12/05/2026

CONADE é contra novo Símbolo de identificação das pessoas com deficiência, que aguarda sanção ou veto de Lula

CONADE é contra novo Símbolo de identificação das pessoas com deficiência, que aguarda sanção ou veto de Lula

Nota Técnica do CONADE -Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência é contrário a Projeto de Lei aprovado pelo Congressso Nacional que aguarda decisão da Presidência da República

Se a Presidência da República consultar o CONADE – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com certeza vetará Projeto de Lei 2199/20222 de autoria do Deputado Federal Aureo Ribeiro, que foi aprovado pelo Congresso Nacional que adota um novo símbolo de acessibilidade que seria adotado no Brasil. O Poder Executivo deverá, nos próximos sancionar ou vetar o tema, enquanto isso não ocorrer, não existe nenhuma alteração em relação a essa identificação.

O Símbolo Internacional de Acesso (SIA), composto pela figura es lizada de uma pessoa em cadeira de rodas, é um padrão global estabelecido pela Rehabilita on Interna onal e ratificado pela ISO 7001 (Public Information Symbols) e reconhecido há mais de 50 anos.

A proposta aprovada altera a Lei nº 7.405, de 12 de novembro de 1985, para estabelecer a utilização do Símbolo Internacional de Acessibilidade. O símbolo atual, amplamente conhecido, é historicamente associado a pessoas cadeirantes. Especialistas e parlamentares defendem que essa representação é limitada, pois não contempla deficiências visuais, auditivas, intelectuais ou psicossociais. Segundo o texto aprovado no Senado em abril de 2025, o novo símbolo tem caráter “mais inclusivo e abrangente”, ao representar todas as pessoas com deficiência de forma universal.

Para o Deputado Aureo Ribeiro, “em 1969, foi adotado pela Rehabilitation International, entidade não governamental que possui status de órgão consultivo da ONU, o símbolo da cadeira de rodas conhecido como SÍMBOLO INTERNACIONAL DE ACESSO. Desde então este vem sendo utilizado para indicar tanto locais que possuam acessibilidade aos deficientes, quanto vagas e sanitários destinados a essas pessoas. Ocorre que a acessibilidade se tornou não somente uma questão para
deficientes físicos, mas para uma gama de deficiências que, na maioria das vezes, não têm nenhuma conexão com motricidade. Deficiência auditiva, visual ou cognitiva são imperceptíveis fisicamente, e a utilização de um símbolo que caracteriza apenas o aspecto físico da deficiência não consegue mais representar um grupo tão heterogêneo”.

O Diário PcD teve acesso a uma Nota Técnica, assinada por Roberto Paulo do Vale Tiné – Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que “manifesta-se contrário à aprovação do Projeto de Lei nº 2.199/2022, recomendando a rejeição da matéria ou, alterntivamente, sua profunda revisão, condicionando qualquer alteração de simbologia à prévia atualização das normas técnicas nacionais, à validação por organismos internacionais de padronização e à comprovação cien fica de que a nova representação ofereça ganho real de acessibilidade, sempre com ampla participação social”.

Novo símbolo aprovado pelo Congresso Nacional

De acordo com Tiné, “a referida manifestação técnica ressalta, de forma convergente com a presente análise, a ausência de jus fica va técnica consistente para a subs tuição do símbolo vigente, a inexistência de reconhecimento internacional formal do símbolo proposto, os riscos de prejuízo à comunicação da acessibilidade e a necessidade de observância à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, especialmente no que se refere à par cipação social qualificada. Ademais, recomenda o aprofundamento do debate técnico e a consulta a instâncias como o CONADE, antes de qualquer alteração normativa”.

O parecer técnico-jurídico conclui que o Projeto de Lei nº 2199/2022 é tecnicamente desaconselhável e juridicamente vulnerável.

De acordo com o Conselho a proposição apresenta fragilidades críticas, como

  • Inconsistência Factual: A alegação de aprovação internacional do símbolo não encontra respaldo nas normas ISO ou em tratados internacionais de padronização, sendo desmentida por registros históricos da própria ONU, que não o reconhece como símbolo internacional de acessibilidade.
  • Conflito Normativo: Contraria as diretrizes da ABNT NBR 9050, parâmetro técnico incorporado ao ordenamento jurídico pela Lei Brasileira de Inclusão.
  • Prejuízo à Acessibilidade: A quebra da unidade visual e do reconhecimento universal do símbolo compromete a orientação espacial, a autonomia e a segurança dos usuários.
  • Vício de Motivação: A fundamentação do projeto baseia-se em premissas técnicas equivocadas, comprometendo sua validade material.

