27/09/2025

Projeto “Olhares da Infância”, voltado para crianças com deficiência, tem inscrições prorrogadas

Projeto "Olhares da Infância", voltado para crianças com deficiência, tem inscrições prorrogadas

As inscrições para o projeto Olhares da Infância, mediado pelo Instituto Serendipidade com apoio da Disney, foram prorrogadas até domingo, 28 de setembro. A iniciativa é realizada pela Em Pulso, em parceria com a Causar Transformadora Social e o Instituto Projeto Irmãos, e tem como foco a educação inclusiva e a transformação social. A participação é gratuita e pode ser feita pelo link: https://forms.gle/hDvbBuWY3tB4Cx6N9.

As oficinas presenciais vão oferecer iniciação gratuita ao audiovisual para crianças de 7 a 10 anos com deficiências cognitivas, intelectuais ou neurodivergências. Entre outubro de 2025 e maio de 2026, os participantes terão contato com noções de enquadramento, luz e cor, roteiro e edição, utilizando o celular como ferramenta audiovisual. Como resultado, produzirão um vídeo documentário de cerca de sete minutos sobre seus sonhos e a visão de mundo que desejam transformar. O material será apresentado em um evento aberto à comunidade no encerramento do ciclo.

Além das oficinas, o projeto promove os Diálogos Familiares, encontros mensais conduzidos pelo Instituto Projeto Irmãos. O objetivo é fortalecer a rede de apoio das famílias por meio de rodas de conversa que conectam os aprendizados das crianças ao cotidiano. Para garantir a participação plena, será oferecida uma cuidadoteca, espaço destinado às crianças durante as reuniões.

Serviço:

O quê: oficina gratuita “Olhares da Infância”

Quando: de outubro de 2025 a maio de 2026

Onde: Casa Udjain – Rua Tácito de Almeida, 107 – São Paulo/SP

Inscrições: https://forms.gle/hDvbBuWY3tB4Cx6N9 – até 28/09

Sobre o Instituto Serendipidade

O Instituto Serendipidade é uma organização sem fins lucrativos que potencializa a inclusão de pessoas com deficiência, com propósito de transformar a sociedade através da inclusão. Visa ser impulsor de impacto social relevante, colaborativo e inovador, sempre prezando pela representatividade, protagonismo, de forma transversal e acima de tudo, com muito respeito. As iniciativas que atendem diretamente o público são: Programa de Iniciação Esportiva para crianças com síndrome de Down e deficiência intelectual, de famílias de baixa renda; Programa de Envelhecimento que atende mais de 60 idosos com algum tipo de deficiência intelectual para promoção do bem-estar; e o Projeto Laços, que acolhe famílias que recebem a notícia de que seu filho (a) tem algum tipo de deficiência. Atualmente, o Serendipidade impacta mais de um milhão de pessoas, criando pontes, gerando valor em prol da inclusão e através do atendimento direto a pessoas com deficiência intelectual e suas famílias.

Mais informações em www.serendipidade.org.br E nas mídias sociais @institutoserendipidade

Fonte https://diariopcd.com.br/projeto-olhares-da-infancia-voltado-para-criancas-com-deficiencia-tem-inscricoes-prorrogadas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Cria da Escolinha, Beatriz Rocha integra 1ª convocação para Copa do Mundo de futebol de cegas

Beatriz Rocha (ao centro) durante a Camping de Treinamento da seleção de futebol de cegas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) anunciou na terça-feira, 23, a convocação oficial da seleção que representará o Brasil na Copa do Mundo de futebol de cegas 2025, em Kochi, na Índia, entre os dias 5 e 11 de outubro. Dentre as dez atletas convocadas, está a paulista Beatriz Rocha, cria da Escolinha do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Pela primeira vez na história, a seleção feminina de futebol de cegas disputará a principal competição da modalidade, em sua segunda edição. A primeira foi realizada em 2023, em Birmingham, na Inglaterra, e teve a Argentina como campeã. Naquele período, a CBDV já havia promovido o 1º Festival de Futebol de Cegas, em 2022, como forma de iniciar a captação de atletas em todo o país.

“A convocação final foi resultado de um acompanhamento contínuo das atletas. Mantivemos contato direto com clubes e treinadores e, em alguns casos, as jogadoras treinam junto com os meninos. Esse processo ampliou as possibilidades e ajudou a consolidar o grupo”, afirmou o técnico David, que terá ao lado a auxiliar Thalita Ribeiro, da APADV-SP (Associação de Pais, Amigos e Deficientes Visuais).

A paulista Beatriz Rocha, 18, tem deficiência visual decorrente de um albinismo oculocutâneo, condição genética rara caracterizada pela diminuição da produção de melanina.

“A Bia é a atleta mais nova, porém já treina há bastante tempo e tem um potencial enorme a ser explorado. A titularidade será algo natural, temos formações para situações diferentes de jogo, e cada grupo dependerá inicialmente da forma de jogar das adversárias”, explicou David.

Beatriz participa desde 2023 das atividades da modalidade no projeto Escola Paralímpica de Esportes, iniciativa do CPB, e vem integrando os campings de treinamento da seleção desde maio. A Escolinha tem como objetivo iniciar crianças e jovens em 15 modalidades paralímpicas: atletismo, badminton, bocha, esgrima em cadeira de rodas, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, triatlo e vôlei sentado. Todas compõem o atual programa dos Jogos Paralímpicos.

