13/05/2026

Mães atípicas saem do Brasil em busca de melhores condições e qualidade de vida para as crianças

Mães atípicas saem do Brasil em busca de melhores condições e qualidade de vida para as crianças

Estrutura e qualidade de vida fora do Brasil passa a ser considerado importante para que famílias atípicas decidam criar filhos em outros países

A maternidade é um desafio para muitas mães, mas para mães atípicas esse desafio é muito maior no Brasil.

Um crescente número de mães atípicas — com filhos com TEA e outras deficiências — decidem se mudar para os Estados Unidos, em especial para a Flórida, em busca de um sistema mais estruturado de suporte ao desenvolvimento infantil. Mais do que uma mudança de estilo de vida, é uma decisão estratégica de cuidado, que revela diferenças profundas entre os modelos de atendimento disponíveis no Brasil e no exterior.

Na prática, muitas dessas mães relatam uma rotina marcada por insegurança e sobrecarga no Brasil, onde o acesso a terapias, inclusão escolar e acompanhamento especializado ainda depende de fatores como renda, localização e, em muitos casos, da judicialização. Já na Flórida, esse cenário se transforma: a educação especial é organizada como política pública estruturada, com planos individuais obrigatórios para cada criança, integração entre ensino e terapias, e acompanhamento contínuo ao longo da jornada escolar. O resultado é um ambiente mais previsível, em que o desenvolvimento dos filhos deixa de depender exclusivamente do esforço individual das famílias.

No estado da Flórida, as escolas já são fundamentais para o mercado imobiliário local, uma vez que as instituições de ensino com melhor desempenho geram uma valorização dos imóveis no entorno e assim recebem mais fundos para o aprimoramento dos alunos. Mas no que tange ao tratamento de crianças com deficiência, há vantagens adicionais como a adaptação às necessidades dos alunos, seja por meio de infraestrutura ou pelo acompanhamento de profissionais especializados, além da contínua avaliação de desempenho das crianças para que possam crescer integradas à comunidade.

Esse contraste tem impulsionado um movimento silencioso, mas consistente, de mães que reorganizam completamente suas vidas — inclusive do ponto de vista financeiro e patrimonial — para garantir melhores condições de desenvolvimento para os filhos. A escolha da moradia passa a ter um papel central, não apenas como investimento, mas como parte do cuidado. Estar próximo de boas escolas, serviços especializados e uma rede de apoio se torna decisivo na adaptação e na qualidade de vida da família
 

É nesse ponto que ganha relevância a atuação de Gisele Kolbrich, empresária brasileira radicada nos EUA e autora do livro “O Caminho de Casa – Your way home”. Ao auxiliar pessoas nas etapas de migração para o estado americano, Gisele acompanha de perto o aumento da demanda de famílias brasileiras que enxergam na mudança de país uma alternativa para oferecer mais estrutura aos filhos. Sua atuação vai além da intermediação imobiliária: ela orienta essas famílias na escolha de localização, no entendimento do sistema local e na construção de uma base sólida de moradia que dialogue com as necessidades específicas de cada caso.
 

No livro, Gisele reforça que a decisão de morar fora está diretamente ligada à busca por estabilidade, segurança e qualidade de vida, especialmente para famílias que precisam de suporte contínuo. Essa visão se conecta diretamente com o movimento observado hoje: mães que deixam de buscar apenas oportunidades e passam a buscar previsibilidade. A Flórida, por sua vez, concentra uma série de fatores que reforçam esse movimento, como clima agradável, custo de vida relativamente mais acessível do que outros polos americanos, forte presença de comunidade brasileira, ambiente regulatório estável e um mercado imobiliário organizado e transparente. Esses elementos tornam o processo de adaptação mais viável e menos incerto para famílias que já enfrentam desafios significativos.
 

Essas mudanças passam a olhar para a maternidade sob uma nova perspectiva: não apenas como vínculo afetivo, mas como força motriz de decisões profundas, que atravessam fronteiras e redesenham projetos de vida. Em um cenário em que o cuidado se torna cada vez mais complexo, histórias como essas ajudam a entender como mães brasileiras estão transformando amor em planejamento — e, em alguns casos, em mudança de país.

Em entrevista ao Diário PcD, Gisele Kolbrich traz mais informações sobre esse cenário:

  1. No seu dia a dia à frente da Top Florida Homes, tem notado o aumento na procura por mães atípicas que querem morar numa região com melhor qualidade de vida para os filhos?

Sim, essa é uma tendência que vem crescendo nos últimos anos. Cada vez mais famílias, especialmente mães atípicas, têm buscado regiões da Flórida com distritos escolares bem estruturados e programas educacionais capazes de oferecer suporte mais individualizado para os filhos.

Na Flórida, educação e mercado imobiliário estão diretamente conectados. Regiões com escolas mais bem avaliadas costumam atrair mais moradores e, consequentemente, apresentar maior valorização imobiliária. Além disso, parte dos impostos locais ajuda a financiar o próprio sistema escolar, criando um ciclo de investimento contínuo nessas comunidades. Por isso, o distrito escolar acaba sendo um dos fatores mais importantes na escolha de onde a família vai morar.

Muitas escolas públicas também oferecem programas como o Exceptional Student Education (ESE), voltados para alunos que precisam de suporte adicional no aprendizado e na adaptação escolar.

Além da rede pública, muitas famílias também pesquisam programas educacionais da Flórida, como o Step Up for Students – Unique Abilities, que pode ajudar no custeio parcial ou integral de escolas privadas especializadas, dependendo da elegibilidade do aluno. Isso traz mais flexibilidade para que os pais escolham o modelo educacional que consideram mais adequado para os filhos.

Tudo isso faz com que mães atípicas encontrem na Flórida um lar para seus filhos.

