02/04/2026

Abril Azul: o papel da escola na identificação, inclusão e acolhimento de alunos com autismo

Abril Azul: o papel da escola na identificação, inclusão e acolhimento de alunos com autismo

Especialistas reforçam que estratégias como adaptações curriculares, capacitação de educadores e um ambiente estruturado fazem a diferença no desenvolvimento dessas crianças, promovendo aprendizado e bem-estar.

Durante o mês de abril, o mundo se mobiliza com a campanha Abril Azul, voltada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste contexto, a escola é um dos espaços mais importantes para promover o respeito à diversidade e garantir o desenvolvimento pleno de crianças autistas.

Para a psicóloga clínica e escolar Camila Conceição, da Legacy School, o ambiente escolar tem papel fundamental tanto na identificação precoce quanto na construção de uma educação inclusiva e acolhedora.

“A escola pode observar comportamentos característicos que sugerem o TEA, entre eles dificuldades na interação social, desafios na comunicação, sensibilidades sensoriais e comportamentos estereotipados. Quando esses sinais são percebidos, é essencial atender a família de forma acolhedora, compartilhar as observações e sugerir uma avaliação detalhada com um profissional especializado”, explica Camila.

Além da identificação, a inclusão efetiva é uma das grandes responsabilidades da escola. Segundo a especialista, pequenas mudanças podem fazer grande diferença para o aluno autista.

“Algumas estratégias são criar um ambiente previsível, utilizar uma comunicação clara e direta, recorrer a recursos visuais para reforçar o aprendizado, oferecer tempo adicional para a realização de tarefas e incentivar a socialização.”

Outro ponto importante é saber lidar com crises emocionais e comportamentais que podem ocorrer no ambiente escolar. De acordo com Camila, a condução adequada nesses momentos é essencial para o bem-estar da criança.

“É preciso manter um ambiente calmo e, quando necessário, levar a criança para um local mais tranquilo. Utilizar técnicas de regulação emocional ajuda, mas o mais importante é identificar os gatilhos que desencadeiam a crise, para prevenir futuras situações semelhantes.”

A escola, no entanto, não atua sozinha. O trabalho em conjunto com a família e os profissionais de saúde é decisivo para o sucesso do processo educacional. Segundo a psicóloga, essa parceria fortalece o desenvolvimento do aluno.

“Essa parceria é fundamental para o bem-estar e bom aproveitamento pedagógico do aluno com TEA. Permite ajustes em estratégias e favorece o acompanhamento da evolução da criança”, destaca Camila.

Outro aspecto essencial para garantir a inclusão e combater o preconceito é trabalhar a conscientização com os colegas de classe, o que também previne casos de bullying. Para a especialista, a informação é uma ferramenta poderosa nesse processo.

“Atividades educativas que abordem o que é o TEA, suas características e como todos podem contribuir para um ambiente mais empático são muito importantes. Valorizar as diferenças é essencial.”

Na prática, isso exige adaptações curriculares personalizadas, respeitando os ritmos e as habilidades de cada estudante. Camila explica que essas adequações são fundamentais para evitar sobrecargas.

“A adaptação pode envolver simplificação ou redução de conteúdos, uso de recursos visuais, tarefas mais curtas e ajustes no tempo para evitar sobrecargas.”

Por fim, a psicóloga ressalta a importância de capacitar educadores e funcionários para uma atuação mais inclusiva no dia a dia escolar.

“É preciso realizar treinamentos sobre as características do autismo, estratégias de inclusão e manejo de crises. Também é essencial promover a empatia e a comunicação clara.”

Entre os desafios enfrentados no ambiente escolar, estão a resistência de algumas famílias em buscar avaliação especializada, a falta de apoio terapêutico e a dificuldade de alguns educadores em adotar práticas inclusivas. Mas, para a especialista, é possível superar essas barreiras com diálogo, acolhimento e formação contínua.

Fonte https://diariopcd.com.br/abril-azul-o-papel-da-escola-na-identificacao-inclusao-e-acolhimento-de-alunos-com-autismo/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB abre processo seletivo para 1ª Mentoria Coletiva de Carreira do programa Atleta Cidadão

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio do Programa Atleta Cidadão em parceria com a GERPPASS, anuncia a abertura do processo seletivo para a 1ª Mentoria Coletiva – Jornada Pessoal e de Carreira. As inscrições podem ser feitas a partir desta quinta-feira, 2, até o dia 14 de abril por meio do formulário online disponível neste link.

A Mentoria Coletiva – Jornada Pessoal e de Carreira acontecerá virtualmente em encontro único, marcado para o dia 16 de abril, das 19h às 21h.

A mentoria é destinada a atletas e tem como objetivo promover um encontro que proporcione reflexões sobre desenvolvimento pessoal, escolhas profissionais e construção de trajetórias.

Ao todo, a iniciativa oferece 50 vagas e os contemplados serão avisados por email e também via WhatsApp. A lista completa dos atletas selecionados será divulgada no dia 15 de abril no site do CPB.

O Programa Atleta Cidadão, realizado pelo CPB, tem como objetivo estimular o desenvolvimento pessoal e profissional do atleta paralímpico em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e pós-carreira) por meio de cursos, palestras, workshops, formação educacional e orientação profissional.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-processo-seletivo-para-1a-mentoria-coletiva-de-carreira-do-programa-atleta-cidadao/

Postado Pôr Antônio Brito 

Aquario do RJ terá sessão azul com entrada gratuita para autistas

AquaRio promove Sessão Azul com entrada gratuita para pessoas com TEA, oferecendo ambiente adaptado, menor estímulo sensorial e acesso especial para famílias em horário exclusivo.

Aquario do RJ terá sessão azul com entrada gratuita para autistas

O AquaRio, maior aquário marinho da América do Sul, realiza no segundo domingo de abril – dia 12 – a Sessão Azul, voltada especialmente a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento acontece em horário exclusivo, das 8h30 às 10h, oferecendo uma experiência mais confortável e adaptada às necessidades do público autista e suas famílias, com entrada GRATUITA mediante comprovação do diagnóstico na bilheteria.

Além disso, até 3 acompanhantes podem acessar o espaço com ingressos de meia-entrada, no valor de R$ 80, disponíveis no site ou na bilheteria do aquário. As vagas são limitadas e a visitação é restrita ao período da ação.

O horário exclusivo proporciona menor fluxo de visitantes, redução de estímulos sonoros e ajustes na iluminação ao longo do circuito. Nesta edição, os participantes também poderão adquirir fotos com valor promocional. Após as 10h, o aquário retoma seu funcionamento normal, com pessoas com TEA mantendo direito à meia-entrada, assim como um acompanhante.

O AquaRio fica no Boulevard Olímpico, no Porto Maravilha, região central da capital carioca, e abriga mais de 10 mil animais de cerca de 350 espécies, como tubarões, raias e diversos invertebrados, distribuídos em recintos que reproduzem seus habitats naturais. O túnel subaquático proporciona uma experiência imersiva que encanta visitantes de todas as idades.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=49d2b233-8dea-4784-92b1-43b2c3492d90
 
Postado Pôr Antônio Brito 

01/04/2026

Osasco/SP denuncia uso indevido de vans que atendem PCD na cidade

Denúncia aponta uso irregular de vans para PcD em Osasco/SP, com restrições de uso, falta de veículos e prejuízo a atendimentos essenciais, levantando questionamentos sobre gestão e responsabilidade pública.

Osasco/SP denuncia uso indevido de vans que atendem PCD na cidade

Tivemos a informação sobre essa denúncia através do nosso colunista da Revista Reação, Bruno Oliveira de Carvalho, que é pessoa com deficiência e, mesmo não sendo morador de Osasco/SP, levantou essa situação e expôs o que está acontecendo também no seu programa Consciência Inclusiva no YouTube.

