras-o-que-os-dados-ja-gritam/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB chega aos 31 anos como referência no fomento ao paradesporto em todo o território nacional

Delegação brasileira na Vila Paralímpica durante os Jogos de Paris 2024 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

Fundado no dia 9 de fevereiro de 1995 em Niterói (RJ), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) chega aos seus 31 anos com um trabalho consolidado na promoção do esporte paralímpico da iniciação ao alto rendimento em todo o território nacional ao mesmo tempo em que atua em prol da inclusão da pessoa com deficiência na sociedade.

A participação do CPB no fomento ao Movimento Paralímpico começa desde a apresentação do esporte ao público com e sem deficiência, por meio do Festival Paralímpico Loterias Caixa, evento que leva a prática esportiva de forma lúdica a todos os estados brasileiros durante o período da manhã de um dia. Em setembro de 2025, na edição mais recente do evento, foram atendidos 27.331 participantes em 105 localidades espalhadas pelo país.

Para aqueles que se interessam por aprofundar sua relação com o esporte a partir de um contato inicial como este, o CPB chega ao seu aniversário com 98 Centros de Referência distribuídos por todo o Brasil. Este projeto leva esporte paralímpico para espaços esportivos por meio de parcerias com gestores locais, em especial universidades, prefeituras e governos estaduais, graças ao apoio do CPB com profissionais capacitados, equipamentos e apoio na gestão das aulas e treinamentos.

Muitos dos atletas descobertos nestes espaços têm sua primeira oportunidade de participar de uma competição oficial no Meeting Paralímpico Loterias Caixa, evento organizado pelo CPB e que desde 2024 percorre todos os Estados e o Distrito Federal ao longo do ano com disputas para o alto rendimento e para atletas em estágio de desenvolvimento. As disputas receberam 7.478 inscritos em 2025, um avanço de 16% em relação ao ano anterior.

A lapidação de muitos destes talentos acontece por meio do Camping Escolar Paralímpico, evento que apresenta a jovens esportistas a rotina de atletas de alto rendimento durante uma semana de treinos. A iniciativa terá nove edições em 2026: duas nacionais, cinco regionais e, pela primeira vez, duas exclusivas para atletas de classes baixas (com maior nível de limitação físico-motora).

A formação de atletas depende também da existência de um grupo de treinadores e professores preparados para lidar com as diversas modalidades e deficiências que fazem parte do esporte paralímpico. Para isso, o CPB mantém o programa Educação Paralímpica, que fornece cursos presenciais e online. Em 2025, ano de maior impacto quantitativo do programa, foram registrados 4.237 participantes em ações presenciais e síncronas e outros 18.119 participantes em cursos assíncronos, totalizando mais de 22 mil atendimentos formativos.

No Estado de São Paulo, o CPB chegou neste mês a 75 escolas estaduais por meio do programa Escola mais Inclusiva, a partir do qual professores contratados e capacitados pelo Comitê oferecem atividades paradesportivas para alunos com deficiência. A iniciativa, que foi lançada em 2025 em dez escolas, é resultado de parceria com a Secretaria Estadual de Educação.

O esforço para identificar e cultivar novos talentos se reflete no crescimento das Paralimpíadas Escolares, maior evento esportivo para jovens com deficiência do mundo, que tem sua etapa nacional realizada anualmente no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Em 2026, o evento contou com duas semanas de competições e mais de 2.000 atletas de todas as unidades federativas do Brasil em provas de 15 modalidades.

Resultados

O resultado do fomento ao esporte paralímpico desde a base se reflete no número de medalhas em ascensão nos 31 anos de CPB.

Nos Jogos Paralímpicos de Atlanta 1996, nos Estados Unidos, primeira edição sob a gestão do CPB, o Brasil encerrou a disputa com 21 medalhas (dois ouros, seis pratas e 13 bronzes).

Já na edição mais recente, em Paris 2024, foram 89 pódios (25 medalhas de ouro, 26 de prata e 38 de bronze), recorde de pódios do Brasil nas edições do megaevento, o que garantiu a inédita quinta colocação no quadro de medalhas.