O parecer ainda prevê que “na pratica, a alteração do pictograma pode suscitar incertezas em cenários cotidianos críticos, tais como: a identificação de sanitários acessíveis em centros comerciais ou terminais de passageiros; o reconhecimento de vagas reservadas em estacionamentos; a localização de rampas, elevadores e rotas acessíveis em edificações públicas; a compreensão da sinalização em ambientes escolares, hospitalares e no sistema de transporte coletivo; bem como o acionamento célere de apoio em situações de emergência. Nestes contextos, a padronização visual atua como facilitador da ergonomia sensorial, reduzindo o tempo de busca, incrementando a autonomia e mitigando constrangimentos. Em contrapartida, a ruptura da identidade simbólica consolidada pode acarretar atrasos nos deslocamentos, induzir a interpretações errôneas e comprometer a segurança do usuário. Tais exemplos demonstram que a efetividade da acessibilidade é dependente de símbolos de reconhecimento imediato e da continuidade normativa do sistema de sinalização”.

No documento que o Diário PcD teve acesso, informa ainda que “a substituição do símbolo tradicional por outro de uso ainda controver do pode gerar confusão cotidiana entre pessoas com deficiência, familiares, acompanhantes, profissionais e o público em geral, especialmente em ambientes urbanos, serviços de saúde, transporte, comércio e situações de emergência. Destaca-se que, para pessoas com deficiência visual parcial, intelectual, cognitiva ou com baixa familiaridade com a sinalização, a troca simbólica pode dificultar a identificação imediata de rotas acessíveis, sanitários adaptados, vagas reservadas e serviços prioritários, reduzindo a autonomia, segurança e tempo de resposta. Conclui-se que, em acessibilidade, a padronização visual é elemento de proteção funcional e que a ruptura sem transição norma va suficiente tende a produzir insegurança operacional e prejuízo concreto à vida diária da pessoa com deficiência”.

O CONADE ainda sugere que “a aprovação do projeto impõe um ônus desproporcional ao Poder Público e à iniciatuva privada para a substituição de toda a sinalização existente. Sem uma vantagem técnica comprovada (melhoria na legibilidade ou alcance), tal exigência fere o princípio da eficiência administrativa e da razoabilidade, gerando insegurança jurídica para engenheiros e arquitetos que devem seguir a NBR 9050 em seus projetos, obras e laudos de conformidade, além de toda a população diretamente interessada e atendida atualmente”.

Fonte https://diariopcd.com.br/conade-e-contra-novo-simbolo-de-identificacao-das-pessoas-com-deficiencia-que-aguarda-sancao-ou-veto-de-lula/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil conquista 4 ouros e recorde das Américas no 2º dia do Internacional de natação em Berlim

Os nadadores Arthur Xavier (à esq.) e Thomaz Matera com medalhas obtidas em Berlim | Foto: Giovanna chencci/CPB

A Seleção Brasileira de natação conquistou dez medalhas no segundo dia de IDM, o Campeonato Internacional Alemão de natação, disputado em Berlim desde domingo, 10. Nesta segunda-feira, 11, segundo dia de evento, os brasileiros obtiveram quatro ouros e dois bronzes nas provas para adultos, além de dois ouros, uma prata e um bronze entre os jovens.

Os títulos vieram com a pernambucana Carol Santiago, que subiu ao topo do pódio duas vezes; com o catarinense Talisson Glock; e com o mineiro Arthur Xavier, que ainda obteve o novo recorde das Américas nos 100m livre da classe S14 (deficiência intelectual).

Com isso, o Brasil chega a um total de 23 medalhas na competição. Foram até agora sete ouros, quatro pratas e quatro bronzes na categoria adulta; e oito pódios entre os jovens: cinco ouros, duas pratas e um bronze.

As provas do IDM são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

Nos 100m livre feminino, duas brasileiras da classe S12 (baixa visão) subiram ao pódio: a pernambucana Carol Santiago, com 59s96 e 887 pontos, foi ouro, e a paraense Lucilene Sousa, com 1min01s79 e 811 pontos, ficou com o bronze. A medalha de prata foi para a britânica Georgia Sheffield, da classe S14 (deficiência intelectual), com 58s80 e 875 pontos.

Carol Santiago voltou ao alto do pódio nos 50m costas, prova que venceu com 32s22 e 895 pontos. Duas britânicas completaram o pódio: Ela Letton-Jones (S12), com 32s71 e 856 pontos ficou com a prata, e Georgia Sheffield, com 32s28 e 741 pontos, obteve o bronze. Assim, a nadadora pernambucana chegou ao seu terceiro ouro na competição – ela já havia vencido os 100m costas na abertura do evento.

“Adotamos a estratégia de fazer muitas provas nestes dias em Berlim para ter uma experiência o mais próximo possível do que acontece nas grandes competições [Jogos Paralímpicos e Mundiais]. Assim, podemos testar nosso programa, o descanso, a aclimatação. Foi um momento muito especial, muito bom para a gente colocar tudo em teste. Agora, a gente pode saber de onde está partindo e melhorar cada vez mais para buscar os melhores resultados desde o primeiro dia”, analisou Carol Santiago.

