02/04/2026

Abril Azul: o papel da escola na identificação, inclusão e acolhimento de alunos com autismo

Abril Azul: o papel da escola na identificação, inclusão e acolhimento de alunos com autismo

Especialistas reforçam que estratégias como adaptações curriculares, capacitação de educadores e um ambiente estruturado fazem a diferença no desenvolvimento dessas crianças, promovendo aprendizado e bem-estar.

Durante o mês de abril, o mundo se mobiliza com a campanha Abril Azul, voltada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste contexto, a escola é um dos espaços mais importantes para promover o respeito à diversidade e garantir o desenvolvimento pleno de crianças autistas.

Para a psicóloga clínica e escolar Camila Conceição, da Legacy School, o ambiente escolar tem papel fundamental tanto na identificação precoce quanto na construção de uma educação inclusiva e acolhedora.

“A escola pode observar comportamentos característicos que sugerem o TEA, entre eles dificuldades na interação social, desafios na comunicação, sensibilidades sensoriais e comportamentos estereotipados. Quando esses sinais são percebidos, é essencial atender a família de forma acolhedora, compartilhar as observações e sugerir uma avaliação detalhada com um profissional especializado”, explica Camila.

Além da identificação, a inclusão efetiva é uma das grandes responsabilidades da escola. Segundo a especialista, pequenas mudanças podem fazer grande diferença para o aluno autista.

“Algumas estratégias são criar um ambiente previsível, utilizar uma comunicação clara e direta, recorrer a recursos visuais para reforçar o aprendizado, oferecer tempo adicional para a realização de tarefas e incentivar a socialização.”

Outro ponto importante é saber lidar com crises emocionais e comportamentais que podem ocorrer no ambiente escolar. De acordo com Camila, a condução adequada nesses momentos é essencial para o bem-estar da criança.

“É preciso manter um ambiente calmo e, quando necessário, levar a criança para um local mais tranquilo. Utilizar técnicas de regulação emocional ajuda, mas o mais importante é identificar os gatilhos que desencadeiam a crise, para prevenir futuras situações semelhantes.”

A escola, no entanto, não atua sozinha. O trabalho em conjunto com a família e os profissionais de saúde é decisivo para o sucesso do processo educacional. Segundo a psicóloga, essa parceria fortalece o desenvolvimento do aluno.

“Essa parceria é fundamental para o bem-estar e bom aproveitamento pedagógico do aluno com TEA. Permite ajustes em estratégias e favorece o acompanhamento da evolução da criança”, destaca Camila.

Outro aspecto essencial para garantir a inclusão e combater o preconceito é trabalhar a conscientização com os colegas de classe, o que também previne casos de bullying. Para a especialista, a informação é uma ferramenta poderosa nesse processo.

“Atividades educativas que abordem o que é o TEA, suas características e como todos podem contribuir para um ambiente mais empático são muito importantes. Valorizar as diferenças é essencial.”

Na prática, isso exige adaptações curriculares personalizadas, respeitando os ritmos e as habilidades de cada estudante. Camila explica que essas adequações são fundamentais para evitar sobrecargas.

“A adaptação pode envolver simplificação ou redução de conteúdos, uso de recursos visuais, tarefas mais curtas e ajustes no tempo para evitar sobrecargas.”

Por fim, a psicóloga ressalta a importância de capacitar educadores e funcionários para uma atuação mais inclusiva no dia a dia escolar.

“É preciso realizar treinamentos sobre as características do autismo, estratégias de inclusão e manejo de crises. Também é essencial promover a empatia e a comunicação clara.”

Entre os desafios enfrentados no ambiente escolar, estão a resistência de algumas famílias em buscar avaliação especializada, a falta de apoio terapêutico e a dificuldade de alguns educadores em adotar práticas inclusivas. Mas, para a especialista, é possível superar essas barreiras com diálogo, acolhimento e formação contínua.