Além da atleta, a convocação mescla juventude e experiência. O grupo conta com jogadoras de diferentes faixas etárias, entre 18 e 39 anos, que participaram do quarto camping de treinamento nesta semana, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. As atividades ocorrem entre os dias 27 de setembro e 1º de outubro, período que antecede o embarque para a Índia.

Durante a concentração, a comissão técnica promoverá avaliações nutricionais, testes físicos, além de sessões voltadas a situações de jogo: transições defensivas e ofensivas, jogadas de bola parada (faltas, escanteios, inícios e reinícios de jogo e pênaltis), saída de bola e exercícios em superioridade e inferioridade numérica.

A Copa do Mundo de futebol de cegas ainda não teve a tabela oficial divulgada. Até o momento, nove países confirmaram presença: Austrália, Argentina, Brasil, Canadá, Inglaterra, Índia, Japão, Polônia e Turquia.

Convocadas da Seleção Brasileira feminina de futebol de cegas:
Bruna Almeida de Oliveira (CADEVI-SP)
Lígia Nogueira (ADESUL-CE)
Andreza Lima da Silva (ADESUL-CE)
Beatriz da Rocha Silva (APADV-SP)
Eliane Gonçalves da Silva (ASPAEGO-GO)
Erivanha de Moura Sousa (CADEVI-SP)
Geisa Viana Almeida Alves (SESI-SP)
Rafaela Paulino Silva (APACE-PB)
Sarah Santana da Silva (CADEVI-SP)
Tamiris Silva Souza (APADV-SP)

Comissão técnica:
David Xavier dos Santos (Técnico)
Thalita Ribeiro de Lima Santos (Auxiliar técnica)
Ramsés Rafael Noberto Duarte Guimarães (Fisioterapeuta)
Laura Amaral Coelho de Azevedo (Médica)
Alexandre Sérgio da Silva (Chefe de delegação)

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Patrocínio
A Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cria-da-escolinha-beatriz-rocha-integra-1a-convocacao-para-copa-do-mundo-de-futebol-de-cegas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Sociedade Brasileira de Mastologia lança departamento voltado à saúde inclusiva

Sociedade Brasileira de Mastologia lança departamento voltado à saúde inclusiva

Pioneira, nova divisão da SBM pretende ampliar o acesso a consultas, diagnósticos e tratamentos a PCDs, incentivar pesquisas, parcerias estratégicas e contribuir para delinear políticas públicas de saúde

As mulheres representam mais da metade das pessoas com deficiência no Brasil, revela o Censo 2022. As barreiras de comunicação enfrentadas por essa população, as dificuldades de acessibilidade a consultas, diagnósticos e tratamentos, associadas à falta de preparo para acolhimento nos serviços de saúde relacionados ao câncer de mama, motivaram a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) a criar, de forma pioneira no País, um departamento voltado à inclusão. A data escolhida para o lançamento do Departamento de Saúde Inclusiva, 21 de setembro, é dedicada ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

De 14,4 milhões de pessoas com deficiência (PCD) no Brasil, 8,3 milhões são mulheres. Com base em dados de 2019, o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) destaca ainda que 4,9 milhões são surdas, o que exemplifica uma condição importante para o atendimento dessa população nos serviços públicos e privados de saúde.

“A SBM, que já é pioneira por agregar outras seis associações no projeto Outubro Rosa, agora também inova e se destaca como primeira sociedade médica do País a criar um departamento dedicado à inclusão, reforçando o seu compromisso em ampliar a atenção para toda a população, agora com um olhar especial às pessoas com deficiência”, afirma Tufi Hassan, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia. “Se em 2024, alicerçamos nossas ações na campanha ‘Juntos somos mais fortes’, este ano, com o lançamento do Departamento de Saúde Inclusiva, o slogan do Outubro Rosa vai ganhar ainda mais relevância: ‘Juntos somos mais fortes – para todos’”, completa.

De acordo com a mastologista Mônica Travassos, vice-presidente da SBM – Região Sudeste e responsável pelo Departamento de Saúde Inclusiva, a iniciativa traz consigo a urgência de um olhar integral à população. “Se quisermos mudar a realidade do câncer de mama no País, precisamos dar passos acertados em busca de uma transformação na abordagem da saúde, de forma que ciência, cuidado humano e responsabilidade social caminhem juntos”, afirma.

Com o propósito de garantir que a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama sejam acessíveis a todas as mulheres, independentemente de suas condições físicas, sensoriais e cognitivas, o Departamento de Saúde Inclusiva da SBM elenca diversos objetivos. Um deles, direcionado a mastologistas, prevê a capacitação dos especialistas para uma atuação empática e inclusiva. Pesquisas sobre o impacto do câncer de mama em pessoas com deficiência também devem ser incentivadas pelo novo departamento. Ao mesmo tempo que pretende integrar organizações e especialistas em inclusão à iniciativa da SBM, a expectativa é de que o trabalho inspire também outras sociedades médicas para a importância da inclusão.

As ações do Departamento de Saúde Inclusiva preveem a realização de campanhas acessíveis em libras, audiodescrição, sempre priorizando a linguagem simples. Nos congressos promovidos pela Sociedade Brasileira de Mastologia, painéis sobre inclusão devem ganhar destaque. Nas parcerias estratégicas, a SBM vai buscar a cooperação de entidades atuantes em direito de pessoas com deficiência.

