10/05/2020

MISS CADEIRANTE 2020

Concurso de beleza visa empoderar e enaltecer a beleza de mulheres cadeirantes no Brasil.

Desde sempre a beleza feminina foi tema de odes, poesias, canções e epopeias. Contudo, nos tempos modernos a beleza também virou profissão e também virou troféu. Os concursos de miss se multiplicam mundo a fora, e no Brasil não seria diferente. O número de concursos e competições envolvendo a beleza são quase incontáveis. Porém, há três anos surgiu uma nova modalidade de concurso pensada em suprir algumas lacunas deixadas pelas competições padrão. O Miss Cadeirante.

Mas antes de falarmos exclusivamente sobre beleza, falemos sobre carisma. Antes de olhar para as limitações, vamos falar sobre capacidade. Ao invés de esperar por pena, elas mostram que são dignas de orgulho e, por isso, orgulhosas!

Concorrer a um título de miss vai inegavelmente além de sorrisos treinados e discursos ensaiados. Tem a ver com representatividade e dar espaço para toda a capacidade de ser absolutamente tudo o que quiser. Aliás, a beleza não mora na melhor maquiagem, tampouco na roupa mais estonteante. A beleza é cultivada no amor e aceitação.

Origem

O Miss Cadeirante surgiu em 2017. É um concurso que objetiva a inclusão da pessoa com deficiência em uma atividade cultural tradicional no universo feminino. A fim de enaltecer a beleza da mulher com deficiência física, que transcende a cadeira de rodas.

A idealizadora do projeto é a carioca e artista cadeirante Luciene Rufino. “Eu tive poliomielite aos 8 meses de idade e nunca foi para mim motivo de tristeza, depressão e tudo mais. Eu percebi que poderia utilizar a deficiência ao meu favor e nunca contra mim”, revelou.

Luciene Rufino. 
Foto: @miss_cadeirante

Luciene é pedagoga e pós graduada em psicopadagogia. Trabalhou na Fundação Municipal Lar Escola Francisco de Paula com pessoa com deficiência e também foi professora supervisora da Fundação Xuxa Meneguel por cinco anos. Sempre lutando pelas mulheres e pessoas com deficiência no incentivo de políticas públicas que visem a acessibilidade.

Além disso, Luciene foi a primeira cadeirante brasileira campeã mundial de jiu-jitsu. É dançarina, bancária e, atualmente, estudante de direito. É mãe, palestrante e administra seu lar sozinha. Certamente Lu (como gosta de ser chamada) é um exemplo de que não é o corpo que impõe limites ao seu destino, mas sim o pensamento.

O concurso

Devido à pandemia, o Miss Cadeirante 2020 acontecerá de forma virtual. Com voto popular através das redes sociais do concurso e também com o auxílio de quarenta jurados que darão seus vereditos através de vídeos. Embora o resultado do concurso seja divulgado somente dia 30 de junho, as inscrições já se encerram hoje, dia 5.

Até o momento a região sul conta com duas participantes paranaenses, uma catarinense e seis candidatas gaúchas. O público pode votar através de curtidas, comentários e compartilhamentos. À candidata com maior número de interações será creditado 10 pontos na competição.

Então conheça as candidatas, vote e participe.

Acontece Mais – Rosana dos Anjos.

Imagem destacada: Leia Salles MISS Cadeirante 2018, Embaixadora do projeto no Brasil. 
Foto: Divulgação

Fonte  https://acontecemais.com.br/miss-cadeirante-2020/

Postado por Antônio Brito 

09/05/2020

Damares: poucos moradores de rua têm covid, pois ninguém pega na mão deles

A ministra Damares AlvesImagem: FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou hoje, em entrevista coletiva, que poucos moradores de rua foram contaminados pelo coronavírus no Brasil, porque "ninguém pega na mão deles".

"Não são muitos [que têm a doença]. E por que não são muitos ainda? Ninguém pega na mão deles, ninguém abraça morador de rua. Infelizmente", disse a ministra. O governo federal ainda não tem dados concretos de quantos moradores de rua já foram diagnosticados com a doença.

transmissão do novo coronavírus pode ocorrer pelo contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão com uma pessoa infectada. Entretanto, o vírus também pode se espalhar sem que haja esse contato.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão também pode ocorrer pelo ar ou por contato com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro. Além disso, encostar em objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com boca, nariz ou olhos.

"No governo Bolsonaro a gente tem dito que ninguém vai ficar para trás. A população de rua é prioridade para o governo, agora vamos acolher, em momento de emergência, mas paralelamente apresentaremos a política pública para a população de rua", prometeu Damares.

Segundo a ministra, o programa Brasil Acolhedor será uma mobilização nacional para acolher as pessoas em situação de rua.

Sérgio Augusto de Queiroz, secretário especial do Desenvolvimento Social (subordinada ao Ministério da Cidadania), afirmou que há 78.195 pessoas em situação de rua na mira da pasta para receber auxílio e que o governo deve liberar um crédito extraordinário de R$ 2,55 bilhões para ajudá-las.

Locais de acolhimento que desejam receber parte do auxílio devem comprovar seu funcionamento regular e reforças medidas de higiene, priorizando acomodações individuais.

Em São Paulo, entre os quase 2.000 mortos na capital por coronavírus até o momento, 22 vítimas são moradores em situação de rua. A informação foi confirmada ontem pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

Oito deles eram idosos e tinham outras comorbidades, segundo a prefeitura. Há ainda 40 casos suspeitos de covid-19 em pessoas sem-teto.

