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Cimento Tupi está recebendo solicitações para doação de equipamentos de
mobilidade por meio do projeto Lacre Solidário, voltado para pessoas
com deficiência.
Você
ou alguém que você conhece precisa de um equipamento de auxílio à
locomoção? Através do projeto Lacre Solidário, a Cimento Tupi estará
doando equipamentos de auxílio à mobilidade para quem mais precisa.
Para cadastrar um pedido e passar pela análise da equipe, siga o passo a passo no carrossel.
Passo 1: Acesse o site ou Instagram.
Passo 2: No menu "Institucional", clique em Campanha Solidária.
Passo 3: Clique no botão Formulário de solicitação.
Passo 4: Leia o regulamento e preencha todos os campos.
Passo 5: Pronto! Cada pedido é analisado com total responsabilidade e cuidado.
Caso você não precise de ajuda, mas quer contribuir, então compartilhe esta informação!
Semana de treino da seleção de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB
A Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas se reúne no Centro de Treinamento Paralímpico
(CT), em São Paulo, para a quarta fase de treinamento da temporada. Ao
todo, foram convocadas 12 atletas, que permanecerão na capital paulista
de sábado, 13, até o próximo domingo, 21.
O objetivo desta semana de treinamento é
preparar as atletas para o Desafio Internacional em Ottawa, que
acontecerá entre os dias 22 e 29 de junho, no Canadá. O Intercâmbio será
um período de preparação com a seleção canadense, visando o Mundial da modalidade em Setembro, também no país da América do Norte.
Após o intercâmbio, as atletas permanecem focadas no Mundial e nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, que acontecerá de 5 a 16 de julho, na Colômbia e conta com 11 das 12 atletas convocadas para esta semana de treinamento.
Confira a lista de atletas convocadas para a 4ª fase de treinamento:
Brenda Bauer (1.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG) Ana Kelvia (1.0) – ADESUL (CE) Denise Eusébio (1.5) – Menari Joventut Perla Assunção (2.0) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA) Gabriela Oliviera (2.5) – IREFES/SESPORT (ES) Ivanilde da Silva (3.5) – IREFES/SESPORT (ES) Paola Klokler (3.5) – IREFES/SESPORT (ES) Adrienne de Souza – (4.0) APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG) Oara Uchoa (4.0) – ADESUL (CE) Geisa Vieira (4.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG) Vileide Brito (4.5) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA) Lia Martins (4.5) – ADESUL (CE)
*Com informações da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC)
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Maria de Fátima e Silva comenta sobre o aniversário da Lei de Cotas e o Mercado de Empregabilidade da Pessoa com Deficiência
O levantamento mais recente do Ministério do Trabalho, baseado no
eSocial, identificou cerca de 545,9 mil trabalhadores com deficiência e
reabilitados do INSS empregados formalmente no Brasil. Desses, 93%
estavam em empresas com mais de 100 empregados, justamente as alcançadas
pela Lei de Cotas.
Segundo o MTE, entre 2009 e 2021, o crescimento do emprego formal de
pessoas com deficiência foi 60% superior ao crescimento do mercado geral
de trabalho, indicando que a Lei de Cotas continua sendo o principal
instrumento de inclusão profissional desse público.
Dados oficiais apontam que cerca de18,6 milhões de brasileiros são considerados pessoas com deficiência.
Apenas 29,2% das PcDs participam da força de trabalho. “Isso indica
que a maior dificuldade da inclusão não é apenas a contratação, mas
também o acesso à educação, qualificação profissional, acessibilidade e
permanência no emprego”, afirma Maria de Fátima e Silva, Coordenadora do
COEXISTIR, em entrevista ao Diário PcD.
Em entrevista ela também comenta sobre a expectativa da celebração
dos 35 anos da Lei de Cotas, o Mercado da Empregabilidade da Pessoa com
Deficiência, as oportunidades criadas pelo Varejo Contrata e as
preocupações com a pejotização no Brasil.
Confira a entrevista
https://www.youtube.com/watch?v=fz0k-jleZnw
Lei de Cotas – 35 anos
No dia 24 de julho, Dia Nacional do Aniversário da Lei de Cotas para
Pessoas com Deficiência, a Câmara Paulista de Inclusão realizará o
evento – Lei de Cotas – 35 anos – Trabalho: Um direito de todas as
pessoas”.
O Dia Nacional da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência é
celebrado anualmente, marcando a sanção da Lei nº 8.213 em 24 de julho
de 1991.
Equivalente
textual: arte quadrada/retangular com fundo branco. No topo, logotipo
“#Lei de Cotas 35 anos – Trabalho: um direito de todas as pessoas”. Ao
centro, o texto: “Venha celebrar conosco o 35º aniversário da Lei de
Cotas”. Abaixo, informações: “Salve essa data: 24 de julho (sexta).
Local: Ministério do Trabalho e Emprego, Av. Prestes Maia, 733 – Luz,
São Paulo – SP”. Na parte inferior, logotipo da Câmara Paulista pela
Inclusão da Pessoa com Deficiência. Cantos da imagem têm detalhes
coloridos.
