01/10/2026

Crédito Acessibilidade: governo anuncia linha às 18h36 do último dia de vigência da portaria

Crédito Acessibilidade: governo anuncia linha às 18h36 do último dia de vigência da portaria

MDHC publicou orientação sobre financiamento de tecnologias assistivas no mesmo dia em que terminou a validade da Portaria que autoriza as operações subvencionadas para todo o público. Diário PcD questionou o governo sobre a situação e aguarda resposta.

Uma publicação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) colocou novamente o Crédito Acessibilidade em evidência justamente no dia em que terminou a vigência da Portaria MF nº 2.276, de 8 de outubro de 2025 que autorizava as operações subvencionadas da linha. A informação – além de ser publicada no site oficial do órgão, foi encaminhada em Comunidade no whatsapp às 18h53

A notícia, intitulada “Crédito Acessibilidade financia tecnologias assistivas e adaptações para pessoas com deficiência”, o Ministério afirma que o Crédito Acessibilidade é uma linha destinada à aquisição de produtos e serviços de tecnologia assistiva e informa que “a linha está disponível no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal”. A publicação detalha ainda produtos que podem ser financiados, documentação, requisitos e procedimentos para contratação.

Portaria que autorizava as operações subvencionadas venceu no mesmo dia

A Portaria MF nº 2.276, de 8 de outubro de 2025, autorizou o pagamento de equalização de taxas de juros nas operações do Crédito Acessibilidade realizadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa.

O artigo 3º da norma estabelece expressamente que “a autorização de que trata o art. 2º abrange as operações contratadas a partir da data da publicação desta Portaria até 30 de setembro de 2026”.

A norma estabelecia juros de 6% ao ano para pessoas com renda de até cinco salários mínimos e 7,5% ao ano para renda acima de cinco e até dez salários mínimos, além de prazo de até 60 meses e taxa de abertura de crédito de 0%.

Ao Diário PcD, a Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério da Fazenda, em 27 de agosto, havia afirmado que “a Secretaria do Tesouro Nacional já iniciou os procedimentos preparatórios para definição dos limites equalizáveis relativos ao período subsequente”. Até o fechamento desta matéria, também não recebemos nenhuma atualização sobre as informações de manutenção da linha de empréstimos.

E justamente nesse dia, o governo publicou que o crédito está disponível

A publicação do MDHC explica que podem ser financiados, entre outros itens, cadeiras de rodas, órteses, próteses, aparelhos auditivos, andadores, dispositivos de acessibilidade para computadores, equipamentos de comunicação e adaptações residenciais. O texto também orienta o interessado a consultar o banco para verificar valores disponíveis, taxas, prazos, documentação e demais requisitos vigentes.

O Governo criou uma linha de crédito para atender diferentes públicos de pessoas com deficiência, separando entre quem tem renda de até 5 salários mínimos e para quem recebe entre 5 e 10 salários mínimos.

A Portaria anterior previa 6% a.a. (seis por cento ao ano), para mutuários com renda mensal de até cinco salários mínimos; e 7,5% a.a. (sete inteiros e cinco décimos por cento ao ano), para mutuários com renda mensal acima de cinco salários mínimos e até dez salários mínimos.

Na noite desta quarta-feira, 30, o MDHC informou que “pessoas físicas com renda mensal de até dez salários mínimos podem solicitar o financiamento, conforme as regras estabelecidas pela Portaria Interministerial ME/MCTI/MMFDH n.º 10.321, de 6 de dezembro de 2022. Os recursos devem ser utilizados para aquisição dos bens e serviços de tecnologia assistiva previstos na regulamentação, incluindo equipamentos, produtos e adaptações voltados à acessibilidade”.

Até o encerramento desta matéria, o MDHC, Ministério da Fazenda, Banco do Brasil e Caixa Economica Federal não respondem aos questionamentos encaminhados pelo Diário PcD.

Como o governo pode anunciar, no último dia de vigência da portaria que autorizava as operações subvencionadas, que o Crédito Acessibilidade está disponível, sem informar ao público se uma nova portaria já foi publicada ou se haverá continuidade das mesmas condições a partir de 1º de outubro?

O comunicado deveria – ao mínimo, citar se uma nova portaria será publicada – quando; se as condições de juros subsidiados serão mantidas; se as operações poderão ser contratadas normalmente a partir de 1º de outubro; se os bancos já receberam autorização para novas operações e qual o motivo da comunicação pública sobre a disponibilidade da linha horas antes do fim da vigência da norma anterior.

Governo já havia sinalizado continuidade em 2025

Há ainda um elemento que aumenta a expectativa.

Em outubro de 2025, quando a portaria anterior foi renovada, o próprio MDHC anunciou que havia trabalhado com o Ministério da Fazenda para garantir a continuidade do Crédito Acessibilidade.

Na ocasião, o Ministério afirmou que a renovação permitia aos bancos retomar as operações e destacou a importância da linha para financiar tecnologias assistivas destinadas à autonomia e inclusão das pessoas com deficiência.

Em 2026, o próprio MDHC também realizou uma consulta pública para atualizar a lista de bens e serviços de tecnologia assistiva financiáveis, indicando que a política estava em processo de revisão e aperfeiçoamento. Segundo o Ministério, após a consulta o texto seria submetido ao Conade antes da publicação de uma nova portaria.

O que a pessoa com deficiência deve fazer agora?

Diante da falta de uma explicação pública sobre a transição, a orientação mais segura é não presumir que as condições da Portaria nº 2.276/2025 continuam automaticamente válidas.

