23/03/2026

Menos preconceito, mais Constituição

Menos preconceito, mais Constituição - OPINIÃO - * Por Jairo Varela Bianeck

OPINIÃO

  • * Por Jairo Varela Bianeck

O debate recente nas redes sociais sobre a participação de uma pessoa com nanismo em concurso público para o cargo de delegado de polícia revelou algo que precisa ser enfrentado com seriedade, a discussão sobre inclusão de pessoas com deficiência muitas vezes é substituída por comentários carregados de desinformação e preconceito.

O tema, no entanto, não deve ser tratado no campo das opiniões apressadas, mas no terreno correto: o da Constituição Federal e da legislação brasileira.

A Constituição estabelece, como fundamento da República, a dignidade da pessoa humana (art. 1º, III) e determina que todos são iguais perante a lei (art. 5º). Esses princípios orientam todo o sistema jurídico brasileiro e impõem um compromisso claro com o respeito e com a inclusão.

No campo do serviço público, a própria Constituição trata da matéria de forma explícita. O artigo 37, inciso VIII, determina que a lei reserve percentual de cargos e empregos públicos para pessoas com deficiência e estabeleça os critérios de sua admissão. Ao mesmo tempo, o artigo 37, inciso I, prevê que o acesso aos cargos públicos depende do cumprimento dos requisitos definidos em lei.

Isso significa que o modelo constitucional brasileiro combina dois elementos que precisam caminhar juntos: inclusão e compatibilidade com as funções do cargo público.

A Lei nº 13.146/2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, detalha esse sistema. A legislação garante igualdade de oportunidades, proíbe a discriminação e assegura a participação de pessoas com deficiência em concursos públicos, inclusive com a possibilidade de adaptações razoáveis quando necessárias.

Essas adaptações não são privilégios. São instrumentos jurídicos destinados a remover barreiras que impedem a participação em igualdade de condições.

Ao mesmo tempo, a análise sobre requisitos de determinados cargos deve considerar suas atribuições reais. No caso do cargo de delegado de polícia, trata-se de função inserida na estrutura da segurança pública, que envolve direção de investigações, presidência de inquéritos policiais, formalização de prisões em flagrante, representação por medidas cautelares e coordenação de equipes policiais.

Por essa razão, a avaliação da compatibilidade entre requisitos físicos e o exercício do cargo deve ser técnica, individualizada e institucional, sempre orientada pelos princípios constitucionais.

O que a Constituição não admite é a exclusão baseada em preconceito ou em generalizações. O debate democrático pode e deve discutir critérios de seleção no serviço público, mas precisa fazê-lo com base em informação jurídica correta e respeito à dignidade das pessoas.

Mais do que nunca, o momento exige substituir o ruído das redes sociais por aquilo que realmente orienta o Estado brasileiro, a Constituição.

  • Jairo Bianeck é advogado e Integrante da Coordenadoria Jurídica da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência – @https://diariopcd.com.br/menos-preconceito-mais-constituicao/jairovbianeck.adv

Fonte https://diariopcd.com.br/menos-preconceito-mais-constituicao/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil termina World Series em Barcelona com a conquista de mais quatro medalhas e destaque de mineiro

Mineiro Arthur Xavier durante o Mundial Paralímpico de Natação em Singapura 2025 | Foto: Wander Roberto/CPB

As disputas do World Series em Barcelona, na Espanha, chegaram ao fim neste domingo, 22, com a conquista de uma medalha de ouro nos 100m borboleta pelo mineiro Arthur Xavier e de uma prata pela paulista Beatriz Flausino, nos 200m medley — ambos da classe S14 (deficiência intelectual).

Na disputa juvenil, a paranaense Laura Sanches, também da classe S14, voltou ao pódio para receber uma prata nos 100m borboleta e um bronze nos 200m medley.

Com os resultados deste domingo, último dia de disputas, o Brasil totalizou seis medalhas no adulto (quatro ouros e duas pratas) e quatro no juvenil (um ouro, duas pratas e um bronze).

