02/06/2026

Estatuto dos Direitos do Paciente prevê que atendimento deve ocorrer “no tempo oportuno”

 

Estatuto dos Direitos do Paciente prevê que atendimento deve ocorrer "no tempo oportuno"

Lei Federal 15.378 estabelece o Estatuto dos Direitos do Paciente, mas não garante agilidade no atendimento em todo o Brasil

A agilidade no atendimento aos brasileiros à saúde deveria estar garantido conforme prevê a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, principalmente nos artigos 6º e 196 e também na Lei nº 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde);

A recente criação do Estatuto dos Direitos do Paciente, instituído pela Lei Federal nº 15.378/2026 não estabelece, de forma expressa, prazo máximo ou obrigação objetiva de atendimento rápido nas unidades de saúde do país.

https://youtu.be/kRoQ5bVuoi8?si=YrbC0yN2AkOc_WWw

A agilidade no atendimento está – superficialmente citada no artigo 8º

Art. 8º O paciente tem o direito de ter acesso a cuidados em saúde de qualidade, no tempo oportuno, e de ser atendido em instalações físicas limpas e adequadas, bem como por profissionais de saúde adequadamente formados e capacitados.

Parágrafo único. O direito previsto no caput deste artigo compreende:

I – o direito de ser transferido para outra unidade de saúde, quando se encontrar em condições clínicas que permitam a transferência em segurança, em conformidade com seu melhor interesse, respeitadas a disponibilidade de leitos e a ordem de regulação; e

II – o direito a que o registro do atendimento ou dos procedimentos efetuados seja encaminhado pelo serviço médico de origem ao local de sua transferência.

O texto do Estatuto prevê direitos como acesso à informação clara, confidencialidade, consentimento informado, presença de acompanhante e atendimento sem discriminação. Também assegura cuidados de qualidade e respeito à privacidade do paciente.

O Estatuto não determina tempo limite para consultas, exames, internações ou atendimentos emergenciais nas redes pública e privada.

Confira a íntegra do Estatuto dos Direitos do Paciente:

 
Fonte https://diariopcd.com.br/estatuto-dos-direitos-do-paciente-preve-que-atendimento-deve-ocorrer-no-tempo-oportuno/
 
Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil estreia em etapa de Copa do Mundo de bocha no Cazaquistão nesta terça-feira, 2

Andreza Oliveira em disputa nos Jogos Parapan de Santiago 2023 | Foto: Ana Patrícia/CPB.

O Brasil estreia nesta terça-feira, 2, na etapa de Astana, no Cazaquistão, da Copa do Mundo de bocha. A competição é dividida em duas fases: individual, entre os dias 2 e 6, e pares e equipes, entre os dias 7 e 9.

Ao todo, três atletas representam o país no torneio: a pernambucana Andreza Oliveira, campeã mundial em 2022, na classe BC1 (atletas que têm opção de auxílio), o potiguar José Antônio Santos e a paraibana Laissa Guerreira, da classe BC4 (outras deficiências severas, mas que não recebem assistência).

Na última etapa da Copa do Mundo, realizada no começo de maio em Montreal, no Canadá, o Brasil conquistou três medalhas, sendo dois ouros – com o cearense Maciel Santos, na classe BC2 (atletas que não podem receber assistência), e Andreza Oliveira, na BC1 –, e um bronze – com o paranaense Eliseu dos Santos, na classe BC4.

Como principal competição para este ano, a Seleção Brasileira tem o Mundial da modalidade, que será realizado entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, em Seul, na Coreia do Sul.

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da bocha.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
As atletas Andreza Oliveira e Laissa Guerreira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-estreia-em-etapa-de-copa-do-mundo-de-bocha-no-cazaquistao-nesta-terca-feira-2/

Postado Pôr Antônio Brito

Comunidade surda pede medidas para efetivar acessibilidade em MG

Audiência pública na ALMG debateu desafios para garantir acessibilidade à comunidade surda em Minas Gerais, apesar dos avanços legais já conquistados no estado.

