01/06/2026

ADD levou basquete em cadeira de rodas ao Sesc, reforçando inclusão por meio do esporte adaptado

ADD levou basquete em cadeira de rodas ao Sesc, reforçando inclusão por meio do esporte adaptado

Atividades no Sesc Itaquera e Sesc Casa Verde promoveram vivência na prática, aproximação com atletas paralímpicos e conscientização sobre acessibilidade e diversidade

A ADD – Associação Desportiva para Deficientes participou no último dia 27 de maio, de duas ações em unidades do Sesc São Paulo, promovendo experiências de basquete em cadeira de rodas e reflexões sobre inclusão, acessibilidade e convivência com a diversidade. As atividades aconteceram no Sesc Itaquera e no Sesc Casa Verde, com a participação de atletas da equipe Magic Hands, referência nacional no esporte adaptado.

Para Valci Santos, atleta do Magic Hands, essa experiência tem um papel fundamental na conscientização do público. “Essa vivência é muito importante porque permite que as pessoas experimentem, na prática, como o esporte adaptado e o esporte paralímpico são capazes de promover fortalecimento emocional, psicológico, físico e social. As pessoas percebem que jogar basquete em cadeira de rodas não é simples, mas também entendem que não é impossível. Com a prática, aquilo que inicialmente parece difícil se torna mais natural e acessível”, afirma.

No Sesc Itaquera, foi realizada a atividade “Vivência de basquete em cadeira de rodas”, que convida crianças e adultos a conhecerem a modalidade de forma prática, compreendendo os desafios, habilidades e estratégias do esporte adaptado. Já no Sesc Casa Verde, a equipe Magic Hands participou da programação do Dia do Desafio com partidas demonstrativas e interação com o público. Iniciativas como essas promovem transformação social ao aproximar a população do universo paralímpico e estimular reflexões sobre inclusão, empatia e acessibilidade.

“Quando as pessoas experimentam a cadeira de rodas durante a vivência, elas passam a perceber, na prática, quantos espaços e situações do cotidiano ainda não estão preparados para garantir acessibilidade plena. Mais do que falar sobre inclusão, precisamos compreender que a acessibilidade deveria ser algo natural para todos. Esse tipo de atividade desperta sensibilidade não pela pena, mas pela consciência de que todos fazem parte da mesma sociedade e merecem as mesmas oportunidades. Por isso, considero extremamente importante essa iniciativa do Sesc de promover essa interação entre o público e o esporte adaptado”, completa Valci.

Além do impacto esportivo, ações como essas reforçam o papel das organizações do terceiro setor na promoção da cidadania e do desenvolvimento humano. Há quase três décadas, a ADD atua na inclusão de pessoas com deficiência por meio do esporte, desenvolvendo projetos de iniciação esportiva, formação e alto rendimento, impactando milhares de crianças, jovens e famílias.

“Promover vivências como essa é criar uma oportunidade real de transformação de olhar. O esporte adaptado aproxima as pessoas, quebra preconceitos e demonstra, na prática, o potencial, a autonomia e a capacidade das pessoas com deficiência. Mais do que uma atividade esportiva, trata-se de uma experiência de conscientização social, que estimula a empatia e reforça a importância de construirmos ambientes verdadeiramente acessíveis e acolhedores para todos”, explica Eliane Miada, fundadora e presidente do Conselho da ADD.

CRÉDITO/IMAGEM: Divulgação: ADD – Associação Desportiva para Deficientes

Fonte https://diariopcd.com.br/add-levou-basquete-em-cadeira-de-rodas-ao-sesc-reforcando-inclusao-por-meio-do-esporte-adaptado/

Postado Pôr Antônio Brito 

Mudar o Símbolo Internacional de Acesso é realmente um avanço?

Mudar o Símbolo Internacional de Acesso é realmente um avanço? - OPINIÃO - * Por Geraldo Nogueira

OPINIÃO

  • * Por Geraldo Nogueira

Por que especialistas, gestores públicos e entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência questionam o Projeto de Lei nº 2.199/2022

Nos últimos meses, voltou ao debate nacional uma proposta que, à primeira vista, pode parecer apenas uma alteração estética, a substituição do atual Símbolo Internacional de Acesso — a tradicional figura da pessoa em cadeira de rodas — por um novo pictograma que pretende representar de forma mais ampla todas as deficiências.

A proposta está contida no Projeto de Lei nº 2.199/2022. Entretanto, uma análise mais cuidadosa revela que a discussão vai muito além do design. O tema envolve acessibilidade, segurança da informação, normatização técnica, direitos fundamentais e a própria autonomia das pessoas com deficiência.