  1. Quais benefícios as escolas oferecem para as crianças com deficiência?

As escolas na Flórida contam com diferentes formas de suporte para alunos que precisam de acompanhamento ou adaptações específicas no ambiente escolar. Entre os recursos mais conhecidos estão o IEP (Individualized Education Program) e o 504 Plan, que permitem personalizar estratégias de ensino e acomodação conforme as necessidades de cada estudante. Dependendo do perfil da criança, isso pode incluir apoio multidisciplinar, tecnologia assistiva, suporte comportamental, acompanhamento terapêutico e adaptações acadêmicas. Muitas famílias brasileiras valorizam justamente essa estrutura mais individualizada e previsível dentro do sistema escolar

  1. Quais as diferenças entre a forma como as escolas da Flórida lidam com os alunos com deficiência e a forma como as escolas brasileiras lidam com esses estudantes?

Muitas famílias relatam perceber na Flórida uma estrutura mais ampla de suporte educacional e acesso a recursos especializados

  1. Os recursos oferecidos acarretam em gastos adicionais para as famílias?

Na maioria dos casos, não necessariamente. Grande parte dos serviços de suporte educacional nas escolas públicas já é financiada pelo sistema público da Flórida por meio do Florida Education Finance Program (FEFP), que é o principal mecanismo de financiamento da educação básica no estado. Além disso, muitas famílias relatam que encontram na Flórida uma estrutura escolar mais preparada para oferecer adaptações e acompanhamento individualizado dentro do próprio ambiente educacional. Claro que alguns pais optam por serviços complementares ou escolas privadas, mas existe uma rede de suporte bastante ampla no sistema educacional.

  1. Que tipos de deficiência são contemplados por esse sistema?

O sistema educacional da Flórida atende alunos com diferentes perfis e necessidades de aprendizado, incluindo estudantes no espectro autista, com dislexia, TDAH, dificuldades de aprendizagem, desafios de comunicação, limitações físicas, deficiência auditiva ou visual, entre outros casos que possam exigir suporte ou adaptações específicas no ambiente escolar. O objetivo é justamente oferecer um acompanhamento mais individualizado para que cada aluno tenha melhores condições de desenvolvimento acadêmico e social. Em muitos casos, as escolas realizam avaliações para entender quais recursos e acomodações fazem mais sentido para cada estudante

  1. As famílias que buscam esse tipo de atendimento na Flórida precisam solicitar um tipo específico de visto?

Não são necessários vistos específicos para isso. Com vistos de não-imigrante, que são temporários para estudos ou trabalhos por um certo período, ou visto de imigrante, para residência permanente (Greencard), já é possível incluir os filhos no sistema educacional da Flórida, como seus dependentes. Mas é importante frisar que é necessário apresentar comprovante de residência para garantir que a família possa matricular o aluno na escola desejada. Como na Florida, o endereço residencial determina o acesso ao distrito escolar público, então a escolha da região impacta diretamente a experiência educacional da família. Na minha imobiliária, Top Florida Homes, temos ajudado, com cada vez mais recorrência, famílias brasileiras a encontrar imóveis bem localizados para a criação de crianças com deficiência. 

  1. Você pode nos trazer algum case de família que se mudou para a Flórida e teve bons resultados no desenvolvimento da(s) criança(s)?

    Sim, eu acompanhei alguns casos muito interessantes recentemente. Um deles foi de uma família brasileira que escolheu morar em Orlando, no bairro de Avalon Park, principalmente por causa da escola designada para aquela região, a Stonebrook Elementary, que possui programas de suporte voltados para alunos no espectro autista. Como na Flórida o endereço residencial influencia diretamente o acesso à escola pública da região, a escolha da casa acabou sendo totalmente estratégica e conectada às necessidades da criança. A família está muito feliz com a escolha e com o progresso da criança. 

Outro caso foi de uma família brasileira que morava em Michigan e decidiu se mudar para a Flórida buscando não apenas opções educacionais mais alinhadas ao perfil dos filhos, mas também melhor qualidade de vida no dia a dia. Eles optaram por uma escola privada especializada e avaliaram programas como o Step Up for Students – Unique Abilities, que ajudaria a custear parte relevante da mensalidade escolar. Além da questão acadêmica, fatores como clima mais estável, possibilidade de atividades ao ar livre e maior oferta de entretenimento e inclusão para as crianças também pesaram bastante na decisão da família.

O que tenho percebido é que, para muitas dessas famílias, a escolha do imóvel vai muito além da casa em si. Ela envolve qualidade de vida, acesso educacional, rotina familiar e perspectivas de desenvolvimento para os filhos.

Fonte https://diariopcd.com.br/maes-atipicas-saem-do-brasil-em-busca-de-melhores-condicoes-e-qualidade-de-vida-para-as-criancas/

Postado Pôr Antônio Brito 

TSE lança ‘Campanha Representatividade’. Pessoas com deficiência não fazem parte da divulgação

TSE lança 'Campanha Representatividade'. Pessoas com deficiência não fazem parte da divulgação

A  “Campanha Representatividade” estimula a participação política de grupos historicamente sub-representados no Brasil: mulheres, negros e indígenas. Para o órgão, pessoas com deficiência foram atendidas em campanha de outubro do ano passado.

O TSE – Tribunal Superior Eleitoral iniciou a “Campanha Representatividade” que estimula a participação política de grupos historicamente sub-representados no Brasil: mulheres, negros e indígenas, mas não envolve as pessoas com deficiência.

Poucos meses antes das eleições de outubro de 2026, o material descreve que as candidaturas de pessoas negras, autodeclaradas pretas e pardas, passaram a representar a maioria nas Eleições Gerais de 2022. As candidaturas indígenas também cresceram, embora ainda representem parcela bastante reduzida do total. Em 2018, foram cerca de 130 candidaturas (menos de 1%), chegando a aproximadamente 190 em 2022. Embora os homens ainda sejam ampla maioria nas disputas eleitorais, as candidaturas femininas cresceram nos quatro últimos pleitos. Em 2018, foram cerca de 9,2 mil candidaturas de mulheres (32%), número que chegou a aproximadamente 9,9 mil (34%) em 2022.  