Comunidade surda pede medidas para efetivar acessibilidade em MG

Embora tenha sido o primeiro estado a reconhecer a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como meio de comunicação de uso corrente e a determinar a presença de intérpretes de LIBRAS em repartições públicas, Minas Gerais ainda enfrenta desafios para efetivar a acessibilidade. Esse foi o tema da audiência pública realizada semana passada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebeu profissionais e representantes da comunidade surda.

Um vídeo da própria ALMG mostra o fato.

A matéria completa sobre o caso e o vídeo estão no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=09be8cee-eef1-43b1-ab6a-37a987588f67
 
Postado Pôr Antônio Brito 

01/06/2026

ADD levou basquete em cadeira de rodas ao Sesc, reforçando inclusão por meio do esporte adaptado

ADD levou basquete em cadeira de rodas ao Sesc, reforçando inclusão por meio do esporte adaptado

Atividades no Sesc Itaquera e Sesc Casa Verde promoveram vivência na prática, aproximação com atletas paralímpicos e conscientização sobre acessibilidade e diversidade

A ADD – Associação Desportiva para Deficientes participou no último dia 27 de maio, de duas ações em unidades do Sesc São Paulo, promovendo experiências de basquete em cadeira de rodas e reflexões sobre inclusão, acessibilidade e convivência com a diversidade. As atividades aconteceram no Sesc Itaquera e no Sesc Casa Verde, com a participação de atletas da equipe Magic Hands, referência nacional no esporte adaptado.

Para Valci Santos, atleta do Magic Hands, essa experiência tem um papel fundamental na conscientização do público. “Essa vivência é muito importante porque permite que as pessoas experimentem, na prática, como o esporte adaptado e o esporte paralímpico são capazes de promover fortalecimento emocional, psicológico, físico e social. As pessoas percebem que jogar basquete em cadeira de rodas não é simples, mas também entendem que não é impossível. Com a prática, aquilo que inicialmente parece difícil se torna mais natural e acessível”, afirma.

No Sesc Itaquera, foi realizada a atividade “Vivência de basquete em cadeira de rodas”, que convida crianças e adultos a conhecerem a modalidade de forma prática, compreendendo os desafios, habilidades e estratégias do esporte adaptado. Já no Sesc Casa Verde, a equipe Magic Hands participou da programação do Dia do Desafio com partidas demonstrativas e interação com o público. Iniciativas como essas promovem transformação social ao aproximar a população do universo paralímpico e estimular reflexões sobre inclusão, empatia e acessibilidade.

“Quando as pessoas experimentam a cadeira de rodas durante a vivência, elas passam a perceber, na prática, quantos espaços e situações do cotidiano ainda não estão preparados para garantir acessibilidade plena. Mais do que falar sobre inclusão, precisamos compreender que a acessibilidade deveria ser algo natural para todos. Esse tipo de atividade desperta sensibilidade não pela pena, mas pela consciência de que todos fazem parte da mesma sociedade e merecem as mesmas oportunidades. Por isso, considero extremamente importante essa iniciativa do Sesc de promover essa interação entre o público e o esporte adaptado”, completa Valci.

Além do impacto esportivo, ações como essas reforçam o papel das organizações do terceiro setor na promoção da cidadania e do desenvolvimento humano. Há quase três décadas, a ADD atua na inclusão de pessoas com deficiência por meio do esporte, desenvolvendo projetos de iniciação esportiva, formação e alto rendimento, impactando milhares de crianças, jovens e famílias.

“Promover vivências como essa é criar uma oportunidade real de transformação de olhar. O esporte adaptado aproxima as pessoas, quebra preconceitos e demonstra, na prática, o potencial, a autonomia e a capacidade das pessoas com deficiência. Mais do que uma atividade esportiva, trata-se de uma experiência de conscientização social, que estimula a empatia e reforça a importância de construirmos ambientes verdadeiramente acessíveis e acolhedores para todos”, explica Eliane Miada, fundadora e presidente do Conselho da ADD.

CRÉDITO/IMAGEM: Divulgação: ADD – Associação Desportiva para Deficientes

Fonte https://diariopcd.com.br/add-levou-basquete-em-cadeira-de-rodas-ao-sesc-reforcando-inclusao-por-meio-do-esporte-adaptado/

Postado Pôr Antônio Brito 

Mudar o Símbolo Internacional de Acesso é realmente um avanço?

