15/06/2026

Brasil vence Japão e conquista bronze no Mundial de goalball na China

Seleção masculina de goalball conquista bronze no Mundial da China | Foto: Brenda Mendes/ CBDV

*Nota atualizada às 9h36

A Seleção Brasileira de goalball masculino terminou o Campeonato Mundial em Hangzhou, na China, com a conquista do bronze sobre o Japão por 10 a 6 nesta segunda-feira, 15. Já a equipe feminina terminou sua campanha na quinta colocação após vencer as japonesas por 5 a 2.

Os títulos de campeã mundial nas disputas masculina e feminina ficaram com a China. Entre os homens, os anfitriões derrotaram a Alemanha por 7 a 1. Já na final feminina, a Seleção chinesa venceu Israel por 12 a 4. O Campeonato Mundial de goalball teve início no dia 9 e reuniu 16 Seleções em cada categoria.

O Brasil abriu o caminho para a conquista do bronze masculino logo no primeiro minuto de partida, com um gol do brasiliense Leomon Moreno, camisa 10 e artilheiro da Seleção. A equipe brasileira manteve o ritmo ofensivo e marcou outras três vezes na primeira metade do confronto, enquanto os japoneses balançaram as redes em duas oportunidades, levando o placar de 4 a 2 para o intervalo.

No segundo tempo, os japoneses tentaram reagir e marcaram mais quatro vezes. O Brasil, porém, manteve o controle da partida e respondeu com outros seis gols. A campanha brasileira na China foi encerrada com um gol do paraibano Emerson Silva, que definiu o placar em 10 a 6 e garantiu a medalha de bronze para a Seleção.

“A gente sai mais forte do que nunca dessa competição. É uma felicidade imensa se manter no pódio de um Campeonato Mundial. Ficamos muito felizes de saber que o nosso trabalho, os processos que passamos, as dores, as vitórias, tudo isso construiu o que a gente veio buscar aqui. Dessa vez não veio o ouro, mas com certeza esse bronze tem o gosto de uma medalha dourada”, comenta o ala Leomon.

Campanha masculina
A primeira fase do Mundial contou com quatro grupos na disputa masculina, e o Brasil encerrou a etapa de forma invicta, com vitórias sobre o Egito (11 a 1), a Argélia (10 a 0) e a China (10 a 1). Nas quartas de final, a Seleção Brasileira derrotou a Ucrânia por 7 a 1 e avançou à semifinal, onde reencontrou a China. Desta vez, porém, os anfitriões levaram a melhor e venceram por 5 a 4, interrompendo a busca brasileira pelo tetracampeonato mundial.

Enquanto o Brasil enfrentou o Japão na disputa pela medalha de bronze, a final masculina fica entre China e Alemanha, com vitória dos donos da casa por 7 a 1.

Campanha feminina
Na partida que definiu a quinta colocação, a Seleção brasileira enfrentou o Japão, e teve seu lugar escrito na sexta posição até o fim do primeiro tempo, que foi finalizado com as japonesas na frente por 2 a 1. No entanto, o Brasil reagiu na etapa final, virou o placar e garantiu a quinta posição do Mundial com uma vitória por 5 a 2.

No início do torneio, a Seleção feminina encerrou a fase de grupos invicta, com vitórias sobre a Tailândia (11 a 2), a Grécia (5 a 1) e a Finlândia (5 a 2). Nas quartas de final, porém, a equipe foi superada pela Turquia por 8 a 5.

Na disputa pelas posições entre o quinto e o oitavo lugares, a Seleção voltou a enfrentar a Tailândia e venceu por 8 a 5, resultado que a credenciou para a partida decisiva contra o Japão.

