05/03/2026

CONFAZ prorroga isenção de ICMS na aquisição de veículos por pessoas com deficiência

Isenção de ICMS na aquisição de veículos para pessoas com deficiência é prorrogada após decisão do CONFAZ

EXCLUSIVO – Decisão foi tomada em reunião extraordinária do COTEPE – Comissão Técnica Permanente do ICMS, no final da última semana e já disponibilizada em Diário Oficial da União

Após a aprovação pelo Governo Federal da Regulamentação da Reforma Tributária, que passa a ser implantada a partir de 1º de janeiro de 2027, a grande expectativa das pessoas com deficiência era sobre a vigência da isenção do ICMS – Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias, que teria validade até 30 de abril de 2026, de acordo com o convênio 38/2012.

CONFIRA – O que pode mudar com a Reforma Tributária. https://diariopcd.com.br/lula-muda-de-ideia-e-mantem-direitos-as-isencoes-nas-aquisicoes-de-veiculos-para-pessoas-com-deficiencia-na-reforma-tributaria/

Até que seja iniciada as regras da Reforma Tributária, o segmento tinha receio de ficar sem o acesso ao benefício do ICMS na aquisição de veículos 0km entre os meses de abril e dezembro, já que teria a obrigatoriedade de renovação do convênio.

A decisão sobre o futuro da isenção depende exclusivamente do CONFAZ – Conselho Nacional Fazendário, que terá 200ª reunião ordinária em 27 de março na capital paulista. As decisões são sigilosos e a aprovação dos temas devem ser unânimes.

O Diário PcD vinha acompanhando toda a movimentação nas reuniões extraordinárias que estavam sendo realizada periodicamente pelo COTEPE – Comissão Técnica Permanente do ICMS, que vinha decidindo sobre centenas de outros convênios.

A última reunião da COTEPE aconteceu no dia 27 de janeiro de 2026 e a Ata Oficial dos temas debatidos só foi disponibilizada no início desta semana, inclusive com a decisão sobre o convênio atual que previa a validade da isenção do ICMS na aquisição de veículos 0km por pessoas com deficiência.

Confira todas as informações:

https://youtu.be/wY-MeCDGmRA 

 
Fonte https://diariopcd.com.br/isencao-de-icms-na-aquisicao-de-veiculos-para-pessoas-com-deficiencia-e-prorrogada-apos-decisao-do-confaz/
 
Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil leva primeira Seleção de jovens em cadeira de rodas para camping e competição na Argentina

Atletas de cadeira de rodas da Seleção Brasileira de jovens do atletismo no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo | Foto: Diogo Moraes/CPB.

Cinco jovens brasileiros irão participar de um camping internacional de treinamento de corrida em cadeira de rodas e do 4º Open Provincia de Neuquén, na Argentina, entre 16 e 21 de março. Esta será a primeira missão internacional do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para atletas sub-23 que correm em cadeira de rodas.

Eduardo Leonel, treinador do CPB, afirmou que a interação com atletas estrangeiros proporcionará um desenvolvimento importante aos jovens esportistas.

“Chamamos os melhores jovens do Brasil, com um nível técnico muito alto. O ambiente com outros atletas de velocidade é muito bom para o desenvolvimento dos atletas da corrida em cadeira de rodas. E haverá muita interação entre os desportistas e com treinadores estrangeiros, rodas de discussões sobre temas muito específicos da corrida em cadeira, que é muito distinta da realizada pelos atletas de outras classes. Além disso, ter uma vivência em uma missão internacional é muito importante, pois é um ambiente muito diferente daquele das competições aqui no Brasil”, disse.

Para Eduardo, o surgimento destes novos atletas reflete um investimento do CPB que, desde 2022, adquiriu cerca de 90 cadeiras de rodas para serem distribuídas a Centros de Referência e clubes. Além disso, a entidade realiza, desde o mesmo ano, camping internacionais dedicados a provas de velocidade em cadeira de rodas.

“Os Jogos Paralímpicos de Los Angeles vão oferecer cerca de 80 medalhas em corridas para atletas em cadeira de rodas. Queremos chegar nas próximas edições brigando por uma fatia cada vez maior delas”, completou Eduardo.