Quem pretende contratar o crédito deve consultar diretamente o Banco do Brasil ou a Caixa e verificar:

qual taxa está sendo aplicada, qual prazo está disponível, se a operação está sendo efetivamente contratada e quais regras estão vigentes a partir de 1º de outubro.

O próprio MDHC recomenda que o interessado consulte a instituição financeira para verificar valores, taxas, prazos, documentação e demais requisitos.

Uma publicação que gera perguntas

O ponto central desta reportagem não é afirmar que o governo “acabou” com o Crédito Acessibilidade.

É outro.

Por que publicar, às 18h34 do último dia de vigência da portaria que autorizava as operações subvencionadas, uma comunicação afirmando que a linha está disponível, sem explicar claramente ao cidadão o que acontece a partir do dia seguinte?

Essa é a pergunta que o Diário PcD encaminhou ao Governo Federal.

Até o momento, não houve resposta.

E enquanto não houver uma nova regulamentação ou esclarecimento oficial sobre as condições para novas operações, permanece uma dúvida concreta para milhares de pessoas que dependem de tecnologia assistiva:

O crédito continua. Mas em quais condições?

O Diário PcD continuará acompanhando e atualizará esta reportagem caso o Governo Federal encaminhe esclarecimentos.

Diário PcD — Nada sobre nós, sem nós.


🔥 Sugestões de manchete

Eu usaria uma destas três:

1. Mais forte e factual:

Crédito Acessibilidade: governo anuncia linha às 18h34 do último dia de vigência da portaria

2. Mais provocativa:

Crédito Acessibilidade: governo anuncia financiamento horas antes de vencer a portaria que garantia o subsídio

3. Mais jornalística:

Crédito Acessibilidade entra em zona de dúvida: governo anuncia linha no último dia de vigência da portaria

Minha escolha para o Diário PcD é a nº 2, mas com uma ressalva técnica: eu usaria “garantia o subsídio” somente se estivermos nos referindo especificamente à autorização de equalização prevista na Portaria 2.276/2025. A norma autorizava o pagamento de equalização; não era, por si só, a criação da política de crédito.

Subtítulo:
MDHC publicou orientação às 18h34 de 30 de setembro afirmando que o Crédito Acessibilidade está disponível no BB e na Caixa; Diário PcD questionou o governo sobre a continuidade das operações e ainda aguarda resposta.

Fonte https://diariopcd.com.br/credito-acessibilidade-governo-anuncia-linha-as-18h36-do-ultimo-dia-de-vigencia-da-portaria/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção Brasileira de halterofilismo estreia no Open das Américas com 25 atletas em busca de marcas para LA 2028

Equipe mista do Brasil no Mundial de halterofilismo Cairo em 2025 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Seleção Brasileira de halterofilismo estreia no Open das Américas neste domingo, 4, com 25 atletas. A competição será realizada até quinta-feira, 8, na Cidade do México, no México.

O torneio integra o calendário obrigatório do World Para Powerlifting, braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) responsável pela modalidade, e tem marcas válidas para o ranking classificatório dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

CONFIRA A CONVOCAÇÃO COMPLETA

Segundo o treinador-chefe da Seleção Brasileira, Valdecir Lopes, a meta é que todos os atletas brasileiros terminem a competição entre os dez primeiros colocados do ranking mundial de suas respectivas categorias.

“Estamos indo com força máxima, após meses de muitos treinos, para que todos os atletas fiquem entre os dez melhores colocados no ranking mundial de cada categoria. Dessa forma, ganhamos fôlego para as próximas competições obrigatórias, para chegarmos com tudo nos Jogos de Los Angeles”, explicou Valdecir.

A corrida por vagas para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028 segue até julho de 2028. Ao fim do processo classificatório, apenas os oito primeiros colocados do ranking de cada categoria garantem vaga nos Jogos Paralímpicos.

Entre os convocados estão a mineira Lara Lima, a paulista Mariana D’Andrea e a carioca Tayana Medeiros, que conquistaram a medalha de ouro por equipes no Campeonato Mundial de 2025, realizado no Cairo, no Egito.

As três também já conquistaram medalhas paralímpicas. Tayana foi campeã na categoria até 86kg, Lara conquistou o bronze na categoria até 41kg em Paris 2024, e Mariana é bicampeã paralímpica, com títulos em Tóquio 2020 e Paris 2024, na categoria até 73kg.

No masculino, o mineiro Marco Túlio, medalhista de bronze na categoria até 49kg, e o carioca Gustavo Amaral, medalhista de prata na categoria acima de 107kg, também no Mundial do Cairo, terão a oportunidade de avançar no ciclo classificatório para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles.

A Seleção Brasileira já está no México, onde realiza os últimos treinamentos antes do início do Open das Américas.

Patrocínios
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Mariana D’Andrea, Marco Túlio, Tayana Medeiros e Lara são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
A atleta Mariana D’Andrea integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-halterofilismo-estreia-no-open-das-americas-com-25-atletas-em-busca-de-marcas-para-la-2028/

Postado Pôr Antonio Brito 

Ex-atleta com doença rara perde autonomia e enfrenta interrupções no tratamento de saúde

Ex-atleta com doença rara perde autonomia e enfrenta interrupções no tratamento de saúde

Diagnosticada com Síndrome de Fabry, Kariny relata troca de hospitais, suspensão de home care, internação em UTI e dificuldades para manter o atendimento enquanto aguarda solução judicial.