Não há óbito, ainda de acordo com a administração municipal, de algum sem-teto dentro de estabelecimentos criados para acolher pessoas nesta situação - um albergue e um centro de acolhimento estão disponíveis.

Apesar disto, os 40 sem-teto considerados suspeitos de estarem com a doença continuam nestes locais.

Fonte  https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/05/07/damares-poucos-moradores-de-rua-tem-covid-pois-ninguem-pega-na-mao-deles.amp.htm?__twitter_impression=true

Postado por Antônio Brito 

Covid-19: voluntários atuam para suprir informações em Libras

Conteúdo não supre demanda de pessoas surdas por informações

Enquanto a maior parte da população brasileira é bombardeada com informações oficiais e notícias sobre o novo coronavírus, esse conteúdo não chega na mesma medida às pessoas surdas ou com deficiência auditiva que estão dependendo de ações voluntárias para ter acesso a dados corretos e explicações sobre a covid-19. Angústia, abandono, desespero e pânico são os sentimentos descritos por essas pessoas neste momento.

É assim para a professora universitária Carilissa Dall’Alba, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Ela é surda e tem o português como segundo idioma, depois da Língua Brasileira de Sinais (Libras), então se mantém informada pela leitura. “Mas fico muito tensa quando os telejornais não têm legendas, fico perdida e angustiada. Fico muito preocupada com os surdos que não têm acesso à língua portuguesa e não compreendem bem as escritas, eles estão pedindo informações nas redes sociais por estarem perdidos e isso me dói”, contou à Agência Brasil.

Para ela, as redes de apoio de intérpretes de Libras são muito importantes, mas não conseguem suprir a demanda de informação e ter o alcance necessário. A professora acredita, por exemplo, que é um direito linguístico e humano dos surdos que os telejornais, nos canais abertos de televisão, como concessões públicas, utilizem legendas e intérpretes de Libras. “Os surdos que não têm redes sociais estão em maior risco com falta de informações preventivas”, argumentou, alertando ainda para as fake news.

De acordo com os dados do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,7 milhões de brasileiros são surdos ou têm algum tipo de deficiência auditiva. Na Pesquisa Nacional de Saúde 2013, também do IBGE, cerca de 2,2 milhões de pessoas declararam ter deficiência auditiva. O grupo representa 1,1% da população brasileira.

O Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal de Santa Maria, onde Carilissa dá aula de Libras, criou um canal no facebook para transmitir informações articuladas sobre a pandemia aos surdos.

Sem fake news

Também no facebook, a educadora e intérprete de Libras Ângela Russo, junto com um colega do Núcleo de Inclusão e Acessibilidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também criou o grupo Central Libras/Coronavirus. “A gente sabe que a grande mídia não passa as informações em Libras, então tivemos a ideia de criar o grupo com o objetivo de interpretar notícias e informações oficiais do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, para que as pessoas surdas pudessem ter informações corretas”, explicou.

O grupo também compartilha materiais produzidos por outras entidades e órgãos públicos. Mas a interpretação tem que ser de qualidade e a informação séria e correta, sem fake news. O uso desses filtros, segundo Ângela, já criou um vínculo de confiança com as pessoas e, desde 17 de março, o grupo já atraiu mais de 9 mil membros.

A rede de intérpretes também cresceu e, para Ângela, isso vai ajudar na sustentabilidade do grupo em longo prazo, já que há informações novas todos os dias. No início, eram produzidos cerca de 20 vídeos ao dia e com as informações básicas, sobre a forma correta de lavar as mãos e usar a máscara, a importância do isolamento e outras medidas, que não chegam corretamente até as pessoas surdas.

Em um dos vídeos, Ângela recomenda o uso do aplicativo Coronavírus-SUS, do Ministério da Saúde, que, segundo ela, apesar de ser apenas em português e não ter interpretação, têm dados básicos para as pessoas se informarem. “Cada um contribui com o que pode. Estamos tentando, na medida do possível, dar conta dessa parcela da população que fica à margem desse turbilhão de notícias que a gente [pessoas ouvintes] recebe, para alertar o pessoal que é grave mesmo”, disse.

A auxiliar administrativa Joana D'Arc Cavalcante, de Brasília, é surda e acredita que os órgãos públicos deveriam criar canais de comunicação em Libras, principalmente nas redes sociais. “Alguns surdos só estão informados por causa dos vídeos no instagram”, disse, explicando que há diferentes níveis de compreensão entre os surdos e as pessoas com deficiência auditiva e que o conteúdo pode ser ajustado para compreensão de todos.

Profissão intérprete

Para a professora Carilissa, a pandemia e o isolamento mexeram muito com as nossas emoções, e a rede de intérpretes voluntários mostra a empatia e a humanidade das pessoas neste momento de incertezas. Mas ela reforça que a acessibilidade para pessoas com deficiência ainda é muito precária no país, e os interpretes merecem ser reconhecidos como os profissionais qualificados que são. “Não é certo colocar voluntários para atender às pessoas com deficiências. Não queremos assistencialismo”, destacou. “Os intérpretes estão se matando para deixar os surdos informados. É triste precisar de voluntários em um país que pode dar suporte para surdos”.

A educadora Ângela concorda, mas diz que, para ela, neste momento, é a contribuição que pode dar como servidora pública, assim como outros intérpretes de universidades federais que estão trabalhando remotamente e dedicam tempo significativo para manter a comunidade surda bem informada. “As pessoas nos reconhecem como confiáveis”, disse.

