07/05/2026

Estado do Paraná aplica prova acessível e é exemplo para o país

Paraná realiza avaliação com ampla acessibilidade para mais de 113 mil estudantes da Educação Especial, incluindo provas em Braille, Libras e adaptações para diferentes necessidades.

Estado do Paraná aplica prova acessível e é exemplo para o país

Mais de 113 mil estudantes da Educação Especial da rede estadual de ensino do Paraná fazem a chamada “Prova Paraná”, com adaptações específicas. Será nos dias 19 e 20 de maio, em uma avaliação que mobiliza cerca de 1,1 milhão de alunos em todo o Estado. A avaliação mantém o mesmo conteúdo para todos, mas adapta a forma de aplicação conforme o perfil do estudante, com mudanças no formato, tempo adicional, apoio profissional e uso de recursos específicos.

Conforme dados da Secretaria Estadual da Educação (SEED-PR), nesta edição, 1.773 estudantes dos ensinos fundamental e médio realizam a avaliação com recursos especializados: 57 alunos cegos fazem a prova em Braille; 1.692 com baixa visão recebem versões ampliadas ou superampliadas, com ajustes de contraste e organização visual; e 24 estudantes com Síndrome de Irlen contam com adaptações de cor e luminosidade, incluindo o uso de lâminas coloridas. Estudantes surdos têm acesso a vídeos com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Outros 28 mil estudantes realizam a avaliação com tempo adicional, apoio profissional, aplicação em ambiente específico, transcrição de respostas e leitura assistida. As adaptações atendem diferentes perfis de aprendizagem, incluindo estudantes com deficiências, transtornos do neurodesenvolvimento, transtornos funcionais específicos e altas habilidades ou superdotação.

A rede estadual soma atualmente 113.861 estudantes da educação especial, 12,5% do total. A maior parte das matrículas está concentrada em transtornos funcionais específicos (71.287), como dislexia e TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), além de estudantes com transtorno do espectro autista — TEA (17.441) e deficiência intelectual (17.351).

Outros grupos incluem deficiências visuais, com 2.433 estudantes com baixa visão e 172 com cegueira; deficiências físicas (1.872) e deficiências auditivas (1.109), além de surdez (668). Há ainda registros de deficiência múltipla (779), atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (718), surdocegueira (31) e visão monocular (11).

O crescimento da educação especial acompanha a ampliação das adaptações. O número de estudantes atendidos passou de 71,5 mil em 2021 para mais de 113 mil em 2026, aumento de quase 63%.

A prova é padronizada quanto ao conteúdo e aos objetivos. O diferencial está na oferta de recursos e apoios necessários para assegurar condições adequadas de participação dos estudantes da Educação Especial.

As versões acessíveis da Prova Paraná levam de 40 a 60 dias para serem produzidas. A partir da prova original, cada questão é adaptada conforme o público: há transcrição em Braille, arquivos digitais para leitores de tela, versões ampliadas e superampliadas e tradução para Libras em vídeo. Todo o material passa por revisão técnica e validação pedagógica antes da aplicação.

Para estudantes autistas ou com deficiência intelectual, a adaptação vai além do formato. Inclui preparação prévia, explicação da rotina, tempo ampliado, mediação de professor especializado, apoio com leitor ou transcritor e aplicação em ambientes mais controlados, garantindo participação com acessibilidade.

Criada em 2019, a “Prova Paraná” atualmente inclui conteúdos da formação geral básica e dos itinerários formativos do Novo Ensino Médio.

Aplicada às redes estadual e dos municípios que aderem ao sistema, a avaliação orienta o acompanhamento contínuo da aprendizagem e subsidia decisões pedagógicas ao longo do ano letivo. Desde as primeiras edições, estudantes da Educação Especial participam da avaliação, com ampliação progressiva dos recursos de acessibilidade.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=fc2b754d-8930-4b8d-b4f7-db067c41ac09

Postado Pôr Antônio Brito 

Terapias negadas e famílias exaustas: o custo emocional da omissão

Terapias negadas e famílias exaustas: o custo emocional da omissão - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Quando tratamentos essenciais são recusados, adiados ou esvaziados pela burocracia, não é apenas o paciente que sofre. Toda a família adoece junto.

