23/06/2026

A inclusão de fachada e o preço da exclusão no futebol da Fifa

A inclusão de fachada e o preço da exclusão no futebol da Fifa - OPINIÃO - Por Guilherme Kalel

OPINIÃO

  • * Por Guilherme Kalel

O futebol sempre se orgulhou de ser o esporte mais popular e democrático do planeta, uma paixão capaz de romper barreiras geográficas, sociais e econômicas. No entanto, as recentes decisões da Fifa para a Copa do Mundo de 2026 revelam uma face cruel e puramente mercantilista da entidade, transformando o discurso da inclusão em uma peça publicitária vazia. Ao inflacionar de forma absurda os ingressos para pessoas com deficiência e cortar direitos históricos, a federação internacional promove uma segregação econômica disfarçada de modernidade.

A disparidade dos números apresentados em uma reportagem especial do Diário PcD, Portal de notícias voltado a pessoas com deficiência, é assustadora. Na Copa do Qatar, em 2022, um torcedor com deficiência conseguia assistir a um jogo da fase de grupos desembolsando cerca de R$ 57,00, tendo ainda o direito garantido a um acompanhante gratuito. Em 2026, para sentar no setor acessível, esse mesmo torcedor precisa pagar impressionantes R$ 1.430 pelo seu bilhete. Para piorar, a Fifa extinguiu a gratuidade do acompanhante, obrigando a compra de um segundo ingresso. O resultado prático é uma conta de R$ 2.860 para que uma dupla assista a uma única partida, representando um aumento acachapante de 4.900%.

Dizer que o torneio oferece recursos avançados, como audiodescrição, salas sensoriais para autistas e interpretação em língua de sinais em todos os jogos, soa quase como uma ironia de mau gosto diante do bloqueio financeiro imposto na bilheteria. De que adiantam as mais modernas tecnologias assistivas se o público-alvo dessas ferramentas foi financeiramente banido do espetáculo? A acessibilidade física e sensorial perde completamente o sentido quando a acessibilidade econômica é destruída.

A estratégia da Fifa se torna ainda mais evidente e perversa com a redução em um terço do número de assentos reservados à acessibilidade, limitando a presença de cadeirantes a números irrisórios, como apenas 18 em determinadas partidas. Ao diminuir a oferta e elevar o preço a patamares proibitivos, a entidade deixa claro que enxerga o torcedor com deficiência não como um cidadão de direitos, mas como um espaço comercial menos lucrativo que precisa ser minimizado.

As duras críticas de autoridades brasileiras, como os senadores e deputados que se mobilizam para protestar formalmente contra a federação, são urgentes e necessárias. O esporte e o lazer são direitos humanos fundamentais, preconizados inclusive pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Tratar o acesso a um estádio como um produto de luxo voltado apenas a uma elite que pode arcar com aumentos abusivos é violar o espírito de igualdade que o próprio futebol deveria defender.

Como bem lembrado pelas lideranças políticas nacionais, o Brasil receberá em breve a Copa do Mundo Feminina. O episódio atual deve servir de alerta máximo e linha de corte para as autoridades do nosso país. Não se pode aceitar que entidades estrangeiras imponham em solo brasileiro regras que retrocedam nas conquistas sociais e segreguem nossos cidadãos.

A Fifa precisa entender que a verdadeira inclusão não se faz apenas com tecnologia de ponta para os poucos que conseguem pagar, mas sim garantindo que o direito de torcer seja viável e respeitado. Enquanto o lucro for o único guia de suas decisões, as arenas da Copa do Mundo continuarão sendo monumentos à exclusão.