Aos 28 anos, a ex-atleta Kariny Maria Faustino Assumpção, moradora da Zona Leste de São Paulo, vive uma realidade muito diferente daquela que projetava para o futuro. Diagnosticada com Síndrome de Fabry, doença genética rara que pode comprometer órgãos vitais e provocar dores neuropáticas intensas, ela perdeu a autonomia e passou a depender de cuidados contínuos.

Os primeiros sinais graves surgiram em 2021, quando Kariny perdeu os movimentos da perna direita. Após anos de investigação, o diagnóstico foi confirmado em 2024, depois de uma internação provocada por uma queda e um quadro intenso de sangramento urinário.

Desde então, segundo o relato da paciente, o tratamento tem sido marcado por mudanças sucessivas na rede de atendimento do plano de saúde, com passagens por diferentes hospitais e interrupções no acompanhamento especializado. Kariny afirma que, quando começava a estabelecer seu tratamento em uma unidade, precisava novamente procurar outro serviço e reapresentar todo o histórico médico.

O caso se agravou após a interrupção do home care, que oferecia acompanhamento multidisciplinar em casa. Segundo Kariny, a suspensão ocorreu em meio a problemas de repasses financeiros entre empresas envolvidas na operação de seu plano de saúde.

Sem a assistência domiciliar, a paciente relata ter desenvolvido uma grave infecção relacionada ao uso de cateter, seguida de trombose e embolia pulmonar bilateral, o que levou à internação em UTI.

O episódio também expôs um conflito envolvendo três operadoras de planos de saúde. Comunicados das empresas mencionaram mudanças administrativas, reorganização da operadora e alterações na gestão assistencial e na rede credenciada. Kariny, porém, afirma que não teria recebido comunicação adequada sobre as mudanças e precisou buscar informações por conta própria.

Enquanto aguarda o andamento das medidas judiciais, a ex-atleta permanece em casa, convivendo com episódios de dor e desmaios e contando principalmente com o apoio da mãe, de 72 anos.

“Chegar aos 28 anos com uma mãe de 72, a gente imagina que estaria cuidando dela, e não ela cuidando de mim”, afirma Kariny.

Diante das dificuldades para manter o atendimento pelo plano de saúde, ela passou a buscar assistência na rede pública. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Kariny é acompanhada pela UBS Vila Antonieta, recebe atendimento médico e multiprofissional e tem encaminhamentos para especialistas.

A SMS também informou que havia avaliação com geneticista prevista e que o caso poderia ser analisado pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), do programa Melhor em Casa, além de encaminhamento para serviço especializado em genética médica da Unifesp.

E as questões sobre seu plano segue na justiça esperando solução!

Ex-atleta com doença rara perde autonomia e enfrenta interrupções no tratamento de saúde

Diagnosticada com Síndrome de Fabry, Kariny relata troca de hospitais, suspensão de home care, internação em UTI e dificuldades para manter o atendimento enquanto aguarda solução judicial.

Aos 28 anos, a ex-atleta Kariny Maria Faustino Assumpção, moradora da Zona Leste de São Paulo, vive uma realidade muito diferente daquela que projetava para o futuro. Diagnosticada com Síndrome de Fabry, doença genética rara que pode comprometer órgãos vitais e provocar dores neuropáticas intensas, ela perdeu a autonomia e passou a depender de cuidados contínuos.

Os primeiros sinais graves surgiram em 2021, quando Kariny perdeu os movimentos da perna direita. Após anos de investigação, o diagnóstico foi confirmado em 2024, depois de uma internação provocada por uma queda e um quadro intenso de sangramento urinário.

Desde então, segundo o relato da paciente, o tratamento tem sido marcado por mudanças sucessivas na rede de atendimento do plano de saúde, com passagens por diferentes hospitais e interrupções no acompanhamento especializado. Kariny afirma que, quando começava a estabelecer seu tratamento em uma unidade, precisava novamente procurar outro serviço e reapresentar todo o histórico médico.

O caso se agravou após a interrupção do home care, que oferecia acompanhamento multidisciplinar em casa. Segundo Kariny, a suspensão ocorreu em meio a problemas de repasses financeiros entre empresas envolvidas na operação de seu plano de saúde.

Sem a assistência domiciliar, a paciente relata ter desenvolvido uma grave infecção relacionada ao uso de cateter, seguida de trombose e embolia pulmonar bilateral, o que levou à internação em UTI.

O episódio também expôs um conflito envolvendo três operadoras de planos de saúde. Comunicados das empresas mencionaram mudanças administrativas, reorganização da operadora e alterações na gestão assistencial e na rede credenciada. Kariny, porém, afirma que não teria recebido comunicação adequada sobre as mudanças e precisou buscar informações por conta própria.

Enquanto aguarda o andamento das medidas judiciais, a ex-atleta permanece em casa, convivendo com episódios de dor e desmaios e contando principalmente com o apoio da mãe, de 72 anos.

“Chegar aos 28 anos com uma mãe de 72, a gente imagina que estaria cuidando dela, e não ela cuidando de mim”, afirma Kariny.

Diante das dificuldades para manter o atendimento pelo plano de saúde, ela passou a buscar assistência na rede pública. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Kariny é acompanhada pela UBS Vila Antonieta, recebe atendimento médico e multiprofissional e tem encaminhamentos para especialistas.

A SMS também informou que havia avaliação com geneticista prevista e que o caso poderia ser analisado pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), do programa Melhor em Casa, além de encaminhamento para serviço especializado em genética médica da Unifesp.

E as questões sobre seu plano segue na justiça esperando solução!

