04/05/2026

CPB convoca atletas para os Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026 nesta terça-feira, 5

Delegação brasileira na abertura dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens de Bogotá, na Colômbia, em 2023 | Foto: Marcello Zambrana/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) vai divulgar às 9h30 desta terça-feira, 5, a lista dos atletas que irão formar a delegação brasileira nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, competição que será realizada de 5 a 16 de julho na Colômbia.

O evento, em sua segunda edição, deve reunir mais de 1.100 atletas de 12 países, em disputas de 13 modalidades: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco e vôlei sentado.

As disputas acontecerão em locais como o Complexo Aquático da Universidade Popular de César (UPC), com capacidade para receber até 600 pessoas; o Coliseu de Basquete Gota-Fria, que pode receber até 3.000 espectadores; e o Estádio de Atletismo José Luis Parada. Parte das estruturas foi construída para os Jogos Bolivarianos, evento que reuniu atletas de 11 países em Valledupar em 2022.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram em março de 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em seis modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, atrás da Argentina, com 104 pódios conquistados.
A edição seguinte, prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, foi cancelada por questões financeiras.

Este será o primeiro grande evento paralímpico multiesportivo com a participação do Brasil desde a campanha histórica nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando o país alcançou pela primeira vez o top-5 no quadro de medalhas. Na ocasião, a delegação brasileira conquistou 88 pódios (25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes).

Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-convoca-atletas-para-os-jogos-parasul-americanos-valledupar-2026-nesta-terca-feira-5/

Postado Pôr Antônio Brito 

Estado do Mato Grosso aperta o cerco e exige cardápios em Braille

Especialistas reforçam a importância do Braille para autonomia de pessoas cegas e destacam ações no Mato Grosso para garantir cardápios acessíveis.

Estado do Mato Grosso aperta o cerco e exige cardápios em Braille

Para milhões de pessoas cegas ou com baixa visão, uma tarefa simples do cotidiano ainda é um desafio quando não há acessibilidade adequada. Escolher um prato num simples cardápio de restaurante sem o Braille.

O Braille segue sendo a ferramenta mais poderosa para garantir autonomia e dignidade para a imensa população com deficiência visual. Mesmo com o avanço de tecnologias assistivas e leitores de tela digitais, especialistas reforçam que o Braille continua essencial.

Ouvir um texto é uma experiência passiva, enquanto o ato de ler — através do tato — estrutura o pensamento, melhora a ortografia e fortalece a independência intelectual. Negar o acesso ao Braille é, na prática, limitar o desenvolvimento cognitivo de pessoas cegas ou com baixa visão.

No estado do Mato Grosso, normas claras para o setor de serviços estão sendo reforçadas. De acordo com a legislação, bares, hotéis e restaurantes são obrigados a disponibilizar cardápios em Braille, mas nem todos cumprem essa exigência.

Assim, uma proposta busca assegurar esse direito no estado. Ao permitir que um cliente escolha seu pedido sem o auxílio de terceiros, a lei fortalece o respeito e a igualdade no atendimento ao público.

Apesar de ser uma lei, a sua aplicação prática ainda enfrenta barreiras. O grande desafio reside na fiscalização e na conscientização dos empresários.

A adaptação dos estabelecimentos não deve ser vista apenas como um cumprimento de norma, mas como um investimento em inclusão.

A presença do Braille nos espaços públicos educa a sociedade e incentiva o setor privado a reconhecer que a acessibilidade é um direito, não um favor.

O governo do estado do MT está firme na autuação dos bares, lanchonetes e restaurantes para que todos cumpram a lei e tenham seus cardápios em Braille.

Este exemplo deve ser seguido em todo o Brasil!

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=c64be331-35e0-490e-87e7-d5a3f3f84c31

Postado Pôr Antônio Brito 

02/05/2026

Inclusão de pessoas com autismo nos ambientes de trabalho exige informação, empatia e mudanças práticas no dia a dia

Inclusão de pessoas com autismo nos ambientes de trabalho exige informação, empatia e mudanças práticas no dia a dia

Baixa inserção de pessoas com autismo e outros transtornos neurodivergentes no país evidencia o desafio de inclusão no mercado de trabalho formal e a necessidade de mudanças estruturais nas empresas

A inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no mercado de trabalho ainda enfrenta barreiras estruturais, como a falta de informação, o preconceito e a ausência de adaptações no ambiente corporativo. No Brasil, onde vivem cerca de 2,4 milhões de pessoas autistas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que apenas duas em cada dez tenham emprego formal. Esse dado evidencia a baixa inserção dessa população no mercado de trabalho e os desafios para sua inclusão produtiva.

