27/10/2026

Mulher de 96 anos em cadeira de rodas espera três horas para votar em local sem acessibilidade em Ribeirão Preto/SP

Mulher de 96 anos em cadeira de rodas espera três horas para votar em local sem acessibilidade em Ribeirão Preto/SP

Dona Rogéria Moreira da Silva só conseguiu chegar à seção eleitoral com ajuda de dois profissionais de imprensa; caso expõe barreiras que podem impedir pessoas com deficiência e mobilidade reduzida de exercer seus direitos

Uma mulher de 96 anos que utiliza cadeira de rodas enfrentou três horas de espera para conseguir votar no segundo turno das Eleições 2026, neste domingo (25), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Dona Rogéria Moreira da Silva precisava chegar a uma seção eleitoral instalada no primeiro andar de uma escola sem condições adequadas de acessibilidade. A situação só foi resolvida com a ajuda de dois profissionais de imprensa que acompanhavam o caso.

A ocorrência foi noticiada pelo g1 Ribeirão Preto e Franca. Segundo o relato, a eleitora foi auxiliada pelo repórter Eudis Filho, da CBN Ribeirão, e pelo repórter cinematográfico Jefferson Severiano Neves, da EPTV, que a carregaram na cadeira até a sala de votação.

A situação levanta uma questão que vai além de um episódio isolado: como garantir o direito ao voto quando o próprio local escolhido para a votação impõe barreiras físicas ao eleitor?

Uma fratura mudou sua mobilidade

Dona Rogéria passou a utilizar cadeira de rodas depois de sofrer uma fratura no fêmur e realizar uma cirurgia ortopédica em julho deste ano. A recuperação foi comprometida e ela passou a enfrentar dificuldades para se locomover.

No primeiro turno, a idosa já havia enfrentado dificuldades para votar na Escola Otoniel Mota, na região central de Ribeirão Preto. Na ocasião, recebeu ajuda de policiais e de outro eleitor para chegar à seção.

A filha, Regiane Aparecida Vieira da Silva, relatou que tentou buscar uma alternativa para que a mãe votasse em uma seção acessível no segundo turno. Segundo ela, não conseguiu viabilizar a mudança antes da eleição.

No domingo, a família voltou a procurar ajuda. De acordo com a família houve tentativas de contato com serviços de emergência, mas não foi possível obter o apoio necessário para levar a eleitora ao primeiro andar. A família também afirmou ter recebido a orientação de que deveria providenciar o acesso por conta própria.

Depois de três horas de espera, a ajuda dos profissionais de imprensa permitiu que Dona Rogéria chegasse à seção eleitoral e registrasse seu voto.

O voto era facultativo, mas ela fez questão de participar

No Brasil, o voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos. Aos 96, Dona Rogéria não era obrigada a comparecer às urnas, mas decidiu exercer esse direito.

“Eu faço questão. Eu estou com 96 anos, poderia nem pensar nisso, mas eu gosto. Eu estou viva”, afirmou a eleitora.

O episódio evidencia que a possibilidade legal de votar não garante, por si só, condições reais de participação. Para uma pessoa com mobilidade reduzida, escadas, ausência de rampas e falta de apoio podem transformar uma atividade que deveria ser simples em uma situação de desgaste físico e dependência de terceiros.

Acessibilidade é uma obrigação, não um favor

As regras eleitorais preveem medidas para facilitar o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Entre elas estão a adequação dos locais de votação, a prioridade no atendimento e a possibilidade de solicitar transferência para uma seção que atenda melhor às necessidades do eleitor, respeitados os prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral também prevê a atuação de responsáveis pela acessibilidade nos locais de votação, com a função de orientar e atender eleitores que necessitem de apoio.

No caso de Dona Rogéria, a dificuldade de acesso ao primeiro andar e a falta de uma solução disponível no momento da votação levantam questionamentos sobre a preparação do local e os procedimentos adotados para atender uma eleitora que utiliza cadeira de rodas.

A apuração do caso deve esclarecer quais condições de acessibilidade estavam previstas para a escola, se a situação havia sido comunicada previamente à Justiça Eleitoral e quais alternativas poderiam ter sido oferecidas à família.

Uma realidade que não começa nem termina nas eleições

Para muitas pessoas com deficiência, enfrentar barreiras arquitetônicas faz parte da rotina. Calçadas irregulares, prédios sem elevadores, rampas inadequadas e transporte inacessível podem limitar o acesso à saúde, à educação, ao trabalho, ao lazer e à participação social.

Em períodos eleitorais, essas dificuldades ganham visibilidade porque o acesso às urnas se torna uma questão pública. Mas a acessibilidade não pode depender da presença de jornalistas, da disponibilidade de voluntários ou da boa vontade de quem está por perto.

O caso de Dona Rogéria mostra a diferença entre ter o direito de votar e conseguir chegar à urna com segurança e autonomia. Aos 96 anos, ela fez questão de participar da eleição. Para isso, porém, precisou esperar três horas e depender da ajuda de profissionais que não tinham a responsabilidade institucional de garantir o acesso ao local.

