29/07/2021

Contratações de pessoas cegas ou com baixa visão diminuem durante a pandemia

Neste mês, completa-se 30 anos da Lei de Cotas (nº 8213/91), que prevê a garantia do direito à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Neste ano, a data comemorada em 24 de julho, torna-se ainda mais relevante diante da diminuição de contratações de pessoas cegas ou com baixa visão, em decorrência da pandemia do coronavírus.

Segundo pesquisa realizada em dezembro de 2020 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), 45 mil trabalhadores com deficiência haviam perdido seus empregos. Outro dado é o encerramento de 28.551 postos de trabalho para pessoas com deficiência entre janeiro de 2020 e abril de 2021. De julho a dezembro de 2020, esteve em vigor a lei 14.020, na qual o governo brasileiro instituiu o Programa Emergencial de Manutenção de emprego e renda às pessoas com deficiência, proibindo demissões. Neste momento, as pessoas seguem trabalhando sem a vigência dessa proteção legal, que garantia a empregabilidade.

Há 75 anos, a Fundação Dorina atua promovendo a autonomia e a inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão. Desde 1954, a instituição conta com uma área pioneira de empregabilidade, voltada à contratação e qualificação profissional de pessoas com deficiência visual junto a empresas parceiras. Por meio dessa atividade se verificou uma queda em novas admissões. Em 2019, a área de empregabilidade da Fundação Dorina promoveu a admissão de 116 profissionais. Já em 2020, foram registradas 60 contratações, uma redução de quase 50%.

A Fundação Dorina Nowill para Cegos possui diversos serviços voltados à empregabilidade, como análise de perfil dos candidatos, cursos de capacitação profissional e encaminhamento para processos seletivos. Além disso, as pessoas cegas ou com baixa visão podem cadastrar o currículo no banco de talentos da instituição e acompanhar as vagas disponíveis. Já as empresas são sensibilizadas sobre a importância de promover a inclusão, e a equipe de recursos humanos recebe apoio durante o processo de recrutamento e seleção.

Qualificação profissional é um diferencial para a carreira

Uma das missões da Fundação Dorina é qualificar pessoas com deficiência visual e promover a empregabilidade, inclusão e a autonomia. “A empregabilidade garante autonomia à pessoa com deficiência visual. Nas empresas, esses funcionários colocam em prática suas habilidades e participam da sociedade, mas para isso acontecer, a capacitação profissional é essencial. Os cursos de qualificação possibilitam que o aluno cego ou com baixa escolha a carreira que deseja seguir, além de desenvolver conhecimento para exercer suas funções”, afirma Edson Defendi, especialista em Diversidade e Inclusão e coordenador da área de empregabilidade da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Para garantir essa qualificação, a Fundação Dorina oferece vários cursos, que com a pandemia, podem ser realizados a distância por interessados de todo Brasil. A novidade é o curso de Inglês Básico, inédito, a partir de agosto. Os alunos cegos ou com baixa visão que estiverem interessados podem se inscrever pelo site: https://fdnc.org/ingles

Outros cursos oferecidos são de Informática Básica, Atendimento ao Cliente, Auxiliar Administrativo, Empreendedorismo e Oficina de Talentos, todos a distância. Já as aulas de Massoterapia são realizadas no modelo híbrido, com módulos de teoria aplicados online e a prática presencial.

Incluir para romper barreiras

Atualmente, no Brasil existem cerca de 441,3 mil pessoas com deficiência empregadas em virtude da Lei de Cotas. Destas, 62,1 mil são pessoas com deficiência visual, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego/Relação Anual de Informação Social (MT/RAIS 2017).

Fonte. https://revistareacao.com.br/contratacoes-de-pessoas-cegas-ou-com-baixa-visao-diminuem-durante-a-pandemia/

Postado por Antônio Brito

Projetos brasileiros de inclusão e acessibilidade são premiados pela ONU

Dois projetos da ONG Escola de Gente foram selecionados pela ONU como melhores práticas relacionadas aos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDG Good Practices). O aplicativo de cultura acessível “VEM CA” e o projeto “Hiperconexão inclusiva”, que promove lives plenamente acessíveis, com Libras, legenda e audiodescrição, fazem parte de uma lista de 400 iniciativas de todo mundo eleitas pela ONU, em que 12 são da América Latina e quatro do Brasil.
Os projetos foram desenvolvidos como uma solução para a exclusão digital intensificada pela pandemia da Covid-19. “O isolamento causado pela pandemia levou a uma migração da comunicação e de informação do presencial para o virtual. No entanto, as realizações de transmissões e encontros no ambiente digital não apresentaram os recursos de acessibilidade como Libras, legenda, audiodescrição e linguagem simples. É preciso que todas as ações sejam pensadas para serem plenamente acessíveis”, explica Claudia Werneck, fundadora da Escola de Gente.
Segundo a ONU, 82% da população com deficiência do mundo vivem em condições de pobreza, em países em desenvolvimento como o Brasil. Representam cerca de 15% da população mundial e enfrentam problemas como falta de acesso à água, saneamento básico, alimentação, além de educação e informação. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas declararam ter, pelo menos, um tipo de deficiência, seja do tipo visual, auditiva, motora ou intelectual.
“As pessoas com deficiência são a maior minoria do mundo e, no Brasil, representam, segundo o IBGE, quase 25% da população brasileira. São pessoas que enfrentam um cotidiano repleto de riscos numa sociedade que não as percebe como parte dela e, portanto, naturaliza várias formas de exclusão e discriminação. A falta de comunicação acessível é uma delas., explica Claudia.
Hiperconexão Inclusiva
O projeto “Hiperconexão inclusiva” oferece tecnologia integrada própria que garante a oferta de Libras, legenda e audiodescrição, simultaneamente, para reuniões e apresentações de teatro online e ao vivo. O objetivo é praticar a equidade no compartilhamento de informações online, por meio da oferta de lives com acessibilidade total e, assim, estimular sociedade, governo e outras instituições a também desenvolvê-las. A primeira live plenamente acessível da Escola de Gente foi realizada em abril de 2020.
App VEM CÁ
Com mais de 15 mil downloads, o aplicativo lançado em 2019 foi criado para conectar eventos acessíveis a pessoas com deficiência. É pioneiro tanto no campo cultural como no da tecnologia da informação. Com a chegada da pandemia e a migração dos eventos para o mundo virtual, o VEM CÁ foi remodelado e será relançado em agosto deste ano, sob o conceito do projeto Hiperconexão Inclusiva.
Assim, além de trazer eventos presenciais acessíveis, o app passa a contemplar eventos virtuais que trazem acessibilidade a todos os públicos. O aplicativo terá diversas possibilidades de busca, com data e local, combinando os 24 tipos de atividades culturais com 12 tipos de acessibilidade: assento acessível, audiodescrição/guia acessível, banheiro acessível, elevador/rampa, gratuidade, legenda, Libras, Libras tátil, linguagem simples, piso tátil, publicações acessíveis e visita tátil, permitindo infinitas buscas.
O aplicativo também será uma plataforma para reunir profissionais de acessibilidade, que poderão se cadastrar no app e integrar um um banco de dados inédito no Brasil que ficará dentro do VEM CÁ, acessado gratuitamente. Os usuários poderão realizar buscas para encontrar tais profissionais e, dessa forma, o app vai fomentar a geração de emprego e renda no setor de acessibilidade.

