30/04/2026

Acesso à cultura ainda exclui milhões de pessoas com deficiência no Brasil

Acesso à cultura ainda exclui milhões de pessoas com deficiência no Brasil

Especialistas e famílias apontam barreiras persistentes e destacam iniciativas inclusivas como caminhos possíveis

Apesar de avanços em políticas públicas e no debate sobre inclusão, o acesso à cultura ainda está longe de ser universal no Brasil. Para milhões de pessoas com deficiência, frequentar espaços culturais, assistir a espetáculos ou participar de atividades artísticas segue sendo um desafio marcado por barreiras estruturais e, principalmente, comunicacionais.

Dados preliminares do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que o país tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população com dois anos ou mais. O levantamento também identificou, pela primeira vez, 2,4 milhões de pessoas com autismo, ampliando a compreensão sobre a diversidade de públicos que demandam acessibilidade.

Na prática, no entanto, a inclusão cultural ainda não acompanha esses números. Vivian Maria Pereira Hartung Toppam é mãe de dois jovens surdos, Victor Orlando Poli, de 21 anos, e Vagner Matheus Poli, de 20. Ela relata as dificuldades enfrentadas no dia a dia. “As principais dificuldades que enfrento são a falta de acessibilidade em Libras e a pouca divulgação de eventos que realmente estejam preparados para receber pessoas surdas. Muitas vezes até existem atividades culturais, mas não há intérprete de Libras, legendas ou recursos visuais adequados. Além disso, o custo e a distância também podem dificultar a participação, principalmente quando precisamos nos deslocar para outras cidades em busca de eventos acessíveis.”

Segundo ela, o problema não está apenas na ausência de recursos, mas na forma como a inclusão é pensada. “Na minha experiência, ainda não estão totalmente preparados. Houve avanços, mas ainda falta muito. Falta acessibilidade comunicacional, formação dos profissionais para lidar com pessoas com deficiência e uma maior conscientização sobre inclusão. No caso das pessoas surdas, é fundamental ter intérprete de Libras, materiais visuais e atendimento sensível às nossas necessidades. A inclusão precisa ser pensada desde o planejamento do evento, e não apenas como algo complementar.”

Para o músico e educador Welton Nadai, responsável pelo Instituto Lumiarte, a cultura precisa avançar para além do discurso. “A gente entende que a arte precisa ser para todos. Ainda há uma distância entre o que se fala sobre inclusão e o que de fato é oferecido nos espaços culturais. É preciso pensar acessibilidade como parte essencial da criação artística.”

Nesse cenário, iniciativas específicas têm buscado preencher lacunas. Um exemplo é o Acessart, desenvolvido pelo Instituto Lumiarte, que propõe experiências artísticas adaptadas, como espetáculos com Libras, audiodescrição e exposições táteis. Para Nadai, ações como essa demonstram que a inclusão é viável quando incorporada desde a concepção dos projetos.

A importância dessas iniciativas é reforçada por quem vivencia a exclusão. “Eu avalio como extremamente importante. Iniciativas como essa promovem inclusão, dão visibilidade às pessoas com deficiência e garantem o direito de participar da vida cultural da sociedade. Para famílias como a minha, essas ações representam oportunidades reais de aprendizado, socialização e valorização da identidade das pessoas surdas. Também ajudam a sensibilizar a sociedade sobre a importância da acessibilidade”, afirma Vivian.

O impacto também se reflete no desenvolvimento das crianças. “Projetos acessíveis impactam de forma muito positiva a vida e o desenvolvimento cultural dos meus filhos. Eles se sentem incluídos, valorizados e capazes de participar como qualquer outra criança. Além disso, essas experiências ampliam o conhecimento, estimulam a criatividade, fortalecem a autoestima e contribuem para o desenvolvimento da linguagem e da identidade cultural surda. Quando há acessibilidade, meus filhos não apenas assistem, mas realmente compreendem, se envolvem e aprendem.”

CONHEÇA O ACESSART

O Acessart é um projeto pioneiro voltado para a inclusão cultural, desenvolvido com o objetivo de levar a arte às pessoas com deficiência, criando e adaptando produções artísticas que garantam acessibilidade. A proposta central do Acessart é democratizar a experiência artística, fazendo com que todos possam acessar e desfrutar das mais diversas manifestações culturais, independentemente de suas limitações físicas, visuais, auditivas ou motoras.

Saiba mais sobre o projeto: https://www.institutolumiarte.org/acessart

Fonte https://diariopcd.com.br/acesso-a-cultura-ainda-exclui-milhoes-de-pessoas-com-deficiencia-no-brasil/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB divulga convocação para Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026 na próxima terça-feira, 5

Delegação brasileira na abertura dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023 | Foto: Saulo Cruz/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) vai divulgar na próxima terça-feira, 5, a lista dos atletas que irão formar a delegação brasileira nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, competição que será realizada de 5 a 16 de julho na Colômbia.

O evento, em sua segunda edição, deve reunir mais de 1.100 atletas de 12 países, em disputas de 13 modalidades: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco e vôlei sentado.

4As disputas acontecerão em locais como o Complexo Aquático da Universidade Popular de César (UPC), com capacidade para receber até 600 pessoas; o Coliseu de Basquete Gota-Fria, que pode receber até 3.000 espectadores; e o Estádio de Atletismo José Luis Parada. Parte das estruturas foi construída para os Jogos Bolivarianos, evento que reuniu atletas de 11 países em Valledupar em 2022.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram em março de 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em seis modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, atrás da Argentina, com 104 pódios conquistados.

A edição seguinte, prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, foi cancelada por questões financeiras.

Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.

Este será o primeiro grande evento paralímpico multiesportivo com a participação do Brasil desde a campanha histórica nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando o país alcançou pela primeira vez o top-5 no quadro de medalhas. Na ocasião, a delegação brasileira conquistou 88 pódios (25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes).

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-divulga-convocacao-para-jogos-parasul-americanos-valledupar-2026-na-proxima-terca-feira-5/

Postado Pôr Antônio Brito 

Americana pilota sem os braços e entra para o livro dos recordes

Jessica Cox, americana sem braços, entrou para o livro dos recordes ao se tornar piloto de avião usando os pés. Sua história inspira milhares ao redor do mundo.

Americana pilota sem os braços e entra para o livro dos recordes

O programa “Domingo Espetacular” da TV Record mostrou uma matéria especial sobre uma mulher americana de 41 anos, nascida sem os braços. Ela é Jessica Cox, que cresceu ouvindo que algumas coisas simplesmente não seriam possíveis para ela por conta de sua condição. Mas, ao longo dos anos, ela decidiu provar a todo mundo exatamente o contrário. Desde cedo, aprendeu a usar os pés para realizar tarefas do dia a dia e transformou o que muitos viam como limitação em uma habilidade extraordinária.