Em Osasco/SP, uma das principais cidades da região metropolitana de SP, 3 vans que o Governo Estadual deu para o município, para que fossem utilizadas no transporte e atendimento de pessoas com deficiência, tanto para tratamentos como para o lazer, estão, segundo a denúncia, sendo utilizadas de forma irregular. A denúncia também traz outro problema: o horário de uso desses veículos, somente de segunda a sexta em horário comercial. Como se as PcD do município não pudessem ter lazer e nem precisassem de tratamentos específicos aos sábados, domingos e feriados. Outra restrição imposta ao uso dos carros é que a PcD só poderia utilizar para consultas até 30 Km de Osasco/SP, mas parece que até isso mudou e agora o uso está restrito somente dentro do município.

Um dos serviços prejudicados com as medidas foi o atendimento de jovens e crianças com deficiências mais severas, que são atendidas pela instituição Rainha da Paz, que fica num município vizinho, em Santana de Parnaíba/SP, que dá tratamento de excelência e GRATUITO a PcD de Osasco/SP. Segundo a denúncia, a Secretaria de Saúde de Osasco/SP disse que não irá mais fornecer o transporte até a Associação Rainha da Paz. E como ficam esses pacientes?

A alegação da Secretaria de Saúde de Osasco/SP é que a cidade ofereceria essas mesmas terapias que os atendidos recebem na Rainha da Paz, mas, segundo a denúncia, isso não procede, pois, além de não ter esse tipo de atendimento na cidade, as filas são enormes e não existem vagas para o atendimento de todos que precisam.

A chegada dessas vans na cidade está noticiada inclusive no site oficial da prefeitura, numa matéria datada de 30 de junho de 2022. O trecho na matéria publicada no site diz: “Na quarta-feira, 29/6, a Secretaria Executiva da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Osasco recebeu três vans adaptadas para pessoas com deficiência que vão auxiliar na prestação de serviços municipais voltados à acessibilidade. A entrega faz parte de parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo e integra o Programa ‘Nova Frota – SP Não Para’, que beneficiará ao todo 117 municípios do estado”. Estamos em 2026. Onde estão estas vans?

A denúncia vinda da cidade de Osasco/SP, que possui mais de 750 mil habitantes e uma população de PcD estimada em pelo menos 150 mil pessoas, é que das 3 vans cedidas pelo estado, apenas 1 está em atividade, o que é visivelmente insuficiente para atender a todas as pessoas necessitadas. E as outras 2 vans? Ao que se sabe, 1 está quebrada há mais de um ano e a outra simplesmente sumiu, não se sabe onde foi parar.

O Ministério Público precisa urgentemente entrar em ação neste caso e levantar a procedência dessas informações e, caso seja constatado tudo que está sendo denunciado, que sejam punidos o município, a Secretaria de Saúde e todos os responsáveis.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=5504274a-ab10-419d-8ad3-c25efcb75fc6

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB abre curso online gratuito para formação de árbitros em tiro esportivo

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio da sua área de Educação Paralímpica, está com inscrições abertas para cursos online de formação de árbitros em tiro esportivo, entre 27 de abril e 20 de junho.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site da Educação Paralímpica. A carga horária é de 40 horas e disponibiliza 30 vagas.

O pré-requisito para participar do curso é a conclusão do curso “Movimento Paralímpico: Fundamentos Básicos do Esporte”, disponível gratuitamente no site da Educação Paralímpica, e ser árbitro nacional atuante nas provas de carabina e pistola e/ou ser árbitro internacional da ISSF.

O conteúdo foi desenvolvido pelo professor Sidnei Mendes da Silva e contará com os seguintes conteúdos: Apresentação, dicas e instruções gerais, instituições e história do tiro esportivo nas paralimpíadas e no Brasil, equipamentos, introdução à classificação de atletas, classes e subclasses esportivas, vestuário, controles de equipamentos, regras de carabina, regras da ISSF aplicadas ao tiro esportivo WSPS, regras de pistola, equipamentos SH2, comandos de provas, encerramento do curso, além da avaliação final.

Para obter mais informações ou sanar dúvidas sobre novos cursos, os interessados podem enviar um e-mail para educ.paralimpica@cpb.org.br.

Serviço
Curso online – Formação de árbitros para tiro esportivo
Data e horário: 27 e 29 de abril, 4, 6, 11, 13, 18 e 20 de maio, e 10, 15 e 17 de junho, das 19h às 21h; e 9 e 16 de maio, e 13 e 20 de junho, das 9h às 13h.
Inscrições: até o dia 19 de abril, neste link.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da Educação Paralímpica

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-curso-online-gratuito-para-formacao-de-arbitros-em-tiro-esportivo/ 

Postado Pôr Antônio Brito 

ANAPcD sugere que novas fiscalizações do TCESP em escolas também avaliem falta de acessibilidade para alunos com deficiência

ANAPcD sugere que novas fiscalizações do TCESP em escolas também avaliem falta de acessibilidade para alunos com deficiência

Fiscalização surpresa do TCESP em escolas flagra mofo, descontrole de estoque e falhas em almoxarifados. A operação mobilizou 379 servidores para uma varredura simultânea em 300 municípios do interior e litoral paulista e teme como ponto central escolas administradas pelas prefeituras

Material escolar armazenado entre sujeira e mofo, livros didáticos empilhados longe dos alunos e uniformes que se desfazem ao toque. Esse cenário de descaso foi o saldo da primeira Fiscalização Ordenada de 2026, realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) nesta segunda-feira (23/03). A operação mobilizou 379 servidores para uma varredura simultânea em 300 municípios do interior e litoral paulista e teme como ponto central escolas administradas pelas prefeituras.

A fiscalização não se limitou a contar itens em estoque; o objetivo foi auditar a eficiência da gestão e a logística de distribuição para garantir que os itens adquiridos cheguem em bom estado aos alunos. Os auditores avaliaram desde as condições de armazenamento até o rigor nos registros de entrada e saída, visando garantir que o investimento público chegue, de fato, ao estudante.

Solicitação da ANAPcD

A ANAPcD – Associação Nacinal de Apoio às Pessoas com Deficiência oficiou a Presidência do Tribunal de Contas do Estado para que em novas fiscalizações também sejam avaliadas as opções de acessibilidade e inclusão que devem estar disponíveis aos alunos com deficiência. “Não é apenas a obrigatoriedade de infraestrutura, mas, acima de tudo, que essas instituições possuam a verdade inclusão aos estudantes com deficiência”, afirmou Abrão Dib, presidente da Associação em documento encaminhado ao Tribunal

Caos logístico e descontrole
Os números revelam um apagão administrativo na gestão de insumos. Em 66% das escolas e almoxarifados visitados, não há qualquer procedimento de controle de estoque para materiais didáticos, e 58% sequer monitoram as quantidades mínimas e máximas necessárias para o ano letivo. O reflexo desse descontrole é imediato: em 17% das cidades fiscalizadas, não houve qualquer entrega de material escolar aos alunos neste ano de 2026.

A ausência de rotinas de auditoria atinge mais da metade das escolas (58%), o que torna o fluxo de materiais um “ponto cego” para a administração. O cenário de vulnerabilidade é agravado pelo descaso com ocorrências críticas: 90% das unidades confirmaram que não possuem registros de perdas, extravios, furtos ou avarias de materiais.

Uniforme é ponto crítico
O item uniforme escolar, essencial para a identificação e dignidade dos alunos, apresentou dados alarmantes. Em 59% das escolas vistoriadas, as vestimentas sequer chegaram aos estudantes. Quando chegam, a qualidade é questionável: em um dos municípios, os brasões e nomes da cidade desprendiam-se do tecido ao simples toque. Além disso, 34% das escolas não possuem protocolos para a devolução de itens com defeito, e o desabastecimento é real em 19% das unidades. Nas visitas, os auditores notaram que 43% dos alunos não trajavam o uniforme no momento da fiscalização.