Fonte. https://revistareacao.com.br/projetos-brasileiros-de-inclusao-e-acessibilidade-sao-premiados-pela-onu/

Postado por Antônio Brito

27/07/2021

TCU: Webinário reúne especialistas para debater avaliação biopsicossocial da deficiência

arcabouço jurídico brasileiro e os normativos internacionais estiveram no centro das discussões do webinário Avaliação Biopsicossocial da Deficiência, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com o apoio da Rede de Acessibilidade. Na pauta, questões relacionadas às modificações previstas na Lei 14.176/2021; à regulamentação do artigo 2º da Lei 13.146/2015; à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas em 2006; ao Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBrM); e à Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde; entre outras.

O encontro, ocorrido no dia 15/7, reuniu especialistas das áreas da saúde, do direito, do serviço e da assistência social, além da secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Priscilla Gaspar.

Inclusão e participação plena – A moderação do encontro foi feita pelo procurador do Ministério Público junto ao TCU e supervisor da Política de Acessibilidade do Tribunal, Sérgio Caribé. Segundo ele, os processos decisórios sobre avaliação da deficiência devem incluir “quem conhece a realidade em que vive”.

“É a pessoa com deficiência, nas suas múltiplas características, nas suas múltiplas restrições, mas também nas múltiplas barreiras com que se depara, quem melhor sabe a realidade com a qual convive. A realidade social e a realidade de cada indivíduo não podem passar ao largo da avaliação biopsicossocial. E, naturalmente, para que elas possam ser contempladas, as pessoas com deficiência precisam ser ouvidas” (Procurador Sérgio Caribé).

Reflexões acerca dos desafios para a classificação da deficiência, da promoção a direitos fundamentais, do acesso a políticas públicas e do comprometimento da sociedade com a equidade também permearam o encontro. “A avaliação da pessoa com deficiência deve ser técnica, deve ser construída com base nos melhores parâmetros internacionais e deve assegurar a promoção de direitos, que, em resumo, se concretizam com o fomento à igualdade e à garantia da inclusão e da participação ativa das pessoas com deficiência em todas as dimensões da vida social”, ressaltou Caribé.

Assista aqui à íntegra do webinário – https://youtu.be/FfrSbL81Y5U

Mais de 500 pessoas acompanharam as discussões em tempo real, um público formado por profissionais da área da educação e da saúde (psicologia, fisioterapia e nutrição, entre outras), por advogados, juízes e integrantes do poder Judiciário, além de assistentes sociais e representantes de prefeituras e governos estaduais.

O evento foi transmitido, ao vivo, pelo canal do TCU no YouTube, com legendas, descrição em audiovisual e interpretação simultânea em Libras.

Palestrantes

– Priscilla Gaspar, secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

– Lailah Vasconcelos de Oliveira Vilela, médica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com residência em Medicina Preventiva e Social, na área de concentração em Saúde e Trabalho, Mestrado em Saúde Coletiva/Saúde e Trabalho (UFMG).

– Izabel de Loureiro Maior, conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Rio de Janeiro (COMDEF-Rio) e integrante do Fórum UFRJ Acessível e Inclusiva.

– Heleno Rodrigues Corrêa Filho, médico graduado pela UnB, Post-Doctoral Fellowship em Epidemiologia Ocupacional junto à Johns Hopkins School of Hygiene and Public Health e doutorado em Saúde Pública pela USP.

– Ana Cláudia Mendes de Figueiredo, advogada e ex-conselheira no Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade), coordenadora do Comitê Jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), membro da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-DF.

– Miguel Abud Marcelino, médico, mestre em Saúde Pública e Meio Ambiente e especialista em Infectologia e Medicina do Trabalho, professor da Unifase e pesquisador do Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social – Nippis  (Icict/Fiocruz e Unifase).

– Wederson Santos, assistente social do INSS desde 2013, doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília.

– Hugo Frota Magalhães Porto Neto, promotor de justiça de defesa dos direitos das pessoas com deficiência em Fortaleza, membro associado da Associação Nacional do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência (Ampid).

– Lívia Barbosa Pereira, mestre e doutora em Política Social pela UnB, professora adjunta do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero e líder do grupo de pesquisa Deficiência, Direitos e Políticas, do Departamento de Serviço Social da UnB.

Fonte: https://revistareacao.com.br/tcu-webinario-reune-especialistas-para-debater-avaliacao-biopsicossocial-da-deficiencia/

Postado por Antônio Brito

RUMO A TÓQUIO: A história de superação de um medalhista

Programa Inclua Mundo , exibido no youtube e idealizado por Thaissa Alvarenga, empreendedora social e criadora da ONG Nosso Olhar , mostra em seu último episódio a história de Júlio César Agripino, um atleta que teve sua carreira transformada ao descobrir uma doença degenerativa na córnea, mas que descobriu no paradesporto um caminho de recomeço e de novas possibilidades.

