O distúrbio do processamento auditivo central (DPAC) - também conhecido como transtorno do processamento auditivo ou doença da incompreensão, é mais comum do que se imagina e, na maioria das vezes, diagnosticado equivocadamente como dislexia ou transtorno do déficit de atenção. O problema pode atingir pessoas de qualquer idade e sexo. Porém, é na infância, mais especificamente no período de alfabetização, que o distúrbio precisa ser identificado rápida e assertivamente para não comprometer o aprendizado escolar.
Foto: DINO
Quando se percebe que uma criança apresenta dificuldades de compreender a fala humana, a primeira suspeita que se costuma levantar é a da presença de uma deficiência auditiva. As perdas auditivas mais comuns são as do tipo condutivas e neurossensoriais. Caso os exames audiométricos não apontarem alterações nos limiares auditivos (os sons mínimos que o indivíduo consegue ouvir), é apropriado considerar e investigar a existência de outro tipo de distúrbio relacionado à audição, mas que, ao mesmo tempo, não é classificado como deficiência auditiva, no caso, o DPAC.
O DPAC é caracterizado por afetar as vias centrais da audição, ou seja, as áreas do cérebro relacionadas às habilidades auditivas responsáveis por um conjunto de processos que vão da detecção à interpretação das informações sonoras. Na maior parte dos casos, o sistema auditivo periférico (tímpano, ossículos, cóclea e nervo auditivo) encontra-se totalmente preservado. A principal consequência do distúrbio está na dificuldade de processamento das informações captadas pelas vias auditivas. Assim, a pessoa ouvirá claramente a fala humana, mas terá dificuldades em interpretar a mensagem recebida.
As causas do DPAC podem ser variadas e muitas vezes desconhecidas, contudo as mais comuns são de origem genética, otites de repetição, lesões cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano, presença de outros distúrbios neurológicos, atraso maturacional das vias auditivas do Sistema Nervoso Central ou por envelhecimento natural do cérebro. Por isso, a maior parte dos diagnósticos é feita em crianças e idosos.
O treinamento auditivo é um dos métodos terapêuticos utilizados na reabilitação auditiva no DPAC e pode ser definido como o uso de um conjunto de tarefas acústicas pré-determinadas com objetivo de ativar ou modificar o sistema auditivo. Existem dois modelos de treinamento auditivo, o informal, que se refere a intervenções terapêuticas sem o uso de equipamentos específicos para o controle dos estímulos acústicos trabalhados.
Site inova no tratamento O site "Afinando o Cérebro" (www.afinandoocerebro.com.br), criado e desenvolvido há cinco anos pelas fonoaudiólogas Ingrid Gielow e Diana Melissa Faria, da Communicar Soluções Criativas, foi a ferramenta utilizada em um dos trabalhos científicos premiados na X Semana de Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. A menção honrosa corroborou a eficácia da ferramenta e seu impacto positivo na estimulação do processamento auditivo.
Primeiro site do país a trabalhar habilidades de escuta e concentração por meio de jogos e áudios, o recurso virtual tornou-se, em pouco tempo, bastante utilizado por fonoaudiólogos, neuropsicólogos, pedagogos e psicólogos como extensão do tratamento de pacientes durante e após as sessões convencionais. Um dos seus diferenciais é que estimula a continuidade do tratamento dentro da casa do paciente, intensificando a prática e antecipando os resultados. O site já é referência no tratamento de pessoas de qualquer idade portadoras de problemas de memória, concentração e processamento auditivo, ou que querem manter o cérebro ativo e pronto para aprender - sempre de uma maneira leve e divertida.
"A ferramenta é ideal para pessoas que querem manter seu cérebro ativo e pronto para aprender, e para profissionais que trabalham com a estimulação do processamento auditivo, visual, leitura e escrita. Foi essencial na condução do meu estudo e tese do doutorado", disse a pesquisadora Letícia Reis Borges.
"O conteúdo do site pode auxiliar o tratamento de crianças e adolescentes com Distúrbios do Processamento Auditivo, transtornos da atenção, bem como alguns aspectos da dislexia e outras dificuldades de aprendizagem", destacou Ingrid Gielow, uma das criadoras do portal.