Risco de sinistros
A precariedade estende-se ao abrigo físico dos materiais. Em 87% dos locais, não há normativas internas que regulamentem a gestão dos depósitos, e em pouco mais da metade não existe sequer um responsável formalmente designado para a função. A falta de relatórios periódicos de movimentação (61%) e a ausência de avaliação de riscos (68%) completam o quadro de fragilidade administrativa.

O ponto mais crítico, contudo, é a segurança. Praticamente 9 em cada 10 locais (89%) não possuem plano de contingência para incêndios ou enchentes, e 75% dos espaços operam sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). No interior dessas estruturas insalubres, 78% das escolas mantêm materiais obsoletos ou inservíveis, enquanto 28% estocam materiais didáticos novos que nunca foram utilizados. Em uma unidade, os materiais armazenados impediam o acesso a extintores e, em outro local, impedia chegar até a mangueira de incêndio.

A Presidente do TCESP, Conselheira Cristiana de Castro Moraes, revelou que os achados lhe causaram espanto. “Eu faço auditoria há bastante tempo. Aqui no Tribunal já fizemos mais de 50 ordenadas, mas as imagens que nos chegaram aqui, hoje, me chocaram. Chocaram muito. A questão da armazenagem, a questão de material, de uniforme sem a qualidade adequada. Nós vimos estoques de produtos vencidos. Nós vimos também televisores armazenados há muito tempo, computadores, tôners vencidos, ou seja, um desperdício de dinheiro público, uma má qualidade, um mau cuidado com a educação, com o dinheiro público”.

Próximos Passos
Após o balanço, o TCESP notificará os prefeitos e responsáveis para que apresentem justificativas e corrijam as irregularidades em curto prazo. Caso as falhas persistam, elas poderão ser utilizadas como fundamento para o parecer pela desaprovação das contas municipais.

A Conselheira ainda explica o que virá pela frente. “Essas não seriam cenas que a gente gostaria de ver. Mas diante delas, será feito um relatório que será encaminhado para todos os Secretários de Educação dos municípios fiscalizados e queremos saber o que que eles vão fazer pra melhorar essa situação que verificamos.”

Os Conselheiros, relatores das contas das prefeituras, também receberão o relatório citado pela Presidente. “Ao mesmo tempo, divulgaremos essa situação em nosso portal e para a imprensa, pois assim a sociedade conhecerá os fatos. Queremos também chamar os Conselhos Municipais de Educação para, juntos, ajudar a mudar essa realidade”, conclui Cristiana de Castro Moraes.

O painel completo com os resultados detalhados pode ser acessado em: www.tce.sp.gov.br/ordenadas.

CRÉDITO/IMAGEM: Em Pirapora do Bom Jesus, Almoxarifado Central com infiltrações, umidade, água parada, Fonte Postado Pôr Antônio Britofalta de proteção aos materiais, depósito de material inservível, local utilizado como arquivo mortoDivulgação/TCESP

Fonte https://diariopcd.com.br/anapcd-sugere-que-novas-fiscalizacoes-do-tcesp-em-escolas-tambem-avaliem-falta-de-acessibilidade-para-alunos-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

31/03/2026

Projeto “Músicas, Notas & Sonetos” celebra inclusão por meio da arte com o sarau “Soneto em Cena” em SP

Projeto "Músicas, Notas & Sonetos" celebra inclusão por meio da arte com o sarau "Soneto em Cena" em SP

Com colaboração da Fundación Mapfre, apresentação é o resultado de oficinas realizadas com pessoas com deficiência em um encontro que une poesia, música e inclusão

No próximo 31 de março, às 14h, acontece na Galeria Olido, em São Paulo, a apresentação “Sarau: Soneto em Cena”, que marca a finalização do projeto “Músicas, Notas & Sonetos”, realizado pelo Instituto Olga Kos. A atividade reúne participantes com e sem deficiência em um encontro que une poesia, música e expressão artística, celebrando a diversidade e o poder transformador da cultura.

Inspirado pela musicalidade dos sonetos, pelos cordéis e pelas cantigas populares, o projeto promoveu, ao longo de suas oficinas, experiências de criação coletiva que exploraram ritmo, métrica e expressão corporal. Por meio de atividades de escuta sensível, improvisação poética e experimentação sonora, os participantes criaram versos autorais, declamaram, cantaram e descobriram novas maneiras de comunicar sentimentos e histórias.

De acordo com Francisco Xavier, orientador do Instituto Olga Kos, o projeto parte da música como instrumento de transformação. “A música é uma ferramenta de inclusão e de transformação. Mais do que pensar apenas em notas musicais ou afinação, buscamos trabalhar outros fatores que a sonoridade traz: a observação do som, a criatividade e a forma como cada participante se relaciona com ele”, afirma.

Ainda segundo Xavier, o processo pedagógico valoriza a expressão individual de cada participante. “Muitas vezes eles criam maneiras próprias de se relacionar com os instrumentos e com o ritmo. Nosso desafio é acolher essas diferenças e transformar tudo isso em uma experiência artística coletiva, sem perder a essência do processo de aprendizagem”, explica.

Para as famílias, acompanhar a evolução dos participantes é motivo de emoção. Tônia Blanco, mãe de Carlos, que possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conta, emocionada, a trajetória desde que o filho chegou no projeto e não queria interagir, até a apresentação em que, segundo ela, Carlos foi protagonista: “Frequentamos o Olga há mais de 10 anos. Quando o Carlos chegou, ele não entrava no grupo, estava sempre fora, escondido, sem aparecer nas fotos. Em 2025, tive uma surpresa tão grande, que todas as vezes que eu lembro, eu começo a chorar: na apresentação ele foi o protagonista do grupo. Tem um vídeo que eu não paro de assistir e, todas as vezes, eu choro”.

Lúcia Gomes Freire, mãe de Yasmin, de 18 anos, que tem síndrome de Down e participa de projetos do Instituto desde 2020, também ressalta o impacto da arte na vida da filha e conta sobre a direção diferente que ela, como mãe, seguiu: “Fiz um caminho diferente com a Yasmin. Sempre fiz questão da Yasmin participar de uma escola regular. Quando ela chegou na adolescência, quis apresentá-la aos pares e, no Olga, ela teve conhecimento de que existiam mais pessoas iguais a ela. Ela se conheceu e se viu dentro de todo o processo”.

Sobre a evolução proporcionada pela música, Lúcia reforça: “Cada apresentação é única. A gente percebe que, a cada projeto, ela avança um pouco mais, amplia o repertório musical e ganha mais autonomia para se expressar”, conta.

Com entrada gratuita, o “Sarau: Soneto em Cena” convida o público a vivenciar uma experiência sensível em que poesia, música e inclusão caminham juntas. No palco, cada verso e cada melodia revelam que a cultura pode ser um poderoso instrumento de transformação social e de valorização das diferenças.

Serviço
Sarau: Soneto em Cena – Encerramento do projeto “Músicas, Notas & Sonetos”
Data: 31 de março de 2026
Horário: 14h
Local: Galeria Olido – Avenida São João, 473, Centro – São Paulo
Entrada gratuita

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos (IOK) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Oscip pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos voltados a pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, promovendo inclusão, diversidade e acesso à cultura.

Fonte https://diariopcd.com.br/projeto-musicas-notas-sonetos-celebra-inclusao-por-meio-da-arte-com-o-sarau-soneto-em-cena-em-sp/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de remo conquista dois ouros e vence Sul-Americano em Porto Alegre

Remador Renê Pereira no Campeonato Sul-Americano realizado em Porto Alegre (RS) | Foto: Confederação Brasileira de Remo

A Seleção Brasileira de remo se sagrou campeã do Campeonato Sul-Americano da modalidade, realizado no último fim de semana em Porto Alegre (RS), com a conquista de duas medalhas de ouro – no single skiff masculino, classe PR1, e no double skiff misto, classe PR3.