Embora a legislação brasileira reconheça, desde 2012, autistas como pessoas com deficiência e garanta sua inclusão na Lei de Cotas, a efetividade dessa política ainda é limitada. Como o IBGE não dispõe de estatísticas completas sobre a empregabilidade dessa população, recorrem-se a estudos independentes, como o Mapa Autismo Brasil, que aponta dificuldades significativas de inserção social e baixa autonomia econômica entre adultos autistas. Esse cenário é parcialmente explicado por indicadores educacionais: apenas 15,7% das pessoas autistas com 25 anos ou mais concluíram o ensino superior, percentual inferior à média da população geral.

Para a Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, é essencial a necessidade de mudanças na forma como as empresas estruturam seus processos de recrutamento e gestão de pessoas. “As entrevistas de emprego tradicionais ainda são muito baseadas em habilidades sociais e na comunicação sob pressão, o que pode excluir candidatos autistas altamente qualificados. Precisamos de processos mais objetivos, com critérios claros e avaliações práticas que permitam uma análise real das competências”, afirma a especialista.

A psicóloga  também ressalta que a inclusão não se encerra na contratação, dependendo de adaptações contínuas no ambiente de trabalho. “A permanência desses profissionais depende de ajustes simples, mas fundamentais, como reduzir estímulos sensoriais excessivos, estabelecer rotinas previsíveis e adotar uma comunicação direta. Quando há sobrecarga sensorial, por exemplo, o mais importante é agir com calma, reduzir os estímulos e respeitar o tempo da pessoa”, explica Dra. Mariana. 

“A adoção dessas práticas, além de promover um ambiente mais acolhedor, também traz ganhos concretos para as empresas, já que pessoas com TEA frequentemente apresentam alta capacidade de concentração, atenção aos detalhes e pensamento lógico, competências valorizadas em diversas áreas “, enfatiza.

A profissional acrescenta, ainda, que a falta de preparo de equipes e lideranças ainda é um dos principais obstáculos, reforçando a importância de treinamentos e de uma cultura organizacional mais aberta à neurodiversidade.

Para a professora da Afya, um dos erros mais recorrentes é tratar todos os colaboradores de forma uniforme, ignorando necessidades específicas. De acordo com ela, o caminho para uma inclusão real está na oferta de condições adequadas para que cada profissional possa desenvolver seu potencial. Ela explica que  a construção de ambientes mais inclusivos depende de uma mudança cultural contínua. “A inclusão não acontece em um único gesto. Ela é construída todos os dias, em cada interação, cada decisão e cada escolha de como tratamos o outro”, conclui a especialista.

Médicos em Movimento

No mês em que se celebra o Dia Mundial da Saúde, a Afya promove a campanha Médicos em Movimento, iniciativa que incentiva o autocuidado entre médicos e estudantes de medicina. Em 2026, a campanha está estruturada em três frentes: conteúdo, com publicações sobre bem-estar e qualidade de vida; engajamento, com desafios de atividade física no aplicativo Strava; e experiências presenciais em todo o Brasil. A programação inclui o patrocínio de corridas em diferentes regiões, a primeira delas em Salvador, além de atividades nas unidades de graduação ao longo do mês, ampliando a mobilização e incentivando hábitos saudáveis entre profissionais da saúde e toda a comunidade. Saiba mais em: https://institucional.afya.com.br/dia-mundial-da-saude-2026/

Fonte https://diariopcd.com.br/inclusao-de-pessoas-com-autismo-nos-ambientes-de-trabalho-exige-informacao-empatia-e-mudancas-praticas-no-dia-a-dia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil conquista três medalhas nas disputas individuais da Copa do Mundo de bocha em Montreal

Maciel Santos e Andreza Oliveira na disputa por equipes da classe BC1/BC2 no Parapan de Santiago 2023 | Foto: Ana Patrícia/CPB

A Seleção Brasileira de bocha paralímpica encerrou, nesta sexta-feira, 1, as disputas individuais da Copa do Mundo, em Montreal, no Canadá, com três medalhas, sendo dois ouros e um bronze.