"Adultos e idosos com dificuldades de memória, de concentração ou compreensão em ambientes ruidosos também podem se beneficiar das atividades propostas. Os exercícios do site também podem ser utilizados por pessoas que precisam desenvolver sua capacidade de escuta e atenção, tão importantes no ambiente corporativo e necessárias para novas aprendizagens", enfatizou Diana Melissa Faria, também criadora.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes deu provimento a recurso especial para reformar acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e assegurar a presença de cuidador dentro da sala de aula para um adolescente portador da síndrome de Worster-Drought, uma forma rara de paralisia cerebral.
Para o ministro, o cuidador deve ficar no local que entender necessário para o desenvolvimento de suas atividades, e a administração escolar tem de providenciar profissional adequado ao apoio pedagógico demandado pelo aluno com deficiência.
Segundo os autos, após uma cuidadora acompanhar o aluno durante três anos, a nova diretora da escola estadual proibiu-a de permanecer na sala de aula, determinando que ficasse do lado de fora, esperando para ser acionada pela professora quando necessário.
O aluno, em virtude da síndrome, sofre de hemiplegia (paralisia de metade do corpo), anorexia, dislexia, disfagia (dificuldade para engolir), dificuldades para falar e escrever, sequelas motoras e neurológicas, além de órteses na mão direita.
O acórdão do TJSP, tendo em vista o dever do Judiciário de garantir o direito fundamental de crianças e adolescentes com deficiência à educação, reconheceu a necessidade de acompanhamento de profissional habilitado para o estudante. Porém, no entender do tribunal, a lei federal não descreve o local onde o cuidador deve permanecer para atender às necessidades do menor.
No STJ, a Defensoria Pública interpôs agravo contra a decisão que inadmitiu seu recurso especial sob o argumento de incidência da Súmula 7/STJ. Segundo a DP, houve incompatibilidade entre a negativa de produção de provas e o julgamento de improcedência da ação por falta de provas.
Atendimento especializado
Ao reformar o acórdão do TJSP, o ministro Og Fernandes afirmou que não é lógico nem razoável deixar a cargo do professor avaliar se o aluno precisa ou não ser atendido pelo cuidador.
"Não compete ao profissional encarregado da já relevante dinâmica didática, e certamente bastante sobrecarregado nessa atuação, dedicar atenção ao aluno que necessita de atendimento especializado até mesmo para engolir sua própria saliva com segurança, sentar-se corretamente ou segurar um lápis. Dispensa outras digressões concluir que o ensino de todo o grupo seria prejudicado pela atribuição adicional dessa responsabilidade ao professor", explicou.
Segundo Og Fernandes, a consideração de que um aluno nas condições descritas no caso, com comprometimento motor e neurológico, dispensa atendimento integral e será melhor atendido em sua vida pela autonomia forçada "é absolutamente criticável".
Para o relator, a Lei 13.146/2015 assegura a plena inclusão da pessoa com deficiência, sem discriminação, violência ou negligência, com atendimento integral por profissional adequado às suas necessidades pedagógicas específicas.
Ao acolher integralmente o pedido do adolescente, o ministro Og Fernandes lhe assegurou a presença do cuidador dentro da sala de aula.
O número deste processo não é divulgado em razão de segredo judicial.
Jane Klébia do Nascimento Silva trilhou um caminho marcado pelo esforço. A investigadora passou em 10 concursos e hoje leva informações por meio de palestras à população humilde do DF
No comando da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), Jane se diz realizada, mas não deixou de sentir os efeitos da discriminação: "Cargo de delegado de polícia ainda é elitizado"(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
“Brasília foi formada por dois tipos de pessoas: servidores públicos transferidos e aqueles que se aventuraram em busca de emprego na ideia da nova capital. Eu vim desse segundo grupo”, conta Jane Klébia do Nascimento Silva, 56 anos, titular da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Naturais da Bahia, os pais da investigadora chegaram ao Distrito Federal em 1960 e passaram a morar em Sobradinho. Após três anos, Jane nasceu. Porém, sem conseguir emprego, o pai dela decidiu abandonar a família e ir embora para São Paulo. “Ficamos eu — ainda com 3 meses —, minha mãe e meu irmão, de 2 anos”, lembra.