Fonte https://diariopcd.com.br/abril-azul-o-papel-da-escola-na-identificacao-inclusao-e-acolhimento-de-alunos-com-autismo/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB abre processo seletivo para 1ª Mentoria Coletiva de Carreira do programa Atleta Cidadão

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio do Programa Atleta Cidadão em parceria com a GERPPASS, anuncia a abertura do processo seletivo para a 1ª Mentoria Coletiva – Jornada Pessoal e de Carreira. As inscrições podem ser feitas a partir desta quinta-feira, 2, até o dia 14 de abril por meio do formulário online disponível neste link.

A Mentoria Coletiva – Jornada Pessoal e de Carreira acontecerá virtualmente em encontro único, marcado para o dia 16 de abril, das 19h às 21h.

A mentoria é destinada a atletas e tem como objetivo promover um encontro que proporcione reflexões sobre desenvolvimento pessoal, escolhas profissionais e construção de trajetórias.

Ao todo, a iniciativa oferece 50 vagas e os contemplados serão avisados por email e também via WhatsApp. A lista completa dos atletas selecionados será divulgada no dia 15 de abril no site do CPB.

O Programa Atleta Cidadão, realizado pelo CPB, tem como objetivo estimular o desenvolvimento pessoal e profissional do atleta paralímpico em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e pós-carreira) por meio de cursos, palestras, workshops, formação educacional e orientação profissional.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-processo-seletivo-para-1a-mentoria-coletiva-de-carreira-do-programa-atleta-cidadao/

Postado Pôr Antônio Brito 

Aquario do RJ terá sessão azul com entrada gratuita para autistas

AquaRio promove Sessão Azul com entrada gratuita para pessoas com TEA, oferecendo ambiente adaptado, menor estímulo sensorial e acesso especial para famílias em horário exclusivo.

Aquario do RJ terá sessão azul com entrada gratuita para autistas

O AquaRio, maior aquário marinho da América do Sul, realiza no segundo domingo de abril – dia 12 – a Sessão Azul, voltada especialmente a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento acontece em horário exclusivo, das 8h30 às 10h, oferecendo uma experiência mais confortável e adaptada às necessidades do público autista e suas famílias, com entrada GRATUITA mediante comprovação do diagnóstico na bilheteria.

Além disso, até 3 acompanhantes podem acessar o espaço com ingressos de meia-entrada, no valor de R$ 80, disponíveis no site ou na bilheteria do aquário. As vagas são limitadas e a visitação é restrita ao período da ação.

O horário exclusivo proporciona menor fluxo de visitantes, redução de estímulos sonoros e ajustes na iluminação ao longo do circuito. Nesta edição, os participantes também poderão adquirir fotos com valor promocional. Após as 10h, o aquário retoma seu funcionamento normal, com pessoas com TEA mantendo direito à meia-entrada, assim como um acompanhante.

O AquaRio fica no Boulevard Olímpico, no Porto Maravilha, região central da capital carioca, e abriga mais de 10 mil animais de cerca de 350 espécies, como tubarões, raias e diversos invertebrados, distribuídos em recintos que reproduzem seus habitats naturais. O túnel subaquático proporciona uma experiência imersiva que encanta visitantes de todas as idades.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=49d2b233-8dea-4784-92b1-43b2c3492d90
 
Postado Pôr Antônio Brito 

01/04/2026

Osasco/SP denuncia uso indevido de vans que atendem PCD na cidade

Denúncia aponta uso irregular de vans para PcD em Osasco/SP, com restrições de uso, falta de veículos e prejuízo a atendimentos essenciais, levantando questionamentos sobre gestão e responsabilidade pública.

Osasco/SP denuncia uso indevido de vans que atendem PCD na cidade

Tivemos a informação sobre essa denúncia através do nosso colunista da Revista Reação, Bruno Oliveira de Carvalho, que é pessoa com deficiência e, mesmo não sendo morador de Osasco/SP, levantou essa situação e expôs o que está acontecendo também no seu programa Consciência Inclusiva no YouTube.

Em Osasco/SP, uma das principais cidades da região metropolitana de SP, 3 vans que o Governo Estadual deu para o município, para que fossem utilizadas no transporte e atendimento de pessoas com deficiência, tanto para tratamentos como para o lazer, estão, segundo a denúncia, sendo utilizadas de forma irregular. A denúncia também traz outro problema: o horário de uso desses veículos, somente de segunda a sexta em horário comercial. Como se as PcD do município não pudessem ter lazer e nem precisassem de tratamentos específicos aos sábados, domingos e feriados. Outra restrição imposta ao uso dos carros é que a PcD só poderia utilizar para consultas até 30 Km de Osasco/SP, mas parece que até isso mudou e agora o uso está restrito somente dentro do município.