Fonte https://diariopcd.com.br/ex-atleta-com-doenca-rara-perde-autonomia-e-enfrenta-interrupcoes-no-tratamento-de-saude/

Postado Pôr Antonio Brito 

Centro-Norte conquista Campeonato Brasileiro de futebol de cegas no CT Paralímpico

Atletas da equipe Centro-Norte comemoram o título do Campeonato Brasileiro de futebol de cegas no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A equipe Centro-Norte conquistou o Campeonato Brasileiro de futebol de cegas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, na noite desta quarta-feira, 30.

Esta foi a segunda edição da competição, com inscrição de 40 atletas divididas em quatro equipes representando regiões brasileiras: Centro-Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

Na final, o time campeão venceu o Sul por 1 a 0. O gol da vitória foi marcado aos 16 minutos do primeiro tempo, quando a paraibana Rafaela Paulino, após cobrança de escanteio, recebeu a bola na linha de fundo, deu um drible e encobriu a goleira adversária.

“Foi uma grande emoção ter feito este gol. Eu já vinha tentando fazer essa jogada e saiu ainda melhor do que eu imaginava. Este gol e o título são nossos. Foi um campeonato maravilhoso, com muitas atletas com um futuro grandioso pela frente. Estou muito feliz de ter conseguido este título. Espero jogar ano que vem novamente e a cada dia ter mais aprendizados com as meninas e com minha comissão técnica”, comemorou.

Rafaela, atleta da Seleção Brasileira de futebol de cegas, também falou sobre o desenvolvimento da modalidade no Brasil. “Nossa Seleção é nova, mas já estamos nos aproximando de equipes muito mais experientes, como a Argentina. Por isso acredito que temos um futuro muito grande pela frente. Vamos mostrar que o futebol feminino de cegas veio para ficar no Brasil”, afirmou.

Na manhã desta quarta-feira, Centro-Norte e Sul também se enfrentaram pela fase de grupos, com empate por 0 a 0 e vitória do Centro-Norte por 2 a 1 nos pênaltis.

A medalha de bronze foi conquistada pelo Nordeste, com vitória por 2 a 0 sobre o Sudeste na disputa pelo terceiro lugar. Os dois gols foram marcados pela paulista Sara Silva, a Sarinha, também atleta da Seleção Brasileira.

A partida também foi uma reedição de confronto realizado na manhã do mesmo dia, quando o Nordeste venceu o Sudeste por 2 a 0.

Fase de grupos

Até chegar à decisão, todas as equipes se enfrentaram na primeira fase da competição em grupo único. Cada vitória deu três pontos, enquanto o empate levou à disputa por pênaltis. A equipe vencedora após as cobranças ganhou dois pontos e a derrotada um ponto.

O Centro-Norte terminou em segundo lugar, com cinco pontos. Estreou na terça-feira, 29, com derrota para o Sudeste por 1 a 0 e, no mesmo dia, venceu o Nordeste por 1 a 0. Na manhã desta quarta-feira, 30, empatou sem gols com o Sul e venceu nos pênaltis por 2 a 1.

O Sul havia ficado com a primeira colocação e seis pontos. Além do duelo contra o Centro-Norte, a equipe teve dois jogos na terça-feira, 29. Empatou sem gols com o Nordeste e venceu nos pênaltis por 2 a 1 pela manhã. Durante a tarde, derrotou o Sudeste por 1 a 0.

Nova modalidade

O futebol de cegas é uma modalidade com desenvolvimento recente no cenário paralímpico internacional.

A Seleção Brasileira da modalidade foi formada em 2025 para disputar a Copa do Mundo de Kochi, na Índia, competição em que obteve a quarta colocação.

Em 2026, o Brasil conquistou sua primeira medalha internacional, a prata na Copa América, disputada no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/centro-norte-conquista-campeonato-brasileiro-de-futebol-de-cegas-no-ct-paralimpico/

Postado Pôr Antonio Brito 

30/09/2026

“Só quero trabalhar”, afirma advogado autista que realizou três perícias para ser considerado apto para assumir cargo de Juiz Leigo no TJSC

"Só quero trabalhar", afirma advogado autista que realizou três perícias para ser considerado apto para assumir cargo de Juiz Leigo no TJSC

Justiça autoriza advogado autista a seguir no processo para juiz leigo no TJSC após perícia apontar capacidade. Decisão suspende laudo que havia considerado candidato inapto e garante prosseguimento no processo seletivo; caso será tema de entrevista no YouTube do Diário PcD nesta terça-feira, às 20h

Uma decisão da Justiça de Santa Catarina mudou o rumo do caso do advogado Márcio Leonardo Almeida das Virgens, autista, que havia sido considerado inapto pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para exercer a função de Juiz Leigo Indenizado, apesar de ter sido aprovado no processo seletivo pela reserva de vagas destinada às pessoas com deficiência.

A mudança ocorreu após uma perícia psiquiátrica judicial. O perito nomeado pelo juízo examinou presencialmente o advogado, analisou seu histórico clínico e concluiu pela plena capacidade laborativa para o exercício das atribuições da função.

🔴 Acompanhe a entrevista

https://youtu.be/dDuUmDrbHPw?si=HxG5iNBKFWiCXwwg

Segundo a decisão, a perícia concluiu que o TEA nível 1, no caso concreto analisado, não acarretava incapacidade, impedimento ou prejuízo funcional para atividades como condução de audiências, presidência de conciliações, atendimento ao público e elaboração de projetos de sentença.