A falta de participação das pessoas com deficiência no material que será amplamente divulgado até 30 de julho foi questionada pelo Diário PcD ao Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com o órgão, “a Campanha Representatividade 2026 atua em estrita observância ao disposto no artigo 93-A da Lei nº 9.504/1997, que autoriza esta Justiça Eleitoral a promover, entre 1º de abril e 30 de julho dos anos eleitorais, campanhas institucionais destinadas a incentivar a participação política de grupos específicos — como mulheres, jovens e a comunidade negra —, bem como a esclarecer os cidadãos sobre o funcionamento do sistema eleitoral. Soma-se a essa determinação legal, o direcionamento dado pela gestão do TSE no âmbito da produção mencionada”.

Em contrapartida, segundo a Assessoria de Comunicação do órgão, “a inclusão é um pilar central desta gestão. Nesse sentido, as pessoas com deficiência contam com uma campanha institucional específica, lançada em outubro de 2025 (https://www.tse.jus.br/comunicacao/campanhas-publicitarias/a-acessibilidade-30-2025), que foca exclusivamente em suas demandas e protagonismo”.

“Informamos que este segmento está representado de forma transversal em quase todos os materiais produzidos por este Tribunal, independentemente do tema central da peça, reafirmando nosso compromisso com a visibilidade e a representatividade plena em todas as frentes de comunicação. Por fim, cumpre esclarecer que é crescente a demanda por novas campanhas, para novos segmentos, abordando temáticas inéditas, contudo, a verba destinada anualmente à produção de peças audiovisuais para fins exibição das campanhas publicitárias em cadeia nacional não cresce na mesma medida, tornando-se cada vez mais desafiador atender integralmente aos distintos públicos-alvo que compõem o eleitorado nacional”, afirmou o TSE em nota ao Diário PcD.

Cobrança ao TSE

O PSB Inclusão Nacional encaminhou um documento a Cármen Lúcia, Ministra Presidente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE onde aponta preocupação sobre a baixa representatividade política das pessoas com deficiência e a necessidade de construção de mecanismos institucionais capazes de ampliar a participação desse segmento nos espaços de poder e decisão.

De acorco com Luciana Trindade, Secretária Nacional – PSB Inclusão, “causa enorme preocupação que uma campanha nacional voltada justamente à representatividade política tenha novamente invisibilizado completamente as pessoas com deficiência, tanto nas peças gráficas quanto no vídeo oficial de divulgação da campanha. As candidaturas de pessoas com deficiência ainda representam percentual extremamente reduzido no cenário eleitoral brasileiro, reflexo direto da ausência de incentivos, acessibilidade, financiamento e apoio institucional dentro das estruturas partidárias e eleitorais. Não existe democracia plena sem a presença das pessoas com deficiência nos espaços de decisão. A representatividade política não pode continuar sendo seletiva”.

No documento ainda consta o pedido de audiência com a Ministra para abordar o tema!

Fonte https://diariopcd.com.br/tse-lanca-campanha-representatividade-pessoas-com-deficiencia-nao-fazem-parte-da-divulgacao/

Postado Pôr Antônio Brito 

Corrida Brasil Paralímpico: saiba as ativações do evento comemorativo dos 10 anos do CT Paralímpico

Atleta em prova do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de Atletismo 1ª Fase Nacional 2026 | Foto: Marcello Zambrana/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) promove no dia 24 de maio, um domingo, a Corrida Brasil Paralímpico, prova que celebra os 10 anos da construção do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB). A ação contará com a participação de pessoas com e sem deficiência, crianças e adultos. O evento contará ainda com ativações estratégicas de marcas parceiras, como ASICS, CAIXA e Loterias CAIXA, que vão proporcionar experiências ao público, ampliar o engajamento dos participantes e fortalecer a iniciativa. As inscrições do 2º lote foram abertas na terça-feira, 12, no site oficial da prova.

A ASICS, patrocinadora do CPB desde 2023, disponibilizará a ASICS House na Pista, espaço em que o público poderá experimentar os calçados da marca e optar por usá-los durante a prova, devolvendo após o término do percurso. Para participar desta iniciativa, o corredor deverá preencher um cadastro no dia da prova.

Com espaço permanente no Parque Bruno Covas, também em São Paulo, a ASICS House é a casa dos corredores e oferece aos corredores a oportunidade de testar os lançamentos da marca durante os treinos no local. O espaço conta ainda com guarda-volumes, água e café.

A ASICS contará também com uma loja presencial com peças de vestuário da coleção em parceria com o CPB, além de acessórios da marca.

Já a CAIXA e as Loterias CAIXA promoverão a experimentação do futebol de cegos, modalidade na qual a Seleção Brasileira masculina é pentacampeã paralímpica. O estande contará ainda com dinâmicas e distribuição de brindes.

A Corrida Brasil Paralímpico também receberá a primeira ativação presencial dos Paramigos Imparáveis, personagens de animação criados pelo CPB e voltados ao público infantil. Na série, Geeky, Turi, Nina, Narciso, Guará e Zoom são porta-vozes da inclusão e reforçam valores como empatia, diversidade, trabalho em equipe e convivência.

O Comitê Paralímpico Brasileiro oferecerá ainda a personalização gratuita das medalhas com nome e tempo de prova após a conclusão do percurso. Além disso, os participantes poderão usufruir de uma sessão de massagem.

O dia também marcará a primeira vez que o e-commerce do CPB, a loja Brasil Paralímpico, ganhará uma versão física. O estande oferecerá ao público a oportunidade de adquirir produtos oficiais do CPB, como camisetas, boné e mochila, além dos itens da coleção infantil temática dos Paramigos Imparáveis.

Corrida Brasil Paralímpico

A Corrida Brasil Paralímpico acontecerá nas dependências do Centro de Treinamento Paralímpico, a partir das 7h do dia 24 de maio com a participação de pessoas com e sem deficiência com idades a partir de 4 anos. O evento comemora os 10 anos do local que abriga a prática de 20 modalidades paralímpicas em uma estrutura de 95 mil metros quadrados de área construída.