A legislação obriga empresas com 100 ou mais funcionários a
preencherem de 2% a 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados ou
pessoas com deficiência.
A Lei 8.213/1991 é o principal instrumento de inclusão no mercado de
trabalho, combatendo o preconceito e promovendo a igualdade de
oportunidades.
Na cidade de São Paulo, a Câmara Paulista para Inclusão de Pessoas
com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal realiza um dia inteiro de
programação gratuita, com palestras, shows culturais e cadastro de
emprego para celebrar e reforçar a necessidade de inclusão profissional,
superando visões assistencialistas e capacitistas e valorizando as
competências.
Em 2026, o evento acontecerá em 24 de julho – sexta-feira, no
Ministério do Trabalho e Emprego, na Avenida Prestes Maia, 733 – Luz.
Maria de Fátima e Silva, Coordenadora do COEXISTIR, em entrevista ao
Diário PcD, comenta sobre a expectativa da celebração dos 35 anos da Lei
de Cotas, sobre o Mercado da Empregabilidade da Pessoa com Deficiência,
as oportunidades criadas pelo Varejo Contrata e ainda sobre as
preocupações com a pejotização no Brasil.
Documento
divulgado pela FNMD – Frente Nacional das Mulheres com Deficiência
conscientiza sociedade e busca compromisso dos partidos políticos nas
eleições de 2026
A FNMD – Frente Nacional das Mulheres com Deficiência faz um alerta
para a sociedade brasileira e busca o comprometido dos partidos
políticos nas eleições de 2026 com o envolvimento efetivo das pessoas
com deficiência.
Rosana Lago, Fundadora e Coordenadora da FNMD – Frente Nacional das
Mulheres com Deficiência, afirma que “ao aderir a esta
Carta-Compromisso, o partido político reconhece que a inclusão das
pessoas com deficiência é condição fundamental para o fortalecimento da
democracia, da diversidade e da justiça social, comprometendo-se a
adotar medidas concretas para ampliar sua participação e representação
política”.
De acordo com o documento, “a democracia somente será plena quando as
pessoas com deficiência participarem efetivamente da construção das
decisões políticas do país”.
Brasil e Canadá no Desafio Internacional de Basquete em
Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Marcello
Zambrana/CPB
A Seleção Brasileira masculina de basquete
em cadeira de rodas assegurou a classificação para o Campeonato Mundial
de 2026 ao derrotar a Coreia do Sul por 75 a 67, na noite desta
quarta-feira, 10, às 23h30 (horário de Brasília), em Suphan Buri, na
Tailândia.
O confronto marcou a última rodada do Qualificatório Mundial
da modalidade e confirmou o Brasil entre os quatro países classificados
para a competição que será disputada em setembro, em Ottawa, no Canadá.
Além da equipe brasileira, também
conquistaram vaga para o Mundial no Qualificatório o Irã, a Polônia e os
Países Baixos. Os iranianos foram os primeiros a se classificar –
líderes do Grupo B, eles não precisaram jogar a rodada eliminatória por
conta da ausência da Venezuela na competição. A Polônia e os Países
Baixos asseguraram presença em Ottawa, com vitórias sobre Tailândia – 59
a 48 – e Senegal por 91 a 40, respectivamente.
Antes do duelo decisivo, o Brasil encerrou
a fase de grupos com uma vitória sobre Senegal por 88 a 43, resultado
que colocou a equipe na terceira posição do Grupo B e definiu o
confronto eliminatório contra a Coreia do Sul, segunda colocada da chave
A.
A trajetória brasileira na fase inicial começou na segunda-feira, 8, quando a equipe foi derrotada pela Polônia por 77 a 66.
No dia seguinte, os brasileiros voltaram à quadra e foram superados
pelo Irã por 75 a 63, encerrando a primeira etapa da competição com uma
vitória e duas derrotas.
O Qualificatório Mundial reuniu sete
seleções de quatro continentes na disputa pelas últimas quatro vagas
para o Campeonato Mundial. O Brasil integrou o Grupo B ao lado de Irã,
Polônia e Senegal. Na outra chave estavam Coreia do Sul, Países Baixos e
Tailândia. A Venezuela, que inicialmente participaria do torneio,
retirou-se por dificuldades financeiras, provocando ajustes na
programação da competição.
Patrocínio As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br).
Senado
Federal deve comunicar a FIFA descontentamento com os novos critérios e
“que isso não se repita nos próximos mundiais”, afirmou Senador Flávio
Arns
Na última Copa do Mundo, no Qatar, um ingresso para Pessoa com
Deficiência custou – na fase de grupos, R$ 57 reais e a entrada do seu
acompanhante era gratuita.
Em 2026 o ingresso mais barato custa R$ 325 reais, mas não está
disponível na área considerada “assentos de acessibilidade”. A Pessoa
com Deficiência que tentou – ou estará nos estádios, tem que pagar R$
1.430 pelo seu ingresso no setor reservado com acessibilidade.
A FIFA também determinou que o acompanhante pague pelo ingresso, o
que era gratuito até 2022. Nesse caso, se uma pessoa com deficiência
estiver nos estádios terá pago R$ 2.860 reais – pelos dois ingressos.