Um dos serviços prejudicados com as medidas foi o atendimento de jovens e crianças com deficiências mais severas, que são atendidas pela instituição Rainha da Paz, que fica num município vizinho, em Santana de Parnaíba/SP, que dá tratamento de excelência e GRATUITO a PcD de Osasco/SP. Segundo a denúncia, a Secretaria de Saúde de Osasco/SP disse que não irá mais fornecer o transporte até a Associação Rainha da Paz. E como ficam esses pacientes?

A alegação da Secretaria de Saúde de Osasco/SP é que a cidade ofereceria essas mesmas terapias que os atendidos recebem na Rainha da Paz, mas, segundo a denúncia, isso não procede, pois, além de não ter esse tipo de atendimento na cidade, as filas são enormes e não existem vagas para o atendimento de todos que precisam.

A chegada dessas vans na cidade está noticiada inclusive no site oficial da prefeitura, numa matéria datada de 30 de junho de 2022. O trecho na matéria publicada no site diz: “Na quarta-feira, 29/6, a Secretaria Executiva da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Osasco recebeu três vans adaptadas para pessoas com deficiência que vão auxiliar na prestação de serviços municipais voltados à acessibilidade. A entrega faz parte de parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo e integra o Programa ‘Nova Frota – SP Não Para’, que beneficiará ao todo 117 municípios do estado”. Estamos em 2026. Onde estão estas vans?

A denúncia vinda da cidade de Osasco/SP, que possui mais de 750 mil habitantes e uma população de PcD estimada em pelo menos 150 mil pessoas, é que das 3 vans cedidas pelo estado, apenas 1 está em atividade, o que é visivelmente insuficiente para atender a todas as pessoas necessitadas. E as outras 2 vans? Ao que se sabe, 1 está quebrada há mais de um ano e a outra simplesmente sumiu, não se sabe onde foi parar.

O Ministério Público precisa urgentemente entrar em ação neste caso e levantar a procedência dessas informações e, caso seja constatado tudo que está sendo denunciado, que sejam punidos o município, a Secretaria de Saúde e todos os responsáveis.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=5504274a-ab10-419d-8ad3-c25efcb75fc6

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB abre curso online gratuito para formação de árbitros em tiro esportivo

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio da sua área de Educação Paralímpica, está com inscrições abertas para cursos online de formação de árbitros em tiro esportivo, entre 27 de abril e 20 de junho.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site da Educação Paralímpica. A carga horária é de 40 horas e disponibiliza 30 vagas.

O pré-requisito para participar do curso é a conclusão do curso “Movimento Paralímpico: Fundamentos Básicos do Esporte”, disponível gratuitamente no site da Educação Paralímpica, e ser árbitro nacional atuante nas provas de carabina e pistola e/ou ser árbitro internacional da ISSF.

O conteúdo foi desenvolvido pelo professor Sidnei Mendes da Silva e contará com os seguintes conteúdos: Apresentação, dicas e instruções gerais, instituições e história do tiro esportivo nas paralimpíadas e no Brasil, equipamentos, introdução à classificação de atletas, classes e subclasses esportivas, vestuário, controles de equipamentos, regras de carabina, regras da ISSF aplicadas ao tiro esportivo WSPS, regras de pistola, equipamentos SH2, comandos de provas, encerramento do curso, além da avaliação final.

Para obter mais informações ou sanar dúvidas sobre novos cursos, os interessados podem enviar um e-mail para educ.paralimpica@cpb.org.br.