Num momento de desânimo, ele contou com uma rede de amigos, como Neide Santos – fundadora do Projeto Vida Corrida -, e Luis Gustavo Cândido – seu atual treinador. O incentivo dessa rede foi fundamental para Júlio César tomar uma importante decisão: a de treinar para ser um atleta paralímpico.

O amor pela corrida e a vontade de continuar foram fundamentais para que ele pudesse avançar na modalidade e superar os desafios. Hoje o atleta atua na classe T11, é especialista nas provas de 1.500m e 5.000m. E não para por aí. Júlio representou o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016, no Rio de Janeiro, nos Jogos Parapan-Americanos de 2019, em Lima/Peru, e foi medalha de ouro no Mundial de Dubai/Emirados Árabes Unidos, em 2019.

Neste ano o seu grande e esperado desafio é representar o Brasil em Tóquio/Japão. Ele faz parte da delegação brasileira que representará o País nos Jogos Paralímpicos, em agosto. Para a sua segunda Olimpíada, o desejo é exibir uma medalha no peito.

Assista ao “Inclua Mundo” dessa edição e conheça a história de transformação do Júlio César, algo que o esporte foi capaz de proporcionar!

Como parte também do portal Papo de Mãe , de conteúdo para famílias, o “Inclua Mundo” é um programa que tem como foco a mobilização, educação e inclusão, abordando os temas com histórias reais e opiniões de especialistas, famílias e pessoas com deficiência. Temas como Moradia independente para pessoas com deficiência Pessoas com deficiência e o mercado de trabalho Autismo são alguns dos assuntos que já foram trabalhados.

O Inclua Mundo é um projeto pioneiro, que aborda a diversidade e acessibilidade tanto em formato de texto quanto em vídeo. Trata-se de um trabalho em rede e uma vitória para todos que lutam pela inclusão social.

nossoolhar.org

Fonte. https://revistareacao.com.br/rumo-a-toquio-a-historia-de-superacao-de-um-medalhista/

Postado por Antônio Brito

CAIXA ANUNCIA A CONTRATAÇÃO DE NOVOS COLABORADORES Pcd

A CAIXA anunciou, nesta segunda-feira ,19, a contratação de 10 mil novos colaboradores, entre empregados e terceirizados, para fortalecer a rede de atendimento do banco. Serão 4 mil empregados, 5,2 mil estagiários e adolescentes aprendizes, e cerca de 800 recepcionistas e vigilantes.

As contratações reforçam o papel da CAIXA como o banco de todos os brasileiros, com a maior presença bancária no país, tendo 26 mil pontos de atendimento ao cidadão por meio de sua rede de agências, unidades lotéricas, correspondentes bancários, agências-barco e agências-caminhão.

Está prevista a contratação de 4 mil empregados ao todo, sendo que 3 mil deles serão convocados do concurso vigente, a depender ainda de autorização da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para ampliação do quadro de pessoal da CAIXA.

Além disso, haverá mil vagas para pessoas com deficiência (PcD), em concurso específico para esse público, com previsão de lançamento de edital até setembro deste ano.

Fonte. https://revistareacao.com.br/caixa-anuncia-a-contratacao-de-novos-colaboradores-pcd/

Postado por Antônio Brito

Ibape/SP realiza curso “Perícias em Acessibilidade”.

Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape/SP), realiza o curso “Perícias em Acessibilidade”, até a próxima quinta-feira, 29.

A acessibilidade é garantida pela Lei 10.098/2000, tendo como objetivo permitir que as restrições físicas ou intelectual do indivíduo não atrapalhem o seu acesso aos espaços públicos e privados, assim como o uso dos serviços oferecidos. Por isso, é fundamental que engenheiros e arquitetos estejam atualizados sobre as normas técnicas vigentes.

Realizado no formato virtual, o curso com carga horária de 8 horas, pretende desmistificar conceitos de acessibilidade, atualizar modificações da legislação, entendimento da ABNT NBR 9050, e da norma complementar ABNT NBR 16537. Desenvolvido a partir da necessidade de preparar engenheiros e arquitetos para uma área que demanda por profissionais especializados e contextualizados com as pautas atuais, pode representar oportunidades de negócio aos participantes, que estarão aptos a desenvolver atividades de consultoria, projeto, aprovações, execução, produto e laudos técnicos.

Ministrado por Vanessa Pacola Francisco, arquiteta especialista em acessibilidade, é voltado para profissionais das áreas de arquitetura e engenharia; gerentes, coordenadores e planejadores de obras, peritos e assistentes técnicos, bem como empresários do setor da construção civil e agentes da área pública, atentos à importância da acessibilidade das cidades e edificações.

Essa atualização faz parte da plataforma Ibape/SP Conecta, sistema de EAD do Ibape São Paulo, que tem uma programação contínua de temas voltados para capacitação técnica e novas oportunidades de negócio no contexto atual. Além disso, para orientar sobre como adotar a acessibilidade nas construções, o instituto desenvolveu, em parceria com o CREA-SP, a cartilha “Acessibilidade na Perícia de Edificações”. O documento apresenta um panorama do país em relação a população que necessita de espaços cada vez mais inclusivos. Também explica como realizar a perícia na prática, e adequar os espaços de acordo com a legislação e as normas técnicas de acessibilidade vigentes.