“De forma ainda mais abrangente, acreditamos que as iniciativas e os propósitos do novo departamento da SBM possam contribuir para delinear políticas públicas que ampliem a prevenção e o tratamento do câncer de mama para um grande número de pessoas com deficiência que tantos obstáculos enfrentam para ter direito à saúde”, conclui a mastologista Mônica Travassos.

Fonte https://diariopcd.com.br/sociedade-brasileira-de-mastologia-lanca-departamento-voltado-a-saude-inclusiva/

Postado Pôr Antônio Brito 

26/09/2025

Segue aberta Consulta Pública para habilitação, reabilitação e promoção da inclusão da pessoa com deficiência na vida comunitária

Segue aberta Consulta Pública para habilitação, reabilitação e promoção da inclusão da pessoa com deficiência na vida comunitária

O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) apresenta para consulta pública uma proposta de resolução que define como devem ser organizadas as ações de apoio às pessoas com deficiência, suas famílias e cuidadoras (es) dentro do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Encerramento: 15/10/2025

O objetivo é garantir que todas as pessoas com deficiência possam viver de forma plena na comunidade, com autonomia, vínculos familiares fortalecidos e participação em todas as áreas da vida social, em igualdade de condições com as demais pessoas.

A proposta revoga a Resolução CNAS nº 34/2011 e atualiza o marco regulatório sobre a matéria, em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a Política Nacional de Cuidados e os tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil.

A proposta prevê que o SUAS deve oferecer, de forma gratuita e contínua:

  • Serviços e programas de apoio para superar barreiras sociais, físicas, econômicas e culturais;
  • Ações de habilitação e reabilitação, que ajudam no desenvolvimento de habilidades, na convivência e na reconstrução da autonomia;
  • Serviços especializados, como o atendimento no domicílio, acolhimento em Residências Inclusivas, apoio às famílias e cuidadoras(es), assessoramento e defesa de direitos, além de programas de inclusão produtiva e acesso ao trabalho;
  • Apoio à participação social, valorizando a voz das próprias pessoas com deficiência e o fortalecimento de suas organizações.

Entre os resultados esperados, estão:

·         Mais autonomia e independência;

·         Maior convivência familiar e comunitária;

·         Redução da pobreza e das situações de isolamento;

·         Acesso a direitos, cultura, esporte, lazer, trabalho e participação política.

Órgão: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

Setor: Conselho Nacional de Assistência Social

Status: Ativa

Abertura: 17/09/2025

Encerramento: 15/10/2025

Contribuições recebidas: 6

Responsável pela consulta: Conselho Nacional de Assis

Contato: cnas@mds.gov.br

Governo Federal – Participa + Brasil – Consulta Pública acerca da habilitação, reabilitação e promoção da inclusão da pessoa com deficiência na vida comunitária

Fonte: Assessoria de Comunicação – Governo Federal

Fonte https://diariopcd.com.br/segue-aberta-consulta-publica-para-habilitacao-reabilitacao-e-promocao-da-inclusao-da-pessoa-com-deficiencia-na-vida-comunitaria/

Postado Pôr Antônio Brito 

O Veneno da Desinformação

O Veneno da Desinformação OPINIÃO - * Por André Naves

OPINIÃO

  • * Por André Naves

As maliciosas palavras do Presidente Donald Trump, ao ecoarem sem qualquer amparo científico, não são apenas sons passageiros; são sementes de desconfiança lançadas em solo público. Ao associar o paracetamol ao autismo e ao insuflar sua antiga e perigosa cruzada antivacinal, ele não apenas fala, mas desencadeia uma avalanche cujos destroços ameaçam soterrar pilares da nossa convivência.

Esse discurso irresponsável dissolve os alicerces da confiança na ciência, nutre a polarização que fragmenta a sociedade e arrisca congelar o avanço de pesquisas vitais. De forma ainda mais cruel, ele rega a erva daninha do capacitismo, pintando o autismo com as cores de uma “doença” a ser evitada, e não como um dos muitos e ricos matizes da neurodiversidade humana. Ao atacar a pluralidade, ele sabota o terreno fértil onde a criatividade e a inovação florescem, condenando-nos a um futuro menos justo, menos sustentável e menos luminoso.

O primeiro pilar a ruir sob o peso dessas falas é o da confiança na ciência. Quando uma voz de tamanha projeção global ataca um medicamento, ela não atinge apenas uma molécula, mas a própria essência do método científico. Diante disso, ergue-se o coro uníssono da comunidade médica e científica, reafirmando que não há evidências para tal conexão. Pelo contrário, a ciência nos mostra que a febre e a dor, se não tratadas durante a gestação, podem elas mesmas representar um risco real.

A desconfiança semeada aqui é a mesma que faz germinar o movimento antivacinal, que teima em dar as costas a décadas de provas sobre o poder das vacinas em nos proteger de tragédias coletivas.

Quando a luz da ciência se apaga, os indivíduos se perdem em labirintos de incerteza, tornando-se presas fáceis para as miragens das “fake news”. Essas teorias conspiratórias oferecem o abraço sedutor de respostas fáceis para angústias complexas. Neste vácuo, a sociedade se fratura em bolhas ideológicas, e o diálogo, essa ponte essencial para o bem comum, desmorona.