Na corrida, serão oferecidos quatro percursos aos inscritos. Haverá caminhada de 1 milha (1.609km), corridas de 2km exclusivamente para cadeirantes, e de 5km para o público em geral. Já inscritos com até 15 anos farão a corrida kids, de 50m a 400m, adaptados para cada faixa etária, além de receberem um kit de produtos dos Paramigos. O evento ainda contará com a presença de atletas paralímpicos, como o paranaense Vinicius Rodrigues e a paulista Giovanna Boscolo, ambos do atletismo, a paulista Jennyfer Parinos, do tênis de mesa, e o rondoniense Kauê Rodrigues, do halterofilismo.

O CT é a casa do esporte paralímpico brasileiro e as instalações esportivas indoor e outdoor são utilizadas para treinamentos, competições e intercâmbios de atletas da base ao alto rendimento. 

Serviço
Corrida Brasil Paralímpico
Data:
24 de maio (domingo)
Horário: a partir das 7h
Local: Centro de Treinamento Paralímpico
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Inscrições no site oficial da prova
Valor: R$50,00+taxas

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/corrida-brasil-paralimpico-saiba-as-ativacoes-do-evento-comemorativo-dos-10-anos-do-ct-paralimpico/

Postado Pôr Antônio Brito 

Americana faz bonecas com características de crianças PCD

Nos Estados Unidos, Amy Jandrisevits cria bonecas personalizadas para crianças com deficiência, promovendo inclusão, autoestima e representatividade.

Americana faz bonecas com características de crianças PCD

O nome dela é Amy Jandrisevits. Ela é ex-assistente social de oncologia pediátrica do Wisconsin/EUA e hoje espalha esperança e representatividade por meio de sua organização sem fins lucrativos, A Doll Like Me – que significa Boneca Como Eu, em português. Ela cria bonecas personalizadas para crianças com deficiência — cada uma delas projetada para refletir as características únicas da própria criança, desde diferenças nos membros e marcas de nascença até cicatrizes e dispositivos médicos.

Amy começou sua jornada em 2015, depois de perceber como poucos brinquedos refletiam a realidade de crianças com diferenças e deficiências. Desde então, ela criou com carinho mais de 500 bonecas para crianças ao redor do mundo. Cada uma leva cerca de 5 horas para ser feita e é oferecida gratuitamente às famílias, graças a generosas doações.

Seu trabalho não apenas promove a inclusão, mas também ajuda as crianças a desenvolverem autoconfiança, a lidarem com traumas médicos e a se sentirem verdadeiramente vistas. Profissionais de saúde e famílias continuam a elogiar o impacto poderoso dessas bonecas únicas.

Será que alguma profissional que trabalha com a confecção artesanal de bonecas no Brasil teria vontade de fazer o mesmo? Vamos incentivar que alguém apareça por aqui para também oferecer essas bonecas para as crianças com deficiência. Isso mudaria a infância e devolveria autoestima para elas. Vamos ficar na torcida, pois temos excelentes profissionais do artesanato de bonecas por aqui.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=4d5efebc-760b-4473-adea-da9d4dd42938

Postado Pôr Antônio Brito 

12/05/2026

CONADE é contra novo Símbolo de identificação das pessoas com deficiência, que aguarda sanção ou veto de Lula

CONADE é contra novo Símbolo de identificação das pessoas com deficiência, que aguarda sanção ou veto de Lula

Nota Técnica do CONADE -Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência é contrário a Projeto de Lei aprovado pelo Congressso Nacional que aguarda decisão da Presidência da República

Se a Presidência da República consultar o CONADE – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com certeza vetará Projeto de Lei 2199/20222 de autoria do Deputado Federal Aureo Ribeiro, que foi aprovado pelo Congresso Nacional que adota um novo símbolo de acessibilidade que seria adotado no Brasil. O Poder Executivo deverá, nos próximos sancionar ou vetar o tema, enquanto isso não ocorrer, não existe nenhuma alteração em relação a essa identificação.

O Símbolo Internacional de Acesso (SIA), composto pela figura es lizada de uma pessoa em cadeira de rodas, é um padrão global estabelecido pela Rehabilita on Interna onal e ratificado pela ISO 7001 (Public Information Symbols) e reconhecido há mais de 50 anos.

A proposta aprovada altera a Lei nº 7.405, de 12 de novembro de 1985, para estabelecer a utilização do Símbolo Internacional de Acessibilidade. O símbolo atual, amplamente conhecido, é historicamente associado a pessoas cadeirantes. Especialistas e parlamentares defendem que essa representação é limitada, pois não contempla deficiências visuais, auditivas, intelectuais ou psicossociais. Segundo o texto aprovado no Senado em abril de 2025, o novo símbolo tem caráter “mais inclusivo e abrangente”, ao representar todas as pessoas com deficiência de forma universal.

Para o Deputado Aureo Ribeiro, “em 1969, foi adotado pela Rehabilitation International, entidade não governamental que possui status de órgão consultivo da ONU, o símbolo da cadeira de rodas conhecido como SÍMBOLO INTERNACIONAL DE ACESSO. Desde então este vem sendo utilizado para indicar tanto locais que possuam acessibilidade aos deficientes, quanto vagas e sanitários destinados a essas pessoas. Ocorre que a acessibilidade se tornou não somente uma questão para
deficientes físicos, mas para uma gama de deficiências que, na maioria das vezes, não têm nenhuma conexão com motricidade. Deficiência auditiva, visual ou cognitiva são imperceptíveis fisicamente, e a utilização de um símbolo que caracteriza apenas o aspecto físico da deficiência não consegue mais representar um grupo tão heterogêneo”.

O Diário PcD teve acesso a uma Nota Técnica, assinada por Roberto Paulo do Vale Tiné – Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que “manifesta-se contrário à aprovação do Projeto de Lei nº 2.199/2022, recomendando a rejeição da matéria ou, alterntivamente, sua profunda revisão, condicionando qualquer alteração de simbologia à prévia atualização das normas técnicas nacionais, à validação por organismos internacionais de padronização e à comprovação cien fica de que a nova representação ofereça ganho real de acessibilidade, sempre com ampla participação social”.