Ela faz um alerta, entretanto, sobre pessoas que não são interpretes, mas acabam se vendendo para fazer esse trabalho. Ângela citou o caso do pronunciamento de um gestor público em que o intérprete que o acompanhava não era qualificado e, claro, os surdos perceberam. Segundo ela, a Federação Brasileira das Associações dos Profissionais Tradutores e Intérpretes e Guia-Intérpretes de Língua de Sinais (Febrapils) e a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) estão atentos e podem orientar os gestores.

A Febrapils também divulgou um documento com orientações de segurança aos interpretes. Segundo Ângela, um colega intérprete, que acompanhava o prefeito de uma capital em pronunciamento, morreu, aos 34 anos, vítima do coronavírus. Ela explica que é comum levar as mãos ao rosto na hora de sinalizar, por isso é preciso que o intérprete se higienize constantemente.

A Língua Brasileira de Sinais é, assim como o português, idioma oficial do Brasil desde 2002, mas tem estrutura gramatical própria que não está vinculada à língua oral, com interpretações das expressões manual, corporal e facial.

O vídeo da professora Carilissa Dall’Alba ensina sinais novos em Libras ou que não são muito usados, relacionadas à pandemia de coronavírus.

Uso de máscaras

A fonoaudióloga Cristiane Scardovelli é coordenadora de Saúde do Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal-LP) em Brasília, instituição credenciada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal para atendimento a pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Como presta serviços de saúde, permanece aberto com a adoção de medidas de prevenção à disseminação do novo coronavírus, como espaçamento e higienização.

Cristiane explicou à Agência Brasil que há realidades variadas entre surdos e pessoas com deficiência auditiva, como aquelas que podem ser alfabetizadas em português, as que tem resquícios de audição e implantes, as que conseguem desenvolver a leitura labial, além da Libras. O uso da máscara prejudica a comunicação em todos esses casos.

Os profissionais da unidade passaram a usar máscaras transparentes, que deixam os lábios à mostra, para fazer leitura labial. Outra opção disponível é o face shield, uma máscara feita de plástico transparente que cobre o rosto todo. Nesse último caso, a fonoaudióloga explicou que há uma perda na acuidade de 15 a 20 decibeis na emissão do som. Por isso, os profissionais do Ceal-LP passaram também a subir o tom de voz.

A auxiliar Joana D'Arc é surda oralizada, ou seja, consegue fazer leitura labial. Ela trabalha no Ceal-LP e entende a necessidade do uso das máscaras como forma de prevenção ao coronavírus, mas sente a dificuldade em dialogar sem a leitura labial. [Temos foto da Joana em anexo]

Atendimento médico

Por isso, Joana já prevê dificuldades, caso venha precisar de atendimento médico em hospitais. Mesmo antes da pandemia, segundo ela, as consultas são muito rápidas e o médico não pára para entender as queixas do paciente surdo. Agora, o uso constante da máscara pode atrapalhar ainda mais. “Seria interessante o uso [pelos médicos] de máscara que favorece a leitura labial”, opinou.

Para a professora Carilissa, as equipes de saúde não estão preparadas. “Até hoje não encontrei um surdo que teve covid-19 ou suspeita, que foi atendido com intérprete de Libras. Não podem ir com família. Tudo é sozinho. [Os médicos] escrevem para eles nos papéis, mas tem surdos que não sabem ler, e a linguagem da área de saúde é complicada. E as máscaras que não podem ser retiradas agora? Assim não conseguimos ler os lábios. Situação complicada. Nenhuma unidade de saúde está preparada para atender surdos”, lamentou.

O problema não é restrito ao sistema público. Segundo Carilissa, o seu plano de saúde privado também não oferece suporte de comunicação em Libras. A professora sugere a criação de um canal para os surdos ligarem nos postos de saúde e hospitais ou uma plataforma de vídeo, por exemplo, com intérpretes para intermediar a consulta médica. Ou mesmo, a presença de intérpretes de Libras com fluência.

No Distrito Federal, por exemplo, o governo local iniciou um projeto de formação em Libras para profissionais de saúde. Já foram treinados 217 servidores da assistência à saúde que atendem diretamente à população. Uma lei distrital (n° 6.300/2019) assegura a disponibilização de profissional apto a se comunicar em Libras nos órgãos da rede pública de saúde.

Segundo a diretora de Desenvolvimento Estratégico de Pessoas da Secretaria de Saúde, Diluana Oliveira, os próprios pacientes surdos indicam para os amigos e familiares e, com isso, alguns hospitais tiveram aumento na demanda por se tornarem referência. O atendimento é feito desde a classificação - assim que o paciente é categorizado, o profissional da saúde o acompanha na consulta com o médico, exames e medicação.

A Secretaria da Pessoa com Deficiência do DF também preparou informações sobre a covid-19e orientações específicas a esse público. Aqueles com deficiência auditiva, usuários de Libras, terão um plantão de serviços da Central de Interpretação de Libras (CIL), por meio de videochamada. Basta ligar no número (61) 99260-1041 ou pelo e-mail gl@sejus.df.gov.br.

 Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-05/covid-19-voluntarios-atuam-para-suprir-informacoes-em-libras

Postado por Antônio 

Pessoas com deficiência pedem que Ministério da Saúde as incluam em grupo de risco à Covid-19

Pessoas com deficiência pedem que Ministério da Saúde as incluam em grupo de risco à Covid-19

Pessoas com deficiência, chamadas de PcD, podem ter mais chances de se infectar pelo novo coronavírus por terem dificuldade em seguir as orientações de proteção individual indicadas pela Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, quanto mais limitada a locomoção e quanto maior a necessidade de cuidado, mais exposta à Covid-19 estará a pessoa.