As provas do World Series são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

Arthur Xavier, 19, entrou na piscina para vencer os 100m borboleta em 57s79, com 930 pontos marcados. A prata e o bronze ficaram respectivamente com o americano Lawrence Sapp, com 902 pontos (58s60), e o francês Alex Portal, 902 pontos (58s80).

O mineiro, apelidado de “Torpedo Brasileiro” pelo narrador da competição, ganhou destaque por subir ao pódio em todos os dias do World Series em Barcelona. Em sua estreia, na última quinta-feira, 19, venceu a prova dos 100m livre em 50s90 — tempo melhor que o recorde mundial. Na sequência, ganhou o título nos 200m livre e a prata nos 100m costas, finalizando sua campanha com a medalha de ouro nos 100m borboleta obtida neste domingo.

Nas disputas femininas, a paulista Beatriz Flausino, aniversariante do dia, comemorou a conquista da medalha de prata nos 200m medley, com 853 pontos feitos (2min36s16). O ouro foi para a nadadora de Hong Kong Yui Lam Chan, também da classe SM14, que marcou 928 pontos (2min30s82) e na terceira posição, a nerlandesa Lisa Kruger, classe SM10 (limitações físico-motoras), com 841 pontos (2min36s52).

Já na categoria juvenil, Laura Sanches encerrou sua participação na Espanha com mais duas medalhas. A primeira foi a prata nos 100m borboleta, com 828 pontos (1min10s89). O ouro ficou com a chinesa Chiu Yee Lau, com 896 pontos, enquanto o bronze foi para a espanhola Anastasiya Dmytriv, que somou 825 pontos (1min11s80).

A brasileira também garantiu o bronze nos 200m medley, com 654 pontos (2min48s31). Completaram o pódio as chinesas Cheuk Yan Ng, ouro com 788 pontos, e Chiu Yee Lau, prata com 754.

Durante o World Series, Sanches já havia conquistado um ouro nos 100m livre e uma prata nos 100m costas entre as jovens.

Ao todo, cinco atletas brasileiros representaram o país na competição.

Confira todos os resultados dos brasileiros no World Series em Barcelona, na Espanha:

Ouro
Arthur Xavier – 100m livre, 100m borboleta e 200m livre
Laura Sanches – 100m livre (disputa juvenil)
Beatriz Flausino – 100m peito

Prata
Arthur Xavier – 100m costas
Laura Sanches – 100m costas e 100m borboleta (disputas juvenis)
Beatriz Flausino – 200m medley

Bronze
Laura Sanches – 200m medley (disputa juvenil)

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Arthur Xavier é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
A atleta Beatriz Flausino integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fontehttps://cpb.org.br/noticias/brasil-termina-world-series-em-barcelona-com-a-conquista-de-mais-quatro-medalhas-e-destaque-de-mineiro/

 Postado Pôr Antônio Brito 

Ministério Público Federal quer que CFM seja multado por resistência à implementação de cotas para médicos com deficiência

CFM pode ser multado por resistência à implementação de cotas para médicos com deficiência

MPF recorre à Justiça para que CFM seja punido por resistir a cotas na residência médica. Órgão pede que o TRF6 aplique multas e condene o conselho por ato atentatório à dignidade da Justiça

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso junto ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) para que o Conselho Federal de Medicina (CFM) seja multado por oferecer resistência à implementação de cotas para médicos com deficiência.

Embora a sentença de primeira instância tenha confirmado o direito à reserva de vagas em todo o país, o MPF recorreu para garantir que a decisão seja acompanhada de punições severas contra o descumprimento e a postura obstrutiva das entidades ao direito.

Mudança nas normas – No recurso, o MPF discorda da ausência de penalidades na sentença proferida pela 2ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte. O órgão defende que o Tribunal reforme a decisão para aplicar uma multa diária (multa cominatória) pelo tempo em que a ordem judicial, expedida inicialmente em 2021, deixou de ser atendida. De acordo com a apelação, a União e o CFM adotaram apenas medidas de fachada, como a Resolução 17/2022, que tornou as cotas opcionais — o que o MPF classifica como um esvaziamento da ordem judicial.