De origem pobre, Jane trilhou um caminho marcado pelo esforço para chegar a uma posição de chefia na Polícia Civil. Ao longo da vida, passou em 10 concursos públicos e exerceu diversos cargos no Distrito Federal, como secretária de Estado de Políticas para Crianças Adolescentes e Juventude, administradora de Sobradinho e chefe da controladoria jurídica da Companhia de Planejamento (Codeplan), além de concorrer para deputada distrital nas eleições de 2018. Hoje, encontrou paixão no trabalho na 6ª DP, onde se aproximou da sociedade, e tenta passar uma imagem de força e superação.
Na condição de mulher e negra, a história da investigadora, contudo, teve diversos episódios manchados por preconceitos, assunto que ela evitar detalhar. “O cargo de delegado de polícia ainda é elitizado. As pessoas imaginam um padrão da pessoa que assume essa função. Elas não conseguem imaginar e tratam como se fosse uma coisa impossível para uma mulher negra ocupar esse espaço”, frisa. Jane conta que viveu situações em que pessoas não a reconheceram como delegada, justamente por causa do gênero e da raça. Outra queixa da investigadora é referente ao distintivo, onde está escrito delegado no masculino. Este, segundo ela, é o único modelo disponível na corporação.
Dedicação
Após ser abandonada, a mãe de Jane passou a lutar por sobrevivência. Trabalhou como doméstica e costureira até conseguir se formar em enfermagem e começar a exercer a profissão. Com auxílio de um programa assistencial do governo, a mãe conquistou um lote em Sobradinho, lugar onde a delegada passou a maior parte da vida. Entretanto, ainda faltavam condições financeiras para cuidar da filha. Por isso, a policial precisou morar com a avó na Bahia e com um tio no Rio de Janeiro, que a trouxe de volta antes de completar 10 anos. “Com 9 anos, eu já era como uma dona de casa”, diz.
Jane estudou apenas em colégios públicos de Sobradinho: na Escola Classe 5, no Centro de Ensino 2 e no Centro de Ensino Médio 1, antigo ginásio. Durante o período, desenvolveu a paixão por esportes e passou a jogar na Seleção Brasília de Vôlei. Competiu em torneios fora do Distrito Federal, mas teve que interromper o sonho. “Precisava trabalhar. Naquela época, a sobrevivência falava mais alto.” Com 16 anos, virou atendente de uma papelaria e passou a estudar para enfermagem, por orientação da mãe.
Com 18 anos, Jane conseguiu um emprego na Pediatria do Hospital Regional de Sobradinho e, pouco tempo depois, na Oncologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB). “Ver aquelas crianças nascendo e morrendo mudou minha maneira de pensar. Na Oncologia, era outro extremo. Passei a perceber como a humanidade era igual, independente de patrimônio e família. Aprendi a valorizar a vida”, ressalta. Aos 20 anos, a policial se casou, teve o primeiro filho aos 22 e o segundo nove meses depois. Porém, ainda insatisfeita, decidiu cursar geografia no UniCEUB.
Em 1992, já formada e após passar oito anos como enfermeira, Jane foi aprovada em um concurso na Secretaria de Educação e começou a dar aulas em Samambaia. “Tinha dois meninos de fralda, precisava trabalhar e estudar. Saía de casa às 5h para chegar na escola às 7h30.” Apesar da rotina pesada, a agora policial não abandonou os estudos e usava todo tempo livre, mesmo durante a madrugada, para mergulhar nos livros.
Após passar por escolas de Taguatinga e Fercal, ela chegou a Sobradinho e, depois, ao cargo de diretora do Sindicado dos Professores. Entretanto, inconformada com as dificuldades na carreira de educadora, decidiu prestar concurso para a Polícia Civil e começou a trabalhar como agente em 1999. “Tinham 700 vagas e sabia que uma delas era minha. Na mesma época, consegui passar para a Polícia Federal, mas o meu sonho era entrar na força de segurança do DF”, afirma.