Brasil no Mundial de Goalball:
Masculino

Fase de grupos
09/06 (terça-feira) – Brasil 11 x 1 Egito
10/06 (quarta-feira) – Brasil 10 x 0 Argélia
11/06 (quinta-feira) – Brasil 10 x 1 China

Quartas de Final
13/06 (sábado) – Brasil 7 X 1 Ucrânia

Semifinal
14/06 (domingo) – Brasil 4 x 5 China

Disputa do bronze
15/06 (segunda-feira) – Brasil 10 x 6 Japão

Feminino
Fase de grupos
10/06 (quarta-feira) – Brasil 11 x 2 Tailândia
11/06 (quinta-feira) – Brasil 5 x 1 Grécia
12/06 (sexta-feira) – Brasil 5 x 2 Finlândia

Quartas de Final
13/06 (sábado) – Brasil 4 x 4 Turquia (2×3 nos pênaltis)

Disputa 8º ao 5º lugar
14/06 (domingo) – Brasil 8 x 5 Tailândia
15/06 (segunda-feira) – Brasil 5 x 2 Japão

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A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do goalball.

Time São Paulo
Os atletas Emerson da Silva e Leomon Moreno integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-vence-japao-e-conquista-bronze-no-mundial-de-goalball-na-china/

Postado Pôr Antônio Brito 

Ainda dá tempo – vamos aprender braille e de graça

Projeto Enxergando o Futuro oferece curso gratuito e on-line de braille, com suporte do início ao fim para quem deseja aprender de qualquer lugar.

Ainda dá tempo – vamos aprender braille e de graça

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Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=f8aec237-ed9d-4b2f-bb62-ee432bb5e963

Postado Pôr Antônio Brito 

13/06/2026

Cimento Tupi lança campanha para doação de equipamentos para PCD

A Cimento Tupi está recebendo solicitações para doação de equipamentos de mobilidade por meio do projeto Lacre Solidário, voltado para pessoas com deficiência.

Cimento Tupi lança campanha para doação de equipamentos para PCD

Você ou alguém que você conhece precisa de um equipamento de auxílio à locomoção? Através do projeto Lacre Solidário, a Cimento Tupi estará doando equipamentos de auxílio à mobilidade para quem mais precisa.

Para cadastrar um pedido e passar pela análise da equipe, siga o passo a passo no carrossel.

Passo 1: Acesse o site ou Instagram.

Passo 2: No menu "Institucional", clique em Campanha Solidária.

Passo 3: Clique no botão Formulário de solicitação.

Passo 4: Leia o regulamento e preencha todos os campos.

Passo 5: Pronto! Cada pedido é analisado com total responsabilidade e cuidado.

Caso você não precise de ajuda, mas quer contribuir, então compartilhe esta informação!

Saiba mais no link:

https://www.instagram.com/p/DZD5jP4CfKw/?img_index=1&igsh=M3Y5aDFrZjg5b2o2

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=8bee77ce-daf5-4994-851d-c087b847fb7f

Postado Pôr Antônio Brito 

Semana de treinamento da Seleção Brasileira feminina de basquete em CR mira Desafio Internacional

Semana de treino da seleção de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas se reúne no Centro de Treinamento Paralímpico (CT), em São Paulo, para a quarta fase de treinamento da temporada. Ao todo, foram convocadas 12 atletas, que permanecerão na capital paulista de sábado, 13, até o próximo domingo, 21.

O objetivo desta semana de treinamento é preparar as atletas para o Desafio Internacional em Ottawa, que acontecerá entre os dias 22 e 29 de junho, no Canadá. O Intercâmbio será um período de preparação com a seleção canadense, visando o Mundial da modalidade em Setembro, também no país da América do Norte.

Entre as convocadas para a semana de treinamento, estão atletas experientes como a paraibana Adrienne Souza, a capixaba Ana Kelvia, a paranaense Denise Eusébio, as paulistas Gabriela Oliveira, Geisa Vieira, Ivanilde da Silva e Paola Klokler e a cearense Oara Uchoa.

Após o intercâmbio, as atletas permanecem focadas no Mundial e nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, que acontecerá de 5 a 16 de julho, na Colômbia e conta com 11 das 12 atletas convocadas para esta semana de treinamento.