Há dores que não aparecem nos laudos médicos.

Não constam em exames.
Não entram em planilhas.
Não costumam ser consideradas nas negativas administrativas.

São as noites sem dormir de mães e pais aflitos. A angústia de quem vê o tempo passar enquanto uma criança perde estímulos importantes. O desgaste emocional de famílias que precisam implorar por terapias básicas. O medo silencioso de idosos que aguardam reabilitação sem saber se recuperarão autonomia.

Quando uma terapia essencial é negada, atrasada ou interrompida, o impacto ultrapassa o paciente.

Ele alcança a casa inteira.

O sofrimento que não entra no processo

Muito se discute sobre custos assistenciais, cobertura contratual, rol de procedimentos e equilíbrio financeiro do sistema. São temas relevantes. Mas existe uma dimensão frequentemente ignorada: o custo humano da demora.

Enquanto setores burocráticos trocam documentos e decisões são postergadas, famílias reorganizam suas vidas em torno da urgência.

Há mães que abandonam o emprego para acompanhar tratamentos.

Há pais que acumulam jornadas exaustivas para custear sessões particulares.

Há avós que se tornam cuidadores em tempo integral.

Há casais que entram em colapso emocional.

Há irmãos que crescem em meio ao estresse constante.

A negativa raramente atinge uma única pessoa.

Ela se espalha.

Crianças que não podem esperar

No caso de crianças com deficiência, especialmente em situações que demandam intervenção precoce, o tempo possui valor terapêutico.

Meses perdidos podem significar regressões, atraso no desenvolvimento, dificuldades futuras e sofrimento evitável.

No caso de crianças autistas, a continuidade do acompanhamento multiprofissional frequentemente é decisiva para comunicação, autonomia, socialização e aprendizagem.

Fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia, análise do comportamento aplicada e outras intervenções indicadas clinicamente não representam luxo nem excesso.

Representam cuidado.

Negar ou retardar esse acompanhamento não configura simples discussão contratual.

Pode significar perda concreta de oportunidades de desenvolvimento.

As famílias sabem disso. Por isso insistem tanto.

Não se trata de capricho.

Trata-se de urgência.

As negativas que mudaram de forma

Nem toda recusa chega por escrito.

Muitas vezes ela aparece na limitação arbitrária de sessões, na ausência de profissionais especializados na rede credenciada, na troca constante de terapeutas, na exigência interminável de relatórios, na demora para autorizações, no descredenciamento repentino de clínicas ou na oferta de atendimento incompatível com a necessidade do paciente.

Em tese, o tratamento existe.

Na prática, não chega.

Negar por obstáculos também é negar.

Para quem depende de continuidade terapêutica, cada mês perdido pesa.

O que dizem a Justiça e a regulação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar promoveu avanços regulatórios ao afastar limites automáticos para determinadas terapias relacionadas ao tratamento do transtorno do espectro autista, reconhecendo a necessidade de cuidado contínuo e individualizado.

Em março de 2026, o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que planos de saúde não podem limitar o número de sessões de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional prescritas a pessoas com transtorno do espectro autista. A Corte considerou abusivas restrições padronizadas incompatíveis com a necessidade clínica do paciente.

A decisão foi fixada sob o rito dos recursos repetitivos, o que reforça sua relevância nacional para casos semelhantes em tramitação.

Idosos também sofrem em silêncio

A discussão pública costuma concentrar-se na infância, mas milhares de pessoas idosas enfrentam dramas semelhantes.

Após AVCs, fraturas, internações prolongadas ou doenças degenerativas, terapias de reabilitação podem definir se alguém voltará a andar, falar com autonomia, alimentar-se sozinho ou realizar atividades básicas da vida cotidiana.