O desenvolvimento do Movimento Paralímpico brasileiro pode ser notado novamente em 2025 em campanhas brasileiras em competições internacionais, com destaque para o Mundial de atletismo de Nova Deli, na Índia. Pela primeira vez, o Brasil chegou ao topo do quadro de medalhas do evento, com 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes.

Inclusão

O Comitê ainda abraça a causa da inclusão produtiva da pessoa com deficiência, tanto para atletas como também para o público geral.

Nesta frente, o CPB mantém o programa Atleta Cidadão, que tem como objetivo estimular o desenvolvimento pleno da cidadania de atletas e ex-atletas paralímpicos em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e pós-carreira) por meio de formação educacional, capacitação e orientação profissional.

Já o Inspiração Paralímpica é uma plataforma que tem por missão levar inclusão produtiva a pessoas com deficiência por meio de cursos acessíveis, disponibilização de vagas de trabalho em empresas e publicação de conteúdo de interesse para pessoas com deficiência.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do Festival Paralímpico, Centros de Referência, Escola Paralímpica de Esportes, Camping Escolar Paralímpico, Paralimpíadas Escolares, Educação Paralímpica, Atleta Cidadão e Inspiração Paralímpica.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-chega-aos-31-anos-como-referencia-no-fomento-ao-paradesporto-em-todo-o-territorio-nacional/

Postado Pôr Antônio Brito 

SP tem lei que garante cinema adaptado para pessoas com autismo

Lei sancionada em São Paulo garante sessões mensais de cinema adaptadas para crianças e adolescentes com autismo, com ajustes sensoriais e inclusão.

SP tem lei que garante cinema adaptado para pessoas com autismo

O Governo de São Paulo sancionou, no início deste mês, a lei que assegura a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e seus familiares, o direito a sessões mensais de cinema adaptadas em todo o estado.

A medida visa promover a inclusão e o acesso à cultura, estabelecendo padrões técnicos que garantam o conforto sensorial desse público.

Pela nova legislação, as salas de cinema deverão realizar ao menos uma sessão mensal com ajustes específicos: as luzes devem permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido.

Além disso, as famílias terão acesso irrestrito, podendo entrar e sair da sala a qualquer momento durante a exibição.

As sessões adaptadas deverão ser identificadas na entrada com o símbolo mundial do espectro autista.

As salas de cinema de São Paulo têm o prazo de 60 dias para se adequarem às novas normas de acessibilidade e identificação das sessões.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=e99ebb2e-6e24-4685-9a79-c49ec2727134

Postado Pôr Antônio Brito 

Coluna Diária: Trajando Direitos - Muito Além das Rampas: A Lei Brasileira de Inclusão e o Direito à Autonomia

 


Por muito tempo, o Direito tratava as pessoas com deficiência sob uma ótica de "incapacidade", como se precisassem que outros decidissem todos os aspetos das suas vidas. No entanto, o paradigma jurídico mudou drasticamente com a chegada da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também conhecida como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015).

Nesta edição do Trajando Cidadania, vamos entender como essa lei prioriza a autonomia e a dignidade humana.

1. O Modelo Social de Deficiência

A grande mudança da LBI é filosófica: a deficiência deixou de ser vista como um "problema médico" da pessoa e passou a ser entendida como o resultado da interação entre impedimentos físicos ou mentais e as barreiras que a sociedade impõe.

O foco agora não é "consertar" o indivíduo, mas sim adaptar o meio. Se existe uma rampa, a cadeira de rodas não é um impedimento. Se existe um intérprete de Libras, a surdez não é uma barreira de comunicação.

2. A Revolução na Capacidade Civil

Este é o ponto mais transformador para a cidadania: a deficiência não afeta mais a capacidade civil plena da pessoa. A lei garante que ter uma deficiência não impede ninguém de casar, ter filhos, exercer direitos reprodutivos ou decidir sobre o próprio corpo. Para apoiar essa autonomia, o Direito criou ferramentas modernas:

  • Tomada de Decisão Apoiada: A pessoa com deficiência pode escolher pelo menos duas pessoas de sua estrita confiança para apoiá-la em decisões importantes (como negócios ou tratamentos de saúde), sem que ela perca o poder de decisão final.