A colheita amarga dessa semeadura não tarda a chegar ao mundo real:

  • O medo que paralisa: Pessoas, por pavor, abandonam tratamentos seguros e eficazes, colocando em risco a própria vida e a de seus filhos.
  • A pesquisa que silencia: Um ambiente político hostil à ciência pode sufocar o financiamento de investigações cruciais, retardando descobertas que poderiam aliviar o sofrimento humano, inclusive sobre o próprio Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Estamos, perigosamente, trocando as ferramentas da razão e do cuidado pela ignorância deliberada.

Contudo, talvez a ferida mais profunda aberta por esse discurso seja a do capacitismo. Ao enquadrar o autismo como uma “doença” a ser curada, cuja origem poderia ser um ato trivial, Trump fere a dignidade de milhões de pessoas.

Ele ignora o que a ciência e a experiência humana nos ensinam: o autismo é uma das belas expressões do nosso mosaico humano, uma condição neurodiversa com raízes complexas e multifatoriais. Não é uma falha a ser corrigida, mas um outro mapa para navegar o mundo, uma outra canção para sentir a existência.

Uma sociedade que teme esse mosaico é uma sociedade que escolhe a monotonia em vez da sinfonia. A criatividade, a inovação e o progresso nascem justamente do encontro de diferentes olhares, da colisão de perspectivas, da celebração da diversidade. Marginalizar a neurodiversidade não é apenas uma injustiça social; é um ato de autossabotagem que empobrece nosso futuro.

Em resumo, a palavra irresponsável gera uma cascata de dor. Nossa tarefa, como guardiões da Dignidade Humana, é acender a luz da ciência, da alteridade e do respeito nas sombras da ignorância.

A Beleza, afinal, está em enxergar e celebrar o valor de cada ser humano em sua irredutível e maravilhosa plenitude. Mantenhamos, sempre, a chama da esperança acesa, lutando por um mundo onde o conhecimento prevaleça sobre o preconceito.

  • * André Naves é Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social – FDUSP. Mestre em Economia Política – PUC/SP. Cientista Político – Hillsdale College. Doutor em Economia – Princeton University. Comendador Cultural. Escritor e Professor.

Conselheiro do Chaverim. Embaixador do Instituto FEFIG. Amigo da Turma do Jiló.

www.andrenaves.com

Instagram: @andrenaves.def

Fonte https://diariopcd.com.br/o-veneno-da-desinformacao/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB divulga selecionados para o Fórum Nacional de Atletas em São Paulo

Fórum Regional de Atletas Paralímpicos realizado no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Ana Patricia Almeida/CPB

O Conselho de Atletas do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em parceria com o Programa Atleta Cidadão, divulgou nesta quinta-feira, 25, a lista de selecionados para o Fórum Nacional de Atletas Paralímpicos, que será realizado de 13 a 16 de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

As vagas foram preenchidas por ordem de inscrição. O CPB custeará passagem aérea, hospedagem e alimentação para 40 atletas, em vagas destinadas a participantes de Fóruns Regionais em edições anteriores, distribuídas por região. Os demais 60 participantes terão direito a hospedagem e alimentação.

Confira a lista de contemplados com hospedagem e alimentação
Confira a lista de contemplados com hospedagem, alimentação e passagens

O objetivo do fórum é oferecer informações e desenvolver competências para atletas interessados em integrar conselhos de confederações esportivas e participar ativamente do movimento representativo da categoria.

Esta será a última edição do Fórum Nacional de Atletas Paralímpicos em 2025, encerrando um ciclo de seis eventos ao longo do ano. O calendário já incluiu Porto Alegre (abril), Cuiabá (maio), Recife (junho), Rio de Janeiro (julho) e Boa Vista (julho).

O Conselho de Atletas foi criado em 2009 e tem como missão representar os atletas dentro do CPB, garantindo diálogo direto com a Diretoria Executiva e um assento no Conselho de Administração.

Já o Programa Atleta Cidadão, parceiro da iniciativa, busca estimular o desenvolvimento pleno da cidadania de atletas e ex-atletas paralímpicos em todas as fases da carreira, desde a iniciação ao alto rendimento e até o pós-carreira, por meio de formação educacional, capacitação e orientação profissional.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-divulga-selecionados-para-o-forum-nacional-de-atletas-em-sao-paulo/

Postado Pôr Antônio Brito 

Centro Médico Padre Pio oferece treinamento de habilidades sociais para adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e dificuldades sociais

Centro Médico Padre Pio oferece treinamento de habilidades sociais para adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e dificuldades sociais

O trabalho é baseado no Programa de Enriquecimento Educacional de Habilidades Relacionais (Peers), da Universidade da Califórnia

Em sintonia com o Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção ao suicídio, o Centro Médico Padre Pio, mantido pela Fundação João Paulo II, em Cachoeira Paulista (SP), realiza encontros para adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA – Nível 1 de Suporte) e dificuldades sociais.

É a primeira edição do Programa de Enriquecimento Educacional de Habilidades Relacionais (Peers) no Centro Médico Padre Pio. O treinamento foi desenvolvido pelo departamento de saúde da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos.

Num ambiente acolhedor e orientado por profissionais especializados, um grupo de 12 adolescentes, entre 11 e 18 anos, se reúne para aprender e praticar estratégias de socialização. O programa também envolve os pais ou responsáveis, que recebem orientações para apoiar o adolescente em casa.