A pergunta que precisamos fazer é simples: a mudança proposta realmente melhora a acessibilidade?

O símbolo atual não é apenas um desenho

O Símbolo Internacional de Acesso (SIA) foi criado em 1968 e, ao longo de mais de cinco décadas, tornou-se um dos símbolos mais reconhecidos do mundo.

Ele está presente em aeroportos, estações de transporte, hospitais, escolas, edifícios públicos, centros comerciais, hotéis, vagas reservadas, sanitários acessíveis, elevadores e rotas de circulação.

Mais do que um ícone gráfico, trata-se de uma linguagem universal de orientação.

Sua função principal não é representar todas as experiências da deficiência, mas identificar, de forma rápida e inequívoca, recursos e ambientes acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida.

Em acessibilidade, reconhecimento imediato salva tempo, reduz barreiras e promove autonomia.

O problema da proposta

O principal argumento utilizado para justificar a mudança é que o novo símbolo teria sido aprovado internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Entretanto, essa afirmação não encontra respaldo técnico.

Diversos estudos e análises demonstram que o pictograma utilizado como justificativa foi criado em 2013 para uso específico em um evento no Centro de Acessibilidade da sede da ONU, em Nova York. O símbolo nunca foi oficialmente adotado pela ONU como padrão universal de acessibilidade e tampouco substituiu o atual Símbolo Internacional de Acesso reconhecido mundialmente.

Mais importante ainda, não houve alteração das normas internacionais de padronização que regulamentam a sinalização acessível.

Portanto, não existe atualmente qualquer reconhecimento internacional formal que obrigue ou recomende a substituição do símbolo utilizado em todo o mundo.

Acessibilidade exige padronização

Na engenharia de acessibilidade, a padronização não é um detalhe burocrático.

Símbolos precisam ser compreendidos rapidamente por pessoas de diferentes culturas, idiomas, idades e condições cognitivas.

Quando uma pessoa procura um banheiro acessível, uma vaga reservada, uma rota de fuga ou um elevador adaptado, ela precisa identificar imediatamente a informação desejada.

Qualquer alteração que reduza essa capacidade de reconhecimento pode gerar o que especialistas chamam de “ruído informacional”. Em outras palavras, a mensagem deixa de ser instantaneamente compreendida.

Isso pode afetar especialmente pessoas com deficiência intelectual, pessoas idosas, turistas, usuários com baixa visão ou indivíduos com pouca familiaridade com novos sistemas de comunicação visual.

O Brasil possui um sistema normativo consolidado

A legislação brasileira não trata a acessibilidade como uma questão opcional.

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), a ABNT NBR 9050, o Decreto nº 5.296/2004 e diversas outras normas estruturam um sistema técnico e jurídico que garante segurança, previsibilidade e uniformidade.

O atual símbolo está integrado a esse sistema há décadas.

Sua eventual substituição exigiria revisão de normas técnicas, atualização de regulamentos, adaptação de projetos arquitetônicos, alteração de manuais operacionais e substituição de sinalizações em milhares de espaços públicos e privados.

Tudo isso teria elevado custo econômico e operacional.

Mais preocupante ainda, até o momento não foi apresentada nenhuma evidência científica demonstrando que o novo símbolo é mais eficiente que o atual.

Nada sobre nós sem nós

Outro aspecto fundamental nessa discussão é a participação social.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que possui status constitucional no Brasil, consagrou um princípio que se tornou referência mundial. “Nada sobre nós sem nós.”

Isso significa que mudanças que impactam diretamente a vida das pessoas com deficiência deve ser construída com ampla participação dos próprios interessados.

Alterar um dos símbolos mais importantes da acessibilidade mundial sem amplo debate técnico, consulta pública e participação das entidades representativas contraria esse princípio.

O verdadeiro desafio da acessibilidade

O Brasil ainda convive com problemas muito mais urgentes do que a troca de um símbolo amplamente reconhecido.

Milhões de pessoas continuam enfrentando dificuldades para acessar transporte, educação, saúde, emprego, moradia, tecnologia assistiva e espaços urbanos adequados.

A discussão sobre representatividade visual é legítima e merece reflexão. Entretanto, ela não pode substituir o compromisso com a eliminação das barreiras reais que ainda limitam a participação social das pessoas com deficiência.

Acessibilidade não se mede apenas por símbolos. Ela se mede pela capacidade de uma pessoa exercer seus direitos com autonomia, segurança e igualdade de oportunidades.