Mais informações no site https://www.ibapespconecta.com.br

Serviço:

Curso: “Perícias em Acessibilidade”

Data: De 26 a 29 de julho de 2021 – das 19h às 21h

Formato: on-line (ao vivo)

Inscrições: https://cutt.ly/qmgNvQw

Fonte. https://revistareacao.com.br/ibape-sp-realiza-ate-curso-pericias-em-acessibilidade/

Postado por Antônio Brito

26/07/2021

Educação e Inclusão: as principais Síndromes, Transtornos e Distúrbios que afetam a aprendizagem

  • Por Bianca Acampora

 

Você sabe o que fazer com aquele aluno que não consegue assimilar o conteúdo? Com o extremamente agitado? O disperso? Antes de mais nada, é preciso evitar o prejulgamento.  Rotulá-los como bagunceiros, indisciplinados ou desinteressados pode ser um erro muito grave cometido pela falta de preparo em reconhecer as diversas deficiências, síndromes, transtornos e distúrbios presentes em sala de aula. O esclarecimento é o primeiro passo para evitar enganos e permitir que todos recebam a atenção necessária para o desenvolvimento de suas potencialidades.

Atualmente com as leis de inclusão as escolas necessitam acolher os alunos com deficiências, distúrbios, transtornos e desordens de aprendizagem. Muitas escolas, na tentativa de cumprir os objetivos legais da inclusão, abrem as portas aos alunos com necessidades especiais e os colocam em salas de aula regulares como prescreve a legislação. No entanto, as dificuldades apresentadas pelos alunos no processo de aprender estão relacionadas em grande parte à inadequação da estrutura educacional às dificuldades do aluno, isto é, não são elas que inibem a aprendizagem, mas a ausência de condições para isso, pois são o respeito à diversidade e a consideração das diferenças os fatores essenciais para diminuir dificuldades de aprendizagem e as desvantagens na aprendizagem do aluno. Preparar a escola é preparar todos os envolvidos no processo, aí ressaltados, de maneira fundamental, professores, alunos e família. 

O que pode ser considerada “necessidade educacional especial”? O termo surgiu com a Declaração de Salamanca (1994) cunhado para estabelecer diretrizes em busca da igualdade de oportunidades de escolarização para todas as pessoas com necessidades educacionais especiais, retirando do cenário escolar qualquer tipo de discriminação, por questões de etnia, raça, idade, religião, cultura ou deficiência de qualquer natureza.

Os transtornos estão diretamente associados a fatores orgânicos, ou seja, o sucesso da aprendizagem fundamenta-se, primordialmente, na integridade anatômica e de funcionamento dos órgãos que estão diretamente comprometidos com a manipulação das relações exteriores, assim como os dispositivos que legitimam a coordenação do sistema nervoso central. É necessário, portanto, que haja uma investigação neurológica sempre que a aprendizagem se veja prejudicada, em qualquer indivíduo, de forma recorrente. Além disso, um histórico de perdas acadêmicas não deve passar despercebido para os pais e muito menos para os professores que acompanham, de forma mais efetiva, o desempenho cognitivo dos alunos em salas de aula. O aluno que apresenta um comportamento de inquietação, dispersão ou descumprimento de tarefas não deve receber o estigma imediato de aluno desinteressado, descompromissado ou outro que rotule suas ações. Tais  atitudes podem se revelar sintomas de um transtorno de aprendizagem.

Principais transtornos:

 

TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Este transtorno comportamental é considerado o de maior incidência na infância e na adolescência. Pesquisas evidenciam que o TDAH está presente em cerca de 5% da população em idade escolar. Trata-se de uma síndrome clínica caracterizada basicamente pela tríade sintomatológica: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Os comportamentos característicos incluem dificuldades de concentrar a atenção em um único foco, com atitudes comumente chamadas de desatenção, parecendo uma constante “viagem a outro mundo”. Há grandes dificuldades de organização e perdas frequentes de chaves, material escolar, brinquedos. A criança pode se apresentar inquieta, não conseguindo permanecer sentada durante muito tempo, fala excessivamente e, muito raramente, brinca silenciosamente. Os pacientes com esse diagnóstico podem apresentar perdas acadêmicas e sociais e, sem o tratamento, o quadro pode evoluir para problemas mais graves, tendo em vista a diminuição de sua autoestima ocasionada pelos frequentes fracassos.

Estudos demonstram que o cérebro de crianças com esse transtorno funciona diferentemente dos das crianças consideradas “normais”, pois apresentam um desequilíbrio de substâncias químicas que ajudam o cérebro a regular o comportamento.

As causas parecem ser multifatoriais, mas o fator mais importante é a herança genética. Medicações, nestes casos, são necessárias para que se haja a ampliação dessas substâncias químicas, otimizando o aporte dos neuro-transmissores e facilitando o controle da atenção.

O TDAH pode ser dividido em 3 tipos: 

Desatento: Crianças desorganizadas, esquecidas, facilmente distraídas, cometem erros por descuido. 

Hiperativo/impulsivo: Crianças mais agressivas, com maiores taxas de rejeição pelos colegas, agitadas, inquietas e impulsivas.

Combinado: Corresponde ao perfil mais prevalente de pacientes com TDAH. Nestes pacientes, predominam, pelo menos, seis sintomas de cada um especificado acima. Os pacientes apresentam maior prejuízo no funcionamento global e possuem grandes perdas acadêmicas e sociais, devendo ser encaminhadas para os serviços de neuropsiquiatria da infância e da adolescência.

 

Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)

Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas, com padrões de comunicação estereotipados e repetitivos e estreitamento nos interesses e nas atividades. Geralmente se manifestam nos primeiros cinco anos de vida. São cinco os transtornos caracterizados por atraso simultâneo no desenvolvimento de funções básicas, incluindo socialização e comunicação:


1 – Autismo : é uma desordem global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade da pessoa comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente – segundo as normas que regulam estas respostas.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de Espectro Autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo.

2- Síndrome de Asperger é uma 
síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. É mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Sintomas: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto

3 – Síndrome de Rett é uma anomalia 
genética, no gene mecp2 que causa desordens de ordem neurológica, acometendo quase que exclusivamente crianças do sexo feminino. Compromete progressivamente as funções motoras, intelectual assim como os distúrbios de comportamento e dependência. Aos poucos deixa de manipular objetos, surgem movimentos estereotipados das mãos (contorções, aperto, bater de palmas, levar as mãos à boca, lavar as mãos e esfregá-las) surgindo após, a perda das habilidades manuais.