O direito ao voto precisa ser acompanhado de condições acessíveis para exercê-lo. A participação política das pessoas com deficiência não pode depender de improvisos — e a acessibilidade não deve ser lembrada apenas quando a ausência dela se transforma em notícia.

Crédito: G1 – Ribeirão Preto – CBN Ribeirão Preto

Fonte https://diariopcd.com.br/mulher-de-96-anos-em-cadeira-de-rodas-espera-tres-horas-para-votar-em-local-sem-acessibilidade-em-ribeirao-preto-sp/

Postado Pôr Antonio Brito 

Brasileiros conquistam seis títulos em torneio de tênis em cadeira de rodas em Goiânia

MEIRYCOLL DUVAL durante os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 | Foto: Marcello Zambrana|CPB

Tenistas brasileiros conquistaram seis dos títulos principais do WC50 de Goiânia (GO), disputado de 19 a 22 de outubro. Desses, três títulos foram nas chaves individuais adultas, dois em duplas e um no júnior.

Na classe open feminina, a campeã foi a mineira Meirycoll Duval, que venceu sua conterrânea Vitória Miranda por 2 sets a 0 (parciais de 7/5 e 6/0).

Já nas duplas, Vitória levou a melhor, ao lado de Ana Caldeira, derrotando Meirycoll e Gabrielly Victoria por 2 sets a 0 (6/1 e 6/0).

No open masculino o campeão foi o gaúcho Diego Kohlrausch, que derrotou o mineiro Luiz Calixto por duplo 6/2.

A mesma classe teve como campeões nas duplas o goiano Bruno Makey e o catarinense Jucelio Torquato, que derrotaram Diego Jesus e Weslley José por 2 sets a 0 (6/3 e 6/4).

O paulista João Lucas Takaki venceu a classe quad (para atletas com limitações em ao menos três membros), derrotando o fluminense Fábio Freitas por duplo 6/1.

Fábio também foi vice-campeão nas duplas, ao lado de Vinicius Pontes. A disputa foi no formato todos contra todos e foi vencida pelo argentino Leandro Bas e pelo peruano Jorge Beltrán Puerta.

O Brasil ainda teve o título do fluminense Pedro Santos na categoria júnior, com vitória sobre Lucas Rodrigues por 2 a 0 (6/1 e 6/3).

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasileiros-conquistam-seis-titulos-em-torneio-de-tenis-em-cadeira-de-rodas-em-goiania/

Postado Pôr Antonio Brito 

Diário PcD ultrapassa 6 milhões de visualizações no YouTube e conquista redes sociais com notícias sobre e para Pessoas com Deficiência

Diário PcD ultrapassa 6 milhões de visualizações no YouTube e conquista redes sociais com notícias sobre e para Pessoas com Deficiência

Portal especializado em informação, direitos e inclusão amplia sua presença digital e já soma 6 milhões de visualizações no YouTube e 500 mil em menos de 30 dias no Instagram

O Diário PcD vem consolidando uma trajetória de crescimento e presença nas redes sociais. O principal destaque é o canal no YouTube, que acaba de ultrapassar a marca de 6 milhões de visualizações, um resultado que reforça a força da comunicação voltada às pessoas com deficiência, seus familiares e toda a sociedade.

O número representa o resultado de anos de produção jornalística, informação, denúncias, entrevistas, coberturas e conteúdos voltados à defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

O crescimento também se estende a outras plataformas.

No Instagram, o Diário PcD vem mantendo a marca de 500 mil visualizações mensais, demonstrando que o conteúdo produzido pelo veículo também encontrou forte espaço no consumo rápido de informação, nos vídeos e nas publicações digitais.

As publicações também no X e Linkdin alcançam visualizações expressivas com as notícias veiculadas diariamente.

6 MILHÕES NO YOUTUBE

O YouTube se tornou uma das principais plataformas de conteúdo do Diário PcD.

O canal possui 3.337 vídeo e ultrapassou 6 milhões de visualizações e amplia diariamente o alcance de notícias, entrevistas, denúncias, histórias de vida, cobertura de eventos e debates relacionados à deficiência, acessibilidade e inclusão.

A conquista dos 6 milhões confirma a trajetória de crescimento da plataforma e consolida o YouTube como um dos principais canais de comunicação do Diário PcD.

500 MIL VISUALIZAÇÕES MENSAIS NO INSTAGRAM

Se o YouTube representa uma das grandes vitrines do Diário PcD, o Instagram vem se tornando outro importante ponto de conexão com o público.

A plataforma vem alcançando desde julho deste ano a média de 500 mil visualizações mensais, ampliando a circulação de conteúdos jornalísticos e informações produzidas pelo veículo.

Agora, o número de visualizações reforça a capacidade de o conteúdo ultrapassar a base de seguidores e alcançar novos públicos.

A NOTÍCIA ESTÁ EM TODAS AS REDES

A estratégia do Diário PcD não está concentrada em uma única plataforma.

O veículo mantém presença no Facebook, TikTok, X e LinkedIn, além do Instagram e YouTube, utilizando diferentes formatos para fazer a informação chegar a públicos distintos.