Com dedicação e coragem, Jessica entrou para a história ao se tornar a primeira pessoa no mundo a obter uma licença de piloto de aeronave – avião – mesmo sem ter braços. Ela aprendeu a conduzir um avião utilizando apenas os pés, demonstrando um nível impressionante de controle.

O seu feito não só quebrou recordes, mas também desafiou padrões e expectativas, correndo a notícia pelo mundo inteiro, viralizando nas redes sociais.

E seus feitos e sua determinação não pararam por aí. Jessica também conquistou a faixa-preta no Taekwondo.

Com tanta exposição e reconhecimento, Jessica passou a compartilhar sua história pelo mundo como palestrante, inspirando milhares de pessoas a enxergarem suas próprias capacidades e a superarem suas limitações.

O Domingo Espetacular da TV Record fez uma matéria especial sobre Jessica. Para assistir e saber mais, clique no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=24fd5322-3fe9-431d-8055-9c3d05c06ee5
 
Postado Pôr Antônio Brito 

29/04/2026

Aplicativo criado por startup para crianças autistas é usado em 179 países

Aplicativo criado por startup para crianças autistas é usado em 179 países 

Startup apoiada pelo Centelha cria aplicativo para crianças autistas que é usado em 179 países. Com práticas pedagógicas mais individualizadas, o app foi criado a partir da vivência de um pai e soma mais de 185 mil downloads globais

Uma experiência familiar foi o ponto de partida para a criação da Jade Autism, startup brasileira que foi apoiada pela primeira edição do Programa Centelha, iniciativa que estimula a criação de empreendimentos inovadores no país por meio de capacitação, recursos financeiros e suporte técnico. Atualmente, a Jade Autism (com Jade App, Jade Edu, Jade Academy e Jade Astea) já soma mais de 185 mil downloads e está disponível em quatro idiomas, sendo eles português, espanhol, inglês e árabe. No Brasil, é utilizado por mais de 5 mil estudantes e cerca de 1.500 educadores, em instituições públicas e privadas.

A empresa nasceu após o diagnóstico de autismo do filho do CEO e fundador, Ronaldo Lima Cohin Ribeiro, e hoje impacta educadores e famílias em 179 países. A proposta é apoiar o desenvolvimento cognitivo de crianças com autismo e outras neurodiversidades (como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Discalculia, Deficiência Intelectual, Síndrome de Down e Altas Habilidades e Superdotação) por meio de um aplicativo que utiliza jogos. “Percebi que muitas decisões eram baseadas apenas em observações subjetivas, o que tornava o processo mais difícil e demorado. O objetivo era criar uma tecnologia que ajudasse a compreender melhor o desenvolvimento das crianças e apoiar intervenções mais assertivas”, explica Ronaldo.

De acordo com o CEO, o principal impacto da solução da startup está na análise de dados, que resulta na melhora da qualidade das decisões pedagógicas, e no fortalecimento do papel das famílias, que passam a acompanhar mais de perto o progresso das crianças. “Os dados gerados durante os jogos são transformados em relatórios que ajudam educadores e profissionais a ajustarem estratégias pedagógicas de forma mais individualizada. Isso traz mais segurança no acompanhamento do desenvolvimento das crianças”, destaca Ronaldo.

Do protótipo à escala global

A trajetória da Jade Autism ganhou impulso a partir da participação no Centelha, em 2021, programa que estimula a criação de empreendimentos inovadores no Brasil e está agora em sua terceira edição. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e a CERTI.

Segundo o fundador, o Centelha foi fundamental no desenvolvimento da startup. “Até então, a Jade era principalmente uma ideia, um protótipo conceitual. O programa trouxe estrutura, metodologia e recursos para que pudéssemos transformar essa visão em algo concreto”, afirma.

Com o apoio recebido, a Jade Autism desenvolveu suas primeiras versões e iniciou parcerias com escolas e redes municipais de ensino, o que possibilitou validar a solução em escala. O reconhecimento em eventos e premiações internacionais também contribuiu para a expansão da empresa para novos mercados.

Ideia que gera impacto na educação e nas famílias

A empresa acumula conquistas importantes no ecossistema de inovação, como recebimento de investimento internacional. Além disso, integrou a lista “100 Startups to Watch” e venceu competições relevantes, como o Web Summit Rio. Em 2024, também foi destaque em premiações internacionais e em programas de aceleração, consolidando sua atuação global.

Para Ronaldo, a trajetória demonstra o potencial de incentivos à inovação. “Eles são o ponto de partida, mas o mais importante é o que o empreendedor faz depois. O Centelha ajuda a tirar a ideia do papel, mas construir uma startup exige persistência, capacidade de aprender com os erros e muita proximidade com o problema que você está tentando resolver”, ressalta.

Segundo Públio Ribeiro, coordenador-geral do Centelha no MCTI, o programa tem como objetivo criar oportunidades para que ideias inovadoras se transformem em empreendimentos de sucesso, oferecendo suporte desde as fases iniciais. “Casos como o da Jade Autism mostram como o incentivo certo pode contribuir muito para gerar impacto real na sociedade. O sucesso do projeto da startup reforça a importância do programa em investir em ideias com potencial de alcance global e transformação social”, concluí. 

Sobre o Centelha 

Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios por meio da oferta de recursos financeiros em formato de subvenção econômica, bolsas de apoio técnico, capacitações e suporte. Em sua terceira edição, o programa chega a todos os 26 estados e ao Distrito Federal, com a previsão de investimento de R$ 155 milhões e a expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos em todo o país. 

A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e a Fundação CERTI. Em duas edições, o programa já apoiou a criação de 1.640 startups e envolveu mais de 65 mil empreendedores em todo o Brasil.

Fonte https://diariopcd.com.br/aplicativo-criado-por-startup-para-criancas-autistas-e-usado-em-179-paises/

Postado Pôr Antônio Brito 

Romário e Flávio Arns querem explicações sobre cobrança do IPI para pessoa com deficiência na aquisição de veículo

Romário e Flávio Arns querem explicações sobre cobrança do IPI para pessoa com deficiência na aquisição de veículo

Apesar de Receita Federal garantir que os benefícios para as pessoas com deficiência não seria afetado, Lei Complementar tem justificado redução para 90% na isenção do IPI na aquisição de veículos 0km. Lei Federal garante isenção até 31 de dezembro de 2026

Desde o mês de março as pessoas com deficiência que desejam adquirir um veículo 0km, estão enfrentando problemas com algumas montadoras que estão justificando a redução do benefício fiscal, justificando que a Lei Complementar 224 de 2025 – que teve vigência a partir de 1º de abril, passaria a obrigar o recolhimento de 10% (dez por cento) em relação ao IPI –  Imposto sobre Produtos Industrializados, que atualmente segue as regras prevista em legislação específica – Lei Federal 8989/1995, que determina a isenção do total do tributo até 31 de dezembro de 2026 para veículos com valores até R$ 200 mil reais.