  • * Guilherme Kalel é Jornalista e Escritor.
    Publicher da Agência Visionpress.
    Professor de Conteúdo Digital e Consultor de Acessibilidade.
    Autor da Coluna Kalelvision.
  • guilherme@visionpress.com.br

guilherme@visionpress.com.br

Artigo originalmente publicado em

A Inclusão de Fachada e o Preço da Exclusão no Futebol da Fifa – Agência Visionpress

Fonte https://diariopcd.com.br/a-inclusao-de-fachada-e-o-preco-da-exclusao-no-futebol-da-fifa/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB realiza Camping Escolar Regional no Rio de Janeiro com 74 esportistas do atletismo e da natação

Semana de Camping Escolar Paralímpico no CT, em São Paulo. Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realiza a partir deste domingo, 28, até o sábado, 4, o Camping Escolar Regional Paralímpico no Rio de Janeiro (RJ). A etapa dá início à iniciativa que percorrerá as cinco regiões brasileiras neste ano.

A edição sudeste conta com 74 esportistas, sendo 45 do atletismo e 29 da natação em atividades no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan). A iniciativa propõe uma semana de vivência da rotina de atletas do alto rendimento nas modalidades.

Durante este período, os atletas participarão de treinamentos, de testes físicos e receberão atendimento de uma equipe multidisciplinar.

A programação prevê ainda dois bate-papos, um dedicado à nutrição e outro à Ciência do Esporte – este com foco na importância da avaliação dos atletas e nos resultados dos testes realizados pela área.

O Camping Escolar Paralímpico é realizado desde 2018 e tem como objetivo apresentar os jovens que se destacaram nas Paralimpíadas Escolares do ano anterior à rotina de atletas de alto rendimento, além de favorecer a identificação e a lapidação de talentos.

Anualmente, o evento conta com duas edições nacionais, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A primeira ocorreu de 25 a 31 de janeiro e a segunda está marcada para 12 a 19 de julho.

Desde 2025, o CPB promove o Camping Escolar Regional, que percorre as cinco regiões do país. Neste ano, a primeira etapa será realizada no Sudeste, com sede no Rio de Janeiro.

Em 2026, o programa passou a incluir o Camping Escolar para atletas de classes baixas, voltado a esportistas com deficiências mais severas. A primeira edição ocorreu em março, na Paraíba.

Confira a agenda dos próximos Campings Escolares:

Camping Escolar Nacional
Data: 19 a 25/07 – São Paulo (SP)

Camping Escolar Regional – Norte
Data: 9 a 15/08/2026 – Manaus (AM)

Camping Escolar Regional – Centro-Oeste
Data: 26/09 a 03/10 – Cuiabá (MT)

Camping Escolar Classes Baixas
Data: 30/8 a 5/9 – Goiânia (GO)

Camping Escolar Regional – Sul
Data: 11 a 18/10 – Blumenau (SC)

Camping Escolar Regional Nordeste
Data: 1 a 7//11 – Fortaleza (CE)

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-realiza-camping-escolar-regional-no-rio-de-janeiro-com-74-esportistas-do-atletismo-e-da-natacao/

Postado Pôr Antônio Brito

Dificuldades do irmão cadeirante de Zezé Di Camargo e Luciano

Welington Camargo, irmão cadeirante de Zezé Di Camargo e Luciano, expõe dificuldades diárias, como a falta de acessibilidade em hotéis, mostrando que a questão afeta a todos, independente de condição financeira.

Dificuldades do irmão cadeirante de Zezé Di Camargo e Luciano

Welington Camargo é cadeirante e é irmão da dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Ele usou as redes sociais para mostrar um pouco das dificuldades do seu dia a dia com sua cadeira de rodas. Welington, que também é cantor, só que de músicas Gospel, é ex-deputado estadual por Goiás e ficou paraplégico na infância por causa de uma poliomielite.

Nas redes sociais, ele apareceu num vídeo que ele mesmo fez, tomando banho com um balde por não conseguir chegar ao chuveiro em um hotel. A dificuldade foi causada pelo tamanha da entrada do box, que não dava para passar com a cadeira de rodas.

A decisão de fazer a publicação veio após Welington receber comentários dizendo que ele, por ser irmão da dupla famosa e ter condições financeiras, não enfrentaria dificuldades no dia a dia como cadeirante.

Nos comentários da publicação, alguns seguidores apontaram uma possível falta de apoio por parte dos irmãos. Welington, porém, negou a informação.