A presença multiplataforma permite que uma mesma pauta possa ser transformada em reportagem, entrevista, vídeo, corte, publicação, denúncia ou conteúdo informativo, aumentando as possibilidades de alcance e participação do público.

PORTAL DE NOTÍCIAS

Enquanto as redes sociais ampliam o alcance das informações, o Portal Diário PcD – www.diariopcd.com.br, é a base do jornalismo produzido pelo veículo.

São mais de 10 mil matérias publicadas, formando um acervo de notícias, reportagens, entrevistas, denúncias e conteúdos relacionados às pessoas com deficiência.

O portal recebe, em média, mais de 2.500 visitas por dia e registrou mais de 700 mil usuários ativos no último ano, números que demonstram a procura por informação especializada sobre deficiência, acessibilidade, direitos e inclusão.

E existe uma característica que diferencia o projeto: acessibilidade não é apenas tema do Diário PcD — ela também faz parte da forma como o conteúdo é oferecido ao público.

Através da parceria com a PERTO DIGITAL, o Portal de Notícias está classificado entre os 1% dos sites brasileiros que oferecem recursos de acessibilidade, disponibilizando ferramentas para tornar o conteúdo jornalístico mais acessível.

Para o Diário PcD, os números representam uma conquista, mas também uma responsabilidade.

Cada visualização significa uma oportunidade de fazer uma informação chegar a alguém que precisa conhecer um direito, denunciar uma barreira, encontrar um serviço ou simplesmente perceber que não está sozinho.

DIÁRIO PcD EM NÚMEROS

6 MILHÕES
visualizações no YouTube

500 MIL
visualizações mensais no Instagram

10 MIL+
matérias publicadas

700 MIL+
usuários ativos no portal no último ano

2.500+
visitas diárias ao portal de notícias

7 PLATAFORMAS
Portal • YouTube • Instagram • Facebook • TikTok • X • LinkedIn

É uma audiência que demonstra que existe demanda por informação produzida com foco nas pessoas com deficiência e nas questões que impactam diretamente suas vidas.

O Diário PcD nasceu com a proposta de produzir conteúdos sobre e para pessoas com deficiência, cobrar posicionamentos oficiais, transformar informação em denúncia e contribuir para a defesa de direitos.

UMA CONQUISTA DE QUEM ACREDITA NA INFORMAÇÃO

Os números alcançados nas redes sociais são, portanto, parte de uma história maior. É a história de um veículo que transformou a pauta da deficiência em conteúdo jornalístico diário e que vem ampliando sua presença justamente onde as pessoas estão: nas redes sociais.

E a próxima marca já está no horizonte. Porque 6 milhões de visualizações não são apenas um número. São 6 milhões de oportunidades de informar, conscientizar, provocar mudanças e dar visibilidade à luta das pessoas com deficiência.

Diário PcD. Informação que alcança. Jornalismo que transforma.

Fonte https://diariopcd.com.br/diario-pcd-ultrapassa-6-milhoes-de-visualizacoes-no-youtube-e-conquista-redes-sociais-com-noticias-sobre-e-para-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antonio Brito 

22/10/2026

Portaria que institui Fórum Nacional de Mulheres com Deficiência não foi publicada em Diário Oficial

Portaria que institui Fórum Nacional de Mulheres com Deficiência não foi publicada em Diário Oficial

Anunciada pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a iniciativa que busca fortalecer a participação política e a construção de políticas públicas para mulheres com deficiência “será publicada nos DOU nos próximos dias”

A criação do Fórum Nacional de Mulheres com Deficiência (FNMD) alimenta a expectativa de organizações, ativistas e representantes da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos das mulheres com deficiência.

Em nota publicada pela Assessoria de Comunicação do Ministério das Mulheres, “a portaria será publicada no Diário Oficial da União (DOU) nos próximos dias”.

Nas redes sociais existem publicações sobre a oficialização da criação do Fórum, fato que agora é comentado em nota oficial pelos Ministérios das Mulheres e dos Direitos Humanos e da Cidadania.

O anúncio sobre a Portaria foi feito na noite da terça-feira, 20, em evento que reuniu integrantes do Setorial PcD do Partido dos Trabalhadores, com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

Em março de 2026, o assunto voltou à agenda pública durante o Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência – Nossas Vozes, Nossos Direitos, promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em articulação com o Ministério das Mulheres.

Minuta circula, mas publicação oficial não foi localizada

A expectativa pela formalização do Fórum ganhou força com a circulação de uma imagem de documento identificado como Portaria Conjunta nº 3, de 20 de outubro de 2026, que teria como objetivo instituir o Fórum Nacional de Mulheres com Deficiência.

O material consultado, porém, apresenta a identificação “Documento para Assinatura”, vinculada ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Essa indicação, isoladamente, não comprova que o documento tenha sido efetivamente assinado nem que tenha sido publicado oficialmente.

Até o fechamento desta matéria, a consulta realizada não identificou o ato no Diário Oficial da União. Portanto, não é possível afirmar, com base nos registros localizados, que a portaria já tenha sido oficialmente publicada e esteja produzindo efeitos.