  • Curatela (Exceção): Hoje, a interdição total é quase inexistente. A curatela é uma medida extraordinária, restrita apenas a questões patrimoniais e de negócios, e deve ser revista periodicamente.

3. Direitos na Educação e no Trabalho

A LBI "costura" a inclusão em áreas fundamentais para a independência:

  • Educação Inclusiva: Escolas particulares são proibidas de recusar matrículas de alunos com deficiência ou de cobrar taxas extras por serviços de apoio especializado.

  • Cotas de Emprego: Empresas com 100 ou mais funcionários devem preencher entre 2% e 5% dos seus cargos com pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados do INSS.

4. Acessibilidade Atitudinal e Digital

Não falamos apenas de barreiras físicas. A LBI também combate a barreira atitudinal (preconceitos e estigmas) e garante a acessibilidade digital, exigindo que sites e serviços públicos sejam compreensíveis e navegáveis por todos.

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Cidadania plena significa garantir que todos tenham a chave da sua própria vida nas mãos. "Trajar" esse direito é reconhecer que a diversidade humana é um valor e que a inclusão é um dever de todos. Quando a lei protege a autonomia de uma pessoa com deficiência, ela está, na verdade, fortalecendo a liberdade de toda a sociedade.

trajandocidadania.com.br

Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

07/02/2026

Telemedicina deve ser tratada como serviço essencial no Brasil?

Telemedicina deve ser tratada como serviço essencial no Brasil?

Especialistas defendem que modalidade é um direito fundamental diante do impacto direto na vida das classes B e C

O avanço da telemedicina no Brasil deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar uma necessidade social. Com milhões de brasileiros enfrentando barreiras de acesso à saúde, seja por distância, falta de oferta de especialistas ou custos elevados, cresce o debate sobre a urgência de reconhecer a telemedicina como um serviço essencial e garantido por políticas públicas permanentes.

Para especialistas do setor, a questão ultrapassa o campo da inovação e entra no terreno dos direitos fundamentais. O acesso à saúde está previsto na Constituição, mas a realidade mostra que grande parte da população, principalmente das classes B e C, encontra na telemedicina a única porta de entrada rápida, acessível e contínua ao cuidado médico.

“A telemedicina democratizou algo que antes era privilégio: ser atendido de forma ágil, com qualidade e sem a barreira geográfica”, afirma Antonio Paschoal, diretor de marketing da PicDoc. “Quando olhamos para o impacto real na vida das classes B e C, fica evidente que não se trata mais de conveniência e sim de garantia de dignidade e acesso básico.”

Nos últimos anos, plataformas de consulta online têm registrado crescimentos expressivos, impulsionadas pela demanda de quem busca atendimento imediato para sintomas agudos, acompanhamento de doenças crônicas, emissão de laudos e orientações médicas confiáveis. Em muitos municípios, a telemedicina já é o elo que conecta pacientes a especialistas que não existem localmente.

Outro ponto que reforça o debate é a redução dos custos, tanto para o sistema de saúde quanto para as famílias. Consultas online eliminam deslocamentos, diminuem filas e ampliam a eficiência dos profissionais. Para os pacientes, representa economia, conforto e a possibilidade de receber orientação médica mesmo em situações simples, evitando agravamentos.

“Quando uma mãe consegue falar com um pediatra em minutos, quando um trabalhador evita perder um dia inteiro para conseguir atendimento, quando um idoso recebe acompanhamento contínuo sem depender de transporte urbano, estamos falando de inclusão e cidadania”, completa Paschoal. “Reconhecer a telemedicina como essencial é reconhecer essas pessoas.”

Defensores do tema argumentam que o próximo passo deve ser ampliar regulamentações que fortaleçam a prática, garantindo segurança, padronização e integração com o sistema público. Além disso, sugerem que políticas de incentivo e parcerias público-privadas podem acelerar o acesso, principalmente para populações vulneráveis.