O governo lançou uma cartilha em março com informações para pessoas com deficiência sobre a pandemia de coronavírus. O documento não considera todas as PcD como grupo de risco ao coronavírus, mas somente as que tenham algum dos fatores associados:

  • Restrições respiratórias
  • Dificuldades nos cuidados pessoais
  • Condições autoimunes
  • Idade acima de 60 anos
  • Doenças associadas como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rim ou doenças neurológicas
  • Estiverem em tratamento de câncer

É preciso que o Ministério da Saúde estabeleça protocolos de atendimento e apoio às PcD frente à Covid-19. “Na necessidade de definir prioridade na distribuição de leitos de UTI em face da insuficiência de recursos, é preciso assegurar que pessoas com deficiência não sejam preteridas com base em sua deficiência”.

Fonte  https://mundoadaptado.com.br/blog/pessoas-com-deficiencia-pedem-que-ministerio-da-saude-as-incluam-em-grupo-de-risco-a-covid?utm_campaign=5e47c90d78567701c33d1938

Postado por Antônio Brito 

Veja matéria completa no link do G1 acima.


Marília Mendonça fará live com audiodescrição para cegos: 'Mais inclusiva'..

Marília Mendonça durante live com 3,2 milhões de visualizações simultâneasImagem: Reprodução/Youtube

Marília Mendonça sempre busca está próxima ao seu público e procura ferramentas para chegar a todas as pessoas. Se no passado, antes do isolamento social, a cantora rodou o Brasil fazendo shows surpresas pelo interior, agora ela está tentando ser mais inclusiva pela internet. Na nova live que será transmitida nesse sábado (9), Marília terá o apoio, além dos intérpretes de libras, de audiodescrição para cegos. Com o apoio da Organização nacional de cegos do Brasil (ONCB) junto com a Tradusound, cenas extremamente visuais serão transformadas em palavras.

"Nossa live contará com mais um recurso para que dessa vez as pessoas com deficiência visual também possam participar de forma mais inclusiva. A transmissão será feita pelo aplicativo gratuito da ONCB", conta Marília.

Fonte   https://tvefamosos.uol.com.br/colunas/leo-dias/2020/05/08/marilia-mendonca-fara-live-com-audiodescricao-para-cegos-mais-inclusiva.htm?cmpid=copiaecola

Postado por Antônio Brito 

Trabalhadoras domésticas denunciam crime sexual em meio à pandemia

Mãe de uma menina de 1 ano, Nielly Vasconcelos, 23, perdeu, no início da quarentena provocada pelo coronavírus, há mais de um mês, as quatro faxinas semanais que fazia. É o marido que está conseguindo pagar as contas da casa onde moram, em Diadema (SP), fazendo bico como padeiro em três padarias. Além de todas as dificuldades, Nielly ainda teve que enfrentar assédio ao procurar um emprego.

Ela costuma anunciar seus serviços em páginas no Facebook. Para sentir-se mais segura, Nielly afirma que nunca havia publicado o número de seu celular. Os interessados deveriam, num primeiro momento, chamá-la pelas redes mesmo, para que ela pudesse olhar o perfil da pessoa.

"Uma amiga foi estuprada", ela justifica. "Uma pessoa trocou mensagem de texto com ela e a foto era de uma mulher. Quando ela chegou no local, o apartamento estava vazio, e o homem que se passou por outra pessoa cometeu o crime. Então morro de medo."

Mas, com a ansiedade provocada por estar sem trabalho na quarentena, e numa tentativa de ter mais alcance com seus anúncios, ela passou a publicar o seu celular. E, há duas semanas, teve que trocar o número por causa de um assediador.

"Num primeiro contato, um cara ligou logo cedo, de um número privado, perguntando se eu poderia limpar um apartamento vazio. Fiquei com medo e perguntei se haveria alguém no local", conta Nielly. "Quando ele respondeu que estaria lá, declinei. À tarde ele ligou de novo e perguntou se eu não toparia fazer a faxina por R$ 1.200, mas depois teria que masturbá-lo. Desliguei e ele passou a insistir, mandava ainda fotos íntimas. Tive que mudar o número."

Suposto interessado pede foto de corpo inteiro de candidata à vaga de faxina - Arquivo pessoal
Suposto interessado pede foto de corpo inteiro de candidata à vaga de faxina Imagem: Arquivo pessoal

"Queria que eu ficasse de roupas íntimas"

Na troca de mensagens que teve com um suposto interessado em seus serviços de faxina, Patricia*, que prefere não ser identificada, não acreditou quando leu que o homem pediu que ela ficasse de roupas íntimas. Ele ainda quis fotos dela de corpo inteiro, ficou interessado se ela tinha tatuagem e ofereceu pagar mais se ela topasse "tudo".

"Eu estava tão feliz que tinha conseguido uma faxina. Ele falou que me pagaria R$ 150 toda terça e sexta, aí depois veio com essas conversas", ela relata.

Homem justifica que quer ver candidata de peças íntimas para tirar suas medidas - Arquivo pessoal
Homem justifica que quer ver candidata de peças íntimas para tirar suas medidas Imagem: Arquivo pessoal
Delegada orienta a mulher a denunciar esse tipo de mensagem - Arquivo pessoal
Delegada orienta a mulher a denunciar esse tipo de mensagem Imagem: Arquivo pessoal
Homem ainda insiste com a proposta - Arquivo pessoal
Homem ainda insiste com a proposta Imagem: Arquivo pessoal

Indignada, a moradora de São Paulo expôs toda a conversa nas redes. Ela diz que está pensando em entregá-las à polícia.

É crime!