“A adolescência é um período em que as amizades têm papel fundamental na autoestima e no bem-estar. Estudos mostram que o isolamento social e o bullying estão entre os fatores que aumentam o risco de depressão e até de suicídio entre jovens. Por isso, oferecer um espaço estruturado para aprender a se relacionar e criar vínculos é uma iniciativa de grande impacto humano e social”, explica a terapeuta ocupacional e responsável pelo projeto no Centro Médico Padre Pio, Márcia Rabello.

Nos encontros, são feitas dinâmicas e encenações sobre como iniciar e manter conversas; como lidar com provocações e bullying; estratégias para participar de grupos, festas ou jogos; simulações de situações sociais, com encenações e prática supervisionada; aulas de comunicação online, abordando o uso saudável das redes sociais e mensagens; tarefas de casa para treinar as habilidades aprendidas no dia a dia. Podem se inscrever adolescentes com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA – Nível 1 de Suporte) ou dificuldades significativas de interação social, mediante triagem com a equipe responsável. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone: (12) 2122-9623 ou (12) 2122-9633.

Serviço

Programa de Enriquecimento Educacional de Habilidades Relacionais (PEERS)

Local: Centro Médico Padre Pio

End.: Rua Sebastião Fontes – Vila Cacarro, Cachoeira Paulista – SP

Fonte https://diariopcd.com.br/centro-medico-padre-pio-oferece-treinamento-de-habilidades-sociais-para-adolescentes-com-transtorno-do-espectro-autista-tea-e-dificuldades-sociais/

Postado Pôr Antônio Brito 

25/09/2025

Singapura 2025: Carol Santiago faz trinca de ouros e Brasil vai ao pódio por seis vezes pelo 5º dia

Carol Santiago, medalhista de ouro dos 100m livre S12 | Foto: Wander Roberto/CPB

O Brasil conquistou mais seis medalhas no Mundial de natação paralímpica em Singapura nesta quinta-feira, 25. Com isso, o país chega a cinco dias consecutivos com ao menos seis pódios no evento.

As finais desta quinta-feira foram palco da conquista do terceiro ouro individual da pernambucana Carol Santiago em Singapura, agora nos 100m livre S12 (baixa visão), após ela já ter vencido os 50m livre e os 100m costas. Também foram palco de um novo recorde mundial brasileiro, obtido pelo paulista Gabriel Bandeira nos 200m medley para a classe SM14 (deficiência intelectual).

O Brasil está na sexta colocação do quadro de medalhas, com 10 ouros, 12 pratas e nove bronzes. O ranking é liderado pela China, que tem 26 medalhas ao todo, 15 delas de ouro, além de seis pratas e cinco bronzes. A segunda colocação é da Itália, com 13 ouros, 12 pratas e 10 bronzes, e a terceira é a Ucrânia, com 12 ouros, 13 pratas e 12 bronzes.

Invencibilidade e mais um ouro de Carol Santiago

A pernambucana Carol Santiago venceu os 100m livre S12 (baixa visão) com tempo de 1min00s51. Na mesma prova, o Brasil ainda conquistou uma medalha de bronze com a paraense Lucilene Sousa, que marcou 1min01s21. A prata foi para a japonesa Ayano Tsujiuchi (1min00s73).

Em Singapura, Carol também venceu os 100m costas e os 50m livre e fez parte do revezamento 4x100m medley 49 pontos (para atletas com deficiência visual).

Com isso, Carol, maior campeã paralímpica da história do Brasil e maior medalhista mundial da delegação brasileira, manteve sua invencibilidade nos 50m livre e nos 100m livre em todas as edições de Mundial que disputou (Londres 2019, Ilha da Madeira 2022, Manchester 2023 e Singapura 2025). A pernambucana ainda se tornou tricampeã dos 100m costas neste ano.

“Confesso que não estou tão rápida quanto eu esperava nesta competição, mas fico feliz de trazer mais um ouro para o Brasil e treinar outras situações. É a primeira vez em que faço um programa de provas menor, tenho um espaço maior entre uma prova e outra e preciso me acostumar com isso também, a não estar o tempo todo no esforço, conseguir descansar e performar. Estou bem satisfeita com o campeonato Mundial. Três provas individuais, três medalhas de ouro e um recorde mundial no revezamento”, disse Carol.

A pernambucana contou que não sabia da aproximação da segunda colocada nos últimos metros de sua prova. “Eu não tinha a menor noção. Por um instante, pensei que eu pudesse ter ficado em segundo quando escutei meu tempo. Mas ainda bem que fiquei em primeiro e trouxe mais um ouro para o Brasil”, afirmou.

Recorde mundial com Gabriel Bandeira

O paulista Gabriel Bandeira conquistou o ouro e o recorde mundial dos 200m medley SM14 (deficiência intelectual) ao completar a prova em 2min05s40. O segundo colocado foi o britânico Rhys Darbey, com 2min05s84 e o medalhista de bronze foi o canadense Nicholas Bennett, com 2min06s30.

Gabriel se manteve na liderança da prova durante a primeira metade da disputa, no nado borboleta e no costas. O paulista chegou a ser ultrapassado por Nicholas Bennett após a batida dos 150 metros, no nado peito, mas conseguiu recuperar a primeira colocação nos últimos 50 metros, com o nado livre, recebendo forte apoio dos brasileiros presentes no OCBC Aquatic Centre.

O recorde mundial anterior era de Nicholas Bennett, terceiro colocado em Singapura, que registrou 2min05s97 em Toronto, no Canadá, em maio de 2024.