Em 1998, o irmão da dupla sertaneja ganhou os holofotes ao ser sequestrado e passar 96 dias em um cativeiro, onde teve também parte de uma das orelhas cortada.

A falta de acessibilidade em hotéis ainda é uma questão crítica em nosso País e que precisa ser levada a sério, melhor fiscalizada e punida pelas autoridades competentes.

 

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=291c3956-5a17-4dbb-a451-699ce27d4348

Postado Pôr Antônio Brito 

20/06/2026

Definidos os indicados para o Trófeu Leão Dourado 2026 – Inclusão Consciente

Premiação anual realizada pela Revista Total celebra as iniciativas, lideranças e instituições que demonstram impacto real, inovação e relevância no desenvolvimento social e humano.

A Revista Total Brasil divulgou o resultado uma Pesquisa de Reconhecimento onde apurou critérios para identificar melhores gestores e trajetórias públicas com foco no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE).

De acordo com os organizadores, “a iniciativa institucional e jornalística tem como propósito fundamental valorizar as boas práticas, fortalecer o compromisso público e dar visibilidade às administrações e
trajetórias que fazem a real diferença na vida das pessoas”.

O prêmio celebra os gestores e personalidades que mais se destacaram por suas trajetórias administrativas, resultados concretos e profundo compromisso com o cidadão no tema do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O evento da entrega da premiação ganha um simbolismo ainda maior por ser realizado em comemoração ao Dia
do Orgulho Autista, reforçando a importância da inclusão e do cuidado com as pessoas.

  • Metodologia

Os premiados foram definidos após Pesquisa de Opinião Pública, com a captação da percepção dos cidadãos sobre o impacto das ações e serviços voltados à Inclusão Consciente.

A definição dos premiados foi através de análise Técnica da Gestão, com validação qualitativa e consistência administrativa das práticas adotadas.

A organização também avaliou a curadoria editorial, com avaliação especializada e contextualização institucional e jornalística.

O evento acontece nesta quinta-feira, 18, às 10h, no Edifício Horn em Brasília – DF

Homenageados 2026

  • Cibele Lopes – Especialista e Mãe Atípica. Ativista da Inclusão social de PCDS e neurodivergentes. Graduada em Administração de Empresas, é Especialista em Desenvolvimento Humano, neurociência aplicada ao autismo. Coordenadora da Frente Parlamentar do Autismo no DF.
  • Dra Ana Carolina Steinkopf – Pesquisadora e idealizadora do Mapa Autismo Brasil-MBA. Musicoterapeuta, pesquisadora e presidente do Instituto Steinkopf, organização referência em atendimento, formação e inovação para o autismo no Brasil. É idealizadora do programa Uma Sinfonia Diferente, primeiro musical protagonizado por pessoas autistas no país, e do Mapa Autismo Brasil (MAB), maior levantamento nacional sobre o perfil social demográfico e clínico de pessoas autistas.

  • Deputado Distrital Eduardo Pedrosa – Eleito em 2018 para seu primeiro mandato como deputado distrital, o parlamentar levou à Câmara Legislativa uma nova forma de trabalhar pela população do DF. Como bandeira parlamentar, assumiu e trabalhou pelo setor produtivo, promoveu ações para ajudar instituições diversas, desde as especializadas em tratamento de câncer, passando pelo combate à violência contra a mulher e atividades esportivas para Pessoas Com Deficiências.

  • Pedro Barretto – Advogado e Consultor Tributário, Conselheiro e Ouvidor Geral da OABRJ. Mestre em Direito Tributário, Mestrando em Direito Internacional Tributário em Portugal, MBA/FGV e Especialista. Escritor, Professor, Conferencista, Empresário e Empreendedor Educacional. Tio atípico.