Mensagens como essas que o homem identificado como Alex enviou já caracterizam a tentativa do crime de importunação sexual. E se o homem agir com grave ameaça, como falar que vai matar a filha caso a vítima não aceite suas propostas, pode ser considerado crime de estupro virtual.

É o que explica Débora Rodrigues, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.

"O importante é que a vítima tenha dados do autor. E quando ele oferecer o emprego, ela deve já perguntar o nome e o endereço em que vai se apresentar, porque ele pode usar um chip pré-pago e usar a identidade de outra pessoa, e com isso teremos dificuldade em identificar o autor", orienta ela.

"Mas, mesmo que não tenha nenhum dado, o importante é denunciar, e vamos cruzando informações até identificá-lo", alerta a delegada.

Ele pode pegar de 1 a 5 anos de reclusão

Para a coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Flavia Nascimento, trata-se de uma situação em que o homem está se prevalecendo de uma relação hierárquica, de poder de gênero. Ela lembra que, além da importunação sexual, ele pode ser enquadrado — caso receba fotos da vítima — no crime de divulgação não consentida de imagem íntima, ambos com pena de 1 a 5 anos, se o fato não constitui crime mais grave.

Segundo o presidente da ONG Doméstica Legal, Mario Avelino, a trabalhadora deve sempre ter a preocupação e o cuidado de ter referências sobre o local de trabalho. E, se recebe uma ligação falando que foi indicada por alguém, é preciso checar com essa pessoa. Se essa trabalhadora for cadastrada em alguma agência, pontua ele, a empresa tem a responsabilidade de oferecer segurança à funcionária.

"Queria que eu trabalhasse à noite"

Moradora de Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, Joice Rodrigues Silva, 33, percebeu a má intenção de um suposto candidato e cortou logo a conversa. Como as outras, ela ficou sem trabalho por causa da quarentena, e vem anunciando seus serviços em grupos nas redes.

"Há duas semanas, uma pessoa me chamou numa mensagem privada, na minha página, e nem perguntou quais serviços eu fazia", conta ela, que é mãe de seis crianças. "Ele apenas me ofereceu um valor maior do que peço pelo meu trabalho e disse que eu precisava ir ao seu apartamento à noite. Achei estranho e fui direta. Falei que precisava de serviço, não de sexo."

E afirma: A gente cria expectativas quando nos oferecem emprego, e se aproveitam de uma situação delicada para isso.

Fonte  https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/05/08/trabalhadoras-domesticas-denunciam-propostas-indecentes-em-meio-a-pandemia.amp.htm

Postado por Antônio Brito 

Modelo cadeirante usa moda para inclusão: "Roupa tem que se adaptar a nós"

Samanta Bullock, 41 anos: cadeirante, ex-jogadora de tênis, modelo e empresáriaImagem: Daniela Luquini

Modelo cadeirante usa moda para inclusão: "Roupa tem que se adaptar a nós" - 07/05/2020
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Há 27 anos, Samanta Bullock, hoje aos 41, ficou paraplégica após dar um tiro acidental na barriga. Pior do que não poder andar, ela diz, era não poder mais fazer duas de suas maiores paixões: atuar como modelo e jogar tênis. Isso começou a mudar quando Samanta conheceu um projeto de tênis de cadeira de rodas. Virou atleta profissional do esporte e se tornou a cadeirante número 1 do esporte no Brasil. Tempos depois, ao fazer uma sessão de fotos para a divulgação de uma cadeira de rodas a pedido do patrocinador, ela resgatou o sonho da infância de trabalhar como modelo.

Em cima de sua cadeira de rodas, Samanta foi capa de revistas e desfilou em passarelas do mundo inteiro. E criou a SB, uma loja de departamentos que comercializa roupas universais e adaptadas com foco em inclusão social. Ela divide sua história abaixo:

"Eu tinha 14 anos quando peguei escondida a arma do meu pai que estava armário e dei um tiro acidental, que pegou na minha barriga, fígado, pâncreas, coluna e queimou minha medula. Na hora, caí no chão e já não senti as pernas. Foi uma dor tão forte que me anestesiou. Minha mãe ouviu o barulho e rapidamente me levou ao hospital com a ajuda de alguns vizinhos. Chegando lá, eu ouvi um dos médicos comentar com outro que eu não iria mais andar.
Samanta Bullock: acidente com arma de fogo a deixou paraplégica - Ange Harper
Samanta Bullock: acidente com arma de fogo a deixou paraplégica Imagem: Ange Harper

Eu não me importava de não andar, meu maior medo era o de morrer. Fizeram a cirurgia para retirar a bala e, quando acordei, eu já sabia que tinha perdido os movimentos das pernas e que seria cadeirante. A pior parte para mim não era a paralisia em si, mas é a dor crônica que eu sinto todos os dias até hoje.

Não via a cadeira de rodas como algo negativo, mas como a minha libertação.

Com ela, eu me adaptei e aprendi a fazer tudo o que eu podia dentro do meu alcance. O apoio dos meus amigos e familiares foi fundamental nesse processo.

Cadeirante número 1 do tênis no país

Samanta chegou a ser a jogadora número 1 do país - Arquivo Pessoal
Samanta chegou a ser a jogadora número 1 do país Imagem: Arquivo Pessoal

Após o acidente, eu achei que não poderia mais modelar e nem jogar tênis, as duas coisas que eu mais gostava de fazer. Eu trabalhava como modelo desde os 8 anos de idade por influência da minha mãe, que tinha sido miss. E jogava tênis desde os 9, vinha de uma família de praticantes do esporte.