Mudar o Símbolo Internacional de Acesso é realmente um avanço? - OPINIÃO - * Por Geraldo Nogueira

OPINIÃO

  • * Por Geraldo Nogueira

Por que especialistas, gestores públicos e entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência questionam o Projeto de Lei nº 2.199/2022

Nos últimos meses, voltou ao debate nacional uma proposta que, à primeira vista, pode parecer apenas uma alteração estética, a substituição do atual Símbolo Internacional de Acesso — a tradicional figura da pessoa em cadeira de rodas — por um novo pictograma que pretende representar de forma mais ampla todas as deficiências.

A proposta está contida no Projeto de Lei nº 2.199/2022. Entretanto, uma análise mais cuidadosa revela que a discussão vai muito além do design. O tema envolve acessibilidade, segurança da informação, normatização técnica, direitos fundamentais e a própria autonomia das pessoas com deficiência.

A pergunta que precisamos fazer é simples: a mudança proposta realmente melhora a acessibilidade?

O símbolo atual não é apenas um desenho

O Símbolo Internacional de Acesso (SIA) foi criado em 1968 e, ao longo de mais de cinco décadas, tornou-se um dos símbolos mais reconhecidos do mundo.

Ele está presente em aeroportos, estações de transporte, hospitais, escolas, edifícios públicos, centros comerciais, hotéis, vagas reservadas, sanitários acessíveis, elevadores e rotas de circulação.

Mais do que um ícone gráfico, trata-se de uma linguagem universal de orientação.

Sua função principal não é representar todas as experiências da deficiência, mas identificar, de forma rápida e inequívoca, recursos e ambientes acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida.

Em acessibilidade, reconhecimento imediato salva tempo, reduz barreiras e promove autonomia.

O problema da proposta

O principal argumento utilizado para justificar a mudança é que o novo símbolo teria sido aprovado internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Entretanto, essa afirmação não encontra respaldo técnico.

Diversos estudos e análises demonstram que o pictograma utilizado como justificativa foi criado em 2013 para uso específico em um evento no Centro de Acessibilidade da sede da ONU, em Nova York. O símbolo nunca foi oficialmente adotado pela ONU como padrão universal de acessibilidade e tampouco substituiu o atual Símbolo Internacional de Acesso reconhecido mundialmente.

Mais importante ainda, não houve alteração das normas internacionais de padronização que regulamentam a sinalização acessível.

Portanto, não existe atualmente qualquer reconhecimento internacional formal que obrigue ou recomende a substituição do símbolo utilizado em todo o mundo.

Acessibilidade exige padronização

Na engenharia de acessibilidade, a padronização não é um detalhe burocrático.

Símbolos precisam ser compreendidos rapidamente por pessoas de diferentes culturas, idiomas, idades e condições cognitivas.

Quando uma pessoa procura um banheiro acessível, uma vaga reservada, uma rota de fuga ou um elevador adaptado, ela precisa identificar imediatamente a informação desejada.

Qualquer alteração que reduza essa capacidade de reconhecimento pode gerar o que especialistas chamam de “ruído informacional”. Em outras palavras, a mensagem deixa de ser instantaneamente compreendida.

Isso pode afetar especialmente pessoas com deficiência intelectual, pessoas idosas, turistas, usuários com baixa visão ou indivíduos com pouca familiaridade com novos sistemas de comunicação visual.

O Brasil possui um sistema normativo consolidado

A legislação brasileira não trata a acessibilidade como uma questão opcional.

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), a ABNT NBR 9050, o Decreto nº 5.296/2004 e diversas outras normas estruturam um sistema técnico e jurídico que garante segurança, previsibilidade e uniformidade.

O atual símbolo está integrado a esse sistema há décadas.

Sua eventual substituição exigiria revisão de normas técnicas, atualização de regulamentos, adaptação de projetos arquitetônicos, alteração de manuais operacionais e substituição de sinalizações em milhares de espaços públicos e privados.

Tudo isso teria elevado custo econômico e operacional.

Mais preocupante ainda, até o momento não foi apresentada nenhuma evidência científica demonstrando que o novo símbolo é mais eficiente que o atual.