Confira a lista de atletas convocadas para a 4ª fase de treinamento:

Brenda Bauer (1.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Ana Kelvia (1.0) – ADESUL (CE)
Denise Eusébio (1.5) – Menari Joventut
Perla Assunção (2.0) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA)
Gabriela Oliviera (2.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Ivanilde da Silva (3.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Paola Klokler (3.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Adrienne de Souza – (4.0) APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Oara Uchoa (4.0) – ADESUL (CE)
Geisa Vieira (4.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Vileide Brito (4.5) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA)
Lia Martins (4.5) – ADESUL (CE)

*Com informações da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC)

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A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/semana-de-treinamento-da-selecao-brasileira-feminina-de-basquete-em-cr-mira-desafio-internacional/

Postado Pôr Antônio Brito 

Especialista avalia o Mercado da Empregabilidade da Pessoa com Deficiência e a Lei de Cotas que completa 35 anos

Câmara Paulista de Inclusão realiza evento para celebração dos 35 anos da Lei de Cotas

Maria de Fátima e Silva comenta sobre o aniversário da Lei de Cotas e o Mercado de Empregabilidade da Pessoa com Deficiência

O levantamento mais recente do Ministério do Trabalho, baseado no eSocial, identificou cerca de 545,9 mil trabalhadores com deficiência e reabilitados do INSS empregados formalmente no Brasil. Desses, 93% estavam em empresas com mais de 100 empregados, justamente as alcançadas pela Lei de Cotas.

Segundo o MTE, entre 2009 e 2021, o crescimento do emprego formal de pessoas com deficiência foi 60% superior ao crescimento do mercado geral de trabalho, indicando que a Lei de Cotas continua sendo o principal instrumento de inclusão profissional desse público.

Dados oficiais apontam que cerca de 18,6 milhões de brasileiros são considerados pessoas com deficiência.

Apenas 29,2% das PcDs participam da força de trabalho. “Isso indica que a maior dificuldade da inclusão não é apenas a contratação, mas também o acesso à educação, qualificação profissional, acessibilidade e permanência no emprego”, afirma Maria de Fátima e Silva, Coordenadora do COEXISTIR, em entrevista ao Diário PcD.

www.varejocontrata.com.br

Em entrevista ela também comenta sobre a expectativa da celebração dos 35 anos da Lei de Cotas, o Mercado da Empregabilidade da Pessoa com Deficiência, as oportunidades criadas pelo Varejo Contrata e as preocupações com a pejotização no Brasil.

Confira a entrevista

https://www.youtube.com/watch?v=fz0k-jleZnw 

Lei de Cotas – 35 anos

No dia 24 de julho, Dia Nacional do Aniversário da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência, a Câmara Paulista de Inclusão realizará o evento – Lei de Cotas – 35 anos – Trabalho: Um direito de todas as pessoas”.

O Dia Nacional da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência é celebrado anualmente, marcando a sanção da Lei nº 8.213 em 24 de julho de 1991.

Equivalente textual: arte quadrada/retangular com fundo branco. No topo, logotipo “#Lei de Cotas 35 anos – Trabalho: um direito de todas as pessoas”. Ao centro, o texto: “Venha celebrar conosco o 35º aniversário da Lei de Cotas”. Abaixo, informações: “Salve essa data: 24 de julho (sexta). Local: Ministério do Trabalho e Emprego, Av. Prestes Maia, 733 – Luz, São Paulo – SP”. Na parte inferior, logotipo da Câmara Paulista pela Inclusão da Pessoa com Deficiência. Cantos da imagem têm detalhes coloridos.

A legislação obriga empresas com 100 ou mais funcionários a preencherem de 2% a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência. 

A Lei 8.213/1991 é o principal instrumento de inclusão no mercado de trabalho, combatendo o preconceito e promovendo a igualdade de oportunidades.