Com a sentença, os editais devem prever obrigatoriamente um percentual mínimo de vagas, além de garantir sanções para os programas que descumprirem a regra. A decisão também reforça que as instituições de saúde precisam oferecer condições de acessibilidade para que os médicos residentes com deficiência possam estudar e trabalhar em igualdade com os demais.

O recurso do MPF também pede a condenação do CFM por prática de ato atentatório à dignidade da Justiça. O órgão argumenta que o conselho agiu de forma a criar obstáculos para a efetivação do direito à inclusão. Entre as provas citadas estão a publicação de notas oficiais no site da autarquia classificando as cotas como “privilégio” ou “vantagem injustificável” e o ajuizamento de uma ação judicial contra o edital da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que já aplicava a reserva de vagas. Para o MPF, esse tipo de conduta pública e jurídica de oposição direta desrespeita a autoridade do Judiciário e prejudica a integração social das pessoas com deficiência.

A procuradora regional dos Direitos do Cidadão Ludmila Junqueira Duarte Oliveira destaca que o CFM tem apresentado resistência pública contra a reserva de vagas. “Mesmo tendo o Juízo primevo sido absolutamente claro em suas decisões, inclusive sinalizando como deveriam ser cumpridas as obrigações, ambas as requeridas mostraram-se omissas e, no caso do CFM, hostil e claramente refratário à ordem judicial”, escreveu a procuradora na apelação.

Ela ressalta ainda que permitir que uma decisão judicial permaneça sem cumprimento por quase cinco anos abala a credibilidade do Poder Judiciário.

Cotas em residência para PCD – Em outubro de 2025, a Justiça Federal determinou à União e ao Conselho Federal de Medicina que garantissem a reserva de vagas para médicos com deficiência nos processos seletivos de residência médica. A decisão confirma a liminar concedida em 2021 e determina que a União altere as normas nacionais para tornar a inclusão obrigatória, seguindo as diretrizes aplicadas aos concursos públicos.

A decisão confirmou o entendimento de que a residência médica, embora seja uma especialização, funciona como um treinamento em serviço organizado pelo poder público. Tal natureza exige o respeito aos direitos de integração e igualdade de oportunidades previstos na Lei 13.146/15 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) e em tratados internacionais, como a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto 6.949/09).

Íntegra do recurso

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público Federal em Minas Gerais

Fonte https://diariopcd.com.br/cfm-pode-ser-multado-por-resistencia-a-implementacao-de-cotas-para-medicos-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

21/03/2026

Faixas exclusivas para cadeirantes em vias públicas de todo o país

Projeto de lei propõe criação de faixas exclusivas para cadeirantes em vias públicas, garantindo mobilidade segura e acessível em todo o país.

Faixas exclusivas para cadeirantes em vias públicas de todo o país

A informação chegou da Agência Câmara de Notícias. O Projeto de Lei nº 6511/25 institui a chamada VIA ACESSÍVEL para cadeirantes, uma infraestrutura destinada ao deslocamento seguro, contínuo e autônomo de pessoas que utilizam cadeiras de rodas manuais ou motorizadas. A proposta abrange tanto vias urbanas quanto rurais de circulação pública em todo o território nacional.

De acordo com o texto em análise na Câmara dos Deputados, a VIA ACESSÍVEL poderá ser implementada como uma faixa exclusiva, corredor segregado ou segmento contínuo de circulação, integrando-se a calçadas, ciclovias e pontos de transporte público. O uso será restrito a cadeirantes, sendo proibida a circulação de veículos motorizados, bicicletas ou patinetes etc.

O projeto estabelece que a responsabilidade pela implementação será dividida entre municípios, estados e União. A instalação deverá ser prioritária em locais com fluxo superior a 500 pedestres por hora; proximidade de hospitais, escolas e centros administrativos; e conexão com terminais de transporte coletivo.