Isso significa um aumento de 4.900%. O preço do ingresso – em
comparação com 2022, foi reajustado em 38 vezes.
Outra decisão do órgão foi reduzir em um terço o número de “assentos
de acessibilidade”, o que significa apenas o acesso de 18 cadeirantes em
alguns jogos.
De acordo com a organização, haverá interpretação em língua de sinais
em todos os 104 jogos, audiodescrição em todas as partidas, pranchas
táteis (hápticas) para torcedores cegos ou com baixa visão, salas
sensoriais em todos os 16 estádios e equipes treinadas para atendimento a
pessoas com deficiência. Também anunciaram recursos para pessoas com
autismo e outras condições relacionadas ao processamento sensorial.
Geraldo Nogueira, Diretor da Diretoria da Pessoa com
Deficiência na OAB/RJ e Superintendente de Políticas Inclusivas no
Estado do RJ, destacou que “a acessibilidade não pode ser
tratada como um elemento decorativo de grandes eventos. Ela deve ser
compreendida como um direito humano fundamental e uma condição
indispensável para que as pessoas com deficiência participem plenamente
da vida social, cultural e esportiva. A existência de salas sensoriais,
tecnologias assistivas e estruturas adaptadas é positiva e deve ser
reconhecida. Contudo, esses recursos perdem parte de seu significado
quando o ingresso para área acessível possui valor significativamente
superior ao ingresso comum ou quando o acompanhante deixa de ter
condições facilitadas para acompanhar a pessoa com deficiência. A
acessibilidade começa muito antes da entrada no estádio. A Convenção
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência estabelece o compromisso
de promover participação plena e efetiva na sociedade, e isso inclui o
acesso ao esporte e ao lazer em igualdade de condições”.
O Senador da República Flávio Arns, em nota oficial,
afirmou que “a limitação do acesso das pessoas com deficiência à Copa
do Mundo é um enorme retrocesso. Estamos falando de um evento mundial
que deveria ser exemplo de inclusão, acessibilidade e respeito à
diversidade para todo o planeta. A Copa do Mundo deveria ser essa
vitrine. O que estamos vendo neste ano é exatamente o contrário, seja
pelo custo dos ingressos que estão muito mais caros em relação à última
edição, seja pela cobrança dos ingressos dos acompanhantes, que eram
gratuitos, ou pela redução do número de assentos de acessibilidade. Diante
de todos esses fatos, estamos mobilizando os senadores para a
assinatura de um documento do Senado que será enviado à Fifa,
manifestando o descontentamento e pedindo que isso não se repita nos
próximos mundiais“.
Roberto Paulo do Vale Tiné, presidente do CONADE –
Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência afirmou que “a
FIFA de hoje não tem interesse na inclusão. Sua visão de mundo é
meramente comercial e enquanto tiver pessoas disponíveis a pagar uma
fortuna por um ingresso e Estados que apoiam essa visão, nada mudará.
Cada vez mais veremos menos disponibilidades de lugares para pessoas com
deficiência, pois esse público não interessa à Fifa, que está na
contramão da inclusão”.
O Deputado Federal Rodrigo Rollemberg, Presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência na Câmara dos Deputados,
em nota oficial, afirmou que “recebemos com indignação e profunda
preocupação as notícias sobre os critérios adotados pela FIFA para a
Copa do Mundo de 2026, tanto pela imposição de protocolos que podem
restringir o acesso de pessoas com deficiência aos ingressos acessíveis,
quanto pelos aumentos abusivos nos valores destinados a esse público. É
inaceitável que pessoas com deficiência, que já enfrentam barreiras
diárias de acessibilidade, sejam submetidas a novas exigências e a
preços que, na prática, podem excluir grande parte desse público de um
dos maiores eventos esportivos do planeta. A acessibilidade não pode ser
tratada como privilégio, favor ou produto de luxo. Inclusão é direito. E
direito não pode depender da capacidade financeira de cada pessoa”.
O parlamentar ainda destacou que “no próximo ano, o Brasil sediará a
Copa do Mundo Feminina. Seguiremos defendendo que todos os jogos tenham
protocolos adequados de acessibilidade, preços justos e condições
efetivas para que as pessoas com deficiência participem em igualdade de
oportunidades. Grandes eventos esportivos precisam ser espaços de
inclusão, e não de exclusão”.
André Naves, Defensor Público Federal, afirmou ao
Diário PcD, que “a Copa do Mundo está transformando o que deveria ser a
celebração do futebol em uma vitrine de exclusão. Essa nova política de
ingressos da FIFA é um absurdo. É inaceitável. Essa entidade
simplesmente fechou a porta dos estádios para as pessoas com
deficiência. O esporte – que deveria celebrar a união e a coletividade,
foi reduzido a uma mera mercadoria, trocando a convivência humana em um
lucro imediato. Não podemos aceitar arenas exclusivistas”.