Como agente de polícia, Jane almejava mais e decidiu ser delegada. Se formou em direito e mergulhou nos livros novamente. Durante dois anos, estudou oito horas por dia, incluindo fins de semana e feriados, para assumir o cargo. “Se eu ficasse me lamentando, não teria conquistado nada. O mundo não liga para você, e a competição é para todo mundo.” Ela relata que, depois que conquistou a função, em 2011, as portas começaram a se abrir.
Palestras
Ao mesmo tempo que é vaidosa, Jane transmite humildade. Ela chega à delegacia maquiada, com o cabelo impecável e as
unhas feitas. Mas carrega na mão o café da manhã: um pão de sal dividido ao meio, ainda na embalagem, e um copo de suco. No trajeto até sua sala, cumprimenta pessoas que aguardam para registrar ocorrências, funcionários da limpeza e agentes no balcão. Hoje, ela usa o próprio carisma para tentar se aproximar da comunidade.
Por ser de origem humilde, mulher e negra, Jane tomou para si a missão de levar informação à população do Paranoá — lugar onde trabalha — e de outras áreas do Distrito Federal. Durante a semana, ela faz de quatro a cinco palestras em instituições de ensino, além de outras entidades, como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras). “As pessoas mais simples acabam me colocando nesse lugar de referência. Escuto muita gente que diz se inspirar em mim, que consegui superar as dificuldades”, destaca.
O principal tema tratado por Jane nas palestras é a violência contra o público feminino. “Muitas mulheres sofrem violência e não têm consciência disso. Além disso, a maioria não sabe o conteúdo da Lei Maria da Penha e elas precisam dessas informações”, comenta. A delegada almeja deixar uma marca de força na sociedade e, por isso, garante que precisa se reafirmar todos os dias para ser reconhecida. “Nunca me vitimizei, me senti inferior ou duvidei que conseguiria. Hoje, tenho certeza de que o nosso lugar é onde a gente quiser.”
Especial
Para marcar o Mês da Consciência Negra, a série Histórias de consciência é publicada ao longo de novembro e presta homenagem a mulheres e homens negros que ajudam a construir uma Brasília justa, tolerante e plural. Todos os perfis deste especial e outras matérias sobre o tema podem ser lidos no site www.correiobraziliense.com.br/historias
Aos 37 anos, Rodrigo Fontana em breve vai poder se casar com a noiva, Cássia Souza, sem a autorização de ninguém. Aliás, com o fim da interdição que o impedia de tomar suas próprias decisões, o auxiliar de escritório pode comprar o carro que tanto quer e até mesmo viajar. Rodrigo, que tem Síndrome de Down, foi interditado pela mãe aos 19 anos, e continuou sob a responsabilidade da irmã após a morte da matriarca, mesmo sendo capaz de responder por suas ações. Por isso, em mais de uma ocasião, os dois foram impedidos de se casar oficialmente, como EXTRA mostrou, há dois anos, em uma reportagem sobre amor e preconceito. Hoje, revelamos como a sorte do casal mudou: com a ajuda de uma advogada, Rodrigo enfim conseguiu se ver livre da curatela que o freava, e agora tem o direito de dizer SIM para o que quiser.
- Minha mãe me interditou quando eu era muito novo, achando que eu não conseguiria viver no mundo porque tenho Síndrome de Down. Eu tentei mostrar que podia, mas não fui ouvido por quase ninguém. Tentei várias vezes pedir ajuda à Justiça, mas não consegui, e continuei sendo controlado em tudo. Agora posso correr com minhas próprias pernas para tirar minha habilitação e comprar uma casa sem ter assinatura de ninguém. Já até marquei o casamento com a minha noiva para o dia 26 de outubro deste ano. Agora podemos oficializar a nossa relação. -, comemora o noivo, que já alugou o salão para a festa em Santos, cidade onde vive.