Na classe BC2 masculina (atletas que não podem receber assistência), o cearense Maciel Santos ficou com o ouro ao derrotar o israelense Nadav Levi por 3 a 1 na final. No feminino, o título veio com a pernambucana Andreza Oliveira, da classe BC1 (com opção de auxílio), que venceu a japonesa Hiromi Endo por 5 a 2.

O paranaense Eliseu dos Santos, da classe BC4 (atletas com outras deficiências severas, sem assistência), conquistou o bronze ao superar o português Paulo Cardoso por 8 a 4 na disputa do terceiro lugar.

Na classe BC3 feminina (deficiências muito severas, com uso de instrumento auxiliar e possibilidade de ajuda), a paulista Evelyn Oliveira terminou na quarta colocação após perder a semifinal para a sul-coreana Yejin Choi. Já a pernambucana Evani Calado não conseguiu avança das quartas de final.

O paulista José Carlos Chagas, da classe BC1, e o mineiro Matheus Carvalho, da classe BC3, não se classicaram na fase de grupos.

A etapa de Montreal segue até o dia 5 de maio, com as disputas em pares e por equipes.

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais da bocha.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
A atleta Andreza Oliveira é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual das Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Evani Calado, Evelyn Oliveira e Maciel Santos integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.


Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-conquista-tres-medalhas-nas-disputas-individuais-da-copa-do-mundo-de-bocha-em-montreal/

Postado Pôr Antônio Brito 

Marília/SP: pulseiras com GPS para autistas distribuídas às famílias

Prefeitura de Marília/SP anuncia distribuição gratuita de pulseiras com GPS para crianças e adolescentes com TEA, visando mais segurança após caso trágico na cidade.

Marília/SP: pulseiras com GPS para autistas distribuídas às famílias

Uma ideia muito legal chegou da cidade de Marília/SP. A prefeitura da cidade anunciou a concessão de pulseiras com GPS integrado para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A iniciativa veio alguns dias depois da morte de um menino autista que desapareceu na cidade e foi encontrado morto em uma estação de tratamento de esgoto.

O decreto autoriza o fornecimento gratuito dos dispositivos de rastreamento para crianças e adolescentes autistas níveis 2 e 3, mediante apresentação de laudo médico e comprovação de residência em Marília/SP.

Os equipamentos serão cedidos por tempo indeterminado, mas com algumas regras: as famílias serão responsáveis pela guarda e manutenção dos dispositivos, mediante assinatura de um termo; a Secretaria de Assistência Social ficará responsável pelo cadastro e entrega para quem não está na rede municipal; já a Secretaria de Educação cuidará da distribuição para alunos das escolas municipais; ao final do uso, os equipamentos deverão ser devolvidos à prefeitura; um termo formal vai regulamentar todas as condições de uso.

Segundo a administração, a medida deve beneficiar 535 crianças e jovens com necessidade de maior suporte. Desse total, foram identificadas 191 crianças da Educação Infantil, com idades entre 4 e 5 anos, e 262 estudantes do Ensino Fundamental, entre 6 e 10 anos.

A entrega das pulseiras está prevista para ocorrer até o fim de maio.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=ba59c490-aa6f-4a03-80a1-50b13e04d3db
 
 
Postado Pôr Antônio Brito 

01/05/2026

Abandono afetivo em razão da deficiência: quando a omissão deixa de ser silêncio e passa a ser violação

Abandono afetivo em razão da deficiência: quando a omissão deixa de ser silêncio e passa a ser violação - OPINIÃO - * Por Igor Lima

Opinião

  • Por Igor Lima

Uma realidade que não pode ser suavizada
Há filhos que deixam de ser visitados depois de um diagnóstico.
Há mensagens que não são respondidas. Há presenças que simplesmente desaparecem.
E, em algum momento, uma cena se repete: a cadeira vazia na reunião escolar, o nome chamado na consulta — e ninguém responde.
Não é falta de tempo. Não é distância.
É escolha.
E, quando essa escolha nasce da deficiência, ela tem nome: discriminação.

O abandono que não aparece, mas destrói
O abandono afetivo não depende de ausência total.
Ele está no responsável que não comparece, que não acompanha, que não se envolve.
Cumpre o básico, mas se retira do essencial.
A pessoa com deficiência percebe. No silêncio, no olhar, na ausência que se repete.
E esse vazio não é neutro. Ele ensina, aos poucos, que ali existe um limite imposto ao seu próprio valor.

Quando o vínculo se rompe por causa da deficiência
Existe um ponto de ruptura que não pode ser ignorado.
Antes havia presença. Depois, afastamento.
Antes havia expectativa. Depois, recuo.
A mudança não acontece por acaso.
Ela revela que a deficiência foi tratada como motivo suficiente para enfraquecer o vínculo.
Isso não é adaptação. É exclusão.

O Direito não se cala diante disso
O ordenamento jurídico brasileiro não trata essa conduta como irrelevante.
A omissão no dever de cuidado pode gerar consequências concretas.

No âmbito penal, o abandono pode se enquadrar no crime de abandono de incapaz, previsto no Código Penal, quando a pessoa não possui condições de se proteger e depende de cuidado direto.

Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência veda qualquer forma de discriminação, inclusive por omissão, e assegura o direito à convivência familiar como elemento essencial da dignidade da pessoa com deficiência.

Responsabilidade civil: o dano que precisa ser reconhecido
No campo civil, o abandono afetivo pode gerar dever de indenizar.
A omissão que atinge a dignidade, a integridade emocional e o desenvolvimento não é juridicamente neutra.
O Direito não exige afeto.
Mas exige responsabilidade.

O que precisa ser dito sem suavizar
Existe uma tolerância silenciosa com esse tipo de abandono dentro de muitas famílias.
Como se fosse compreensível se afastar diante da dificuldade.
Como se a deficiência autorizasse a redução do vínculo.
Não autoriza. Nunca autorizou.

A frase que fica
Quem se afasta diante da deficiência não está sobrecarregado. Está escolhendo quem merece o seu cuidado.

O impacto que permanece
O abandono deixa marcas que não aparecem em exames ou laudos.
Afeta a autoestima, a identidade e a forma como a pessoa se posiciona no mundo.
Quando motivado por discriminação, o dano é mais profundo, porque carrega a mensagem de que aquela vida vale menos.

O que precisa mudar
É necessário interromper a naturalização dessa conduta.
Abandono não pode ser tratado como decisão privada quando envolve dever jurídico.
A deficiência não reduz responsabilidades. Ela exige ainda mais compromisso.

Conclusão
Afastar-se de uma pessoa com deficiência por causa da sua condição não é apenas falhar como familiar.

É praticar uma forma de discriminação que o Direito já reconhece e não pode mais ignorar.

Porque, nesses casos, o abandono não é ausência.
É uma escolha consciente de não estar onde o cuidado é indispensável.

E toda escolha dessa natureza precisa ser nomeada com precisão:
uma violação.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/
.
Fonte https://diariopcd.com.br/abandono-afetivo-em-razao-da-deficiencia-quando-a-omissao-deixa-de-ser-silencio-e-passa-a-ser-violacao/
 
Postado Pôr Antônio Brito  

CT recebe Primeira Etapa Nacional de badminton com 160 atletas inscritos

Etapa Nacional de Badminton no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

Entre os dias 2 e 6 de maio, a Primeira Etapa Nacional de badminton paralímpico acontece no Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico, em São Paulo. O evento contará com 160 atletas e abre o circuito de competições nacionais da modalidade.

A etapa reunirá atletas das classes WH1 e WH2 (cadeiras de rodas), SL3 e SL4 (deficiência nos membros inferiores), SU5 (deficiência nos membros superiores) e SH6 (baixa estatura), nas categorias principal e Sub-23. Haverá disputas individuais masculinas e femininas para todas as classes, além de provas em duplas masculinas, femininas e mistas. Para a classe SI (deficiência intelectual, que não faz parte do programa dos Jogos Paralímpicos), as disputas serão exclusivamente individuais.

A partir desta temporada, haverá uma alteração em uma das classes da competição: a dupla masculina SL3-SL4 deixará de existir e será substituída pela combinação das classes SL3-SU5, em alinhamento às atualizações da Badminton World Federation (BWF).

Entre os inscritos para participar da competição está o atleta medalhista dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, o paranaense Vitor Tavares, que conquistou o bronze inédito na classe SH6.

Além dele, também estão confirmados a maranhense Ana Carolina Reis (SL4), o sul-mato-grossense Yuki Rodrigues (SU5), o paulista Vinicius Costa (SH6), o cearense José Ambrósio (WH2) e as paranaenses Kauana Beckenkamp (SL3) e Edwarda Oliveira (SL4).

Os resultados obtidos contarão pontos para o ranking nacional da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd).

Serviço

Primeira Etapa Nacional de Badminton

Data: De 2 a 6 de maio, a partir das 9h

Local: Centro de Treinamento Paralímpico

Endereço: Rodovia dos Imigrantes km 11,5, Vila Guarani – São Paulo/SP – CEP 04.329-000

Patrocínio

As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível

O atleta Vitor Tavares integra o Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, iniciativa de patrocínio individual das Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo

Os atletas Vinicius Costa e Ana Carolina Reis integram o Time São Paulo, parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-recebe-primeira-etapa-nacional-de-badminton-com-160-atletas-inscritos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Eleições 2026: mais de 175 mil PCD votam em seções sem acessibilidade

Mais de 175 mil pessoas com deficiência votam em locais sem acessibilidade no Brasil. Eleitores podem transferir seção até 6 de maio para locais adaptados.

Eleições 2026: mais de 175 mil PCD votam em seções sem acessibilidade

Dados oficiais dizem que mais de 175 mil eleitores com deficiência e dificuldade de locomoção estão registrados em seções sem acessibilidade, ou seja, em locais de votação sem a estrutura adequada às suas necessidades, como pisos regulares e acessos térreos ou por rampas. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2024.

A Justiça Eleitoral permite que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida transfiram o título de eleitor para uma das 185 mil seções acessíveis do País. Neste ano, o prazo para tomar essa providência vai até o dia 6 de maio.

Segundo um levantamento feito, os piores estados em acessibilidade nas zonas eleitorais são Mato Grosso, Alagoas e Roraima.

A matéria completa, inclusive com o passo a passo para troca de seção eleitoral para uma seção com acessibilidade, está no portal TERRA. Acesse pelo link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=35966cd9-9507-4ed3-869d-e50195d18692
 
Postado Pôr Antônio Brito 

30/04/2026

Acesso à cultura ainda exclui milhões de pessoas com deficiência no Brasil

Acesso à cultura ainda exclui milhões de pessoas com deficiência no Brasil

Especialistas e famílias apontam barreiras persistentes e destacam iniciativas inclusivas como caminhos possíveis

Apesar de avanços em políticas públicas e no debate sobre inclusão, o acesso à cultura ainda está longe de ser universal no Brasil. Para milhões de pessoas com deficiência, frequentar espaços culturais, assistir a espetáculos ou participar de atividades artísticas segue sendo um desafio marcado por barreiras estruturais e, principalmente, comunicacionais.

Dados preliminares do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que o país tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população com dois anos ou mais. O levantamento também identificou, pela primeira vez, 2,4 milhões de pessoas com autismo, ampliando a compreensão sobre a diversidade de públicos que demandam acessibilidade.

Na prática, no entanto, a inclusão cultural ainda não acompanha esses números. Vivian Maria Pereira Hartung Toppam é mãe de dois jovens surdos, Victor Orlando Poli, de 21 anos, e Vagner Matheus Poli, de 20. Ela relata as dificuldades enfrentadas no dia a dia. “As principais dificuldades que enfrento são a falta de acessibilidade em Libras e a pouca divulgação de eventos que realmente estejam preparados para receber pessoas surdas. Muitas vezes até existem atividades culturais, mas não há intérprete de Libras, legendas ou recursos visuais adequados. Além disso, o custo e a distância também podem dificultar a participação, principalmente quando precisamos nos deslocar para outras cidades em busca de eventos acessíveis.”

Segundo ela, o problema não está apenas na ausência de recursos, mas na forma como a inclusão é pensada. “Na minha experiência, ainda não estão totalmente preparados. Houve avanços, mas ainda falta muito. Falta acessibilidade comunicacional, formação dos profissionais para lidar com pessoas com deficiência e uma maior conscientização sobre inclusão. No caso das pessoas surdas, é fundamental ter intérprete de Libras, materiais visuais e atendimento sensível às nossas necessidades. A inclusão precisa ser pensada desde o planejamento do evento, e não apenas como algo complementar.”

Para o músico e educador Welton Nadai, responsável pelo Instituto Lumiarte, a cultura precisa avançar para além do discurso. “A gente entende que a arte precisa ser para todos. Ainda há uma distância entre o que se fala sobre inclusão e o que de fato é oferecido nos espaços culturais. É preciso pensar acessibilidade como parte essencial da criação artística.”

Nesse cenário, iniciativas específicas têm buscado preencher lacunas. Um exemplo é o Acessart, desenvolvido pelo Instituto Lumiarte, que propõe experiências artísticas adaptadas, como espetáculos com Libras, audiodescrição e exposições táteis. Para Nadai, ações como essa demonstram que a inclusão é viável quando incorporada desde a concepção dos projetos.

A importância dessas iniciativas é reforçada por quem vivencia a exclusão. “Eu avalio como extremamente importante. Iniciativas como essa promovem inclusão, dão visibilidade às pessoas com deficiência e garantem o direito de participar da vida cultural da sociedade. Para famílias como a minha, essas ações representam oportunidades reais de aprendizado, socialização e valorização da identidade das pessoas surdas. Também ajudam a sensibilizar a sociedade sobre a importância da acessibilidade”, afirma Vivian.

O impacto também se reflete no desenvolvimento das crianças. “Projetos acessíveis impactam de forma muito positiva a vida e o desenvolvimento cultural dos meus filhos. Eles se sentem incluídos, valorizados e capazes de participar como qualquer outra criança. Além disso, essas experiências ampliam o conhecimento, estimulam a criatividade, fortalecem a autoestima e contribuem para o desenvolvimento da linguagem e da identidade cultural surda. Quando há acessibilidade, meus filhos não apenas assistem, mas realmente compreendem, se envolvem e aprendem.”

CONHEÇA O ACESSART

O Acessart é um projeto pioneiro voltado para a inclusão cultural, desenvolvido com o objetivo de levar a arte às pessoas com deficiência, criando e adaptando produções artísticas que garantam acessibilidade. A proposta central do Acessart é democratizar a experiência artística, fazendo com que todos possam acessar e desfrutar das mais diversas manifestações culturais, independentemente de suas limitações físicas, visuais, auditivas ou motoras.

Saiba mais sobre o projeto: https://www.institutolumiarte.org/acessart

Fonte https://diariopcd.com.br/acesso-a-cultura-ainda-exclui-milhoes-de-pessoas-com-deficiencia-no-brasil/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB divulga convocação para Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026 na próxima terça-feira, 5

Delegação brasileira na abertura dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023 | Foto: Saulo Cruz/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) vai divulgar na próxima terça-feira, 5, a lista dos atletas que irão formar a delegação brasileira nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, competição que será realizada de 5 a 16 de julho na Colômbia.

O evento, em sua segunda edição, deve reunir mais de 1.100 atletas de 12 países, em disputas de 13 modalidades: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco e vôlei sentado.

4As disputas acontecerão em locais como o Complexo Aquático da Universidade Popular de César (UPC), com capacidade para receber até 600 pessoas; o Coliseu de Basquete Gota-Fria, que pode receber até 3.000 espectadores; e o Estádio de Atletismo José Luis Parada. Parte das estruturas foi construída para os Jogos Bolivarianos, evento que reuniu atletas de 11 países em Valledupar em 2022.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram em março de 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em seis modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, atrás da Argentina, com 104 pódios conquistados.

A edição seguinte, prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, foi cancelada por questões financeiras.

Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.

Este será o primeiro grande evento paralímpico multiesportivo com a participação do Brasil desde a campanha histórica nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando o país alcançou pela primeira vez o top-5 no quadro de medalhas. Na ocasião, a delegação brasileira conquistou 88 pódios (25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes).

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-divulga-convocacao-para-jogos-parasul-americanos-valledupar-2026-na-proxima-terca-feira-5/

Postado Pôr Antônio Brito