Para mim, o não poder modelar era pior do que o não poder andar.

Com o sonho interrompido, segui minha vida e foquei nos meus estudos. Entrei na faculdade de odontologia, parei, comecei a fazer direito e a trabalhar na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Após um tempo, fui transferida para o Senado, em Brasília, onde atuei na elaboração do Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Durante esse trabalho, conheci um projeto de tênis de cadeira de rodas. Fiz uma aula teste e, mesmo 12 anos longe das quadras, percebi que eu ainda tinha habilidade para o esporte. Voltei a praticar a modalidade três vezes na semana, participei de alguns torneios, me profissionalizei, virei atleta e me tornei a cadeirante número 1 do tênis no Brasil. Disputei três mundiais pelo meu país e ganhei a medalha de prata nos Jogos Parapan-Americanos com a minha dupla, a Rejane Cândida.

Enxurrada de nãos no caminho para ser modelo

Na passarela: ser modelo era um sonho de infância - Ange Harper
Na passarela: ser modelo era um sonho de infância Imagem: Ange Harper

Com a minha popularização na modalidade, meus patrocinadores pediram para eu atuar como modelo e tirar fotos com os produtos que eles patrocinavam. Eu fui para um ensaio fotográfico de cadeira de rodas e todo aquele universo me despertou. Eu estava no tênis, mas pensei: "É isso que eu quero fazer".

O tênis me proporcionou voltar para a minha paixão, que era modelar. Eu continuei com o esporte, mas corri atrás do meu objetivo. Não foi fácil: além de estar em uma cadeira de rodas, eu estava com 26 anos - já era considerada uma coroa para o mundo da moda.

Paralelamente aos ensaios com os patrocinadores, fiz um book e passei a ligar e ir em várias agências pedindo para me contratarem. Dizia que eu era cadeirante e falava da importância da inclusão social. Recebi uma enxurrada de nãos. Eu persisti e consegui desfilar em um evento de uma marca de jeans com a ajuda de um amigo que conhecia o dono da loja.

Casamento e capas de revistas em Londres

Com o marido britânico, que ela conheceu por meio do tênis - Tatiane Luquine
Com o marido britânico, que ela conheceu por meio do tênis Imagem: Tatiane Luquine

Um ano depois desse primeiro desfile, em 2007, conheci meu marido, que é britânico, durante os torneios de tênis pelo mundo. Ele trabalhava na Federação Internacional de Tênis. Mudamos para Londres e nos casamos.

Quando cheguei a Londres, assinei contrato com uma agência que trabalhava com pessoas com deficiência. Eu fiz capas de revistas, participei de desfiles, fui figurante em novela. De 2009 a 2014, fui garota propaganda de uma marca de roupa adaptada em Portugal.

Desde 2010 faço um trabalho social no Brasil: sou embaixadora do projeto 'Fashion Inclusivo'. Faço workshops, palestras, ensino a maquiar, a desfilar, a usar acessórios. Trabalho com crianças com Síndrome de Down, cadeirantes, amputadas. Meu objetivo é lançar outras modelos criando uma maior representatividade. Em 2011, me aposentei do tênis e foquei só na carreira de modelo.

Não encontrava roupas bonitas, confortáveis e funcionais

Com roupas da sua grife, Samantha pretende promover a inclusão - Isana Ribeiro
Com roupas da sua grife, Samantha pretende promover a inclusão Imagem: Isana Ribeiro

Uma das minhas maiores dificuldades desde que me tornei cadeirante e, principalmente, quando voltei a modelar era encontrar roupas bonitas, confortáveis e funcionais. Pode não parecer, mas um dos grandes problemas da pessoa com deficiência é achar roupas adequadas para suas necessidades e que a façam se sentir bem.

A moda é ditatorial, define o que vamos usar.

As grandes empresas vendem peças pequenas, médias e grandes, como se todo mundo se encaixasse só nisso. As roupas não são pensadas na posição sentada, por exemplo. E não digo isso só porque sou cadeirante, mas se formos pensar, a maioria das pessoas passa a maior parte do tempo sentada, no trabalho, na escola, em viagens.

Ao usar casacos e vestidos longos, eu precisava puxá-los para cima, porque eles encostavam na roda, sujavam e ainda corriam o risco de rasgar. Às vezes eu precisava comprar um vestido com uma numeração maior para ficar mais confortável, e isso dava a impressão que eu estava com uns quilos a mais. Usar calça jeans sem elastano me apertava, machucava minha virilha.

Eu tinha algumas estratégias. Colocava, por exemplo, uma camisa mais larga ao usar uma calça com cós baixo para não mostrar o bumbum. A calça de cintura alta apertava a minha barriga, então eu desabotoava o botão e colocava uma camisa maior por cima. Era muito difícil encontrar uma roupa bonita e, ao mesmo tempo, confortável.

Sempre tinha que achar formas de me ajustar à roupa, e não a roupa se ajustar a mim.

Isso me incomodava muito. Já existiam peças adaptadas na época, mas eu achava a maioria delas feias e sem estilo.

Ao desfilar e fazer os ensaios, analisava as roupas no meu corpo e percebia que com alguns ajustes elas ficariam perfeitas para uma mulher cadeirante. Às vezes eram ajustes simples, como mudar o botão de posição, ou deixar menos tecido em uma região. Ao perceber essa necessidade, refleti que já tinha conquistado muitas coisas como modelo e que precisava resolver esse problema das peças inadequadas para as pessoas com deficiência e trazer soluções de uma forma que as clientes se sentissem bem e bonitas.