Serviço
Curso online – Formação de árbitros para tiro esportivo
Data e horário: 27 e 29 de abril, 4, 6, 11, 13, 18 e 20 de maio, e 10, 15 e 17 de junho, das 19h às 21h; e 9 e 16 de maio, e 13 e 20 de junho, das 9h às 13h.
Inscrições: até o dia 19 de abril, neste link.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da Educação Paralímpica

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-curso-online-gratuito-para-formacao-de-arbitros-em-tiro-esportivo/ 

Postado Pôr Antônio Brito 

ANAPcD sugere que novas fiscalizações do TCESP em escolas também avaliem falta de acessibilidade para alunos com deficiência

ANAPcD sugere que novas fiscalizações do TCESP em escolas também avaliem falta de acessibilidade para alunos com deficiência

Fiscalização surpresa do TCESP em escolas flagra mofo, descontrole de estoque e falhas em almoxarifados. A operação mobilizou 379 servidores para uma varredura simultânea em 300 municípios do interior e litoral paulista e teme como ponto central escolas administradas pelas prefeituras

Material escolar armazenado entre sujeira e mofo, livros didáticos empilhados longe dos alunos e uniformes que se desfazem ao toque. Esse cenário de descaso foi o saldo da primeira Fiscalização Ordenada de 2026, realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) nesta segunda-feira (23/03). A operação mobilizou 379 servidores para uma varredura simultânea em 300 municípios do interior e litoral paulista e teme como ponto central escolas administradas pelas prefeituras.

A fiscalização não se limitou a contar itens em estoque; o objetivo foi auditar a eficiência da gestão e a logística de distribuição para garantir que os itens adquiridos cheguem em bom estado aos alunos. Os auditores avaliaram desde as condições de armazenamento até o rigor nos registros de entrada e saída, visando garantir que o investimento público chegue, de fato, ao estudante.

Solicitação da ANAPcD

A ANAPcD – Associação Nacinal de Apoio às Pessoas com Deficiência oficiou a Presidência do Tribunal de Contas do Estado para que em novas fiscalizações também sejam avaliadas as opções de acessibilidade e inclusão que devem estar disponíveis aos alunos com deficiência. “Não é apenas a obrigatoriedade de infraestrutura, mas, acima de tudo, que essas instituições possuam a verdade inclusão aos estudantes com deficiência”, afirmou Abrão Dib, presidente da Associação em documento encaminhado ao Tribunal

Caos logístico e descontrole
Os números revelam um apagão administrativo na gestão de insumos. Em 66% das escolas e almoxarifados visitados, não há qualquer procedimento de controle de estoque para materiais didáticos, e 58% sequer monitoram as quantidades mínimas e máximas necessárias para o ano letivo. O reflexo desse descontrole é imediato: em 17% das cidades fiscalizadas, não houve qualquer entrega de material escolar aos alunos neste ano de 2026.

A ausência de rotinas de auditoria atinge mais da metade das escolas (58%), o que torna o fluxo de materiais um “ponto cego” para a administração. O cenário de vulnerabilidade é agravado pelo descaso com ocorrências críticas: 90% das unidades confirmaram que não possuem registros de perdas, extravios, furtos ou avarias de materiais.

Uniforme é ponto crítico
O item uniforme escolar, essencial para a identificação e dignidade dos alunos, apresentou dados alarmantes. Em 59% das escolas vistoriadas, as vestimentas sequer chegaram aos estudantes. Quando chegam, a qualidade é questionável: em um dos municípios, os brasões e nomes da cidade desprendiam-se do tecido ao simples toque. Além disso, 34% das escolas não possuem protocolos para a devolução de itens com defeito, e o desabastecimento é real em 19% das unidades. Nas visitas, os auditores notaram que 43% dos alunos não trajavam o uniforme no momento da fiscalização.

Risco de sinistros
A precariedade estende-se ao abrigo físico dos materiais. Em 87% dos locais, não há normativas internas que regulamentem a gestão dos depósitos, e em pouco mais da metade não existe sequer um responsável formalmente designado para a função. A falta de relatórios periódicos de movimentação (61%) e a ausência de avaliação de riscos (68%) completam o quadro de fragilidade administrativa.

O ponto mais crítico, contudo, é a segurança. Praticamente 9 em cada 10 locais (89%) não possuem plano de contingência para incêndios ou enchentes, e 75% dos espaços operam sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). No interior dessas estruturas insalubres, 78% das escolas mantêm materiais obsoletos ou inservíveis, enquanto 28% estocam materiais didáticos novos que nunca foram utilizados. Em uma unidade, os materiais armazenados impediam o acesso a extintores e, em outro local, impedia chegar até a mangueira de incêndio.

