01/04/2026

CPB abre curso online gratuito para formação de árbitros em tiro esportivo

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio da sua área de Educação Paralímpica, está com inscrições abertas para cursos online de formação de árbitros em tiro esportivo, entre 27 de abril e 20 de junho.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site da Educação Paralímpica. A carga horária é de 40 horas e disponibiliza 30 vagas.

O pré-requisito para participar do curso é a conclusão do curso “Movimento Paralímpico: Fundamentos Básicos do Esporte”, disponível gratuitamente no site da Educação Paralímpica, e ser árbitro nacional atuante nas provas de carabina e pistola e/ou ser árbitro internacional da ISSF.

O conteúdo foi desenvolvido pelo professor Sidnei Mendes da Silva e contará com os seguintes conteúdos: Apresentação, dicas e instruções gerais, instituições e história do tiro esportivo nas paralimpíadas e no Brasil, equipamentos, introdução à classificação de atletas, classes e subclasses esportivas, vestuário, controles de equipamentos, regras de carabina, regras da ISSF aplicadas ao tiro esportivo WSPS, regras de pistola, equipamentos SH2, comandos de provas, encerramento do curso, além da avaliação final.

Para obter mais informações ou sanar dúvidas sobre novos cursos, os interessados podem enviar um e-mail para educ.paralimpica@cpb.org.br.

Serviço
Curso online – Formação de árbitros para tiro esportivo
Data e horário: 27 e 29 de abril, 4, 6, 11, 13, 18 e 20 de maio, e 10, 15 e 17 de junho, das 19h às 21h; e 9 e 16 de maio, e 13 e 20 de junho, das 9h às 13h.
Inscrições: até o dia 19 de abril, neste link.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da Educação Paralímpica

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-curso-online-gratuito-para-formacao-de-arbitros-em-tiro-esportivo/ 

Postado Pôr Antônio Brito 

ANAPcD sugere que novas fiscalizações do TCESP em escolas também avaliem falta de acessibilidade para alunos com deficiência

ANAPcD sugere que novas fiscalizações do TCESP em escolas também avaliem falta de acessibilidade para alunos com deficiência

Fiscalização surpresa do TCESP em escolas flagra mofo, descontrole de estoque e falhas em almoxarifados. A operação mobilizou 379 servidores para uma varredura simultânea em 300 municípios do interior e litoral paulista e teme como ponto central escolas administradas pelas prefeituras

Material escolar armazenado entre sujeira e mofo, livros didáticos empilhados longe dos alunos e uniformes que se desfazem ao toque. Esse cenário de descaso foi o saldo da primeira Fiscalização Ordenada de 2026, realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) nesta segunda-feira (23/03). A operação mobilizou 379 servidores para uma varredura simultânea em 300 municípios do interior e litoral paulista e teme como ponto central escolas administradas pelas prefeituras.

A fiscalização não se limitou a contar itens em estoque; o objetivo foi auditar a eficiência da gestão e a logística de distribuição para garantir que os itens adquiridos cheguem em bom estado aos alunos. Os auditores avaliaram desde as condições de armazenamento até o rigor nos registros de entrada e saída, visando garantir que o investimento público chegue, de fato, ao estudante.

Solicitação da ANAPcD

A ANAPcD – Associação Nacinal de Apoio às Pessoas com Deficiência oficiou a Presidência do Tribunal de Contas do Estado para que em novas fiscalizações também sejam avaliadas as opções de acessibilidade e inclusão que devem estar disponíveis aos alunos com deficiência. “Não é apenas a obrigatoriedade de infraestrutura, mas, acima de tudo, que essas instituições possuam a verdade inclusão aos estudantes com deficiência”, afirmou Abrão Dib, presidente da Associação em documento encaminhado ao Tribunal

Caos logístico e descontrole
Os números revelam um apagão administrativo na gestão de insumos. Em 66% das escolas e almoxarifados visitados, não há qualquer procedimento de controle de estoque para materiais didáticos, e 58% sequer monitoram as quantidades mínimas e máximas necessárias para o ano letivo. O reflexo desse descontrole é imediato: em 17% das cidades fiscalizadas, não houve qualquer entrega de material escolar aos alunos neste ano de 2026.

A ausência de rotinas de auditoria atinge mais da metade das escolas (58%), o que torna o fluxo de materiais um “ponto cego” para a administração. O cenário de vulnerabilidade é agravado pelo descaso com ocorrências críticas: 90% das unidades confirmaram que não possuem registros de perdas, extravios, furtos ou avarias de materiais.

Uniforme é ponto crítico
O item uniforme escolar, essencial para a identificação e dignidade dos alunos, apresentou dados alarmantes. Em 59% das escolas vistoriadas, as vestimentas sequer chegaram aos estudantes. Quando chegam, a qualidade é questionável: em um dos municípios, os brasões e nomes da cidade desprendiam-se do tecido ao simples toque. Além disso, 34% das escolas não possuem protocolos para a devolução de itens com defeito, e o desabastecimento é real em 19% das unidades. Nas visitas, os auditores notaram que 43% dos alunos não trajavam o uniforme no momento da fiscalização.

Risco de sinistros
A precariedade estende-se ao abrigo físico dos materiais. Em 87% dos locais, não há normativas internas que regulamentem a gestão dos depósitos, e em pouco mais da metade não existe sequer um responsável formalmente designado para a função. A falta de relatórios periódicos de movimentação (61%) e a ausência de avaliação de riscos (68%) completam o quadro de fragilidade administrativa.

O ponto mais crítico, contudo, é a segurança. Praticamente 9 em cada 10 locais (89%) não possuem plano de contingência para incêndios ou enchentes, e 75% dos espaços operam sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). No interior dessas estruturas insalubres, 78% das escolas mantêm materiais obsoletos ou inservíveis, enquanto 28% estocam materiais didáticos novos que nunca foram utilizados. Em uma unidade, os materiais armazenados impediam o acesso a extintores e, em outro local, impedia chegar até a mangueira de incêndio.

A Presidente do TCESP, Conselheira Cristiana de Castro Moraes, revelou que os achados lhe causaram espanto. “Eu faço auditoria há bastante tempo. Aqui no Tribunal já fizemos mais de 50 ordenadas, mas as imagens que nos chegaram aqui, hoje, me chocaram. Chocaram muito. A questão da armazenagem, a questão de material, de uniforme sem a qualidade adequada. Nós vimos estoques de produtos vencidos. Nós vimos também televisores armazenados há muito tempo, computadores, tôners vencidos, ou seja, um desperdício de dinheiro público, uma má qualidade, um mau cuidado com a educação, com o dinheiro público”.

Próximos Passos
Após o balanço, o TCESP notificará os prefeitos e responsáveis para que apresentem justificativas e corrijam as irregularidades em curto prazo. Caso as falhas persistam, elas poderão ser utilizadas como fundamento para o parecer pela desaprovação das contas municipais.

A Conselheira ainda explica o que virá pela frente. “Essas não seriam cenas que a gente gostaria de ver. Mas diante delas, será feito um relatório que será encaminhado para todos os Secretários de Educação dos municípios fiscalizados e queremos saber o que que eles vão fazer pra melhorar essa situação que verificamos.”

Os Conselheiros, relatores das contas das prefeituras, também receberão o relatório citado pela Presidente. “Ao mesmo tempo, divulgaremos essa situação em nosso portal e para a imprensa, pois assim a sociedade conhecerá os fatos. Queremos também chamar os Conselhos Municipais de Educação para, juntos, ajudar a mudar essa realidade”, conclui Cristiana de Castro Moraes.

O painel completo com os resultados detalhados pode ser acessado em: www.tce.sp.gov.br/ordenadas.

CRÉDITO/IMAGEM: Em Pirapora do Bom Jesus, Almoxarifado Central com infiltrações, umidade, água parada, Fonte Postado Pôr Antônio Britofalta de proteção aos materiais, depósito de material inservível, local utilizado como arquivo mortoDivulgação/TCESP

Fonte https://diariopcd.com.br/anapcd-sugere-que-novas-fiscalizacoes-do-tcesp-em-escolas-tambem-avaliem-falta-de-acessibilidade-para-alunos-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

31/03/2026

Projeto “Músicas, Notas & Sonetos” celebra inclusão por meio da arte com o sarau “Soneto em Cena” em SP

Projeto "Músicas, Notas & Sonetos" celebra inclusão por meio da arte com o sarau "Soneto em Cena" em SP

Com colaboração da Fundación Mapfre, apresentação é o resultado de oficinas realizadas com pessoas com deficiência em um encontro que une poesia, música e inclusão

No próximo 31 de março, às 14h, acontece na Galeria Olido, em São Paulo, a apresentação “Sarau: Soneto em Cena”, que marca a finalização do projeto “Músicas, Notas & Sonetos”, realizado pelo Instituto Olga Kos. A atividade reúne participantes com e sem deficiência em um encontro que une poesia, música e expressão artística, celebrando a diversidade e o poder transformador da cultura.

Inspirado pela musicalidade dos sonetos, pelos cordéis e pelas cantigas populares, o projeto promoveu, ao longo de suas oficinas, experiências de criação coletiva que exploraram ritmo, métrica e expressão corporal. Por meio de atividades de escuta sensível, improvisação poética e experimentação sonora, os participantes criaram versos autorais, declamaram, cantaram e descobriram novas maneiras de comunicar sentimentos e histórias.

De acordo com Francisco Xavier, orientador do Instituto Olga Kos, o projeto parte da música como instrumento de transformação. “A música é uma ferramenta de inclusão e de transformação. Mais do que pensar apenas em notas musicais ou afinação, buscamos trabalhar outros fatores que a sonoridade traz: a observação do som, a criatividade e a forma como cada participante se relaciona com ele”, afirma.

Ainda segundo Xavier, o processo pedagógico valoriza a expressão individual de cada participante. “Muitas vezes eles criam maneiras próprias de se relacionar com os instrumentos e com o ritmo. Nosso desafio é acolher essas diferenças e transformar tudo isso em uma experiência artística coletiva, sem perder a essência do processo de aprendizagem”, explica.

Para as famílias, acompanhar a evolução dos participantes é motivo de emoção. Tônia Blanco, mãe de Carlos, que possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conta, emocionada, a trajetória desde que o filho chegou no projeto e não queria interagir, até a apresentação em que, segundo ela, Carlos foi protagonista: “Frequentamos o Olga há mais de 10 anos. Quando o Carlos chegou, ele não entrava no grupo, estava sempre fora, escondido, sem aparecer nas fotos. Em 2025, tive uma surpresa tão grande, que todas as vezes que eu lembro, eu começo a chorar: na apresentação ele foi o protagonista do grupo. Tem um vídeo que eu não paro de assistir e, todas as vezes, eu choro”.

Lúcia Gomes Freire, mãe de Yasmin, de 18 anos, que tem síndrome de Down e participa de projetos do Instituto desde 2020, também ressalta o impacto da arte na vida da filha e conta sobre a direção diferente que ela, como mãe, seguiu: “Fiz um caminho diferente com a Yasmin. Sempre fiz questão da Yasmin participar de uma escola regular. Quando ela chegou na adolescência, quis apresentá-la aos pares e, no Olga, ela teve conhecimento de que existiam mais pessoas iguais a ela. Ela se conheceu e se viu dentro de todo o processo”.

Sobre a evolução proporcionada pela música, Lúcia reforça: “Cada apresentação é única. A gente percebe que, a cada projeto, ela avança um pouco mais, amplia o repertório musical e ganha mais autonomia para se expressar”, conta.

Com entrada gratuita, o “Sarau: Soneto em Cena” convida o público a vivenciar uma experiência sensível em que poesia, música e inclusão caminham juntas. No palco, cada verso e cada melodia revelam que a cultura pode ser um poderoso instrumento de transformação social e de valorização das diferenças.

Serviço
Sarau: Soneto em Cena – Encerramento do projeto “Músicas, Notas & Sonetos”
Data: 31 de março de 2026
Horário: 14h
Local: Galeria Olido – Avenida São João, 473, Centro – São Paulo
Entrada gratuita

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos (IOK) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Oscip pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos voltados a pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, promovendo inclusão, diversidade e acesso à cultura.

Fonte https://diariopcd.com.br/projeto-musicas-notas-sonetos-celebra-inclusao-por-meio-da-arte-com-o-sarau-soneto-em-cena-em-sp/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de remo conquista dois ouros e vence Sul-Americano em Porto Alegre

Remador Renê Pereira no Campeonato Sul-Americano realizado em Porto Alegre (RS) | Foto: Confederação Brasileira de Remo

A Seleção Brasileira de remo se sagrou campeã do Campeonato Sul-Americano da modalidade, realizado no último fim de semana em Porto Alegre (RS), com a conquista de duas medalhas de ouro – no single skiff masculino, classe PR1, e no double skiff misto, classe PR3.

As provas aconteceram na Ilha do Pavão, sede do Grêmio Náutico União, reunindo competidores paralímpicos de quatro países além do Brasil: Uruguai, Argentina, Peru e Equador.

O remador baiano Renê Pereira garantiu o ouro na disputa do single skiff masculino PR1 após concluir a prova em 7min39s37, à frente do oponente uruguaio Pedro Lescano (8min31s58). A classe PR1 é destinada a remadores com função mínima ou nenhuma função de tronco, que impulsionam o barco principalmente com braços e ombros.

O remador baiano, que é um dos destaques da Seleção, foi medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

A dupla formada pela carioca Diana Barcelos e pelo paulista Jairo Klug também comemorou o ouro no sábado, 28, com a vitória na prova do double skiff misto da classe PR3 (função residual nas pernas). Eles finalizaram a disputa em 5min53s95 e dividiram o pódio com as duplas Sol Pavia e Luís Salas (7min00s64), da Argentina, e Cláudia Ventura e Juan Carlos Rivera (8min06s06), do Peru.

Com as vitórias, o Brasil terminou na primeira colocação do quadro de medalhas, com dois ouros, seguido por Uruguai e Argentina, segundo e terceiro colocados, respectivamente, com uma prata cada.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-remo-conquista-dois-ouros-e-vence-sul-americano-em-porto-alegre/

Postado Pôr Antônio Brito 

Instituto Autismos e a música como ferramenta de inclusão e respeito

Instituto Autismos promove inclusão por meio da música e apresenta espetáculo com participantes no espectro em Brasília.

Instituto Autismos e a música como ferramenta de inclusão e respeito

Nem sempre o acesso à comunicação, à convivência e a espaços culturais acontece de forma natural para quem está no espectro do autismo. Por isso, o Instituto Autismos consolidou, ao longo de mais de uma década, um trabalho que une terapia, arte e protagonismo. Criado em 2015, o projeto atendeu mais de 5 mil participantes e suas famílias. O programa leva acessibilidade para pessoas que muitas vezes não têm acesso a diferentes formas de desenvolvimento. Os encontros acontecem semanalmente, em grupos reduzidos, ao longo de um processo que pode durar até 10 meses.

O resultado desse trabalho ganha visibilidade no musical “Uma sinfonia diferente”, que volta a ser apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília/DF. A montagem reúne cerca de 200 participantes em cena.

Ao longo dos encontros, são trabalhadas comunicação, linguagem e interação social. Mais de 25 mil pessoas já assistiram às apresentações, e 65% dos participantes desenvolveram linguagem verbal.

Dividido em 3 blocos, o espetáculo reúne gradualmente os participantes até o momento final, quando todos ocupam o palco. Em alguns trechos, monitores e familiares oferecem suporte, sem retirar o protagonismo.

O musical “Uma sinfonia diferente” acontece no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília/DF, nos dias 4, 5, 11 e 12 de abril, às 16h, com classificação livre. Os ingressos devem ser retirados online, no site do CCBB, ou presencialmente na bilheteria do local.

Já o espetáculo da Oficina Batucadeiros de Música Corporal – “Corpo, música e encontro” – também acontece nos dias 4, 5, 11 e 12 de abril, às 14h30, com participação gratuita e classificação livre. Os ingressos serão disponibilizados no site um dia antes de cada oficina e presencialmente na bilheteria do local.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=61984a93-ee12-4d38-875f-39c471a3c54a

Postado Pôr Antônio Brito 

30/03/2026

MPF aciona Judiciário para que TRF3 corrija nomeações de cotistas em concurso

MPF aciona Judiciário para que TRF3 corrija nomeações de cotistas em concurso

Sentença ordena compensação nas próximas convocações para garantir cumprimento das cotas raciais e para pessoas com deficiência

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão da Justiça Federal que determina à União a adequação das próximas nomeações do concurso do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), de 2024, para o cargo de técnico judiciário, a fim de assegurar o cumprimento correto das regras de reserva de vagas para candidatos cotistas.

A sentença reconheceu que a sistemática adotada pelo TRF3 nas nomeações — ao contabilizar como cotistas candidatos aprovados também na ampla concorrência — acabou reduzindo, na prática, o número de pessoas negras e com deficiência efetivamente beneficiadas pela política afirmativa.

Na decisão, a Justiça determinou que, consideradas as nomeações já realizadas, o TRF3 deverá compensar nas próximas convocações, de modo a adequar o total de nomeações ao que prevê a legislação, especialmente o artigo 3º, §1º, da Lei nº 12.990/2014. A medida também se aplica às vagas destinadas a pessoas com deficiência, assegurando o cumprimento dos percentuais legais de reserva.

Na prática, a decisão impede que candidatos aprovados na ampla concorrência dentro do número de vagas sejam convocados para vagas reservadas, garantindo que essas vagas sejam efetivamente ocupadas por candidatos que dependem da política de cotas.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)Assessoria de Comunicação em São Paulo

Fonte https://diariopcd.com.br/mpf-aciona-judiciario-para-que-trf3-corrija-nomeacoes-de-cotistas-em-concurso/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção feminina de basquete em cadeira de rodas tem novo técnico canadense

Técnico Dylan Carter em momento com a Seleção feminina de basquete em cadeira de rodas | Foto: Leonardo Lemos/CBBC

O canadense Dylan Carter, de 32 anos, é o novo treinador da Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas. Ele chega ao Brasil com a missão de liderar a equipe verde e amarela na disputa do Campeonato Mundial de Ottawa, no Canadá, que será disputado entre os dias 9 e 19 de setembro.

Carter é o primeiro treinador estrangeiro a assumir o comando da Seleção Brasileira feminina. Ele desembarca no país após uma longa experiência com a seleção canadense, onde trabalhou nos últimos 11 anos em diversas funções. Como assistente técnico, conquistou o quarto lugar nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

“Eu trabalhei com a seleção canadense por 11 anos e decidi sair no ano passado. Eu precisava de um novo desafio e acho que o Brasil me oferece isso. Estou muito animado por seguir adiante nesse Mundial e por poder liderar essas garotas”, declarou Carter.

Jovem, porém já com bagagem em grandes competições internacionais e acostumado a trabalhar com equipes femininas, o novo treinador tem o perfil desejado pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC).

“Fizemos um estudo e avaliações com vários nomes de treinadores de todo o mundo. Procuramos uma figura jovem e o Dylan é um estudioso do basquete em cadeira de rodas. Tenho certeza que ele vai nos colocar no melhor caminho”, destacou Mário Belo, presidente da CBBC.

Além de comandar as atividades com a Seleção Brasileira, Dylan Carter também deve participar de um programa mais amplo junto à CBBC. O canadense vai percorrer o país para conhecer as entidades que desenvolvem o basquete em cadeira de rodas feminino, compartilhando conhecimento e auxiliando no desenvolvimento das atletas e treinadores locais.

“O técnico Dylan já manifestou interesse em morar no Brasil e nos ajudar no crescimento das nossas atletas e também dos nossos treinadores, disseminando conhecimento e visitando cada clube que pratica o basquete feminino no Brasil. Dessa forma, sua presença agrega ainda mais e aumenta nossas possibilidades de ter um ganho técnico em todo o território nacional”, explicou Mário Belo.

Biografia

Nascido em Toronto, no Canadá, Dylan Carter iniciou sua trajetória no basquete em cadeira de rodas em 2014, como estagiário da federação canadense. Depois assumiu a função de analista de desempenho das equipes de seu país e, mais recentemente, atuou como assistente técnico das seleções feminina sub-25 e adulta.

Dylan também atuou, desde 2023, como treinador principal da equipe feminina da província de Ontário, no Canadá.

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A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-feminina-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-tem-novo-tecnico-canadense/

Postado Pôr Antônio Brito 

Autistas adultos se tornam alvo de violência digital

Adultos autistas têm encontrado apoio no ambiente digital, mas também enfrentam crescente violência, golpes e cyberbullying, o que reforça a urgência de proteção, orientação profissional e conscientização social.

Autistas adultos se tornam alvo de violência digital

O cenário das pessoas autistas no Brasil atravessa uma mudança.

Agora, uma legião de adultos, que passaram décadas sem respostas, muitas vezes “mascarando” seus sinais sob diagnósticos genéricos de ansiedade crônica ou depressão, recebendo diagnósticos errados pela falta de conhecimento que empurrou milhares para as margens da compreensão clínica.

Hoje, munidos de maior acesso à informação, esses adultos buscam neuropsicólogos. É uma autodescoberta e o ambiente digital surge como o primeiro porto seguro, onde essas pessoas encontram grupos de relacionamento e comunidades que prometem o acolhimento.

No entanto, o que deveria ser um refúgio tem se revelado um campo de caça para predadores digitais e um laboratório de abusos psicológicos, um cenário alarmante onde a vulnerabilidade é instrumentalizada.

Grupos que nasceram para promover a inclusão de autistas foram infiltrados por usuários que se valem do suposto anonimato para transformar características do espectro em alvo.

Mais do que piadas cruéis, cresce neles um mercado ilícito: o comércio de carteirinhas de identificação e o uso oportunista de crachás por pessoas sem deficiência, cujo único objetivo é obter vantagens indevidas.

Nessa nova realidade das redes sociais, várias denúncias formais feitas têm sido ignoradas pela Meta, dona do WhatsApp.

Não são raras as vezes que a vítima só percebe o abuso quando já atingiu níveis extremos.

Existe uma propensão a um compartilhamento de informações que amplia a exposição a golpistas.

O bullying também deixa marcas com ansiedade decorrente de traumas que interferem em todos os relacionamentos das pessoas com autismo, até em entrevistas de emprego, dificultando a recolocação profissional.

Diferente de outras condições, o autismo não se revela em exames de laboratório ou em uma ressonância magnética, por exemplo.

O processo diagnóstico do autismo é elaborado com base em comportamento e habilidades. Não é um exame que possa ser feito, mas um conjunto de características da pessoa.

No mundo digital, a família deve exercer uma supervisão que equilibre autonomia e segurança, mantendo canais de diálogo abertos para que qualquer desconforto seja relatado sem medo de julgamentos.

E, nesse caminho, o papel do psicólogo e do analista do comportamento é preparar o indivíduo para identificar o abuso precocemente.

O combate ao cyberbullying contra autistas é uma urgência social.

Para garantir segurança e desenvolvimento real da pessoa com autismo, principalmente jovens e crianças, as famílias e até os adultos autistas têm que buscar órgãos de referência e profissionais.

Afinal, a conexão digital tem que ser uma ponte para o mundo, e não uma armadilha para o isolamento.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=2eb7217c-7291-4069-a694-6f9a64e312ea

Postado Pôr Antônio Brito 

28/03/2026

Inclusão não se arquiva: o esvaziamento silencioso da Lei de Cotas

Inclusão não se arquiva: o esvaziamento silencioso da Lei de Cotas - OPINIÃO - * Por Patrícia Siqueira

OPINIÃO

  • * Por Patrícia Siqueira

Um e-mail enviado por engano à fiscalização do trabalho, em Minas Gerais, revela mais do que um episódio isolado. Ele escancara uma prática que, embora frequentemente denunciada, ainda persiste de forma silenciosa: a tentativa de simular o cumprimento da Lei de Cotas sem promover, de fato, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O caso foi identificado e trazido a público pela Delegacia Sindical em Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (DS-MG/SINAIT), que alerta para o risco de esvaziamento de uma das mais importantes políticas de inclusão no país.

Na mensagem, uma empresa orienta a realização de publicações de vagas em curto intervalo de tempo, com posterior arquivamento do material. A finalidade não era recrutar, selecionar ou contratar, mas produzir evidências formais de um suposto esforço de preenchimento das vagas, sob o argumento de que o mercado estaria “saturado”. Trata-se de uma distorção grave da finalidade da legislação.

A Lei de Cotas não foi criada para gerar protocolos burocráticos ou alimentar arquivos corporativos. Sua razão de existir é corrigir uma exclusão histórica, garantindo que pessoas com deficiência tenham acesso real ao trabalho digno. Quando empresas reduzem essa obrigação a um conjunto de ações superficiais, esvaziam não apenas o espírito da lei, mas também o compromisso social que ela representa.

Não basta abrir vagas. É preciso criar condições efetivas de acesso e permanência. Isso envolve adaptação de processos seletivos, investimento em acessibilidade, eliminação de barreiras físicas e atitudinais, além de uma postura ativa na busca por profissionais. A inclusão exige intencionalidade, e não apenas formalidade.

O caso também evidencia a persistência de uma lógica capacitista em parte do setor empresarial, que ainda enxerga a contratação de pessoas com deficiência como um problema a ser contornado, e não como uma oportunidade de construir ambientes mais diversos, justos e produtivos. Essa mentalidade não apenas fere a legislação, mas empobrece o próprio mundo do trabalho.

Nesse contexto, a atuação da fiscalização do trabalho, fortalecida pela DS-MG/SINAIT, se mostra essencial. Não se trata apenas de verificar o cumprimento formal da lei, mas de assegurar sua efetividade. Anúncios de vagas, por si só, não comprovam inclusão. É preciso avaliar se houve esforço genuíno para contratar e integrar esses trabalhadores em condições dignas.

O episódio deve servir de alerta. A inclusão não pode ser tratada como uma obrigação incômoda a ser contornada com estratégias documentais. Ela precisa ser vivida, praticada e incorporada ao cotidiano das organizações.

A sociedade, o poder público e o setor produtivo têm responsabilidade compartilhada nesse processo. Transformar a Lei de Cotas em uma formalidade vazia é perpetuar desigualdades. Cumpri-la em sua essência é dar um passo concreto rumo a um mercado de trabalho mais humano e inclusivo.

  • * Patrícia Siqueira, Auditora-Fiscal do Trabalho e representante da DS-MG/SINAIT

Fonte https://diariopcd.com.br/inclusao-nao-se-arquiva-o-esvaziamento-silencioso-da-lei-de-cotas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas é convocada para torneio na Austrália

O atleta Gabriel Feitosa (à direita) em partida válida pela final da Copa América de rúgbi em cadeira de rodas, no CT Paralímpico, em São Paulo, contra os Estados Unidos | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) anunciou, nesta sexta-feira, 27, a lista de 12 convocados para a disputa do 2026 Santos Wheelchair Rugby World Challenge, torneio que será realizado entre os dias 23 e 26 de abril em Adelaide, na Austrália.

Os atletas presentes na lista elaborada pelo técnico Benoit Labrecque, apresentam-se à Seleção no dia 17 de abril e, em seguida, embarcam rumo à Austrália, onde ainda participam de algumas sessões de treinamentos antes da estreia na competição.

O Santos Wheelchair Rugby World Challenge é uma das principais competições internacionais do calendário de 2026 antes da disputa do Campeonato Mundial da modalidade, que será disputado em São Paulo (SP). Além do Brasil, outras cinco seleções já classificadas para o Mundial disputam o torneio: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e a dona da casa Austrália.

“Será um torneio muito bom para nós. Precisamos ver como estamos agora [em relação] aos Estados Unidos e à Austrália. Jogamos com a Austrália no ano passado, mas o Ryley Batt [atleta da seleção australiana] está de volta agora, talvez seja mais difícil. E os EUA nós jogamos com eles no meio do ano, na Copa América, e queremos ver o quanto nós melhoramos desde aquela final em São Paulo”, explicou Benoit Labrecque, técnico da Seleção Brasileira, relembrando a decisão da competição continental, que terminou com vitória dos norte-americanos por 61 a 47.

Este é o segundo compromisso internacional do Brasil nesta temporada. Em fevereiro, a Seleção foi campeã da Musholm Cup, realizada na Dinamarca. A vitória representou o primeiro título brasileiro conquistado em solo europeu.

“As seleções que estarão na Austrália vão estar aqui no Mundial, então será um bom campeonato para a gente testar muita coisa. Será muito forte e vai ser legal poder jogar contra eles”, declarou o paulista Gabriel Feitosa, atleta da Seleção Brasileira que disputará a competição na Austrália.

Além dos 12 convocados, outros dois atletas brasileiros integram a delegação e viajam como convidados da Federação Australiana para a disputa do campeonato local. Victor Caldeira, do Santer Vikings (RJ) e Weberson Rodrigues, do BSB Quad Rugby (DF) vão integrar equipes locais durante a disputa do Campeonato Australiano de rúgbi em cadeira de rodas, que será realizado paralelamente ao Santos Wheelchair World Challenge.

Confira a lista de atletas convocados para o 2026 Santos Wheelchair Rugby World Challenge:
Alexandre Vitor Giuriato (3.0) – Gigantes (SP)
Antônio Carlos Martins Braga (1.5) – Santer Vikings (RJ)
Gabriel Feitosa de Lima (3.5) – IREFES (ES)
Gabriel Simplício (0.5) – Gigantes (SP)
Gilson Wirzma Jr (0.5) – Santer Vikings (RJ)
Guilherme Benevides Teixeira (3.0) – MSB Quad Rugby (SP)
Guilherme Figueiredo Camargo (1.5) – Minas Quad Rugby (MG)
Hawanna Ribeiro (0.5) – Gladiadores (PR)
Julio Cezar Braz da Rocha (3.5) – Santer Vikings (RJ)
Leonardo Pacca da Silva (0.5) – Gigantes (SP)
Lucas Junqueira (0.5) – Ronins (SP)
Rodolfo Fernando Polidoro (2.5) – Gigantes (SP)

Atletas em Desenvolvimento (Disputam o Campeonato Australiano)
Victor Luis Costa Caldeira (2.0) – Santer Vikings (RJ)
Weberson da Cruz Rodrigues (2.0) – BSB Quad Rugby (DF)

Patrocínio
A Caixa e a Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do rúgbi.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte Pohttps://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-rugbi-em-cadeira-de-rodas-e-convocada-para-torneio-na-australia/

stado Pôr Antônio Brito