Roupas universais e adaptadas com foco na inclusão

Em um desfile de sua grife, com os modelos Imagem: Ange Harper

Decidi lançar a SB em Londres, uma loja de departamentos online que fornece roupas universais e adaptadas com foco na inclusão e na posição sentada. Eu me reuni com oito designers das marcas com as quais já trabalhava e fiz a proposta de cada um deles fazer de três a cinco peças adaptadas, com minha consultoria, unindo beleza, conforto e elegância.

Entre as peças adaptadas, há opções para cadeirantes e anões e joias com frases escritas em braile para cegos.

A ideia deu certo e, em junho de 2019, nós lançamos a coleção primavera-verão, com 35 peças assinadas por mim. Minha empresa funciona como um marketplace, onde comercializamos nossas próprias produções e as de outros designers. Vendemos uma peça, por exemplo, que foi criada por uma designer inspirada no pai com Parkinson. Como ele tremia muito, ela fez a camisa com os botões decorativos na frente, mas que abria e fechava com velcro.

Também temos parcerias com marcas que tenham a sustentabilidade no DNA. Comercializamos peças de empresas que reaproveitam tecidos que seriam jogados fora e fazem saias. Há uma outra que cria jaquetas pochetes e luvas com couro de abacaxi. Outra que usa as fibras da maconha para confeccionar vestidos. E uma marca faz um sutiã de cotton orgânico.

Passarela com modelos com síndrome de Down e vitiligo

Começamos com oito marcas e hoje temos parceria com 23. Nossas peças são vendidas pelo site e pelo Instagram. Em fevereiro deste ano, apresentamos a SB no London Fashion Week. Levamos para a passarela modelos cadeirantes, com síndrome de Down, com vitiligo, com queimadura. Foi um momento único e especial.

No futuro, tempos planos de criar a linha infantil adaptada e ampliar a linha masculina. Estamos em busca de parcerias com marcas brasileiras que se encaixem na nossa filosofia.

Quase 30 anos após o acidente, não mudaria nada do que aconteceu. Sou deficiente e não tenho nenhum problema com isso.

Minha deficiência é parte da minha história. Estou entre as 100 pessoas com deficiência mais influentes no Reino Unido. Se eu não tivesse sofrido o acidente e as consequências dele, não teria me transformado na pessoa que sou.

É o que sempre digo: faça o que você pode, com o que você tem, da melhor maneira possível. Eu faço o meu melhor buscando a inclusão e a igualdade através da moda."

Fonte  https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/05/07/modelo-cadeirante-faz-inclusao-social-atraves-da-moda.amp.htm

Postado por Antônio Brito 

Instituto Mauricio de Sousa e Revista Autismo dão dicas de quarentena para autistas

Numa iniciativa conjunta, o Instituto Mauricio de Sousa e a Revista Autismo estão postando nas redes sociais dicas para as crianças, especialmente para autistas, nesta quarentena. Serão mais de vinte dicas, publicadas todos os dias para orientar e dar ideias para as famílias que estão em isolamento social, por conta da pandemia do novo coronavírus.

Dicas como criar um ambiente propício, um cantinho mais silencioso reservado para as atividades, foram dadas pela Neuro Days, um centro de avaliações neuropsicológicas que faz atendimentos por valores sociais, de acordo com a situação socioeconômica e personalizada para cada família, com profissionais que atuam nas grandes universidades como a Unifesp e USP.

Fundadora da Neuro Days, a neuropsicóloga Deise Ruiz, entende que a ação é extremamente útil para as famílias neste momento de isolamento social. "Pequenas ideias e sugestões neste momento podem ser muito valiosas para todos", disse ela, que é mestranda em psiquiatria e psicologia médica, e elaborou as dicas junto com toda sua equipe.

As dicas diárias serão sempre ilustradas com o André, o personagem autista da Turma da Mônica, que tem histórias exclusivas publicadas a cada edição da Revista Autismo, desde o início do ano passado. "O André tem ajudado muito os autistas e familiares, não somente na conscientização da sociedade, mas também com a representatividade dos autistas nas histórias em quadrinhos, com uma inclusão natural nos roteiros", explicou o jornalista Francisco Paiva Junior, editor-chefe da Revista Autismo, que tem parceria com o Instituto Mauricio de Sousa, desde fevereiro de 2019. As edições, que são gratuitas, podem ser baixadas no site RevistaAutismo.com.br.

Fonte  https://www.abcdoabc.com.br/abc/noticia/instituto-mauricio-sousa-revista-autismo-dao-dicas-quarentena-autistas-100885 

Postado por Antônio Brito 

08/05/2020

Documentário dá voz a mulheres com deficiência

Documentário 'Silenciadas: em busca de uma voz' conta a história de mulheres com deficiência.
Documentário entrevistou mulheres com deficiência (Foto: Reprodução)

Resultado do Programa de Mestrado Acadêmico em Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), documentário dá voz a mulheres com deficiência.

Intitulado ‘Silenciadas: em busca de uma voz’, o documentário foi realizado a partir de uma pesquisa realizada pela educadora social Flávia Pieretti Cardoso, com orientação da professora Maria Leda Pinto e coorientação da professora Léia Teixeira Lacerda.

Mulheres com deficiência

Flávia Pieretti, que é intérprete de Libras, também atua, há cinco anos, na área da violência contra mulheres com deficiência. Por conta de sua militância junto à Associação de Mulheres com Deficiência do MS (AMDEFMS), ela fez questão de garantir acessibilidade ao vídeo.

Para que todas as mulheres sejam contempladas em seu direito à informação esse documentário configura-se em um instrumento de enfrentamento à violência de gênero contra mulheres com deficiência”, explica Flávia.