Quando esse cuidado não chega a tempo, o prejuízo pode se tornar irreversível.

E junto com o idoso sofre toda a rede familiar.

Filhos adoeçam emocionalmente. Cuidadores se esgotam. A rotina se desestrutura.

O que a lei protege

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 consagra a dignidade da pessoa humana e o direito à saúde como valores centrais do Estado brasileiro.

A Lei nº 12.764/2012 assegura às pessoas autistas acesso à saúde, diagnóstico precoce e atendimento multiprofissional.

O Estatuto da Pessoa Idosa reforça a prioridade no acesso à saúde e à reabilitação.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência garante atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, inclusive com serviços adequados às necessidades individuais.

No campo da saúde suplementar, a jurisprudência brasileira consolidou importantes limites contra negativas abusivas, especialmente quando há prescrição médica idônea, indicação técnica fundamentada e necessidade comprovada.

Em outras palavras, o ordenamento jurídico não protege apenas contratos.

Protege pessoas.

Judicialização não é escolha livre

Quando a terapia é negada, muitas famílias recorrem ao Judiciário como último caminho.

Mas acionar a Justiça exige energia, tempo e recursos emocionais que frequentemente já estão esgotados.

É preciso reunir documentos, laudos, receitas, relatórios, protocolos de atendimento, histórico clínico e enfrentar a ansiedade da espera.

Muitas famílias não judicializam por estratégia.

Judicializam por desespero.

Enquanto isso, o relógio clínico continua correndo.

Ganhar a ação, em muitos casos, não apaga o desgaste vivido até ali.

Omissão também produz dano

Há quem trate negativas como mero procedimento administrativo. Não são.

Quando a recusa injustificada posterga cuidado essencial, a omissão produz efeitos concretos:

  • agravamento clínico;
  • regressão funcional;
  • sofrimento psíquico;
  • endividamento familiar;
  • ruptura da rotina doméstica;
  • exaustão emocional de cuidadores.

O dano nem sempre é visível, mas existe.

O que precisa mudar

É necessário avançar em medidas reais:

  • respostas administrativas céleres;
  • análise técnica individualizada;
  • respeito à prescrição fundamentada;
  • rede credenciada efetiva e suficiente;
  • canais rápidos de revisão;
  • mediação menos burocrática;
  • fiscalização de abusos;
  • apoio às famílias cuidadoras;
  • prioridade a casos urgentes.

Saúde não pode ser tratada com indiferença protocolar.

Quando uma terapia necessária é negada, não se interrompe apenas um tratamento.

Interrompem-se as expectativas.
Abalam-se rotinas.
Exaurem-se famílias.
Adia-se dignidade.

Por trás de cada negativa existe alguém tentando evoluir, recuperar movimentos, desenvolver linguagem, preservar autonomia ou simplesmente viver com menos dor.

O sistema não pode continuar discutindo custos financeiros enquanto tantas famílias pagam, sozinhas, o custo emocional da omissão.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/ 

Fonte https://diariopcd.com.br/terapias-negadas-e-familias-exaustas-o-custo-emocional-da-omissao/
 
Postado Pôr Antônio Brito

O mundo perdeu um grande campeão: Alessandro Zanardi

Morreu aos 59 anos Alessandro Zanardi, ex-piloto da Fórmula 1 e multicampeão paralímpico, símbolo mundial de superação e inspiração no esporte.

O mundo perdeu um grande campeão: Alessandro Zanardi

Faleceu nesta última sexta-feira, 1º de maio, aos 59 anos, o ex-piloto de Fórmula 1 e multicampeão do paraciclismo Alessandro Zanardi.

Zanardi foi destaque da Fórmula 3000 em 1991, chegando até a Fórmula 1 no ano seguinte. Foi campeão de Fórmula Indy em 1997 e 1998 e, em 2001, correndo pela equipe Honda, sofreu um grave acidente na categoria e teve que amputar as duas pernas. No acidente, Zanardi teve o corpo partido ao meio na hora.