Conclusão

O debate sobre o Projeto de Lei nº 2.199/2022 oferece uma oportunidade importante para refletirmos sobre inclusão e representação social.

No entanto, qualquer alteração de um símbolo internacional consolidado deve ser precedida por estudos científicos, validação internacional, atualização normativa e ampla participação das pessoas com deficiência.

Sem esses requisitos, a mudança corre o risco de produzir mais confusão do que inclusão.

O verdadeiro avanço não está em substituir um símbolo amplamente reconhecido, mas em garantir que a acessibilidade saia do papel e esteja presente, de fato, na vida cotidiana de todos os brasileiros.

  • Geraldo Nogueira é Diretor da Pessoa cm Deficiência na OAB/RJ e Superintendente de Políticas Inclusivas no Estado do RJ e especialista em políticas públicas para pessoas com deficiência, ativista da inclusão e defensor da acessibilidade como instrumento de cidadania e transformação social.

@geralnogueira

Fonte https://diariopcd.com.br/mudar-o-simbolo-internacional-de-acesso-e-realmente-um-avanco/

Postado Pôr Antônio Brito 

Guarulhos/SP suspende van escolar para autistas e prejudica crianças

Prefeitura de Guarulhos/SP é denunciada após suspensão de transporte escolar para crianças com deficiência, obrigando mãe de autista a caminhar 16 km por dia.

Guarulhos/SP suspende van escolar para autistas e prejudica crianças

A Prefeitura de Guarulhos/SP, na região metropolitana, foi denunciada ao Ministério Público do Estado (MPSP) pela deputada estadual Andréa Werner (PSB), após o portal Metrópoles revelar o caso de uma mãe que caminha 16 km por dia para levar e buscar o filho autista na escola.

Ela se chama Marcela Nascimento e faz esse percurso desde o início de abril, quando o transporte escolar para crianças com deficiência no município foi suspenso. Ela mora em uma área rural da cidade e precisa levar o pequeno Matias, de 7 anos, para as aulas. O menino tem autismo nível 3 de suporte.

Em nota, a Prefeitura de Guarulhos informou que o tema está sendo analisado pelas áreas técnicas responsáveis. Uma vergonha para uma cidade do porte e importância de Guarulhos/SP.

Pelo que consta, parece que a situação vem sendo enfrentada por ao menos 26 crianças da Escola Municipal Manoel Rezende.

Acompanhe a matéria completa no Programa Balanço Geral da TV Record.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=6dc85a82-256d-4037-a31b-6651fee96a31
 
Postado Pôr Antônio Brito 

30/05/2026

Museu da Inclusão recebe mostra sobre os 10 anos do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro

Museu da Inclusão recebe mostra sobre os 10 anos do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro

Exposição gratuita retrata a trajetória do CTPB, equipamento do Governo de São Paulo, desde sua concepção arquitetônica até a consolidação como referência internacional em inclusão e paradesporto

O Museu da Inclusão abre, a partir do dia 2 de junho, a exposição “CTPB 10 anos”, em celebração à primeira década do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), equipamento do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e gerido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.

A mostra reúne registros históricos, vídeos, painéis e depoimentos que retratam a trajetória do espaço, desde a elaboração do projeto arquitetônico até sua consolidação como um dos principais centros de referência do paradesporto mundial.

Entre os destaques da exposição estão recordes históricos conquistados por atletas brasileiros, além de relatos emocionantes de protagonistas que transformaram o Centro Paralímpico em uma verdadeira segunda casa. Os visitantes também poderão acompanhar entrevistas com personagens que participaram diretamente da concepção, construção e desenvolvimento do equipamento.

A exposição evidencia ainda a dimensão estrutural, esportiva e social do CTPB, um complexo multifuncional que recebe atletas para treinamentos, competições e hospedagem. Para muitos jovens com deficiência, o local representa o primeiro contato com modalidades paralímpicas, contribuindo para inclusão social, fortalecimento da autoestima e desenvolvimento da autonomia.

As instalações esportivas retratadas na mostra já sediaram 2.688 eventos esportivos, recebendo 195.544 atletas em competições e treinamentos, além de 56.415 visitantes.

Segundo o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, o impacto do Centro Paralímpico vai além do desempenho esportivo: “Tenho orgulho de acompanhar de perto como essa estrutura ajudou a posicionar o Brasil entre as grandes potências paralímpicas do mundo. Mas o impacto vai muito além das medalhas: está na vida de cada pessoa com deficiência que encontrou no esporte um caminho de autonomia, autoestima e pertencimento”, afirmou.