As provas aconteceram na Ilha do Pavão, sede do Grêmio Náutico União, reunindo competidores paralímpicos de quatro países além do Brasil: Uruguai, Argentina, Peru e Equador.

O remador baiano Renê Pereira garantiu o ouro na disputa do single skiff masculino PR1 após concluir a prova em 7min39s37, à frente do oponente uruguaio Pedro Lescano (8min31s58). A classe PR1 é destinada a remadores com função mínima ou nenhuma função de tronco, que impulsionam o barco principalmente com braços e ombros.

O remador baiano, que é um dos destaques da Seleção, foi medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

A dupla formada pela carioca Diana Barcelos e pelo paulista Jairo Klug também comemorou o ouro no sábado, 28, com a vitória na prova do double skiff misto da classe PR3 (função residual nas pernas). Eles finalizaram a disputa em 5min53s95 e dividiram o pódio com as duplas Sol Pavia e Luís Salas (7min00s64), da Argentina, e Cláudia Ventura e Juan Carlos Rivera (8min06s06), do Peru.

Com as vitórias, o Brasil terminou na primeira colocação do quadro de medalhas, com dois ouros, seguido por Uruguai e Argentina, segundo e terceiro colocados, respectivamente, com uma prata cada.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-remo-conquista-dois-ouros-e-vence-sul-americano-em-porto-alegre/

Postado Pôr Antônio Brito 

Instituto Autismos e a música como ferramenta de inclusão e respeito

Instituto Autismos promove inclusão por meio da música e apresenta espetáculo com participantes no espectro em Brasília.

Instituto Autismos e a música como ferramenta de inclusão e respeito

Nem sempre o acesso à comunicação, à convivência e a espaços culturais acontece de forma natural para quem está no espectro do autismo. Por isso, o Instituto Autismos consolidou, ao longo de mais de uma década, um trabalho que une terapia, arte e protagonismo. Criado em 2015, o projeto atendeu mais de 5 mil participantes e suas famílias. O programa leva acessibilidade para pessoas que muitas vezes não têm acesso a diferentes formas de desenvolvimento. Os encontros acontecem semanalmente, em grupos reduzidos, ao longo de um processo que pode durar até 10 meses.

O resultado desse trabalho ganha visibilidade no musical “Uma sinfonia diferente”, que volta a ser apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília/DF. A montagem reúne cerca de 200 participantes em cena.

Ao longo dos encontros, são trabalhadas comunicação, linguagem e interação social. Mais de 25 mil pessoas já assistiram às apresentações, e 65% dos participantes desenvolveram linguagem verbal.

Dividido em 3 blocos, o espetáculo reúne gradualmente os participantes até o momento final, quando todos ocupam o palco. Em alguns trechos, monitores e familiares oferecem suporte, sem retirar o protagonismo.

O musical “Uma sinfonia diferente” acontece no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília/DF, nos dias 4, 5, 11 e 12 de abril, às 16h, com classificação livre. Os ingressos devem ser retirados online, no site do CCBB, ou presencialmente na bilheteria do local.

Já o espetáculo da Oficina Batucadeiros de Música Corporal – “Corpo, música e encontro” – também acontece nos dias 4, 5, 11 e 12 de abril, às 14h30, com participação gratuita e classificação livre. Os ingressos serão disponibilizados no site um dia antes de cada oficina e presencialmente na bilheteria do local.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=61984a93-ee12-4d38-875f-39c471a3c54a

Postado Pôr Antônio Brito 

30/03/2026

MPF aciona Judiciário para que TRF3 corrija nomeações de cotistas em concurso

MPF aciona Judiciário para que TRF3 corrija nomeações de cotistas em concurso

Sentença ordena compensação nas próximas convocações para garantir cumprimento das cotas raciais e para pessoas com deficiência

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão da Justiça Federal que determina à União a adequação das próximas nomeações do concurso do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), de 2024, para o cargo de técnico judiciário, a fim de assegurar o cumprimento correto das regras de reserva de vagas para candidatos cotistas.

A sentença reconheceu que a sistemática adotada pelo TRF3 nas nomeações — ao contabilizar como cotistas candidatos aprovados também na ampla concorrência — acabou reduzindo, na prática, o número de pessoas negras e com deficiência efetivamente beneficiadas pela política afirmativa.

Na decisão, a Justiça determinou que, consideradas as nomeações já realizadas, o TRF3 deverá compensar nas próximas convocações, de modo a adequar o total de nomeações ao que prevê a legislação, especialmente o artigo 3º, §1º, da Lei nº 12.990/2014. A medida também se aplica às vagas destinadas a pessoas com deficiência, assegurando o cumprimento dos percentuais legais de reserva.

Na prática, a decisão impede que candidatos aprovados na ampla concorrência dentro do número de vagas sejam convocados para vagas reservadas, garantindo que essas vagas sejam efetivamente ocupadas por candidatos que dependem da política de cotas.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)Assessoria de Comunicação em São Paulo

Fonte https://diariopcd.com.br/mpf-aciona-judiciario-para-que-trf3-corrija-nomeacoes-de-cotistas-em-concurso/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção feminina de basquete em cadeira de rodas tem novo técnico canadense

Técnico Dylan Carter em momento com a Seleção feminina de basquete em cadeira de rodas | Foto: Leonardo Lemos/CBBC

O canadense Dylan Carter, de 32 anos, é o novo treinador da Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas. Ele chega ao Brasil com a missão de liderar a equipe verde e amarela na disputa do Campeonato Mundial de Ottawa, no Canadá, que será disputado entre os dias 9 e 19 de setembro.

Carter é o primeiro treinador estrangeiro a assumir o comando da Seleção Brasileira feminina. Ele desembarca no país após uma longa experiência com a seleção canadense, onde trabalhou nos últimos 11 anos em diversas funções. Como assistente técnico, conquistou o quarto lugar nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

“Eu trabalhei com a seleção canadense por 11 anos e decidi sair no ano passado. Eu precisava de um novo desafio e acho que o Brasil me oferece isso. Estou muito animado por seguir adiante nesse Mundial e por poder liderar essas garotas”, declarou Carter.

Jovem, porém já com bagagem em grandes competições internacionais e acostumado a trabalhar com equipes femininas, o novo treinador tem o perfil desejado pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC).

“Fizemos um estudo e avaliações com vários nomes de treinadores de todo o mundo. Procuramos uma figura jovem e o Dylan é um estudioso do basquete em cadeira de rodas. Tenho certeza que ele vai nos colocar no melhor caminho”, destacou Mário Belo, presidente da CBBC.

Além de comandar as atividades com a Seleção Brasileira, Dylan Carter também deve participar de um programa mais amplo junto à CBBC. O canadense vai percorrer o país para conhecer as entidades que desenvolvem o basquete em cadeira de rodas feminino, compartilhando conhecimento e auxiliando no desenvolvimento das atletas e treinadores locais.

“O técnico Dylan já manifestou interesse em morar no Brasil e nos ajudar no crescimento das nossas atletas e também dos nossos treinadores, disseminando conhecimento e visitando cada clube que pratica o basquete feminino no Brasil. Dessa forma, sua presença agrega ainda mais e aumenta nossas possibilidades de ter um ganho técnico em todo o território nacional”, explicou Mário Belo.

Biografia

Nascido em Toronto, no Canadá, Dylan Carter iniciou sua trajetória no basquete em cadeira de rodas em 2014, como estagiário da federação canadense. Depois assumiu a função de analista de desempenho das equipes de seu país e, mais recentemente, atuou como assistente técnico das seleções feminina sub-25 e adulta.