Livre da sensação de carregar "um peso nas costas", Rodrigo já tem uma lista de planos que agora podem sair do mundo das ideias.
- Quando o juiz falou para pegar o documento parecia que eu estava flutuando. "Pronto, conseguimos!", pensei. Hoje sou uma pessoa livre, nada me impede de ter meu carro, de fazer Administração, de abrir a minha própria empresa. - celebra ele, antes de revelar o maior de todos os seus objetivos: - Quero poder ajudar as pessoas com Síndrome de Down e outras condições. Quero dizer para os pais que acreditem em seus filhos, que confiem, porque eles são capazes. Eu não tive isso, mas outras pessoas podem ter, e vai fazer toda a diferença na vida delas -, completa.
Leia da Inclusão e a luta contra a invisibilidade
Para a advogada que defendeu Rodrigo, Cristiane Zamari, de 40 anos, o preconceito e a cultura"paternal" diante de pessoas com Síndrome de Down explicam as decisões que mantiveram Rodrigo sob a curatela da família.
- A Lei de Inclusão ainda é invisível a muitas pessoas que deveriam conhecê-la, incluindo profissionais. Além disso, alguns não concordam com a conquista da capacidade civil de quem tem deficiência intelectual, mas a lei diz que hoje as pessoas com Síndrome de Down não são mais consideradas incapazes. Assim, quando se tornam maiores de idade, são cidadãos com direitos e deveres como os demais -, explica.
A advogada, que é mãe de um menino com síndrome de Down, conselheira do Movimento Down e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Santos, afirma que Rodrigo nunca deveria ter sido interditado.
- É grave que ele tenha sido considerado incapaz apenas por ter Síndrome de Down, pois nem sequer foi ouvido, nem sequer teve suas habilidades avaliadas. Esse olhar automático precisa acabar. Aliás, é um direito garantido por lei -, diz ela.
'Conhecer Rodrigo mudou minha vida inteira', diz noiva
Cássia conta que as pessoas ainda não se acostumaram a vê-los como um casal e que a rotina de preconceitos e comentários maldosos é uma realidade.
- A sociedade não considera o nosso relacionamento normal, porque eu não tenho Síndrome de Down e ele sim. As pessoas me perguntam se eu o levo ao fonoaudiólogo, se eu dou remédio para ele. Dizem assim: 'Coitadinho'! Hoje a gente encara os comentários na rua melhor, tenta não se chatear.", revela Cássia, focada na próxima etapa: - O melhor jeito de fazer as pessoas entenderem é vivendo a nossa vida, botando nossos planos em prática. Agora nós podemos -, afirma, aliviada.
Em outubro, seis anos depois de começarem a namorar e quatro anos sonhando com o dia em que poderiam dizer "SIM", o casamento de Cássia e Rodrigo vai marcar uma nova era, em que os sonhos de adotar uma criança e de engravidar podem virar realidade.
- Se nosso filho tiver que vir com Down, que venha. Isso nunca será um problema para nós dois. -, afirma a futura esposa de Rodrigo.
Série de reportagens sobre amor e preconceito
Em 2017, o EXTRA fez uma série de reportagens sobre famílias que enfrentavam preconceitos em seu dia a dia. Além de Cássia e Rodrigo contarem sua história de comentários sobre a Síndrome de Down, Thais Carla e Israel relataram gordofobia e racismo. Para completar, Thaís, que é andante,revelou o tipo de comentário e os olhares que ela, o marido e o filho recebem nas ruas porque os dois são cadeirantes.
Depois de quatro anos da aprovação da Lei 5.756 que proíbe a circulação de veículos de tração animal em vias do Distrito Federal, ainda vai demorar cerca de oito meses para que o brasiliense deixe de ver cavalos maltratados, doentes e famintos arrastando cargas pesadas pelas ruas da cidade.