  • Deputado Distrital Robério Negreiros – O parlamentar se destaca em investimentos na capacitação e na geração de emprego e renda e na luta pela inclusão das pessoas com deficiência. É o autor de diversas Leis Distritais em defesa das mulheres e autor da Lei do Primeiro Emprego no DF

  • Instituto Oceano Azul – Reconhecido nacionalmente como uma das principais referências em atendimento acessível, acolhimento e inclusão para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).
    A indicação do Instituto reflete anos de dedicação na construção de um ecossistema mais inclusivo. Através de metodologias humanizadas, suporte a famílias e projetos focados na autonomia e no desenvolvimento integral, a organização consolidou-se como um farol de esperança e cidadania para a comunidade autista e suas redes de apoio.

  • Centro Clínico do Autista – DF – Unindo excelência técnica e sensibilidade. Em um espaço planejado com instalações completas e confortáveis, o foco da instituição é oferecer terapias mais eficazes, garantindo que cada família se sinta profundamente acolhidos. Com uma equipe de especialistas que pratica um atendimento humanizado para promover a saúde, o desenvolvimento e a qualidade de vida com o respeito que as famílias do DF merecem.

  • Diário PCD – O Diário PCD se consolida como o principal portal de jornalismo inclusivo e direitos da pessoa com deficiência no Brasil. Em um cenário midiático onde a representatividade e a informação de utilidade pública são cada vez mais essenciais, o Diário PCD consolida sua posição como o maior veículo de comunicação independente do Brasil especializado no segmento de Pessoas com Deficiência (PCD). Com uma cobertura diária, ética e aprofundada, o portal se tornou a principal referência para milhões de brasileiros que buscam entender seus direitos, acompanhar as mudanças na legislação e cobrar o cumprimento de políticas públicas de acessibilidade e inclusão.

  • Vanessa Souza Lima – Quando a filha de Vanessa Souza Lima recebeu o diagnóstico inicial de que jamais falaria ou andaria, o mundo pareceu parar. Mas ali, nascia também uma mãe atípica que se recusou a aceitar aquele ponto final. Vanessa escolheu lutar. Hoje, ver sua filha se desenvolvendo e correndo livre pelos parques do Distrito Federal é a prova viva de que o amor e a persistência rompem barreiras. Sabendo que sua realidade financeira não é a mesma de milhares de outras famílias, Vanessa transformou sua gratidão em missão. Ela se posiciona como uma das principais mobilizadoras do autismo no DF, pronta para estender a mão, articular com a sociedade e construir redes de apoio. Vanessa quer ser a voz, a força e o colo para as mães que, exaustas pelo cuidado solitário, mal têm forças para gritar por socorro.

  • Clínica Núcleo Integrare – tem atuação destacada com foco especializado no atendimento a adolescentes neurodivergentes. Reconhecida por sua abordagem terapêutica de excelência no suporte a indivíduos neurodivergentes, anuncia a ampliação de seu escopo de serviços com uma linha de cuidado integral e especializada voltada para adolescentes. No Núcleo Integrare, entendemos que as estratégias precisam evoluir com a idade do paciente. Nosso foco com os adolescentes não é apenas a intervenção clínica isolada, mas o fomento à autonomia, regulação emocional e preparação para os desafios do cotidiano e da vida adulta

Fonte https://diariopcd.com.br/definidos-os-indicados-para-o-trofeu-leao-dourado-2026-inclusao-consciente/

Postado Pôr Antônio Brito 

Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro será sede do Mundial de badminton em 2028

Etapa Nacional de Badminton no CT Paralímpico, em São Paulo, em maio de 2025 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), localizado na zona sul de São Paulo, será sede do Campeonato Mundial de badminton entre os dias 14 e 20 de fevereiro de 2028. O anúncio foi feito pela Federação Mundial de Badminton (BWF, na sigla em inglês) e pela Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) nesta sexta-feira, 19. Será a primeira vez que o Brasil receberá a principal competição da modalidade.

O Mundial de 2028 será disputado seis meses antes dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles e integrará o ciclo de preparação para o megaevento, cujo o início está marcado para 13 de agosto.

A escolha do Brasil como sede foi respaldada pela experiência do país na organização de eventos internacionais de badminton e pela estrutura do Centro de Treinamento Paralímpico, reconhecido como o principal complexo de excelência do paradesporto na América Latina e um dos mais importantes do mundo. A realização do torneio deve impulsionar o desenvolvimento técnico da Seleção Brasileira e contribuir para o fortalecimento da modalidade no país e na região.