CONFIRA ENTREVISTA com Loni Elisete Manica – Assessora Parlamentar do Senador Romário e Pós Doutoranda em Educação UCB e com Diogo de Novaes – Coordenador do Departamento Legislativo do Senador Flávio Arns.

https://www.youtube.com/watch?v=1HLfPt9G_jE&t=14s

Ao Diário PcD, a Seção de Comunicação Institucional – Sacin, da Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil – 4ª Região Fiscal, em nota oficial, informou que após consultar o Auditor-Fiscal Hans Wolfglanc Lisboa, “a Lei nº 8.989/95 vem sendo prorrogada desde a sua promulgação em 1995. A mesma seguirá vigendo após 31/12/2026, é bastante a edição de nova Lei prorrogando os efeitos da Lei atual, posto que se trata de assunto de relevante interesse nacional, que atinge um contingente populacional muito sensível e que necessita de veículo para a sua melhor locomoção. A redução de 10% do valor do benefício fiscal de que trata o art. 4º da LC nº 224/25, refere-se ao montante anual do benefício fiscal e sua concessão, não diz respeito ao valor de aquisição do veículo até 200 mil reais, eu diria que no futuro, como efeito da correção inflacionária, esse valor deverá ser corrigido”.

O Auditor-Fiscal ainda afirmou ao Diário PcD que “a única preocupação governamental é que os benefícios fujam ao controle estatal e se tornem inviável para o controle das contas públicas, então a LC terá o condão de limitar os gastos com a renúncia fiscal, mas o PCD pode ficar tranquilo, porque esse benefício que lhes é conferido tem um cunho social importantíssimo, então posso assegurar que, se o governo tiver que limitar os gastos com algum benefício, o último a ser limitado será o benefício fiscal ofertado ao PCD”.

Cobrança em Nota Fiscal

O que foi garantido pela Receita Federal não é o que vem acontecendo no mercado, com algumas montadoras, que cobram os 10% já na emissão da Nota Fiscal.

O Senador Flávio Arns, ao receber as informação da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, afirmou que já levou a preocução ao Presidente do Senado Federal e que uma proposta legislativa deve ser votada em breve para evitar a continuidade dessas cobranças, que são consideradas indevidas pelo parlamentar.

Já o Senador Romário, questiona oficialmente Robinson Sakiyama Barreirinhas, Secretário Especial da Receita Federal do Brasil. “Tenho recebido diversas manifestações oriundas de diferentes regiões do país acerca da aplicação da Lei Complementar nº 224, de 26 de dezembro de 2025, especialmente no que se refere à possível incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em aquisições realizadas por pessoas com deficiência. Segundo os relatos encaminhados por instituições representativas, processos recentes de solicitação de isenção de IPI estariam sendo indeferidos pela Receita Federal, com a exigência do recolhimento de percentual correspondente a 10% da alíquota padrão, com fundamento nas novas regras estabelecidas pela referida Lei Complementar, vigente desde 1º de abril de 2026”.

Em documento, o parlamentar afirma que “chama atenção o fato de que o rol de exceções previsto no § 8º do art. 4º da Lei Complementar nº 224/2025 não contempla, de forma expressa, a referida isenção, o que tem gerado insegurança jurídica e apreensão entre os beneficiários e as instituições que atuam na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Solicito a
gentileza de que os esclarecimentos sejam prestados com a maior brevidade possível, a fim de subsidiar resposta às instituições e cidadãos que têm buscado orientação junto a este gabinete”.

Trecho do documento enviado ao Secretário Especial da Receita Federal do Brasil pelo Senador Romário.

NOTA DO DIÁRIO PcD

As afirmações encaminhadas ao Diário PcD pela Receita Federal parecem bem claras, entretanto o órgao vem aceitando Notas Fiscais constando uma legislação que não justifica a redução da isenção do IPI para 90%. Essa alteração, anotada pelas montadoras no momento da efetivação da compra pela pessoa com deficiência pode – futuramente, ter que ser justificada aos órgãos federais, já que existe um Lei Federal (8989) ainda em vigência.

Permanecemos acompanhando todas as novas informações sobre o tema.

Reafirmamos que as divulgações realizadas pelo Diário PcD estão embasadas e devidamente documentadas. 

Fonte https://diariopcd.com.br/romario-e-flavio-arns-querem-explicacoes-sobre-cobranca-do-ipi-para-pessoa-com-deficiencia-na-aquisicao-de-veiculo/

Postado Pôr Antônio Brito 

CT Paralímpico recebe Seleção feminina de vôlei sentado para a 4ª fase de treinamento

Semana de treino da seleção de Vôlei sentado feminino no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico (CT), em São Paulo, recebe a quarta fase de treinamento da Seleção Brasileira de vôlei sentado. Ao todo, foram convocadas 12 atletas, que estarão na capital paulista de 26 de abril e 3 de maio.

Entre o final de março e começo de abril, a Seleção também esteve presente no CT Paralímpico para a terceira semana de treinamento. As atividades têm tido como principal objetivo o Campeonato Mundial em Hangzhou, na China.

A competição acontecerá entre os dias 10 e 17 de julho e a Seleção chega como atual campeã do torneio sediado em Sarajevo, na Bósnia no ano de 2022. As atletas superaram as canadenses por 3 sets a 2 (25/23, 18/25, 25/21, 17/25, 15/06) e a partida foi tie-break (5º set decisivo), garantindo a medalha inédita do vôlei sentado feminino brasileiro.

A Seleção conta com mais uma semana de treinamento no CT Paralímpico que acontecerá em maio, entre os dias 12 e 19, além de uma semana de preparação para o Mundial com a seleção masculina, em 30 junho e 8 de julho, também no CT Paralímpico.

Confira a lista de atletas convocadas:

NOME COMPLETOCLUBE
Ádria Jesus da SilvaASPAEGO
Ágata Godoy Brito MarinhoSESI-SP
Ana Jenifer dos Santos Silva SESI-SP
Andressa de Abreu CarvalhoSESI/SP
Bruna Nascimento Lima de LimaSESI-SP
Camila Maria Leiria de CastroASPAEGO
Gizele Maria da Costa DiasSESI/SP
Janaina Petit CunhaSESI-SP
Maria Clara de Sousa SilvaSESI-SP
Nurya de Almeida SilvaASPAEGO
Pâmela PereiraASPAEGO
Suellen Cristine Dellangelica LimaSESI-SP

*Com informações da Confederação Brasileira de Vôlei para Deficientes (CBVD)

Patrocínios
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do vôlei sentado.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-paralimpico-recebe-selecao-feminina-de-volei-sentado-para-a-4a-fase-de-treinamento/

Postado Pôr Antônio Brito 

Nova diretoria da ABRIDEF toma posse para mandato até 2029

ABRIDEF empossa nova diretoria para o mandato até 2029, reforçando atuação no setor de tecnologia assistiva e destacando sua trajetória de 16 anos.