Esse novo prazo é o tempo necessário para implantação do programa de transição estabelecido pelo decreto 40.336, de 23 de dezembro de 2019, que regulamenta a lei. Segundo membros do grupo de trabalho que participaram da elaboração do Decreto, o governador Ibaneis era a favor do imediato cumprimento da lei, mas acabou aceitando o estabelecimento de prazo para adequação dos trabalhadores.O decreto assinado pelo governador do DF cumpre uma determinação da Vara do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que em outubro de 2019 estabeleceu um prazo de 90 dias para que Lei 5.756 fosse regulamentada, caso contrário o GDF pagaria multa diária de dez mil reais.
De acordo com o ato do GDF, o Programa de Transição da Utilização de Veículos de Tração Animal tem como fundamentos a inclusão social e produtiva dos trabalhadores de veículos de tração animal em substituição ao exercício da sua atual ocupação; a viabilização de formas de participação, a ocupação e convívio dos trabalhadores de veículos de tração animal na sociedade; o desenvolvimento de projetos que estimulem a participação de trabalhadores de veículos de tração animal em programas profissionalizantes e a dignidade humana.
Plano de transição
Para participar do programa de transição os carroceiros deverão se cadastrar junto à Secretaria de Trabalho do DF num prazo de 90 dias. Os trabalhadores receberão capacitação, treinamento, inclusão no mercado de trabalho e inclusão em programas de educação para jovens, adultos e idosos. Também serão viabilizados cursos técnicos profissionalizantes, integração ao mercado de trabalho e qualificação visando a independência financeira. A Secretaria de Trabalho do DF terá 240 dias para implementar o plano de inclusão dos carroceiros no mercado de trabalho.
Maus tratos
O biólogo Roberto Cabral aponta vários problemas no uso de veículos de tração animal. Entre estes, ele destaca a ocorrência de acidentes, a falta de respeito ao descanso dos animais, uma vez que eles são usados durante o dia por seus donos e muitas vezes alugados à noite para outros carroceiros, a falta de alimentação adequada, de água e de cuidados veterinários, ausência de cuidados com as ferragens das carroças, causando machucados e sofrimento aos animais etc. “As vezes cai uma ferradura e ela não é reposta. É como se uma pessoa andasse usando apenas um sapato”, explicou o biólogo. Fonte https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/carroceiros-tem-8-meses-para-deixar-de-usar-cavalos/ Postado por Antônio Brito
Em iniciativa inédita, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), está levando aos bairros da Cidade de São Paulo a Paraoficina Móvel, que realiza reparos em cadeiras de rodas, órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, como muletas, bengalas e andadores.
A operação da Paraoficina Móvel - uma van customizada com equipamentos, máquinas, ferramentas, peças de reposição e material para os reparos - é feita pela AACD, organização referência na reabilitação e habilitação de pessoas com deficiências físicas e necessidades neuro-ortopédicas.
Como funciona?
Os serviços serão prestados por dois técnicos especializados em OPMs, em um veículo adaptado com mobiliário e equipamentos específicos. Os atendimentos serão realizados prioritariamente nos Centros Especializados em Reabilitação – CERs, equipamentos de reabilitação da rede municipal de saúde.
Os Centros Especializados em Reabilitação (CERs) farão o agendamento das pessoas que precisam dos serviços nos dias previstos do cronograma de visitas. No dia marcado, o munícipe deverá apresentar o cartão do SUS e documento RG ou outro documento com foto. As visitas serão realizadas durante a semana, somente em dias úteis das 9h às 17h.
Agenda Janeiro 2020
As unidades de Saúde que contarão com o atendimento da Paroficina Móvel em janeiro são:
· Campo Limpo – dias 13 e 27/01, Rua Gastão Raul Fourton Bousquet, 377;
· Flavio Gianotti – dia 10/01, Rua Padre Marchetti, 557;
· Lapa – dias 17 e 31/01, Rua Catão, 420;
· Parelheiros – dias 06 e 21/01, Rua Gaspar Leme, Balneário São José, s/número;
· Tucuruvi – dias 14 e 28/01, Avenida Zaki Narchi, 357;
· São Miguel – dias 07 e 22/01, Rua Professor Antonio Gama de Cerqueira, 347;
· CER Sé – dia 24/01, Rua Frederico Alvarenga, 259 – 3º andar.