Confira: Justiça autoriza advogado autista a assumir função de juiz leigo no TJSC após perícia apontar capacidade – https://diariopcd.com.br/justica-autoriza-advogado-autista-a-assumir-funcao-de-juiz-leigo-no-tjsc-apos-pericia-apontar-capacidade/

De inapto a autorizado a prosseguir

A divergência entre as avaliações médicas foi um dos pontos centrais da ação. Uma avaliação anterior havia considerado Márcio apto funcionalmente. Posteriormente, a Junta Médica Oficial do TJSC concluiu pela inaptidão. Diante da diferença entre os documentos médicos, a Justiça determinou a realização de uma perícia judicial independente.

O processo envolve uma discussão mais ampla sobre como pessoas com deficiência são avaliadas para o exercício de funções profissionais e sobre a necessidade de analisar a capacidade concreta do candidato para as atribuições que deverá desempenhar.

Em reportagem anterior, o Diário PcD já havia mostrado que o caso envolvia também a discussão sobre avaliação individual, adaptações razoáveis e avaliação biopsicossocial.

🎥 Diário PcD entrevista Márcio Almeida nesta terça-feira

Para aprofundar o caso e discutir os impactos dessa decisão para as pessoas com deficiência, o Diário PcD realiza uma entrevista especial com Márcio Almeida nesta terça-feira, às 20h, no YouTube.

A conversa vai abordar a trajetória do advogado, o processo seletivo, a avaliação médica, a perícia judicial, a decisão da Justiça e, principalmente, o debate sobre capacidade, deficiência, acessibilidade e direito ao trabalho.

Fonte https://diariopcd.com.br/so-quero-trabalhar-afirma-advogado-autista-que-realizou-tres-pericias-para-ser-considerado-apto-para-assumir-cargo-de-juiz-leigo-no-tjsc/

Postado Pôr Antonio Brito 

CPB promove primeira edição do Camping Reabilitar em parceria com Instituto Lucy Montoro

Cadeira de rodas e skate posicionados perto de uma piscina | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realiza a partir desta terça-feira, 29, o primeiro Camping Reabilitar. O evento, promovido em parceria com o Instituto Lucy Montoro de reabilitação física, acontece no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP), e vai até sexta-feira, 2 de outubro.

Durante o período no CT, os cerca de 20 participantes do evento passam por testes e classificação físicas, e são acompanhados por uma equipe multidisciplinar.

Além disso, eles têm a chance de experimentar quatro modalidades paralímpicas: natação, tênis de mesa, paraesgrima e tiro com arco. A programação do Camping inclui, ainda, palestras nas áreas de Nutrição e Psicologia Esportiva.

Uma das palestras será ministrada pela bicampeã paralímpica Beth Gomes. A atleta paulista, da classe F53 (atletas que competem sentados) conquistou duas medalhas de ouro no lançamento de disco – em Paris 2024 e em Tóquio 2020 –, além da prata no arremesso de peso em Paris 2024.

Projeto Reabilitar
O Reabilitar é uma parceria entre o CPB e o Instituto Lucy Montoro estabelecida em 2023, com o objetivo de apresentar o esporte paralímpico a pessoas de 18 a 35 anos com deficiências adquiridas.

Patrocínio
A CAIXA, as Loterias CAIXA, a Braskem e a ASICS são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tênis de mesa.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da paraesgrima.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
A atleta Beth Gomes é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
A atleta Beth Gomes integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-promove-primeira-edicao-do-camping-reabilitar-em-parceria-com-instituto-lucy-montoro/

Postado Pôr Antonio Brito 

26/09/2026

Campeonato Brasileiro de rúgbi em cadeira de rodas reúne 14 equipes no CT Paralímpico

Disputa entre as equipes Ronins e Gladiadores no Campeonato Brasileiro de 2025, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro | Foto: Thelma Vidales/ABRC

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, recebe, de 27 de setembro a 3 de outubro, a 18ª edição do Campeonato Brasileiro de rúgbi em cadeira de rodas. A competição terá recorde de clubes participantes, com 14 equipes divididas entre as Séries Ouro e Prata.

A Série Ouro conta com oito equipes, distribuídas em dois grupos. No grupo A estão Ronins (SP), Gladiadores (PR), Associação dos Esportes Adaptados de Campinas (ADEACAMP-SP) e IREFES (ES). O grupo B é formado por Santer (SP), Gigantes (RJ), Minas (MG) e Drakkar (SP).

Na primeira fase, as equipes se enfrentam dentro de seus respectivos grupos, em turno único. Ao término da etapa classificatória, as duas melhores de cada grupo avançam para as semifinais, em cruzamento: primeiro do grupo A contra segundo do grupo B; e primeiro do grupo B contra segundo do grupo A.

Os vencedores disputam a final, enquanto os perdedores jogam pelo bronze. As equipes eliminadas na primeira fase se enfrentam para definir do quinto ao oitavo lugar. O último colocado será rebaixado para disputar a Série Prata em 2027.

Já a Série Prata 2026 tem seis equipes: Avalanche (MA), Arretados (PB), BSB (DF), CETEFE Lobos (DF), Lampiões (PE) e Movimento Superação de Bebedouro (MSB-SP).

Nesta divisão, os times se enfrentam em turno único, no sistema de todos contra todos. Ao final da fase classificatória, os dois primeiros colocados avançam diretamente para a final, enquanto o terceiro colocado fica com a medalha de bronze. O campeão da Série Prata garante acesso à Série Ouro em 2027.

Estrangeiros em ação
O crescimento da competição também é marcado pela presença de atletas estrangeiros. Ao todo, sete jogadores de outros países participam do Campeonato Brasileiro, representando quatro nações: Colômbia, Argentina, Canadá e França. Esta é a primeira vez que atletas canadenses e franceses estão presentes na disputa.