Novo símbolo aprovado pelo Congresso Nacional

De acordo com Tiné, “a referida manifestação técnica ressalta, de forma convergente com a presente análise, a ausência de jus fica va técnica consistente para a subs tuição do símbolo vigente, a inexistência de reconhecimento internacional formal do símbolo proposto, os riscos de prejuízo à comunicação da acessibilidade e a necessidade de observância à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, especialmente no que se refere à par cipação social qualificada. Ademais, recomenda o aprofundamento do debate técnico e a consulta a instâncias como o CONADE, antes de qualquer alteração normativa”.

O parecer técnico-jurídico conclui que o Projeto de Lei nº 2199/2022 é tecnicamente desaconselhável e juridicamente vulnerável.

De acordo com o Conselho a proposição apresenta fragilidades críticas, como

  • Inconsistência Factual: A alegação de aprovação internacional do símbolo não encontra respaldo nas normas ISO ou em tratados internacionais de padronização, sendo desmentida por registros históricos da própria ONU, que não o reconhece como símbolo internacional de acessibilidade.
  • Conflito Normativo: Contraria as diretrizes da ABNT NBR 9050, parâmetro técnico incorporado ao ordenamento jurídico pela Lei Brasileira de Inclusão.
  • Prejuízo à Acessibilidade: A quebra da unidade visual e do reconhecimento universal do símbolo compromete a orientação espacial, a autonomia e a segurança dos usuários.
  • Vício de Motivação: A fundamentação do projeto baseia-se em premissas técnicas equivocadas, comprometendo sua validade material.

O parecer ainda prevê que “na pratica, a alteração do pictograma pode suscitar incertezas em cenários cotidianos críticos, tais como: a identificação de sanitários acessíveis em centros comerciais ou terminais de passageiros; o reconhecimento de vagas reservadas em estacionamentos; a localização de rampas, elevadores e rotas acessíveis em edificações públicas; a compreensão da sinalização em ambientes escolares, hospitalares e no sistema de transporte coletivo; bem como o acionamento célere de apoio em situações de emergência. Nestes contextos, a padronização visual atua como facilitador da ergonomia sensorial, reduzindo o tempo de busca, incrementando a autonomia e mitigando constrangimentos. Em contrapartida, a ruptura da identidade simbólica consolidada pode acarretar atrasos nos deslocamentos, induzir a interpretações errôneas e comprometer a segurança do usuário. Tais exemplos demonstram que a efetividade da acessibilidade é dependente de símbolos de reconhecimento imediato e da continuidade normativa do sistema de sinalização”.

No documento que o Diário PcD teve acesso, informa ainda que “a substituição do símbolo tradicional por outro de uso ainda controver do pode gerar confusão cotidiana entre pessoas com deficiência, familiares, acompanhantes, profissionais e o público em geral, especialmente em ambientes urbanos, serviços de saúde, transporte, comércio e situações de emergência. Destaca-se que, para pessoas com deficiência visual parcial, intelectual, cognitiva ou com baixa familiaridade com a sinalização, a troca simbólica pode dificultar a identificação imediata de rotas acessíveis, sanitários adaptados, vagas reservadas e serviços prioritários, reduzindo a autonomia, segurança e tempo de resposta. Conclui-se que, em acessibilidade, a padronização visual é elemento de proteção funcional e que a ruptura sem transição norma va suficiente tende a produzir insegurança operacional e prejuízo concreto à vida diária da pessoa com deficiência”.

O CONADE ainda sugere que “a aprovação do projeto impõe um ônus desproporcional ao Poder Público e à iniciatuva privada para a substituição de toda a sinalização existente. Sem uma vantagem técnica comprovada (melhoria na legibilidade ou alcance), tal exigência fere o princípio da eficiência administrativa e da razoabilidade, gerando insegurança jurídica para engenheiros e arquitetos que devem seguir a NBR 9050 em seus projetos, obras e laudos de conformidade, além de toda a população diretamente interessada e atendida atualmente”.

Fonte https://diariopcd.com.br/conade-e-contra-novo-simbolo-de-identificacao-das-pessoas-com-deficiencia-que-aguarda-sancao-ou-veto-de-lula/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil conquista 4 ouros e recorde das Américas no 2º dia do Internacional de natação em Berlim

Os nadadores Arthur Xavier (à esq.) e Thomaz Matera com medalhas obtidas em Berlim | Foto: Giovanna chencci/CPB

A Seleção Brasileira de natação conquistou dez medalhas no segundo dia de IDM, o Campeonato Internacional Alemão de natação, disputado em Berlim desde domingo, 10. Nesta segunda-feira, 11, segundo dia de evento, os brasileiros obtiveram quatro ouros e dois bronzes nas provas para adultos, além de dois ouros, uma prata e um bronze entre os jovens.

Os títulos vieram com a pernambucana Carol Santiago, que subiu ao topo do pódio duas vezes; com o catarinense Talisson Glock; e com o mineiro Arthur Xavier, que ainda obteve o novo recorde das Américas nos 100m livre da classe S14 (deficiência intelectual).

Com isso, o Brasil chega a um total de 23 medalhas na competição. Foram até agora sete ouros, quatro pratas e quatro bronzes na categoria adulta; e oito pódios entre os jovens: cinco ouros, duas pratas e um bronze.

As provas do IDM são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

Nos 100m livre feminino, duas brasileiras da classe S12 (baixa visão) subiram ao pódio: a pernambucana Carol Santiago, com 59s96 e 887 pontos, foi ouro, e a paraense Lucilene Sousa, com 1min01s79 e 811 pontos, ficou com o bronze. A medalha de prata foi para a britânica Georgia Sheffield, da classe S14 (deficiência intelectual), com 58s80 e 875 pontos.

Carol Santiago voltou ao alto do pódio nos 50m costas, prova que venceu com 32s22 e 895 pontos. Duas britânicas completaram o pódio: Ela Letton-Jones (S12), com 32s71 e 856 pontos ficou com a prata, e Georgia Sheffield, com 32s28 e 741 pontos, obteve o bronze. Assim, a nadadora pernambucana chegou ao seu terceiro ouro na competição – ela já havia vencido os 100m costas na abertura do evento.