Mutirão nos Bairros
A Paraoficina Móvel participa também dos Mutirões nos Bairros - evento que apresenta ações intensivas de cidadania - para atendimento à população. Os Mutirões são realizados aos sábados, das 9h às 15h.
· Guaianases - dia 18/01
· Parelheiros - dia 01/02
· Itaquera - dia 08/02
· Campo Limpo - dia 15/02
· Freguesia/Brasilândia - dia 07/03
· Lapa - dia 14/03
· M´Boi - dia 21/03
· Pirituba/Jaraguá - dia 28/03
Contamos com a participação de todos e colaboração na divulgação dessas ações em prol da pessoa com deficiência.
Dicas e informações sobre eventos culturais acessíveis
A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) lançou em 7 de maio de 2018, o programa “Cultura Inclusiva”, na Biblioteca Mário de Andrade, centro da capital.
A iniciativa, conta com o apoio do Itaú Unibanco, tem como objetivo promover acessibilidade comunicacional em teatros e equipamentos municipais de cultura, oferecendo, além de acessibilidade arquitetônica, recursos de Libras e audiodescrição para munícipes com deficiência auditiva e visual. A programação cultural gratuita será divulgada mensalmente pelas Secretarias.
Para facilitar o acesso, um micro-ônibus adaptado fornecerá transporte gratuito para pessoas com deficiência de diversas comunidades da periferia da cidade. Os pedidos de agendamento podem ser feitos pelo e-mail cerimonialsmped@prefeitura.sp.gov.br.
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Secretaria Municipal de Cultura
Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência * Baixe os símbolos de acessibilidade: Libras, Audiodescrição e Closed Caption.
Áreas privativas de edifícios comerciais e residenciais devem contar com plantas adaptáveis
Além de criar rampas ou plataformas de elevação, a lei passa a regulamentar as exigências para adaptabilidade de interiores, incluídos terraços e varandas/ Foto: Andrzej Rembowski por Pixabay
Heloísa Pimenta
Há 14 dias - Tempo de leitura: 3 minutos, 19 segundos
A partir de 1º de janeiro de 2020, começou a valer um conjunto de regras claras sobre acessibilidade para as estruturas de áreas externas e internas, comuns e privativas, de edifícios comerciais e residenciais. O Decreto 9.451 incrementa a lei de 2015, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
“Algumas construtoras já fazem uma proposta de planta adaptada, que fica disponível no estande de vendas e, quando alguém fala que existe essa demanda, eles apresentam a planta mais eficiente. Mas nem sempre tem a mesma qualidade do produto disponibilizado para os outros públicos”, conta a arquiteta e urbanista Elisa Prado. Leia mais: Lar: doce e adaptado Saiba como adaptar a casa para deficientes e idosos Veja como ter uma casa segura para crianças
Desde o ano 2000, a Constituição exige a desobstrução de barreiras em espaços de uso coletivo, em vias, prédios e meios de transporte, bem como alternativas aos entraves de qualquer natureza a pessoas com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial e também a seus acompanhantes.
Ainda que as construtoras tenham aderido às exigências em relação ao acesso das áreas comuns, equívocos e falta de planejamento universalizado ainda são desafios para que pessoas com mobilidade reduzida transitem e usufruam dos espaços.
Pilares, shafts e outros elementos estruturantes de um edifício impedem que se criem recuos de giro para cadeirantes, por exemplo. Portas estreitas e cômodos reduzidos impossibilitam não apenas o acesso, mas também a adaptação do espaço.
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“A partir de agora, a pessoa com deficiência deve poder comprar qualquer apartamento em qualquer posição da planta, em qualquer andar, e ter a mesma qualidade. Se a obra não estiver iniciada, a pessoa pode solicitar e a construtora tem que entregar o espaço já com adaptações”, acrescenta Elisa Prado.