Nova diretoria da ABRIDEF toma posse para mandato até 2029

Ontem, dia 28 de abril de 2026, a ABRIDEF – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS DE TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – deu um grande passo para essa sua nova trajetória, com a posse do seu quadro diretivo para os próximos 4 anos (2025-2029). A ABRIDEF nasceu em 2010, durante a Reatech, no estande do governo federal, por uma necessidade do setor em se profissionalizar e se fortalecer, fomentando a indústria nacional, avançar também na abertura de mercado e, principalmente, com foco na qualidade dos produtos de tecnologia assistiva, seu desenvolvimento e preço justo.

Desde então, são 16 anos desta entidade patronal, representando o setor.

O novo quadro diretivo ficou assim:

- Presidente: Rodrigo Rosso – Sistema Reação/Mobility & Show - Vice-Presidente: Renato Baccarelli – Car Mobility - Diretoria de Relações Institucionais e Governo: Roberto Maluhy - Fastbraille - Diretoria de Relações Internacionais: Cid Torquato – Wsa Brasil - Diretoria de Relações com Terceiro Setor: José Araújo Neto – Icom Libras/Ame - Diretoria de Marketing/Comunicação e Eventos: Leandro Zillig – Azul Mob - Diretoria Administrativa/Financeira: Jaime Stabel – ITS - Diretoria Jurídica: Dr. Ronilson Silva – Prefeitura Arujá/SP - Diretoria Científica: Dra. Maria De Mello – UFMG/Unifesp - Coordenadoria Técnica: Dra. Fabíola Canal – Fisioterapeuta/Cavenaghi - Coordenadoria de Arquitetura e Acessibilidade: Maycon Fogliene – Arquiteto/Gerando Ideias - Coordenadoria de Inclusão e Saúde: Iremar Masano – VSB/Crefito - Coordenadoria de Indústria e Comércio: Luiz Vanzetti – Vanzetti - Coordenadoria de Varejo e Serviços: Itamar Tavares – Lyon - Coordenadoria de Mobilidade e Acessibilidade Digital: Valmir De Souza – Biomob - Coordenadoria de Adaptações Veiculares: Carlos Cavenaghi – Cavenaghi - Coordenadoria de Eventos, Cursos e Treinamentos: José Robertto Sevieri – Promo Eventos/Rehafair - Conselho Fiscal: Mika Mitsui – Ateliê Da Escrita - Conselho Fiscal: Névia Bernardes – Névia Isenções - Conselho Fiscal: Fillipe Nobrega – Hotel Mercure Pinheiros

Boa sorte e sucesso a todos os membros no novo corpo diretivo da ABRIDEF!

Mais informações sobre a ABRIDEF ou se sua empresa deseja se associar e fazer parte, envie um WhatsApp:

(11) 99307-1353

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=3613bfa1-e472-442e-a52b-2cac96033ab2

Postado Pôr Antônio Brito 

28/04/2026

ANAPcD busca participação em Audiência Pública que discute exclusão de candidatos com deficiência em concursos públicos

ANAPcD busca participação em Audiência Pública que discute exclusão de candidatos com deficiência em concursos públicos

ANAPcD encaminhou solicitação oficial para participação em Audiência Pública.

Na quarta-feira, 22, a ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência encaminhou ofício ao Deputado Federal Rodrigo Rollemberg, presidente da Comissão PcD na Câmara dos Deputados, solicitando a participação na Audiência Pública, que será realizada às 13h do dia 28 de abril que vai discutir a exclusão de candidatos com deficiência em concursos públicos.

De acordo com Abrão Dib, presidente da Associação “nossa entidade participa de debates e discussões sobre o tema há muito tempo, em todas as esferas brasileiras. Nosso objetivo é apresentar informações que podem enriquecer o debate sobre a exclusão de candidatos PcD em concurso público”.

Para o parlamentar, o objetivo da Audiência “é avaliar os critérios técnicos e a transparência das avaliações biopsicossociais realizadas por concursos públicos; e a legalidade das exclusões na etapa de enquadramento como pessoa com deficiência. Os convidados também devem discutir a efetividade das políticas de reserva de vagas para pessoas com deficiência em concursos para carreiras de segurança pública e atividades de natureza operacional”.

O debate deve abordar a necessidade de padronização nacional dos procedimentos de avaliação; e a distinção entre o reconhecimento da condição de pessoa com deficiência e a avaliação de aptidão para o exercício do cargo.

Estão convidados para a Audiência Pública Representante do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI); RAUL DE PAIVA, Coordenador-Geral de Diversidade e Interseccionalidade da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (MDHC); CAROLINA SEIXAS BACELLAR, do Centro Palmares de Estudos e Assessoria por Direitos, representando o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE); Representante da banca organizadora IDECAN; LAILAH VILELA, Médica, Auditora Fiscal do Trabalho e especialista em Avaliação Biopsicossocial das Deficiências; e MARCOS CASAGRANDE, representante dos candidatos com deficiência (PcD) eliminados.

A sociedade pode participar de forma interativa, encaminhando perguntas e comentários sobre o tema para o link: https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/81675

A ANAPcD já encaminhou o seu comentário e vem recebendo o apoio maciço da sociedade

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Fonte https://diariopcd.com.br/anapcd-busca-participacao-em-audiencia-publica-que-discute-exclusao-de-candidatos-com-deficiencia-em-concursos-publicos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil estreia em torneio de ciclismo de estrada na Bélgica nesta terça-feira, 28

Ulisses Leal Freitas em disputa no Parapan de Santiago em 2023 | Foto: Douglas Magno / CPB.

O Brasil estreia nesta terça-feira, 28, na etapa da Copa do Mundo de ciclismo de estrada, realizada em Gistel, na Bélgica. Ao todo, 14 atletas e um piloto irão participar do torneio, que segue até sexta-feira, 1º de maio.

Entre os participantes estão atletas que representaram o país nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024: os paulistas Lauro Chaman, da classe MC5 (para atletas que utilizam bicicletas convencionais), e Jéssica Ferreira, da classe WH3 (handbikes); o goiano Carlos Gomes, da classe MC1 (atletas com comprometimento em membros superiores); e o sergipano Ulisses Freitas, da classe MH4 (handbikes).

Além desta etapa, o Brasil ainda disputa, na próxima semana, a etapa da Itália, realizada em Abruzzo, de 7 a 10 de maio. Ao todo, serão 29 atletas presentes nas provas de estrada; além deles, mais oito pilotos compõem a equipe.