A curadoria da exposição é assinada pelos servidores da SEDPcD Allan Cunha, produtor cultural, e Cássio Rodrigo, assessor especial, que desenvolveram uma representação artística da história e da importância do complexo esportivo.

O resultado é um panorama marcado por histórias de superação, excelência, cidadania e transformação social, disponível gratuitamente ao público.

Serviço

Exposição: CTPB 10 anos

Local: Museu da Inclusão: Av. Mário de Andrade, 564 – Portão 10

Abertura oficial: 2 de junho

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Fonte https://diariopcd.com.br/museu-da-inclusao-recebe-mostra-sobre-os-10-anos-do-centro-de-treinamento-paralimpico-brasileiro/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB divulga atletas convocados para 13º Camping Militar e Civil Paralímpico

Atletas praticam tiro com arco em Camping realizado no Rio de Janeiro | Foto: André Durão/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulga nesta sexta-feira, 29, a lista de 50 atletas convocados para o 13º Camping Militar e Civil Paralímpico. O evento acontece entre 12 e 19 de julho, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

O evento é realizado por meio do Programa Militar e Civil Paralímpico e tem o objetivo de apresentar o tiro esportivo e o tiro com arco para potenciais atletas a partir de uma vivência nas duas modalidades.

Durante o período no CT os participantes também passarão por testes e avaliações físicas, e serão acompanhados por uma equipe multidisciplinar.

Duas das vagas disponíveis para a ação foram reservadas para atletas com deficiência visual.

O Camping Militar e Civil Paralímpico, teve sua primeira edição neste ano em abril. O evento ainda terá uma terceira edição em 2026 no mês de outubro.

CONFIRA A LISTA DE ATLETAS CONVOCADOS AQUI

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco e do tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-divulga-atletas-convocados-para-13o-camping-militar-e-civil-paralimpico/

Postado Pôr Antônio Brito 

Adolescente inglesa fica tetraplégica após AVC raro na medula espinhal

Adolescente inglesa ficou tetraplégica após sofrer um raro AVC na medula espinhal durante recuperação de sintomas gripais.

Adolescente inglesa fica tetraplégica após AVC raro na medula espinhal

O nome da garota é Lexi Brown e ela tinha 14 anos quando se recuperava de sintomas gripais em casa, no condado de Essex, Inglaterra, quando começou a sentir dores intensas e perdeu os movimentos do braço.

Pouco depois, a adolescente parou de respirar e precisou ser reanimada por paramédicos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar.

A jovem foi levada às pressas para um hospital, em Cambridge, onde os médicos decidiram colocá-la em coma induzido por 5 dias enquanto investigavam o que havia provocado o quadro. Quando acordou, Lexi estava tetraplégica.

Os exames mostraram que a adolescente sofreu um AVC espinhal, condição rara causada pela interrupção do fluxo sanguíneo na medula espinhal. Segundo relatos da família, os médicos não encontraram doenças prévias que justificassem o problema. A principal suspeita é de que a complicação tenha ocorrido durante a recuperação da gripe.

Lexi também passou a depender de uma traqueostomia para respirar e falar.

O AVC espinhal, também chamado de AVC na medula, acontece quando o fluxo de sangue que leva oxigênio e nutrientes para a medula espinhal é interrompido. A condição é considerada rara e diferente do AVC cerebral, mais conhecido pela população.

A medula espinhal funciona como uma espécie de “ponte” entre o cérebro e o restante do corpo. Quando há falha na circulação sanguínea da região, células nervosas podem morrer rapidamente, causando danos neurológicos graves.

O problema pode surgir após bloqueios em artérias, formação de coágulos ou redução importante da circulação sanguínea. Em alguns casos, infecções, inflamações e alterações vasculares também podem estar associadas ao quadro.

Os sintomas costumam aparecer de forma súbita. Entre os principais sinais estão: dor forte nas costas ou no pescoço; fraqueza muscular; perda de sensibilidade; dificuldade para movimentar braços e pernas; alterações respiratórias.

Dependendo da área atingida na medula, o paciente pode desenvolver paralisia parcial ou total. Também podem ocorrer perda do controle da bexiga e do intestino, além de dificuldades para respirar sem auxílio de aparelhos.

Especialistas apontam que o diagnóstico pode ser difícil porque muitas pessoas não associam sintomas neurológicos a um problema na medula espinhal. Além disso, o AVC espinhal é muito menos frequente do que o AVC cerebral.