Nos 100m livre masculino, outro pódio com dois brasileiros: o ouro foi para o mineiro Arthur Xavier, da classe S14, que nadou em 50s66 e obteve 989 pontos; o bronze ficou com o carioca Thomaz Matera, da classe S11 (cegos), com 58s00 e 852 pontos. O britânico William Ellard, com 51s30 e 952 pontos, ficou com a prata.

A marca de Arthur é o novo recorde das Américas da prova. Ele superou o melhor tempo anterior, que já era dele – 51s19, registrado no Campeonato Brasileiro Loterias Caixa em dezembro de 2025, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

“Eu gostei muito da minha prova. Queria melhorar minha marca e vou voltar com um tempo muito bacana. Vamos para as próximas!”, afirmou o nadador.

O quarto ouro brasileiro desta segunda-feira veio com o catarinense e bicampeão paralímpico Talisson Glock, da classe S6 (comprometimento físico-motor). O atleta venceu os 200m medley com 2min46s41 e 868 pontos. A segunda colocação ficou com o tcheco Jonas Kesnar, da classe S9 (comprometimento físico-motor), que marcou 2min25s92 e 740 pontos. Já o bronze ficou com o britânico Dylan Broom, da classe S14, que registrou 2min18s16 e 723 pontos.

O Brasil ainda conquistou quatro medalhas nas disputas entre jovens. O paulista Enzo Rafael Martins, 16, da classe S10 (comprometimento físico-motor), foi ouro nos 100m livre, com 56s36 e 703 pontos. A também paulista Aldrey de Oliveira, 16, da classe S14, foi ouro nos 200m medley, com 2min41s56 e 612 pontos. Ela também conquistou a prata nos 100m livre, com 1min09s75 e 546 pontos. Por fim, a mineira Emanuella Araujo Cafaro, 15, da classe S9, ficou com o bronze nos 200m medley, com 3min01s77 e 509 pontos.

A Seleção disputa o IDM logo após participar da etapa de Berlim do World Series, na qual conquistou 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens.

O grupo é formado por 17 atletas da Seleção principal, que estiveram na competição anterior, e outros 11 jovens, que se juntaram à delegação para a disputa deste segundo evento em solo alemão. A competição segue até a próxima terça-feira, 12.

Patrocínio
As LOTERIAS CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Arthur Xavier, Lucilene Sousa e Talisson Glock são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Lucilene Sousa e Talisson Glock integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-conquista-4-ouros-e-recorde-das-americas-no-2o-dia-do-internacional-de-natacao-em-berlim/

Postado Pôr Antônio Brito 

A história de Lee o cadeirante da Malásia - de vendedor a bilionário

Lee Thiam Wah, um cadeirante da Malásia, superou dificuldades e hoje é dono de uma fortuna de US$ 3,3 bilhões, sendo um exemplo de determinação e sucesso no empreendedorismo.

A história de Lee o cadeirante da Malásia - de vendedor a bilionário

Foi com muita resiliência, persistência e força de vontade, que Lee Thiam Wah, um vendedor cadeirante da Malásia, entrou para a seleta lista de maiores bilionários do mundo!

Ele nasceu na cidade de Klang, Malásia, em 1964, em uma família de 11 irmãos. É filho de um pedreiro e uma vendedora ambulante. Teve muitas dificuldades na infância e só frequentou a escola durante 6 anos. O restante do tempo ele precisou trabalhar para ajudar nas despesas de casa.

Lee teve poliomielite e, em seu país, as oportunidades eram poucas para trabalhar. Isso nunca fez com que ele deixasse de sonhar alto, pelo contrário, as dificuldades só o animavam e davam mais forças para seguir em frente.

Ele queria empreender e, então, começou cedo, vendendo lanches em uma barraca na beira da estrada na Malásia. Hoje, ele é dono de mais de 2 mil lojas de conveniência em seu país e foi consagrado bilionário após sua empresa abrir capital em Kuala Lumpur, capital da Malásia.

O império de Lee começou em 1987, quando ele conseguiu abrir sua primeira mercearia. Dez anos depois, ele já tinha 8 lojas com o nome de Pasar Mini 99. Sua trajetória, junto com a esposa, é um exemplo de perseverança, mostrando que é possível expandir um negócio a partir de origens humildes.

A rede de minimercados 99 Speed Mart, criada por Lee, tem 40% de participação no segmento de minimercados e quase 15% entre todos os varejistas de produtos alimentícios da Malásia. Quando a companhia entrou no mercado de ações, foi recorde de maior valor inicial de ações no país em 7 anos.