Confira os participantes:
Lauro César Moro Chaman (Classe C5)
Victor Luise de Oliveira Herling (Classe C2)
Carlos Alberto Gomes Soares (Classe C1)
Victoria Maria de Camargo e Barbosa (Classe C1)
Antonio Marcos de Moura (Classe H5)
Gilmara Sol do Rosário Gonçalves (Classe H2)
Jessica Moreira Ferreira (Classe H3)
Roberto Franco Neto (Classe C2)
Dirceu Soares Vale de Almeida (Classe C4)
Gilberto de Sousa Silva (Classe C5)
Ulisses Leal Freitas (Classe H4)
Ronan da Motta Fonseca (Classe H5)
Bruno Bonfim dos Anjos (Classe B)
José Eriberto Medeiros Rodrigues (Piloto)

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Carlos Gomes, Gilmara Gonçalves e Antonio Moura são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Lauro Chaman e Jessica Ferreira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-estreia-em-torneio-de-ciclismo-de-estrada-na-belgica-nesta-terca-feira-28/

Postado Pôr Antônio Brito 

SP: universidade cria lâminas táteis para aluna com deficiência visual

Universidade em SP cria lâminas táteis com tecnologia 3D para aluna com deficiência visual, promovendo inclusão e inovação no ensino de Nutrição.

SP: universidade cria lâminas táteis para aluna com deficiência visual

Uma iniciativa inovadora está transformando a experiência de ensino na Universidade Santa Cecília (UNISANTA). A partir de uma necessidade real em sala de aula, surgiu um projeto que une tecnologia, empatia e educação inclusiva: a criação de lâminas táteis para auxiliar uma aluna com deficiência visual total nas aulas do curso de Nutrição.

A ideia partiu de uma professora que percebeu que o formato tradicional da disciplina - fortemente baseado no uso do microscópio - limitava significativamente a participação da estudante. A disciplina de Microscopia utiliza bastante a visão e, para uma aluna com deficiência visual, a experiência ficava reduzida. Diante desse desafio, a docente decidiu buscar alternativas que possibilitassem à aluna vivenciar o conteúdo de forma plena. A solução veio por meio da adaptação das lâminas histológicas para o tato, com o apoio do Laboratório de Inovação da Universidade Santa Cecília (INOVFABLAB UNISANTA).

O projeto envolveu a criação de duas lâminas principais: uma representando o útero, com suas 3 camadas, e outra, uma célula, permitindo a identificação de organelas e do núcleo. O grande desafio foi transformar imagens bidimensionais em estruturas tridimensionais que pudessem ser compreendidas pelo toque.

A primeira dificuldade foi justamente fazer uma diferença que a aluna cega sentisse no tato. Por exemplo, na lâmina de útero, foi preciso representar 3 camadas distintas. O desafio foi criar texturas e relevos diferentes para que ela conseguisse identificar cada uma e entender o posicionamento delas.

O desenvolvimento das lâminas foi realizado em modelagem 3D e realidade aumentada da universidade, utilizando tecnologias de fabricação digital.

Gabryelle Pereira Silva é a aluna com deficiência visual de Nutrição da UNISANTA beneficiada pela iniciativa. Ela destaca que, sem as lâminas, ficaria bem perdida.

A iniciativa reforça a importância de uma educação inclusiva e em constante evolução.

Parabéns à UNISANTA!

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=4fda0a4a-429c-4d5b-9f81-07ed897bde9a

Postado Pôr Antônio Brito 

27/04/2026

“APARENTE-MENTE” o Filme, de Ronaldo Denardo no Diário PcD

“APARENTE-MENTE” o Filme, de Ronaldo Denardo no Diário PcD

O jornalista Ronaldo Denardo, palestrante e autor, disponibilizará ao Diário PcD a apresentação do curta que foi produzido na grande São Paulo, por gente da região. Exibição acontecerá às 20h da próxima sexta-feira, 1º de maio

Quem acompanha as mídias sociais do Diário PcD ganhará um presente na próxima sexta-feira, 1º.

Ronaldo Denardo, cadeirante tetraplégico por um acidente automobilístico em 1997, transformou sua história em uma mensagem de impacto. Com mais de 20 anos de experiência, realiza palestras que unem emoção, consciência e transformação real em públicos de empresas, indústrias e instituições, onde ele também aborda segurança, prevenção e valorização da vida.

Jornalista, autor e comunicador, Denardo mostra que é possível seguir em frente com novos pensamentos.

O FILME

Em “Aparente-Mente”, Theo, um jovem cadeirante e carismático, enfrenta os desafios de encontrar amor e aceitação em uma sociedade que muitas vezes o julga pela sua condição física.

A trama ganha vida quando Sophia, inicialmente preconceituosa, descobre a verdadeira essência de Theo ao conviver com ele, mas percebe tarde demais seus próprios sentimentos.

O filme, estrelado por Denardo como Theo, não apenas desafia estereótipos, mas também convida o público a refletir sobre as faltas de oportunidades, inclusão e a verdadeira medida do valor humano.

O roteirista Denardo apresenta “Aparente-Mente”, uma obra que mergulha nas complexidades emocionais e sociais enfrentadas por pessoas com deficiência, abordando o preconceito, as dificuldades de relacionamento e a superação pessoal.

Com um enredo acima de tudo envolvente e sensível, o filme questiona o julgamento baseado em aparências e explora como a verdadeira essência de uma pessoa só pode ser descoberta por meio da convivência e empatia.

Curta o curta

Além disso, agora Denardo trilha sua carreira como cineasta, com seu primeiro filme. No curta o protagonista, Theo, é um jovem bonito e cadeirante, que enfrenta desafios em suas tentativas de se relacionar afetivamente, muitas vezes sendo vítima de preconceitos.

Ao longo da trama, Theo mostra que suas capacidades vão além do que os outros imaginam, desafiando estereótipos e revelando que o verdadeiro valor de uma pessoa está em sua essência, não em sua aparência física.

A narrativa toma um rumo emocionante quando Sophia, a antagonista, inicialmente demonstra preconceito em relação ao protagonista, mas, à medida em que convive com ele, passa a ver além de suas limitações físicas, desenvolvendo sentimentos que chegam tarde demais, pois Theo já está em outro relacionamento.

“Aparente-Mente” destaca-se pela abordagem realista e por trazer à tona temas como inclusão e aceitação, convidando o público a refletir sobre as barreiras invisíveis que a sociedade impõe.

Com elenco promissor, incluindo a participação do próprio Denardo como Theo, o filme promete tocar o público com sua mensagem poderosa e emocionante.

SERVIÇOS

A exibição acontecerá no canal do Diário PcD no YouTube, com repercussão em todas as demais mídiais sociais

1º de maio – 20h

Curta o traillher –

Acidente aos 22 anos

A própria história inspiradora do cineasta já vale, em suma, a pauta: Denardo sofreu acidente automobilístico em 1997, aos 22 anos, que o deixou tetraplégico/cadeirante por uma fratura na coluna.