Os jogos são abertos ao público e podem ser acompanhados gratuitamente no CT Paralímpico. Todos os confrontos terão transmissão pelo canal da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC), no YouTube. A final da Série Ouro será transmitida pelos canais SporTV.

Campeonato Brasileiro
O Campeonato Brasileiro de rúgbi em cadeira de rodas foi realizado pela primeira vez em 2008 e é disputado anualmente desde então, com exceção de 2020, quando a competição não foi realizada em razão da pandemia de Covid-19. O torneio é o mais antigo da modalidade no país.
A primeira edição aconteceu em Niterói (RJ) e contou com três equipes: ADEACAMP, Guerreiros da Inclusão e Rio Quad Rugby, que conquistou o título e se tornou a primeira campeã brasileira.

Desde então, o Minas Quad Rugby é o maior vencedor da competição, com cinco títulos, conquistados em 2016, 2017, 2018, 2019 e 2022. Na sequência aparece a ADEACAMP, com quatro troféus, em 2009, 2010, 2011 e 2012.

O atual campeão é o Ronins, que conquistou seu primeiro título nacional em 2025.

A segunda divisão do Campeonato Brasileiro teve sua primeira edição em 2011, com o Santer Vikings como campeão. Desde então, BSB Quad Rugby e IREFES/SESPORT (ES) são os maiores vencedores da competição, com quatro títulos cada.

O BSB Quad Rugby foi campeão em 2012, 2018, 2021 e 2023. Já o IREFES/SESPORT conquistou os títulos de 2014, 2016, 2019 e 2025.

Confira a programação dos jogos da Série Ouro (sempre no horário de Brasília):
29/09

08h30 – Jogo 1: Ronins x IREFES
10h30 – Jogo 2: Gladiadores x ADEACAMP
13h30 – Jogo 3: Santer x Drakkar
15h30 – Jogo 4: Gigantes x Minas
17h30 – Jogo 5: ADEACAMP x Ronins
19h30 – Jogo 6: IREFES x Gladiadores

30/09
08h30 – Jogo 7: Minas x Santer
10h30 – Jogo 8: Drakkar x Gigantes
13h30 – Jogo 9: Ronins x Gladiadores
15h30 – Jogo 10: ADEACAMP x IREFES
17h30 – Jogo 11: Santer x Gigantes
19h30 – Jogo 12: Minas x Drakkar

1/10
09h30 – Jogo 13: 3º A x 4º B
11h30 – Jogo 14: 3º B x 4º A
15h00 – Jogo 15: 1º A x 2º B
17h00 – Jogo 16: 1º B x 2º A

2/10
09h30 – Jogo 17: Disputa de 7º lugar
11h30 – Jogo 18: Disputa de 5º lugar
14h30 – Jogo 19: Disputa do bronze
18h00 – Jogo 20: Final

Confira a programação dos jogos da Série Prata (sempre no horário de Brasília):
29/09

09h00 – Jogo 1: BSB x Avalanche
11h00 – Jogo 2: MSB x Lampiões
14h00 – Jogo 3: CETEFE Lobos x Arretados
16h00 – Jogo 4: Lampiões x BSB

30/09
09h00 – Jogo 5: Avalanche x MSB
11h00 – Jogo 6: Lampiões x CETEFE Lobos
13h00 – Jogo 7: Arretados x BSB
16h00 – Jogo 8: MSB x CETEFE Lobos
18h00 – Jogo 9: Avalanche x Arretados

1/10
09h00 – Jogo 10: BSB x CETEFE Lobos
11h00 – Jogo 11: MSB x Arretados
14h00 – Jogo 12: Lampiões x Avalanche
16h00 – Jogo 13: MSB x BSB

2/10
09h00 – Jogo 14: CETEFE Lobos x Avalanche
11h00 – Jogo 15: Arretados x Lampiões
15h00 – Jogo 16: Final

Serviço
Campeonato Brasileiro de rúgbi em cadeira de rodas
Datas:
de 27 de setembro a 3 de outubro
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo

*Com informações da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC)

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/campeonato-brasileiro-de-rugbi-em-cadeira-de-rodas-reune-14-equipes-no-ct-paralimpico/

Postado Pôr Antonio Brito 

São Paulo cria Dia Municipal da Mulher com Deficiência em homenagem à professora Izabel de Loureiro Maior

São Paulo cria Dia Municipal da Mulher com Deficiência em homenagem à professora Izabel de Loureiro Maior

Lei nº 18.545/2026 inclui as duas datas no calendário oficial da cidade e amplia o espaço institucional para debates sobre direitos, participação e políticas públicas

A cidade de São Paulo passou a ter oficialmente o Dia Municipal da Mulher com Deficiência e a Semana de Luta e Visibilidade da Mulher com Deficiência. A medida está prevista na Lei nº 18.545, de 23 de setembro de 2026, que altera a Lei nº 14.485/2007, responsável pelo calendário oficial de eventos do município.

A proposta teve origem no Projeto de Lei nº 34/2026, de autoria das vereadoras e vereadores Renata Falzoni, Silvão Leite, Thammy Miranda e Eli Corrêa. O texto foi aprovado em segunda discussão pela Câmara Municipal em 26 de agosto de 2026.

Homenagem a Dra Izabel Loureiro Maior

A nova legislação prevê que o Dia Municipal da Mulher com Deficiência, é uma homenagem à professora Izabel de Loureiro Maior

A homeageada é professora de medicina na UFRJ, foi a primeira pessoa com deficiência a comandar a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e é liderança há mais de trinta anos do Movimento das Pessoas com Deficiência. Recebeu da OEA – Organização dos Estados Americanos prêmio pela sua “contribuição ao desenvolvimento de um continente mais inclusivo”, emSil 2010. É autora do livro e filme-documentário História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

É considerada a principal liderança do movimento político das pessoas com deficiência, tendo participado dos debates da Assembleia Nacional Constituinte Constituinte (1987-1988) e da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pela ONU, ratificada em 2008 com status constitucional.