A fortuna de Lee está estimada em US$ 3,3 bilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. Além disso, ele também possui participações em várias empresas de capital fechado e é o único franqueador da rede de fast food Burger King na Malásia, consolidando seu exemplo de sucesso.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=478dd091-3d0d-42b2-9066-26ca8108ec44

Postado Pôr Antônio Brito 

11/05/2026

Mães de crianças autistas assumem até 92% dos cuidados no Brasil e enfrentam impactos emocionais e financeiros

Mães de crianças autistas assumem até 92% dos cuidados no Brasil e enfrentam impactos emocionais e financeiros

 Dia das Mães: quando a responsabilidade por crianças autistas é integral, invisível e, muitas vezes, solitário

No Brasil, o Dia das Mães ganha um significado ainda mais profundo para milhares de mulheres que são mães de pessoas autistas e neurodivergentes. Além dos desafios cotidianos da criação, muitas assumem de forma quase integral o cuidado de seus filhos — uma realidade marcada por sobrecarga, renúncias e também por vínculos intensos e transformadores.
 

Dados da pesquisa Mapa Autismo Brasil mostram que cerca de 92,4% dos responsáveis pelo cuidado de pessoas autistas são mães. O levantamento também revela um impacto significativo na vida profissional dessas mulheres: 30,5% estão desempregadas ou sem renda, muitas vezes por precisarem abandonar o mercado de trabalho para se dedicar integralmente às demandas de cuidado.
 

“As mães hoje estão sobrecarregadas, isso é um fato! Quando falamos de mães de crianças autistas ou com outras deficiências é preciso observar que o peso que elas carregam não é o(a) filho(a) ou sua deficiência em si, mas a forma como a sociedade lida com as diferenças. Preconceitos, estereótipos, julgamentos fazem parte da rotina dessas mães. Assim como também é parte do dia a dia delas ter de “brigar” por direitos básicos e lutar pelo reconhecimento de que seu filho é um sujeito de direitos inteiro. Então, essas mães também vivenciam a “fadiga de acesso”, informou Juliana Segalla, vice-presidente da Autistas Brasil.
 

Esse cenário evidencia uma sobrecarga estrutural que recai majoritariamente sobre as mulheres, reforçando desigualdades de gênero e a falta de políticas públicas eficazes de apoio. A ausência de redes de suporte — tanto familiares quanto institucionais — contribui para um quadro recorrente de exaustão física e emocional entre mães de pessoas autistas ou neurodivergentes.
 

De acordo com o Autistas Brasil, é fundamental ampliar o debate público sobre o papel dessas mulheres, especialmente em datas simbólicas como o Dia das Mães. A organização destaca que, embora o amor e o vínculo com os filhos sejam centrais nessa experiência, é preciso reconhecer que o cuidado contínuo, muitas vezes solitário, exige suporte estruturado e políticas de inclusão.
 

“As políticas públicas de cuidado são fundamentais! É preciso lembrar de “cuidar de quem cuida”. As mães de autistas (e de outras pessoas com deficiência) precisam que olhem para sua saúde mental e física. A realidade mostra o adoecimento dessas mães e o Estado precisa dar atenção a isso”, disse Segalla.
 

O Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas autistas, segundo estimativas com base em dados do IBGE, o que reforça a urgência de ações voltadas não apenas para o diagnóstico e acompanhamento, mas também para o acolhimento das famílias — especialmente das mães, que estão na linha de frente desse cuidado.
 

Ao mesmo tempo em que enfrentam desafios significativos, muitas dessas mulheres relatam que a maternidade também traz aprendizados profundos, como o desenvolvimento de novas formas de comunicação, empatia e resiliência. Ainda assim, a Autistas Brasil alerta: reconhecer essas potências não pode significar romantizar a sobrecarga.
 

“Nem no meu melhor sonho imaginei que ser mãe era tão bom (e intenso)! Logicamente que qualquer maternidade também traz desafios e dores. Nenhuma mãe quer que os filhos sofram e nós sabemos que temos de prepará-los para a vida com o máximo de autonomia possível. Acho que o que mais me dói é saber o quão cruel as pessoas podem ser e quantas barreiras sociais nossos filhos podem enfrentar. Todavia, estamos aqui, empoderando-os e fazendo com que eles saibam do seu valor e do quanto são amados. Não trocaria meus filhos por ninguém! E eles não precisam de conserto… O mundo é que precisa (e nós lutamos por isso)”, concluiu Juliana.
 

Neste Dia das Mães, o convite é para ampliar o olhar sobre essas histórias, dar visibilidade às múltiplas realidades da maternidade e fortalecer o debate sobre políticas públicas que garantam dignidade, apoio e qualidade de vida para mães de pessoas autistas e suas famílias.

SOBRE O PORTA-VOZ
Juliana Izar Soares da Fonseca Segalla é autista, mãe, vice-presidente da Autistas Brasil, pesquisadora e advogada dedicada à promoção da justiça social. Professora de Direito na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), é Pós-Doutora em Democracia e Direitos Humanos na Universidade de Coimbra.
 

SOBRE A AUTISTAS BRASIL
Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala. Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão, neurodiversidade e direitos humanos.