O acidente aconteceu a 320 km/h e o piloto perdeu 75% do sangue do seu corpo. Seu coração parou sete vezes e as suas pernas foram arrancadas instantaneamente com a pancada.

Mas, para ele, parar nunca foi uma possibilidade. O italiano se reinventou no esporte, conquistando medalhas de ouro e prata nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e Rio 2016.

O mundo lamenta a perda deste grande esportista, grande homem, grande exemplo de vida e superação.

Coincidentemente ou não, Zanardi faleceu no mesmo dia que o nosso campeão e também ídolo mundial da Fórmula 1, Airton Senna. Zanardi dizia: “Eu não perdi minhas pernas, eu ganhei minha vida.”

Assista ao vídeo do acidente de Zanardi na Fórmula Indy no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=7f54000b-bc42-44c8-ad2b-803950c89ad9
 
Postado Pôr Antônio Brito 

06/05/2026

Para diminuir filas, INSS nega pedidos de benefícios

Para diminuir filas, INSS nega pedidos de benefícios

Diário PcD entrevista especialistas que comentam sobre indeferimentos.

A fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vem registrando queda acelerada em 2026, mas especialistas apontam que parte dessa redução pode estar ligada ao aumento de indeferimentos — ou seja, respostas negativas — concedidos em tempo recorde.

Dados oficiais indicam que o estoque de requerimentos caiu cerca de 16% em apenas dois meses, passando de 3,1 milhões para 2,6 milhões de processos em análise. A redução corresponde a cerca de 500 mil pedidos analisados no período.

No entanto, especialistas alertam que a velocidade das análises pode estar sendo acompanhada por um aumento expressivo de negativas. Segundo análises do setor, parte dos servidores tem priorizado o encerramento rápido dos processos — o que inclui o indeferimento — para cumprir metas de produtividade.

Esse movimento estaria ligado a incentivos financeiros por volume de processos concluídos, o que, na prática, pode favorecer decisões mais rápidas em detrimento de análises aprofundadas.

Confira a entrevista com Susanne Maia – CEO da Aposenta PcD e com a advogada Daniela Alves – especialista em Direito Previdenciário.

 

Fonte https://diariopcd.com.br/para-diminuir-filas-inss-nega-pedidos-de-beneficios/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil disputa etapa da Copa do Mundo de ciclismo de estrada na Itália

Jady Malavazzi em disputa nos Jogos Paralímpicos Paris 2024 | Foto: Marcello Zambrana/CPB.

O Brasil disputa a partir desta quinta-feira, 7, a etapa da Copa do Mundo de ciclismo de estrada em Abruzzo, na Itália. A competição, que conta com 29 atletas brasileiros e oito pilotos, segue até domingo, 10.

Entre os participantes da etapa da Itália, estão atletas que representaram o país nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024: os paulistas Lauro Chaman, da classe MC5 (para atletas que utilizam bicicletas convencionais), Jéssica Ferreira e Mariana Garcia, da classe H3 (atletas que utilizam handbikes, bicicletas impulsionadas com as mãos), e Sabrina Custódia, da classe C2 (bicicletas convencionais); o goiano Carlos Gomes, da classe C1; a paranaense Jady Malavazzi, da classe H3; e o sergipano Ulisses Freitas, da classe H4 (handbikes).

Na última semana, os brasileiros conquistaram sete medalhas na etapa de Gistel, na Bélgica, sendo uma de ouro e seis de prata. O ouro foi conquistado pelo paulista Lauro Chaman, na prova de resistência da classe MC5. Ele percorreu 80,4 km, divididos em oito voltas, em 1h48min09s. O holandês Daniel Abraham Gebru e o ucraniano Yehor Dementyev ficaram com a prata e o bronze, respectivamente.