O paulista já havia conquistado a prata nesta prova nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e o ouro no Mundial da Ilha da Madeira, em 2022. Já em Manchester 2023 o atleta ficou na décima colocação.

“Eu também bati o recorde mundial na Ilha da Madeira. Depois, foi difícil voltar a nadar bem essa prova. [Hoje] encaixei certinho a prova e veio recorde”, comemorou Gabriel.

Mais brasileiros na água

O Brasil abriu as finais nesta quinta-feira com medalha de bronze logo na primeira prova. O pódio foi conquistado pela mineira Laila Suzigan Abate nos 100m peito SB5 (comprometimento físico-motor), com 1min48s14. O ouro ficou com a britânica Grace Harvey, que completou a prova em 1min42s88, e a prata com a ucraniana Anna Hontar, com 1min46s78.

A marca de Laila é o novo recorde das Américas. Antes, o melhor resultado para a prova de uma atleta do continente era de 1min48s85, registrado pela própria Laila em maio de 2023, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

“Os Jogos de Paris foram muito difíceis para mim. A gente mudou a estratégia e trocou de prova. Tem um ano que eu estou treinando para essa prova. A gente sabia que podia dar [um bom resultado], treinou o máximo a minha cabeça para eu sair daqui feliz independente do resultado porque Paris foi muito duro para mim. Enquanto eu entrava, eu fiquei pensando: ‘só quero sair feliz’. Não estou acreditando. Eu treino para 400m há muito tempo e foi um tiro no escuro para não desistir. Sou muito grata à comissão técnica, ao Praia Clube, a todo mundo que acreditou”, afirmou Laila.

Nos 50m livre S4 (comprometimento físico-motor). o Brasil conquistou duas medalhas. A carioca Lídia Cruz encerrou a prova em 38s98 e ficou com a prata, enquanto a mineira Patrícia Pereira marcou 41s02 e conquistou o bronze. O ouro foi para a norte-americana Katie Kubiak , que completou a distância em 36s83 e estabeleceu um novo recorde mundial.

Nos 100m livre S11 (cegos), o catarinense Matheus Rheine ficou na quinta colocação, com 1min00s13. A prova foi vencida pelo tcheco David Kratochvil (56s30), com prata para o ucraniano Danylo Chufarov (57s46) e bronze para o holandês Rogier Dorsman (57s61).

A catarinense Mayara Petzold completou so 50m livre da classe S6 (comprometimento físico-motor) em 35s09, na quarta colocação. O ouro foi para a ucraniana Anna Hontar (32s79), a prata para a chinesa Yuan Jiang (32s83) e o bronze para a irlandesa Dearbhaile Brady (34s69)

A paulista Maiara Barreto ficou na sétima colocação dos 50m livre da classe S3 (comprometimento físico-motor), com 1min05s54.A norte-americana Leanne Smith foi ouro com 40s42, seguida pelas espanholas Marta Infante (43s12) e Delia Cervera (47s82).

O carioca Douglas Matera encerrou os 100m livre da classe S12 masculino na sétima colocação, com 55s14. O ouro foi para o francês Kylian Portal (53s16), a prata para o ucraniano aksym Veraksa e o bronze para Raman Salei, do Azerbaijão (54s01).

O paulista Gabriel Cristiano ainda competiu nos 50m livre S8 (comprometimento físico-motor) e foi desclassificado pela arbitragem após chegar na sétima colocação.

Brasil em Singapura

A delegação do Brasil que disputa o Mundial de Singapura, que vai de 21 a 27 de setembro, conta com 29 nadadores, 16 homens e 13 mulheres, oriundos de sete estados (MG, PA, PE, PR, RJ, SC e SP). São Paulo, com dez convocados, é o estado com o maior número de nadadores.

O grupo é formado pelos 24 nadadores que atingiram índices estipulados pelo CPB em três oportunidades: o Circuito Paralímpico – Fase Seletiva e a Primeira Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico; e o World Series de Guadalajara, no México.

Outros cinco nadadores foram convocados por terem o Índice Mínimo de Qualificação (MQS, na sigla em inglês) do Mundial e também apresentarem as melhores marcas para formar equipes de revezamentos. No último Mundial da modalidade, Manchester 2023, o país subiu 46 vezes ao pódio, conquistando 16 medalhas de ouro, 11 de prata e 19 de bronze. Os pódios deixaram o Brasil na quarta colocação no quadro de medalhas, atrás de Itália, Ucrânia e China, superando a anfitriã Grã-Bretanha em uma disputa acirrada até a última prova da competição.

A melhor campanha do Brasil na história dos Mundiais de natação paralímpica foi registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, em 2022. O país encerrou a disputa com 53 medalhas, 19 de ouro, 10 de prata e 24 de bronze. Com isso, ficou na terceira colocação do quadro de medalhas do evento, somente atrás de Estados Unidos e Itália.