Fonte https://diariopcd.com.br/maes-de-criancas-autistas-assumem-ate-92-dos-cuidados-no-brasil-e-enfrentam-impactos-emocionais-e-financeiros/

Postado Pôr Antônio Brito 

Medalhistas mundiais melhoram marcas e Brasil inicia Campeonato Internacional de natação em Berlim com três ouros

Carol Santiago durante prova no Mundial de Singapura em 2025 | Foto: Marcelo Zambrana / CPB

O Brasil abriu a disputa do IDM (Campeonato Alemão Internacional de Natação) com 13 pódios neste domingo, 10, em Berlim, na Alemanha. Foram três medalhas de ouro, quatro de prata e duas de bronze entre adultos e mais três medalhas de ouro e uma de prata nas disputas para jovens.

O primeiro dia da competição foi marcado pela melhora das marcas dos medalhistas do último Mundial da modalidade, disputado em Singapura 2025, que conseguiram tempos mais rápidos do que os registrados no ano passado.

As provas do IDM são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

A pernambucana Carol Santiago, maior campeã paralímpica brasileira, foi ouro nos 100m costas. A nadadora da classe S12 (deficiência visual) venceu a disputa com 1min08s80 e 885 pontos. A prata foi para a fluminense Mariana Gesteira, da classe S10 (comprometimento físico-motor), com 1min09s00 e 869 pontos. Já o bronze ficou com a britânica Ela Letton, da classe S12 (1min12s21 e 765 pontos).

Carol foi ainda mais rápida neste domingo do que em Singapura, quando completou a prova em 1min09s42 e garantiu o título mundial.

“Era muito importante nadar nesta prova o que a gente vinha buscando. De manhã, nas eliminatórias, cometi alguns erros e conversei muito com meus treinadores. Consegui ajustar tudo e nadar em alto nível nas finais. Este é o momento de ajustarmos tudo o que pudermos para que, lá na frente, a gente possa nadar sem a necessidade de nenhum ajuste. Foi uma prova que exigiu muito das minhas pernas, após sair da piscina mal conseguia andar. Mas foi para isso que eu vim. Para deixar tudo ali e sair com um resultado excelente”, disse Carol.

O Brasil também colocou duas atletas no alto do pódio nos 100m peito, ambas campeãs mundiais da prova em Singapura 2025. A primeira colocação ficou com a paulista Alessandra Oliveira, que compete nas classes S5 e SB4 (comprometimento físico-motor), com a marca de 1min43s20 e 1013 pontos; a prata foi obtida pela também paulista Beatriz Flausino, da classe S14 (deficiência intelectual), com 1min12s46 e 892 pontos. O bronze foi para a alemã Elena Semechin, da classe SB12 (baixa visão), que marcou 1min16s22 e 862 pontos.

Ambas melhoraram seus resultados em relação à Singapura 2025. Alessandra havia completado a prova em 1min43s21 na ocasião, enquanto Beatriz marcou 1min12s61.

“É muito gratificante ganhar esta medalha. É confirmação do que estamos treinando. Estamos seguindo uma linha de raciocínio muito boa pensando nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028”, afirmou Alessandra.

Na disputa dos 100m borboleta, o ouro foi para a paraense Lucilene Sousa, da classe S12 (baixa visão), com a marca de 1min07s44 e 819 pontos, melhor do que os 1min08s02 que lhe deram o vice-campeonato mundial em Singapura 2025. Já o bronze foi conquistado pela paranaense Laura Sanches, da classe S14 (deficiência intelectual), com 1min08s02 e 687 pontos. Entre elas, a britânica Poppy Maskill ficou com a prata, com 1min06s60 e 732 pontos.

“É muito especial fazer o hino brasileiro tocar. Hoje é mais importante ainda, por ser o Dia das Mães e eu poder dedicar este hino à minha rainha. Eu me senti muito bem e segura na prova. Quando sai e descobri que a medalha era minha, a felicidade foi certeira”, disse Lucilene.

Dois brasileiros também chegaram ao pódio dos 100m borboleta, com uma prata e um bronze. O mineiro Gabriel Araújo, da classe S2 (comprometimento físico-motor) ficou na segunda colocação, com 2min02s50 e 901 pontos, enquanto o carioca Thomaz Matera, da classe S11 (cegos), ficou com a terceira colocação, com 1min02s91 e 896 pontos. O ouro ficou com o britânico William Ellard, com 55s66 e 902 pontos.

Nos 200m livre, o paulista Kauã Assencio, 18, da classe S14, foi prata ao terminar a prova em 1min59s23 e marcar 806 pontos. O pódio foi todo formado por atletas da mesma classe. O ouro ficou com o britânico William Ellard, com 1min54s41 e 912 pontos, enquanto o bronze foi para o também britânico Dylan Broom, que terminou a prova em 2min00s23 e marcou 786 pontos.

“Minha prova foi muito boa. Eu me senti muito bem. Eu nadei forte, fiz o melhor tempo da vida nesta que é a minha terceira competição internacional. É muito gratificante competir com atletas que são referência para mim na natação e que eu nunca imaginava que competiria um dia com eles”, comemorou Kauã.