A evolução do badminton brasileiro nos últimos anos pode ser observada nos resultados conquistados pela seleção nacional. Nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, o paranaense Vitor Tavares foi medalhista de bronze na classe SH6 (baixa estatura), resultado que representou a primeira medalha do país no badminton em Jogos Olímpicos ou Paralímpicos.

“Trata-se do reconhecimento de um trabalho construído ao longo de muitos anos por atletas, treinadores, clubes, parceiros e pela própria Confederação. Este será um momento histórico para o esporte brasileiro e uma oportunidade única de mostrar ao mundo a força do nosso badminton”, afirmou o presidente da Confederação Brasileira de Badminton, José Roberto Santini Campos.

Além da confirmação do Brasil como sede do Mundial de 2028, também foi divulgado o calendário internacional da modalidade para a temporada de 2027 e para o início de 2028. O planejamento prevê uma série de torneios de Nível 1, Nível 2 e Nível 3, além de Jogos Continentais Multiesportivos e Campeonatos Continentais nos cinco continentes.
Segundo a BWF, a programação busca ampliar as oportunidades de progressão no ranking mundial e oferecer janelas de competição alinhadas à preparação dos atletas.

Um dos principais destaques do calendário é o alinhamento com o processo classificatório para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, entre 5 de abril de 2027 e 2 de abril de 2028. Durante esse intervalo, os atletas acumularão pontos para garantir vaga nos Jogos.

A lista do Ranking Paralímpico a ser publicada em 4 de abril de 2028 definirá a relação inicial de classificados para a competição de badminton em Los Angeles.

“Estamos muito satisfeitos em conceder ao Brasil o direito de sediar o Campeonato Mundial. Isso reflete a crescente força do país no badminton e o nosso compromisso em expandir o esporte globalmente. Por estar situado na fase final do período de classificação paralímpica, apenas seis meses antes dos Jogos Paralímpicos, o campeonato será um marco decisivo para todos os atletas. Ele oferecerá uma plataforma de nível mundial para desempenho esportivo, preparação e conclusão da prontidão rumo a Los Angeles, além de refletir nosso compromisso contínuo com o crescimento do badminton em todas as regiões”, afirmou a presidente da BWF, Khunying Patama Leeswadtrakul.

São 120 vagas da modalidade nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, divididas igualmente entre homens e mulheres. Do total, 98 serão preenchidas por meio do sistema de qualificação e 22 por convites da Comissão Bipartite, concedidos após o encerramento do período classificatório.

O calendário internacional completo de 2027 e 2028 está disponível no site oficial da Federação Mundial de Badminton.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
O atleta Vítor Gonçalves Tavares integra o Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, iniciativa de patrocínio individual das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/centro-de-treinamento-paralimpico-brasileiro-sera-sede-do-mundial-de-badminton-em-2028/

Postado Pôr Antônio Brito 

Você conhece a Academia Brasileira da Cultura DEF?

A Academia Brasileira da Cultura DEF busca reunir pessoas com deficiência atuantes na cultura, nas artes, na educação, na pesquisa e na defesa dos direitos humanos.

Você conhece a Academia Brasileira da Cultura DEF?

A Academia Brasileira da Cultura DEF – ABCD é uma iniciativa em construção que busca reunir pessoas com deficiência atuantes na cultura, nas artes, na educação, na pesquisa e na defesa dos direitos humanos.

A Academia Brasileira de Cultura é uma instituição fundada em 2021 que reúne 56 personalidades das artes, educação e humanidades para promover e fortalecer o setor cultural do país. O termo "DEF" refere-se à arte e cultura inclusiva voltada a pessoas com deficiência (PCD), um movimento que vem ganhando forte representação institucional e visibilidade no Brasil.

Se você é artista ou se enquadra no objetivo desta academia, entre em contato e cadastre-se.