Para o advogado Igor Lima, especialista em Direitos
Humanos, Sustentabilidade e Inclusão, “a Convenção da ONU sobre os
Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada por 190 países, e a
própria Convenção Americana de Direitos Humanos estabelecem obrigações
que transcendem fronteiras. O arcabouço jurídico internacional existe
precisamente para isso: garantir que uma pessoa com deficiência possa
buscar seus direitos e ser respeitada no Brasil, nos Estados Unidos ou
em qualquer outro lugar do mundo. O que não pode acontecer é que eventos
de dimensão global como uma Copa do Mundo sirvam para normalizar a
exclusão e empurrar para a invisibilidade quem o direito internacional
já reconhece como titular pleno de direitos”.
Interesse
pelo futebol, troca de figurinhas e atividades temáticas ajudam no
desenvolvimento de habilidades sociais; especialistas orientam famílias
sobre quebra de rotina e excesso de estímulos
A Copa do Mundo costuma mobilizar emoções, conversas e atividades
coletivas em escolas, famílias e grupos de amigos. Para crianças e
adolescentes no Transtorno do Espectro Autista (TEA), esse período pode
representar tanto desafios relacionados às mudanças na rotina e ao
excesso de estímulos quanto oportunidades reais para desenvolver
habilidades sociais, comunicação e regulação emocional.
Segundo especialistas do GAIADI – Grupo de Avaliação e Intervenção
dos Atrasos do Desenvolvimento Infantil, em Ribeirão Preto (SP), o
interesse pelo futebol e pelos eventos ligados à competição pode ser
utilizado de forma positiva no cotidiano, desde que as experiências
sejam planejadas e respeitem as características de cada criança.
Para a psicóloga Giovanna Bim Sebastiani, eventos de grande
mobilização têm potencial para favorecer interações sociais de maneira
mais espontânea. “A Copa cria situações em que crianças e adolescentes
autistas podem se engajar socialmente a partir de um interesse
genuinamente compartilhado, sem que a interação seja o foco explícito da
situação. Isso reduz a pressão interpessoal e favorece um aprendizado
mais próximo do cotidiano real”, explica.
Ela ressalta, porém, que não existe uma fórmula única. “O espectro
autista é heterogêneo, e para muitos jovens esses mesmos eventos
representam sobrecarga sensorial e emocional. O que faz a diferença não é
o evento em si, mas o uso intencional e planejado dele, considerando o
perfil individual de cada pessoa”, afirma.
Interesse em comum favorece interação
Atividades típicas desse período, como colecionar figurinhas,
conversar sobre os jogos, participar de bolões ou de ações temáticas nas
escolas ou no trabalho, podem criar oportunidades naturais para o
desenvolvimento de habilidades sociais.
A aplicadora ABA Marina Matos de Oliveira explica que interesses
compartilhados funcionam como uma ponte para a comunicação. “Ao partir
de algo que já desperta interesse na pessoa, é possível aumentar o
engajamento, fortalecer a motivação e trabalhar habilidades como atenção
compartilhada, manutenção de conversas e respeito ao turno de fala.
Também é uma oportunidade para estimular a expressão de opiniões,
preferências e emoções”, comenta.
Segundo ela, atividades como a troca de figurinhas estimulam
iniciativa social, negociação e interação entre pares. “Quando a
atividade é significativa e prazerosa, a participação acontece com mais
segurança, e isso abre espaço para desenvolver habilidades sociais,
comunicação funcional e sentimento de pertencimento”, diz.
Na avaliação de Giovana, essas situações funcionam como verdadeiros
roteiros sociais do cotidiano. “Pedir uma figurinha, oferecer outra,
negociar uma troca: são sequências simples, mas que treinam iniciação de
conversa, reciprocidade e manutenção de tópico de forma
contextualizada. O aprendizado em contextos com motivação real tende a
ser mais duradouro e funcional”, explica.
Mudanças na rotina exigem atenção
Ao mesmo tempo, a Copa do Mundo também pode trazer desafios. Horários
alterados, suspensão de atividades, comemorações, visitas e ambientes
mais movimentados podem gerar ansiedade e dificuldades de adaptação.
“Os desafios mais comuns costumam estar ligados à quebra de
previsibilidade. Muitas pessoas autistas se organizam melhor quando a
rotina é estável. Mudanças como horários diferentes, viagens, barulho
extra e maior movimentação podem gerar ansiedade, irritabilidade e
dificuldade de adaptação”, explica Marina.
Além disso, comemorações com sons altos, fogos, telas, músicas e
aglomerações podem provocar sobrecarga sensorial. Para Giovana, pequenas
estratégias fazem diferença para minimizar esses impactos. “Protetores
auriculares, antecipação do ambiente por meio de fotos ou explicações e a
existência de um espaço mais tranquilo para pausas podem tornar a
experiência muito mais confortável”, orienta.
Aprender a lidar com vitórias e derrotas
As emoções despertadas pela competição também podem ser utilizadas
para ensinar tolerância à frustração e flexibilidade diante de
resultados inesperados.
“Tolerância à frustração não é algo que se desenvolve
espontaneamente. Ela precisa ser ensinada de forma gradual. Antes do
jogo, por exemplo, a família pode conversar sobre os diferentes
resultados possíveis, inclusive os negativos. Antecipar essas situações
reduz o impacto emocional quando elas acontecem”, explica Giovana.