Confira os resultados dos brasileiros nas finais:

Douglas Matera
100m livre S12 – sétimo lugar – 55s14

Gabriel Bandeira
200m medley SM14 – Ouro – 2min05s40

Gabriel Cristiano
50m livre S8 – Sétimo lugar – 27s95

Laila Abate
100m peito SB5 – Bronze – 1min48s14

Lídia Cruz
50m livre S4 – Prata – 38s98

Maiara Barreto
50m livre S3 – Sétimo lugar – 1min05s54

Matheus Rheine
100m livre S11 – Quinto lugar – 1min00s13

Mayara Petzold
50m livre S6 – Quarto lugar – 35s09

Patrícia Pereira
50m livre S4 – Bronze – 41s02

Patrocínios
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Douglas Matera, Gabriel Bandeira, Laila Abate, Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Matheus Rheine, Mayara Petzold e Patrícia Pereira são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Gabriel Cristiano, Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Maiara Barreto e Patrícia Pereira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 154 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/singapura-2025-carol-santiago-faz-trinca-de-ouros-e-brasil-vai-ao-podio-por-seis-vezes-pelo-5-dia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Tratamento na infância de pé torto congênito garante correção e evita dificuldades na fase adulta

Tratamento na infância de pé torto garante correção e evita dificuldades na fase adulta

Dois em cada mil bebês podem nascer com pé torto congênito (PTC), de acordo com a Política Nacional de Atenção à Pessoa com Pé Torto Congênito do Ministério da Saúde. O pé torto congênito é uma alteração nos ligamentos, músculos, tendões e ossos do pé que ocorre durante a gestação e pode ser unilateral ou bilateral.

O ambulatório de Ortopedia do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp atende 10 crianças por semana com PTC. Por isso, o ambulatório realizou, no mês de julho, uma ação para orientar e divulgar que o pé torto infantil tem tratamento e que a criança que nasce com essa deformidade pode ser um adulto normal.

O diagnóstico é feito durante a gestação, por meio de ultrassonografias, a partir do primeiro trimestre. Entretanto, a confirmação da deformidade é feita após o nascimento, com a avaliação física do formato e flexibilidade do pé. 

“Todo ano fazemos essa ação de conscientização, principalmente com as mães. O tratamento não é fácil, mas o resultado é compensatório”, diz a enfermeira Gislaine Kikuti.

O tratamento mais comum para o pé torto congênito envolve a manipulação suave do pé, seguida de aplicação de gessos seriados para corrigir a deformidade, gradualmente. O tratamento com gesso dura em média 60 dias. Em alguns casos, se necessário, é feito também procedimento cirúrgico chamado de tenotomia, que envolve o corte de um tendão.

Após o tratamento com gesso, a criança faz uso de órteses de Dennis Brown por três anos. Essa órtese é composta por sapatilhas e uma barra de regulagem. Ela ajuda a manter os pés em rotação externa, corrigindo a posição e evitando a volta da deformidade após o tratamento com gesso. 

“O tratamento precoce e adequado do pé torto congênito pode garantir que a criança tenha uma vida normal, com desenvolvimento físico e social saudáveis”, reforça Gislaine.

Fonte https://diariopcd.com.br/tratamento-na-infancia-de-pe-torto-congenito-garante-correcao-e-evita-dificuldades-na-fase-adulta/

Postado Pôr Antônio Brito 

Singapura 2025: Carol Santiago vai em busca do tetracampeonato nos 100m livre no Mundial; confira as nove finais

Carol Santiago se classificou para a final dos 100m livre S12 I Foto: Marcello Zambrana

O Brasil garantiu sua participação em nove finais do Mundial de natação Paralímpica em Singapura após a realização das eliminatórias da noite desta quarta-feira, 24, no horário de Brasília. As disputas por medalha do quinto dia de evento acontecerão na manhã de quinta-feira, 25, quando a pernambucana Carol Santiago buscará o tetracampeonato nos 100m livre S12 (baixa visão). Caso a nadadora garanta o ouro, será o quarto título mundial também em Singapura, após ela já ter vencido os 50m livre e os 100m costas S12, além do revezamento 4x50m medley 49 pontos.

O Brasil está na quarta colocação do quadro de medalhas, com 25 conquistas (oito ouros, 11 pratas e seis bronzes). A liderança é da China, com 15 ouros, 4 pratas e quatro bronzes. A seguir, estão Itália (10 ouros, 11 pratas e nove bronzes) e Grã-Bretanha (10 ouros, sete pratas e 10 bronzes).

Carol se classificou para a decisão dos 100m livre S12 com 1min02s06, na segunda colocação das classificatórias, cinco centésimos atrás da primeira colocada, a japonesa Ayano Tsujiuchi, com 1min02s01. O Brasil ainda terá a paraense Lucilene Sousa  na mesma final, após ela se classificar na terceira posição com a marca de 1min02s66.

“A gente aproveitou agora para classificar, para poder vir à tarde e nadar o mais forte possível. Sempre é muito bom ter concorrentes que nadam forte. Isso incentiva a gente a sempre estar melhorando, buscando o melhor tempo sem nunca cair na água para fazer mais ou menos”, afirmou Carol, campeã mundial em Londres 2019, Ilha da Madeira 2022 e Manchester 2023.

“Vai ser minha última participação em provas individuais e nós duas vamos melhorar nossas marcas”, completou Lucilene, que já foi prata nos 100m borboleta e nos 50m livre.

Também serão duas brasileiras na final dos 50m livre S4 (comprometimento físico-motor). A fluminense Lídia Cruz passou na segunda colocação, com 40s03, enquanto a mineira Patricia Pereira ficou em terceiro, com 41s47. A classificatória foi liderada pela norte-americana Katie Kubiak (37s78).