Saiba mais nas redes sociais: @academiadef1.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=f00cae0d-a91a-4d5d-8cd1-ce2c404e818f

Postado Pôr Antônio Brito 

19/06/2026

Consultor da série Love on the Spectrum, da Netflix, vem ao Brasil para palestra sobre Amor ao Espectro Autista

Consultor da série Love on the Spectrum, da Netflix, vem ao Brasil para palestra sobre Amor ao Espectro Autista

Dr Kerry Magro, diagnosticado com autismo aos 4 anos e sem desenvolver plenamente a fala até a infância, consultor da série Love on the Spectrum, da Netflix, se tornou uma das principais referências mundiais em neurodiversidade e inclusão

Até os dois anos e meio, Dr Kerry Magro não falava. Aos sete anos, ainda dava os primeiros passos na construção de frases completas. Hoje, sobe aos palcos para falar sobre autismo para milhares de pessoas ao redor do mundo e é reconhecido como uma das vozes mais influentes do movimento de aceitação e inclusão de pessoas autistas.

A trajetória do especialista é uma daquelas histórias capazes de desafiar expectativas. Diagnosticado com autismo aos 4 anos de idade, ele enfrentou dificuldades significativas de comunicação durante a infância. O que ninguém imaginava naquela época era que aquele menino se tornaria um palestrante internacional, autor best-seller, consultor de produções de alcance global e uma referência para famílias, educadores e profissionais que atuam com autismo.

Foi por meio do teatro que Kerry encontrou uma ferramenta para desenvolver habilidades sociais e de comunicação. O palco, que inicialmente serviu como apoio para lidar com desafios cotidianos, acabou se transformando em uma profissão e em uma missão de vida: ampliar a compreensão sobre o autismo e ajudar a construir uma sociedade mais inclusiva.

Hoje, Magro já realizou mais de 1.400 palestras em diferentes países, incluindo apresentações no TEDx e no Google. Seu trabalho alcança escolas, universidades, empresas, organizações sociais e famílias que buscam compreender o autismo para além dos estereótipos.

Sua atuação também ajudou a transformar a representação das pessoas autistas na cultura e na mídia. Dr Kerry Magro é consultor da premiada série Love on the Spectrum U.S., da Netflix, sucesso internacional por retratar relacionamentos e experiências de pessoas autistas de forma respeitosa e autêntica. Também atuou como consultor da série Mrs. Fletcher, da HBO, e integrou a equipe de roteiristas da produção infantil Carl the Collector, da PBS Kids, que apresentou o primeiro personagem principal autista da história da emissora.

Além da atuação profissional, Kerry lidera a organização sem fins lucrativos KFM Making A Difference, criada para ampliar oportunidades para pessoas autistas e pessoas com deficiência. Desde 2011, a instituição já concedeu mais de 150 bolsas de estudo para estudantes autistas e apoiou iniciativas voltadas à inclusão educacional e profissional.

Nas redes sociais, seu alcance também impressiona. A página Kerry’s Autism Journey reúne mais de 300 mil seguidores e seus vídeos, produzidos para ampliar o diálogo sobre autismo e inclusão, já ultrapassaram 35 milhões de visualizações.

Para Cinthia Chiarelli, fundadora do Instituto Cintia Chiarelli, a relevância de Kerry vai muito além de sua história pessoal: “o que torna Kerry tão importante não é apenas sua trajetória de vida. É a capacidade de transformar experiência em conhecimento, acolhimento e impacto social. Ele ajuda famílias, educadores, profissionais e empresas a compreenderem que inclusão não é uma concessão, mas uma oportunidade de construir uma sociedade melhor para todos”.

No dia 11 de agosto, Dr Kerry Magro participará do evento Amor ao Espectro Autista, promovido pelo Instituto Cintia Chiarelli. Realizado ao vivo, via Zoom, com tradução simultânea para o português, o encontro reunirá famílias, profissionais da saúde, educadores e interessados no tema para discutir os desafios, avanços e perspectivas da inclusão de pessoas autistas.