Dylan também atuou, desde 2023, como treinador principal da equipe feminina da província de Ontário, no Canadá.

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-feminina-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-tem-novo-tecnico-canadense/

Postado Pôr Antônio Brito 

Autistas adultos se tornam alvo de violência digital

Adultos autistas têm encontrado apoio no ambiente digital, mas também enfrentam crescente violência, golpes e cyberbullying, o que reforça a urgência de proteção, orientação profissional e conscientização social.

Autistas adultos se tornam alvo de violência digital

O cenário das pessoas autistas no Brasil atravessa uma mudança.

Agora, uma legião de adultos, que passaram décadas sem respostas, muitas vezes “mascarando” seus sinais sob diagnósticos genéricos de ansiedade crônica ou depressão, recebendo diagnósticos errados pela falta de conhecimento que empurrou milhares para as margens da compreensão clínica.

Hoje, munidos de maior acesso à informação, esses adultos buscam neuropsicólogos. É uma autodescoberta e o ambiente digital surge como o primeiro porto seguro, onde essas pessoas encontram grupos de relacionamento e comunidades que prometem o acolhimento.

No entanto, o que deveria ser um refúgio tem se revelado um campo de caça para predadores digitais e um laboratório de abusos psicológicos, um cenário alarmante onde a vulnerabilidade é instrumentalizada.

Grupos que nasceram para promover a inclusão de autistas foram infiltrados por usuários que se valem do suposto anonimato para transformar características do espectro em alvo.

Mais do que piadas cruéis, cresce neles um mercado ilícito: o comércio de carteirinhas de identificação e o uso oportunista de crachás por pessoas sem deficiência, cujo único objetivo é obter vantagens indevidas.

Nessa nova realidade das redes sociais, várias denúncias formais feitas têm sido ignoradas pela Meta, dona do WhatsApp.

Não são raras as vezes que a vítima só percebe o abuso quando já atingiu níveis extremos.

Existe uma propensão a um compartilhamento de informações que amplia a exposição a golpistas.

O bullying também deixa marcas com ansiedade decorrente de traumas que interferem em todos os relacionamentos das pessoas com autismo, até em entrevistas de emprego, dificultando a recolocação profissional.

Diferente de outras condições, o autismo não se revela em exames de laboratório ou em uma ressonância magnética, por exemplo.

O processo diagnóstico do autismo é elaborado com base em comportamento e habilidades. Não é um exame que possa ser feito, mas um conjunto de características da pessoa.

No mundo digital, a família deve exercer uma supervisão que equilibre autonomia e segurança, mantendo canais de diálogo abertos para que qualquer desconforto seja relatado sem medo de julgamentos.

E, nesse caminho, o papel do psicólogo e do analista do comportamento é preparar o indivíduo para identificar o abuso precocemente.

O combate ao cyberbullying contra autistas é uma urgência social.

Para garantir segurança e desenvolvimento real da pessoa com autismo, principalmente jovens e crianças, as famílias e até os adultos autistas têm que buscar órgãos de referência e profissionais.

Afinal, a conexão digital tem que ser uma ponte para o mundo, e não uma armadilha para o isolamento.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=2eb7217c-7291-4069-a694-6f9a64e312ea

Postado Pôr Antônio Brito 

28/03/2026

Inclusão não se arquiva: o esvaziamento silencioso da Lei de Cotas

Inclusão não se arquiva: o esvaziamento silencioso da Lei de Cotas - OPINIÃO - * Por Patrícia Siqueira

OPINIÃO

  • * Por Patrícia Siqueira

Um e-mail enviado por engano à fiscalização do trabalho, em Minas Gerais, revela mais do que um episódio isolado. Ele escancara uma prática que, embora frequentemente denunciada, ainda persiste de forma silenciosa: a tentativa de simular o cumprimento da Lei de Cotas sem promover, de fato, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O caso foi identificado e trazido a público pela Delegacia Sindical em Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (DS-MG/SINAIT), que alerta para o risco de esvaziamento de uma das mais importantes políticas de inclusão no país.

Na mensagem, uma empresa orienta a realização de publicações de vagas em curto intervalo de tempo, com posterior arquivamento do material. A finalidade não era recrutar, selecionar ou contratar, mas produzir evidências formais de um suposto esforço de preenchimento das vagas, sob o argumento de que o mercado estaria “saturado”. Trata-se de uma distorção grave da finalidade da legislação.

A Lei de Cotas não foi criada para gerar protocolos burocráticos ou alimentar arquivos corporativos. Sua razão de existir é corrigir uma exclusão histórica, garantindo que pessoas com deficiência tenham acesso real ao trabalho digno. Quando empresas reduzem essa obrigação a um conjunto de ações superficiais, esvaziam não apenas o espírito da lei, mas também o compromisso social que ela representa.

Não basta abrir vagas. É preciso criar condições efetivas de acesso e permanência. Isso envolve adaptação de processos seletivos, investimento em acessibilidade, eliminação de barreiras físicas e atitudinais, além de uma postura ativa na busca por profissionais. A inclusão exige intencionalidade, e não apenas formalidade.

O caso também evidencia a persistência de uma lógica capacitista em parte do setor empresarial, que ainda enxerga a contratação de pessoas com deficiência como um problema a ser contornado, e não como uma oportunidade de construir ambientes mais diversos, justos e produtivos. Essa mentalidade não apenas fere a legislação, mas empobrece o próprio mundo do trabalho.

Nesse contexto, a atuação da fiscalização do trabalho, fortalecida pela DS-MG/SINAIT, se mostra essencial. Não se trata apenas de verificar o cumprimento formal da lei, mas de assegurar sua efetividade. Anúncios de vagas, por si só, não comprovam inclusão. É preciso avaliar se houve esforço genuíno para contratar e integrar esses trabalhadores em condições dignas.

O episódio deve servir de alerta. A inclusão não pode ser tratada como uma obrigação incômoda a ser contornada com estratégias documentais. Ela precisa ser vivida, praticada e incorporada ao cotidiano das organizações.

A sociedade, o poder público e o setor produtivo têm responsabilidade compartilhada nesse processo. Transformar a Lei de Cotas em uma formalidade vazia é perpetuar desigualdades. Cumpri-la em sua essência é dar um passo concreto rumo a um mercado de trabalho mais humano e inclusivo.

  • * Patrícia Siqueira, Auditora-Fiscal do Trabalho e representante da DS-MG/SINAIT

Fonte https://diariopcd.com.br/inclusao-nao-se-arquiva-o-esvaziamento-silencioso-da-lei-de-cotas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas é convocada para torneio na Austrália

O atleta Gabriel Feitosa (à direita) em partida válida pela final da Copa América de rúgbi em cadeira de rodas, no CT Paralímpico, em São Paulo, contra os Estados Unidos | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) anunciou, nesta sexta-feira, 27, a lista de 12 convocados para a disputa do 2026 Santos Wheelchair Rugby World Challenge, torneio que será realizado entre os dias 23 e 26 de abril em Adelaide, na Austrália.

Os atletas presentes na lista elaborada pelo técnico Benoit Labrecque, apresentam-se à Seleção no dia 17 de abril e, em seguida, embarcam rumo à Austrália, onde ainda participam de algumas sessões de treinamentos antes da estreia na competição.

O Santos Wheelchair Rugby World Challenge é uma das principais competições internacionais do calendário de 2026 antes da disputa do Campeonato Mundial da modalidade, que será disputado em São Paulo (SP). Além do Brasil, outras cinco seleções já classificadas para o Mundial disputam o torneio: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e a dona da casa Austrália.