Na cidade de São Paulo, a Câmara Paulista para Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal realiza um dia inteiro de programação gratuita, com palestras, shows culturais e cadastro de emprego para celebrar e reforçar a necessidade de inclusão profissional, superando visões assistencialistas e capacitistas e valorizando as competências.

https://www.camarainclusao.com.br

Em 2026, o evento acontecerá em 24 de julho – sexta-feira, no Ministério do Trabalho e Emprego, na Avenida Prestes Maia, 733 – Luz.

Maria de Fátima e Silva, Coordenadora do COEXISTIR, em entrevista ao Diário PcD, comenta sobre a expectativa da celebração dos 35 anos da Lei de Cotas, sobre o Mercado da Empregabilidade da Pessoa com Deficiência, as oportunidades criadas pelo Varejo Contrata e ainda sobre as preocupações com a pejotização no Brasil.

Fonte https://diariopcd.com.br/especialista-avalia-o-mercado-da-empregabilidade-da-pessoa-com-deficiencia-e-a-lei-de-cotas-que-completa-35-anos/

Postado Pôr Antônio Brito 

12/06/2026

FNMD cobra compromisso dos partidos políticos com a participação das pessoas com deficiência

FNMD cobra compromisso dos partidos políticos com a participação das pessoas com deficiência

Documento divulgado pela FNMD – Frente Nacional das Mulheres com Deficiência conscientiza sociedade e busca compromisso dos partidos políticos nas eleições de 2026

A FNMD – Frente Nacional das Mulheres com Deficiência faz um alerta para a sociedade brasileira e busca o comprometido dos partidos políticos nas eleições de 2026 com o envolvimento efetivo das pessoas com deficiência.

Rosana Lago, Fundadora e Coordenadora da FNMD – Frente Nacional das Mulheres com Deficiência, afirma que “ao aderir a esta Carta-Compromisso, o partido político reconhece que a inclusão das pessoas com deficiência é condição fundamental para o fortalecimento da democracia, da diversidade e da justiça social, comprometendo-se a adotar medidas concretas para ampliar sua participação e representação política”.

De acordo com o documento, “a democracia somente será plena quando as pessoas com deficiência participarem efetivamente da construção das decisões políticas do país”.

Confira a íntegrado da Carta-Compromisso

frentemulherescomdeficiencia – Instagram

Fonte https://diariopcd.com.br/fnmd-cobra-compromisso-dos-partidos-politicos-com-a-participacao-das-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção masculina de basquete em cadeira de rodas vence Coreia do Sul e garante vaga no Mundial de 2026

Brasil e Canadá no Desafio Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Marcello Zambrana/CPB

A Seleção Brasileira masculina de basquete em cadeira de rodas assegurou a classificação para o Campeonato Mundial de 2026 ao derrotar a Coreia do Sul por 75 a 67, na noite desta quarta-feira, 10, às 23h30 (horário de Brasília), em Suphan Buri, na Tailândia.

O confronto marcou a última rodada do Qualificatório Mundial da modalidade e confirmou o Brasil entre os quatro países classificados para a competição que será disputada em setembro, em Ottawa, no Canadá.

Além da equipe brasileira, também conquistaram vaga para o Mundial no Qualificatório o Irã, a Polônia e os Países Baixos. Os iranianos foram os primeiros a se classificar – líderes do Grupo B, eles não precisaram jogar a rodada eliminatória por conta da ausência da Venezuela na competição. A Polônia e os Países Baixos asseguraram presença em Ottawa, com vitórias sobre Tailândia – 59 a 48 – e Senegal por 91 a 40, respectivamente.

Antes do duelo decisivo, o Brasil encerrou a fase de grupos com uma vitória sobre Senegal por 88 a 43, resultado que colocou a equipe na terceira posição do Grupo B e definiu o confronto eliminatório contra a Coreia do Sul, segunda colocada da chave A.

A trajetória brasileira na fase inicial começou na segunda-feira, 8, quando a equipe foi derrotada pela Polônia por 77 a 66. No dia seguinte, os brasileiros voltaram à quadra e foram superados pelo Irã por 75 a 63, encerrando a primeira etapa da competição com uma vitória e duas derrotas.