Mais do que compartilhar conhecimento, a participação de Kerry representa uma oportunidade rara de ouvir alguém que ajudou a mudar a forma como o autismo é compreendido em diferentes partes do mundo e que continua trabalhando para que cada vez mais pessoas sejam reconhecidas por suas potencialidades, e não por suas limitações.

SERVIÇO

Evento: Amor ao Espectro Autista

Data: 11 de agosto de 2026

Horário: 20h

Formato: Online, via Zoom

Duração: 2 horas

Participação: Dr. Kerry Magro

Tradução simultânea: Sim

Inscrições:

Até 30 de junho: R$ 100

Após essa data: R$ 150

Fonte https://diariopcd.com.br/consultor-da-serie-love-on-the-spectrum-da-netflix-vem-ao-brasil-para-palestra-sobre-amor-ao-espectro-autista/

Postado Pôr Antônio Brito 

Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo reúne 79 atletas no Rio de Janeiro a partir deste sábado, 20

Atleta Alexandre Galgani no Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo 2025 | Foto: Alexandre Loureiro/CPB

O Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo será disputado neste fim de semana, entre sábado, 20, e domingo, 21, na Escola Naval, no Rio de Janeiro, com a presença de 79 atletas.

Dos inscritos, 58 são homens e 21 mulheres. Cada atirador disputará até três provas na competição.

O torneio conta com a participação do paulista Alexandre Galgani, 43, primeiro brasileiro a conquistar uma medalha paralímpica no tiro esportivo – uma prata nos Jogos de Paris 2024.

Representante do clube The Range, ele disputa as provas da classe SH2 (atiradores que precisam de suporte para a arma): R4 carabina de ar 10m em pé, R5 carabina de ar 10m deitado e R9 carabina 50m deitado.

Alexandre perdeu os movimentos do corpo aos 18 anos, após bater a cabeça no fundo de uma piscina durante um mergulho.

O atleta chega ao Circuito após uma semana de treinamentos na Alemanha, realizada em maio, como parte da preparação para o Campeonato Mundial da modalidade, marcado para ocorrer entre 7 e 18 de setembro, em Changwon, na Coreia do Sul.

Antes disso, Galgani fará parte da delegação de 11 atletas que representará o Brasil no 5º Open Para Shooting Grand Prix Club Internacional Arequipa, no Peru, competição programada para os dias 11 a 15 de julho. O evento é a principal competição da América do Sul neste ano e contabiliza pontos para o ranking mundial da modalidade.

Outra atleta que estará no Circuito paralímpico de tiro esportivo e no Grand Prix de Arequipa é a fluminense Débora Campos. Neste fim de semana, a representante do IMG disputa as provas da classe SH1 (sem suporte para a arma) P2 pistola de ar 10m SH1 e P3 pistola 25m misto.

No ano passado, a atleta foi a única mulher brasileira a subir ao pódio no Grand Pix de Arequipa. A fluminense conquistou o bronze na final feminina da prova P2 pistola de ar 10m da classe SH1.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Serviço
Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo
Data: 20 e 21 de junho, a partir das 9h (horário de Brasília)
Local: Escola Naval
Endereço: Av. Alm. Silvio de Noronha, s/n – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-010

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/circuito-loterias-caixa-de-tiro-esportivo-reune-79-atletas-no-rio-de-janeiro-a-partir-deste-sabado-20/

Postado Pôr Antônio Brito 

Suporte para celular facilita uso de Libras e legendas no cinema

Novo suporte para celular facilita o acesso a Libras, audiodescrição e legendas em cinemas, oferecendo mais conforto e acessibilidade aos usuários.

Suporte para celular facilita uso de Libras e legendas no cinema

O dispositivo foi desenvolvido para encaixar no porta-copos das poltronas do cinema e dá mais estabilidade ao celular durante o uso do aplicativo que oferece recursos como legendagem descritiva, audiodescrição, janela de Libras e tradução e legendagem em diferentes idiomas, sem precisar segurar o celular durante toda a sessão. E sem atrapalhar os demais espectadores.