4 – Transtorno Desintegrativo da Infância é um tipo de 
Transtorno invasivo do desenvolvimento (PDD, na sigla em inglês) geralmente diagnosticado pela primeira vez na infância ou adolescência. O Desenvolvimento é aparentemente normal durante pelo menos os 2 primeiros anos de vida. Depois há perda das habilidades já adquiridas (antes dos 10 anos) em pelo menos duas das seguintes áreas: linguagem expressiva ou receptiva; habilidades sociais ou comportamento adaptativo; controle esfincteriano; jogos; habilidades motoras. 

5 – Transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação: 

Alguém pode ser classificado como portador de TID-SOE se preencher critérios no domínio social e mais um dos dois outros domínios (comunicação ou comportamento). Além disso, é possível considerar a condição mesmo se a pessoa possuir menos do que seis sintomas no total (o mínimo requerido para o diagnóstico do autismo), ou idade de início maior do que 36 meses.

 

Principais Deficiências e Síndromes encontradas na escola:

 

Deficiência intelectual

O funcionamento intelectual inferior à média (QI), que se manifesta antes dos 18 anos. Está associada a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho). O diagnóstico do que acarreta a deficiência intelectual é muito difícil, englobando fatores genéticos e ambientais. Além disso, as causas são inúmeras e complexas, envolvendo fatores pré, peri e pós-natais. Entre elas, a mais comum na escola é a síndrome de Down. 

 

Síndrome de Down

 Há uma alteração genética caracterizada pela presença de um terceiro cromossomo de número 21. A causa da alteração ainda é desconhecida, mas existe um fator de risco já identificado.  Além do déficit cognitivo, são sintomas as dificuldades de comunicação e a hipotonia (redução do tônus muscular). Quem tem a síndrome de Down também pode sofrer com problemas na coluna, na tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo, entre outros, e, muitas vezes, nasce com anomalias cardíacas. 

 

Cada síndrome ou transtorno tem uma característica diferente. Mas geralmente a criança os sintomas aparecem desde a mais tenra idade. Por isso é importante que o professor fique atento e a equipe pedagógica da escola para que oriente os responsáveis visando que os mesmos busquem uma avaliação do médico para diagnóstico adequado.

O professor é o elemento fundamental no processo de  descoberta dos transtornos. Ao lidar com o aluno no dia a dia, ele é muitas vezes o primeiro a perceber a irregularidade, em qualquer idade, já que estes sintomas só se evidenciam quando o indivíduo é colocado em situação de aprendizagem e podem ter sido despercebidos ou ignorados pela família até então. Observado e comprovado algo de irregular, o professor deve procurar imediatamente o núcleo pedagógico da instituição, caso haja, para colocar a par os profissionais responsáveis.

O primeiro passo é procurar um profissional que esteja preparado e habituado a diagnosticar indivíduos com transtornos de aprendizagem. Uma formação na área é imprescindível para evitar diagnósticos e tratamentos inadequados. O neuropsiquiatra é o profissional adequado para indicação de tratamentos coadjuvantes, se necessário: fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia, etc.

O atendimento educacional para alunos com dificuldades de adaptação  escolar por problemas de conduta (alterações nas interações sociais), não difere do que é adotado para aqueles considerados normais. No entanto, por apresentarem necessidades educacionais especiais, faz-se necessário recorrer a vários serviços de atendimento compatíveis com as características desses alunos. 

 

Sugestões de atividades em sala de aula

– Síndrome de Down: na sala de aula, repita as orientações para que o estudante com síndrome de Down compreenda. O desempenho melhora quando as instruções são visuais. Por isso, é importante reforçar comandos, solicitações e tarefas com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes e chamativas, com cores e símbolos fáceis de compreender. A linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. 

– Autismo e síndrome de Asperger: para minimizar a dificuldade de relacionamento, crie situações que possibilitem a interação. Tenha paciência, pois a agressividade pode se manifestar. Avise quando a rotina mudar, pois alterações no dia a dia não são bem-vindas. Dê instruções claras e evite enunciados longos.  

Síndrome de Rett: Crie estratégias para que o estudante possa aprender, tentando estabelecer sistemas de comunicação. Muitas vezes, crianças com essa síndrome necessitam de equipamentos especiais para se comunicar melhor e caminhar.

– Transtorno Desintegrativo da Infância: Criar estratégias para que o estudante possa aprender, tentando estabelecer sistemas de comunicação, estímulos sociais, psicomotores. Trabalhar com música.

– TDAH: estimular a aprendizagem através de atividades diferenciadas e contextualizadas. Combinar as regras e os objetivos a serem trabalhados em sala.

Bianca Acampora

Doutora em Ciências da Educação 

Especialista em Neurociências Cognitivas,

NeuroAprendizagem, Competências Socioemocionais e Psicopedagogia

Fonte  https://revistareacao.com.br/educacao-e-inclusao-as-principais-sindromes-transtornos-e-disturbios-que-afetam-a-aprendizagem/

Postado por Antônio Brito

Representar a seleção brasileira paralímpica é uma honra e a realização de um sonho”, afirma Jennyfer, do tênis de mesa paralímpico

“Minha família sabia que tinha algo diferente quando completei 1 ano e meio de idade. Assim que aprendi a andar, comecei a sentir muitas dores e reclamava bastante levando as mãos aos joelhos.” Ainda muito criança para entender o que significava ter uma doença rara, Jennyfer Marques Parinos, hoje com 25 anos, aprendeu a ignorar o bullying, superou-se física e mentalmente e, hoje, representa a seleção brasileira paralímpica de tênis de mesa.

Nascida na baixada santista, a jovem atleta conta como foi o processo de conhecimento da doença e como foi sua infância após o diagnóstico. “Assim que identificamos a dor, minha mãe iniciou a procura por uma explicação. Foram 19 ortopedistas, até ser diagnosticada com raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X (XLH), na Santa Casa de São Paulo. Minha infância, após o diagnóstico, foi normal. Sempre fui muito ativa, gostava de brincar, e nunca fui limitada a praticar atividades físicas. A única parte difícil de encarar, eram os olhares e o bullying”, declara Jennyfer.