Nada sobre nós sem nós

Outro aspecto fundamental nessa discussão é a participação social.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que possui status constitucional no Brasil, consagrou um princípio que se tornou referência mundial. “Nada sobre nós sem nós.”

Isso significa que mudanças que impactam diretamente a vida das pessoas com deficiência deve ser construída com ampla participação dos próprios interessados.

Alterar um dos símbolos mais importantes da acessibilidade mundial sem amplo debate técnico, consulta pública e participação das entidades representativas contraria esse princípio.

O verdadeiro desafio da acessibilidade

O Brasil ainda convive com problemas muito mais urgentes do que a troca de um símbolo amplamente reconhecido.

Milhões de pessoas continuam enfrentando dificuldades para acessar transporte, educação, saúde, emprego, moradia, tecnologia assistiva e espaços urbanos adequados.

A discussão sobre representatividade visual é legítima e merece reflexão. Entretanto, ela não pode substituir o compromisso com a eliminação das barreiras reais que ainda limitam a participação social das pessoas com deficiência.

Acessibilidade não se mede apenas por símbolos. Ela se mede pela capacidade de uma pessoa exercer seus direitos com autonomia, segurança e igualdade de oportunidades.

Conclusão

O debate sobre o Projeto de Lei nº 2.199/2022 oferece uma oportunidade importante para refletirmos sobre inclusão e representação social.

No entanto, qualquer alteração de um símbolo internacional consolidado deve ser precedida por estudos científicos, validação internacional, atualização normativa e ampla participação das pessoas com deficiência.

Sem esses requisitos, a mudança corre o risco de produzir mais confusão do que inclusão.

O verdadeiro avanço não está em substituir um símbolo amplamente reconhecido, mas em garantir que a acessibilidade saia do papel e esteja presente, de fato, na vida cotidiana de todos os brasileiros.

  • Geraldo Nogueira é Diretor da Pessoa cm Deficiência na OAB/RJ e Superintendente de Políticas Inclusivas no Estado do RJ e especialista em políticas públicas para pessoas com deficiência, ativista da inclusão e defensor da acessibilidade como instrumento de cidadania e transformação social.

@geralnogueira

Fonte https://diariopcd.com.br/mudar-o-simbolo-internacional-de-acesso-e-realmente-um-avanco/

Postado Pôr Antônio Brito 

Guarulhos/SP suspende van escolar para autistas e prejudica crianças

Prefeitura de Guarulhos/SP é denunciada após suspensão de transporte escolar para crianças com deficiência, obrigando mãe de autista a caminhar 16 km por dia.

Guarulhos/SP suspende van escolar para autistas e prejudica crianças

A Prefeitura de Guarulhos/SP, na região metropolitana, foi denunciada ao Ministério Público do Estado (MPSP) pela deputada estadual Andréa Werner (PSB), após o portal Metrópoles revelar o caso de uma mãe que caminha 16 km por dia para levar e buscar o filho autista na escola.

Ela se chama Marcela Nascimento e faz esse percurso desde o início de abril, quando o transporte escolar para crianças com deficiência no município foi suspenso. Ela mora em uma área rural da cidade e precisa levar o pequeno Matias, de 7 anos, para as aulas. O menino tem autismo nível 3 de suporte.

Em nota, a Prefeitura de Guarulhos informou que o tema está sendo analisado pelas áreas técnicas responsáveis. Uma vergonha para uma cidade do porte e importância de Guarulhos/SP.

Pelo que consta, parece que a situação vem sendo enfrentada por ao menos 26 crianças da Escola Municipal Manoel Rezende.

Acompanhe a matéria completa no Programa Balanço Geral da TV Record.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=6dc85a82-256d-4037-a31b-6651fee96a31
 
Postado Pôr Antônio Brito 

30/05/2026

Museu da Inclusão recebe mostra sobre os 10 anos do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro

Museu da Inclusão recebe mostra sobre os 10 anos do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro

Exposição gratuita retrata a trajetória do CTPB, equipamento do Governo de São Paulo, desde sua concepção arquitetônica até a consolidação como referência internacional em inclusão e paradesporto

O Museu da Inclusão abre, a partir do dia 2 de junho, a exposição “CTPB 10 anos”, em celebração à primeira década do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), equipamento do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e gerido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.