“Adotamos a estratégia de fazer muitas provas nestes dias em Berlim para ter uma experiência o mais próximo possível do que acontece nas grandes competições [Jogos Paralímpicos e Mundiais]. Assim, podemos testar nosso programa, o descanso, a aclimatação. Foi um momento muito especial, muito bom para a gente colocar tudo em teste. Agora, a gente pode saber de onde está partindo e melhorar cada vez mais para buscar os melhores resultados desde o primeiro dia”, analisou Carol Santiago.

Nos 100m livre masculino, outro pódio com dois brasileiros: o ouro foi para o mineiro Arthur Xavier, da classe S14, que nadou em 50s66 e obteve 989 pontos; o bronze ficou com o carioca Thomaz Matera, da classe S11 (cegos), com 58s00 e 852 pontos. O britânico William Ellard, com 51s30 e 952 pontos, ficou com a prata.

A marca de Arthur é o novo recorde das Américas da prova. Ele superou o melhor tempo anterior, que já era dele – 51s19, registrado no Campeonato Brasileiro Loterias Caixa em dezembro de 2025, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

“Eu gostei muito da minha prova. Queria melhorar minha marca e vou voltar com um tempo muito bacana. Vamos para as próximas!”, afirmou o nadador.

O quarto ouro brasileiro desta segunda-feira veio com o catarinense e bicampeão paralímpico Talisson Glock, da classe S6 (comprometimento físico-motor). O atleta venceu os 200m medley com 2min46s41 e 868 pontos. A segunda colocação ficou com o tcheco Jonas Kesnar, da classe S9 (comprometimento físico-motor), que marcou 2min25s92 e 740 pontos. Já o bronze ficou com o britânico Dylan Broom, da classe S14, que registrou 2min18s16 e 723 pontos.

O Brasil ainda conquistou quatro medalhas nas disputas entre jovens. O paulista Enzo Rafael Martins, 16, da classe S10 (comprometimento físico-motor), foi ouro nos 100m livre, com 56s36 e 703 pontos. A também paulista Aldrey de Oliveira, 16, da classe S14, foi ouro nos 200m medley, com 2min41s56 e 612 pontos. Ela também conquistou a prata nos 100m livre, com 1min09s75 e 546 pontos. Por fim, a mineira Emanuella Araujo Cafaro, 15, da classe S9, ficou com o bronze nos 200m medley, com 3min01s77 e 509 pontos.

A Seleção disputa o IDM logo após participar da etapa de Berlim do World Series, na qual conquistou 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens.

O grupo é formado por 17 atletas da Seleção principal, que estiveram na competição anterior, e outros 11 jovens, que se juntaram à delegação para a disputa deste segundo evento em solo alemão. A competição segue até a próxima terça-feira, 12.

Patrocínio
As LOTERIAS CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Arthur Xavier, Lucilene Sousa e Talisson Glock são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Lucilene Sousa e Talisson Glock integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-conquista-4-ouros-e-recorde-das-americas-no-2o-dia-do-internacional-de-natacao-em-berlim/

Postado Pôr Antônio Brito 

A história de Lee o cadeirante da Malásia - de vendedor a bilionário

Lee Thiam Wah, um cadeirante da Malásia, superou dificuldades e hoje é dono de uma fortuna de US$ 3,3 bilhões, sendo um exemplo de determinação e sucesso no empreendedorismo.

A história de Lee o cadeirante da Malásia - de vendedor a bilionário

Foi com muita resiliência, persistência e força de vontade, que Lee Thiam Wah, um vendedor cadeirante da Malásia, entrou para a seleta lista de maiores bilionários do mundo!

Ele nasceu na cidade de Klang, Malásia, em 1964, em uma família de 11 irmãos. É filho de um pedreiro e uma vendedora ambulante. Teve muitas dificuldades na infância e só frequentou a escola durante 6 anos. O restante do tempo ele precisou trabalhar para ajudar nas despesas de casa.

Lee teve poliomielite e, em seu país, as oportunidades eram poucas para trabalhar. Isso nunca fez com que ele deixasse de sonhar alto, pelo contrário, as dificuldades só o animavam e davam mais forças para seguir em frente.

Ele queria empreender e, então, começou cedo, vendendo lanches em uma barraca na beira da estrada na Malásia. Hoje, ele é dono de mais de 2 mil lojas de conveniência em seu país e foi consagrado bilionário após sua empresa abrir capital em Kuala Lumpur, capital da Malásia.

O império de Lee começou em 1987, quando ele conseguiu abrir sua primeira mercearia. Dez anos depois, ele já tinha 8 lojas com o nome de Pasar Mini 99. Sua trajetória, junto com a esposa, é um exemplo de perseverança, mostrando que é possível expandir um negócio a partir de origens humildes.

A rede de minimercados 99 Speed Mart, criada por Lee, tem 40% de participação no segmento de minimercados e quase 15% entre todos os varejistas de produtos alimentícios da Malásia. Quando a companhia entrou no mercado de ações, foi recorde de maior valor inicial de ações no país em 7 anos.

A fortuna de Lee está estimada em US$ 3,3 bilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. Além disso, ele também possui participações em várias empresas de capital fechado e é o único franqueador da rede de fast food Burger King na Malásia, consolidando seu exemplo de sucesso.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=478dd091-3d0d-42b2-9066-26ca8108ec44

Postado Pôr Antônio Brito 

11/05/2026

Mães de crianças autistas assumem até 92% dos cuidados no Brasil e enfrentam impactos emocionais e financeiros

Mães de crianças autistas assumem até 92% dos cuidados no Brasil e enfrentam impactos emocionais e financeiros

 Dia das Mães: quando a responsabilidade por crianças autistas é integral, invisível e, muitas vezes, solitário

No Brasil, o Dia das Mães ganha um significado ainda mais profundo para milhares de mulheres que são mães de pessoas autistas e neurodivergentes. Além dos desafios cotidianos da criação, muitas assumem de forma quase integral o cuidado de seus filhos — uma realidade marcada por sobrecarga, renúncias e também por vínculos intensos e transformadores.
 