Lexi, hoje com 15 anos, continua internada e faz fisioterapia intensiva para tentar recuperar funções motoras. Segundo a família, ela voltou a movimentar parcialmente os membros e já consegue respirar sozinha durante parte do dia, embora ainda use ventilação mecânica em alguns períodos.

A adolescente também consegue falar por meio da traqueostomia, mas segue sem conseguir realizar tarefas básicas de forma independente.

Um caso no mínimo curioso e raro, que pode servir de exemplo e atenção para o resto do mundo.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=77830d9b-21a8-45fc-a5f8-e8fbda2c5846

Postado Pôr Antônio Brito 

29/05/2026

Os irmãos das pessoas com deficiência: o amadurecimento precoce e os sentimentos silenciosos

Os irmãos das pessoas com deficiência: o amadurecimento precoce e os sentimentos silenciosos - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÂO

  • * Por Igor Lima

Os irmãos que quase ninguém enxerga

Enquanto os pais acompanham mais uma sessão de terapia, o outro filho espera em silêncio, acostumado a entender cedo demais que algumas prioridades da vida não giram em torno dele.

Quando uma família recebe o diagnóstico de uma criança com deficiência, quase toda a atenção naturalmente se volta para ela. Consultas médicas, terapias, adaptações, preocupações, medos e cuidados passam a ocupar grande parte da rotina da casa.

Mas, no meio desse processo, muitas vezes existe alguém que acaba ficando invisível: o irmão.

Os irmãos das pessoas com deficiência costumam amadurecer cedo demais.

Ainda crianças, aprendem a compreender limitações, crises, internações, dificuldades financeiras, barreiras sociais e preconceitos. Aprendem a esperar. Aprendem a ceder. Aprendem que, muitas vezes, as necessidades do irmão precisarão vir primeiro.

E isso não significa falta de amor.

Pelo contrário.

Na maioria das vezes, esses irmãos desenvolvem vínculos profundos, empatia, sensibilidade e um senso de proteção gigantesco. Mas também carregam sentimentos complexos que raramente são verbalizados.

O peso do amadurecimento precoce

Muitos irmãos de pessoas com deficiência deixam de viver partes naturais da infância.

Enquanto outras crianças estão preocupadas apenas com brincadeiras, eles já entendem questões médicas, dificuldades motoras, crises sensoriais, acessibilidade e preconceito.

Muitas vezes ajudam em tarefas dentro de casa, acompanham consultas, cuidam emocionalmente dos pais e sentem a responsabilidade de “não dar trabalho”, porque percebem que a família já enfrenta muitos desafios.

Alguns crescem rápido demais.

Aprendem cedo a ser fortes.

Mas nem sempre alguém pergunta se eles também estão cansados.

Muitos irmãos aprendem desde cedo a engolir sentimentos porque percebem que a família já carrega dores demais.

O filho que espera a mãe terminar mais uma sessão de terapia do irmão para mostrar um desenho feito na escola talvez aprenda cedo demais o que significa esperar.

O amor também convive com sentimentos difíceis

Existe outro ponto sobre o qual quase ninguém fala: irmãos também podem sentir ciúmes, tristeza, raiva, culpa e até sensação de abandono emocional.

E isso não faz deles pessoas ruins.

Muitas vezes, os pais estão tão sobrecarregados física e emocionalmente que sobra pouco tempo para atenção individualizada.

O irmão entende racionalmente o motivo.

Mas emocionalmente continua sendo uma criança querendo colo, presença e atenção.

E então nasce a culpa.

Culpa por sentir ciúmes. Culpa por reclamar. Culpa por desejar mais atenção. Culpa até por, em alguns momentos, sentir raiva da situação.

São sentimentos humanos.

Muitos irmãos crescem tentando não demonstrar tristeza para não aumentar o peso emocional dos pais.

O problema é que muitos irmãos aprendem a escondê-los para não parecerem egoístas diante da realidade vivida pela família.

Muitos aprendem a sufocar as próprias dores porque acreditam que reclamar seria injusto diante das dificuldades enfrentadas pelo irmão.

O medo do futuro

Talvez uma das maiores angústias silenciosas seja o futuro.

Muitos irmãos crescem ouvindo, mesmo que indiretamente:

“Quando eu não estiver mais aqui, ele dependerá de você.”

Essa frase, dita ou apenas sentida no ambiente familiar, pode gerar um peso emocional enorme.

Porque junto do amor nasce também o medo.

Medo de não conseguir cuidar. Medo de falhar. Medo de não dar conta. Medo do futuro.

Em muitos casos, os irmãos passam a construir suas vidas já carregando a responsabilidade emocional de serem futuros cuidadores.