Enquanto o país discute os rumos da saúde digital, números e depoimentos mostram que a telemedicina já cumpre um papel que vai além da inovação: ela preenche lacunas históricas e redefine o futuro do cuidado médico no Brasil. Para muitos brasileiros, é mais que uma alternativa, é uma necessidade essencial.

📌 Sobre a PicDoc
A PicDoc é uma healthtech brasileira que conecta pacientes a médicos de mais de 70 especialidades de forma imediata, sem filas, sem mensalidades e sem burocracias. Reconhecida pela alta satisfação dos usuários e entre as melhores avaliadas no Reclame Aqui, a startup já superou 50 mil pacientes e se posiciona como a plataforma de telemedicina mais acessível, flexível e escalável do país.

Seus fundadores possuem amplo background na indústria de tecnologia e no setor de saúde, com passagens por empresas de referência como Nokia, Claro, TIM, Microsoft e Hospital Israelita Albert Einstein. Essa bagagem de conhecimento rica e complementar é um dos diferenciais estratégicos da PicDoc, garantindo robustez operacional e visão de longo prazo para escalar o negócio.

Fonte https://diariopcd.com.br/telemedicina-deve-ser-tratada-como-servico-essencial-no-brasil/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de badminton tem ex-aluno da Escolinha como estreante no Mundial

Arthur Dias em disputa no Campeonato Brasileiro de Badminton no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB.

A Seleção Brasileira de badminton paralímpico disputa, a partir deste domingo, 8, o Campeonato Mundial da modalidade, realizado em Manama, no Bahrein. Entre os participantes está o paulista Arthur Dias, ex-aluno da Escola Paralímpica de Esportes.

O atleta descobriu o badminton paralímpico aos 13 anos, após sofrer uma lesão vertebral jogando futebol. Arthur conheceu a Escolinha por meio da Rede Lucy Montoro, onde realizava reabilitação. Lá, ele foi apresentado à modalidade.

“Eu fiquei pensando que, em 2022, eu estava numa semana de camping e via o pessoal indo para o Mundial. Naquela época, pensei: ‘um dia vou treinar com essa galera’. E aí, depois de quatro anos treinando firme, hoje eu sou um dos atletas do Mundial. A sensação é muito boa, ver que o trabalho feito dia após dia está dando resultado”, disse Arthur Dias.

A Escolinha é como é conhecido o programa de iniciação esportiva do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que oferece formação em 15 modalidades paralímpicas para crianças e jovens com deficiência física, visual ou intelectual, entre 7 e 17 anos.

Além de Arthur, a paranaense Kauana Beckenkamp também é estreante em Campeonatos Mundiais. A atleta de 16 anos participou dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, sendo a caçula entre os brasileiros, com apenas 14 anos. Na ocasião, foi medalhista de prata no individual feminino da classe SL3 (membros inferiores).

Confira todos os convocados:

Classe SL3
Kauana Michelson Beckenkamp – PR

SL4
Ana Carolina Coutinho Reis – SP
Edwarda de Oliveira Dias – PR
Rogerio Junior Xavier de Oliveira – PR

WH1
Ana Gomes Pereira – SP
Arthur Terencio Dias – SP
Marcelo Alves Conceição – DF

WH2
Julio Cesar Godoy – WH2 – DF

SH6
Vitor Gonçalves Tavares – PR

SU5
Mikaela Costa Almeida – SP
Yuki Roberto Rodrigues – SP

*Com informações da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd).

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-badminton-tem-ex-aluno-da-escolinha-como-estreante-no-mundial/

Postado Pôr Antônio Brito 

Teleatendimento 24 horas para a população no Centro TEA Paulista

O Centro TEA Paulista passou a oferecer teleatendimento 24 horas em todo o estado de São Paulo, garantindo apoio contínuo a pessoas com autismo, pessoas com deficiência e suas famílias.

Teleatendimento 24 horas para a população no Centro TEA Paulista

O Centro TEA Paulista passou a ter teleatendimento 24 horas desde o dia 22 de janeiro de 2026.