Dados da pesquisa Mapa Autismo Brasil mostram que cerca de 92,4% dos responsáveis pelo cuidado de pessoas autistas são mães. O levantamento também revela um impacto significativo na vida profissional dessas mulheres: 30,5% estão desempregadas ou sem renda, muitas vezes por precisarem abandonar o mercado de trabalho para se dedicar integralmente às demandas de cuidado.
 

“As mães hoje estão sobrecarregadas, isso é um fato! Quando falamos de mães de crianças autistas ou com outras deficiências é preciso observar que o peso que elas carregam não é o(a) filho(a) ou sua deficiência em si, mas a forma como a sociedade lida com as diferenças. Preconceitos, estereótipos, julgamentos fazem parte da rotina dessas mães. Assim como também é parte do dia a dia delas ter de “brigar” por direitos básicos e lutar pelo reconhecimento de que seu filho é um sujeito de direitos inteiro. Então, essas mães também vivenciam a “fadiga de acesso”, informou Juliana Segalla, vice-presidente da Autistas Brasil.
 

Esse cenário evidencia uma sobrecarga estrutural que recai majoritariamente sobre as mulheres, reforçando desigualdades de gênero e a falta de políticas públicas eficazes de apoio. A ausência de redes de suporte — tanto familiares quanto institucionais — contribui para um quadro recorrente de exaustão física e emocional entre mães de pessoas autistas ou neurodivergentes.
 

De acordo com o Autistas Brasil, é fundamental ampliar o debate público sobre o papel dessas mulheres, especialmente em datas simbólicas como o Dia das Mães. A organização destaca que, embora o amor e o vínculo com os filhos sejam centrais nessa experiência, é preciso reconhecer que o cuidado contínuo, muitas vezes solitário, exige suporte estruturado e políticas de inclusão.
 

“As políticas públicas de cuidado são fundamentais! É preciso lembrar de “cuidar de quem cuida”. As mães de autistas (e de outras pessoas com deficiência) precisam que olhem para sua saúde mental e física. A realidade mostra o adoecimento dessas mães e o Estado precisa dar atenção a isso”, disse Segalla.
 

O Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas autistas, segundo estimativas com base em dados do IBGE, o que reforça a urgência de ações voltadas não apenas para o diagnóstico e acompanhamento, mas também para o acolhimento das famílias — especialmente das mães, que estão na linha de frente desse cuidado.
 

Ao mesmo tempo em que enfrentam desafios significativos, muitas dessas mulheres relatam que a maternidade também traz aprendizados profundos, como o desenvolvimento de novas formas de comunicação, empatia e resiliência. Ainda assim, a Autistas Brasil alerta: reconhecer essas potências não pode significar romantizar a sobrecarga.
 

“Nem no meu melhor sonho imaginei que ser mãe era tão bom (e intenso)! Logicamente que qualquer maternidade também traz desafios e dores. Nenhuma mãe quer que os filhos sofram e nós sabemos que temos de prepará-los para a vida com o máximo de autonomia possível. Acho que o que mais me dói é saber o quão cruel as pessoas podem ser e quantas barreiras sociais nossos filhos podem enfrentar. Todavia, estamos aqui, empoderando-os e fazendo com que eles saibam do seu valor e do quanto são amados. Não trocaria meus filhos por ninguém! E eles não precisam de conserto… O mundo é que precisa (e nós lutamos por isso)”, concluiu Juliana.
 

Neste Dia das Mães, o convite é para ampliar o olhar sobre essas histórias, dar visibilidade às múltiplas realidades da maternidade e fortalecer o debate sobre políticas públicas que garantam dignidade, apoio e qualidade de vida para mães de pessoas autistas e suas famílias.

SOBRE O PORTA-VOZ
Juliana Izar Soares da Fonseca Segalla é autista, mãe, vice-presidente da Autistas Brasil, pesquisadora e advogada dedicada à promoção da justiça social. Professora de Direito na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), é Pós-Doutora em Democracia e Direitos Humanos na Universidade de Coimbra.
 

SOBRE A AUTISTAS BRASIL
Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala. Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão, neurodiversidade e direitos humanos.

Fonte https://diariopcd.com.br/maes-de-criancas-autistas-assumem-ate-92-dos-cuidados-no-brasil-e-enfrentam-impactos-emocionais-e-financeiros/

Postado Pôr Antônio Brito 

Medalhistas mundiais melhoram marcas e Brasil inicia Campeonato Internacional de natação em Berlim com três ouros

Carol Santiago durante prova no Mundial de Singapura em 2025 | Foto: Marcelo Zambrana / CPB

O Brasil abriu a disputa do IDM (Campeonato Alemão Internacional de Natação) com 13 pódios neste domingo, 10, em Berlim, na Alemanha. Foram três medalhas de ouro, quatro de prata e duas de bronze entre adultos e mais três medalhas de ouro e uma de prata nas disputas para jovens.

O primeiro dia da competição foi marcado pela melhora das marcas dos medalhistas do último Mundial da modalidade, disputado em Singapura 2025, que conseguiram tempos mais rápidos do que os registrados no ano passado.

As provas do IDM são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

A pernambucana Carol Santiago, maior campeã paralímpica brasileira, foi ouro nos 100m costas. A nadadora da classe S12 (deficiência visual) venceu a disputa com 1min08s80 e 885 pontos. A prata foi para a fluminense Mariana Gesteira, da classe S10 (comprometimento físico-motor), com 1min09s00 e 869 pontos. Já o bronze ficou com a britânica Ela Letton, da classe S12 (1min12s21 e 765 pontos).

Carol foi ainda mais rápida neste domingo do que em Singapura, quando completou a prova em 1min09s42 e garantiu o título mundial.