O caçula do grupo, o paulista Geovanne Amorim Farias, 16, chegou ao Movimento Paralímpico por meio da Escola Paralímpica de Esportes, iniciativa do CPB que proporciona a iniciação esportiva de crianças e jovens com deficiência gratuitamente em 15 modalidades. Ele começou a participar do projeto no final de 2022, por indicação de um professor de Educação Física.

Primeiro, Geovanne fez aulas de badminton e, no ano seguinte, migrou para as provas de velocidade. Mesmo jovem, ele já realiza parte de seus treinos junto à equipe de alto rendimento da modalidade no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, além de participar das atividades do grupo de transição da Diretoria de Desenvolvimento Esportivo do CPB.

“Fiquei emocionado com minha primeira convocação internacional. Quero pegar o máximo de experiência possível conversando com outros atletas, treinando com eles”, disse o jovem.

A mineira Kassia Aparecida de Souza, 19, começou a praticar atletismo com 12 anos, no arremesso e no lançamento. Mudou para as provas de pista em 2024 e, em 2025, passou a morar em São Paulo para treinar no Centro de Treinamento Paralímpico.

“Estou muito animada, feliz e ansiosa com a convocação. É algo que todo atleta sonha”, afirmou;

Confira os convocados:
Kassia Aparecida Pires de Souza
Wellington Kaã Silva Oliveira
Eduardo Bento de Moraes da Silva
Tarcisio Alves Nunes Barboza
Geovanne Amorim Farias

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-leva-primeira-selecao-de-jovens-em-cadeira-de-rodas-para-camping-e-competicao-na-argentina/

Postado Pôr Antônio Brito 

Estudantes do SESI/SC criam telas para pessoas cegas usarem celular

Estudantes do SESI/SC criaram telas táteis impressas em 3D para auxiliar pessoas cegas a usar smartphones, simulando aplicativos como WhatsApp. O projeto, da equipe de robótica Interlagos, visa ampliar a autonomia. A equipe venceu o Festival SESI de Robótica regional e competirá nacionalmente em São Paulo/SP em 2026.

Estudantes do SESI/SC criam telas para pessoas cegas usarem celular

Para a maioria das pessoas, desbloquear o celular, abrir um aplicativo ou enviar uma mensagem no seu smartphone é algo automático. Mas, para quem tem deficiência visual, tarefas simples podem exigir esforço redobrado, já que as telas são totalmente lisas e as informações dependem quase exclusivamente de recursos de áudio.

Foi a partir dessa percepção que estudantes do Ensino Médio da Escola SESI de São José/SC desenvolveram um projeto que une tecnologia e empatia. Integrantes da equipe de robótica Interlagos, eles criaram telas táteis impressas em 3D que simulam a navegação em aplicativos de smartphone, facilitando a compreensão espacial e ampliando a autonomia de pessoas cegas.

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC). Ao todo, foram criados sete modelos de telas, incluindo simulações da tela inicial do celular e de aplicativos como WhatsApp, Telefone e Uber.

Em vez de reproduzir ícones visuais detalhados, os estudantes optaram por formas geométricas simples, como círculos, quadrados e triângulos, que são mais fáceis de identificar pelo toque. As peças foram modeladas no software Onshape e produzidas em impressora 3D.

A equipe criadora do sistema, conhecida como equipe Interlagos, participa da STEM Racing, competição internacional (antiga F1 in Schools) que integra ciência, tecnologia, engenharia e matemática. No desafio, os estudantes atuam como uma miniempresa: projetam e fabricam carros de Fórmula 1 em miniatura, desenvolvem estratégias de marketing e gestão e executam um projeto social.

No final de 2025, a Interlagos venceu a categoria no regional do Festival SESI de Robótica, conquistando o tricampeonato regional. Com o resultado, garantiu vaga para a etapa nacional da competição, que será realizada de 4 a 8 de março de 2026, em São Paulo/SP.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=20afc3a5-782d-4c63-8ab4-bbfeb715fdad

Postado Pôr Antônio Brito 

03/03/2026

Outra empresa aérea é condenada e deve indenizar passageiro com tetraplegia por danificar cadeira de rodas

Outra empresa aérea é condenada e deve indenizar passageiro com tetraplegia por danificar cadeira de rodas

Cadeira de rodas motorizada foi entregue com avarias após viagem internacional.
Além dos danos morais, foi fixada multa pelo descumprimento do prazo para devolução da cadeira sem defeitos

A Turma Recursal de Jurisdição Exclusiva das Comarcas de Belo Horizonte, Betim e Contagem manteve decisão do Juizado Especial que condenou uma companhia aérea a indenizar um passageiro com tetraplegia que teve a cadeira de rodas motorizada danificada durante um voo internacional.