As pratas vieram com as paulistas Jéssica Ferreira, nas disputas de contrarrelógio, resistência e revezamento por equipes, na classe H3, e Gilmara do Rosário, nas provas de contrarrelógio e resistência H2 (handbikes), e com a paranaense Victoria Barbosa, na prova de contrarrelógio da classe C1 (bicicletas convencionais).

Confira todos os brasileiros presentes na competição:
Lauro César Moro Chaman (Classe C5)
Theo Ribeiro Denadai (Classe C4)
Victor Luise de Oliveira Herling (Classe C2)
Sabrina Custódia da Silva (Classe C2)
Carlos Alberto Soares (Classe C1)
Victoria Maria Barbosa (Classe C1)
Antonio Marcos de Moura (Classe H5)
Gilmara Sol do Rosário (Classe H2)
Jady Martins Malavazzi (Classe H3)
Jessica Moreira Ferreira (Classe H3)
Amanda Antunes de Paiva (Classe C3)
Roberto Franco Neto (Classe C2)
Dirceu Soares Vale de Almeida (Classe C4)
Gilberto de Sousa Silva (Classe C5)
Ronan da Motta Fonseca (Classe H5)
Ulisses Leal Freitas (Classe H4)
Rayr Barreto da Cruz (Classe H4)
Josiane Nowacki (Classe H4)
Mariana Garcia (Classe H3)
Marcos Antônio de Melo Júnior (Classe H2)
Bianca Canovas Garcia (Classe B)
Nicolle Wendy Borges (Pilota)
Gilce Cristina Côrtes (Classe B)
Fabiola Tatiana Cruz de Freitas (Pilota)
Bruno Bonfim dos Anjos (Classe B)
José Eriberto Medeiros (Piloto)
Ricardo Costa de Oliveira (Classe B)
Mauro Santos de Aquino (Piloto)
Lucas Prado (Classe B)
Alan Valencio Maniezzo (Piloto)
Gustavo Henrique Araujo (Classe B)
Endrigo da Rosa Pereira (Piloto)
Viviane Ferreira Soares (Classe B)
Lara Rodrigues Marinho (Pilota)
Silvania Costa de Oliveira (Classe B)
Yara Driele Miranda de Oliveira (Pilota)
Jose Cleber de Sousa Silva (Classe T1)

*Com informações da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Carlos Gomes, Gilmara do Rosário, Jady Malavazzi e Antonio Moura são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Lauro Chaman, Sabrina Custódia, Amanda Antunes, Bianca Canovas, Mariana Garcia e Jessica Ferreira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-disputa-etapa-da-copa-do-mundo-de-ciclismo-de-estrada-na-italia/

Postado Pôr Antônio Brito 

USP vai ter cotas para pessoas com deficiência somente a partir de 2028

USP terá cotas para pessoas com deficiência a partir de 2028. Medida atende lei estadual e prevê reserva mínima de 6,3% das vagas nos processos seletivos.

USP vai ter cotas para pessoas com deficiência somente a partir de 2028

A USP criou um Grupo de Trabalho para definir como será a reserva de vagas nos processos seletivos. A proposta valerá para FUVEST, Provão Paulista e ENEM-USP, em atendimento à Lei Estadual 18.167/2025, que determinou a política nas universidades paulistas.

O percentual mínimo de vagas reservadas seguirá a proporção de pessoas com deficiência na população paulista, segundo o último Censo do IBGE. No Censo 2022, esse índice foi de 6,3% da população do estado, o que é um número muito menor do que a realidade paulista e brasileira.

O grupo tem 120 dias para apresentar uma minuta de resolução. Depois, passa por câmaras, conselhos de graduação e inclusão, e só então chega ao Conselho Universitário, instância máxima da USP. A previsão é concluir o trâmite no primeiro semestre de 2027, para que as regras estejam definidas antes do vestibular de 2028.

A UNICAMP já tem esse tipo de cota desde 2024. As universidades federais contam com essa inclusão desde 2016, quando foi incluída na Lei de Cotas. O índice de estudantes com deficiência nas universidades brasileiras mais que dobrou nos últimos dez anos, mas ainda representa menos de 1% dos alunos matriculados nas graduações do Brasil.