A empresa responsável pelo equipamento é a Conecta Acessibilidade, produtora especializada em acessibilidade audiovisual e projetos culturais.

O suporte físico foi criado para facilitar o uso de seu aplicativo em salas de cinema.

A solução surgiu a partir de demandas apresentadas por usuários surdos, que relataram a dificuldade de manter o aparelho nas mãos ao longo do filme para acompanhar legendas descritivas ou interpretação em Libras.

Após pesquisar alternativas disponíveis no Brasil e no exterior, a Conecta Acessibilidade decidiu desenvolver um modelo próprio, pensado para as características das salas brasileiras. O dispositivo é produzido por impressão 3D. Segundo a empresa, a escolha permite ajustes ergonômicos, produção sob demanda, otimização de custos e possibilidade de escala.

Os testes começaram em janeiro deste ano, em salas do Grupo Estação.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=cb312d56-81c6-4b77-aa32-d788abf1cf1e

Postado Pôr Antônio Brito 

Coluna Diária: Trajando Direitos - Justiça na Balança: O Direito do Cadeirante ao Cuidado Integral com a Saúde


Você já parou para pensar como um cadeirante sabe o próprio peso? Para a maioria das pessoas, basta subir em um equipamento em qualquer farmácia ou consultório. Para quem usa cadeira de rodas, esse ato simples se torna uma barreira intransponível. No blog Trajando Cidadania, hoje discutimos por que a falta de balanças adaptadas não é apenas um "detalhe logístico", mas uma violação de direitos.

🏥 Por que o peso é uma questão de Direito à Saúde?

O peso corporal não é apenas um número estético; é um dado clínico vital. A falta de balanças acessíveis (aquelas em que a pessoa entra com a própria cadeira e o equipamento desconta o peso do objeto) gera riscos graves:

  • Dosagem de Medicamentos: Antibióticos, anestesias e tratamentos quimioterápicos são calculados com base no peso exato. No "olhômetro", o risco de subdosagem ou toxicidade é real.

  • Acompanhamento Nutricional: Sem pesagem, é impossível monitorar perdas ou ganhos de massa que indicam a evolução de doenças crônicas.

  • Dignidade Humana: Muitas vezes, o cadeirante é pesado "no colo" de um enfermeiro ou familiar, uma situação vexatória que retira a autonomia do indivíduo.

📜 O que diz a Lei? Existe um "vácuo" legislativo?

Ao contrário do que parece, não falta lei, o que falta é especificidade e fiscalização.

  1. Constituição Federal (Art. 196): Garante que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Se o Estado não oferece meios para um diagnóstico preciso (como a pesagem), ele está falhando.

  2. Lei Brasileira de Inclusão - LBI (Lei 13.146/2015): No Artigo 18, a LBI é clara: os serviços de saúde devem garantir o acesso da pessoa com deficiência em igualdade de condições, inclusive com equipamentos adaptados.

  3. Norma Técnica NBR 9050: Estabelece os critérios de acessibilidade para equipamentos, mas muitas clínicas e hospitais ignoram a obrigatoriedade de possuir a balança plataforma.

O problema real: Embora a LBI exija "acessibilidade", não há uma lei federal que diga, por exemplo: "Toda farmácia ou posto de saúde de bairro DEVE ter uma balança para cadeirantes". Isso fica diluído em normas gerais, o que dificulta a punição para quem não oferece o equipamento.

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Dizemos que entender essa luta é Trajar Direitos porque a cidadania precisa vestir todos os corpos.

Quando um cadeirante chega a um hospital e não encontra uma balança onde ele possa se pesar com autonomia, o "traje" da sua dignidade está sendo rasgado. Trajar esse direito significa exigir que a acessibilidade não pare na porta de entrada (com a rampa), mas que ela chegue ao consultório e ao exame médico.

É entender que a saúde de um cadeirante não pode ser baseada em estimativas. Lutar por balanças acessíveis é garantir que o sistema de saúde trate a pessoa com deficiência como um cidadão de corpo inteiro, e não como uma exceção ao padrão.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

Matéria Postada por: Heleno Trajano.