Para viabilizar as obras, o projeto cria o Fundo Nacional de Acessibilidade. Outras fontes de recursos previstas incluem parcerias público-privadas, fundos de mobilidade urbana e transferências voluntárias da União.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e sancionado pelo presidente da República.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=894824f2-3275-429f-925f-7012cb8162e4

Postado Pôr Antônio Brito 

Atletas do hipismo competem em torneio internacional em Indaiatuba em busca de vaga para Mundial

Sérgio Olica em disputa durante o Internacional de Paradestramento em Indaiatuba, 2025 | Foto: Clauder Carriel/CBH

A cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, recebe, entre sexta-feira, 20, e domingo, 22, o 3º Internacional de Paradestramento. A competição conta com 25 conjuntos, dos graus I a V (maior ao menor grau de comprometimento físico).

Entre os participantes estão dois medalhistas de Jogos Paralímpicos: os brasilienses Sérgio Oliva, bronze no individual e no estilo livre no Rio 2016, pelo grau I (comprometimento severo nos quatro membros), e Marcos Fernandes, bronze no individual e no estilo livre em Pequim 2008, também pelo grau I.

O torneio serve como qualificatório para o Mundial de Aachen, na Alemanha, que ocorre entre os dias 11 e 23 de agosto. No último Mundial, realizado em 2022, em Herning, na Dinamarca, o paulista Rodolpho Riskalla conquistou duas medalhas de bronze, uma na prova técnica individual e outra na prova de estilo livre, ambas no grau IV (comprometimento leve em um ou dois membros ou atletas com deficiência visual moderada).

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Rodolpho Riskalla é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 142 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/atletas-do-hipismo-competem-em-torneio-internacional-em-indaiatuba-em-busca-de-vaga-para-mundial/

Postado Pôr Antônio Brito 

Sodexo e UniDown promovem experiência de aprendizado para jovens com síndrome de Down

Sodexo e UniDown promovem experiência de aprendizado para jovens com síndrome de Down

Iniciativa marca etapa prática do projeto Click Sabor e Inclusão T21, do Instituto UniDown, com aula de fotografia e vivência com colaboradores da empresa

Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Síndrome de Down, a sede da Sodexo, em São Paulo, foi palco do TheyWork, uma iniciativa especial em que jovens com trissomia do cromossomo 21 (T21) participaram de uma vivência ao lado de colaboradores da companhia. Realizado em parceria com o Instituto UniDown, o evento promoveu um espaço de troca, aprendizado e conscientização sobre a importância da inclusão no mercado de trabalho e na sociedade.

“Essa edição do TheyWork reforça o compromisso da companhia com a inclusão ao abrir espaço para que jovens com síndrome de Down mostrem seu potencial e ampliem sua autonomia. Essa vivência transforma não apenas quem participa diretamente da iniciativa, mas também nossas equipes, que passam a enxergar novas formas de acolher, colaborar e construir ambientes verdadeiramente humanos. O evento traduz, na prática, nossos valores, fortalece nossa cultura inclusiva, nossa agenda ESG e nosso propósito de cuidar da vida com respeito e diversidade”, afirma Lilian Rauld, gerente de Sustentabilidade e ESG da Sodexo.

A iniciativa integra as aulas práticas de uma turma do “Click Sabor e Inclusão T21”, projeto da Unidown que conta com o apoio da Sodexo, por meio da lei de incentivo à cultura. Ao longo de oito meses, os participantes terão a oportunidade de aprender culinária, inspirada nas diferentes regiões do Brasil e guiados por chefs de cozinha. A primeira oficina será dedicada a pratos típicos das culinárias paulista e mineira, representando o Sudeste do país.

Paralelamente, nas oficinas de fotografia, os jovens aprenderão técnicas para registrar e valorizar as produções culinárias, estimulando a criatividade, a atenção aos detalhes e a expressão artística. A proposta é desenvolver competências de forma prática e sensível, ampliando repertórios e incentivando a autonomia dos participantes em um ambiente de acolhimento, descoberta e valorização de seus talentos.