O Qualificatório Mundial reuniu sete seleções de quatro continentes na disputa pelas últimas quatro vagas para o Campeonato Mundial. O Brasil integrou o Grupo B ao lado de Irã, Polônia e Senegal. Na outra chave estavam Coreia do Sul, Países Baixos e Tailândia. A Venezuela, que inicialmente participaria do torneio, retirou-se por dificuldades financeiras, provocando ajustes na programação da competição.

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As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br).

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-masculina-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-vence-coreia-do-sul-e-garante-vaga-no-mundial-de-2026/

Postado Pôr Antônio Brito 

FIFA prometeu inclusão. Autoridades brasileiras criticam medidas que afastam pessoas com deficiência dos estádios

FIFA prometeu inclusão, mas autoridades brasileiras criticam medidas que afastam pessoas com deficiência dos estádios

Senado Federal deve comunicar a FIFA descontentamento com os novos critérios e “que isso não se repita nos próximos mundiais”, afirmou Senador Flávio Arns

Na última Copa do Mundo, no Qatar, um ingresso para Pessoa com Deficiência custou – na fase de grupos, R$ 57 reais e a entrada do seu acompanhante era gratuita.

Em 2026 o ingresso mais barato custa R$ 325 reais, mas não está disponível na área considerada “assentos de acessibilidade”. A Pessoa com Deficiência que tentou – ou estará nos estádios, tem que pagar R$ 1.430 pelo seu ingresso no setor reservado com acessibilidade.

A FIFA também determinou que o acompanhante pague pelo ingresso, o que era gratuito até 2022. Nesse caso, se uma pessoa com deficiência estiver nos estádios terá pago R$ 2.860 reais – pelos dois ingressos. Isso significa um aumento de 4.900%.  O preço do ingresso – em comparação com 2022, foi reajustado em 38 vezes.

Outra decisão do órgão foi reduzir em um terço o número de “assentos de acessibilidade”, o que significa apenas o acesso de 18 cadeirantes em alguns jogos.

De acordo com a organização, haverá interpretação em língua de sinais em todos os 104 jogos, audiodescrição em todas as partidas, pranchas táteis (hápticas) para torcedores cegos ou com baixa visão, salas sensoriais em todos os 16 estádios e equipes treinadas para atendimento a pessoas com deficiência. Também anunciaram recursos para pessoas com autismo e outras condições relacionadas ao processamento sensorial.

Geraldo Nogueira, Diretor da Diretoria da Pessoa com Deficiência na OAB/RJ e Superintendente de Políticas Inclusivas no Estado do RJ, destacou que “a acessibilidade não pode ser tratada como um elemento decorativo de grandes eventos. Ela deve ser compreendida como um direito humano fundamental e uma condição indispensável para que as pessoas com deficiência participem plenamente da vida social, cultural e esportiva. A existência de salas sensoriais, tecnologias assistivas e estruturas adaptadas é positiva e deve ser reconhecida. Contudo, esses recursos perdem parte de seu significado quando o ingresso para área acessível possui valor significativamente superior ao ingresso comum ou quando o acompanhante deixa de ter condições facilitadas para acompanhar a pessoa com deficiência. A acessibilidade começa muito antes da entrada no estádio. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência estabelece o compromisso de promover participação plena e efetiva na sociedade, e isso inclui o acesso ao esporte e ao lazer em igualdade de condições”.

O Senador da República Flávio Arns, em nota oficial, afirmou que “a limitação do acesso das pessoas com deficiência à Copa do Mundo é um enorme retrocesso. Estamos falando de um evento mundial que deveria ser exemplo de inclusão, acessibilidade e respeito à diversidade para todo o planeta. A Copa do Mundo deveria ser essa vitrine. O que estamos vendo neste ano é exatamente o contrário, seja pelo custo dos ingressos que estão muito mais caros em relação à última edição, seja pela cobrança dos ingressos dos acompanhantes, que eram gratuitos, ou pela redução do número de assentos de acessibilidade. Diante de todos esses fatos, estamos mobilizando os senadores para a assinatura de um documento do Senado que será enviado à Fifa, manifestando o descontentamento e pedindo que isso não se repita nos próximos mundiais“.