Para Marina, a participação deve acontecer sem pressão e respeitando o
ritmo de cada criança. “Nem toda criança vai querer acompanhar tudo da
mesma forma, e isso precisa ser respeitado. Quando a participação
acontece de forma gradual, com apoio e sem exigência excessiva, a
experiência tende a ser muito mais positiva”, afirma.
Segundo as especialistas, quando bem mediada, eventos como a Copa do
Mundo podem se transformar em uma oportunidade de conexão, pertencimento
e aprendizado emocional. “O mais importante é que esses momentos sejam
vividos de forma acolhedora e inclusiva, e não como uma fonte de
sobrecarga”, conclui Marina.
A halterofilista Mariana D’Andrea durante competição no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB
A delegação que representará o Brasil nos
Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 contará com esportistas de
25 estados e do Distrito Federal. O evento terá a participação de 237
atletas com deficiência brasileiros em disputas de 13 modalidades, de 5 a
15 de julho, na Colômbia.
São Paulo será o estado com mais
representantes, com 71 convocados, cerca de 30% do total. Entre os
destaques paulistas está a bicampeã paralímpica do halterofilismo Mariana D’Andrea, vencedora na categoria até 73kg em Tóquio 2020 e Paris 2024.
A seguir vem Minas Gerais, com 24 atletas,
e Rio de Janeiro, com 18. É do estado fluminense que vem um dos
destaques do tênis em cadeira de rodas, a jovem Vitória Miranda, que em 2025 foi a campeã em simples e em duplas de dois Grand Slams, Roland Garros e o Australian Open na categoria junior.
Na região Sul a liderança é do Paraná, com 17 atletas. No grupo está a nadadora Beatriz Carneiro,
da classe S14 (deficiência intelectual), bronze nos 100m peito e no
revezamento 4x100m livre nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
Goiás é o estado do Centro-Oeste com mais representantes, 11. O grupo conta com a arqueira Jane Karla,
que conquistou uma medalha de bronze individual e duas de prata nas
duplas no Mundial disputado em Pilsen, na República Tcheca, em 2023.
O Pará tem 10 convocados e é o estado com mais representantes da região Norte. Uma das atletas naturais do estado é a velocista Fernanda Yara, da classe F47 (comprometimento em membros superiores), campeã paralímpica dos 400m nos Jogos de Paris 2024.
Os Jogos de Valledupar 2026 terão disputas
em 13 modalidades: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas,
bocha, ciclismo, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, natação,
tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco e vôlei sentado.
Os primeiros Jogos Parasul-Americanos
foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de
oito países competiram em seis modalidades. Na ocasião, o Brasil
terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios
conquistados, atrás apenas da Argentina.
Uma segunda edição do evento chegou a ser
prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por
questões financeiras.
Confira a quantidade de atletas por estado:
São Paulo – 71 Minas Gerais – 24 Rio de Janeiro – 18 Paraná – 17 Goiânia – 11 Pará – 10 Pernambuco – 10 Ceará – 8 Bahia – 6 Distrito Federal – 6 Espírito Santo – 6 Rio Grande do Sul – 6 Paraíba – 5 Rio Grande do Norte – 5 Santa Catarina – 5 Amazonas – 4 Mato Grosso – 4 Rondônia – 4 Acre – 3 Maranhão – 3 Alagoas – 2 Sergipe – 2 Amapá – 1 Mato Grosso do Sul – 1 Tocantins – 1
Patrocínio As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo. As
Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton,
basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de Cegos, goalball,
halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.
Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível As
atletas Mariana D’Andrea, Fernanda Yara e Beatriz Carneiro são
integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa
de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141
atletas.
Time São Paulo As
atletas Mariana D’Andrea e Fernanda Yara integram o Time São Paulo,
parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com
Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Projeto
de educação ambiental inclusiva criado em Boa Vista venceu o Prêmio
Educador FTD Educação 2026 ao desenvolver materiais multissensoriais
para alunos com deficiência visual.
Como
tornar o ensino sobre o meio ambiente mais acessível e participativo e
explicar os conteúdos da Amazônia para estudantes com deficiência
visual? Com este desafio, inspirado no relato de uma aluna prestes a ter
a perda total da visão, uma professora da rede pública de Boa Vista/RR
criou um projeto para desenvolver materiais pedagógicos inclusivos e
práticas multissensoriais, com uso de aromas, texturas, textos em
Braille, sons e imagens.
O projeto
“Roraima sensorial: uma abordagem STEAM para a educação ambiental
inclusiva”, da professora Luciene Moreira da Silva, na Escola Estadual
Professora Antônia Coelho de Lucena, em Boa Vista/RR, foi o vencedor da
2ª edição do Prêmio Educador FTD Educação 2026, na categoria STEAM.
As
experiências multissensoriais favoreceram o pensamento investigativo, a
expressão artística e o raciocínio lógico, resultando em melhor
desempenho nas avaliações escolares e mais interesse pelas disciplinas
de Ciências e Artes.
Em oficinas na Sala
de Recursos Multifuncionais e na biblioteca, os estudantes criaram
livros sensoriais em Braille com aromas naturais, mapas táteis, totens
interativos com QR codes e áudios descritivos, além de protótipos de
plástico verde produzido a partir da banana pacovã.