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O raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X é uma doença genética e hereditária que se manifesta com baixos níveis de fósforo mineral e vitamina D, necessários para a formação dos ossos e dentes, para a composição do DNA e produção de energia no organismo. Conhecida também como XLH (iniciais da enfermidade em inglês), a condição tem como principais sintomas a deficiência do crescimento, alargamento dos punhos, joelhos e tornozelos, dor nos membros inferiores, fraqueza muscular e pernas arqueadas[1].

“Minha vida mudou em 2009, aos 13 anos, enquanto eu brincava no salão de jogos do prédio onde morava. Uma vizinha, que também era mesatenista, me parou e disse que eu levava jeito para o esporte, me convidando para acompanhá-la em um treino. Desse dia em diante, me apaixonei pela modalidade e não parei mais. Comecei a ter muitos resultados nas competições pelo Brasil e em 2013 fui convocada para a Seleção Paralímpica Brasileira”, conta a atleta.

No último dia 8 de junho, Jennyfer conquistou uma vaga para as competições de tênis de mesa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio e se tornou a 11ª atleta paralímpica brasileira a se classificar para a competição, que acontecerá no Japão entre os dias 24 de agosto a 5 de setembro deste ano. “Treinei bastante para essa seletiva, tanto mentalmente, quanto tecnicamente, e dei o meu melhor. Fiquei muito feliz com essa vaga, será minha segunda Paralimpíadas e espero conseguir outra medalha em Tóquio!”, finaliza Jennyfer, que levou a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016, no Rio de Janeiro.

Para os pacientes recém-diagnosticados e para os que, assim como ela, convivem com o XLH há bastante tempo, Jennyfer aconselha: “não se diminua ou delimite sua forma de viver. Podemos absolutamente tudo. Aprendi a ignorar o bullying, os olhares e os comentários e conquistei uma posição na seleção brasileira paralímpica. É uma honra e a realização de um sonho, sou muito feliz e dou meu máximo todos os dias para continuar dando orgulho para meu país.”

Os planos para o futuro da jovem atleta é continuar treinando e se dedicando ao tênis de mesa, se formar no curso de nutrição, que iniciou em 2020, além de, mais para frente, casar e ter filhos, seu grande sonho.

O XLH é uma condição crônica e não tem cura. Porém, o tratamento e o acompanhamento médico contínuo proporcionam uma melhor saúde e qualidade de vida para o paciente e seus familiares. Diante de qualquer suspeita, procure um especialista para a investigação adequada e o encaminhamento correto.

Referências
[1]Orphanet. Disponível em orpha.net (https://www.orpha.net/consor/cgi-bin/Disease_Search.php?lng=PT&data_id=11911&Disease_Disease_Search_diseaseType=ORPHA&Disease_Disease_Search_diseaseGroup=89936&Disease(s)/group%20of%20diseases=XLH&title=XLH&search=Disease_Search_Simple).

Fonte. https://revistareacao.com.br/representar-a-selecao-brasileira-paralimpica-e-uma-honra-e-a-realizacao-de-um-sonho-diz-jennyfer-marques-parinos/

Postado por Antônio Brito


24/07/2021

Delegação paralímpica brasileira terá 86 atletas estreantes nos Jogos de Tóquio 2020

Jogadora de goalball Kátia Silva durante treino da Seleção Brasileira no Centro Paralímpico | Foto: Alê Cabral / CPB

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio terão início no dia 24 de agosto. Para 37% dos atletas com deficiência convocados esta será a primeira participação na competição. O Brasil competirá em 20 das 22 modalidades contempladas pelo programa do megaevento. 

Ao todo, foram 231 atletas com deficiência convocados, dos quais 87 serão estreantes em Jogos Paralímpicos. Assim, 47 homens e 40 mulheres vão disputar uma edição de Jogos pela primeira vez na vida. 

“A ficha demorou a cair quando eu soube da convocação. Estou muito feliz, mas ainda tenho algumas inseguranças por toda a situação que o mundo vive, também porque eu nunca competi internacionalmente e não conheço as adversárias. Imagino que vai ser uma experiência muito diferente, por conta do ambiente, língua e tudo mais. Estou com um misto de emoções, principalmente felicidade e medo”, relatou a jogadora de goalball mineira Katia Silva, 26, que é uma dos 18 atletas com deficiência visual estreantes em Tóquio. 

As Seleções Brasileiras feminina e masculina de goalball estão no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, até este domingo, 25, para última fase de treinamento no Brasil antes dos Jogos. As equipes retornam à capital paulista no dia 31 de julho para a concentração antes do embarque para o Japão, no dia 5 de agosto. 

A convocação da maior delegação brasileira paralímpica para Jogos Paralímpicos fora do território nacional foi divulgada no último dia 6 por meio de uma live nas redes sociais do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). 

A edição de Tóquio 2020 marcará a estreia do parabadminton e do parataekwondo no programa dos Jogos Paralímpicos. No badminton o Brasil será representado apenas por um atleta o paranaense Vitor Tavares. Já no taekwondo, o país terá três representantes. 

“Estou muito animado e feliz com esse momento. Foram muitos anos de dedicação e hoje eu vejo que tudo valeu a pena. Vai ser inesquecível, sem dúvidas, sonhei muito com isso durante toda minha carreira”, comentou o paulista Nathan Torquato, 20, que nasceu com má-formação no braço esquerdo e é um dos 63 atletas com deficiência física estreantes da delegação brasileira. 

As disputas do parataekwondo em Tóquio serão de 2 a 4 de setembro. Além de Nathan, o Brasil também será representado pela paulista Débora Menezes e pela paraibana Silvana Fernandes. 

A delegação brasileira será composta por 255 atletas (incluindo atletas sem deficiência como guias, calheiros, goleiros e timoneiro), sendo 159 homens e 96 mulheres, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 428 pessoas. Jamais uma missão brasileira no exterior teve tamanha proporção.
  