Diante da ausência de publicação localizada até quinta-feira (22), permanece a expectativa de que os órgãos responsáveis esclareçam a situação da portaria e informem quando a formalização do Fórum será concluída.

A publicação no Diário Oficial da União permitirá confirmar o texto definitivo do ato e verificar as condições estabelecidas para a instituição e o funcionamento do FNMD.

O Diário PcD continuará acompanhando o tema e atualizará as informações caso a publicação oficial seja identificada ou os ministérios responsáveis apresentem novos esclarecimentos.

De acordo com a Assessoria do Ministério das Mulheres e MDHC, o Fórum tera duração de dois anos, prorrogável por igual período, “e promoverá o diálogo com movimentos, redes, coletivos e organizações de mulheres com deficiência. O objetivo é ampliar a escuta sobre suas realidades, as desigualdades e as diferentes formas de violência e discriminação que enfrentam”.

Fonte: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2026/outubro-defeso-eleitoral/ministerio-das-mulheres-e-mdhc-assinam-portaria-que-institui-o-forum-nacional-de-mulheres-com-deficiencia

Fonte https://diariopcd.com.br/portaria-que-institui-forum-nacional-de-mulheres-com-deficiencia-nao-foi-publicada-em-diario-oficial/

Postado Pôr Antonio Brito 

Brasil disputa Grand Prix de tiro esportivo em Buenos Aires a partir de sábado, 24

O paranaense Marcelo Marton durante competição de tiro esportivo no Rio de Janeiro | Foto: Alexandre Loureiro/CPB

O Brasil disputa neste final de semana, dias 24 e 25 de outubro, o Grand Prix da Argentina de tiro esportivo, em Buenos Aires.

A delegação brasileira é formada por três atletas: a catarinense Jéssica Michalack, o capixaba Bruno Kiefer e o paranaense Marcelo Marton.

Jéssica e Bruno, ao lado do paulista Alexandre Galgani, conquistaram a medalha de bronze por equipes na prova R4 – carabina de ar 10m em pé SH2 (atiradores que requerem suporte para a arma) no Mundial de Lima em 2023, no Peru. Essa foi a primeira medalha brasileira conquistada em um campeonato mundial da modalidade.

Já Marcelo, que compete na classe SH1 (atletas que não requerem suporte para a arma), é medalhista de ouro na prova R1/R2 – carabina de ar 10m em pé nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023.

Os brasileiros chegam à Argentina nesta quinta-feira, 22, e realizam treinos preparatórios na sexta-feira, 23.

A competição na Argentina acontece pouco mais de um mês após o Mundial de Changwon, na Coreia do Sul. Na ocasião, Marcelo obteve a 13ª colocação na prova masculina R1 – carabina de ar 10m em pé, com 618,7 pontos. Já Bruno ficou na 19ª colocação na classificatória da prova R4 – carabina de ar 10m em pé.

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A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-disputa-grand-prix-de-tiro-esportivo-em-buenos-aires-a-partir-de-sabado-24/

Postado Pôr Antonio Brito 

O SINAL DE SOCORRO QUE PODE SALVAR SUA VIDA

As pessoas com deficiência estão entre as mais vulneráveis a ataques e violência no dia a dia, e saber como pedir ajuda pode salvar vidas. Em Curitiba/PR, uma menina de 9 anos conseguiu se salvar de uma tentativa de estupro ao utilizar um sinal de socorro com a mão, dobrando o polegar na palma e fechando os outros quatro dedos sobre ele. Seu primo percebeu o gesto e pediu ajuda a adultos em um posto de combustível. A notícia destaca a importância de ensinar crianças, jovens e adultos com deficiência a fazer o sinal e de orientar a população a reconhecê-lo.

O SINAL DE SOCORRO QUE PODE SALVAR SUA VIDA

As pessoas com deficiência – homens, mulheres ou crianças – estão entre as mais vulneráveis e suscetíveis a sofrerem ataques e violência no dia a dia. E saber como pedir ajuda pode salvar suas vidas. Em Curitiba/PR, por exemplo, uma menina de apenas 9 anos conseguiu se salvar de uma tentativa de estupro ao usar um sinal universal de pedido de socorro com a mão.

Para pedir socorro a menina colocou a mão para trás, dobrou o polegar na palma da mão e fechou os outros 4 dedos por cima dele. O primo dela, que vinha um pouco atrás, viu o gesto, entendeu o recado e correu para pedir ajuda a adultos em um posto de combustível.

Você conhece esse sinal? Sabe de onde ele vem?

Ensinar nossas crianças, jovens e até adultos com deficiência fazer este sinal e também ensinar a toda a população a reconhecer e usar esse sinal de emergência é muito importante para a proteção de todos. Compartilhe essa informação com mais pessoas.

Fonte Fonte Postado Pôr Antonio Brito

Postado Pôr Antonio Brito 

21/10/2026

Reunião do GT34 do CONFAZ debate substituição tributária, regras fiscais e benefícios para pessoas com deficiência na aquisição de veículos

Reunião do GT34 do CONFAZ debate substituição tributária, regras fiscais e benefícios para pessoas com deficiência na aquisição de veículos

GT34, que discute substituição tributária, DIFAL e veículos, tem reunião extraordinária virtual marcada os próximos dias, que antecede a 433ª reunião extraordinária do Conselho. Transição tributária e continuidade das isenções para pessoas com deficiência estão entre as questões que merecem esclarecimento.