Além da indenização de R$ 10 mil por danos morais, a empresa deve pagar multa de R$ 21 mil por descumprir o prazo fixado em 45 dias para entregar a cadeira em pleno funcionamento. A companhia também precisou custear o aluguel de cadeira substituta durante o conserto da original.

Recurso

A empresa recorreu sustentando ausência de danos morais e que agiu com diligência e boa-fé, adotando todas as medidas cabíveis para reparar a cadeira de rodas. Sustentou, ainda, que o atraso na entrega se deu pela demora no envio de peças de reposição importadas.

A empresa também defendeu a aplicação da Convenção de Montreal (Decreto nº 5.910/06), em vez do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90), no que se refere aos danos morais. 

Danos morais

A Turma Recursal, por unanimidade, rejeitou os argumentos da companhia aérea. A juíza relatora, Lívia Lúcia Oliveira Borba, pontuou que o Supremo Tribunal Federal (STF) indica que a Convenção de Montreal seja aplicada em hipóteses de danos patrimoniais, e não morais.

Por isso, a condenação baseada no CDC foi mantida. A turma julgadora salientou que a situação vivenciada pelo autor da ação, pessoa com deficiência tetraplégica, justifica o recebimento de danos morais e da multa.

Fonte: Diretoria de Comunicação Institucional – Dircom

Fonte https://diariopcd.com.br/outra-empresa-aerea-e-condenada-e-deve-indenizar-passageiro-com-tetraplegia-por-danificar-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira em cadeira de rodas feminina realiza 2ª fase de treinamento no CT Paralímpico

Semana de treino da seleção de feminina de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, recebe a segunda fase de treinamento da Seleção Brasileira em cadeira de rodas feminina. Ao todo, foram convocadas 13 atletas, que estarão na capital paulista entre os dias 1 e 8 de março.

A semana tem como objetivo a preparação para o Mundial de Ottawa, que será realizado no Canadá, em setembro. O primeiro período de preparação foi realizado em fevereiro, também na capital paulista.

A Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas garantiu sua vaga no Campeonato Mundial ao conquistar a medalha de prata inédita na Copa América de 2025, realizada em Bogotá, Colômbia. Na final do torneio, a equipe foi superada pelos Estados Unidos por 77 a 37.

Como preparação para o mundial, a seleção irá totalizar cinco períodos de treinamento. A próxima etapa inclui um intercâmbio com a seleção do Canadá, em Ottawa, previsto para junho.

Confira as convocadas:
Brenda Bauer (1.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Ana Kelvia (1.0) – ADESUL (CE)
Maxicleide de Deus Ramos (1.0) – IREFES/SESPORT (ES)
Denise Eusébio (1.5) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Perla Assunção (2.0) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA)
Gabriela Oliviera (2.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Ivanilde Da Silva (3.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Paola Klokler (3.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Oara Uchoa (4.0) – ADESUL (CE)
Geisa Vieira (4.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Adrienne De Souza – (4.0) APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Vileide Brito De Almeida (4.5) – All Star Rodas Pará/Banco Do Amazonas (PA)
Lia Martins (4.5) – ADESUL (CE)

*Com informações da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC)

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-em-cadeira-de-cadeira-rodas-feminina-realiza-2a-fase-de-treinamento-no-ct-paralimpico/

Postado Pôr Antônio Brito 

Belo Horizonte/MG ganha o Parque Girassol

Belo Horizonte/MG inaugura o Parque Girassol, espaço multissensorial gratuito que promove inclusão e convivência entre crianças típicas e atípicas, com funcionamento de terça a domingo.

Belo Horizonte/MG ganha o Parque Girassol

Belo Horizonte/MG ganhou no início deste mês um novo espaço público pensado para inclusão de verdade.

O Parque Girassol é um ambiente multissensorial GRATUITO, com brinquedos e estruturas que estimulam sentidos, movimento e convivência entre crianças típicas e atípicas.