A
iniciativa envolveu 51 alunos dos anos finais do Ensino Fundamental. A
professora foi contemplada com bolsa de pós-graduação EAD, viagem
pedagógica internacional e recebeu o prêmio durante a Jornada Pedagógica
2026, em São Paulo.
Segunda Turma garante isenção de ICMS na compra de veículo por pessoa com visão monocular
A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que
pessoas com visão monocular têm direito à isenção do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na compra de veículo
automotor.
Com esse entendimento, o colegiado rejeitou recurso do Distrito
Federal e manteve decisão que concedeu o benefício a um motorista com
visão monocular. O recorrente alegou que teria havido ampliação indevida
do alcance do benefício fiscal, pois as normas que concedem a isenção
não falam expressamente das pessoas com visão em apenas um olho.
“A interpretação das normas que instituem benefícios fiscais voltados
às pessoas com deficiência não pode ser realizada de forma dissociada
da finalidade constitucional que as informa, qual seja, a promoção da
inclusão social e a eliminação de barreiras que dificultem o exercício
pleno da cidadania”, declarou o relator do caso, ministro Francisco
Falcão.
STF admite controle de omissões incompatíveis com a Constituição
De acordo com o ministro, o Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou
sua jurisprudência no sentido de que o Poder Judiciário não pode
ampliar ou criar benefício fiscal sem previsão legal específica. Contudo
– explicou –, a própria corte entende que essa compreensão não impede o
controle jurisdicional de omissões normativas incompatíveis com a
Constituição Federal, quando houver discriminação indevida em relação às
pessoas com deficiência.
Falcão lembrou que o STF já reconheceu a inconstitucionalidade da
exclusão das pessoas com deficiência auditiva da isenção do Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de veículos, prevista
originalmente na Lei 8.989/1995.
Segundo o relator, a jurisprudência das cortes superiores considera a
visão monocular uma deficiência para diversos efeitos jurídicos; e,
recentemente, a Lei 14.126/2021 classificou a visão monocular como deficiência sensorial do tipo visual para todos os efeitos legais.
Finalidade social da norma deve ser privilegiada
O ministro também ressaltou que o conceito de deficiência adotado pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) supera
o modelo estritamente médico ao adotar a abordagem biopsicossocial, que
leva em consideração a interação entre as limitações individuais e as
barreiras sociais existentes.
“Uma vez reconhecido, no plano constitucional, jurisprudencial e
legislativo, que a visão monocular configura deficiência sensorial de
natureza visual, não se mostra juridicamente plausível negar a tais
indivíduos o acesso a políticas públicas ou benefícios jurídicos
instituídos precisamente com a finalidade de promover a inclusão e a
mobilidade das pessoas com deficiência”, afirmou.
Embora a legislação tributária tenha de ser interpretada literalmente
no caso de isenções, conforme determina o artigo 111 do Código
Tributário Nacional (CTN), Falcão ponderou que, segundo a jurisprudência
do STJ, essa interpretação deve privilegiar a finalidade social da
norma.
Para o relator, “reconhecer que a visão monocular constitui
deficiência para diversos efeitos jurídicos e, simultaneamente, negar
tal condição quando se trata de política pública voltada à promoção da
mobilidade dessas pessoas implicaria incoerência normativa incompatível
com a lógica do sistema jurídico”.
Cena do documentário “Futebol de Cegos: O Jogo Mais Difícil” | Foto: Divulgação
O documentário “O Jogo Mais Difícil”, que retrata os bastidores e a preparação da Seleção Brasileira de futebol de cegos
para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024, terá uma exibição especial
neste sábado, 13, no Museu de Arte de Newark, nos Estados Unidos. A
sessão será realizada às 15h no horário local (16h de Brasília), com
entrada gratuita e aberta ao público de todas as idades.
Logo após o filme, será exibida ao vivo a
estreia do Brasil na Copa do Mundo, diante do Marrocos, às 18h no
horário local (19h de Brasília). O jogo será disputado no MetLife
Stadium, também em Nova Jersey. Comidas e bebidas serão vendidas no
local durante todo o evento.
Lançado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB),
em parceria com a Bushatsky Filmes, o documentário apresenta o
cotidiano dos atletas da Seleção Brasileira de futebol de cegos,
modalidade na qual o Brasil é pentacampeão paralímpico.
Mais do que retratar competições e
resultados, a produção convida o público a explorar aspectos menos
conhecidos da modalidade. Comunicação, tempo de reação, orientação
espacial e domínio técnico aparecem como elementos centrais para o
desempenho dos atletas em quadra.
Gravado em diferentes cenários, o filme
acompanha treinos realizados no centro de preparação da Seleção, em João
Pessoa (PB), atividades especiais na praia e momentos de convivência
entre os jogadores. A equipe de produção também registrou a participação
da seleção em competições internacionais disputadas na França e na
Inglaterra, etapas importantes da preparação para os Jogos Paralímpicos
de Paris 2024.