Data terá espaço no calendário oficial

De acordo com a justificativa do projeto, o Dia Municipal da Mulher com Deficiência será celebrado anualmente em 16 de maio. A proposta também institui a Semana de Luta e Visibilidade da Mulher com Deficiência.

Segundo os autores, a iniciativa busca fortalecer a promoção de direitos, a conscientização social e a formulação de políticas públicas destinadas às mulheres com deficiência.

A escolha de 16 de maio foi apresentada em diálogo com a discussão nacional sobre a criação do Dia Nacional da Mulher com Deficiência, tema que também tramita no Congresso Nacional.

Visibilidade para uma pauta que reúne gênero e deficiência

A justificativa do PL destaca que mulheres com deficiência podem enfrentar formas simultâneas de discriminação, relacionadas à condição de deficiência, ao gênero e às desigualdades sociais.

A nova legislação cria, no âmbito municipal, uma referência oficial para que a pauta seja incorporada ao calendário de eventos da cidade e possa ser trabalhada por órgãos públicos, instituições, entidades e sociedade civil.

A medida se soma a outras iniciativas já incorporadas à legislação paulistana relacionadas às mulheres com deficiência. A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, por exemplo, registra legislação específica sobre atendimento acessível a mulheres com deficiência auditiva e/ou visual vítimas de violência doméstica e familiar.

Mais do que uma data

A criação de uma data oficial não significa, por si só, a solução das barreiras enfrentadas pelas mulheres com deficiência. Mas estabelece um marco institucional para ampliar a discussão pública sobre temas como acessibilidade, violência, saúde, educação, trabalho, autonomia, participação política e enfrentamento à discriminação.

A própria justificativa do projeto associa a iniciativa à necessidade de ampliar a visibilidade dessa população e fortalecer a construção de políticas públicas.

Para o movimento das pessoas com deficiência, a criação de espaços institucionais de visibilidade também coloca em evidência a necessidade de que as próprias mulheres com deficiência participem da formulação, acompanhamento e avaliação das políticas que lhes dizem respeito.

📌 Serviço

Lei: nº 18.545/2026
Data: 23 de setembro de 2026
Município: São Paulo
Dia Municipal da Mulher com Deficiência: 16 de maio
Também instituída: Semana de Luta e Visibilidade da Mulher com Deficiência
Origem: PL nº 34/2026
Alteração: Lei Municipal nº 14.485/2007

 
Fonte https://diariopcd.com.br/sao-paulo-cria-dia-municipal-da-mulher-com-deficiencia-em-homenagem-a-professora-izabel-de-loureiro-maior/
 
Postado Pôr Antonio Brito 

CT Paralímpico sedia segunda edição do Campeonato Brasileiro de futebol de cegas

Atleta da equipe Norte (amarelo) conduz a bola enquanto é marcada por atleta da equipe Sudeste (azul) no 1º Campeonato Brasileiro de Futebol de Cegas no CTBP | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, recebe, nos dias 29 e 30 de setembro, a segunda edição do Campeonato Brasileiro de futebol de cegas. A competição tem entrada gratuita e é aberta ao público.

O torneio conta com 40 atletas inscritas, que são divididas em quatro equipes representando quatro regiões: Região Centro-Norte, Região Nordeste, Região Sul e Região Sudeste.

Na primeira fase do campeonato, todas equipes se enfrentam em turno único, com as duas melhores avançando para a final. Nesta fase, em caso de empates, haverá disputas de pênaltis valendo um ponto extra para a vencedora. As equipes que terminarem na terceira e na quarta colocações disputam a medalha de bronze.

O jogo que abre a competição, no dia 29, é Centro-Norte x Sudeste, às 8h (horário de Brasília). A grande final, que fecha o campeonato, será realizada na quarta-feira, 30, às 17h30.

Na primeira edição do torneio, realizada em 2025 no CTPB, a equipe do Nordeste foi campeã após vencer, nos pênaltis, o Sul, na decisão.

Confira todos os jogos (no horário de Brasília):
29 de setembro
8h – Centro-Norte x Sudeste
10h30 – Sul x Nordeste
14h – Nordeste x Centro-Norte
16h30 – Sul x Sudeste

30 de setembro
8h15 – Sudeste x Nordeste
11h15 – Sul x Centro-Norte
14h30 – Disputa do 3º lugar
17h30 – Final

Serviço
Campeonato Brasileiro de futebol de cegas
Data: 28 e 29 de setembro
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV)

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegos.

Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-paralimpico-sedia-segunda-edicao-do-campeonato-brasileiro-de-futebol-de-cegas/

Postado Pôr Antonio Brito 

25/09/2026

Assistência sexual

Assistência sexual - OPINIÃO - * Por Geraldo Nogueira

OPINIÃO

  • Por Geraldo Nogueira

Se falar sobre sexualidade ainda é um tabu, imagine falar sobre a sexualidade das pessoas com deficiência.

O tema continua sendo pouco debatido pela sociedade brasileira e, muitas vezes, permanece ausente até mesmo dos espaços destinados à discussão da sexualidade humana. No imaginário social, ainda persiste a equivocada ideia de que a pessoa com deficiência é assexuada. Nas famílias, não é raro que pessoas com deficiência sejam tratadas como eternas crianças, como se a deficiência lhes retirasse também o direito ao desejo, à intimidade, ao afeto e à própria sexualidade.