A proposta é levar para o parque recursos que antes ficavam restritos a clínicas, fazendo do brincar um espaço de troca, autonomia e socialização no dia a dia da cidade.

O Parque Girassol funciona de terça a domingo, das 7h às 21h, seguindo o horário do Parque Municipal de BH.

Assista o vídeo e veja tudo que o Parque Girassol oferece.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=93d3b235-575d-4a15-8a89-b6fad0f9440c
 
Postado Pôr Antônio Brito 

ustiça Federal condena INSS e determina concessão de BPC para menina indígena com deficiência

Justiça Federal condena INSS e determina concessão de BPC para menina indígena com deficiência

Decisão considera julgamento sob perspectiva de gênero, condição de indígena e Política Nacional de Cuidados 

Decisão da desembargadora federal Gabriela Araujo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), confirmou a condenação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) à concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para uma menina indígena com deficiência. 

“Restou demonstrado que a autora é pessoa com deficiência e em situação de hipossuficiência, encontrando-se sob o auxílio de sua genitora para a realização das atividades diárias. Toda a renda da família é destinada à subsistência e aos cuidados necessários da autora, inserindo-se no grupo de pessoas economicamente vulneráveis que a norma instituidora do benefício assistencial visa amparar,” disse Gabriela Araujo. 

A desembargadora federal negou apelação da autarquia federal, que contestava o enquadramento da criança como pessoa com deficiência, sob argumento de insuficiência de pontos (sistema de avaliação biopsicossocial que define o grau de deficiência) conforme documentos anexados aos autos. 

Perspectiva de gênero, condição indígena e política de cuidados 

A magistrada levou em consideração o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça; a Resolução n.º 454/2022, também do CNJ, que dispõe sobre o acesso de indígenas ao Judiciário; e a Política Nacional de Cuidados, instituída pela Lei n.º 15.069/2024. 

A decisão beneficia uma menina de 11 anos, da etnia Caiuá, que vive em Mato Grosso do Sul e integra núcleo familiar composto apenas por ela e pela mãe, cuja renda é obtida com a realização eventual de serviços domésticos como diarista, além do benefício do programa Bolsa Família. 

A criança teve o diagnóstico de neoplasia, que é um tumor retro-orbitário com infiltração no sistema nervoso central, e osteoblastoma, um distúrbio ósseo. Foi submetida a tratamento cirúrgico e está sob acompanhamento médico especializado. 

De acordo com a perícia médica, há sequelas decorrentes do tumor com infiltração no sistema nervoso central. Exames de imagem mostraram alterações estruturais cranianas e encefálicas, com possível persistência de lesão residual ou recidiva. Assim, o laudo concluiu se tratar de pessoa com deficiência física. 

Ainda conforme o documento médico, a autora é incapaz para a vida independente, necessitando de acompanhante em tratamento oncológico, envolvendo exames, consultas, sessões de quimioterapia e internações. 

“Tal realidade evidencia a frequência de deslocamentos para a realização de consultas e administração de medicações, o que impacta diretamente a renda familiar, uma vez que a genitora não possui renda suficiente para garantir a manutenção da qualidade de vida da família diante das despesas inesperadas”, destacou a desembargadora federal. 

“Ademais, a genitora exerce atividade como diarista, porém encontra-se impossibilitada de realizar seus trabalhos de forma regular, pois necessita manter contato constante e acompanhamento direto da autora.” 

A magistrada observou que “grande parte dos beneficiários do BPC são assistidos por mulheres, que exercem papel de cuidadoras com uma frequência muito maior que os homens o fazem”. Segundo ela, essa situação gera dificuldades de inserção ou manutenção no mercado de trabalho. 

A desembargadora federal decidiu de forma monocrática, tendo em vista a uniformização jurisprudencial sobre o tema, conforme a Súmula 568, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Apelação Cível 5203964-09.2025.4.03.9999 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3

Fonte https://diariopcd.com.br/justica-federal-condena-inss-e-determina-concessao-de-bpc-para-menina-indigena-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

28/02/2026

Escassez de especialistas e longa espera por diagnóstico: a difícil realidade de pacientes com doenças raras no Brasil

Escassez de especialistas e longa espera por diagnóstico: a difícil realidade de pacientes com doenças raras no Brasil

Geneticista alerta que rede de atendimento em doenças raras ainda é insuficiente para a realidade brasileira. País tem apenas um geneticista para cada 625 mil habitantes. 

No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas[i] vivem com uma das mais de 8 mil doenças raras conhecidas[ii]. Apesar do número expressivo, o acesso ao diagnóstico e ao tratamento ainda é marcado por uma série de obstáculos: falta de profissionais capacitados, serviços de referência mal distribuídos e pouco engajamento das esferas públicas e privadas no enfrentamento desses desafios.

Do total de patologias raras conhecidas, aproximadamente 80% têm origem genética[iii], o que reforça o papel essencial do médico geneticista na jornada do paciente. No entanto, o Brasil conta atualmente com apenas 342 profissionais habilitados na área[iv] – um para cada 625 mil habitantes, número muito aquém do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere 1 geneticista para cada 100 mil pessoas[v].
 

“A jornada de quem vive com uma doença rara costuma ser longa e cheia de incertezas. Muitos pacientes passam por múltiplos diagnósticos errados, tratamentos inadequados e até cirurgias desnecessárias, antes de chegar a uma resposta definitiva”, afirma o médico geneticista Rodrigo Ambrosio Fock, especialista em genética médica e referência no atendimento de doenças raras.

Política nacional avança a passos lentos
Instituída em 2014, a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras[vi] previa a criação de centros especializados e uma rede estruturada de atendimento. No entanto, mais de uma década depois, apenas 18 centros estão credenciados junto ao Ministério da Saúde, concentrados majoritariamente nas regiões Sul e Sudeste. A região Norte permanece sem nenhum serviço oficialmente habilitado. “Essa lacuna no credenciamento não significa que não haja profissionais atuando em genética médica nesses estados, mas indica a dificuldade de estruturação e financiamento dos serviços para serem reconhecidos como centros de referência”, ressalta o geneticista.

Formação profissional ainda é insuficiente
Nos últimos anos, houve crescimento no interesse pela genética médica: o número de candidatos por vaga em programas de residência aumentou em mais de 10 vezes entre 2012 e 2025. Contudo, o ritmo de expansão ainda não é suficiente para suprir a demanda nacional.

Além da ampliação das vagas, Fock aponta como urgente a revisão dos currículos de graduação na área da saúde, de forma que o tema das doenças raras e da genética seja tratado com a devida profundidade. “É preciso também investir em estratégias como o teleatendimento, protocolos clínicos e modelos de matriciamento para apoiar os profissionais em regiões desassistidas”, defende.

Ações devem ser tomadas para mudar essa realidade
Para o geneticista, o enfrentamento das doenças raras deve ser encarado como um esforço intersetorial. “O poder público, a indústria, os profissionais de saúde e a academia precisam agir de forma coordenada para transformar a realidade desses pacientes. A falta de estrutura não pode ser mais uma barreira para quem já enfrenta uma condição de saúde complexa”, conclui.

Referências bibliográficas


[i] EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares [homepage da internet]. Doenças raras afetam 13 milhões de brasileiros [acesso 30 jul. 2025]. Disponível em: Link

[ii] Vita Clínica [homepage da internet]. Medicina já detectou mais de 8 mil doenças raras [acesso 30 julho 2025]. Disponível em: Link

[iii] SBGM – Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica [homepage da internet] A Sociedade Brasileira de Genética Médica e o processo de elaboração da Política para Atenção às Pessoas com Doenças Raras no Âmbito do SUS [acesso 30 julho 2025]. Disponível em: Link

[iv] Senado Federal [homepage da internet]. Brasil precisa investir no aconselhamento genético, aponta audiência [acesso 30 julho 2025]. Disponível em: Link

[v] SBGM – Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica [homepage da internet]. SBGM divulga documento sobre políticas para doenças raras [acesso 30 julho 2025]. Disponível em: Link

[vi] Ministério da Saúde [homepage da internet]. PNAIPDR – Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras [acesso 30 julho 2025]. Disponível em: Link

 

Fonte https://diariopcd.com.br/escassez-de-especialistas-e-longa-espera-por-diagnostico-a-dificil-realidade-de-pacientes-com-doencas-raras-no-brasil/

Postado Pôr Antônio Brito

Recife/PE: homem empurra cadeirante de prédio e se joga em seguida

Homem de 35 anos empurra cadeirante do 4º andar em Recife/PE e se joga em seguida. Ambos morreram. Caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios da Capital.

Recife/PE: homem empurra cadeirante de prédio e se joga em seguida

Na Zona Sul de Recife/PE, um homem de 35 anos empurrou um cadeirante do 4º andar de um prédio no bairro de Boa Viagem, na noite do dia 13 de fevereiro. Em seguida, ele se jogou. Os dois morreram em decorrência da queda. Imagens feitas por vizinhos, logo após o crime, mostram a movimentação de policiais.

De acordo com o G1, a polícia afirmou que o cadeirante foi arremessado e morreu na hora da queda. Já o homem que o empurrou e depois pulou do prédio chegou a ser encaminhado para o Hospital da Restauração, no Centro de Recife/PE, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com apuração feita pela TV Globo, os homens estavam juntos dentro do apartamento quando um deles, em surto, arremessou o cadeirante para baixo. Uma terceira pessoa tentou contê-lo e também quase foi jogada do 4º andar. Porém, o homem em surto pulou do prédio em seguida.

O caso está sendo investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios da Capital pernambucana.

A matéria completa e as imagens do caso estão no link do G1.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=18a1c09a-24e4-4323-a108-4acaee07da01
 
Postado Pôr Antônio Brito 

Falta 1 semana para os Jogos de Inverno! Veja como os brasileiros treinam para competir na neve

Pista de snowboard cross nos Jogos de Inverno de Pequim 2022 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A apenas sete dias da competição mais importante do ciclo paralímpico de esportes de inverno, a atenção se volta para os representantes brasileiros na competição, ao mesmo tempo em que surge uma curiosidade legítima: como os atletas do Brasil, país que não tem tradição na prática de esportes na neve, se preparam para competir nos Jogos Paralímpicos de Inverno?

As condições climáticas do país não oferecem neve natural e em boa quantidade em praticamente todo o território durante o ano, por isso os atletas dos esportes de inverno focam em treinos adaptados em solo.

O rondoniense radicado em Jundiaí (SP) Cristian Ribera, competidor do esqui cross-country, explica que os atletas treinam com o sitski, um “esqui com rodinhas”, que é usado no asfalto. Assim como na neve, os atletas usam o apoio de bastões, com a diferença da ponta reforçada para garantir aderência ao chão.

“Treinamos nas ruas mesmo. Tem seus perigos, mas buscamos sempre nos manter o mais perto possível das calçadas, e a parte principal do treino fazemos em ruas mais largas, com fluxo menor de carros”, relata o atleta que percorre 20 km em cada treino no sitski.

Já a gaúcha Vitória Machado treina o snowboard uma vez por semana, aos sábados, no parque Snowland, em Gramado (RS), em um projeto de promoção ao esporte da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN).

No espaço, a atleta tem acesso à estrutura e a equipamentos que permitem a prática da modalidade a pessoas com deficiência. Entre eles estão os bindings (fixações), peças que lembram botas ortopédicas e possuem velcros que fazem a conexão das botas do atleta à prancha, com intuito de firmar a prótese ou membro afetado pela deficiência durante a prática esportiva.

“O parque funciona como base de preparação para viagens, treinamentos e competições fora do país. É lá que aprimoramos técnicas fundamentais para o nosso desenvolvimento esportivo”, destaca a atleta, que é a primeira mulher a representar o país no snowboard em Jogos de Inverno.

Em Milão-Cortina 2026, o Brasil participará pela quarta vez de uma edição dos Jogos de Inverno, desta vez com a maior delegação da história: oito atletas. Compõem a missão brasileira: os gaúchos Vitória Machado e André Barbieri, do snowboard, e os paulistas Wellington da Silva, Elena Regina e Guilherme Cruz Rocha, a paranaense Aline Rocha, o rondoniense Cristian Ribera, e o paraibano Robelson Lula, todos do esqui cross-country.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Guilherme Cruz Rocha e Robelson Lula são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Wellington da Silva, Aline Rocha, Cristian Ribera e Elena Regina integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fontehttps://cpb.org.br/noticias/falta-1-semana-para-os-jogos-de-inverno-veja-como-os-brasileiros-treinam-para-competir-na-neve/

 Postado Pôr Antônio Brito