De acordo com a orientadora do projeto, a pesquisa e a produção do documentário surgiram a partir de experiência e vivência. “Flávia esteve envolvida com várias mulheres com deficiência de Campo Grande, e por diversas vezes ouviu os relatos de violência de gênero vivenciados por elas, algumas na infância, outras na adolescência, outras por toda uma vida e, em muitos casos, sem se darem conta de que haviam sido vítimas de violência”, conta Maria Leda.

Segundo a professora Léia Lacerda, o documentário dá voz às mulheres com deficiência, oportunizando a expressão de suas vivências, de seus sentimentos, de suas ‘memórias’ sobre a temática da violência de gênero, bem como, mostra como se tornaram protagonistas de suas vidas apesar dos episódios relatados.

“O documentário apresenta a história de seis mulheres com diferentes deficiências e o relato da mãe de uma menina com autismo. Além das vozes dessas mulheres, também temos a voz de três mulheres que atuam diretamente no combate e no enfrentamento da violência contra as mulheres em Campo Grande (MS)”, relata Léia Lacerda.

Assista ao documentário ‘Silenciadas: em busca de uma voz’. 



Fonte: Portal Acesse
http://www.fernandazago.com.br/2020/05/documentario-da-voz-mulheres-com.html?m=1#.XrVzHqkArIo.facebook

Postado por Antônio Brito 

Dia Internacional da Osteogênese imperfeita (ossos de vidro ou doença de Lobstein)

Osteogênese imperfeita (ossos de vidro, doença de Lobstein ou doença de Ekman Lobstein) é uma condição rara que tem como principal característica a fragilidade dos ossos que quebram com enorme facilidade.
Luara Crystal, 11, possui osteogênese imperfeita e já teve mais de cem fraturas pelo corpo; doença atinge uma a cada 20 mil pessoas no mundo

Osteogênese imperfeita (doença de Lobstein ou doença de Ekman-Lostein), também conhecida pelas expressões “ossos de vidro” ou “ossos de cristal”, é uma condição rara do tecido conjuntivo, de caráter genético e hereditário, que afeta aproximadamente uma em cada 20 mil pessoas.
A principal característica de ossos de vidro é a fragilidade dos ossos que quebram com enorme facilidade. A osteogênese imperfeita (OI) pode ser congênita e afetar o feto que sofre fraturas ainda no útero materno e apresenta deformidades graves ao nascer. Ou, então, as fraturas patológicas e recorrentes, muitas vezes espontâneas, ocorrem depois do nascimento, o que é característico da osteogênese imperfeita tardia.
CAUSAS
A causa da doença é uma deficiência na produção de colágeno do tipo 1, o principal constituinte dos ossos, ou de proteínas que participam do seu processamento. O resultado é o surgimento de quadros de osteoporose bastante graves.

A falta de colágeno afeta não só os ossos, mas também a pele e os vasos sanguíneos.

Análises de DNA mostram que alguns pacientes não apresentam mutações nos genes responsáveis pela produção de colágeno, embora sejam portadores da doença.

SINTOMAS

Portadores de osteogênese imperfeita podem apresentar diferentes graus de fragilidade óssea que vão desde os mais leves até os muito graves. Além das fraturas sem causa aparente e dos ossos curvados, dois outros sintomas são típicos da doença: branco dos olhos (esclera) azulados e rosto em forma de triângulo. Além desses, os pacientes podem  apresentar os seguintes sinais da enfermidade: dentes escuros e frágeis (dentinogênese imperfeita), perda progressiva da audição, baixa estatura, dificuldade de locomoção e deformidades na coluna e na caixa torácica que podem acarretar complicações pulmonares e cardíacas.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de ossos de vidro considera o exame clínico, a recorrência das fraturas e o resultado dos seguintes exames: raios X, ultrassonografia e densitometria do esqueleto. Podem ser necessários, ainda, exames complementares, como os marcadores do metabolismo ósseo e do colágeno e a análise do DNA. Muitas vezes, o diagnóstico demora a ser feito, porque a doença não é muito conhecida mesmo entre os médicos.

TRATAMENTO

Ainda não existe a cura para ossos de vidro. O tratamento visa à melhor qualidade de vida e envolve equipe multidisciplinar, uma vez que o portador do distúrbio requer atendimento clínico, cirúrgico e de reabilitação fisioterápica.

O pamidronato dissódico e o ácido zoledrônico (biofosfanatos) são medicamentos que têm mostrado bons resultados para inibir a reabsorção óssea, reduzir o número de fraturas e aliviar a dor.

Outro recurso terapêutico é a cirurgia para colocação de uma haste metálica que acompanha o crescimento dos ossos e deve ser implantada por volta dos seis anos.

O SUS assume os custos do tratamento com pamidronato, que são muito altos, mas não cobre a colocação de próteses.

RECOMENDAÇÕES

Procure informar-se sobre o trabalho da ABOI – Associação Brasileira de Osteogênese Imperfeita –, entidade sem fins lucrativos que se propõe não só ajudar os portadores da doença e suas famílias, mas também incentivar a realização de pesquisas que possam trazer benefícios para a qualidade de vida e minimizar os sintomas da doença. Uma de suas conquistas foi conseguir a instalação de Centros de Referência em dez hospitais do país.
Observação: O Dia Internacional da Osteogênese Imperfeita é comemorado em 6 de maio. O objetivo é divulgar a doença, suas características e as possibilidades de tratamento. Nesse dia, as pessoas são incentivadas a vestir-se de amarelo.

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Postado por Antônio Brito