O Brasil ainda conquistou ouro na disputa para jovens dos 100m costas com Camila Emanuelly Dias, da classe S8 (comprometimento físico-motor), com 1min26s71 e 486 pontos; ouro com Luiz Fernando Antonio Rodrigues, da classe SB4 (comprometimento físico-motor) nos 100m peito, com 1min46s10 e 740 pontos; ouro com Aldrey Mykaella, da classe S14 (deficiência intelectual), nos 100m borboleta com 1min11s86 e 582 pontos; e prata com Enzo Rafael Martins, da classe S10 (comprometimento físico-motor) nos 100m borboleta, com 1min06s61 e 533 pontos.

A Seleção disputa o IDM logo após participar da etapa de Berlim do World Series, na qual conquistou 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens.

O grupo é formado por 17 atletas da Seleção principal que estiveram na competição anterior e outros 11 jovens que se juntaram para a disputa deste segundo evento em solo alemão.

A competição segue até a próxima terça-feira, 12.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Gabriel Araújo, Mariana Gesteira e Lucilene Sousa são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Luiz Fernando Rodrigues, Alessandra Oliveira e Beatriz Flausino integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/medalhistas-mundiais-melhoram-marcas-e-brasil-inicia-campeonato-internacional-de-natacao-em-berlim-com-tres-ouros/

Postado Pôr Antônio Brito

RJ: ONG entrega cadeiras de rodas para crianças carentes no Pão de Açúcar

Ação solidária no Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro/RJ, entregou cadeiras de rodas para crianças com deficiência e reforçou a importância da acessibilidade.

RJ: ONG entrega cadeiras de rodas para crianças carentes no Pão de Açúcar

No Rio de Janeiro/RJ, crianças com deficiência receberam cadeiras de rodas em uma ação solidária realizada no bondinho do Pão de Açúcar. O evento reuniu famílias em um dos principais cartões-postais da cidade e promoveu a entrega dos equipamentos para crianças com mobilidade reduzida, unindo inclusão, acessibilidade e lazer em um espaço simbólico da capital fluminense.

A iniciativa destacou a importância de garantir mobilidade e autonomia para crianças com deficiência, além de reforçar o papel de ações sociais que ampliam o acesso à cidadania e à participação em espaços públicos e turísticos. A entrega das cadeiras de rodas também teve caráter de conscientização, chamando atenção para o direito à acessibilidade e à inclusão desde a infância.

Assista a matéria da TV Globo/G1 no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=5c6dcc7d-2df2-4a8e-89a7-21165fae1a0c
 
Postado Pôr Antônio Brito 

09/05/2026

Após pressão da sociedade e do segmento das pessoas com deficiência, Mauro Checkin pede exoneração após falas preconceituosas e capacitistas

Após pressão da sociedade e do segmento das pessoas com deficiência, Mauro Checkin pede exoneração após falas preconceituosas e capacitistas

Carta com pedido de exoneração do então Secretário de Esportes do município de São Caetano do Sul foi aceita pelo prefeito Tite Campanella.

O secretário municipal de Esportes, Mauro Chekin, pediu exoneração do cargo após a forte repercussão de declarações consideradas capacitistas durante uma audiência pública na Câmara Municipal. A informação foi divulgada com exclusividade pelo Diário PcD.

As falas do então secretário provocaram reação imediata de entidades ligadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência, parlamentares, atletas paralímpicos e do próprio Ministério do Esporte e Comite Paralimpíco Brasileito. Durante a audiência, Chekin afirmou ter dificuldades em lidar com pessoas com deficiência e classificou a inclusão como um “problema”, o que gerou acusações de preconceito e despreparo para exercer a função pública.

Organizações da sociedade civil apontaram que as declarações reforçavam o capacitismo institucional e desrespeitavam princípios previstos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Para Abrão Dib, presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, “de nada adiantar trocar uma pessoa no alto escalão do município se não houver a colocação em prática de respeito e compromisso com o segmento. Já aconteceram fatos parecidos no passado em outros momentos, e o que parece é que somente um pedido de exoneração resolve o problema. A partir de agora será que a cidade de São Caetano do Sul vai rever o conceito de inclusão e acessibilidade?”.

Para André Naves, Defensor Público Federal, “as falas são violentas, mas é o retrato do capacitismo estrutural que o Brasil escolheu não ver. Quando alguém diz que falta estrutura, só está confessando uma escolha política: a escolha de não incluir’.

Nos bastidores, a pressão pela saída do secretário aumentou nos últimos dias, incluindo pedidos públicos de exoneração e representações encaminhadas ao Ministério Público. A saída de Chekin ocorre em meio ao desgaste político provocado pelo caso.

Confira trecho da carta de pedido de exoneração de Mauro Checkin

“Em razão dos fatos ocorridos na audiência pública na Câmara Municipal, da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude da Prefeitura de São Caetano do Sul, peço exoneração do cargo, reconhecendo o erro de abordagem do tema inclusão no esporte, pedindo sinceras desculpas pelo ocorrido.

Reafirmo meu compromisso como professor de Educação Física de carreira da municipalidade e vou procurar aperfeiçoamento profissional relacionado à inclusão.

Agradeço ao prefeito Tite Campanella pela oportunidade, reforçando que sigo e seguirei trabalhando pelo esporte, como fiz em toda minha carreira. – Mauro Chekin”.

Fonte https://diariopcd.com.br/apos-pressao-da-sociedade-e-do-segmento-das-pessoas-com-deficiencia-mauro-checkin-pede-exoneracao-apos-falas-preconceituosas-e-capacitistas/

Postado Pôr Antônio Brito

Brasil sobe ao pódio quatro vezes no segundo dia de World Series de natação em Berlim

Atleta Patricia Pereira no Mundial Paralímpico de Natação em Singapura em 2025 | Foto: Marcelo Zambrana/CPB

A Seleção Brasileira de natação conquistou um ouro, duas pratas e um bronze nesta sexta-feira, 8, segundo dia do World Series de natação em Berlim, na Alemanha.

Com estes resultados, o Brasil chega a 14 pódios na competição: quatro ouros, sete pratas e dois bronzes, entre adultos, e um ouro entre jovens.

As provas do World Series são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

O ouro brasileiro do dia veio com a mineira Patrícia Pereira (classes S4 e SB3, para atletas com comprometimento físico-motor), na prova dos 50m peito. A nadadora venceu a disputa com a marca de 56s19 e 921 pontos. A prata ficou com a ucraniana Maryna Verbova, da classe SB3, com 59s12 e 842 pontos. O bronze foi para a espanhola Teresa Perales, da classe SB1, com 1min36s31 e 754 pontos.

“Esta medalha é muito importante em razão de todo o processo de evolução que estou vivendo aos 49 anos. É complexo para nós atletas mulheres viverem este momento de mudanças em nosso corpo. Mas é bacana enfrentar este desafio aos lado dos profissionais que nos cercam e conseguir um resultado assim como o de hoje. Isto fortalece nosso trabalho, me fortalece como mulher e como atleta. Mostra que estou no caminho certo. Que bom eu não ter desistido. Ainda vou dar muito trabalho para minhas adversárias”, afirmou a nadadora.

O mineiro Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), conquistou a prata nos 200m livre, com 1min58s90 e 934 pontos. O ouro foi do britânico William Ellard, também S14, com 1min56s77 e 964 pontos. O espanhol Antoni Ponce Bertran, da classe S5 (comprometimento físico-motor), com 2min36s75 e 913 pontos, completou o pódio.

“Esta é uma prova que comecei a treinar neste ano. Tenho muito a melhorar. Eu gostei. Poderia ter feito um final melhor, mas sei que vou me desenvolver”, disse Arthur. Na véspera, o mineiro já havia conquistado a prata na prova dos 100m livre.

A paulista Beatriz Flausino também conquistou sua segunda medalha em Berlim, desta vez um bronze nos 100m borboleta. A atleta da classe S14 terminou a prova em 1min09s55 e marcou 869 pontos. A britânica Faye Rogers, da classe S10 (comprometimento físico-motor), ficou em primeiro, com 1min03s54 e 982 pontos. A também britânica Tara Beard, da classe S14, ficou em segundo, com 1min05s53 e 973 pontos.

Na véspera, Beatriz estabeleceu o novo recorde mundial dos 100m peito SB14 – 1min11s52, marca obtida nas eliminatórias. Mais tarde, a paulista ficou com a medalha de prata após a final.

O paulista Gabriel Bandeira, da classe S14, foi prata na prova dos 100m borboleta, com 55s57 e 1000 pontos. O pódio foi todo formado por atletas da mesma classe de Gabriel. O ouro foi obtido pelo dinamarquês Alexander Hillhouse, da classe S14, com 55s18 e 1011 pontos, e o bronze pelo britânico Mark Tompsett, com 57s81 e 930 pontos.

“Minha expectativa era nadar para 55 segundos, pois não fazia um tiro de borboleta desde o Mundial de Singapura no ano passado [em setembro] e estou voltando de lesão. Agora é seguir evoluindo”, analisou Gabriel, que foi o campeão paralímpico dos 100m borboleta em Tóquio 2020.

A etapa de Berlim do World Series segue até sábado, 9, com 17 brasileiros em ação. A seguir, 11 jovens atletas se juntam à Seleção para a disputa do IDM (Campeonato Alemão internacional de natação), a partir de domingo, 10.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Arthur Xavier, Gabriel Bandeira e Patrícia Pereira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
As atletas Beatriz Flausino e Patrícia Pereira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-sobe-ao-podio-quatro-vezes-no-segundo-dia-de-world-series-de-natacao-em-berlim/

Postado Pôr Antônio Brito 

Cuidado é golpe! Golpistas usam IA para criar mulheres com deficiência

Golpistas usam inteligência artificial para criar perfis falsos de mulheres com deficiência e aplicar fraudes com promessas de conteúdo e relacionamentos.