A mostra reúne registros históricos, vídeos, painéis e depoimentos que retratam a trajetória do espaço, desde a elaboração do projeto arquitetônico até sua consolidação como um dos principais centros de referência do paradesporto mundial.

Entre os destaques da exposição estão recordes históricos conquistados por atletas brasileiros, além de relatos emocionantes de protagonistas que transformaram o Centro Paralímpico em uma verdadeira segunda casa. Os visitantes também poderão acompanhar entrevistas com personagens que participaram diretamente da concepção, construção e desenvolvimento do equipamento.

A exposição evidencia ainda a dimensão estrutural, esportiva e social do CTPB, um complexo multifuncional que recebe atletas para treinamentos, competições e hospedagem. Para muitos jovens com deficiência, o local representa o primeiro contato com modalidades paralímpicas, contribuindo para inclusão social, fortalecimento da autoestima e desenvolvimento da autonomia.

As instalações esportivas retratadas na mostra já sediaram 2.688 eventos esportivos, recebendo 195.544 atletas em competições e treinamentos, além de 56.415 visitantes.

Segundo o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, o impacto do Centro Paralímpico vai além do desempenho esportivo: “Tenho orgulho de acompanhar de perto como essa estrutura ajudou a posicionar o Brasil entre as grandes potências paralímpicas do mundo. Mas o impacto vai muito além das medalhas: está na vida de cada pessoa com deficiência que encontrou no esporte um caminho de autonomia, autoestima e pertencimento”, afirmou.

A curadoria da exposição é assinada pelos servidores da SEDPcD Allan Cunha, produtor cultural, e Cássio Rodrigo, assessor especial, que desenvolveram uma representação artística da história e da importância do complexo esportivo.

O resultado é um panorama marcado por histórias de superação, excelência, cidadania e transformação social, disponível gratuitamente ao público.

Serviço

Exposição: CTPB 10 anos

Local: Museu da Inclusão: Av. Mário de Andrade, 564 – Portão 10

Abertura oficial: 2 de junho

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Fonte https://diariopcd.com.br/museu-da-inclusao-recebe-mostra-sobre-os-10-anos-do-centro-de-treinamento-paralimpico-brasileiro/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB divulga atletas convocados para 13º Camping Militar e Civil Paralímpico

Atletas praticam tiro com arco em Camping realizado no Rio de Janeiro | Foto: André Durão/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulga nesta sexta-feira, 29, a lista de 50 atletas convocados para o 13º Camping Militar e Civil Paralímpico. O evento acontece entre 12 e 19 de julho, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

O evento é realizado por meio do Programa Militar e Civil Paralímpico e tem o objetivo de apresentar o tiro esportivo e o tiro com arco para potenciais atletas a partir de uma vivência nas duas modalidades.

Durante o período no CT os participantes também passarão por testes e avaliações físicas, e serão acompanhados por uma equipe multidisciplinar.

Duas das vagas disponíveis para a ação foram reservadas para atletas com deficiência visual.

O Camping Militar e Civil Paralímpico, teve sua primeira edição neste ano em abril. O evento ainda terá uma terceira edição em 2026 no mês de outubro.

CONFIRA A LISTA DE ATLETAS CONVOCADOS AQUI

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco e do tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-divulga-atletas-convocados-para-13o-camping-militar-e-civil-paralimpico/

Postado Pôr Antônio Brito 

Adolescente inglesa fica tetraplégica após AVC raro na medula espinhal

Adolescente inglesa ficou tetraplégica após sofrer um raro AVC na medula espinhal durante recuperação de sintomas gripais.

Adolescente inglesa fica tetraplégica após AVC raro na medula espinhal

O nome da garota é Lexi Brown e ela tinha 14 anos quando se recuperava de sintomas gripais em casa, no condado de Essex, Inglaterra, quando começou a sentir dores intensas e perdeu os movimentos do braço.

Pouco depois, a adolescente parou de respirar e precisou ser reanimada por paramédicos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar.

A jovem foi levada às pressas para um hospital, em Cambridge, onde os médicos decidiram colocá-la em coma induzido por 5 dias enquanto investigavam o que havia provocado o quadro. Quando acordou, Lexi estava tetraplégica.