A legislação atual prevê benefícios fiscais para a aquisição de veículos por pessoas com deficiência, observados os critérios e limites aplicáveis. No caso do ICMS, o Convênio ICMS nº 38/2012 é uma das normas de referência para a concessão da isenção. Sua prorrogação foi indicada até 31 de dezembro de 2026.

No âmbito federal, a Lei nº 8.989/1995 estabelece a isenção do IPI para determinadas aquisições de veículos por pessoas com deficiência e tem efeitos previstos até 31 de dezembro de 2026. A proximidade desse prazo reforça a necessidade de esclarecimentos sobre a continuidade dos benefícios e sobre como as regras atuais serão articuladas com o novo sistema tributário.

A Lei Complementar nº 214/2025 também prevê alíquotas zero de IBS e CBS para determinadas aquisições de automóveis por pessoas com deficiência e pessoas com transtorno do espectro autista, desde que cumpridos os requisitos legais.

Isso, porém, não dispensa a necessidade de esclarecer critérios, procedimentos e a relação entre os benefícios existentes e o modelo em implantação.

“A demora da Receita Federal e demais órgãos federais em assimir responsabilidades sobre os efeitos da Reforma Tributária aumenta a preocupação entre as pessoas com deficiência. Falta transparência sobre a continuidade dos benefícios, a regulamentação e a aplicação das regras durante a transição”, afirma Abrão Dib, presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência.

O que está em discussão no CONFAZ?

A agenda do GT34 abrange substituição tributária, diferencial de alíquotas (DIFAL) e veículos. Esses temas podem envolver questões relevantes para o mercado automotivo e para a aplicação das normas estaduais.

A reunião de 26 de outubro representa uma oportunidade para acompanhar eventuais encaminhamentos sobre procedimentos fiscais e mudanças que afetem o setor. Também será importante verificar se haverá discussão expressa sobre benefícios para pessoas com deficiência e sobre a adequação das normas estaduais ao novo sistema tributário.

A 433ª Reunião Extraordinária do CONFAZ, prevista para o dia seguinte, poderá trazer novos elementos, conforme a pauta oficial e as decisões divulgadas pelo Conselho. A última reunião ordinária do ano está prevista para 4 de dezembro.

Segurança jurídica é essencial para quem depende da isenção

A aquisição de um veículo pode representar autonomia, mobilidade, acesso ao trabalho, à saúde e à educação para muitas pessoas com deficiência. Por isso, mudanças tributárias que afetem o preço final ou a concessão de benefícios precisam ser acompanhadas de regras claras e comunicação acessível.

“Estaremos acomnhando as reuniões do CONFAZ – que são secretas, para tentar identificar decisões que possam afetar o ICMS e a tributação de veículos. Para as pessoas com deficiência, a expectativa é que a transição tributária seja conduzida sem lacunas de informação, com previsibilidade e respeito aos direitos já assegurados pela legislação”, comentou o presidente da Associação.

A confirmação de eventuais deliberações sobre isenções para pessoas com deficiência dependerá da publicação da pauta detalhada, das atas e dos atos oficiais decorrentes das reuniões.

CRÉDITO/IMAGEM: https://tagdlaw.com.br/

Fonte https://diariopcd.com.br/reuniao-do-gt34-do-confaz-debate-substituicao-tributaria-regras-fiscais-e-beneficios-para-pessoas-com-deficiencia-na-aquisicao-de-veiculos/

Postado Pôr Antonio Brito

Brasil disputa Campeonato Parapan-Americano de tiro com arco em busca de vagas para Lima 2027

Eugênio Franco durante os Jogos Parasul-Americanos 2026 em Valledupar, na Colômbia | Foto: Cris Mattos/CPB

A Seleção Brasileira de tiro com arco disputa, entre os dias 21 e 25 de outubro, o Campeonato Parapan-Americano de 2026, em Lima, no Peru. Ao todo, 16 atletas brasileiros participam da competição, que distribui vagas para os Jogos Parapan-Americanos de 2027, também na capital peruana.

Serão distribuídas 38 vagas para o evento, contabilizando todas as classes. Nas classes open de composto e recurvo (atletas com deficiência em um membro ou ainda em dois membros) serão destinadas nove vagas para os homens e sete para as mulheres, respectivamente. Já na classe W1 (atletas com deficiências graves, em três ou quatro membros), serão três vagas para cada gênero.

As primeiras vagas para as provas de composto e recurvo serão definidas nas disputas de duplas. As outras 14 vagas serão distribuídas de acordo com a classificação individual final das provas que valem medalhas.

Após o Campeonato Parapan-Americano, também serão confirmadas as quatro vagas conquistadas durante os Jogos Parasul-Americanos de 2026, em Valledupar, na Colômbia, além de outras quatro destinadas à região da América Central e do Caribe.