A importância de olhar também para os irmãos

Falar sobre os irmãos das pessoas com deficiência não diminui em nada a importância da inclusão ou das necessidades da pessoa com deficiência.

Pelo contrário.

Uma família emocionalmente acolhida funciona de maneira mais saudável para todos.

Os irmãos também precisam ser vistos, ouvidos e acolhidos.

Precisam de espaço para falar sobre sentimentos difíceis sem culpa. Precisam viver a própria infância. Precisam entender que não precisam ser perfeitos o tempo inteiro. Precisam receber amor individualizado.

Porque eles também enfrentam dores silenciosas.

O amor que cresce junto com a luta

Apesar dos desafios, muitas relações entre irmãos são marcadas por um amor profundo e transformador.

Muitos irmãos se tornam pessoas extremamente humanas, empáticas e conscientes das diferenças justamente pela convivência diária com a deficiência.

Aprendem desde cedo valores que grande parte da sociedade ainda precisa aprender.

E mesmo diante das dificuldades, criam laços de companheirismo, proteção e afeto que atravessam a vida inteira.

Mas é importante lembrar:

irmãos de pessoas com deficiência não precisam ser fortes o tempo inteiro.

Também podem cansar. Também podem sentir medo. Também podem precisar de ajuda.

Porque cuidar de quem cuida emocionalmente também é inclusão.

Os irmãos das pessoas com deficiência passam grande parte da vida aprendendo a cuidar. Mas também precisam aprender que merecem ser cuidados.

Muitos irmãos de pessoas com deficiência passam a vida aprendendo a dividir atenção. O que quase ninguém percebe é que, muitas vezes, também aprenderam cedo demais a abrir mão de si mesmos.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/os-irmaos-das-pessoas-com-deficiencia-o-amadurecimento-precoce-e-os-sentimentos-silenciosos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Meeting Loterias Caixa de João Pessoa tem estreia do tiro esportivo com jovem militar em 1ª disputa do ano

Em destaque, atirador Nivaldo Gadelha no Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo 2025 no Rio de Janeiro | Foto: Alexandre Loureiro/CPB

O Meeting Paralímpico de João Pessoa (PB), realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), acontece neste sábado, 30, com 287 atletas em duas localidades. A Vila Olímpica da Parahyba recebe provas de atletismo e natação, com 234 e 40 esportistas, respectivamente. Na mesma manhã, o Império Shot Clube recebe 13 inscritos, marcando a estreia do tiro esportivo na temporada 2026 do Meeting.

Em cada etapa do Meeting acontecem tanto provas válidas para o alto rendimento como também para atletas em desenvolvimento, divididos por faixa etária – a partir da categoria sub-11.

Com a estreia do tiro esportivo no calendário do Meeting Paralímpico deste ano, o paraibano Nivaldo Gadelha, 24, vive a expectativa por sua primeira competição da modalidade em 2026. O atleta é o mais jovem inscrito nas disputas, que reúnem competidores com média de idade de 44 anos.

Nivaldo competirá na pistola de ar comprimido da classe SH1 (não requer suporte para a arma). A relação com o tiro esportivo, porém, começou com sua profissão, antes mesmo do acidente sofrido em 2021, quando ele e um colega de trabalho, que estavam em uma motocicleta, foram atropelados por uma carreta. O episódio resultou na amputação de sua perna direita. Militar, o paraibano encontrou no esporte uma conexão imediata com sua vida antes do acidente e tornou a prática esportiva seu refúgio.

“Após o acidente, pensei: ‘acabou tudo. Não vou conseguir fazer mais nada.’ Mas com o passar do tempo, vi que estava totalmente errado. Voltei a fazer coisas que achava que não conseguiria mais, como dirigir. Hoje eu procuro mais coisas ainda para fazer e vejo que há todo o tipo de oportunidade no mundo”, reflete Gadelha.

Desde o início no esporte em 2023, Nivaldo passou por diversas competições, como o Camping Militar Paralímpico e o Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo, realizadas em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. Para o Meeting de João Pessoa, o atleta já tem uma meta traçada: fazer sua melhor marca pessoal, com 650 pontos na pistola de ar comprimido.

Já no campo, o Meeting da capital paraibana aguarda o medalhista paralímpico do lançamento de dardo Cícero Lins Nobre, da classe F57 (competem em cadeira de rodas).