Roberto Paulo do Vale Tiné, presidente do CONADE – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência afirmou que “a FIFA de hoje não tem interesse na inclusão. Sua visão de mundo é meramente comercial e enquanto tiver pessoas disponíveis a pagar uma fortuna por um ingresso e Estados que apoiam essa visão, nada mudará. Cada vez mais veremos menos disponibilidades de lugares para pessoas com deficiência, pois esse público não interessa à Fifa, que está na contramão da inclusão”.

O Deputado Federal Rodrigo Rollemberg, Presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência na Câmara dos Deputados, em nota oficial, afirmou que “recebemos com indignação e profunda preocupação as notícias sobre os critérios adotados pela FIFA para a Copa do Mundo de 2026, tanto pela imposição de protocolos que podem restringir o acesso de pessoas com deficiência aos ingressos acessíveis, quanto pelos aumentos abusivos nos valores destinados a esse público. É inaceitável que pessoas com deficiência, que já enfrentam barreiras diárias de acessibilidade, sejam submetidas a novas exigências e a preços que, na prática, podem excluir grande parte desse público de um dos maiores eventos esportivos do planeta. A acessibilidade não pode ser tratada como privilégio, favor ou produto de luxo. Inclusão é direito. E direito não pode depender da capacidade financeira de cada pessoa”.

O parlamentar ainda destacou que “no próximo ano, o Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina. Seguiremos defendendo que todos os jogos tenham protocolos adequados de acessibilidade, preços justos e condições efetivas para que as pessoas com deficiência participem em igualdade de oportunidades. Grandes eventos esportivos precisam ser espaços de inclusão, e não de exclusão”.

André Naves, Defensor Público Federal, afirmou ao Diário PcD, que “a Copa do Mundo está transformando o que deveria ser a celebração do futebol em uma vitrine de exclusão. Essa nova política de ingressos da FIFA é um absurdo. É inaceitável. Essa entidade simplesmente fechou a porta dos estádios para as pessoas com deficiência. O esporte – que deveria celebrar a união e a coletividade, foi reduzido a uma mera mercadoria, trocando a convivência humana em um lucro imediato. Não podemos aceitar arenas exclusivistas”.

Para o advogado Igor Lima, especialista em Direitos Humanos, Sustentabilidade e Inclusão, “a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada por 190 países, e a própria Convenção Americana de Direitos Humanos estabelecem obrigações que transcendem fronteiras. O arcabouço jurídico internacional existe precisamente para isso: garantir que uma pessoa com deficiência possa buscar seus direitos e ser respeitada no Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar do mundo. O que não pode acontecer é que eventos de dimensão global como uma Copa do Mundo sirvam para normalizar a exclusão e empurrar para a invisibilidade quem o direito internacional já reconhece como titular pleno de direitos”.

Fonte https://diariopcd.com.br/fifa-prometeu-inclusao-autoridades-brasileiras-criticam-medidas-que-afastam-pessoas-com-deficiencia-dos-estadios/

Postado Pôr Antônio Brito

11/06/2026

Copa do Mundo é oportunidade para trabalhar socialização e lidar com frustrações no autismo

Copa do Mundo é oportunidade para trabalhar socialização e lidar com frustrações no autismo

Interesse pelo futebol, troca de figurinhas e atividades temáticas ajudam no desenvolvimento de habilidades sociais; especialistas orientam famílias sobre quebra de rotina e excesso de estímulos

A Copa do Mundo costuma mobilizar emoções, conversas e atividades coletivas em escolas, famílias e grupos de amigos. Para crianças e adolescentes no Transtorno do Espectro Autista (TEA), esse período pode representar tanto desafios relacionados às mudanças na rotina e ao excesso de estímulos quanto oportunidades reais para desenvolver habilidades sociais, comunicação e regulação emocional.