“Era muito importante nadar nesta prova o que a gente vinha buscando. De manhã, nas eliminatórias, cometi alguns erros e conversei muito com meus treinadores. Consegui ajustar tudo e nadar em alto nível nas finais. Este é o momento de ajustarmos tudo o que pudermos para que, lá na frente, a gente possa nadar sem a necessidade de nenhum ajuste. Foi uma prova que exigiu muito das minhas pernas, após sair da piscina mal conseguia andar. Mas foi para isso que eu vim. Para deixar tudo ali e sair com um resultado excelente”, disse Carol.

O Brasil também colocou duas atletas no alto do pódio nos 100m peito, ambas campeãs mundiais da prova em Singapura 2025. A primeira colocação ficou com a paulista Alessandra Oliveira, que compete nas classes S5 e SB4 (comprometimento físico-motor), com a marca de 1min43s20 e 1013 pontos; a prata foi obtida pela também paulista Beatriz Flausino, da classe S14 (deficiência intelectual), com 1min12s46 e 892 pontos. O bronze foi para a alemã Elena Semechin, da classe SB12 (baixa visão), que marcou 1min16s22 e 862 pontos.

Ambas melhoraram seus resultados em relação à Singapura 2025. Alessandra havia completado a prova em 1min43s21 na ocasião, enquanto Beatriz marcou 1min12s61.

“É muito gratificante ganhar esta medalha. É confirmação do que estamos treinando. Estamos seguindo uma linha de raciocínio muito boa pensando nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028”, afirmou Alessandra.

Na disputa dos 100m borboleta, o ouro foi para a paraense Lucilene Sousa, da classe S12 (baixa visão), com a marca de 1min07s44 e 819 pontos, melhor do que os 1min08s02 que lhe deram o vice-campeonato mundial em Singapura 2025. Já o bronze foi conquistado pela paranaense Laura Sanches, da classe S14 (deficiência intelectual), com 1min08s02 e 687 pontos. Entre elas, a britânica Poppy Maskill ficou com a prata, com 1min06s60 e 732 pontos.

“É muito especial fazer o hino brasileiro tocar. Hoje é mais importante ainda, por ser o Dia das Mães e eu poder dedicar este hino à minha rainha. Eu me senti muito bem e segura na prova. Quando sai e descobri que a medalha era minha, a felicidade foi certeira”, disse Lucilene.

Dois brasileiros também chegaram ao pódio dos 100m borboleta, com uma prata e um bronze. O mineiro Gabriel Araújo, da classe S2 (comprometimento físico-motor) ficou na segunda colocação, com 2min02s50 e 901 pontos, enquanto o carioca Thomaz Matera, da classe S11 (cegos), ficou com a terceira colocação, com 1min02s91 e 896 pontos. O ouro ficou com o britânico William Ellard, com 55s66 e 902 pontos.

Nos 200m livre, o paulista Kauã Assencio, 18, da classe S14, foi prata ao terminar a prova em 1min59s23 e marcar 806 pontos. O pódio foi todo formado por atletas da mesma classe. O ouro ficou com o britânico William Ellard, com 1min54s41 e 912 pontos, enquanto o bronze foi para o também britânico Dylan Broom, que terminou a prova em 2min00s23 e marcou 786 pontos.

“Minha prova foi muito boa. Eu me senti muito bem. Eu nadei forte, fiz o melhor tempo da vida nesta que é a minha terceira competição internacional. É muito gratificante competir com atletas que são referência para mim na natação e que eu nunca imaginava que competiria um dia com eles”, comemorou Kauã.

O Brasil ainda conquistou ouro na disputa para jovens dos 100m costas com Camila Emanuelly Dias, da classe S8 (comprometimento físico-motor), com 1min26s71 e 486 pontos; ouro com Luiz Fernando Antonio Rodrigues, da classe SB4 (comprometimento físico-motor) nos 100m peito, com 1min46s10 e 740 pontos; ouro com Aldrey Mykaella, da classe S14 (deficiência intelectual), nos 100m borboleta com 1min11s86 e 582 pontos; e prata com Enzo Rafael Martins, da classe S10 (comprometimento físico-motor) nos 100m borboleta, com 1min06s61 e 533 pontos.

A Seleção disputa o IDM logo após participar da etapa de Berlim do World Series, na qual conquistou 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens.

O grupo é formado por 17 atletas da Seleção principal que estiveram na competição anterior e outros 11 jovens que se juntaram para a disputa deste segundo evento em solo alemão.

A competição segue até a próxima terça-feira, 12.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Gabriel Araújo, Mariana Gesteira e Lucilene Sousa são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Luiz Fernando Rodrigues, Alessandra Oliveira e Beatriz Flausino integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/medalhistas-mundiais-melhoram-marcas-e-brasil-inicia-campeonato-internacional-de-natacao-em-berlim-com-tres-ouros/

Postado Pôr Antônio Brito

RJ: ONG entrega cadeiras de rodas para crianças carentes no Pão de Açúcar

Ação solidária no Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro/RJ, entregou cadeiras de rodas para crianças com deficiência e reforçou a importância da acessibilidade.

RJ: ONG entrega cadeiras de rodas para crianças carentes no Pão de Açúcar

No Rio de Janeiro/RJ, crianças com deficiência receberam cadeiras de rodas em uma ação solidária realizada no bondinho do Pão de Açúcar. O evento reuniu famílias em um dos principais cartões-postais da cidade e promoveu a entrega dos equipamentos para crianças com mobilidade reduzida, unindo inclusão, acessibilidade e lazer em um espaço simbólico da capital fluminense.

A iniciativa destacou a importância de garantir mobilidade e autonomia para crianças com deficiência, além de reforçar o papel de ações sociais que ampliam o acesso à cidadania e à participação em espaços públicos e turísticos. A entrega das cadeiras de rodas também teve caráter de conscientização, chamando atenção para o direito à acessibilidade e à inclusão desde a infância.

Assista a matéria da TV Globo/G1 no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=5c6dcc7d-2df2-4a8e-89a7-21165fae1a0c
 
Postado Pôr Antônio Brito