A Presidente do TCESP, Conselheira Cristiana de Castro Moraes, revelou que os achados lhe causaram espanto. “Eu faço auditoria há bastante tempo. Aqui no Tribunal já fizemos mais de 50 ordenadas, mas as imagens que nos chegaram aqui, hoje, me chocaram. Chocaram muito. A questão da armazenagem, a questão de material, de uniforme sem a qualidade adequada. Nós vimos estoques de produtos vencidos. Nós vimos também televisores armazenados há muito tempo, computadores, tôners vencidos, ou seja, um desperdício de dinheiro público, uma má qualidade, um mau cuidado com a educação, com o dinheiro público”.

Próximos Passos
Após o balanço, o TCESP notificará os prefeitos e responsáveis para que apresentem justificativas e corrijam as irregularidades em curto prazo. Caso as falhas persistam, elas poderão ser utilizadas como fundamento para o parecer pela desaprovação das contas municipais.

A Conselheira ainda explica o que virá pela frente. “Essas não seriam cenas que a gente gostaria de ver. Mas diante delas, será feito um relatório que será encaminhado para todos os Secretários de Educação dos municípios fiscalizados e queremos saber o que que eles vão fazer pra melhorar essa situação que verificamos.”

Os Conselheiros, relatores das contas das prefeituras, também receberão o relatório citado pela Presidente. “Ao mesmo tempo, divulgaremos essa situação em nosso portal e para a imprensa, pois assim a sociedade conhecerá os fatos. Queremos também chamar os Conselhos Municipais de Educação para, juntos, ajudar a mudar essa realidade”, conclui Cristiana de Castro Moraes.

O painel completo com os resultados detalhados pode ser acessado em: www.tce.sp.gov.br/ordenadas.

CRÉDITO/IMAGEM: Em Pirapora do Bom Jesus, Almoxarifado Central com infiltrações, umidade, água parada, Fonte Postado Pôr Antônio Britofalta de proteção aos materiais, depósito de material inservível, local utilizado como arquivo mortoDivulgação/TCESP

Fonte https://diariopcd.com.br/anapcd-sugere-que-novas-fiscalizacoes-do-tcesp-em-escolas-tambem-avaliem-falta-de-acessibilidade-para-alunos-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

31/03/2026

Projeto “Músicas, Notas & Sonetos” celebra inclusão por meio da arte com o sarau “Soneto em Cena” em SP

Projeto "Músicas, Notas & Sonetos" celebra inclusão por meio da arte com o sarau "Soneto em Cena" em SP

Com colaboração da Fundación Mapfre, apresentação é o resultado de oficinas realizadas com pessoas com deficiência em um encontro que une poesia, música e inclusão

No próximo 31 de março, às 14h, acontece na Galeria Olido, em São Paulo, a apresentação “Sarau: Soneto em Cena”, que marca a finalização do projeto “Músicas, Notas & Sonetos”, realizado pelo Instituto Olga Kos. A atividade reúne participantes com e sem deficiência em um encontro que une poesia, música e expressão artística, celebrando a diversidade e o poder transformador da cultura.

Inspirado pela musicalidade dos sonetos, pelos cordéis e pelas cantigas populares, o projeto promoveu, ao longo de suas oficinas, experiências de criação coletiva que exploraram ritmo, métrica e expressão corporal. Por meio de atividades de escuta sensível, improvisação poética e experimentação sonora, os participantes criaram versos autorais, declamaram, cantaram e descobriram novas maneiras de comunicar sentimentos e histórias.

De acordo com Francisco Xavier, orientador do Instituto Olga Kos, o projeto parte da música como instrumento de transformação. “A música é uma ferramenta de inclusão e de transformação. Mais do que pensar apenas em notas musicais ou afinação, buscamos trabalhar outros fatores que a sonoridade traz: a observação do som, a criatividade e a forma como cada participante se relaciona com ele”, afirma.