Segundo especialistas do GAIADI – Grupo de Avaliação e Intervenção dos Atrasos do Desenvolvimento Infantil, em Ribeirão Preto (SP), o interesse pelo futebol e pelos eventos ligados à competição pode ser utilizado de forma positiva no cotidiano, desde que as experiências sejam planejadas e respeitem as características de cada criança.

Para a psicóloga Giovanna Bim Sebastiani, eventos de grande mobilização têm potencial para favorecer interações sociais de maneira mais espontânea. “A Copa cria situações em que crianças e adolescentes autistas podem se engajar socialmente a partir de um interesse genuinamente compartilhado, sem que a interação seja o foco explícito da situação. Isso reduz a pressão interpessoal e favorece um aprendizado mais próximo do cotidiano real”, explica.

Ela ressalta, porém, que não existe uma fórmula única. “O espectro autista é heterogêneo, e para muitos jovens esses mesmos eventos representam sobrecarga sensorial e emocional. O que faz a diferença não é o evento em si, mas o uso intencional e planejado dele, considerando o perfil individual de cada pessoa”, afirma.

Interesse em comum favorece interação

Atividades típicas desse período, como colecionar figurinhas, conversar sobre os jogos, participar de bolões ou de ações temáticas nas escolas ou no trabalho, podem criar oportunidades naturais para o desenvolvimento de habilidades sociais.

A aplicadora ABA Marina Matos de Oliveira explica que interesses compartilhados funcionam como uma ponte para a comunicação. “Ao partir de algo que já desperta interesse na pessoa, é possível aumentar o engajamento, fortalecer a motivação e trabalhar habilidades como atenção compartilhada, manutenção de conversas e respeito ao turno de fala. Também é uma oportunidade para estimular a expressão de opiniões, preferências e emoções”, comenta.

Segundo ela, atividades como a troca de figurinhas estimulam iniciativa social, negociação e interação entre pares. “Quando a atividade é significativa e prazerosa, a participação acontece com mais segurança, e isso abre espaço para desenvolver habilidades sociais, comunicação funcional e sentimento de pertencimento”, diz.

Na avaliação de Giovana, essas situações funcionam como verdadeiros roteiros sociais do cotidiano. “Pedir uma figurinha, oferecer outra, negociar uma troca: são sequências simples, mas que treinam iniciação de conversa, reciprocidade e manutenção de tópico de forma contextualizada. O aprendizado em contextos com motivação real tende a ser mais duradouro e funcional”, explica.

Mudanças na rotina exigem atenção

Ao mesmo tempo, a Copa do Mundo também pode trazer desafios. Horários alterados, suspensão de atividades, comemorações, visitas e ambientes mais movimentados podem gerar ansiedade e dificuldades de adaptação.

“Os desafios mais comuns costumam estar ligados à quebra de previsibilidade. Muitas pessoas autistas se organizam melhor quando a rotina é estável. Mudanças como horários diferentes, viagens, barulho extra e maior movimentação podem gerar ansiedade, irritabilidade e dificuldade de adaptação”, explica Marina.

Além disso, comemorações com sons altos, fogos, telas, músicas e aglomerações podem provocar sobrecarga sensorial. Para Giovana, pequenas estratégias fazem diferença para minimizar esses impactos. “Protetores auriculares, antecipação do ambiente por meio de fotos ou explicações e a existência de um espaço mais tranquilo para pausas podem tornar a experiência muito mais confortável”, orienta.

Aprender a lidar com vitórias e derrotas

As emoções despertadas pela competição também podem ser utilizadas para ensinar tolerância à frustração e flexibilidade diante de resultados inesperados.