A USP é a maior universidade da América Latina. Esse número de menos de 1% não é coincidência: é o resultado de décadas de ausência de política afirmativa. A cota é um começo. A permanência, o acesso a suporte e a adaptação curricular são o que vêm depois. A USP precisará modernizar suas instalações para receber um número maior de alunos PcD.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=52315ecc-1482-43e9-b711-40e87d524a1e

Postado Pôr Antônio Brito 

05/05/2026

Rollemberg busca aprovação de Requerimento para cobrar informações oficiais do Governo Federal sobre cobrança de IPI para pessoas com deficiência

Rollemberg busca aprovação de Requerimento para cobrar informações oficiais do Governo Federal sobre cobrança de IPI para pessoas com deficiência

O parlamentar preside a Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência e apresentou Requerimento que será debatido e votado em Sessão na tarde desta terça-feira.

A reunião dos parlamentares que compõem a Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados com início previsto para às 13h desta terça-feira, 5, terá como um dos principais temas o Requerimento 21/2026 – de autoria do Deputado Federal Rodrigo Rollemberg, presidente da Comissão que “requer informações ao Ministro de Estado da Fazenda, Sr. Dario Durigan sobre a atuação da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, acerca da aplicação da Lei Complementar nº 224/2025 sobre a isenção de IPI na aquisição de veículos automotores 0km por pessoas com deficiência, nos termos da Lei Federal nº 8.989/1995”.

As denuncias sobre o início da cobrança do tributo foram apresentadas ao parlamentar na última semana, em visita feita pela ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência.

“Recebi com muita preocupação a denúncia encaminhada sobre a possível redução da isenção do IPI na compra de veículos por pessoas com deficiência. Estamos falando de um direito histórico, fundamental para garantir mobilidade, autonomia e inclusão. Não é aceitável que um benefício dessa natureza seja reduzido sem transparência, sem base legal clara e sem diálogo com a sociedade. Se confirmada, essa medida representa um grave retrocesso”, afirmou o parlamentar.

De acordo com ele, “como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, já apresentei um requerimento de informação ao Ministério da Fazenda para que a Receita Federal esclareça o que está acontecendo, qual a base legal dessa interpretação e quais medidas estão sendo adotadas . Esse requerimento será apreciado e votado na Comissão. Vamos cobrar respostas firmes e agir com rapidez. Nosso compromisso é garantir que nenhum direito seja retirado ou reduzido de forma indevida. Vamos acompanhar esse caso de perto e tomar todas as medidas necessárias. As pessoas com deficiência não podem pagar essa conta”.

Para Abrão Dib, presidente da entidade, “estamos conseguindo levar essa demanda tão importante para o Congresso Nacional. Senadores da República já se manifestaram. Agora, com a aprovação deste Requerimento, também teremos uma cobrança oficial pela Câmara dos Deputados para que as autoridades expliquem como – e de onde, tiraram essa decisão de começar a tributar as pessoas com deficiência”.

Fonte https://diariopcd.com.br/rollemberg-busca-aprovacao-de-requerimento-para-cobrar-informacoes-oficiais-do-governo-federal-sobre-cobranca-de-ipi-para-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB convoca 230 atletas de 13 modalidades para os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulga nesta terça-feira, 5, a convocação de 230 atletas de 13 modalidades para os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, que serão realizados de 5 a 15 de julho na Colômbia. A delegação conta ainda com dois goleiros (futebol de cegos), quatro pilotos (ciclismo), dois calheiros (bocha) e três atletas-guia (atletismo).

Este será o primeiro grande evento paralímpico multiesportivo adulto com a participação do Brasil desde a campanha histórica nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando o país alcançou pela primeira vez o top-5 no quadro de medalhas. Na ocasião, a delegação brasileira conquistou 88 pódios (25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes). Neste ínterim, foram realizados somente Mundiais de modalidades.