“Será um torneio muito bom para nós. Precisamos ver como estamos agora [em relação] aos Estados Unidos e à Austrália. Jogamos com a Austrália no ano passado, mas o Ryley Batt [atleta da seleção australiana] está de volta agora, talvez seja mais difícil. E os EUA nós jogamos com eles no meio do ano, na Copa América, e queremos ver o quanto nós melhoramos desde aquela final em São Paulo”, explicou Benoit Labrecque, técnico da Seleção Brasileira, relembrando a decisão da competição continental, que terminou com vitória dos norte-americanos por 61 a 47.

Este é o segundo compromisso internacional do Brasil nesta temporada. Em fevereiro, a Seleção foi campeã da Musholm Cup, realizada na Dinamarca. A vitória representou o primeiro título brasileiro conquistado em solo europeu.

“As seleções que estarão na Austrália vão estar aqui no Mundial, então será um bom campeonato para a gente testar muita coisa. Será muito forte e vai ser legal poder jogar contra eles”, declarou o paulista Gabriel Feitosa, atleta da Seleção Brasileira que disputará a competição na Austrália.

Além dos 12 convocados, outros dois atletas brasileiros integram a delegação e viajam como convidados da Federação Australiana para a disputa do campeonato local. Victor Caldeira, do Santer Vikings (RJ) e Weberson Rodrigues, do BSB Quad Rugby (DF) vão integrar equipes locais durante a disputa do Campeonato Australiano de rúgbi em cadeira de rodas, que será realizado paralelamente ao Santos Wheelchair World Challenge.

Confira a lista de atletas convocados para o 2026 Santos Wheelchair Rugby World Challenge:
Alexandre Vitor Giuriato (3.0) – Gigantes (SP)
Antônio Carlos Martins Braga (1.5) – Santer Vikings (RJ)
Gabriel Feitosa de Lima (3.5) – IREFES (ES)
Gabriel Simplício (0.5) – Gigantes (SP)
Gilson Wirzma Jr (0.5) – Santer Vikings (RJ)
Guilherme Benevides Teixeira (3.0) – MSB Quad Rugby (SP)
Guilherme Figueiredo Camargo (1.5) – Minas Quad Rugby (MG)
Hawanna Ribeiro (0.5) – Gladiadores (PR)
Julio Cezar Braz da Rocha (3.5) – Santer Vikings (RJ)
Leonardo Pacca da Silva (0.5) – Gigantes (SP)
Lucas Junqueira (0.5) – Ronins (SP)
Rodolfo Fernando Polidoro (2.5) – Gigantes (SP)

Atletas em Desenvolvimento (Disputam o Campeonato Australiano)
Victor Luis Costa Caldeira (2.0) – Santer Vikings (RJ)
Weberson da Cruz Rodrigues (2.0) – BSB Quad Rugby (DF)

Patrocínio
A Caixa e a Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do rúgbi.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte Pohttps://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-rugbi-em-cadeira-de-rodas-e-convocada-para-torneio-na-australia/

stado Pôr Antônio Brito 

PCD visuais denunciam ruas esburacadas em Teresina/PI

Pessoas com deficiência visual denunciam ruas esburacadas e alagadas no entorno da Associação dos Cegos do Piauí, em Teresina, comprometendo mobilidade e segurança.

PCD visuais denunciam ruas esburacadas em Teresina/PI

A denúncia por si só já seria grave, mas ela fica ainda pior, pois as ruas esburacadas são exatamente no caminho que leva as pessoas até a entidade. A associação dos Cegos do Piauí, localizada na Rua Beneditinos - bairro São Pedro – Teresina/PI – capital do estado, denuncia dificuldades de acesso causadas por alagamentos, buracos e falta de estrutura nas calçadas da região.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a via completamente coberta por água após uma forte chuva, evidenciando os transtornos enfrentados diariamente por usuários e frequentadores da entidade.

Segundo a associação, os problemas não se limitam ao período chuvoso e comprometem a mobilidade e a segurança das pessoas com deficiência visual diariamente.

A denúncia aponta que, ao longo de cerca de 6 quarteirões, há diversos buracos que dificultam o acesso à entidade, principalmente nas calçadas.

A associação diz que a buraqueira se estende desde o acesso, por meio da Avenida Barão de Gurgueia, até a extensão da Rua Beneditinos, via direta que leva até a associação.

São muitos buracos e o local, segundo os transeuntes cegos ou com baixa visão, está intrafegável, mesmo sem chuvas.

Eles garantem que, de 3 anos para cá, a coisa piora a cada dia. A entidade conta que há alguns dias, um cego caiu em um buraco da rua.

A Associação dos Cegos do Piauí atende cerca de 1.700 pessoas, oferecendo assistência com aulas de alfabetização em braile, apoio pedagógico, serviço social e atividades de socialização para pessoas de qualquer idade.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=600cd1ad-e057-40dd-92a8-df736772c242
 
Postado Pôr Antônio Brito
 

27/03/2026

Internacional de hipismo termina com 16 índices batidos para Mundial na Alemanha

Participantes do Internacional de Paradestramento em Indaiatuba | Foto: Divulgação/CBH

Dezesseis conjuntos atingiram o índice técnico para o Mundial de hipismo de 2026 no último final de semana, 21 e 22, durante a disputa do Internacional CPEDI321 de Paradestramento. O evento reuniu 25 cavaleiros e amazonas brasileiros e um conjunto representando o Chile na Casa CBH, em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

Nos próximos dias, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) vai divulgar a lista longa dos atletas candidatos a uma vaga na Seleção Brasileira (quatro conjuntos e um reserva) no Mundial, que será disputado em Aachen, na Alemanha, entre 11 e 23 de agosto.

As provas de Paradestramento são divididas nos graus I a V (maior ao menor grau de comprometimento físico) em diferentes níveis 3, 2 e 1* (graus de dificuldade) nas disputas do Grand Prix A e do Grand Prix B.

Por definição da Federação Equestre Internacional, para atingir o MER (Minimum Eligibility Requirement) – o conjunto precisa registrar um índice de, no mínimo, 64% de aproveitamento entre 1 de janeiro de 2025 e 6 de julho de 2026 nas provas da série 3* (a de maior dificuldade).

No Grau I, cinco conjuntos garantiram índice técnico nos Grand Prix A e B. No primeiro, Cleberson Leopoldino Antunes Palhano, com Fronterizzo da El Comandante, garantiu a vitória, 70,764%, seguido de perto pelo medalhista de bronze dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 Sergio Froes Ribeiro Oliva, com Novidade VO, 70,65%. Já no Grand Prix B, a classificação top 2 se inverteu: Sergio, com Novidade VO, venceu, 72,708%, e Cleberson, com Fronterizzo El Comandante, foi vice, 71,36%.

Destaque também para Marcos Fernandes Alves, o Joca, medalhista de bronze de Pequim 2008, que retornou às competições com Jet Run M e conquistou dois terceiros lugares, com 69,500% e 68,750% de aproveitamento, respectivamente. Montando Danúbio, Cleberson atingiu 67,430% no Grand Prix A e 67,153% no Grand Prix B. Já Luiz Felipe Queiroz Menin, com Namorado VR, registrou 65,070% e 64,861%, respectivamente, no Grand Prix A e B.

No Grau II, quatro conjuntos conquistaram índices técnicos. No Grand Prix A, em mais um placar apertado, Flamarion Pereira da Silva, com Don Foritello, foi o vencedor, 68,161%, e Itano Kelvin Pereira Figueiredo, com Nicarágua do Rincão, 68,103%, ficou em 2º lugar. Enquanto no Grand Prix B, Itano e Nicarágua do Rincão levaram a melhor, 68,161%, e Flamarion, com Don Foritello, foi vice, 67,611%. Itano também garantiu dois terceiros lugares com Cravo do Rincão, cravando 66,724% e 66,278%. Também no Grand Prix B, Maykon Douglas Marques Cardoso garantiu seu primeiro índice técnico com Sonho Real HCR, 64,335%.