“A parceria com a Sodexo, especialmente em uma semana tão simbólica para o debate sobre inclusão, representa um avanço concreto na construção de oportunidades reais para pessoas com síndrome de Down. Com o projeto Click Sabor e Inclusão T21, do Instituto UniDown, aliado ao TheyWork, conseguimos transformar discurso em prática, promovendo autonomia, independência e protagonismo para nossos jovens. A Sodexo amplia essa visibilidade e fortalece nossa missão como instituição: preparar, apoiar e abrir caminhos para que pessoas T21 ocupem, com cada vez mais força, os espaços que são seus por direito”, afirma Márcio Berti, fundador do Instituto UniDown.

Integrando o Better Tomorrow 2028, o projeto representa a crença de que a inclusão se constrói no encontro, na escuta e na criação de oportunidades reais. Ao unir aprendizado, convivência e desenvolvimento, a iniciativa reafirma que ambientes mais diversos são também mais ricos, inovadores e humanos. “Acreditamos que reconhecer o potencial de cada pessoa é um passo essencial para transformar a sociedade de forma positiva e duradoura”, conclui Lilian.

Fonte https://diariopcd.com.br/sodexo-e-unidown-promovem-experiencia-de-aprendizado-para-jovens-com-sindrome-de-down/

Postado Pôr Antônio Brito 

20/03/2026

Roraima: estado sanciona seu estatuto da pessoa com deficiência

Roraima sanciona novo Estatuto da Pessoa com Deficiência, alinhado à LBI, ampliando direitos e garantindo inclusão em áreas como trabalho, educação e acessibilidade.

Roraima: estado sanciona seu estatuto da pessoa com deficiência

Em Roraima, o Governo do Estado sancionou a Lei Nº 2.335, que institui o novo Estatuto da Pessoa com Deficiência no estado. De autoria do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, o projeto atualiza a legislação anterior e alinha o estado às diretrizes da LBI, estabelecendo princípios e diretrizes mais claros para a formulação e execução de políticas públicas.

Segundo o governador, muitas ações já são executadas pelo governo e agora passam a estar previstas em lei, fortalecendo ainda mais essas políticas públicas.

A nova lei determina que a avaliação da deficiência considere aspectos biopsicossociais e leve em conta fatores ambientais, sociais e psicológicos que podem limitar a participação da pessoa na sociedade. O texto também reforça direitos relacionados à saúde, educação, trabalho, acessibilidade e inclusão social.

Entre os avanços previstos no estatuto, destaca-se a reserva mínima de 10% das vagas em concursos públicos estaduais para pessoas com deficiência, além do reforço às políticas de reabilitação, do acesso à educação inclusiva e da promoção da acessibilidade em prédios públicos.

Parabéns ao estado de Roraima pela iniciativa!

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d80077d7-5c78-4eac-a603-ded5476734d4

Postado Pôr Antônio Brito

Acessibilidade além da inclusão: um novo olhar para os processos corporativos

Acessibilidade além da inclusão: um novo olhar para os processos corporativos - OPINIÃO - * Por Alessandra Miliatti

OPINIÃO

  • * Por Alessandra Miliatti

A discussão sobre acessibilidade dentro das empresas ainda costuma ser limitada à adaptação de espaços físicos ou ao atendimento de pessoas com deficiência. No entanto, especialistas em gestão de talentos defendem que o tema precisa ser ampliado e incorporado de forma transversal às rotinas corporativas — especialmente nos processos de seleção, comunicação interna e desenvolvimento de pessoas.

Em seu artigo, a consultora Alessandra Miliatti provoca uma reflexão sobre a forma como as organizações estruturam seus processos. Ela destaca que muitas empresas afirmam buscar diversidade, mas continuam utilizando sistemas e ferramentas que excluem parte dos candidatos. Como ela aponta, “as pessoas querem contratar pessoas com deficiência ou pessoas com recortes diferentes, mas utilizam o mesmo sistema que não permite que essas pessoas acessem esse sistema”.