Após o acidente, o início não foi nada fácil para o autor.

Denardo perdeu praticamente todos os movimentos do corpo, do pescoço para baixo não mexia mais nada, nada mais funcionava, mas com dedicação, força de vontade, tratamentos e muita fisioterapia, aos poucos foi retomando parte dos movimentos.

Hoje já pode mexer os braços, o punho e tem equilíbrio de tronco, o que o possibilita a voltar a sonhar, voltar a se integrar à sociedade e continuar em frente com a vida. Denardo conseguiu se recuperar, se reabilitar, se adaptou, voltou a estudar, formou-se e retomou o trabalho.

Hoje ainda não é fácil, enfrenta muitas dificuldades e existem vários obstáculos e limitações para ele, mas nunca desistiu e jamais desistirá. Segue firme e forte, lutando por suas realizações.

Ainda acredita e tem fé em um dia poder voltar a andar, mas enquanto isso não acontece respira a esperança, ganha estímulos e inspirações da vida, tira forças da vontade de vencer e do amor que tem pela comunicação e vai ao trabalho.

Palestrante motivacional

Hoje Denardo é graduado em comunicação social e gestão pública, palestrante motivacional, escritor e autor de dois livros publicados pela editora Ibrasa: o “Andando Sem Poder Andar” de 2007, livro em que relata toda sua história e trajetória, desde suas aventuras de adolescente, como foi e os detalhes do acidente, e por fim, a adaptação à nova condição física, a reabilitação, a superação e como hoje é sua vida em cima da cadeira de rodas; e o “Latitude de Klare” de 2012, romance fictício que conta as aventuras de uma jovem intensa e libidinosa sozinha pelo mundo.

www.palestrasdenardo.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/palestras.denardo

Fonte: https://abcdreal.com.br/

Fonte https://diariopcd.com.br/aparente-mente-o-filme-de-ronaldo-denardo-no-diario-pcd/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de rúgbi em CR é campeã em torneio internacional na Austrália

O brasileiro Gabriel Feitosa disputa jogada em torneio em Adelaide, na Áustrália | Foto: Divulgação / @gbwheelchairrugby

A Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas conquistou o título no torneio Santos Wheelchair Rugby World Challenge 2026 neste domingo, 26, em Adelaide, na Austrália. Na decisão, a equipe nacional, que havia sido medalhista de bronze na mesma competição no ano passado, derrotou a Grã-Bretanha por 58 a 50 para terminar com a medalha de ouro.

A Seleção Brasileira da modalidade obteve uma excelente campanha na primeira fase da competição, quando sofreu apenas uma única derrota contra os donos da casa e três vitórias no total. O primeiro resultado positivo brasileiro foi contra os mesmos britânicos da final, por 60 a 55. Na segunda partida, a equipe alcançou um feito inédito ao derrotar os Estados Unidos, atuais campeões da Copa América, por 58 a 54. No último confronto do dia, o Brasil superou a Alemanha por 60 a 58.

Na decisão deste domingo, os brasileiros ficaram à frente do placar desde o começo da partida. No intervalo, o placar marcava 32 a 24 para a equipe do técnico Benoit Labrecque.

“Foi um torneio incrível para nós. Os atletas jogaram as cinco partidas da competição como se fossem cinco finais. Acredito que merecíamos terminar este torneio assim [com o primeiro lugar]. Com certeza, voltaremos no ano que vem para defender o título”, afirmou o treinador canadense e comandante brasileiro.

O Santos Wheelchair Rugby World Challenge era uma das principais competições internacionais do calendário de 2026 antes da disputa do Campeonato Mundial da modalidade, que será disputado em São Paulo (SP). Além do Brasil, outras cinco seleções já classificadas para o Mundial disputaram o torneio: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e a dona da casa Austrália.

Este foi o segundo compromisso internacional da Seleção Brasileira de rúgbi em CR nesta temporada. Em fevereiro, a Seleção foi campeã da Musholm Cup, realizada na Dinamarca. A vitória representou o primeiro título brasileiro conquistado em solo europeu.

Confira os resultados:

Fase de grupo
Brasil 60×55 Grã-Bretanha
Brasil 58×54 Estados Unidos
Brasil 60×58 Alemanha
Brasil 58×63 Austrália

Final
Brasil 58×50 Grã-Bretanha

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-rugbi-em-cr-e-campea-em-torneio-internacional-na-australia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Bruce Willis: família vai doar cérebro do ator para pesquisa

Família de Bruce Willis enfrenta diagnóstico de demência frontotemporal e decide doar cérebro do ator para pesquisas, ampliando a conscientização sobre a doença.

Bruce Willis: família vai doar cérebro do ator para pesquisa

A família de Bruce Willis tem enfrentado uma das fases mais delicadas de sua trajetória desde que o ator foi diagnosticado com Demência Frontotemporal (DFT).

A condição, que afeta principalmente a comunicação, o comportamento e a cognição, é progressiva e ainda não possui cura. Desde que o diagnóstico foi tornado público, sua esposa, junto com todos os seus familiares, tem compartilhado momentos de conscientização sobre a doença — trazendo visibilidade para uma condição pouco conhecida, mas extremamente desafiadora.

Embora a família mantenha a maior parte da rotina de cuidados em privado, eles já destacaram a importância do apoio emocional, da informação e da empatia para quem convive com doenças neurodegenerativas. A jornada tem sido marcada por união, adaptação e presença — valores que se tornam essenciais diante de situações que fogem do controle.

A história de Bruce Willis hoje vai além do cinema. Ela levanta um alerta sobre a importância de compreender melhor doenças como a DFT, apoiar pacientes e valorizar cada momento ao lado de quem amamos.

Mais do que respostas, essa fase traz um lembrete poderoso: cuidar, respeitar e estar presente pode ser uma das maiores formas de amor.

Pensando em ajudar ainda mais o mundo sobre DFT, a família decidiu doar o cérebro do ator após sua partida, para que estudos e pesquisas possam ser feitos sobre a doença.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=efb7a58d-d05c-4d2b-b36b-db2bfe2c99a7

Postado Pôr Antônio Brito 

25/04/2026

Nós somos tijolos vivos Na construção da inclusão.

 


Vencemos “mil preconceitos”

Construímos nossa história

Cada dia, uma vitória…

Na mudança de conceitos

Buscando nossos direitos

Lutando com o coração…

Vivendo na emoção…

De agora termos motivos,

Nós somos tijolos vivos

Na construção da inclusão.

 

Vivendo em meio a preceitos

Encarando o dia-a-dia…

Sempre com muita alegria

Na busca de ser aceitos

Construindo novos pleitos

Na luta por cada Irmão

Ouvindo a voz da razão

De não sermos mais cativos,

Nós somos tijolos vivos

Na construção da inclusão.