Os exames mostraram que a adolescente sofreu um AVC espinhal, condição rara causada pela interrupção do fluxo sanguíneo na medula espinhal. Segundo relatos da família, os médicos não encontraram doenças prévias que justificassem o problema. A principal suspeita é de que a complicação tenha ocorrido durante a recuperação da gripe.

Lexi também passou a depender de uma traqueostomia para respirar e falar.

O AVC espinhal, também chamado de AVC na medula, acontece quando o fluxo de sangue que leva oxigênio e nutrientes para a medula espinhal é interrompido. A condição é considerada rara e diferente do AVC cerebral, mais conhecido pela população.

A medula espinhal funciona como uma espécie de “ponte” entre o cérebro e o restante do corpo. Quando há falha na circulação sanguínea da região, células nervosas podem morrer rapidamente, causando danos neurológicos graves.

O problema pode surgir após bloqueios em artérias, formação de coágulos ou redução importante da circulação sanguínea. Em alguns casos, infecções, inflamações e alterações vasculares também podem estar associadas ao quadro.

Os sintomas costumam aparecer de forma súbita. Entre os principais sinais estão: dor forte nas costas ou no pescoço; fraqueza muscular; perda de sensibilidade; dificuldade para movimentar braços e pernas; alterações respiratórias.

Dependendo da área atingida na medula, o paciente pode desenvolver paralisia parcial ou total. Também podem ocorrer perda do controle da bexiga e do intestino, além de dificuldades para respirar sem auxílio de aparelhos.

Especialistas apontam que o diagnóstico pode ser difícil porque muitas pessoas não associam sintomas neurológicos a um problema na medula espinhal. Além disso, o AVC espinhal é muito menos frequente do que o AVC cerebral.

Lexi, hoje com 15 anos, continua internada e faz fisioterapia intensiva para tentar recuperar funções motoras. Segundo a família, ela voltou a movimentar parcialmente os membros e já consegue respirar sozinha durante parte do dia, embora ainda use ventilação mecânica em alguns períodos.

A adolescente também consegue falar por meio da traqueostomia, mas segue sem conseguir realizar tarefas básicas de forma independente.

Um caso no mínimo curioso e raro, que pode servir de exemplo e atenção para o resto do mundo.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=77830d9b-21a8-45fc-a5f8-e8fbda2c5846

Postado Pôr Antônio Brito 

29/05/2026

Os irmãos das pessoas com deficiência: o amadurecimento precoce e os sentimentos silenciosos

Os irmãos das pessoas com deficiência: o amadurecimento precoce e os sentimentos silenciosos - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÂO

  • * Por Igor Lima

Os irmãos que quase ninguém enxerga

Enquanto os pais acompanham mais uma sessão de terapia, o outro filho espera em silêncio, acostumado a entender cedo demais que algumas prioridades da vida não giram em torno dele.

Quando uma família recebe o diagnóstico de uma criança com deficiência, quase toda a atenção naturalmente se volta para ela. Consultas médicas, terapias, adaptações, preocupações, medos e cuidados passam a ocupar grande parte da rotina da casa.

Mas, no meio desse processo, muitas vezes existe alguém que acaba ficando invisível: o irmão.

Os irmãos das pessoas com deficiência costumam amadurecer cedo demais.

Ainda crianças, aprendem a compreender limitações, crises, internações, dificuldades financeiras, barreiras sociais e preconceitos. Aprendem a esperar. Aprendem a ceder. Aprendem que, muitas vezes, as necessidades do irmão precisarão vir primeiro.

E isso não significa falta de amor.

Pelo contrário.

Na maioria das vezes, esses irmãos desenvolvem vínculos profundos, empatia, sensibilidade e um senso de proteção gigantesco. Mas também carregam sentimentos complexos que raramente são verbalizados.

O peso do amadurecimento precoce

Muitos irmãos de pessoas com deficiência deixam de viver partes naturais da infância.

Enquanto outras crianças estão preocupadas apenas com brincadeiras, eles já entendem questões médicas, dificuldades motoras, crises sensoriais, acessibilidade e preconceito.