“Apesar de estar em fase de treinamento, em que não são esperados grandes resultados, vou competir dando o meu melhor. As maiores expectativas ficam para o Para Sul-Americano; lá, quero lançar acima dos 50m”, avaliou Cícero, que se prepara para a principal competição do ano, os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, que acontecem entre os dias 3 e 15 de julho.

Paramigos Imparáveis
A etapa do Meeting Paralímpico de João Pessoa será a primeira a receber a ativação presencial dos personagens da série de animação Paramigos Imparáveis. Na oportunidade, o personagem Guará, um lobo ultrarrápido que usa próteses, fará interação com o público infantil do evento.

Na série criada pelo CPB, os personagens Geeky, Turi, Nina, Narciso, Guará e Zoom são porta-vozes da inclusão e reforçam valores como empatia, diversidade, trabalho em equipe e convivência.

O Meeting Paralímpico Loterias Caixa percorrerá todas as Unidades Federativas brasileiras até o mês de agosto, com a última etapa programada para São Paulo, de 6 a 8 de agosto.

Neste ano, dez capitais brasileiras já receberam o evento esportivo desde abril. Belém (PA), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Teresina (PI), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Fortaleza (CE), Cuiabá (MT), Manaus (AM) e Natal (RN) já sediaram o evento.

Ainda neste sábado o CPB realizará uma etapa do Meeting Paralímpico Loterias Caixa em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com 173 atletas em provas de atletismo e  natação.

As marcas obtidas em todas as categorias dos Meetings Paralímpicos são válidas para os respectivos rankings brasileiros, utilizados como critério de classificação para etapas nacionais de competições organizadas pelo CPB, como as Paralimpíadas Escolares, Paralimpíadas Universitárias e os Circuitos Brasileiros.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Meeting Paralímpico Loterias Caixa de João Pessoa devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Meeting Paralímpico Loterias Caixa – Etapa de João Pessoa

Atletismo e Natação
Local: Vila Olímpica da Parahyba
Endereço: Rua Desportista Aurélio Rocha, S/N –

Tiro Esportivo
Local: Império Shot Clube
Endereço: Rua Rotariano Antônio Telino de Lacerda, 155

Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação e do tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/meeting-loterias-caixa-de-joao-pessoa-tem-estreia-do-tiro-esportivo-com-jovem-militar-em-1a-disputa-do-ano/

Postado Pôr Antônio Brito 

Manaus/AM: projeto ensina alunos cegos a fazer cinema com base nos sons

Projeto “Vozes Visuais”, em Manaus/AM, ensina cinema para alunos cegos usando sons, memória afetiva e experiências sensoriais como linguagem audiovisual.

Manaus/AM: projeto ensina alunos cegos a fazer cinema com base nos sons

O projeto “Vozes Visuais” propõe uma experiência inédita na capital amazonense ao ensinar cinema e produção audiovisual a partir da percepção sonora, da memória afetiva e das experiências sensoriais dos participantes.

As aulas acontecem na própria Biblioteca Braille do Amazonas, localizada no Bloco C do Sambódromo, na avenida Pedro Teixeira, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus/AM.

A iniciativa é conduzida pela produtora cultural e psicóloga Keylla Gomes, de 43 anos, que já desenvolveu projetos culturais voltados para pessoas com deficiência, especialmente oficinas de teatro e cinema para pessoas surdas.

A ideia do “Vozes Visuais” surgiu dentro da cultura e da inclusão, de uma inquietação sobre a presença de pessoas cegas nos espaços de produção audiovisual.

A proposta do curso parte de uma visão diferente da percepção tradicional do cinema, normalmente associada apenas à imagem.

Cinema não é só imagem, mas também é som, emoção, memória e sensação, segundo a professora responsável pelo projeto.

No “Vozes Visuais”, o som deixa de ser apenas um apoio da imagem e passa a ser protagonista da narrativa. Durante as aulas, os alunos trabalham com sons do cotidiano, vozes, objetos, silêncio, vento e chuva para construir cenas e atmosferas cinematográficas.

Nele, os alunos começam a construir cenas através dos sons da cidade, da natureza, das vozes, dos passos, do vento, da chuva, do silêncio e dos objetos do dia a dia. Tudo vira linguagem cinematográfica.

Para a realização das oficinas, o curso precisou adaptar a forma tradicional de ensinar audiovisual. As aulas são pensadas a partir da escuta, da orientação espacial, do toque e da percepção dos ambientes.