 

Nesses caminhos estreitos

Fomos transpondo barreiras

Vencemos várias trincheiras,

Não foram dias perfeitos…

Conquistamos vários pleitos

E a nossa percepçãocepção

Junto com a resignação…

Nos fizeram mais ativos

Nós somos tijolos vivos

Na construção da inclusão.

 

Foram muitos nossos feitos

Mesmo com dificuldades,

Impomos nossas verdades

Que causaram seus efeitos,

E ficamos satisfeitos…

Por isso com gratidão,

E com muita satisfação

Dizemos com incentivos:

Nós somos tijolos vivos

Na construção da inclusão.

 

Poesia: Heleno Trajano em homenagem ao 

Aniversário de 22 anos de fundação da 

ADET - Associação dos Deficientes de Tabira.

Tabira - PE, 18 de abril de 2026.


Postagem: Heleno Trajano

Fonte: trajandocidadania.com.br


Personagens da ficção com deficiência visual ampliam o debate sobre representatividade, acessibilidade e percepção coletiva

Personagens da ficção com deficiência visual ampliam o debate sobre representatividade, acessibilidade e percepção coletiva

Cultura pop transforma entretenimento em ferramenta de inclusão social

Mesmo ainda pouco frequentes em desenhos, filmes, séries e novelas, personagens cegos costumam ganhar destaque quando representados na ficção, seja pela curiosidade do público ou pela forma como suas histórias são construídas. Mas, mais do que isso, eles contribuem para debates sobre inclusão e representatividade. Figuras como O Demolidor, Dorinha, da Turma da Mônica, e Toph Beifong, da série Avatar, são exemplos de como a presença de pessoas com deficiência visual na indústria do entretenimento podem ampliar a visibilidade e provocar reflexões sociais.

Quando um personagem cego é inserido em histórias de grande alcance, ele ajuda a romper estereótipos associados ao universo da deficiência visual como a ideia de fragilidade, dependência e limitações. Em vez disso, passam a ser retratados como indivíduos complexos, com habilidades e trajetórias próprias, contribuindo para um cenário mais realista e humanizado. Esse tipo de abordagem é de extrema importância para desconstruir percepções erradas presentes no imaginário coletivo em relação a pessoas cegas.

“A presença de personagens com deficiência visual em grandes produções naturaliza a inclusão e mostra que essas pessoas podem ocupar todos os espaços, inclusive como protagonistas, seja no dia a dia ou representados em séries e desenhos de repercussão mundial”, afirma Karina Perrone, analista de marketing da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual.

A representatividade, nesse contexto, está diretamente ligada à inclusão. Ainda segundo Karina, o reconhecimento em personagens fictícios fortalece a identidade, valida experiências e contribui para a construção da autoestima de pessoas cegas, especialmente durante a infância e a adolescência. “A cultura pop favorece a inclusão ao promover visibilidade e evidenciar diferentes vivências e contextos sociais que muitas vezes o grande público desconhece”, completa.

Por outro lado, a analista de marketing alerta que essa representação precisa ser construída com responsabilidade. Retratações superficiais, caricatas ou estereotipadas podem reforçar preconceitos e até expor pessoas com deficiência visual a situações de constrangimento. Por isso, é fundamental que roteiristas, produtores e criadores busquem referências reais e, sempre que possível, incluam pessoas com deficiência nos processos criativos.

Embora a presença de personagens cegos venha crescendo gradualmente nas produções, ainda existe um distanciamento entre o que é mostrado na ficção e a realidade enfrentada por muitas pessoas com deficiência visual. Barreiras de acessibilidade, falta de recursos adaptados e desafios na inclusão social continuam fazendo parte do cotidiano dessa população. “A presença de cegos na mídia é um avanço importante, mas precisa caminhar junto com ações concretas. Quando conseguimos unir visibilidade com acesso real a direitos, avançamos de forma mais consistente na construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva”, conclui Perrone.

Sobre a Laramara:

Fundada em 1991 pelo casal Mara e Victor Siaulys, a Laramara é referência nacional no atendimento a pessoas cegas e com baixa visão, contribuindo de forma pioneira na promoção da autonomia, educação, formação profissional, cultura e convivência inclusiva. Ao lado de parceiros e apoiadores, a associação desenvolve programas inovadores que impactam milhares de famílias em todo o país.

Fonte https://diariopcd.com.br/personagens-da-ficcao-com-deficiencia-visual-ampliam-o-debate-sobre-representatividade-acessibilidade-e-percepcao-coletiva/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil supera Grã-Bretanha, EUA e Alemanha em torneio internacional de rúgbi em cadeira de rodas

Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas em disputa no Santos Wheelchair Rugby World Challenge, em Adelaide, na Austrália | Foto: Divulgação/Joep Buijs.

A Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas conquistou sua terceira vitória nesta sexta-feira, 24, no Santos Wheelchair Rugby World Challenge, disputado em Adelaide, na Austrália. Os triunfos foram sobre Grã-Bretanha, Estados Unidos e Alemanha.

A primeira vitória brasileira foi contra os britânicos, por 60 a 55. Na segunda partida, a equipe alcançou um feito inédito ao derrotar os Estados Unidos, atuais campeões da Copa América, por 58 a 54. No último confronto do dia, o Brasil superou a Alemanha por 60 a 58.

O próximo compromisso da Seleção será contra a anfitriã Austrália, ainda neste sábado, 25, às 6h (horário de Brasília). Após a fase classificatória, as duas melhores campanhas do grupo único avançam à final, enquanto a terceira e a quarta colocadas disputam a medalha de bronze.

Além do Brasil, também participam do torneio outras seleções já classificadas para o Mundial da modalidade: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha e Austrália. O Campeonato Mundial será realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, entre os dias 15 e 24 de agosto.

Confira os resultados:
Brasil x Grã-Bretanha – 60 x 55
Brasil x Estados Unidos – 58 x 54
Brasil x Alemanha – 60 x 58

Sábado, 25
6h Brasil x Austrália

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-supera-gra-bretanha-eua-e-alemanha-em-torneio-internacional-de-rugbi-em-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Campinas/SP: 50% das mulheres PCD tem fundamental incompleto

IBGE aponta que 50% das mulheres com deficiência em Campinas têm ensino fundamental incompleto ou nenhuma instrução. Especialistas citam barreiras sociais e estruturais.

Campinas/SP: 50% das mulheres PCD tem fundamental incompleto

Metade das mulheres com deficiência da cidade de Campinas/SP tem ensino fundamental incompleto ou nenhuma instrução, segundo o IBGE. O grupo corresponde a 17.454 pessoas do sexo feminino que têm 25 anos ou mais, de um total de 34.018.