“O Jogo Mais Difícil” apresenta o esporte
paralímpico sob a perspectiva do alto rendimento, da estratégia e da
dedicação exigida dos atletas. O documentário destaca profissionais que
compartilham o objetivo de representar o Brasil no mais alto nível
esportivo.
A direção é de André Bushatsky, cineasta
que fez parte da produção de vários conteúdos voltados ao universo
paralímpico. Entre seus trabalhos recentes estão a série “Da Inclusão ao
Pódio” e os documentários “O Instante Decisivo” e “Mulheres no Pódio”.
Serviço Exibição do documentário “O Jogo Mais Difícil” Data: 13 de junho Horário: 15h (horário de Newark) | 16h (horário de Brasília) Local: Museu de Arte de Newark (EUA) Entrada gratuita e aberta a todas as idades
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegos
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
FBXDV passa a se chamar CBXDV, fortalecendo o xadrez adaptado para pessoas com deficiência visual em todo o Brasil.
Foi
anunciado um marco histórico na trajetória do xadrez adaptado no
Brasil: a partir de 16 de maio de 2026, em um encontro no Crystal Plaza
Hotel, em Goiânia/GO, a FBXDV consolidou sua evolução institucional e
passa a se chamar CBXDV – Confederação Brasileira de Xadrez para
Deficientes Visuais.
Esta transição
coroa uma jornada de lutas, resiliência e paixão pelo xadrez. Ao longo
dos anos, cada toque no tabuleiro tátil, cada torneio organizado e cada
barreira de acessibilidade superada pavimentaram o caminho para este
momento de ascensão.
Mais do que uma
mudança de nomenclatura, a transformação da Federação em Confederação
representa a elevação do patamar do xadrez adaptado para pessoas com
deficiências visuais no Brasil, reafirmando e fortalecendo o compromisso
com a IBCA, com o CPB e, acima de tudo, com cada atleta que encontra no
tabuleiro um espaço de autonomia, alta performance e superação.
Juntos,
sob a bandeira da CBXDV, todos são ainda mais fortes para garantir
acessibilidade, excelência técnica e expansão competitiva em todas as
regiões do país e seguem todos firmes, em xeque-mate por uma sociedade
verdadeiramente inclusiva, acessível e equitativa.
Como se conceitua o direito à Vida? Em um país fraturado por
desigualdades estruturais, o conceito de vida tem sido frequentemente
sequestrado por discursos estridentes que o reduzem à mera
sobrevivência. Mas a vida, em sua acepção constitucional, jurídica e
humana, não é apenas a existência pós-concepção ou o bater de um
coração. O direito à vida exige segurança existencial, segurança
alimentar, proteção social e o direito inalienável de crescer e se
desenvolver livre do terror.
Foi essa dimensão integral da vida que o Senado Federal brasileiro
decidiu aniquilar ao aprovar o Decreto Legislativo que susta a Resolução
258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
(Conanda).
A Resolução 258/2024 não criava novos direitos nem inventava
obrigações inéditas. Ela regulamentava, com sensibilidade e rigor
técnico, procedimentos concretos e urgentes: o atendimento humanizado e
sigiloso a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em
hospitais e delegacias; o prazo máximo de atendimento para evitar a
revitimização; a escuta especializada por profissionais capacitados; e o
acesso imediato aos direitos já garantidos pelo Código Penal e pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente. Ao sustar essa norma, o Senado
eliminou proteções concretas, destruindo perspectivas de dignidade de
quem já teve a vida maculada.
Precisamos olhar para a realidade sem a hipocrisia moralista. Os
dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024) demonstram uma
tragédia contínua: o Brasil registrou mais de 87 mil estupros em 2023 — o
maior número de nossa história. Desse oceano de barbárie, 61% das
vítimas de estupro de vulnerável são meninas de até 13 anos de idade.
Entre 2015 e 2023, o Ministério da Saúde registrou quase 190 mil partos
de meninas menores de 14 anos — crianças cujos corpos foram
transformados em cena de crime e, posteriormente, em incubadoras
forçadas.
Obrigá-las a levar adiante uma gravidez fruto de estupro não é
defender a vida. É institucionalizar a tortura. É roubar-lhes a
infância, a saúde mental, a segurança alimentar e a possibilidade de um
futuro digno. É decretar uma morte existencial — o abandono escolar
compulsório, o isolamento social, a pobreza estrutural, o trauma
permanente — para salvar uma narrativa política.
E ao sustar a Resolução 258, o Senado Federal atropelou a própria lei
e a Constituição. O Código Penal Brasileiro, desde 1940, é cristalino:
não há crime de aborto quando a gravidez é resultante de estupro.
Trata-se de uma decorrência lógica de um sistema que, minimamente, tenta
proteger a vítima da perpetuação de seu trauma. Um decreto legislativo
não tem o condão de revogar o Código Penal nem de se sobrepor aos
direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal. A manobra do
Senado é, portanto, uma aberração jurídica.
