sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Brasileira pode ser deportada da Nova Zelândia por conta da sua saúde e deficiência.



 (Foto: Divulgação)

Na Coluna Deficiência em Foco da semana, conheça a história de Juliana Carvalho
Juliana Carvalho, é gaúcha de Porto Alegre/RS, e tem uma vasta militância na causa das pessoas com deficiência. Aos 19 anos, uma inflamação na medula espinhal fez com que ela perdesse o movimento das pernas. Desde então ela vem produzindo conteúdos para pessoas com deficiência em diferentes plataformas e se tornou uma voz pela inclusão no país.
A decisão de se mudar para a Nova Zelândia, nasceu da necessidade de ficar próxima da mãe e dos três irmãos que moram em Auckland. No entanto, questões ligadas à sua deficiência e saúde afetam a sua permanência no país. Segundo ela, essa situação se originou no último ano devido a negativa do visto de permanência em decorrência da saúde e da deficiência “meu visto de permanência foi negado porque sou paraplégica e tenho Lupus, e o visto de trabalho foi negado porque minha saúde esteve muito ruim, devido ao estresse com a imigração no último ano”. Conta.
A luta dela agora é para conseguir a permanência no país “meu visto expirou e estou sujeita a deportação, tenho até o dia 24 de outubro para apelar no tribunal da imigração contra deportação em humanitarian grounds (causas humanitárias) e preciso de intervenção ministerial”. Explica.
Juliana explica que a possibilidade de deportação está ligada a questão da legislação de imigração da Nova Zelândia “a legislação de imigração daqui não aceita pessoas com deficiência ou que são consideradas não saudáveis porque elas podem hipoteticamente causar custos ao sistema público de saúde.” Relata.
No entanto, ela tem usado seu conhecimento e sua militância na causa da pessoa com deficiência para mudar esse quadro “estou militando para mudar a regra da imigração que é discriminatória e para aprovar a lei da acessibilidade aqui, coisa que no Brasil já temos”. Ressalta.
Entretanto, ao mesmo tempo que o país tem uma política discriminatória a pessoa com deficiência, possui boas condições de acessibilidade “no geral a acessibilidade para cadeirantes é 90% melhor que no Brasil.” Avalia. E completa “mas não em termos de legislação estamos militando”.
Como alternativa para permanecer no país junto com a família, ela criou uma petição pública para coletar assinaturas que serão usadas como suporte no apelo no Tribunal. Assine: https://www.accessalliance.org.nz/
Sobre Juliana
Entre seus trabalhos no segmento da pessoa com deficiência estão a criação e apresentação do programa de televisão brasileiro Make a Difference, que promove os direitos humanos e o respeito à diversidade. Ela é autora do blog Comedies of Crippled Life (http://comediasdavidaaleijada.blogspot.com/). Também colaborou com o grupo de mídia RBS para criar o blog “Sem Barreiras” para abordar tópicos relacionados à acessibilidade. Ela produziu e dirigiu o premiado curta-metragem “Se os Olhos Não Podem Ver, As Pernas Não Podem Sentir”.
Ganhou o Prêmio de Melhor História Verdadeira da revista Marie Claire Brasil 2012 por um ensaio sobre sua redescoberta sexual depois de se tornar paraplégica. Juliana coordena as duas primeiras edições do Movimento Superação (Desfile da Superação - comemora a diversidade, programada para comemorar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência). Em 2010, ela publicou sua autobriografia “Na minha cadeira ou na tua” e ganhou manchetes em todo o Brasil, seu livro vendeu mais de 30 mil cópias e foi distribuído para escolas públicas em todo o país pelo Ministério da Educação.
Fonte 
http://www.conexaonoticiasvp.com.br/noticias/brasil/874867/1

Postado por
Antônio Brito

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