Os países que ainda não tiverem garantido vagas poderão disputar o último evento classificatório, previsto para março de 2027, durante a Hyundai World Archery Para Series, em Fortaleza, no Ceará.

A competição em Lima também contará com disputas nas categorias sub-21 e para atletas com deficiência visual.

O Brasil chega ao torneio após conquistar dez medalhas na Santiago 2026 Hyundai World Archery Para Series, disputada no Chile e encerrada no último domingo, 18. A equipe brasileira subiu ao pódio quatro vezes para receber o ouro, uma para a prata e cinco para o bronze.

Os resultados do Campeonato Parapan-Americano de tiro com arco podem ser acompanhados pelo site oficial da competição.

Confira os brasileiros que disputam a competição:
Recurvo Masculino Open
Thiago Pinheiro Da Silva
Call Brynner

Recurvo Feminino Open
Lindiara Souza Weischung
Fabiola Dergovics

Composto Masculino Open
Reinaldo Vagner Charão Ferreira
Diogo Rodrigues de Sousa Santos

Composto Feminino Open
Helena Nunes De Moraes
Jane Karla Rodrigues Gögel

W1 Masculino
Eugênio Santana Franco
Helcio Luiz Jaime Gomes Perilo

W1 Feminino
Juliana Cristina Ferreira da Silva

V1
Gustavo Mendes De Araujo

Recurvo Masculino Sub-21
Filipe Eduardo Pereira Aguiar

Recurvo Feminino Sub-21
Nathalia Nunes De Carvalho

Composto Masculino Sub-21
Luis Felipe Maia De Freitas

W1 Masculino Sub-21
Gabriel Pires De Lima

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A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-disputa-campeonato-parapan-americano-de-tiro-com-arco-em-busca-de-vagas-para-lima-2027/

Postado Pôr Antonio Brito 

CENTRO TEA PAULISTA QUALIFICA MAIS DE 4,4 MIL SERVIDORES PARA ATENDIMENTO A PESSOAS AUTISTAS

 O Centro TEA Paulista, do Governo de São Paulo, já qualificou 4.455 servidores públicos para o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista. As capacitações ocorreram em 52 turmas, distribuídas por 25 municípios, e abordaram comunicação, acolhimento, identificação de sobrecarga sensorial, manejo de crises e legislação inclusiva. Professores, cuidadores educacionais e policiais militares estão entre os profissionais capacitados, em uma iniciativa voltada à melhoria do atendimento público às pessoas autistas.

CENTRO TEA PAULISTA QUALIFICA MAIS DE 4,4 MIL SERVIDORES PARA ATENDIMENTO A PESSOAS AUTISTAS

O Centro TEA Paulista - do Governo de São Paulo - já qualificou 4.455 servidores públicos para o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As formações foram realizadas em 52 turmas de 25 municípios e têm como objetivo ampliar a capacidade da rede pública para acolher, orientar e atender pessoas autistas de maneira mais adequada e humanizada.

As capacitações são destinadas a servidores estaduais e municipais e buscam contribuir para a construção de uma rede de atendimento cada vez mais preparada para lidar com diferentes situações envolvendo pessoas autistas. Entre os conteúdos abordados estão estratégias de acolhimento, identificação de sinais de sobrecarga e situações de crise, diferenças entre comportamentos desafiadores típicos e manifestações associadas a condições clínicas, características do transtorno do neurodesenvolvimento e formas adequadas de comunicação.

Professores, cuidadores educacionais e policiais militares estão entre as categorias que já participaram das formações. A abordagem é interdisciplinar e considera aspectos sociais, emocionais, pedagógicos e terapêuticos relacionados ao atendimento de pessoas com TEA.

O conteúdo aborda comunicação com pessoas neurodivergentes, identificação de sinais de sobrecarga sensorial e manejo de situações de crise. Também são apresentados aspectos jurídicos relacionados à proteção de dados sensíveis e à legislação inclusiva, incluindo a Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012), a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e a Lei Romeo Mion (Lei nº 13.977/2020).

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=cd198353-eff3-412c-9621-9843dc327687

Postado Pôr Antonio Brito

20/10/2026

Nunca desistam das pessoas com deficiência: por trás de cada processo, existe uma família lutando para viver

Nunca desistam das pessoas com deficiência: por trás de cada processo, existe uma família lutando para viver - OPINIÃO - * Por Abrão Dib

OPINIÃO

  • * Por Abrão Dib

Faço questão de compartilhar com quem não conseguiu participar da Semana Jurídica “Justiça para todos também significa garantir inclusão, acessibilidade e direitos” realizado pela UNIJORGE, trecho da participação enquanto presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência na noite desta segunda-feira, 19.

Boa tarde a todas e a todos!

Quero começar agradecendo à UNIJORGE pelo convite e, principalmente, pela iniciativa de abrir este espaço para discutir inclusão, acessibilidade e direitos humanos dentro do universo jurídico.

Quando uma instituição de ensino reúne advogados, magistrados, representantes do Ministério Público, pesquisadores, estudantes e organizações da sociedade civil para falar sobre os direitos das pessoas com deficiência, ela faz muito mais do que promover um evento acadêmico.