CONFIRA ABAIXO A LISTA DE ATLETAS ESTREANTES:


ASER MATEUS ALMEIDA RAMOS - ATLETISMO
CHRISTIAN GABRIEL LUIZ DA COSTA - ATLETISMO
EDENILSON ROBERTO FLORIANI - ATLETISMO
EDILENE TEIXEIRA BOAVENTURA - ATLETISMO
EMANOEL VICTOR SOUZA DE OLIVEIRA - ATLETISMO
FABRICIO JUNIOR BARROS FERREIRA - ATLETISMO
FRANCISCO JEFFERSON DE LIMA - ATLETISMO
GUSTAVO HENRIQUE DE OLIVEIRA DIAS - ATLETISMO
JARDENIA FELIX BARBOSA DA SILVA - ATLETISMO
JOEFERSON MARINHO DE OLIVEIRA - ATLETISMO
JULYANA CRISTINA DA SILVA - ATLETISMO
KETYLA PAULA PEREIRA TEODORO - ATLETISMO
LEYLANE DE CASTRO DOS SANTOS MOURA - ATLETISMO
LUCAS DE SOUSA LIMA - ATLETISMO
MICHEL GUSTAVO ABRAHAM DE DEUS - ATLETISMO
PAULO GIOVANI GINDRO GUERRA - ATLETISMO
RAYANE SOARES DA SILVA - ATLETISMO
RICARDO GOMES DE MENDONCA - ATLETISMO
SAMIRA DA SILVA BRITO - ATLETISMO
THOMAZ RUAN DE MORAES - ATLETISMO
TUANY PRISCILA BARBOSA SIQUEIRA - ATLETISMO
VANESSA CRISTINA DE SOUZA - ATLETISMO
VINICIUS GONCALVES RODRIGUES - ATLETISMO
VITOR ANTONIO DE JESUS - ATLETISMO
WASHINGTON ASSIS DO NASCIMENTO JUNIOR - ATLETISMO
ANDREZA VITORIA FERREIRA DE OLIVEIRA - BOCHA
ERCILEIDE LAURINDA DA SILVA - BOCHA
MATEUS RODRIGUES CARVALHO - BOCHA
ANDRE LUIZ GRIZANTE - CICLISMO
CARLOS ALBERTO GOMES SOARES - CICLISMO
JARDIEL VIEIRA SOARES - FUTEBOL DE 5
BRUNO BECKER DA SILVA - FUTEBOL DE 7
ANA GABRIELY BRITO ASSUNÇÃO - GOALBALL
CARMINHA CELESTINA DE OLIVEIRA - ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS
EMERSON ERNESTO DA SILVA - GOALBALL
JESSICA GOMES VITORINO - GOALBALL
JOSEMARCIO DA SILVA SOUSA - GOALBALL
KATIA APARECIDA FERREIRA SILVA - GOALBALL
MONIZA APARECIDA DE LIMA - GOALBALL
AILTON DE ANDRADE BENTO DE SOUZA - HALTEROFILISMO
JOAO MARIA DE FRANCA JUNIOR - HALTEROFILISMO
LARA APARECIDA FERREIRA SULLIVAN DE LIMA - HALTEROFILISMO
TAYANA DE SOUZA MEDEIROS - HALTEROFILISMO
MEG RODRIGUES VITORINO EMMERICH - JUDÔ
THIEGO MARQUES DA SILVA - JUDÔ
ANA KAROLINA SOARES DE OLIVEIRA - NATAÇÃO
BRUNO BECKER DA SILVA - NATAÇÃO
DEBORA BORGES CARNEIRO - NATAÇÃO
DOUGLAS ROCHA MATERA - NATAÇÃO
ERIC DE OLIVEIRA TOBERA - NATAÇÃO
ESTHEFANY DE OLIVEIRA RODRIGUES - NATAÇÃO
GABRIEL BANDEIRA - NATAÇÃO
GABRIEL GERALDO DOS SANTOS ARAUJO - NATAÇÃO
GABRIEL MELONE DE OLIVEIRA - NATAÇÃO
JOAO PEDRO BRUTOS DE OLIVEIRA - NATAÇÃO
LAILA SUZIGAN ABATE - NATAÇÃO
LUCILENE DA SILVA SOUSA - NATAÇÃO
MARIA CAROLINA GOMES SANTIAGO - NATAÇÃO
WENDELL BELARMINO PEREIRA - NATAÇÃO
VITOR GONCALVES TAVARES     - PARABADMINTON
ADRIANA GOMES DE AZEVEDO - PARACANOAGEM
FERNANDO RUFINO DE PAULO - PARACANOAGEM
GIOVANE VIEIRA DE PAULA - PARACANOAGEM
ANA PAULA MADRUGA DE SOUZA - REMO
DIANA CRISTINA BARCELOS DE OLIVEIRA - REMO
VALDENI DA SILVA JUNIOR - REMO
DEBORA BEZERRA DE MENEZES - PARATAEKWONDO
NATHAN CESAR SODARIO TORQUATO - PARATAEKWONDO
SILVANA MAYARA CARDOSO FERNANDES - TAEKWONDO
LETHICIA RODRIGUES LACERDA - TÊNIS DE MESA
MARLIANE AMARAL SANTOS - TÊNIS DE MESA
MILLENA FRANCA DOS SANTOS - TÊNIS DE MESA
ANA CLAUDIA DOS SANTOS CALDEIRA - TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS
GUSTAVO CARNEIRO SILVA - TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS
MEIRYCOLL JULIA DUVAL DA SILVA - TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS
HELCIO LUIZ JAIME GOMES PERILO - TIRO COM ARCO
CARLOS RAFAEL FONSECA VIANA - TRIATHLO
JESSICA MOREIRA FERREIRA - TRIATHLO
RONAN NUNES CORDEIRO - TRIATHLO
ALEX PEREIRA WITKOVSKI - VOLEIBOL SENTADO
ANA LUISA APARECIDA DE SOUZA SOARES - VOLEIBOL SENTADO
ANDERSON RODRIGUES DOS SANTOS - VOLEIBOL SENTADO
BRUNA NASCIMENTO LIMA - VOLEIBOL SENTADO
DANIEL YOSHIZAWA - VOLEIBOL SENTADO
JORGE LUIS CAMARGO FONSECA - VOLEIBOL SENTADO
LEANDRO HENRIQUE DA SILVA - VOLEIBOL SENTADO
LUIZA GUISSO FIORESE - VOLEIBOL SENTADO

Patrocínios
O goalball tem patrocínio das Loterias Caixa. 