No Grau III, quatro conjuntos fizeram índice técnico. Em retorno às competições, Bianca Cagliari, com Novidade VO, venceu o Grand Prix A e B, respectivamente, com 68,389% e 69,166%. Já Ana Carolina Voltani Chaves, no Grand Prix A, emplacou 2º lugar com Icaro da Sasa JE, 65,945%, e foi 3ª com Iodo VO, 65,667%. No Grand Prix B, Ana repetiu a mesma classificação com ambas as montarias, elevando suas notas para 67,500% e 66,111%. Com a 4ª colocação no Grand Prix B, 64,945%, o Sgt. Ricardo Santos Ferreira, com Djibont do Rincão, também garantiu um índice técnico.

No Grau V, Thiago Fonseca dos Santos, obteve mais quatro índices técnicos, garantindo dobradinha no Grand Prix A: venceu com Caliscan JMen, 67,949%, e foi vice com SN Wonderboy, 67,350%. No Grand Prix B, novamente chegou em 1º com Caliscan JMen, 68,290%, e levou SN Wonderboy à 2ª colocação.

Somando-se a dois concursos em 2025, este é o 3º Internacional de Paradestramento na Casa CBH, novo polo equestre da Confederação Brasileira de Hipismo, com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e do Comitê Olímpico do Brasil.

Além dos atletas em atividade no Brasil, o paulista e medalhista paralímpico e mundial Rodolpho Riskalla, atual nº 4 no ranking mundial Grau V, em atividade na Europa, tem índices técnicos e está entre os candidatos a uma vaga.

*Com informações da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Rodolpho Riskalla é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 142 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/internacional-de-hipismo-termina-com-16-indices-batidos-para-mundial-na-alemanha/

Postado Pôr Antônio Brito 

Aracaju/SE: cuidado com a saúde mental das PCD

Aracaju amplia serviços de saúde mental para pessoas com deficiência e neurodivergentes, destacando vulnerabilidades causadas por preconceito, isolamento e falta de acessibilidade.

Aracaju/SE: cuidado com a saúde mental das PCD

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEMDEF), reforça a importância do cuidado com a saúde mental das pessoas com deficiência (PcD) e neurodivergentes.

Estudos apontam maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de quadros depressivos quando comparado à população em geral, devido a fatores como capacitismo, isolamento social e barreiras de acesso a serviços e oportunidades.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem com alguma deficiência significativa, o que representa cerca de 16% da população mundial.

Entre as limitações mais relatadas estão as relacionadas à mobilidade, visão, audição e cognição.

Esses desafios afetam não apenas a participação social, mas também a saúde emocional.

A falta de acessibilidade e o preconceito contribuem para o aumento de sentimentos como tristeza profunda, ansiedade e depressão.

Aracaju/SE anunciou recentemente a ampliação da oferta de serviços de saúde especializados e multiprofissionais.

A iniciativa beneficiará crianças e adolescentes de até 15 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de pessoas com outras condições de neurodesenvolvimento, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down, paralisia cerebral, síndromes genéticas e deficiência intelectual.

Garantir atendimento com equipes multiprofissionais em ambientes acessíveis e acolhedores é um passo decisivo para que as pessoas com deficiência vivam com mais dignidade.

Já está comprovado que indivíduos neurodivergentes têm maior probabilidade de desenvolver depressão devido a fatores como o mascaramento, estresse social e bullying.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=dc6b057d-a07e-49cf-8bb5-e35611eb4cdc

Postado Pôr Antônio Brito 

26/03/2026

Audiência pública: acessibilidade em aplicativos de transporte

MPF realizará audiência pública para discutir acessibilidade em apps como Uber e 99, abordando dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência.

Audiência pública: acessibilidade em aplicativos de transporte

O Ministério Público Federal (MPF) promoverá, no dia 13 de maio, uma audiência pública para debater formas de garantir a acessibilidade de idosos e pessoas com deficiência em aplicativos de transporte individual, como UBER e 99.

Esse público tem enfrentado dificuldades no uso destes serviços diariamente e há muito tempo, devido a atitudes capacitistas que resultam na recusa de corridas por parte dos motoristas, principalmente em locais de grande fluxo, como aeroportos e rodoviárias, e pelas desculpas mais absurdas.

A audiência pública faz parte de um procedimento do MPF que apura a falta de atendimento especializado pelos aplicativos e as consequentes dificuldades de locomoção enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência. As informações levantadas reforçam a necessidade de se debater a capacitação dos motoristas e a criação de segmentos específicos nas plataformas para o transporte seguro tanto de idosos quanto de PcD, reduzindo barreiras ocasionadas por atitudes e casos de discriminação.

A legislação atual – segundo os próprios órgãos do governo federal admitem – é omissa quanto ao quantitativo de veículos acessíveis que deveriam ser disponibilizados pelas empresas de transporte por aplicativo, diferentemente do que ocorre com frotas de táxis e locadoras. Tais obstáculos representam uma violação de direitos garantidos pela Lei Brasileira de Inclusão e pelo Estatuto do Idoso, além da Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, da qual o Brasil é signatário.

A audiência é aberta ao público, entidades da sociedade civil e representantes das empresas Uber e 99, além de órgãos de defesa dos direitos PcD. Para participar é preciso fazer a inscrição pelo email: [prdc-sp@mpf.mp.br](mailto:prdc-sp@mpf.mp.br).

A audiência pública será realizada às 10h – dia 13 de maio, em formato virtual, com transmissão ao vivo pelo link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=e07f9618-e096-4a0d-a3e6-bbfb8daa18ed
 
Postado Pôr Antônio Brito 

Medalhistas do Parapan disputam o Campeonato Brasileiro de Jovens da bocha em Curitiba

Eduardo Vasconcelos (esquerda), Gabrielly Alves (meio), Samuel da Silva (direita) comemoram após a medalha de ouro nos pares BC1/BC2 no Parapan de Jovens Santiago 2025 | Foto: Wander Roberto/CPB

O Campeonato Brasileiro de jovens da bocha, realizado pela Associação Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE), começa nesta quinta-feira, 26, em Curitiba. A competição conta com 67 atletas e segue até 1º de abril.

Entre os participantes estão os medalhistas do Parapan de Jovens de Santiago 2025: a rondoniense Gabrielly Alves e o carioca Samuel Silva, da classe BC1 (opção de auxílio de ajudantes). Ambos foram medalhistas de ouro nas equipes BC1/BC2 e prata nas respectivas disputas individuais.

Além deles, estão presentes os alunos da Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB): os paulistas Luiz Henrique Santiago, da classe BC4 (outras deficiências severas, mas que não recebem assistência), Raphaela Borges, da classe BC4, e Maria Eduarda Gameleira, da classe BC2 (não podem receber assistência).

A Escola Paralímpica de Esportes é um projeto de iniciação esportiva gratuita oferecido pelo CPB no Centro de Treinamento Paralímpico. Por meio da Escolinha, são atendidas mais de 500 crianças e jovens, que participam de duas aulas semanais em uma das 15 diferentes modalidades esportivas que fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos.

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais da bocha.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/medalhistas-do-parapan-disputam-o-campeonato-brasileiro-de-jovens-da-bocha-em-curitiba/

Postado Pôr Antônio Brito 

Mercure São Paulo Pinheiros é destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”

Mercure São Paulo Pinheiros é destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”

Premiação aconteceu no Rio de Janeiro e destacou a importância da Inclusão e Acessibilidade na Rede Hoteleira

O Prêmio Bernache (Bernaches Awards) é uma distinção anual da Rede Accor criada em 1989 para reconhecer colaboradores (“Heartists®”) e hotéis que se destacam por projetos excepcionais em sustentabilidade (ESG), inovação, atendimento e trabalho em equipe, com etapas regionais e globais. Os vencedores recebem troféus, pin e experiências de viagem.