Ela nos dá a oportunidade de apontar para uma realidade que, muitas vezes, permanece escondida atrás dos números, dos processos, dos artigos de lei e das decisões judiciais.

E é sobre essa realidade que eu gostaria de conversar com vocês hoje.

Falo aqui como presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, e também enquanto jornalista, que há mais de 30 anos com atuação nessa batalha – por sinal, lembro-me quando as pessoas com deficiência eram tratadas como ‘aleijados’.

Mas, acima de qualquer cargo, falo como alguém que acompanha as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência e por suas famílias na tentativa de conseguir algo que deveria ser básico: o direito de viver com dignidade. Falo enquanto uma pessoa monocular – sequelas de diabetes tipo 1.

E quero começar com uma pergunta.

De que adianta um direito existir na lei se uma família precisa entrar na Justiça para conseguir exercê-lo? De que adianta o Brasil ser referência mundial em legislações – como a LBI, se faltam fraldas na rede pública?

Nós temos uma legislação importante. Temos garantias constitucionais, tratados internacionais, a Lei Brasileira de Inclusão e normas que reconhecem direitos fundamentais das pessoas com deficiência.

O Poder Executivo anuncia políticas públicas.

O Poder Legislativo aprova leis.

As instituições apresentam programas, compromissos e planos de inclusão.

Mas, quando chegamos à vida real, encontramos famílias que precisam recorrer ao Judiciário para conseguir fraldas, medicamentos de alto custo, tratamentos, terapias, equipamentos e serviços essenciais.

Em determinadas situações, não estamos falando de conforto.

Não estamos falando de uma vantagem.

Não estamos falando de um benefício extra.

Estamos falando de sobrevivência.

Estamos falando de uma mãe que não sabe como vai conseguir o medicamento de que o filho precisa.

De um pai que não consegue arcar com os custos de um produto indispensável para os cuidados diários.

De uma família que já esgotou seus recursos, procurou os serviços públicos, apresentou documentos, fez solicitações e ouviu negativas.

E, depois de tudo isso, precisa procurar um advogado e perguntar:

“Doutor, existe alguma coisa que a Justiça possa fazer pelo meu filho?”

Pensem no peso dessa pergunta. Deve ser a mesma que muitos de vocês já tiveram que responder. E tantos outros que vão ter que pensar em uma resposta.

Essa família não está procurando uma discussão acadêmica sobre direitos fundamentais.

Ela não tem tempo para esperar que a burocracia reconheça o tamanho da sua urgência.

Ela precisa de uma resposta. Precisa de uma solução.

Precisa que alguém compreenda que o tempo de um processo, para quem espera um medicamento ou um tratamento indispensável, pode ter um significado muito diferente.

É nesse momento que o mundo jurídico deixa de ser apenas uma estrutura de leis e instituições.

Ele passa a ser, para aquela família, uma possibilidade concreta de esperança.

E é por isso que precisamos falar sobre o papel de cada profissional que decide não virar o rosto para essa realidade.

Quero me dirigir aos advogados e às advogadas que recebem uma família aflita, escutam sua história e, muitas vezes, assumem uma batalha que vai muito além dos honorários e das horas dedicadas a um processo.

Quero me dirigir aos promotores e às promotoras de Justiça que compreendem que a defesa de direitos não pode ser apenas uma formalidade.

Aos defensores e defensoras públicas que acolhem pessoas sem condições de pagar por uma representação jurídica e ajudam a transformar uma necessidade em uma demanda legítima.

Aos juízes, desembargadores e ministros que, diante de cada caso, têm a responsabilidade de examinar os fatos, aplicar a lei e decidir com atenção às consequências humanas envolvidas.

E quero me dirigir também aos professores, pesquisadores, estudantes e demais profissionais que trabalham para que o Direito não seja uma linguagem distante da sociedade, mas um instrumento de proteção da dignidade humana.

Eu sei que cada um desses profissionais enfrenta seus próprios desafios.

Existem limites institucionais, excesso de trabalho, recursos escassos, prazos, responsabilidades e decisões complexas.

Não ignoro nada disso.

Mas também sei que, em todo o Brasil, existem profissionais que acolhem as demandas das pessoas com deficiência como se fossem questões de suas próprias famílias.

Há quem doe tempo, conhecimento e trabalho. Há quem atue de forma pro bono.

Há quem se envolva com instituições e organizações sociais, ajudando a enfrentar problemas que, para muitas famílias, parecem impossíveis de resolver sozinhas.

Essas pessoas talvez nem sempre saibam a dimensão do que fizeram – e do que fazem.

Talvez, para o profissional, tenha sido uma petição, uma audiência, uma orientação ou uma decisão.

Mas, para uma família, aquela atuação pode ter significado a continuidade de um tratamento, o acesso a um medicamento ou a possibilidade de oferecer ao filho os cuidados de que ele precisava.

O que, para o processo, pode ser um ato profissional, para uma família pode representar a diferença entre o desespero e a esperança.

Por isso, hoje, quero agradecer.

Quero agradecer aos profissionais que não enxergam apenas um número de processo, mas reconhecem a pessoa que existe por trás dele.