O carioca Douglas Matera avançou na sétima colocação para as finais dos 100m livre S12 (baixa visão), com 55s52. O primeiro colocado foi o espanhol Ivan Oteizo (54s00), seguido pelo Atleta Paralímpico Neutro Salei Dzmitry (54s24) e pelo ucraniano Veraksa Maksym (54s26).

O paulista Gabriel Bandeira avançou na terceira colocação dos 200m medley SM14 (deficiência intelectual), com 2min10s01. O primeiro colocado foi o britânico Rhys Darbey (2min08s09), seguido pelo canadense Nicholas Bennett (2min08s17).

Na mesma prova, o Brasil ainda teve os mineiros Arthur Xavier, nono colocado (2min14s36), e João Pedro Brutos, 15º (2min23s33), ambos sem classificação para a decisão.

Nos 50m livre S8 (comprometimento físico-motor) o Brasil vai contar com o paulista  Gabriel Cristiano, que avançou à final com o quinto tempo, 27s49. O primeiro tempo foi do australiano Callum Simpson (26s54), seguido pelo ucraniano Eduard Horodiany (26s72) e pelo egípcio Halim Mohammad Abd (27s16).

A paulista Maiara Barreto obteve o sétimo tempo nos 50m livre S3 (comprometimento físico-motor) e avançou às finais com 1min09s00. A classificatória foi liderada pela norte-americana Leanne Smith com 42s30, seguida pelas espanholas Marta Infante (45s88) e Delia Cervera (46s80).

A mineira Laila Suzigan e a catarinense Mayara Petzold já estavam classificadas para as finais dos 100m peito SB5 e 50m livre S6, respectivamente.

A última classificação brasileira veio com o catarinense  Matheus Rheine, nos 100m livre S11 (cegos). O atleta completou a prova em 1min00s29, na terceira colocação. A liderança foi do tcheco David Kratochvil (57s18), seguido pelo holandês Rogier Dorsman (1min00s11).

Mais brasileiros

O mineiro  Gabriel Araújo, que já venceu os 100m costas e os 200m livre S2 em Singapura, nadou a prova dos 50m livre S3, disputando ao lado de nadadores com comprometimentos físico-motores menores do que os dele. O nadador encerrou a eliminatória na 15ª posição, com 53s40. A eliminatória foi liderada pelo italiano Gabriele Lorenzo (45s17), com o ucraniano Serhii Palamarchuck em segundo (46s73) e o alemão Josia Toph em terceiro (47s24).

O paulista Gabriel Melone nadou os 50m livre S6 (comprometimento físico-motor) em 33s11 e ficou na 11ª classificação, sem vaga na final. A primeira colocação ficou com Antonio Fantin (29s42), seguido pelos colombianos Nelson Crispin Corzo (29s72) e Santiago Leon Prada (29s87).

Brasil em Singapura

A delegação do Brasil que disputa o Mundial de Singapura, que vai de 21 a 27 de setembro, conta com 29 nadadores, 16 homens e 13 mulheres, oriundos de sete estados (MG, PA, PE, PR, RJ, SC e SP). São Paulo, com dez convocados, é o estado com o maior número de nadadores.

O grupo é formado pelos 24 nadadores que atingiram índices estipulados pelo CPB em três oportunidades: o Circuito Paralímpico – Fase Seletiva e a Primeira Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico; e o World Series de Guadalajara, no México.

Outros cinco nadadores foram convocados por terem o Índice Mínimo de Qualificação (MQS, na sigla em inglês) do Mundial e também apresentarem as melhores marcas para formar equipes de revezamentos. No último Mundial da modalidade, Manchester 2023, o país subiu 46 vezes ao pódio, conquistando 16 medalhas de ouro, 11 de prata e 19 de bronze. Os pódios deixaram o Brasil na quarta colocação no quadro de medalhas, atrás de Itália, Ucrânia e China, superando a anfitriã Grã-Bretanha em uma disputa acirrada até a última prova da competição.

melhor campanha do Brasil na história dos Mundiais de natação paralímpica foi registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, em 2022. O país encerrou a disputa com 53 medalhas, 19 de ouro, 10 de prata e 24 de bronze. Com isso, ficou na terceira colocação do quadro de medalhas do evento, somente atrás de Estados Unidos e Itália.

Confira os horários dos brasileiros nas finais desta quinta-feira, 25
6h30 – 100m peito SB5 – Laila Suzigan
7h07 – 50m livre S4 – Lídia Cruz e Patricia Pereira
7h31 – 50m livre S8 – Gabriel Cristiano
7h54 – 100m livre S12 – Carol Santiago e Lucilene Sousa
7h58 – 100m livre S12 – Douglas Matera
8h03 – 50m livre S6 – Mayara Petzold
8h31 – 200m medley SM14 – Gabriel Bandeira
8h37 – 50m livre S3 – Maiara Barreto
9h07 – 100m livre S11 – Matheus Rheine

Patrocínios
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Ana Karolina Soares, Arthur Xavier, Beatriz Carneiro, Bruno Becker, Gabriel Araújo, Gabriel Bandeira, Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Mariana Gesteira, Samuel Oliveira e Talisson Glock são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Ana Karolina Soares, Alessandra Oliveira, José Ronaldo, Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Maiara Barreto e Talisson Glock integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 154 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/singapura-2025-carol-santiago-vai-em-busca-do-tetracampeonato-nos-100m-livre-no-mundial-confira-as-nove-finais/

Postado Pôr Antônio Brito