Ainda segundo Xavier, o processo pedagógico valoriza a expressão individual de cada participante. “Muitas vezes eles criam maneiras próprias de se relacionar com os instrumentos e com o ritmo. Nosso desafio é acolher essas diferenças e transformar tudo isso em uma experiência artística coletiva, sem perder a essência do processo de aprendizagem”, explica.

Para as famílias, acompanhar a evolução dos participantes é motivo de emoção. Tônia Blanco, mãe de Carlos, que possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conta, emocionada, a trajetória desde que o filho chegou no projeto e não queria interagir, até a apresentação em que, segundo ela, Carlos foi protagonista: “Frequentamos o Olga há mais de 10 anos. Quando o Carlos chegou, ele não entrava no grupo, estava sempre fora, escondido, sem aparecer nas fotos. Em 2025, tive uma surpresa tão grande, que todas as vezes que eu lembro, eu começo a chorar: na apresentação ele foi o protagonista do grupo. Tem um vídeo que eu não paro de assistir e, todas as vezes, eu choro”.

Lúcia Gomes Freire, mãe de Yasmin, de 18 anos, que tem síndrome de Down e participa de projetos do Instituto desde 2020, também ressalta o impacto da arte na vida da filha e conta sobre a direção diferente que ela, como mãe, seguiu: “Fiz um caminho diferente com a Yasmin. Sempre fiz questão da Yasmin participar de uma escola regular. Quando ela chegou na adolescência, quis apresentá-la aos pares e, no Olga, ela teve conhecimento de que existiam mais pessoas iguais a ela. Ela se conheceu e se viu dentro de todo o processo”.

Sobre a evolução proporcionada pela música, Lúcia reforça: “Cada apresentação é única. A gente percebe que, a cada projeto, ela avança um pouco mais, amplia o repertório musical e ganha mais autonomia para se expressar”, conta.

Com entrada gratuita, o “Sarau: Soneto em Cena” convida o público a vivenciar uma experiência sensível em que poesia, música e inclusão caminham juntas. No palco, cada verso e cada melodia revelam que a cultura pode ser um poderoso instrumento de transformação social e de valorização das diferenças.

Serviço
Sarau: Soneto em Cena – Encerramento do projeto “Músicas, Notas & Sonetos”
Data: 31 de março de 2026
Horário: 14h
Local: Galeria Olido – Avenida São João, 473, Centro – São Paulo
Entrada gratuita

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos (IOK) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Oscip pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos voltados a pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, promovendo inclusão, diversidade e acesso à cultura.

Fonte https://diariopcd.com.br/projeto-musicas-notas-sonetos-celebra-inclusao-por-meio-da-arte-com-o-sarau-soneto-em-cena-em-sp/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de remo conquista dois ouros e vence Sul-Americano em Porto Alegre

Remador Renê Pereira no Campeonato Sul-Americano realizado em Porto Alegre (RS) | Foto: Confederação Brasileira de Remo

A Seleção Brasileira de remo se sagrou campeã do Campeonato Sul-Americano da modalidade, realizado no último fim de semana em Porto Alegre (RS), com a conquista de duas medalhas de ouro – no single skiff masculino, classe PR1, e no double skiff misto, classe PR3.

As provas aconteceram na Ilha do Pavão, sede do Grêmio Náutico União, reunindo competidores paralímpicos de quatro países além do Brasil: Uruguai, Argentina, Peru e Equador.

O remador baiano Renê Pereira garantiu o ouro na disputa do single skiff masculino PR1 após concluir a prova em 7min39s37, à frente do oponente uruguaio Pedro Lescano (8min31s58). A classe PR1 é destinada a remadores com função mínima ou nenhuma função de tronco, que impulsionam o barco principalmente com braços e ombros.

O remador baiano, que é um dos destaques da Seleção, foi medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

A dupla formada pela carioca Diana Barcelos e pelo paulista Jairo Klug também comemorou o ouro no sábado, 28, com a vitória na prova do double skiff misto da classe PR3 (função residual nas pernas). Eles finalizaram a disputa em 5min53s95 e dividiram o pódio com as duplas Sol Pavia e Luís Salas (7min00s64), da Argentina, e Cláudia Ventura e Juan Carlos Rivera (8min06s06), do Peru.