Pontos da legislação
Além de corrigir desníveis no piso, apresentando soluções para degraus, como rampas ou plataformas de elevação, banheiros coletivos largos e com barras de apoio, passagem alternativa às catracas e sinalização tátil (braile e relevo para elevadores), a lei passa a regulamentar as exigências para adaptabilidade de interiores, incluídos terraços e varandas, seguindo as diretrizes da Norma Brasileira descrita pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 9050/ABNT).
Barras de apoio
O banheiro deve contar com barras de apoio nas laterais da bacia sanitária, boxe do chuveiro, banheira ou vestiário, mas as barras também podem ser úteis nas laterais de pias ou no quarto, ao lado da cama.
Altura
É possível solicitar à construtora instalações com altura personalizada para interruptores de luz, tomadas elétricas e termostatos, pias, maçanetas, campainha e interfone, fundamentais ao uso de pessoas com nanismo, por exemplo. Sinalizações Nos elevadores, braile e relevo são essenciais. Mas alarmes sonoros também podem ser úteis, bem como piso podotátil, para guiar deficientes visuais ao longo de passagens ou orientá-los até a saída do ambiente.
Corredores
Os corredores devem ser dimensionados de acordo com o fluxo de pessoas, assegurando uma faixa livre de barreiras ou obstáculos. Para corredores de uso comum com extensão de até 4 metros, a largura mínima é de 90 centímetros. Já para corredores de uso público, a largura mínima é de 1,50 metro.
Portas
A norma estipula que as portas tenham pelo menos 80 centímetros de largura, mais 60 na lateral do batente e ao lado da maçaneta. Além disso, é necessário um espaço de transposição com um círculo de 1,50 metro de diâmetro para permitir a aproximação de uma pessoa em cadeira de rodas.
Janelas
A altura das janelas deve considerar os limites de alcance visual, exceto em locais onde devam prevalecer a segurança e a privacidade. Cada módulo de janela deve poder ser operado com um único movimento, utilizando apenas uma das mãos. Fonte https://imoveis.estadao.com.br/noticias/nova-lei-de-acessibilidade-entra-em-vigor-em-janeiro/ Postado por Antônio Brito
A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) divulgou nesta quinta-feira, 16, a convocação das Seleções Brasileiras de futebol de 5 e goalball para a primeira fase de treinos. De 29 de janeiro a 6 de fevereiro, as equipes das duas modalidades vão se concentrar no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.
No futebol de 5, o técnico Fábio Vasconcelos manteve sua base campeã do Parapan de Lima, no ano passado, e repete a lista da última fase de 2019, quando deu chance ao goleiro Tales, da ABDV-DF, e ao pivô Jonatan, da Agafuc-RS. Todos os astros do time tetracampeão paralímpico que buscará o penta no Japão estão garantidos, como Luan, Ricardinho, Jefinho, Cássio, Tiago Paraná e Nonato. Os jovens da sub-23 também estarão concentrados no período.
No goalball, manutenção do que vem dando certo também é o segredo. Entre os homens, foram chamados os seis campeões parapan-americanos, além do pivô Son, do Sesi-SP, e do ala Mizael, do Cetefe-DF. As maiores novidades estão na lista das mulheres. O técnico Dailton Nascimento, que deu descanso às titulares na etapa final de treinos do ano passado, chamou novamente suas principais jogadoras e ainda fez uma mescla com algumas das atletas observadas em dezembro, casos das alas Larissa, do Santos-SP, e Isis, da AMC-MT.
"Essa convocação, que é a primeira do ano paralímpico, é importante porque fecha praticamente o número de atletas para a formação final das seis que irão a Tóquio. Vamos continuar avaliando as convocadas nos diversos aspectos e, de acordo com os seus desempenhos nos treinos e competições, escolher as melhores", explica Nascimento.
As primeiras competições das duas modalidades em 2020 serão interclubes, com as disputas das Supercopas, no fim de fevereiro, em São Paulo. Em seguida, todas as seleções – incluindo também a de judô – partirão rumo a Tóquio, onde em março participarão de clínicas de treinamento e torneios que servirão como eventos-teste para a Paralimpíada.
Confira as listas de atletas convocados por cada modalidade: