Nadadora Edênia Garcia em competição no CT Paralímpico | Foto: Marcello Zambrana/CPB
Com seis edições de Jogos Paralímpicos no currículo, a nadadora cearense Edênia Garcia
retornou à Seleção Brasileira de natação na primeira semana de
treinamento de 2026, que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico,
em São Paulo, de 25 a 31 de janeiro.
A atleta da classe S3 (comprometimento físico-motor) contou que, aos
38 anos, tem ampliado o uso de ferramentas tecnológicas para monitorar
seu desempenho e seu repouso, com o objetivo de ampliar sua longevidade
no alto rendimento.
“Eu e meu treinador, Fabiano Quirino, estamos monitorando todas as
variáveis possíveis para termos controle de tudo. Uso aplicativo desde
antes do treino, marcando como foram a qualidade do sono e a hidratação,
por exemplo. Logo depois que saio da piscina, também marco como foi a
sensação de esforço. Tudo isso vira dado que embasam a criação dos
próximos treinos”, explicou Edênia, que conquistou duas pratas e um
bronze em suas participações em Jogos Paralímpicos.
A nadadora, que nasceu com atrofia fibular muscular, condição
degenerativa que afeta seus movimentos, contou também estar muito atenta
a seu peso e ao ciclo hormonal feminino para entender como ele afeta
sua performance. “Meu peso variou muito nos últimos anos. Agora estou
começando uma temporada muito mais leve na água”, disse.
Segundo Edênia, o principal objetivo da temporada será a disputa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar,
na Colômbia, em julho. “Quero chegar nadando muito bem e isso já vem
aparecendo nos treinos, em que estou chegando próximo aos meus melhores
tempos. Estou muito feliz e confiante”, disse.
Edênia é a única atleta entre os 20 participantes da semana de treinamento que não esteve no Mundial de Singapura em 2025, ocasião na qual o Brasil atingiu a sexta colocação no quadro de medalhas.
Além dela, estão no CT atletas como a pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão), maior campeã paralímpica da história do Brasil, e as paulistas Alessandra Oliveira, campeã mundial dos 100m peito SB4 (comprometimentoo físico-motor), e Beatriz Flausino, vencedora dos 100m peito SB14 (deficiência intelectual).
Patrocínio A Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.
Time São Paulo As atletas Edênia Garcia,
Alessandra Oliveira e Beatriz Flausino integram o Time São Paulo,
parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com
Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
A discussão acerca da restituição de valores pagos a título de IPVA
por pessoas com deficiência costuma ser contaminada por argumentos
administrativos frágeis, como a suposta necessidade de requerimento
prévio ou a alegação de que a isenção somente produziria efeitos para o
futuro. A análise técnico-jurídica, entretanto, conduz a conclusão
diversa.
A jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça e do
Tribunal de Justiça de São Paulo é clara ao reconhecer que a concessão
da isenção de IPVA às pessoas com deficiência possui natureza meramente declaratória, produzindo efeitos retroativos (ex tunc). Esse entendimento tem consequências diretas e inevitáveis quanto à inexigibilidade do crédito tributário e, por consequência lógica, quanto ao direito à restituição do indébito.
CONFIRA O DEBATE SOBRE O TEMA NO CANAL DO DIÁRIO PcD NO YOUTUBE:
https://youtu.be/GfyLZxpR0e4
A isenção como ato administrativo meramente declaratório
O ponto de partida da análise encontra-se na afirmação de que:
“A concessão do benefício é ato meramente declaratório, uma vez que a
condição de pessoa com deficiência já havia sido comprovada. Sendo
assim, independentemente da data em que foi realizado o requerimento, o
autor fazia jus ao benefício.”
Essa afirmação afasta, de forma categórica, a tese administrativa
segundo a qual o direito à isenção somente surgiria após o requerimento
formal. No direito tributário, atos declaratórios não criam direitos, apenas reconhecem situação jurídica preexistente.
Assim, se o contribuinte já preenchia os requisitos legais no momento do fato gerador do IPVA, o direito à isenção já estava incorporado ao seu patrimônio jurídico, ainda que não reconhecido administrativamente.
Efeitos ex tunc e inexigibilidade do crédito tributário
A natureza declaratória do ato de concessão da isenção conduz,
necessariamente, aos seus efeitos retroativos. Esse ponto foi
expressamente fixado pelo Superior Tribunal de Justiça:
“A concessão de isenção tributária apenas proclama situação
preexistente capaz de conceder ao contribuinte o benefício fiscal. O ato
declaratório da concessão de isenção tem efeito retroativo à data em
que a pessoa reunia os pressupostos legais para o reconhecimento dessa
qualidade.” (AgRg no AREsp nº 145.916/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Humberto
Martins)
A consequência jurídica direta do efeito ex tunc é a inexigibilidade do crédito tributário relativo aos exercícios anteriores em que o contribuinte já fazia jus à isenção. Em outras palavras, o tributo não poderia ter sido validamente exigido.
Esse entendimento é reiteradamente aplicado pelo Tribunal de Justiça
de São Paulo, inclusive em casos nos quais o pedido administrativo foi
considerado intempestivo pela Fazenda Pública, reputando-se irrelevante a
data do requerimento e reconhecendo-se a retroatividade da isenção
inclusive em relação a débitos vencidos.
Da inexigibilidade ao indébito tributário
Reconhecida a inexigibilidade do crédito tributário, a conclusão seguinte decorre de lógica jurídica elementar: todo valor pago a título de tributo inexigível configura pagamento indevido.
Nos termos do art. 165, inciso I, do Código Tributário Nacional, o
contribuinte tem direito à restituição do indébito quando houver
pagamento de tributo indevidamente exigido ou recolhido. A jurisprudência que reconhece a isenção retroativa não apenas invalida a cobrança, mas qualifica juridicamente os pagamentos realizados como indevidos.
Ainda que o mandado de segurança não seja a via adequada para a
condenação do Estado à devolução de valores, por suas limitações
processuais, o reconhecimento da inexigibilidade do crédito constitui fundamento jurídico suficiente e necessário para a posterior restituição pela via própria, administrativa ou judicial.
Jurisprudência paulista e consolidação da tese
O Tribunal de Justiça de São Paulo tem reiterado que a isenção de
IPVA para pessoas com deficiência: possui natureza declaratória;
independe da data do requerimento; retroage à data em que preenchidos os
requisitos legais; alcança exercícios anteriores; torna inexigíveis
débitos vencidos.
Em julgados recentes, inclusive referentes aos exercícios de 2021 e
2022, o TJSP reafirmou que a ausência de requerimento tempestivo não
acarreta perda do direito material, desde que comprovado o preenchimento
das condições legais.
A partir do reconhecimento de que a isenção de IPVA concedida às
pessoas com deficiência possui natureza declaratória e efeitos ex tunc,
resta juridicamente incontornável a conclusão de que os créditos
tributários pretéritos são inexigíveis. Havendo pagamento nesses
períodos, configura-se indébito tributário, passível de restituição,
observado o prazo prescricional quinquenal previsto no Código Tributário
Nacional.
Não se trata de ampliação indevida de benefício fiscal, nem de criação judicial de direito, mas de aplicação coerente do direito tributário positivo, conforme interpretação já pacificada pelos tribunais superiores e estaduais.
* Jairo Bianeck é advogado, militante do campo progressista e Defensor dos Direitos das Pessoas com Deficiência
Na chave de duplas da categoria Quad, o catarinense Ymanitu Silva, ao
lado do canadense Robert Shaw, venceu a dupla formada pelo britânico
Gregory Slade e o australiano Benjamin Wenzel por 2 sets a 1 (6/3, 1/6 e
10/5). Nas semifinais, a dupla enfrentará o israelense Guy Sasson e o
holandês Niels Vink. No individual, o catarinense perdeu para o
australiano Jin Woodman por 2 sets a 0 (6/1 e 6/2). Com isso, Ymanitu
está eliminado da disputa.
Já nas duplas da categoria Open, o mineiro Daniel Rodrigues, junto
com o norte-americano Casey Ratzlaff, garantiu a vaga na semifinal após a
vitória contra a dupla formada pelo israelense Sergei Lysov e o chinês
Zhenxu Ji por 2 sets a 1 (3/6, 7/6 e 11/9). Nas semifinais, a dupla
enfrentará o espanhol Daniel Caverzachi e o holandês Ruben Spaargaren.
No individual, o mineiro perdeu para o francês Stephane Houdet por 2
sets a 1 (5/7, 6/4 e 5/7). Com isso, Daniel está eliminado da disputa.
Além deles, o mineiro Leandro Pena,
ao lado do australiano Finn Broadbent, perdeu na disputa de duplas por 2
sets a 0 (6/4 e 6/2), contra o australiano Jin Woodman e o sul-africano
Donald Ramphadi. Pelas quartas de final, Leandro irá enfrentar o turco
Ahmet Kaplan. No individual, o mineiro venceu o britânico Gregory Slade
por 2 sets a 0 (6/1 e 6/3).
A competição continua até sexta-feira, 30, com as finais das
categorias Quad, Open e Júnior, tanto no masculino quanto no feminino.
Confira as próximas partidas: Semifinal – Duplas Quad – Ymanitu Silva e Robert Shaw (Canadá) X Guy Sasson (Israel) e Niels Vink (Holanda)
Semifinal – Duplas Open – Daniel Rodrigues e Casey Ratzlaff (Estados
Unidos) X Daniel Caverzachi (Espanha) e Ruben Spaargaren (Holanda).
Quartas de final – Simples – Leandro Pena X Ahmet Kaplan (Turquia)
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Levantamento
aponta que pacientes com Atrofia Muscular Espinhal, apenas em 2021
foram indenizados pelo Judiciário em R$ 101 milhões em 46 ações
judiciais. O montante seria suficiente para pagar o tratamento de todos
os 189 bebês nascidos com a doença naquele ano. Especialistas comentam
fatores do prejuízo Brasil
A demora no diagnóstico gera despesas públicas significativamente maiores do que investimentos preventivos coordenados.
No Brasil, o tempo médio para diagnosticar uma doença rara após o
nascimento varia de seis a oito anos, comparado aos três a cinco anos em
países desenvolvidos. Essa defasagem resulta em custos diretos e
indiretos substanciais ao sistema de saúde.
Luciana Mussa, advogada especialista em acesso à saúde, em entrevista ao Diário PcD aponta “os
prejuízos Brasil não somente com a demora no diagnóstico no SUS –
Sistema Único de Saúde, mas as dificuldades criadas pela saúde
complementar, no caso os planos de saúde”. – @dralucianamussa.adv
Os graves problemas enfrentados pelas famílias e os prejuízos com a
demora do diagnóstico e início dos tratamentos é abordado também ao
Diário PcD por Letícia Lefevre, advogada com atuação estratégica em
Direitos Humanos, com foco especial em Direitos das Pessoa com
Deficiência. “A demora para essas famílias significa graves sequelas que muitas vezes significa a qualidade de vida para essas pessoas. – @lefevreleticia
Mussa e Lefevre também destacam que o diagnóstico tardio também leva à
adoção de tratamentos inadequados que aumentam despesas para o SUS e
planos de saúde, criando um ciclo de ineficiência.
Escassez de profissionais especializados
A infraestrutura diagnóstica é insuficiente: o Brasil possui apenas
342 geneticistas, representando 1,6 profissionais para cada milhão de
habitantes, concentrados principalmente nas regiões Sudeste e Sul. Essa
distribuição desigual prolonga o que a literatura internacional chama de
“odisseia diagnóstica”, deixando pacientes meses ou até anos tentando
obter diagnóstico definitivo.
Impactos nas Famílias
Aproximadamente 13 milhões de pessoas convivem com doenças raras no
Brasil. As famílias enfrentam dificuldades financeiras severas devido
aos altos custos de medicamentos e tratamentos, que podem chegar a
milhões de reais. Muitos recorrem à justiça como última alternativa,
transformando um problema médico em batalha legal que desgasta emocional
e financeiramente.
Qualidade de vida comprometida
As doenças raras são frequentemente crônicas e degenerativas,
impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e
famílias. A falta de informação agrava a situação: sintomas são
confundidos com condições mais comuns, levando a atrasos diagnósticos
que resultam em impacto negativo progressivo na saúde.
Estudos mostram que mães de crianças com TEA – Transtorno do Espectro
Autista, frequentemente relatam experiências negativas com pediatras,
que ignoram suas preocupações iniciais, embora preocupações sejam
identificadas antes dos 2 anos, apenas um terço das crianças é avaliada
por especialistas.
Carga emocional e social
As famílias enfrentam barreiras múltiplas: falta de acesso a
diagnósticos precisos, ausência de tratamentos adequados em 95% dos
casos de doenças raras (restando apenas cuidados paliativos e
reabilitação), e necessidade de litigar para obter direitos básicos de
saúde. Essa realidade transforma o tratamento médico em uma luta diária
pela sobrevivência e dignidade.
Confira a entrevista com as advogadas Luciana Mussa e Letícia Lefevre, à partir das 20h, no canal do Diário PcD no YouTube
A paulista Beatriz Flausino nada no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB
A Seleção Brasileira de natação está reunida no Centro de Treinamento
Paralímpico, em São Paulo, para a primeira semana de treinamento de
2026, de 25 a 31 de janeiro .
O grupo é formado por 19 dos 29 atletas que fizeram parte da campanha do Brasil no Mundial de Singapura
2025 em setembro. Na ocasião, o país alcançou a sexta colocação no
quadro de medalhas, com 13 ouros, 16 pratas e 10 bronzes. Também conta
com o retorno da cearense e medalhista paralímpica Edênia Garcia.
O treinamento logo no primeiro mês de 2026 tem como principal
objetivo proporcionar avaliações técnicas, físicas e bioquímicas dos
atletas para definir estratégias para os próximos meses, explicou o
treinador-chefe da equipe, Felipe Silva.
Segundo ele, o principal desafio dos nadadores brasileiros em 2026
será o Pan-Pacífico que está previsto para o mês de agosto nos Estados
Unidos, em cidade a ser definida. “Esta será uma competição bem forte,
com seleções como Estados Unidos, Austrália, Japão, México”, disse.
Entre as participantes da semana está a paulista Beatriz Flausino,
campeã mundial de 2025 nos 100m peito da classe SB14 (deficiência
intelectual). A nadadora disse estar motivada para iniciar a temporada
com um treino da Seleção no CT:
“Quero evoluir tecnicamente neste ano e ganhar ainda mais consciência
nos treinos, tanto física como mentalmente. Este será um ano de
construção, foco, disciplina. O grupo está com uma energia lá em cima e
reencontrar a equipe é sempre muito bom, traz toda aquela ambição de ter
um ano super bom. Eu me sinto em casa treinando com a Seleção no CT. É o
meu lugar seguro”, afirmou.
Confira a lista de nadadores convocados: Masculino Arthur Xavier Bruno Becker Gabriel Melone Jose Ronaldo Samuel Oliveira Talisson Glock Tiago Oliveira Victor Almeida
Patrocínio As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.
Time São Paulo A atleta Beatriz Flausino integra o
Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos
Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155
atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
O evento tem o objetivo de apresentar o tiro esportivo e o tiro com
arco para potenciais atletas e será realizado na Universidade da Força
Aérea (UNIFA), no Rio de Janeiro (RJ), de 12 a 19 de abril.
Além de uma vivência nas duas modalidades, os participantes passarão
por testes e avaliações físicas e serão acompanhados por uma equipe
multidisciplinar.
As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de fevereiro , por meio deste link.
Serão destinadas 50 vagas para militares e agentes de segurança
pública com deficiência e 50 vagas para civis. Dessas, quatro são para
atletas com deficiência visual.
O regulamento para inscrição, bem como a lista de prioridades na distribuição das vagas, pode ser acessado neste link.
Estão previstas ainda mais duas edições do Camping em 2026, nos meses de julho e outubro.
Para mais informações ou dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail programamilitar@cpb.org.br.
Patrocínio As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco e do tiro esportivo.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro
A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) lançou em
Brasília, o Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa
realizada em parceria com o Ministério da Saúde, o Hospital Israelita
Albert Einstein e a CONIACC.
O projeto é conduzido pelo Ministério da Saúde, por meio do
Proadi-SUS, em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (Decan) e
o INCA, assegurando coordenação técnica e institucional para sua
implementação em âmbito nacional.
O evento de lançamento reuniu representantes de diversas instituições
e reforçou a importância da articulação entre os diferentes atores do
sistema de saúde para a construção de uma rede integrada de atenção
oncológica infantojuvenil, com mais agilidade, equidade e qualidade no
cuidado.
O Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil tem como objetivo
identificar, organizar e conectar os serviços que atendem crianças e
adolescentes com câncer em todo o país. A iniciativa permitirá a
consolidação de uma base de dados sobre hospitais de referência,
serviços de tratamento e instituições de apoio, contribuindo para o
planejamento de políticas públicas, a ampliação do acesso ao cuidado
especializado e a melhoria dos desfechos clínicos.
Profissionais e dirigentes de hospitais oncológicos e instituições de
apoio podem colaborar com o projeto preenchendo o formulário
“OncoBrasil: Mapeamento do Câncer Infantojuvenil”.
Durante o lançamento, a oncologista pediátrica Dra. Flávia Delgado,
representante da SOBOPE, destacou a relevância da iniciativa para o
avanço da oncologia pediátrica no Brasil. “O Mapeamento representa um
avanço fundamental para o fortalecimento da oncologia pediátrica no país
e reforça outros projetos estratégicos em andamento, como o
acompanhamento de efeitos tardios em sobreviventes de câncer
infantojuvenil e os avanços na incorporação de novas tecnologias e
terapias.”
Leandro Pena e Ymanitu Silva em disputa nos Jogos Paralímpicos Paris 2024 | Foto: Silvio Avila/CPB.
O Brasil venceu as três partidas disputadas neste domingo, 25, no
primeiro dia do Aberto da Austrália de tênis em cadeira de rodas,
realizado em Melbourne. As vitórias vieram com o catarinense Ymanitu
Silva e os mineiros Daniel Rodrigues e Leandro Pena.
Daniel Rodrigues venceu o japonês Daisuke Arai por 2 sets a 0 (6/4 e 6/3). Já Leandro Pena superou o norte-americano Andrew Bogdanov por 2 sets a 0 (6/0 e 6/1). O catarinense Ymanitu Silva, por sua vez, ganhou do colombiano Daniel Alejandro Escobar por 2 sets a 0 (6/4 e 6/4).
A competição continua até sexta-feira, 30, com as finais das
categorias Quad, Open e Júnior, tanto no masculino quanto no feminino.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
O Projeto Esportea é uma iniciativa desenvolvida pela Associação
Desenvolve no Espectro e parceria, organização da sociedade civil
dedicada à promoção do desenvolvimento, da inclusão e da garantia de
direitos de pessoas com deficiência e neurodivergência.
O projeto funciona no Complexo #9, localizado na Rua Santo Antônio,
nº 800, Bela Vista – São Paulo, em um espaço urbano situado embaixo de
uma ponte, que foi ressignificado a partir de uma proposta consciente de
reaproveitamento do território e de ocupação social com impacto real.
Onde antes havia apenas concreto e passagem, hoje existe permanência,
cuidado e transformação. O Esportea mostra que inclusão também é
política urbana: ocupar a cidade com propósito, devolver função social
ao espaço e criar ambientes onde o desenvolvimento acontece de verdade.
Voltado ao atendimento de crianças, adolescentes com inabilidades
motoras, especialmente autistas, o projeto utiliza o esporte como
ferramenta de desenvolvimento motor, regulação emocional, autonomia e
fortalecimento de vínculos. No Esportea, o esporte é estratégia, método e
cuidado estruturado, aplicado com acompanhamento profissional e
respeito às singularidades de cada corpo. As modalidades são, atividade
física adaptada e aula de artes marciais na modalidade Muay Thai.
A idealização do projeto é de Simone Andrade, presidente e fundadora
da Associação Desenvolve no Espectro, mãe atípica, advogada atuante
desde 2008 e especialista em Contratos e em Direito das Pessoas com
Deficiência. Sua trajetória une formação técnica, vivência pessoal e
atuação institucional. Com MBA em Administração de Empresas e
pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicado (ABA) para Autistas e
Pessoas com Deficiência Intelectual, Simone construiu um caminho em que
a experiência materna foi o motor de transformação.
A vivência como mãe atípica deu a ela o que nenhuma teoria entrega
sozinha: compreensão concreta das barreiras, das ausências do Estado e
das lacunas entre o direito escrito e a vida real. Essa experiência se
converteu em ação. Atualmente, Simone esta como Vice-Presidente da
Comissão de Direito das Pessoas com Deficiência da OAB/SP, onde atua na
defesa de políticas inclusivas, acessibilidade, autonomia e dignidade da
pessoa com deficiência. O Esportea é a tradução prática desse
compromisso, direito que sai do papel e vira atendimento.
O projeto conta ainda com um Embaixador de peso, Moisés Batista,
conhecido como Gibi, atleta e lutador de Muay Thai, Foi aos 17 anos que o
esporte entrou em sua vida, movido por disciplina, sonho e espírito
guerreiro. Sua trajetória reúne títulos nacionais, competições
internacionais e a consagração como tetracampeão mundial na modalidade.
Inserido em um espaço urbano improvável, sob uma ponte, o Esportea
segue cumprindo sua missão: transformar vidas por meio do movimento,
mostrando que inclusão não exige cenários ideais, mas compromisso,
técnica e presença contínua.
Matheus Souza (à esquerda) e Victor Hugo durante a
semana de treinamento da Seleção Brasileira de vôlei sentado, no CT
Paralímpico, em São Paulo (SP) | Foto: Alessandra Cabral/CPB
Criados na base do vôlei sentado, o goiano Matheus Souza e o
paranaense Victor Hugo Taborda estão entre as cinco novidades convocadas
para a primeira semana de treinamentos de 2026 da Seleção Brasileira masculina da modalidade. Ao todo, 14 atletas participam da etapa, que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, até domingo, 25.
Matheus e Victor Hugo dividiram experiências importantes ao longo dos
últimos anos. Em 2024, estiveram juntos na Seleção Brasileira de base,
se enfrentaram no Campeonato Brasileiro e voltaram a treinar lado a lado
durante a preparação para os Jogos Parapan-Americanos de Jovens do
Chile, em 2025. Agora, reencontram-se em um novo desafio: integrar o
grupo principal da Seleção.
Victor Hugo, 19, é natural de Paranaguá (PR). Aos 11 anos, deu
entrada em um hospital para tratar um calo no pé direito, causado pelo
uso de calçados apertados. Após a aplicação de uma injeção de
benzetacil, houve uma complicação que gerou necrose e resultou na
amputação da sua perna direita. Anos depois, Victor encontrou no vôlei
sentado não apenas um esporte, mas uma paixão.
“Eu não gostava muito do vôlei convencional, mas quando conheci o
vôlei sentado foi diferente. Fiz o primeiro teste na AVPL, em Paranaguá,
e gostei muito. É um esporte muito satisfatório de jogar, de competir, e
acabei me apaixonando”, contou o atleta.
Em 2025, Victor e Matheus voltaram a treinar juntos visando a convocação para o Parapan de Jovens. O trabalho conjunto ajudou Victor a garantir presença na competição continental, na qual conquistou a medalha de ouro.
“Na preparação dele [Victor] para o Parapan, a gente jogou junto,
treinou bastante. Não deu certo para eu ir, mas foi muito bom ajudar ele
a conquistar a vaga e ver ele trazer o ouro. Fiquei muito feliz”,
explicou Matheus, que agora faz sua estreia na Seleção principal.
Matheus Souza, 20, é atacante titular da equipe da Associação dos
Deficientes Físicos do Estado de Goiás (ADFEGO). Ele possui uma
má-formação congênita na mão direita e está no vôlei sentado há cerca de
dois anos. Antes disso, chegou a receber convite para treinar badminton
e também teve contato com o jiu-jitsu, até conhecer a modalidade
paralímpica.
Durante esta semana de treinamentos, Matheus vivencia pela primeira
vez a rotina da Seleção principal, com sessões técnicas e táticas em
quadra, atividades físicas na academia e exames protocolares de início
de temporada.
“É muito cansativo, muito intenso. A bola não cai fácil, o nível é
muito alto. Os atletas têm muita técnica e experiência. Para quem está
chegando agora, aprender com eles já é uma grande conquista”, avaliou. O
atleta também destacou o sonho de seguir no alto rendimento. “Tenho o
sonho de ir para os Jogos Paralímpicos. Representar o Brasil entre os
melhores é o que me motiva a melhorar todos os dias”, completou Matheus.
A proposta desta etapa é mesclar juventude e experiência, preparando
uma nova geração para o futuro da modalidade. Além de Matheus e Victor
Hugo, também foram convocados Vinicius Soares da Costa Lemos e Vinicius
Juliano da Silva, do SESI-SP e Renan da Silva Nogueira, do Instituto
Athlon-SP.
A Seleção Brasileira de vôlei sentado tem pela frente o Campeonato
Mundial da modalidade, que será disputado em julho, em Hangzhou, na
China, e as semanas de treinamento integram o ciclo preparatório.
Patrocínios A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do vôlei sentado.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)