Quero agradecer àqueles que não tratam a deficiência como um problema individual da pessoa ou de sua família, mas compreendem as barreiras sociais, econômicas e institucionais que dificultam o exercício dos direitos.

Quero agradecer a quem entende que uma família não deveria precisar implorar por aquilo que a legislação já reconhece como direito.

E quero parabenizar a UNIJORGE por promover um encontro que nos permite fazer essa reflexão.

Porque eventos como este são importantes justamente por aproximarem o conhecimento jurídico da realidade vivida pelas pessoas.

Mas existe algo que eu gostaria de pedir a todos vocês.

Por favor, não desistam dessas pessoas.

Não desistam quando a demanda parecer pequena diante da quantidade de processos que vocês têm para analisar.

Não desistam quando a família chegar cansada, confusa, sem saber explicar todos os detalhes jurídicos da situação.

Não desistam quando a pessoa com deficiência não conseguir se comunicar da maneira que vocês estão acostumados.

Não desistam quando houver barreiras de acessibilidade, dificuldades econômicas ou uma longa história de negativas e frustrações.

Às vezes, a pessoa que chega ao sistema de Justiça já perdeu muito antes mesmo de protocolar sua demanda.

Perdeu a dignidade.

Perdeu tempo, oportunidades, recursos financeiros e, em alguns casos, a confiança de que alguém vai ouvi-la.

É preciso que ela encontre profissionais dispostos a escutar.

Isso não significa prometer que toda demanda terá uma decisão favorável.

Significa garantir que cada situação seja examinada com seriedade, que os direitos sejam considerados e que ninguém seja tratado como menos importante por causa de sua deficiência, de sua condição econômica ou de sua dificuldade em acessar as instituições.

A Justiça não pode ser uma promessa distante para quem mais precisa dela.

E há outro ponto que considero essencial: não podemos aceitar que o Judiciário seja sempre a última porta disponível para conseguir aquilo que deveria ser assegurado pelas políticas públicas.

A atuação judicial é indispensável em muitas situações, mas o ideal é que as pessoas não precisem judicializar o acesso a itens básicos, tratamentos e serviços essenciais.

Precisamos de políticas públicas efetivas, de orçamento, de planejamento, de serviços acessíveis e de instituições que cumpram suas responsabilidades.

Precisamos que os direitos saiam das páginas da legislação e cheguem à vida cotidiana.

Precisamos de menos discursos e mais comprometimento.

Enquanto isso não acontece em todas as situações, sabemos que muitas famílias continuarão buscando orientação e proteção no sistema de Justiça.

E é por isso que a responsabilidade de vocês é tão importante.

Aos profissionais que atuam nessa área, deixo também um pedido: ouçam as pessoas com deficiência.

Ouçam suas famílias. Permitam que elas participem das decisões que afetam suas próprias vidas.

Não falem apenas sobre nós. Não decidam sempre por nós sem nos ouvir.

A experiência de quem enfrenta diariamente as barreiras da deficiência precisa fazer parte da construção das respostas jurídicas e institucionais.

Na ANAPcD, defendemos que a participação das pessoas com deficiência não seja apenas simbólica.

Queremos contribuir, apresentar demandas, questionar omissões e colaborar para que os direitos sejam efetivamente respeitados.

E sabemos que essa transformação exige a participação de todos: sociedade civil, instituições públicas, universidades e profissionais do Direito.

Quero terminar retomando a pergunta que fiz no início.

De que adianta um direito existir na lei se uma família precisa entrar na Justiça para conseguir exercê-lo?

A resposta é que precisamos continuar trabalhando para que essa distância entre a lei e a vida diminua até deixar de ser uma realidade cotidiana.

Mas, enquanto houver uma família procurando ajuda, enquanto houver uma pessoa com deficiência esperando pelo reconhecimento de um direito, enquanto houver alguém que não consiga acessar aquilo de que necessita para viver com dignidade, nós precisaremos de profissionais comprometidos com a Justiça.

Profissionais que saibam que, do outro lado do processo, há uma vida que não pode ser reduzida a um documento.

Por isso, em nome da ANAPcD, deixo meu respeito, meu reconhecimento e minha gratidão a todos os que colocam seu conhecimento a serviço da dignidade humana.

E deixo, sobretudo, este apelo:

Nunca desistam das pessoas com deficiência.

Nunca desistam de uma família porque o caminho é difícil.

Nunca permitam que a rotina dos processos apague a urgência de quem está esperando por uma resposta.

Porque, quando uma família procura a Justiça para garantir que seu filho tenha condições de viver, ela não está pedindo um privilégio.

Está pedindo que um direito seja respeitado.

E nenhuma sociedade pode se considerar verdadeiramente justa enquanto tantas pessoas ainda precisam lutar tanto para ter acesso ao mínimo necessário para viver.

Muito obrigado!

  • Abrão Dib é jornalista profissional diplomado, editor do Diário PcD e Presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência

Fonte https://diariopcd.com.br/nunca-desistam-das-pessoas-com-deficiencia-por-tras-de-cada-processo-existe-uma-familia-lutando-para-viver/

Postado Pôr Antonio Brito