Muitas vezes ajudam em tarefas dentro de casa, acompanham consultas, cuidam emocionalmente dos pais e sentem a responsabilidade de “não dar trabalho”, porque percebem que a família já enfrenta muitos desafios.

Alguns crescem rápido demais.

Aprendem cedo a ser fortes.

Mas nem sempre alguém pergunta se eles também estão cansados.

Muitos irmãos aprendem desde cedo a engolir sentimentos porque percebem que a família já carrega dores demais.

O filho que espera a mãe terminar mais uma sessão de terapia do irmão para mostrar um desenho feito na escola talvez aprenda cedo demais o que significa esperar.

O amor também convive com sentimentos difíceis

Existe outro ponto sobre o qual quase ninguém fala: irmãos também podem sentir ciúmes, tristeza, raiva, culpa e até sensação de abandono emocional.

E isso não faz deles pessoas ruins.

Muitas vezes, os pais estão tão sobrecarregados física e emocionalmente que sobra pouco tempo para atenção individualizada.

O irmão entende racionalmente o motivo.

Mas emocionalmente continua sendo uma criança querendo colo, presença e atenção.

E então nasce a culpa.

Culpa por sentir ciúmes. Culpa por reclamar. Culpa por desejar mais atenção. Culpa até por, em alguns momentos, sentir raiva da situação.

São sentimentos humanos.

Muitos irmãos crescem tentando não demonstrar tristeza para não aumentar o peso emocional dos pais.

O problema é que muitos irmãos aprendem a escondê-los para não parecerem egoístas diante da realidade vivida pela família.

Muitos aprendem a sufocar as próprias dores porque acreditam que reclamar seria injusto diante das dificuldades enfrentadas pelo irmão.

O medo do futuro

Talvez uma das maiores angústias silenciosas seja o futuro.

Muitos irmãos crescem ouvindo, mesmo que indiretamente:

“Quando eu não estiver mais aqui, ele dependerá de você.”

Essa frase, dita ou apenas sentida no ambiente familiar, pode gerar um peso emocional enorme.

Porque junto do amor nasce também o medo.

Medo de não conseguir cuidar. Medo de falhar. Medo de não dar conta. Medo do futuro.

Em muitos casos, os irmãos passam a construir suas vidas já carregando a responsabilidade emocional de serem futuros cuidadores.

A importância de olhar também para os irmãos

Falar sobre os irmãos das pessoas com deficiência não diminui em nada a importância da inclusão ou das necessidades da pessoa com deficiência.

Pelo contrário.

Uma família emocionalmente acolhida funciona de maneira mais saudável para todos.

Os irmãos também precisam ser vistos, ouvidos e acolhidos.

Precisam de espaço para falar sobre sentimentos difíceis sem culpa. Precisam viver a própria infância. Precisam entender que não precisam ser perfeitos o tempo inteiro. Precisam receber amor individualizado.

Porque eles também enfrentam dores silenciosas.

O amor que cresce junto com a luta

Apesar dos desafios, muitas relações entre irmãos são marcadas por um amor profundo e transformador.

Muitos irmãos se tornam pessoas extremamente humanas, empáticas e conscientes das diferenças justamente pela convivência diária com a deficiência.

Aprendem desde cedo valores que grande parte da sociedade ainda precisa aprender.

E mesmo diante das dificuldades, criam laços de companheirismo, proteção e afeto que atravessam a vida inteira.

Mas é importante lembrar:

irmãos de pessoas com deficiência não precisam ser fortes o tempo inteiro.

Também podem cansar. Também podem sentir medo. Também podem precisar de ajuda.

Porque cuidar de quem cuida emocionalmente também é inclusão.

Os irmãos das pessoas com deficiência passam grande parte da vida aprendendo a cuidar. Mas também precisam aprender que merecem ser cuidados.

Muitos irmãos de pessoas com deficiência passam a vida aprendendo a dividir atenção. O que quase ninguém percebe é que, muitas vezes, também aprenderam cedo demais a abrir mão de si mesmos.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/os-irmaos-das-pessoas-com-deficiencia-o-amadurecimento-precoce-e-os-sentimentos-silenciosos/

Postado Pôr Antônio Brito