A tríade esquecida: acessibilidade, diversidade e RH

Segundo Miliatti, é comum que Recursos Humanos e diversidade caminhem juntos, mas a acessibilidade — que deveria ser um pilar igualmente relevante — permanece negligenciada. Ela questiona: “A gente não olha acessibilidade. A gente não questiona se o sistema que eu utilizo pra fazer marcação de férias, por exemplo, se a pessoa do meu time que possui alguma deficiência consegue utilizá-lo.”

Para a especialista, a falta de acessibilidade não é apenas uma falha operacional, mas um mecanismo de exclusão. Se um processo, ferramenta ou comunicação não pode ser utilizado por todos, alguém está sendo deixado para trás.

Acessibilidade não é só para pessoas com deficiência

Embora frequentemente associada apenas a esse público, a acessibilidade deve ser pensada para todos. Isso inclui pessoas com baixo letramento, dificuldades cognitivas não diagnosticadas ou diferentes formas de compreensão.

Miliatti reforça que a comunicação é um dos pontos mais críticos. “Quando eu facilito a minha comunicação, eu torno a minha comunicação acessível pra qualquer pessoa”, afirma. Ela cita como exemplo países que já adotaram políticas públicas para simplificar a linguagem, como a Nova Zelândia, que eliminou termos jurídicos complexos em documentos oficiais para facilitar o entendimento da população.

Projetos, treinamentos e atividades: tudo deve ser pensado para todos

A especialista defende que qualquer iniciativa corporativa — de apresentações a programas de treinamento — deve ser concebida sob a lógica do uso universal. Isso significa prever diferentes perfis de participantes e garantir que ninguém seja excluído por limitações físicas, cognitivas ou tecnológicas.

Ela exemplifica: “Quando eu produzo uma atividade para o meu treinamento, eu já preciso pensar: se eu tiver uma pessoa que não tem mobilidade, como eu posso fazer neste caso? Então tem que ser uma atividade que eu consiga encaixar pra todo mundo.”

Acessibilidade tem limite?

Para Miliatti, a resposta é clara: não. Mas isso não significa que seja simples. A acessibilidade precisa ser incorporada ao cotidiano das empresas, desde o onboarding até a comunicação diária. A liderança, segundo ela, tem papel fundamental ao questionar se tudo o que é produzido é realmente acessível.

“Acessibilidade é sobre dar acesso para as pessoas. É dar acesso a um sistema. É dar acesso a um tema de um treinamento. É dar acesso a um processo seletivo.”

No fim, ela resume a essência do tema em uma frase que deveria guiar qualquer organização: “As pessoas não precisam saber o quanto você é inteligente. Elas precisam entender o que você fala.”

Alessandra Miliatti é Executiva de RH, Pessoas e Cultura, StrengthsCoach® Gallup, Criadora do Plano de Desenvolvimento Infinito®, Consultora em Gestão de Talentos e DHO e Professora de Pós-Graduação. Trabalho em grandes empresas, como Drogarias Raia, Ifood e Vedacit.

Fonte https://diariopcd.com.br/acessibilidade-alem-da-inclusao-um-novo-olhar-para-os-processos-corporativos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção brasileira de tiro com arco treina no CT com atletas que foram a Paris 2024

Arqueiros em disputa no Conexão Paralímpica, no Centro Paralímpico – São Paulo | Foto: Carol Coelho/CPB

A Seleção Brasileira de tiro com arco inicia, nesta quinta-feira, 19, a primeira fase de treinamentos no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Entre os convocados estão atletas que representaram o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, como o cearense Eugênio Franco, a goiana Jane Karla e o gaúcho Reinaldo Charão.

“É o momento de estar ali com o técnico, aproveitar para ajustar detalhes, corrigir o que for necessário e fortalecer ainda mais o que está faltando para melhorar. É uma semana de muito foco, disciplina e também de conexão com a equipe, porque é o momento que você encontra todos que fazem parte da Seleção”, explicou Jane.