A competição continental deve reunir cerca de 1.100 atletas de 12 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Panamá, Suriname, Uruguai e Venezuela.

CONFIRA A CONVOCAÇÃO COMPLETA AQUI

O atletismo será a modalidade com o maior número de esportistas brasileiros, com 40 convocados. O grupo tem entre seus destaques a paraense Fernanda Yara, medalhista de ouro nos 400m T47 (comprometimento em membros superiores) nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024; o paraibano Ariosvaldo Fernandes da Silva, medalhista de bronze nos 100m T54 (cadeirantes) na mesma competição; e o paraibano Cicero Nobre, bronze no lançamento de dardo F57 (competem sentados) em Paris.

Também foram convocados 14 atletas do badminton, 24 do basquete em cadeira de rodas, oito da bocha, 10 do ciclismo, oito do futebol de cegos, 12 do goalball, 19 do halterofilismo, 26 da natação, 22 do tênis de mesa, sete do tênis em cadeira de rodas, 12 do tiro com arco e 28 do vôlei sentado.

Medalhistas paralímpicos

A convocação traz nomes de medalhistas paralímpicos e mundiais em diversas modalidades, além do atletismo. No halterofilismo, por exemplo, participarão dos Jogos Parasul-Americanos a paulista Mariana D’Andrea, bicampeã paralímpica na categoria até 73kg (Tóquio 2020 e Paris 2024); e a carioca Tayana Medeiros, medalhista de ouro na categoria até 86kg nos Jogos de Paris.

A natação paralímpica terá a potiguar Cecília Araújo, medalhista de prata nos 50m livre da classe S8 (comprometimento físico-motor) nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 e o brasiliense Wendell Belarmino, campeão dos 50m livre S11 (cegos) em Tóquio 2020 e prata na mesma prova em Paris 2024.

O ciclismo contará com o paulista Lauro Chaman, da classe C5 (usam bicicletas convencionais), prata na prova de estrada e bronze na prova contrarrelógio nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e a paulista Sabrina Custódia, da classe C2, medalhista de ouro na prova de 1 km contrarrelógio do Mundial de ciclismo de pista do Rio de Janeiro, em 2025. Além disso, a acreana Jerusa Geber, campeã em Paris 2024 nas provas dos 100m e dos 200m para a classe T11 (cegos) do atletismo, irá reforçar o ciclismo brasileiro na Colômbia.

No futebol de cegos, a equipe irá juntar atletas consagrados e jovens talentos da modalidade. No primeiro grupo estão o gaúcho Ricardo Alves, tetracampeão paralímpico (Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020), e o paraibano Raimundo Nonato, que esteve na Seleção nas três últimas conquistas do ouro. Eles jogarão ao lado de jovens como o cearense Anael Oliveira.

No tênis de mesa, a delegação contará com as paulistas Cátia Oliveira e Joyce Oliveira, bronze nas duplas femininas WD5 nos Jogos de Paris 2024; e os também paulistas Luiz Felipe Manara e Cláudio Massad, bronze nas duplas MD18.

O tênis em cadeira de rodas contará com a mineira Vitória Miranda, que conquistou em 2025 títulos de simples e de duplas em dois Grand Slams na categoria Júnior: no Aberto da Austrália e em Roland Garros, na França.

Já no tiro com arco, um dos destaques será a goiana Jane Karla, que conquistou uma medalha de bronze individual e duas de prata nas duplas no Mundial disputado na República Tcheca em 2023.

Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026

As disputas dos Jogos Parasul-Americanos acontecerão em locais como o Complexo Aquático da Universidade Popular de César (UPC), com capacidade para receber até 600 pessoas; o Coliseu de Basquete Gota-Fria, considerada a “oitava maravilha do esporte caribenho” e que pode receber até 3.000 espectadores; e o Estádio de Atletismo José Luis Parada. Parte dessas estruturas foi construída para os Jogos Bolivarianos, evento que reuniu atletas de 11 países em Valledupar em 2022.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em março de 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em seis modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.

Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.

Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-convoca-230-atletas-de-13-modalidades-para-os-jogos-parasul-americanos-de-valledupar/

Postado Pôr Antônio Brito 

Rio de Janeiro/RJ: falece a ex-vereadora Luciana Novaes – PCD - aos 43 anos

Morre aos 43 anos a ex-vereadora Luciana Novaes, referência na luta pelos direitos das pessoas com deficiência e atuação política no Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro/RJ: falece a ex-vereadora Luciana Novaes – PCD - aos 43 anos

A ex-vereadora Luciana Novaes faleceu nesta segunda-feira, dia 27 de abril, aos 43 anos, após a constatação de morte cerebral, segundo informou a nota de pesar divulgada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro/RJ.

Luciana ficou conhecida nacionalmente após ser atingida por uma bala perdida em 2003, quando estava no campus da Universidade Estácio de Sá, na Zona Norte do Rio. A partir do episódio, passou a viver com tetraplegia e enfrentou uma longa trajetória de reabilitação e adaptação, contrariando prognósticos iniciais que apontavam baixíssimas chances de sobrevivência.

Mesmo diante das limitações físicas, ela seguiu ativa na vida pública e acadêmica, formando-se em serviço social e direcionando sua atuação para pautas ligadas à inclusão e aos direitos de pessoas com deficiência. Em 2016, foi eleita vereadora na capital carioca, período em que se destacou pela apresentação e aprovação de projetos legislativos voltados a diferentes áreas sociais.

Luciana retornou à Câmara Municipal em 2023, desta vez como suplente, mantendo atuação política e participação em debates relacionados à acessibilidade e políticas públicas.

Luciana foi madrinha da feira Mobility & Show Rio por duas vezes e uma grande parceira do Sistema Reação.

Que Deus conforme a família neste momento de perda e dor.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=2140d314-12a6-4155-b468-052855660813

Postado Pôr Antônio Brito 

04/05/2026

Corrida do Autismo é confirmada em Fortaleza após mobilização popular

Corrida do Autismo é confirmada em Fortaleza após mobilização popular

Confirmação só aconteceu após divulgação no Diário PcD, pressão da sociedade e atuação de parlamentar estadual

A realização da Corrida do Autismo em Fortaleza foi confirmada após um período de indefinição, resultado de mobilização popular e repercussão nas redes sociais. O tema foi destacado pelo deputado estadual Pedro Matos (PL), que atribui à participação da sociedade e à atuação parlamentar o desfecho favorável para a inclusão do evento no calendário da capital.

O Diário PcD denunciou a possibilidade do cancelamento do evento e cobrou posição oficial das autoridades.

 

Autismo Run é cancelado em Fortaleza e parlamentar cobra prioridade para políticas de inclusão

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A prova, intitulada “Corrida Girassol Evoluir”, chegou a ter sua realização comprometida diante da ausência de definições por parte do poder público. Com a ampliação do debate e o engajamento de diferentes grupos, incluindo famílias, instituições e apoiadores da causa, o evento foi viabilizado, ainda que com prazo reduzido para organização.

A Corrida do Autismo será realizada no dia 26 de abril, a partir das 16h, na Avenida Beira-Mar, reunindo famílias atípicas, organizações da sociedade civil e participantes engajados na pauta da inclusão. O evento tem como objetivo ampliar a visibilidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover a conscientização sobre a importância de políticas públicas voltadas à causa.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar ressaltou o papel da sociedade no processo. “A confirmação da corrida demonstra a importância da mobilização popular e do acompanhamento das ações públicas. Mesmo com o tempo limitado para organização, o evento será realizado, o que representa um avanço diante do cenário inicial”, afirmou.

Fonte https://diariopcd.com.br/corrida-do-autismo-e-confirmada-em-fortaleza-apos-mobilizacao-popular/

Postado Pôr Antônio Brito