“Tolerância à frustração não é algo que se desenvolve espontaneamente. Ela precisa ser ensinada de forma gradual. Antes do jogo, por exemplo, a família pode conversar sobre os diferentes resultados possíveis, inclusive os negativos. Antecipar essas situações reduz o impacto emocional quando elas acontecem”, explica Giovana.

Para Marina, a participação deve acontecer sem pressão e respeitando o ritmo de cada criança. “Nem toda criança vai querer acompanhar tudo da mesma forma, e isso precisa ser respeitado. Quando a participação acontece de forma gradual, com apoio e sem exigência excessiva, a experiência tende a ser muito mais positiva”, afirma.

Segundo as especialistas, quando bem mediada, eventos como a Copa do Mundo podem se transformar em uma oportunidade de conexão, pertencimento e aprendizado emocional. “O mais importante é que esses momentos sejam vividos de forma acolhedora e inclusiva, e não como uma fonte de sobrecarga”, conclui Marina.

Fonte https://diariopcd.com.br/copa-do-mundo-e-oportunidade-para-trabalhar-socializacao-e-lidar-com-frustracoes-no-autismo/

Postado Pôr Antônio Brito 

Valledupar 2026: São Paulo é estado com mais atletas na delegação dos Jogos Parasul-Americanos

A halterofilista Mariana D’Andrea durante competição no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A delegação que representará o Brasil nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 contará com esportistas de 25 estados e do Distrito Federal. O evento terá a participação de 237 atletas com deficiência brasileiros em disputas de 13 modalidades, de 5 a 15 de julho, na Colômbia.

Confira a convocação completa aqui.

São Paulo será o estado com mais representantes, com 71 convocados, cerca de 30% do total. Entre os destaques paulistas está a bicampeã paralímpica do halterofilismo Mariana D’Andrea, vencedora na categoria até 73kg em Tóquio 2020 e Paris 2024.

A seguir vem Minas Gerais, com 24 atletas, e Rio de Janeiro, com 18. É do estado fluminense que vem um dos destaques do tênis em cadeira de rodas, a jovem Vitória Miranda, que em 2025 foi a campeã em simples e em duplas de dois Grand Slams, Roland Garros e o Australian Open na categoria junior.

Na região Sul a liderança é do Paraná, com 17 atletas. No grupo está a nadadora Beatriz Carneiro, da classe S14 (deficiência intelectual), bronze nos 100m peito e no revezamento 4x100m livre nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

Goiás é o estado do Centro-Oeste com mais representantes, 11. O grupo conta com a arqueira Jane Karla, que conquistou uma medalha de bronze individual e duas de prata nas duplas no Mundial disputado em Pilsen, na República Tcheca, em 2023.

O Pará tem 10 convocados e é o estado com mais representantes da região Norte. Uma das atletas naturais do estado é a velocista Fernanda Yara, da classe F47 (comprometimento em membros superiores), campeã paralímpica dos 400m nos Jogos de Paris 2024.

Os Jogos de Valledupar 2026 terão disputas em 13 modalidades: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco e vôlei sentado.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em seis modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.

Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.

Confira a quantidade de atletas por estado:

São Paulo – 71
Minas Gerais – 24
Rio de Janeiro – 18
Paraná – 17
Goiânia – 11
Pará – 10
Pernambuco – 10
Ceará – 8
Bahia – 6
Distrito Federal – 6
Espírito Santo – 6
Rio Grande do Sul – 6
Paraíba – 5
Rio Grande do Norte – 5
Santa Catarina – 5
Amazonas – 4
Mato Grosso – 4
Rondônia – 4
Acre – 3
Maranhão – 3
Alagoas – 2
Sergipe – 2
Amapá – 1
Mato Grosso do Sul – 1
Tocantins – 1

Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
As atletas Mariana D’Andrea, Fernanda Yara e Beatriz Carneiro são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
As atletas Mariana D’Andrea e Fernanda Yara integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/valledupar-2026-sao-paulo-e-estado-com-mais-atletas-na-delegacao-dos-jogos-parasul-americanos/

Postado Pôr Antônio Brito