“Para mim, isso é muito bacana: você estar com todo mundo que já faz um tempinho que não se vê, matar a saudade, ter uma conversa boa também. Essa semana é bem especial”, completou a atleta, campeã no composto individual e nas duplas, e bronze no time misto, no Pan-Americano da modalidade, em Santiago 2022.

As atividades seguem até segunda-feira, 23, com treinos técnicos e físicos em dois turnos, pela manhã, das 8h às 11h, e no período da tarde, das 14h às 18h. A programação também inclui sessões de musculação e recuperação com a equipe de fisioterapia.

A etapa de treinos tem como foco a preparação da equipe para a temporada, além de promover a integração do grupo e o acompanhamento técnico dos atletas. Durante o período, a comissão realizará avaliações em campo, análises de desempenho por vídeo e exames médicos de rotina.

Confira os atletas convocados para a fase de treinos:

Recurvo Masculino Open
Thiago Pinheiro Da Silva
Gabriel De Melo Veras

Recurvo Feminino Open
Fabiola L. Dergovics
Lindiara Souza Weischung

Composto Masculino Open
Reinaldo Vagner Charão Ferreira
Diogo Rodrigues De Sousa Santos

Composto Feminino Open
Jane Karla Gogel
Helena Nunes De Moraes

W1 Masculino
Eugênio Santana Franco
Helcio Luiz Jaime Gomes Perilo

VI
Gustavo Mendes De Araujo
Davi Miguel Bernardo Da Cruz

Patrocínio
A Caixa e Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-tiro-com-arco-treina-no-ct-com-atletas-que-foram-a-paris-2024/
 
Postado Pôr Antônio Brito

Organização altera local do Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência – Nossas Vozes, Nossos Direitos

Organização altera local do Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência – Nossas Vozes, Nossos Direitos

Confira a programação completa do evento

Nos dias 26 e 27 de março de 2026, Brasília vai sediar o Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência – Nossas Vozes, Nossos Direitos , em novo local: San Marco Hotel , localizado no SHS Q. 05 Bloco C, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 5, Asa Sul, Brasília/DF, das 8h às 18h. 

https://www.youtube.com/watch?v=_iuZp6gRibo

#Descrição da imagem: card institucional horizontal com o título “Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência – Nossas Vozes, Nossos Direitos” em destaque à direita. O fundo apresenta degradê nas cores roxo, azul e laranja. À esquerda, há um conjunto de ilustrações de mulheres em diferentes enquadramentos. Uma delas está em pé utilizando bengala longa; outra está sentada em cadeira de rodas; outra aparece em pé com prótese na perna; e há outras figuras femininas em diferentes poses, distribuídas em blocos retangulares com cores contrastantes e efeitos de luz e sombra. À direita, acima do título, há um ícone gráfico com rostos de mulheres e símbolos. Na parte inferior, estão dispostas as logomarcas das instituições apoiadoras e do Governo Federal.

De acordo com Rosana Lago, Fundadora da FNMD – Frente Nacional das Mulheres com Deficiência, “este é um chamado coletivo que reunirá ativistas, lideranças, pesquisadoras, gestoras públicas, conselheiras, especialistas e mulheres com deficiência de diferentes territórios que compartilham a compreensão de que direitos são deveres do Estado e fundamentos da democracia e da dignidade humana”.

Para se inscrever, acesse:

https://www.even3.com.br/encontro-nacional-de-mulheres-com-deficiencia-697399/

O Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência – Nossas Vozes, Nossos Direitos tem como objetivo fortalecer redes, compartilhar experiências e qualificar o debate público sobre direitos, participação e inclusão. A iniciativa é organizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio institucional da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), do Instituto Brasileiro de Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDE), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Tribunal de Contas da União (TCU), além do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Mulheres.

 
Fonte https://diariopcd.com.br/organizacao-altera-local-do-encontro-nacional-de-mulheres-com-deficiencia-nossas-vozes-nossos-direitos/
 
Postado Pôr Antônio Brito