A experiência tem provocado mudanças na autoestima e no sentimento de pertencimento dos participantes. Muitos alunos chegam inseguros, porque cresceram ouvindo que certos espaços não foram pensados para eles. E, aos poucos, eles começam a perceber que conseguem criar, dirigir, gravar, pensar cenas e construir narrativas próprias.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=04d8776a-db62-46cb-8c6d-09e7240d1381

Postado Pôr Antônio Brito 

28/05/2026

Senado aprova projeto que devolve isenção total de IPI na aquisição de veículos por pessoas com deficiência

Senado aprova projeto que devolve isenção total de IPI na aquisição de veículos por pessoas com deficiência

Plenário aprovou Projeto de Lei Complementar 11/2026 que ‘devolve’ isenção total do IPI para pessoas com deficiência que perderam o benefício após medida do Governo Federal. Tema segue para Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei Complementar 11 de 2026 – de autoria do Senador Flávio Arns foi aprovado no Plenário do Senado Federal na noite desta quarta-feira, 27.

A proposta altera uma medida adotada pelo Poder Executivo no final de 2025 que reduziu em 10% vários benefícios tributários, dentre eles uma ‘interpretação’ da Receita Federal que deixou de implantar a isenção total.

Um dos questionamentos feitos pelos Senadores foi o descumprimento do que prevê a Lei Federal 8989/1995 que determina a isenção total até 31 de dezembro de 2026.

De acordo com o Senador Flávio Arns, “a Lei Complementar (LC) nº 224/2025 determinou o corte linear nos incentivos e benefícios de natureza tributária, financeira ou creditícia concedidos no âmbito da União. Não há qualquer justificativa de ordem ético-política ou racional que justifique tal cobrança indevida e tratamento tributário desigual entre as entidades sem fins lucrativos que, de forma imprescindível, contribuem com o Estado brasileiro na execução de políticas públicas e serviços de interesse coletivo que constitucionalmente lhe são obrigatórios”.

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Na tramitação no Senado Federal, a Senadora Damares Alves apresentou a Emenda 3 “preserva a efetividade das políticas públicas de inclusão e mobilidade das pessoas com deficiência, mediante a exclusão dos incentivos, isenções e benefícios fiscais a elas destinados da incidência automática da redução linear prevista na Lei Complementar nº 224/2025. A matéria possui inequívoca relevância social e constitucional. A proteção das pessoas com deficiência constitui dever expresso do Estado brasileiro, decorrente dos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade material e da promoção da inclusão social, previstos na Constituição Federal e reafirmados pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com status constitucional”. Para a Senadora, “os benefícios fiscais relacionados à aquisição de veículos por pessoas com deficiência não podem ser tratados como incentivos tributários ordinários de natureza estritamente econômica ou setorial. Ao contrário, possuem evidente caráter social, inclusivo e compensatório, constituindo mecanismo essencial de redução de desigualdades e promoção da autonomia individual”.

A Senadora Dorinha Seabra foi a relatora do projeto. “Entre outras medidas, a LCP nº 224, de 2025, estabeleceu, em
regra, uma redução linear de 10% nos incentivos e benefícios de natureza tributária, financeira ou creditícia concedidos pela União. A Emenda nº. 3, de autoria da Senadora Damares Alves, merece ser igualmente acatada. Ela visa a excluir do escopo de aplicação da LCP 224, de 2025, as isenções relativas à aquisição de automóveis por pessoa com deficiência, uma vez que aprovamos recentemente uma legislação nova, no âmbito Reforma Tributária, no sentido de ampliar e modernizar esse mesmo benefício, não sendo oportuno, portanto, reduzi-lo no atual momento em prejuízo da população com deficiência do nosso país. Inclusive, importante salientar que, em decorrência dessa situação trazida pela LCP 224, de 2025, as montadoras já anunciaram recentemente o aumento específico de preços dos automóveis para as pessoas com deficiência, situação essa injusta que vamos corrigir com a referida emenda”.

O plenário discutiu o Projeto de Lei e o Relatório da Senadora Dorinha Seabra, que acatou a emenda da Senadora Damares Alves, além de outras.

Para aprovação o tema precisava de 41 votos, ou seja, a metade do número de Senadores, mais um voto. Atualmente o Senado é composto por 81 parlamentares.

O projeto foi aprovado por unanimidade com 69 votos. Todos os Senadores presentes foram favoráveis.

A proposta agora segue para a Câmara dos Deputados. Se não houver modificação no texto, o texto seguirá para sanção ou veto presidencial. Se os Deputados Federais alterarem o conteúdo, o texto voltará ao Senado Federal.

Fonte https://diariopcd.com.br/senado-aprova-projeto-que-devolve-isencao-total-de-ipi-na-aquisicao-de-veiculos-por-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito