Semana de treinamento da seleção de Goalball feminino no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB
As Seleções Brasileiras de goalball iniciaram a temporada de 2026 com
a primeira semana de treinamentos do ano no Centro de Treinamento
Paralímpico, em São Paulo. O principal objetivo é a preparação para o
principal desafio de 2026: o Campeonato Mundial em Hangzhou, na China,
que acontecerá entre 6 e 16 de junho. A temporada começou com um
intercâmbio internacional e agora com a primeira fase de treinamentos no
Brasil.
A preparação teve início no Japão,
onde a seleção masculina realizou uma semana de treinamentos e
amistosos contra a equipe anfitriã, a atual campeã paralímpica da
modalidade. O intercâmbio, realizado no Ajinomoto National Training
Center, em Tóquio, entre 9 e 19 de janeiro, teve como objetivo ajustes
táticos e avaliação técnica.
Dando sequência à preparação, a I Fase de Treinamento no Centro de
Treinamento Paralímpico, em São Paulo, acontece entre os dias 31 de
janeiro e 9 de fevereiro. Ao todo, 18 atletas foram convocados (10
homens e oito mulheres) para esta etapa, que será direcionado para
testes técnicos e ajustes táticos.
O Mundial de goalball de 2026 é importante pois também serve como
etapa classificatória para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Lista de Convocados:
Seleção masculina
NOME COMPLETO
POSIÇÃO
CLUBE
Alesson Pinheiro dos Santos de Jesus
Pivô
IFP/SP
Alex Melo de Sousa
Pivô
INSTITUTO ATHLON/SP
André Claudio Botelho Dantas
Ala
INSTITUTO ATHLON/SP
Brayan Araújo
Pivô
INSEP/SP
Emerson Ernesto da Silva
Ala/Pivô
INSTITUTO ATHLON/SP
Josemarcio da Silva Sousa
Ala
SESI/SP
Leomon Moreno da Silva
Ala
SANTOS/SP
Luciano de Souza Batista
Ala
INSTITUTO ATHLON/SP
Paulo Rubens Saturnino
Ala
INSTITUTO ATHLON/SP
Sharlley Anthony do Nascimento Silva
Ala/Pivô
APACE/PB
Seleção feminina
NOME COMPLETO
POSIÇÃO
CLUBE
Ana Gabriely Brito Assunção
Pivô
SESI/SP
Carollayne Caline da Cunha Silva
Ala
INSEP/SP
Danielle Vilas Longhini
Ala
SESI/SP
Geovana Clara Costa Moura
Ala/Pivô
SESI/SP
Jéssica Gomes Vitorino
Ala
INSTITUTO ATHLON/SP
Larissa Santos de Espírito Saturnino
Ala
INSTITUTO ATHLON/SP
Moniza Aparecida de Lima
Ala/Pivô
SESI/SP
Victória Amorim do Nascimento
Ala
INSTITUTO ATHLON/SP
*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV)
Patrocínio A Caixa e Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do goalball.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Documento
divulgado pela DISOC – Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do IPEA
– Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aborda possíveis impactos
futuros sobre a demanda pelo BPC, considerando a reforma previdenciária e
a ampliação do reconhecimento legal de deficiências
A Nota Técnica nº 122 do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadaapresenta uma análise detalhada da evolução do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no Brasil entre 2004 e 2024.
O estudo examina tendências de concessões e cessações do benefício
para idosos e pessoas com deficiência, destacando mudanças legislativas,
transformações demográficas, judicialização, redefinição de critérios
de deficiência e impactos da pandemia de covid-19.
Os autores Ana Cleusa Serra Mesquita, Gabriela Freitas da Cruz e
Liliane Cristina Gonçalves Bernardes afirmam que o número de
beneficiários do BPC aumentou regularmente nos últimos vinte anos, com
raros períodos de exceção, tendo esse crescimento se acelerado a partir
de meados de 2022. “Tendo em vista que o BPC é um direito garantido pela
CF/1988, sua ampliação se dá, via de regra, em função do crescimento de
seu próprio público-alvo, seja por mudanças na definição dos parâmetros
de elegibilidade (idade, conceito de deficiência, critério de pobreza),
seja por alterações demográficas e socioeconômicas da população” é
citado na Nota Técnica.
A publicação discute os fatores que influenciaram o crescimento do
estoque de beneficiários, como alterações na elegibilidade, dinâmica da
pobreza, envelhecimento populacional, mudanças nos processos de
avaliação e efeitos de políticas públicas implementadas no período.
Também aborda possíveis impactos futuros sobre a demanda pelo BPC,
considerando a reforma previdenciária e a ampliação do reconhecimento
legal de deficiências.
Cristian Ribera durante etapa da Copa do MUndo na Noruega | Divulgação/CBDN
O Brasil disputará os Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina,
de 6 a 15 de março, com dois campeões mundiais do esqui cross-country
em busca da primeira medalha paralímpica do país em esportes de inverno:
o rondoniense radicado em Jundiaí (SP) Cristian Ribera e a paranaense Aline Rocha. A primeira etapa da convocação para as disputas na Itália, com o nome de cinco esportistas, foi anunciada nesta terça-feira, 27.
Cristian participará pela terceira vez de uma edição do megaevento.
Ele conquistou a melhor marca de um brasileiro em Jogos Olímpicos e
Paralímpicos de Inverno Com apenas 15 anos quando competiu em
PyeongChang 2018, na Coreia do Sul, com a sexta colocação na prova de
15km do esqui cross-country.
No ciclo atual, Cristian teve entre suas principais conquistas o ouro na prova de 1km no Mundial de esqui cross-country de Trondheim, na Noruega, em 2025 e ainda recebeu o Globo de Cristal por ter se sagrado campeão-geral da Copa do Mundo na temporada de 2023/2024.
O atleta lembrou do título Mundial do ano passado, um dos momentos
mais marcantes de sua carreira: “Estava cansado da temporada, mas muito
empenhado em trazer o mundial para casa. As condições da neve estavam
bem ruins, derretendo bastante por conta do calor, mas sabia que aquela
era minha chance, o momento que eu sempre sonhei. Consegui, depois de
fazer muita força, deixar tudo que tinha na pista e fui recompensado da
melhor forma. O mais especial ainda foi que minha irmã, que nunca tinha
me visto competir na neve ao vivo, estava lá para comemorar comigo”,
contou Cristian, que é irmã de Eduarda, atleta olímpica do esqui.
Para Cristian, a dedicação para buscar seus objetivos, aprendida em
casa, é o mais importante para chegar a suas conquistas. “A gente sempre
trabalha bastante para estar entre os melhores, e as medalhas refletem
isso. Fico muito feliz mas também sei que é um desafio muito grande
representar o Brasil nos jogos. Vai ser o momento mais importante da
minha vida e vou entrar com tudo para ganhar uma medalha para o Brasil”,
afirmou.
A paranaense Aline Rocha foi a primeira mulher do país a participar
dos Jogos Paralimpícos de Inverno, em PyeongChang 2018, na Coreia do
Sul. Na edição seguinte, em 2022, conquistou o melhor resultado do
Brasil na prova de esqui cross-country de média distância, colocando o
país no top 10. O feito foi repetido nas provas de sprint (1km) e na
prova longa (15km).
A atleta disse chegar com mais experiência para buscar bons
resultados em Milão-Cortina: “É uma alegria muito grande participar de
mais uma edição dos Jogos Paralimpicos. Estou há 15 anos no esporte e
ainda em evolução, por isso acredito que vou ter meu melhor desempenho
em Milano Cortina. Tanto em Pyeongchang 2018 como também em Pequim 2022 o
maior desafio foram as altas temperaturas e a neve derretida. Não
estávamos preparados para essa condição. Agora, em 2026, ja temos mais
experiência com todos os tipos de neve e temperatura, e isso vai ser
fundamental para nosso desempenho”, afirmou.
Time São Paulo Os atletas Aline Rocha e Cristian
Ribera integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de
Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que
beneficia 155 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Nadadora Edênia Garcia em competição no CT Paralímpico | Foto: Marcello Zambrana/CPB
Com seis edições de Jogos Paralímpicos no currículo, a nadadora cearense Edênia Garcia
retornou à Seleção Brasileira de natação na primeira semana de
treinamento de 2026, que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico,
em São Paulo, de 25 a 31 de janeiro.
A atleta da classe S3 (comprometimento físico-motor) contou que, aos
38 anos, tem ampliado o uso de ferramentas tecnológicas para monitorar
seu desempenho e seu repouso, com o objetivo de ampliar sua longevidade
no alto rendimento.
“Eu e meu treinador, Fabiano Quirino, estamos monitorando todas as
variáveis possíveis para termos controle de tudo. Uso aplicativo desde
antes do treino, marcando como foram a qualidade do sono e a hidratação,
por exemplo. Logo depois que saio da piscina, também marco como foi a
sensação de esforço. Tudo isso vira dado que embasam a criação dos
próximos treinos”, explicou Edênia, que conquistou duas pratas e um
bronze em suas participações em Jogos Paralímpicos.
A nadadora, que nasceu com atrofia fibular muscular, condição
degenerativa que afeta seus movimentos, contou também estar muito atenta
a seu peso e ao ciclo hormonal feminino para entender como ele afeta
sua performance. “Meu peso variou muito nos últimos anos. Agora estou
começando uma temporada muito mais leve na água”, disse.
Segundo Edênia, o principal objetivo da temporada será a disputa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar,
na Colômbia, em julho. “Quero chegar nadando muito bem e isso já vem
aparecendo nos treinos, em que estou chegando próximo aos meus melhores
tempos. Estou muito feliz e confiante”, disse.
Edênia é a única atleta entre os 20 participantes da semana de treinamento que não esteve no Mundial de Singapura em 2025, ocasião na qual o Brasil atingiu a sexta colocação no quadro de medalhas.
Além dela, estão no CT atletas como a pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão), maior campeã paralímpica da história do Brasil, e as paulistas Alessandra Oliveira, campeã mundial dos 100m peito SB4 (comprometimentoo físico-motor), e Beatriz Flausino, vencedora dos 100m peito SB14 (deficiência intelectual).
Patrocínio A Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.
Time São Paulo As atletas Edênia Garcia,
Alessandra Oliveira e Beatriz Flausino integram o Time São Paulo,
parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com
Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
A discussão acerca da restituição de valores pagos a título de IPVA
por pessoas com deficiência costuma ser contaminada por argumentos
administrativos frágeis, como a suposta necessidade de requerimento
prévio ou a alegação de que a isenção somente produziria efeitos para o
futuro. A análise técnico-jurídica, entretanto, conduz a conclusão
diversa.
A jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça e do
Tribunal de Justiça de São Paulo é clara ao reconhecer que a concessão
da isenção de IPVA às pessoas com deficiência possui natureza meramente declaratória, produzindo efeitos retroativos (ex tunc). Esse entendimento tem consequências diretas e inevitáveis quanto à inexigibilidade do crédito tributário e, por consequência lógica, quanto ao direito à restituição do indébito.
CONFIRA O DEBATE SOBRE O TEMA NO CANAL DO DIÁRIO PcD NO YOUTUBE:
https://youtu.be/GfyLZxpR0e4
A isenção como ato administrativo meramente declaratório
O ponto de partida da análise encontra-se na afirmação de que:
“A concessão do benefício é ato meramente declaratório, uma vez que a
condição de pessoa com deficiência já havia sido comprovada. Sendo
assim, independentemente da data em que foi realizado o requerimento, o
autor fazia jus ao benefício.”
Essa afirmação afasta, de forma categórica, a tese administrativa
segundo a qual o direito à isenção somente surgiria após o requerimento
formal. No direito tributário, atos declaratórios não criam direitos, apenas reconhecem situação jurídica preexistente.
Assim, se o contribuinte já preenchia os requisitos legais no momento do fato gerador do IPVA, o direito à isenção já estava incorporado ao seu patrimônio jurídico, ainda que não reconhecido administrativamente.
Efeitos ex tunc e inexigibilidade do crédito tributário
A natureza declaratória do ato de concessão da isenção conduz,
necessariamente, aos seus efeitos retroativos. Esse ponto foi
expressamente fixado pelo Superior Tribunal de Justiça:
“A concessão de isenção tributária apenas proclama situação
preexistente capaz de conceder ao contribuinte o benefício fiscal. O ato
declaratório da concessão de isenção tem efeito retroativo à data em
que a pessoa reunia os pressupostos legais para o reconhecimento dessa
qualidade.” (AgRg no AREsp nº 145.916/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Humberto
Martins)
A consequência jurídica direta do efeito ex tunc é a inexigibilidade do crédito tributário relativo aos exercícios anteriores em que o contribuinte já fazia jus à isenção. Em outras palavras, o tributo não poderia ter sido validamente exigido.
Esse entendimento é reiteradamente aplicado pelo Tribunal de Justiça
de São Paulo, inclusive em casos nos quais o pedido administrativo foi
considerado intempestivo pela Fazenda Pública, reputando-se irrelevante a
data do requerimento e reconhecendo-se a retroatividade da isenção
inclusive em relação a débitos vencidos.
Da inexigibilidade ao indébito tributário
Reconhecida a inexigibilidade do crédito tributário, a conclusão seguinte decorre de lógica jurídica elementar: todo valor pago a título de tributo inexigível configura pagamento indevido.
Nos termos do art. 165, inciso I, do Código Tributário Nacional, o
contribuinte tem direito à restituição do indébito quando houver
pagamento de tributo indevidamente exigido ou recolhido. A jurisprudência que reconhece a isenção retroativa não apenas invalida a cobrança, mas qualifica juridicamente os pagamentos realizados como indevidos.
Ainda que o mandado de segurança não seja a via adequada para a
condenação do Estado à devolução de valores, por suas limitações
processuais, o reconhecimento da inexigibilidade do crédito constitui fundamento jurídico suficiente e necessário para a posterior restituição pela via própria, administrativa ou judicial.
Jurisprudência paulista e consolidação da tese
O Tribunal de Justiça de São Paulo tem reiterado que a isenção de
IPVA para pessoas com deficiência: possui natureza declaratória;
independe da data do requerimento; retroage à data em que preenchidos os
requisitos legais; alcança exercícios anteriores; torna inexigíveis
débitos vencidos.
Em julgados recentes, inclusive referentes aos exercícios de 2021 e
2022, o TJSP reafirmou que a ausência de requerimento tempestivo não
acarreta perda do direito material, desde que comprovado o preenchimento
das condições legais.
A partir do reconhecimento de que a isenção de IPVA concedida às
pessoas com deficiência possui natureza declaratória e efeitos ex tunc,
resta juridicamente incontornável a conclusão de que os créditos
tributários pretéritos são inexigíveis. Havendo pagamento nesses
períodos, configura-se indébito tributário, passível de restituição,
observado o prazo prescricional quinquenal previsto no Código Tributário
Nacional.
Não se trata de ampliação indevida de benefício fiscal, nem de criação judicial de direito, mas de aplicação coerente do direito tributário positivo, conforme interpretação já pacificada pelos tribunais superiores e estaduais.
* Jairo Bianeck é advogado, militante do campo progressista e Defensor dos Direitos das Pessoas com Deficiência
Na chave de duplas da categoria Quad, o catarinense Ymanitu Silva, ao
lado do canadense Robert Shaw, venceu a dupla formada pelo britânico
Gregory Slade e o australiano Benjamin Wenzel por 2 sets a 1 (6/3, 1/6 e
10/5). Nas semifinais, a dupla enfrentará o israelense Guy Sasson e o
holandês Niels Vink. No individual, o catarinense perdeu para o
australiano Jin Woodman por 2 sets a 0 (6/1 e 6/2). Com isso, Ymanitu
está eliminado da disputa.
Já nas duplas da categoria Open, o mineiro Daniel Rodrigues, junto
com o norte-americano Casey Ratzlaff, garantiu a vaga na semifinal após a
vitória contra a dupla formada pelo israelense Sergei Lysov e o chinês
Zhenxu Ji por 2 sets a 1 (3/6, 7/6 e 11/9). Nas semifinais, a dupla
enfrentará o espanhol Daniel Caverzachi e o holandês Ruben Spaargaren.
No individual, o mineiro perdeu para o francês Stephane Houdet por 2
sets a 1 (5/7, 6/4 e 5/7). Com isso, Daniel está eliminado da disputa.
Além deles, o mineiro Leandro Pena,
ao lado do australiano Finn Broadbent, perdeu na disputa de duplas por 2
sets a 0 (6/4 e 6/2), contra o australiano Jin Woodman e o sul-africano
Donald Ramphadi. Pelas quartas de final, Leandro irá enfrentar o turco
Ahmet Kaplan. No individual, o mineiro venceu o britânico Gregory Slade
por 2 sets a 0 (6/1 e 6/3).
A competição continua até sexta-feira, 30, com as finais das
categorias Quad, Open e Júnior, tanto no masculino quanto no feminino.
Confira as próximas partidas: Semifinal – Duplas Quad – Ymanitu Silva e Robert Shaw (Canadá) X Guy Sasson (Israel) e Niels Vink (Holanda)
Semifinal – Duplas Open – Daniel Rodrigues e Casey Ratzlaff (Estados
Unidos) X Daniel Caverzachi (Espanha) e Ruben Spaargaren (Holanda).
Quartas de final – Simples – Leandro Pena X Ahmet Kaplan (Turquia)
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Levantamento
aponta que pacientes com Atrofia Muscular Espinhal, apenas em 2021
foram indenizados pelo Judiciário em R$ 101 milhões em 46 ações
judiciais. O montante seria suficiente para pagar o tratamento de todos
os 189 bebês nascidos com a doença naquele ano. Especialistas comentam
fatores do prejuízo Brasil
A demora no diagnóstico gera despesas públicas significativamente maiores do que investimentos preventivos coordenados.
No Brasil, o tempo médio para diagnosticar uma doença rara após o
nascimento varia de seis a oito anos, comparado aos três a cinco anos em
países desenvolvidos. Essa defasagem resulta em custos diretos e
indiretos substanciais ao sistema de saúde.
Luciana Mussa, advogada especialista em acesso à saúde, em entrevista ao Diário PcD aponta “os
prejuízos Brasil não somente com a demora no diagnóstico no SUS –
Sistema Único de Saúde, mas as dificuldades criadas pela saúde
complementar, no caso os planos de saúde”. – @dralucianamussa.adv
Os graves problemas enfrentados pelas famílias e os prejuízos com a
demora do diagnóstico e início dos tratamentos é abordado também ao
Diário PcD por Letícia Lefevre, advogada com atuação estratégica em
Direitos Humanos, com foco especial em Direitos das Pessoa com
Deficiência. “A demora para essas famílias significa graves sequelas que muitas vezes significa a qualidade de vida para essas pessoas. – @lefevreleticia
Mussa e Lefevre também destacam que o diagnóstico tardio também leva à
adoção de tratamentos inadequados que aumentam despesas para o SUS e
planos de saúde, criando um ciclo de ineficiência.
Escassez de profissionais especializados
A infraestrutura diagnóstica é insuficiente: o Brasil possui apenas
342 geneticistas, representando 1,6 profissionais para cada milhão de
habitantes, concentrados principalmente nas regiões Sudeste e Sul. Essa
distribuição desigual prolonga o que a literatura internacional chama de
“odisseia diagnóstica”, deixando pacientes meses ou até anos tentando
obter diagnóstico definitivo.
Impactos nas Famílias
Aproximadamente 13 milhões de pessoas convivem com doenças raras no
Brasil. As famílias enfrentam dificuldades financeiras severas devido
aos altos custos de medicamentos e tratamentos, que podem chegar a
milhões de reais. Muitos recorrem à justiça como última alternativa,
transformando um problema médico em batalha legal que desgasta emocional
e financeiramente.
Qualidade de vida comprometida
As doenças raras são frequentemente crônicas e degenerativas,
impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e
famílias. A falta de informação agrava a situação: sintomas são
confundidos com condições mais comuns, levando a atrasos diagnósticos
que resultam em impacto negativo progressivo na saúde.
Estudos mostram que mães de crianças com TEA – Transtorno do Espectro
Autista, frequentemente relatam experiências negativas com pediatras,
que ignoram suas preocupações iniciais, embora preocupações sejam
identificadas antes dos 2 anos, apenas um terço das crianças é avaliada
por especialistas.
Carga emocional e social
As famílias enfrentam barreiras múltiplas: falta de acesso a
diagnósticos precisos, ausência de tratamentos adequados em 95% dos
casos de doenças raras (restando apenas cuidados paliativos e
reabilitação), e necessidade de litigar para obter direitos básicos de
saúde. Essa realidade transforma o tratamento médico em uma luta diária
pela sobrevivência e dignidade.
Confira a entrevista com as advogadas Luciana Mussa e Letícia Lefevre, à partir das 20h, no canal do Diário PcD no YouTube
A paulista Beatriz Flausino nada no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB
A Seleção Brasileira de natação está reunida no Centro de Treinamento
Paralímpico, em São Paulo, para a primeira semana de treinamento de
2026, de 25 a 31 de janeiro .
O grupo é formado por 19 dos 29 atletas que fizeram parte da campanha do Brasil no Mundial de Singapura
2025 em setembro. Na ocasião, o país alcançou a sexta colocação no
quadro de medalhas, com 13 ouros, 16 pratas e 10 bronzes. Também conta
com o retorno da cearense e medalhista paralímpica Edênia Garcia.
O treinamento logo no primeiro mês de 2026 tem como principal
objetivo proporcionar avaliações técnicas, físicas e bioquímicas dos
atletas para definir estratégias para os próximos meses, explicou o
treinador-chefe da equipe, Felipe Silva.
Segundo ele, o principal desafio dos nadadores brasileiros em 2026
será o Pan-Pacífico que está previsto para o mês de agosto nos Estados
Unidos, em cidade a ser definida. “Esta será uma competição bem forte,
com seleções como Estados Unidos, Austrália, Japão, México”, disse.
Entre as participantes da semana está a paulista Beatriz Flausino,
campeã mundial de 2025 nos 100m peito da classe SB14 (deficiência
intelectual). A nadadora disse estar motivada para iniciar a temporada
com um treino da Seleção no CT:
“Quero evoluir tecnicamente neste ano e ganhar ainda mais consciência
nos treinos, tanto física como mentalmente. Este será um ano de
construção, foco, disciplina. O grupo está com uma energia lá em cima e
reencontrar a equipe é sempre muito bom, traz toda aquela ambição de ter
um ano super bom. Eu me sinto em casa treinando com a Seleção no CT. É o
meu lugar seguro”, afirmou.
Confira a lista de nadadores convocados: Masculino Arthur Xavier Bruno Becker Gabriel Melone Jose Ronaldo Samuel Oliveira Talisson Glock Tiago Oliveira Victor Almeida
Patrocínio As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.
Time São Paulo A atleta Beatriz Flausino integra o
Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos
Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155
atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
O evento tem o objetivo de apresentar o tiro esportivo e o tiro com
arco para potenciais atletas e será realizado na Universidade da Força
Aérea (UNIFA), no Rio de Janeiro (RJ), de 12 a 19 de abril.
Além de uma vivência nas duas modalidades, os participantes passarão
por testes e avaliações físicas e serão acompanhados por uma equipe
multidisciplinar.
As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de fevereiro , por meio deste link.
Serão destinadas 50 vagas para militares e agentes de segurança
pública com deficiência e 50 vagas para civis. Dessas, quatro são para
atletas com deficiência visual.
O regulamento para inscrição, bem como a lista de prioridades na distribuição das vagas, pode ser acessado neste link.
Estão previstas ainda mais duas edições do Camping em 2026, nos meses de julho e outubro.
Para mais informações ou dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail programamilitar@cpb.org.br.
Patrocínio As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco e do tiro esportivo.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro
A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) lançou em
Brasília, o Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa
realizada em parceria com o Ministério da Saúde, o Hospital Israelita
Albert Einstein e a CONIACC.
O projeto é conduzido pelo Ministério da Saúde, por meio do
Proadi-SUS, em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (Decan) e
o INCA, assegurando coordenação técnica e institucional para sua
implementação em âmbito nacional.
O evento de lançamento reuniu representantes de diversas instituições
e reforçou a importância da articulação entre os diferentes atores do
sistema de saúde para a construção de uma rede integrada de atenção
oncológica infantojuvenil, com mais agilidade, equidade e qualidade no
cuidado.
O Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil tem como objetivo
identificar, organizar e conectar os serviços que atendem crianças e
adolescentes com câncer em todo o país. A iniciativa permitirá a
consolidação de uma base de dados sobre hospitais de referência,
serviços de tratamento e instituições de apoio, contribuindo para o
planejamento de políticas públicas, a ampliação do acesso ao cuidado
especializado e a melhoria dos desfechos clínicos.
Profissionais e dirigentes de hospitais oncológicos e instituições de
apoio podem colaborar com o projeto preenchendo o formulário
“OncoBrasil: Mapeamento do Câncer Infantojuvenil”.
Durante o lançamento, a oncologista pediátrica Dra. Flávia Delgado,
representante da SOBOPE, destacou a relevância da iniciativa para o
avanço da oncologia pediátrica no Brasil. “O Mapeamento representa um
avanço fundamental para o fortalecimento da oncologia pediátrica no país
e reforça outros projetos estratégicos em andamento, como o
acompanhamento de efeitos tardios em sobreviventes de câncer
infantojuvenil e os avanços na incorporação de novas tecnologias e
terapias.”