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível  
Os atletas Débora Menezes e Vitor tavares são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 69 atletas. 

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileira (imp@cpb.org.br)

Fonte. https://www.cpb.org.br/noticia/detalhe/3424/delegacao-paralimpica-brasileira-tera-86-atletas-estreantes-nos-jogos-de-toquio-2020

Postado por Antônio Brito

Panasonic apresenta os atletas brasileiros patrocinados para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tokyo 2020

Patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos há mais de 30 anos, a Panasonic – líder global no desenvolvimento de soluções tecnológicas – anuncia a chegada dos atletas brasileiros, patrocinados pela marca, que irão representar o País em Tóquio: Luiza Fiorese, do vôlei sentado; Pamela Rosa, do skate; Silvana Lima, do surf; e Daniel Dias, maior medalhista da natação nos Jogos Paralímpicos.

Os esportistas são apresentados em campanha publicitária criada pela Ogilvy Brasil. Nos filmes, as personalidades mostram sua intimidade familiar, com suas paixões além das modalidades que praticam. O apoio aos atletas e nova comunicação fazem parte da estratégia mundial da companhia, que tem o esporte como pilar importante de conexão com os seus princípios de contribuição à sociedade, cooperação e espírito de equipe, aprimoramento contínuo, adaptação, cortesia e humildade, gratidão, justiça e honestidade.

Os brasileiros chegam para integrar o time global de atletas da gigante japonesa, liderados por Michael Phelps, maior medalhista olímpico da história; Naomi Osaka, do tênis; Yamauchi e Fukuzawa, do vôlei masculino; Fukuoka, do Rugby, Muzobuchi, da maratona paralímpica; Katie Ledecky, da natação; Lex Gillette, do salto em distância paralímpico; e Sakura Kokumai, do Karatê.

Sobre os atletas locais, Daniel Dias, parceiro de longa data da marca Panasonic, vive um ano marcante em sua carreira: a sua quarta participação em Jogos Paralímpicos e última antes de sua aposentadoria. “Estou muito feliz de seguir para mais esses Jogos Paralímpicos acompanhado do Time Panasonic. Vai ser um evento muito especial na minha carreira e é muito bom poder comemorar este momento na casa deste parceiro que me apoiou por tantos anos. Só tenho a agradecer”, celebra o nadador.

Já Luiza Fiorese, uma das apostas da Seleção Brasileira de Vôlei Sentado, está de olho no pódio. “Estou muito orgulhosa de fazer parte de um Time que pensa em transmitir com essência a nossa paixão. Poder voltar ao esporte e sentir essa magia de novo me fez sentir completa e Tóquio será a materialização disso. Meu maior objetivo é ajudar a minha equipe a conquistar a medalha de ouro”, destaca a jogadora. 

“Paixão Além do Esporte”

Além do apoio aos atletas brasileiros em Tóquio, a Panasonic vai aproximá-los da torcida por meio da campanha “Paixão Além do Esporte”. Na comunicação estrelada por Daniel, Luiza, Pamela e Silvana, os esportistas compartilharão um lado até então desconhecido de suas vidas: suas paixões além dos esportes que praticam.

“Buscamos mostrar um lado mais próximo e humano dos atletas. Esse é um recorte que não costumamos ver em campanhas para os Jogos Olímpicos. Ao invés de falamos em performance, superação ou de sua jornada para chegar ao pódio, mostramos suas paixões e momentos de descontração. É sobre paixão além do esporte”, contam Vitor Prado e Fillipe Abreu, dupla de criação da Ogilvy Brasil.

Com filmes individuais que mostram os atletas em momentos pessoais de descontração, a campanha reforça a presença da marca em períodos de lazer e entretenimento, como jogar videogame junto dos filhos, tocar um instrumento, cozinhar com a família ou assistir a um filme comendo pipoca.

Resultado de uma conversa profunda com cada um dos atletas, a campanha foi feita a quatro mãos com os seus protagonistas, refletindo de forma mais genuína a personalidade, hobbies e as raízes dos esportistas. “A grande intenção foi aproximar a torcida que estará tão distante para que elas se conectem com o lado humano dos atletas e criem identificação. Ao mesmo tempo, apresentando suas paixões, mostramos de que forma os produtos da Panasonic se conectam de forma natural a cada vivência”, destaca a dupla criativa.

Além dos atletas, os colaboradores da Panasonic também foram convidados a compartilhar relatos e histórias pessoais sobre suas paixões pelo esporte e como isso faz parte da vida deles. Ao todo, oito colaboradores – dois por unidade – foram escolhidos para representar os mais de 2.400 funcionários da companhia no Brasil.  Leandro Grossi e Rodrigo Santiago, da unidade de Extrema (MG), Azemar Rocha e Jayara Araujo, da unidade de Manaus (AM), Ewerton Guimarães Santos e Luis Roncon, da unidade de São José dos Campos (SP) e Grazyelly Araújo e Sergio Hadachi, da unidade de São Paulo (SP) estrelarão filmes a serem publicados nas redes sociais da marca.

 

A campanha contempla filmes para TV veiculados em todo o Brasil a partir do mês de julho, mídia digital, além de conteúdos personalizados para as redes sociais da Panasonic do Brasil e para a conta global da marca – Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Os conteúdos também serão veiculados em alguns países da Europa e nos Estados Unidos.

Fonte  https://revistareacao.com.br/panasonic-apresenta-os-atletas-brasileiros-patrocinados-para-os-jogos-olimpicos-e-paralimpicos-tokyo-2020/

Postado por Antônio Brito