Com as vitórias, o Brasil terminou na primeira colocação do quadro de medalhas, com dois ouros, seguido por Uruguai e Argentina, segundo e terceiro colocados, respectivamente, com uma prata cada.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-remo-conquista-dois-ouros-e-vence-sul-americano-em-porto-alegre/

Postado Pôr Antônio Brito 

Instituto Autismos e a música como ferramenta de inclusão e respeito

Instituto Autismos promove inclusão por meio da música e apresenta espetáculo com participantes no espectro em Brasília.

Instituto Autismos e a música como ferramenta de inclusão e respeito

Nem sempre o acesso à comunicação, à convivência e a espaços culturais acontece de forma natural para quem está no espectro do autismo. Por isso, o Instituto Autismos consolidou, ao longo de mais de uma década, um trabalho que une terapia, arte e protagonismo. Criado em 2015, o projeto atendeu mais de 5 mil participantes e suas famílias. O programa leva acessibilidade para pessoas que muitas vezes não têm acesso a diferentes formas de desenvolvimento. Os encontros acontecem semanalmente, em grupos reduzidos, ao longo de um processo que pode durar até 10 meses.

O resultado desse trabalho ganha visibilidade no musical “Uma sinfonia diferente”, que volta a ser apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília/DF. A montagem reúne cerca de 200 participantes em cena.

Ao longo dos encontros, são trabalhadas comunicação, linguagem e interação social. Mais de 25 mil pessoas já assistiram às apresentações, e 65% dos participantes desenvolveram linguagem verbal.

Dividido em 3 blocos, o espetáculo reúne gradualmente os participantes até o momento final, quando todos ocupam o palco. Em alguns trechos, monitores e familiares oferecem suporte, sem retirar o protagonismo.

O musical “Uma sinfonia diferente” acontece no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília/DF, nos dias 4, 5, 11 e 12 de abril, às 16h, com classificação livre. Os ingressos devem ser retirados online, no site do CCBB, ou presencialmente na bilheteria do local.

Já o espetáculo da Oficina Batucadeiros de Música Corporal – “Corpo, música e encontro” – também acontece nos dias 4, 5, 11 e 12 de abril, às 14h30, com participação gratuita e classificação livre. Os ingressos serão disponibilizados no site um dia antes de cada oficina e presencialmente na bilheteria do local.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=61984a93-ee12-4d38-875f-39c471a3c54a

Postado Pôr Antônio Brito 

30/03/2026

MPF aciona Judiciário para que TRF3 corrija nomeações de cotistas em concurso

MPF aciona Judiciário para que TRF3 corrija nomeações de cotistas em concurso

Sentença ordena compensação nas próximas convocações para garantir cumprimento das cotas raciais e para pessoas com deficiência

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão da Justiça Federal que determina à União a adequação das próximas nomeações do concurso do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), de 2024, para o cargo de técnico judiciário, a fim de assegurar o cumprimento correto das regras de reserva de vagas para candidatos cotistas.

A sentença reconheceu que a sistemática adotada pelo TRF3 nas nomeações — ao contabilizar como cotistas candidatos aprovados também na ampla concorrência — acabou reduzindo, na prática, o número de pessoas negras e com deficiência efetivamente beneficiadas pela política afirmativa.

Na decisão, a Justiça determinou que, consideradas as nomeações já realizadas, o TRF3 deverá compensar nas próximas convocações, de modo a adequar o total de nomeações ao que prevê a legislação, especialmente o artigo 3º, §1º, da Lei nº 12.990/2014. A medida também se aplica às vagas destinadas a pessoas com deficiência, assegurando o cumprimento dos percentuais legais de reserva.

Na prática, a decisão impede que candidatos aprovados na ampla concorrência dentro do número de vagas sejam convocados para vagas reservadas, garantindo que essas vagas sejam efetivamente ocupadas por candidatos que dependem da política de cotas.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)Assessoria de Comunicação em São Paulo

Fonte https://diariopcd.com.br/mpf-aciona-judiciario-para-que-trf3-corrija-nomeacoes-de-cotistas-em-concurso/

Postado Pôr Antônio Brito