Em 2026 o evento reuniu toda a rede no Rio de Janeiro e o Hotel Mercure São Paulo Pinheiros foi o destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”.

“Receber o Prêmio Bernache da Accor reforça nosso compromisso diário com a acessibilidade. Do atendimento à operação, cada ação busca tornar a experiência mais acolhedora e inclusiva. Seguimos avançando rumo a um futuro em que acessibilidade seja a norma, e não a exceção”, afirmou José Filipe Nóbrega, gerente do hotel que fica na capital paulista.

Mesmo com a vigência de legislações brasileiras que determinam a acessibilidade na rede hoteleira, o Mercure Pinheiros apresentou como a inclusão vai além das leis e é o primeiro hotel do Brasil a implementar o atendimento em Libras (Língua Brasileira de Sinais) por meio de uma plataforma digital. Em parceria com o ICOM, solução desenvolvida pela ONG AME, a iniciativa permite que hóspedes e clientes com deficiência auditiva comuniquem facilmente com a equipe do hotel, promovendo uma experiência de hospedagem mais acessível e inclusiva.

“Acreditamos que a hospitalidade deve ser acessível a todos, e esta iniciativa reforça nosso compromisso em eliminar barreiras e tornar a comunicação mais inclusiva. Nosso objetivo é garantir que os hóspedes se sintam acolhidos e tenham uma experiência plena em nosso hotel. E este é apenas mais um passo nessa jornada: o hotel continua investindo em melhorias e adaptações para garantir um ambiente cada vez mais acessível a todas as pessoas”, destaca Nóbrega.

O Hotel já havia também recebido a certificação internacional Green Key, que reconhece estabelecimentos comprometidos com práticas sustentáveis e de impacto positivo em aspectos sociais, além dos ambientais.

A Nova Era da Acessibilidade é realmente mostrada em todos os setores do Mercure. A acessibilidade já é cumprida desde a chegada do hóspede, na escolha dos apartamentos, que inclusive possuem unidades exclusivas para pessoas com nanismo e baixa estatura. Além do aplicativo em Libras, o Hotel oferece condições totais de mobilidade – inclusive para às áreas de lazer e piscina, e piso tátil em toda a área destinada aos hóspedes.

Para Nóbrega, “com muito apoio, estamos oferecendo – cada dia mais, um Hotel para acolher a todos, como toda tranquilidade, acessibilidade e inclusão”.

Fonte https://diariopcd.com.br/mercure-sao-paulo-pinheiros-e-destaque-em-todo-o-brasil-com-o-case-construindo-a-nova-era-da-acessibilidade/

Postado Pôr Antônio Brito 

25/03/2026

SP recebe o movimento OCUPA + DID em defesa dos direitos de pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento

SP recebe o movimento OCUPA + DID em defesa dos direitos de pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento

Evento chega à quarta edição, reúne mais de 20 entidades e acontece no dia 29 de março, em São Paulo

A Avenida Paulista será palco, no próximo dia 29 de março, da quarta edição do movimento OCUPA + DID, mobilização que reúne pessoas com deficiência intelectual e de desenSvolvimento (DID), famílias, organizações e a sociedade civil em torno da defesa de direitos e da ampliação da participação social.

Com concentração a partir das 9h, em frente à loja Soneda (Av. Paulista, 1405), o ato segue em caminhada até a unidade da marca na Rua Augusta, 1670, onde será realizado o encerramento com manifestações públicas e apresentações culturais.

Criado para enfrentar a invisibilidade histórica das pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento, o movimento propõe um deslocamento importante no debate público: da lógica assistencial para o reconhecimento do protagonismo, da autonomia e da participação ativa na sociedade.

Um movimento por visibilidade e participação

O OCUPA + DID é uma iniciativa da sociedade civil, com apoio institucional de diversas organizações, e integra o calendário de mobilizações relacionadas à síndrome de Down, ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e às neurodivergências.

“Nós somos muito acomodados porque sempre fazem tudo pra gente. Às vezes a gente até tenta fazer as coisas, mas não deixam, então para que tentar?” questiona Andressa Martins, auxiliar de cabeleireiro do projeto Beleza em Todas as Suas Formas.

A proposta é ampliar a presença de pessoas com DID no espaço público e reforçar que cidadania se exerce no cotidiano — com acesso, escuta e participação nas decisões que impactam suas próprias vidas.

Durante o evento, estão previstas falas protagonizadas por pessoas com DID, além da participação de coletivos, instituições públicas e organizações sociais. A programação inclui ainda apresentações culturais e espaços de expressão direta dos participantes.

O que é DID

DID é a sigla para Deficiência Intelectual e de Desenvolvimento, condição caracterizada por diferenças no funcionamento cognitivo e no comportamento adaptativo, podendo impactar habilidades sociais, conceituais e práticas. Essas características não limitam direitos. Com a redução de barreiras sociais, educacionais e atitudinais, pessoas com DID podem estudar, trabalhar, empreender, consumir, votar, produzir cultura e participar ativamente da vida social e econômica.

Por que o tema importa

De acordo com o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem mais de 18 milhões de pessoas com deficiência. Quando consideradas suas redes familiares, o impacto social e econômico alcança dezenas de milhões de brasileiros. Nesse contexto, iniciativas como o OCUPA + DID contribuem para ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e participação social, além de evidenciar a necessidade de políticas públicas e práticas institucionais mais efetivas.

Estrutura e participação

A edição de 2026 deve reunir entre 800 e 1.000 participantes. Em 2025, o evento mobilizou cerca de 600 pessoas. O percurso da caminhada tem aproximadamente 800 metros (cerca de 12 minutos a pé), ligando os dois pontos de concentração. Ao final do evento, será realizada uma escuta organizada dos participantes, com espaço físico acessível (totem/urna) e canal digital para registro de propostas e contribuições, que poderão ser sistematizadas em documento público.

Realização

O evento é realizado pelo Instituto MetaSocial e Espaço Mosaico, com co-realização da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), Down Syndrome International, Em Pulso, MAIA Educacional, Beleza em Todas as Suas Formas, Instituto Movimentarte e Instituto Projeto Irmãos. Conta com apoio das lojas Soneda e Alfaparf, além de instituições como Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), Instituto Alana e SMPED (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência).

Serviço

Evento: Movimento OCUPA + DID 2026

Data: 29 de março de 2026

Horário: das 9h30 às 12h30

Concentração: Loja Soneda – Av. Paulista, 1405 – São Paulo/SP

Chegada: Loja Soneda – Rua Augusta, 1670

Percurso: aproximadamente 800 metros (cerca de 12 minutos a pé)

Participação: gratuita e aberta ao público

Sobre o Instituto Serendipidade

Fundado em 2019,  Serendipidade é uma organização sem fins lucrativos que tem o propósito de transformar a sociedade através da inclusão de pessoas com deficiência no Brasil, impulsionando impacto social relevante, colaborativo e inovador, sempre prezando pela representatividade, protagonismo, de forma transversal e acima de tudo, com muito respeito. As iniciativas que atendem diretamente o público são: Programa de Envelhecimento Ativo, em parceria com a APOIE-SP, que atende mais de 60 idosos com algum tipo de deficiência intelectual para promoção do bem-estar; e o Projeto Laços, que acolhe famílias que recebem a notícia de que seu filho (a) tem algum tipo de deficiência. O Serendipidade já impactou mais de dois milhões de pessoas, criando pontes, gerando valor em prol da inclusão e através do atendimento direto a pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. 

Mais informações em www.serendipidade.org.br E nas mídias sociais @institutoserendipidade

Fonte https://diariopcd.com.br/sp-recebe-o-movimento-ocupa-did-em-defesa-dos-direitos-de-pessoas-com-deficiencia-intelectual-e-de-desenvolvimento/

Postado Pôr Antônio Brito