Cuidado é golpe! Golpistas usam IA para criar mulheres com deficiência

Não falta mais nada... A Inteligência Artificial alcançou um novo e perigoso patamar de exploração.

Perfis que simulam lindas jovens com deficiência estão viralizando nas redes sociais com vídeos dramáticos sobre solidão e busca por um amor. Só que, por trás das imagens realistas de mulheres amputadas ou cadeirantes, não há uma pessoa real, mas sim algoritmos programados para o lucro ilícito e a exploração de fetiches.

Os perfis seguem um roteiro padrão: são publicados vídeos de jovens "chorando" ou lamentando a dificuldade de encontrar um parceiro devido à sua deficiência. O objetivo é simples e duplo: alcançar e atingir milhares de homens, que são impactados pela beleza das moças e os sentimentos de fragilidade delas.

Eles então começam uma conversa com investidas sexuais ou promessas de amor, impulsionando o perfil falso e golpista.

Na bio ou nos comentários, os links levam a grupos de Telegram onde se promete conteúdo adulto para esses interessados. Em muitos casos, após um pagamento via Pix, o usuário recebe links quebrados ou então acaba sendo bloqueado, configurando estelionato.

Embora criar um perfil de IA não seja ilegal, o uso dela para criação desse tipo de material com intenção ilícita, segundo especialistas, é crime e caracteriza estelionato a partir do momento que eles recebem pagamentos.

É preciso ficar atento a tudo que se recebe hoje em dia em suas redes sociais e até pelo WhatsApp.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=3f5d8558-a573-4215-a717-02b7b4b15d96

Postado Pôr Antônio Brito 

08/05/2026

Museu da Inclusão recebe exposição Arte, Harmonia&Paz do jovem artista Henrique Yasuhiro

Museu da Inclusão recebe exposição Arte, Harmonia&Paz do jovem artista Henrique Yasuhiro

Mostra traz 20 obras do artista de 14 anos, que tem Síndrome de Down e TEA, e já expôs sua arte em Londres. Abertura nesta quarta-feira (13) e a entrada é gratuita

A partir do dia 13 de maio, o Museu da Inclusão recebe a exposição “Arte, Harmonia&Paz, que busca promover a conscientização sobre o potencial criativo e as oportunidades das pessoas com deficiência, reafirmando a arte como um território verdadeiramente democrático: livre, plural e sem amarras.

As 20 obras da exposição foram pintadas por Henrique Yasuhiro, de 14 anos. O jovem artista natural de Santo André (SP) é uma pessoa com Síndrome de Down, autismo e uma produção marcada pela espontaneidade, intensidade e mescla de cores, uma linguagem visual abstrata, mas intuitiva, que dialoga diretamente com o campo da arte contemporânea.

Henrique já tem duas exposições internacionais no currículo. Sua estreia ocorreu em 2022, na mostra Artistas pela Paz, realizada no Circolo Italiano San Paolo. No mesmo ano, expôs em Londres, doando obras ao Rotary Club Chiswick & Brentford, Londres – Uk para leilão beneficente em apoio a crianças refugiadas da Ucrânia.

Para o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, a exposição representa muito mais do que um conjunto de belos quadros coloridos. “O Henrique nos lembra, com suas obras e as exposições internacionais no currículo, que, quando abrimos espaço e oferecemos oportunidades reais, as pessoas com deficiência transformam o mundo. Cada um deve exercer seu papel de agente transformador para juntos construirmos uma sociedade mais inclusiva”.

O diálogo entre arte visual e música, reunindo fragmentos de canções que ecoam, ampliam e atravessam o sentido das obras apresentadas, levam os visitantes a refletirem sobre a importância de cada pessoa aceitar a si mesmo, o outro, entendendo que todos somos resultado das histórias e sentimentos vivenciados ao longo da trajetória percorrida. Essa reflexão é muito importante para construirmos uma sociedade mais inclusiva, encarando as diferenças com maior empatia.

Os quadros repletos de cores e elementos que simbolizam a persistência das pessoas com deficiência, resistindo à violação de diversos direitos para seguir lutando por seu espaço, convida o público a transformar pontos de vista e comportamentos para abrir novas oportunidades de interação e conviver de forma mais pacífica e harmônica com as diferenças, sejam elas aparentes ou não.

A exposição vai até o dia 22 de maio, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.

Serviço

Exposição: Arte, Harmonia&Paz

Local: Museu da Inclusão

Endereço: Av Mário de Andrade, 564 – Portão 10

Abertura oficial: 13 de maio de 2026, às 14h

Realização: Ministério da Cultura, com apoio institucional da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Criação: Henrique Yasuhiro

Período: 13 a 22 de maio  

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Fonte https://diariopcd.com.br/museu-da-inclusao-recebe-exposicao-arte-harmoniapaz-do-jovem-artista-henrique-yasuhiro/

Postado Pôr Antônio Brito