A realidade, entretanto, é outra.

A sexualidade faz parte da condição humana. Ela se manifesta de diferentes formas, em diferentes corpos e em diferentes fases da vida. A deficiência, por si só, não elimina desejos, sentimentos ou necessidades afetivas e sexuais. O que pode acontecer é que determinadas limitações funcionais criem barreiras adicionais para que a pessoa possa vivenciar sua sexualidade de maneira autônoma.

Para uma pessoa jovem que descobre sua sexualidade em um corpo que apresenta limitações de movimento, sensibilidade ou capacidade de manipulação, por exemplo, a experiência pode ser acompanhada de angústia, frustração e sofrimento. E esse sofrimento muitas vezes não decorre da deficiência em si, mas da ausência de informação, de apoio, de acessibilidade e de espaços seguros para falar sobre o assunto.

Ao longo de meus anos de ativismo na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, ouvi relatos de familiares que enfrentaram situações para as quais não estavam preparados. Alguns chegaram a relatar o constrangimento de terem que auxiliar filhos, irmãos ou sobrinhos em questões relacionadas à sexualidade, simplesmente porque não encontravam orientação adequada ou profissionais preparados para lidar com aquela realidade.

Uma mãe, certa vez, contou-me que seu filho pedia ao irmão que o ajudasse na manipulação genital e que ela procurava informações sobre a existência de profissionais especializados que pudessem oferecer algum tipo de assistência.

O relato revela uma questão que não pode continuar sendo ignorada.

Quando a sociedade se recusa a discutir determinado assunto, ele não deixa de existir. Apenas passa a ser vivido de forma silenciosa, muitas vezes sem informação, sem orientação e sem proteção.

Em alguns países, a discussão sobre a chamada assistência sexual para pessoas com deficiência já avançou significativamente. Existem diferentes modelos de abordagem e regulamentação, que variam conforme a legislação, a cultura e a compreensão de cada sociedade sobre sexualidade, trabalho sexual, autonomia e direitos individuais.

A experiência internacional, portanto, não oferece uma resposta única, mas demonstra que o assunto pode, e precisa, ser debatido de maneira séria.

No Brasil, entretanto, essa discussão ainda é incipiente. Parte da dificuldade está relacionada à própria maneira como a deficiência historicamente foi compreendida. Durante muito tempo prevaleceu uma visão predominantemente médica, que concentrava na pessoa a explicação para suas limitações e deixava em segundo plano as barreiras impostas pela sociedade.

Hoje, a perspectiva dos direitos humanos nos convida a olhar para a deficiência de outra maneira.

Não se trata de afirmar que toda pessoa com deficiência necessita de assistência sexual, muito menos de transformar a sexualidade em uma obrigação ou em um serviço destinado indistintamente às pessoas com deficiência. Trata-se, antes de tudo, de reconhecer que pessoas com deficiência são sujeitos de direitos, possuem autonomia, desejos, escolhas e direito à vida afetiva e sexual.

E é justamente aí que começa a parte mais difícil do debate.

A eventual regulamentação da assistência sexual precisa considerar questões fundamentais como consentimento, autonomia, liberdade de escolha, proteção contra abusos, formação dos profissionais, limites da atividade e respeito à dignidade da pessoa atendida e de quem presta o serviço.

Também é necessário separar conceitos que frequentemente são tratados como se fossem a mesma coisa. Assistência sexual, educação sexual, terapia sexual, cuidados pessoais e trabalho sexual são atividades distintas e não devem ser confundidas.

O debate precisa ser feito sem preconceitos e sem romantizações.

De um lado, há quem compreenda a assistência sexual como uma possibilidade de ampliar o exercício da autonomia, da intimidade e da vida sexual de pessoas que enfrentam barreiras específicas para vivenciar sua sexualidade. De outro, existem preocupações legítimas relacionadas à mercantilização do corpo, à vulnerabilidade e aos limites éticos dessa atividade.

Ambas as perspectivas precisam ser ouvidas.

O que não parece razoável é simplesmente silenciar.

Uma sociedade verdadeiramente inclusiva não pode escolher quais dimensões da vida das pessoas com deficiência considera legítimas. Não basta garantir acesso à educação, ao trabalho, à saúde e à participação política se continuarmos tratando a afetividade, a intimidade e a sexualidade como assuntos proibidos.

A pessoa com deficiência não deixa de ser pessoa porque possui uma deficiência.

Ela continua tendo direito ao amor, ao desejo, à intimidade, à privacidade e à construção de sua própria vida afetiva e sexual.

Por isso, talvez o primeiro passo não seja defender uma determinada forma de assistência sexual, mas reconhecer que precisamos discutir o tema.

O Brasil precisa abrir esse debate com responsabilidade, conhecimento e, principalmente, com a participação das próprias pessoas com deficiência.

Nada sobre nós sem nós.

Enquanto a sociedade permanecer em silêncio, famílias continuarão enfrentando situações para as quais não recebem orientação e pessoas com deficiência continuarão vivendo, muitas vezes solitariamente, uma dimensão absolutamente humana de suas vidas.

Falar sobre isso não significa defender uma única solução.

Significa, simplesmente, reconhecer que a sexualidade também faz parte da vida, e a inclusão não pode terminar onde começa a intimidade.

*Geraldo Nogueira é advogado, escritor, gestor público e ativista na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

Fonte https://diariopcd.com.br/assistencia-sexual/

Postado Pôr Antonio Brito