O centro foi criado para orientar, apoiar e cuidar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, pessoas com deficiência e suas famílias. E agora, com o atendimento 24 horas, esse cuidado acontecerá a qualquer momento, dia e noite.

O serviço passou a contar com teleatendimento 24 horas, todos os dias da semana, inclusive à noite e de madrugada, e também nos finais de semana e feriados.

Em momentos de crise, dúvida ou urgência, o atendimento é feito por profissionais capacitados, com orientação humanizada e encaminhamento para a rede de apoio.

Uma iniciativa do Governo de São Paulo para ampliar o acesso, fortalecer a inclusão e garantir cuidado em todos os momentos.

Esse atendimento é válido para todos os 645 municípios do estado de SP.

O serviço se destina também às pessoas com autismo e familiares, e também a qualquer tipo de deficiência.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://draft.blogger.com/u/0/blog/post/edit/2347625441702821495/1357311255192318924
 
Postado Pôr Antônio Brito 

06/02/2026

Conheça um pouco da história do Ex-Presidente da ADET e Colunista do Blogs: Trajando Cidadania e ADETSUPERAÇÃO, Antonio Brito.

  


        Durante a gestão de Antônio José Brito Oliveira, a ADET (Associação dos Deficientes de Tabira) consolidou-se através de iniciativas que uniram a assistência prática à luta por direitos.

Aqui estão alguns dos projetos e ações específicas que marcaram a sua liderança e a história da associação:

        1. Manutenção e Ampliação dos serviços na Sede Própria

Um dos marcos da ADET, reforçado em sua gestão, foi garantir que a associação tivesse um espaço físico adequado para acolher os sócios. A sede própria não é apenas um prédio, mas o centro logístico para todas as outras ações, como reuniões de conselhos e distribuição de equipamentos.

        2. Banco de Equipamentos Ortopédicos

Este é um dos projetos mais vitais da ADET em Tabira. Sob a liderança da associação, foi fortalecido o sistema de:

         * Empréstimo e doação: De cadeiras de rodas, muletas e andadores para pessoas que não têm condições financeiras de adquirir o equipamento de imediato.

       * Oficina de Reparos: Iniciativas para consertar equipamentos danificados, prolongando a vida útil de materiais essenciais para a mobilidade dos sócios.

        3. Projeto de Acessibilidade Urbana

Antônio Brito utilizou o seu assento em conselhos municipais para articular projetos junto à Prefeitura de Tabira, focando em:

          * Fiscalização e cobrança por rampas de acesso em prédios públicos e calçadas.

        * Adaptações em veículos para permitir o transporte digno de pessoas com mobilidade reduzida, especialmente aquelas que recentemente compravam um veiculo e precisavam dos serviços e orientações da Entidade.

        4. Mutirões de Documentação e Direitos

Brito organizou ações para facilitar o acesso dos associados ao BPC (Benefício de Prestação Continuada) e a emissão de documentos como passes livres de transporte. Ele atuava diretamente na orientação  administrativa, diminuindo a burocracia para as famílias.

        5. Ativismo no Blog "Trajando Cidadania"

Embora seja uma iniciativa de comunicação, o uso do blog como plataforma de denúncia e informação tornou-se um projeto de educação social. Através dele, a gestão de Antônio Brito conseguiu dar transparência às ações da ADET e educar a população tabirense sobre termos técnicos e direitos previstos na Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

        Como entrar em contato com a ADET hoje?

 A ADET continua sediada em Tabira, Pernambuco. Para informações atualizadas sobre os serviços atuais, recomenda-se:

      * Visitar a sede: localizada no Bairro Nossa Senhora dos Remédios, fácil acesso (recomenda-se confirmar o endereço a Rua Pedro Estevão da Silva, S/N, PE320.

           * Canais Digitais: Acompanhar as atualizações através do blog Trajando Cidadania ou redes sociais ligadas às lideranças comunitárias da região, como as do próprio Antônio Brito.


Postagem: Heleno Trajano.