Os dados foram levantados por meio do Censo 2022 e divulgados em uma plataforma que reúne números relacionados às mulheres, lançada no fim de março de 2026.

Para especialistas em educação inclusiva, o percentual é assustador e retrata os desafios das mulheres com deficiência, que precisam enfrentar não só o capacitismo, mas também o machismo.

Especialistas acreditam que ainda há muitas barreiras para as pessoas com deficiência conseguirem se formar, como falta de acessibilidade física, barreiras arquitetônicas, preconceito, falta de materiais e preparo de profissionais.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=88ecba20-fd6d-4045-af4d-8a108a0611e1
 
Postado Pôr Antônio Brito 

24/04/2026

O sistema de Assistência Social brasileiro como ferramenta estratégica para política industrial, inclusão social e desenvolvimento nacional

O sistema de Assistência Social brasileiro como ferramenta estratégica para política industrial, inclusão social e desenvolvimento nacional - OPINIÃO - * Por André Naves

OPINIÃO

  • * Por André Naves

A Constituição Federal de 1988, em sua leitura orgânica e sistemática, erige a dignidade da pessoa humana como fundamento da República (art. 1º, III), ao lado da justiça social (art. 3º, I) e da redução das desigualdades (art. 3º, III).
 

Esses princípios não se esgotam em declarações retóricas; eles se materializam na ordem econômica, que visa ao desenvolvimento nacional, à justiça social e à erradicação da pobreza (art. 170), e na assistência social como direito fundamental (art. 6º), assegurado por políticas públicas que promovem a integração ao mercado de trabalho e a proteção aos vulneráveis (arts. 193, 203 e 204). Ignorar essa interconexão é incorrer em leituras fragmentadas, que divorciam a proteção social da ordem econômica, da ciência e da tecnologia (arts. 218 e 219).
 

O sistema de assistência social brasileiro, longe de ser um gasto estéril, emerge como ferramenta estratégica para a inclusão social, a expansão da demanda interna e o fomento à política industrial, conforme evidenciado por análises rigorosas do IPEA e do Federal Reserve Bank of San Francisco (FRBSF).
 

A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS, Lei 8.742/1993) define a assistência social como direito do cidadão e dever do Estado, articulando-se com a Lei 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações), que reforça as compras públicas como instrumento de desenvolvimento nacional, e a Lei 13.243/2016, que institui o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência.
 

Esses diplomas legais não operam aos pedaços; eles convergem para uma visão integrada, onde o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as regras recentes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) — que mantêm o apoio a pessoas com deficiência ingressando no mercado de trabalho — incentivam a inclusão produtiva.
 

Essa sistemática jurídica, amparada na Constituição, transforma a assistência social em um pilar da justiça social, evitando soluções superficiais que tratam a pobreza como um problema isolado, em vez de um entrave ao dinamismo econômico.

Economicamente, a assistência social impulsiona a redução da pobreza e a elevação da capacidade de consumo, gerando efeitos multiplicadores na economia. Estudos do IPEA demonstram que programas como o Bolsa Família expandem a demanda por trabalho, ao injetarem renda nas camadas mais vulneráveis, estimulando o consumo de bens essenciais e serviços.
 

O FRBSF, em análises macroeconômicas, corrobora que os cash transfers no Brasil elevam o PIB potencial, ao reduzirem a desigualdade e fomentarem um mercado interno mais robusto.
 

Dados do IBGE, via Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), monitoram essa dinâmica: a focalização por meio do Cadastro Único (CadÚnico) permite mapear vulnerabilidades e direcionar recursos, resultando em quedas mensuráveis na pobreza extrema e em aumentos na participação laboral.

Esses mecanismos não são apenas simples paliativos; eles constroem capacidades humanas, transformando beneficiários em consumidores ativos e trabalhadores produtivos.
 

A transição da proteção social para a política industrial ocorre por encadeamento causal: ao dotar cidadãos de renda e acesso a serviços, a assistência social amplia a demanda interna, criando oportunidades para setores produtivos.
 

O Plano Nova Indústria Brasil (até 2033) exemplifica essa integração, ao promover conteúdo local em energia renovável e compras públicas como vetores de desenvolvimento.
 

Na cadeia do pré-sal, por exemplo, beneficiária de exigências de conteúdo nacional, a assistência social sustenta uma força de trabalho qualificada e inclusiva. Compras públicas, reguladas pela Lei 14.133/2021, direcionam recursos para indústrias nacionais, gerando empregos e inovação.
 

Essa abordagem evita a fragmentação constitucional, conectando a redução das desigualdades (art. 3º, III) à ordem econômica (art. 170) e à ciência e tecnologia (arts. 218 e 219) como aliadas na criação de cadeias produtivas sustentáveis.
 

A densidade estatística baseada em dados reforça esses argumentos. O CadÚnico, com milhões de registros, permite uma focalização precisa, reduzindo desperdícios e ampliando impactos. O PNADC do IBGE indica correlações positivas entre transferências sociais e indicadores de emprego, enquanto o IPEA quantifica o efeito multiplicador na demanda. O FRBSF estima que tais programas elevam o consumo agregado, contribuindo para um crescimento mais equilibrado. Esses dados, prudentes e lastreados, evidenciam que a assistência social não é um fardo, mas um investimento em capital humano.
 

Desafios persistem, como a necessidade de maior integração intersetorial e combate à evasão fiscal para financiar essas políticas. No entanto, a leitura sistemática da Constituição oferece um caminho: articular assistência social com política industrial para um desenvolvimento nacional inclusivo.
 

Exemplos como o pré-sal e as energias renováveis mostram o potencial de compras públicas em fomentar inovação, enquanto o BPC e regras do MDS promovem inclusão sem desincentivar o trabalho. Essa estratégia, juridicamente sofisticada e economicamente densa, transforma vulnerabilidades em oportunidades, elevando o Brasil a patamares de Justiça e prosperidade.
 

O sistema de assistência social brasileiro, quando compreendido em sua dimensão constitucional orgânica, revela-se como ferramenta estratégica para a inclusão social, a expansão econômica e o desenvolvimento nacional.
 

Longe de soluções fáceis, essa visão exige rigor jurídico e econômico, dialogando com a dignidade humana e a redução das desigualdades. Com políticas como o Nova Indústria Brasil e evidências do IPEA e FRBSF, o Brasil pode avançar rumo a um futuro mais justo, onde a proteção social impulsiona a inovação e o crescimento.
 

  • André Naves é Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social. Mestre em Economia Política. Comendador Cultural. Escritor e Professor. Saiba mais em www.andrenaves.com e em suas redes sociais: @andrenaves.def
Fonte https://diariopcd.com.br/o-sistema-de-assistencia-social-brasileiro-como-ferramenta-estrategica-para-politica-industrial-inclusao-social-e-desenvolvimento-nacional/
 
Postado Pôr Antônio Brito