Como Defensor Público Federal, encaro diariamente os olhos daqueles
que o Estado prefere esquecer. Vejo o peso do capacitismo, do racismo e
da misoginia esmagando futuros. Quando o Legislativo atua para
dificultar o acesso ao aborto legal para uma menina de 10 anos estuprada
pelo tio ou pelo padrasto — que representam a maior parte dos
agressores —, ele não está protegendo a família. Ele está protegendo o
abusador. Ele está dizendo a essa menina que a dor dela não importa, que
seu corpo não lhe pertence e que o Estado é cúmplice de seu algoz.
Não podemos aceitar que a moralidade de fachada substitua a
responsabilidade ética e jurídica com o bem comum. A verdadeira defesa
da vida exige que enfrentemos as raízes da violência. Exige educação,
proteção integral, escuta ativa e políticas públicas que garantam que
nenhuma criança seja violada no lugar onde deveria estar mais segura.
O Senado Federal, que age em nome da tradição, da vida e da
liberdade, recusa-se a enxergar a dor de uma criança violentada — e
coloca suas digitais num atestado de crueldade e barbárie. A modernidade
sem raízes humanistas é leviana. E um Estado que escolhe proteger o
abusador em vez da vítima não merece o nome de democrático.
Ainda há tempo para que a sociedade civil, o Judiciário e as vozes
lúcidas deste país se levantem contra esse retrocesso. Que tenhamos a
decência de lutar por elas. Porque não há lugar mais escuro no Brasil do
que a infância roubada de nossas meninas.
André Naves Defensor Público Federal.
Especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social. Mestre em Economia
Política. Membro do Grupo de Trabalho – Pessoa Idosa e Pessoa com
Deficiência. www.andrenaves.com | @andrenaves.def
Raimundo Nonato durante treino da Seleção de Futebol de Cegos no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB
A Seleção Brasileira de futebol de cegos se reúne no Centro de Treinamento Paralímpico
(CT), em São Paulo, para a quinta fase de treinamento da temporada. Ao
todo, foram convocados 15 atletas, que permanecerão na capital paulista
até a próxima segunda-feira, 15.
O objetivo desta etapa de treinamentos é preparar os atletas para os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar,
que serão realizados entre os dias 5 e 15 de julho, na Colômbia, e para
a Copa América da IBSA, que acontecerá entre os dias 2 e 13 de
setembro, em São Paulo.
Laura
Heringer Venicio, jovem autista de 28 anos desaparecida em São
Paulo/SP, foi encontrada dois dias depois no bairro da Lapa, fisicamente
bem, mas bastante confusa.
Uma
jovem autista de 28 anos, identificada como Laura Heringer Venicio, que
desapareceu na noite de 2 de junho, foi finalmente encontrada, para a
alegria da família, na quinta-feira da semana passada, em uma rede de
fast food no bairro da Lapa, na Zona Oeste da capital paulista.
Segundo o irmão de Laura, ela estava fisicamente bem quando foi encontrada, mas mentalmente bastante confusa.
Laura
tem diagnóstico de autismo nível 1 e desapareceu após sair do trabalho
na Chácara Santo Antônio, na Zona Sul de São Paulo/SP, e ir em direção à
Estação Morumbi a pé, num trajeto de cerca de 300 metros.
Segundo
se soube, ela chegou a fazer hora extra no trabalho naquele dia.
Algumas imagens de câmeras de segurança registraram a jovem saindo do
prédio da empresa, no complexo comercial ao lado do Shopping Parque da
Cidade.
Ela trabalhava na mesma empresa
há dois anos, e esse era um trajeto habitual de Laura quando ia
presencialmente ao trabalho, pois atuava em sistema de trabalho híbrido:
2 dias na semana ela ia para a empresa, e 3 dias ficava em home office,
trabalhando de casa.
A mãe de Laura
disse à polícia que ela saiu de casa para trabalhar por volta das 5h da
manhã. No entanto, diferente do habitual, Laura não enviou mensagens
para a mãe como costumava fazer durante o período do almoço.
Por
volta das 15h, a mãe perguntou à filha se ela havia tomado os
medicamentos que deveria tomar, e Laura, estranhamente, enviou mensagens
de respostas consideradas desconexas pela mãe. Momentos depois, a mãe
da jovem notou comportamentos estranhos em Laura, que passou a não
responder mais à mãe.
Mais tarde, Laura
não retornou para casa. Foi quando tudo começou e o sumiço foi
constatado. Por meio das câmeras de segurança da empresa, foi constatado
que Laura de fato realizou horas extras e saiu do local por volta das
19h23 naquele dia.
Especialistas
discutem e avaliam evolução de práticas de inclusão, autonomia e
qualidade de vida e destacam esforço conjunto das famílias
Embora os avanços na inclusão de pessoas com síndrome de Down sejam
cada vez mais visíveis em áreas como educação, saúde e participação
social, especialistas alertam que ainda existe um desafio importante a
ser superado: garantir que essas pessoas tenham oportunidades reais de
desenvolver autonomia e construir seus próprios projetos de vida.
Para a psicóloga Claudia Melo, um dos principais obstáculos está na
superproteção familiar. Segundo ela, embora seja motivada pelo cuidado e
pelo afeto, essa postura pode limitar o desenvolvimento de habilidades
fundamentais para a vida cotidiana.
“A superproteção pode impedir que a pessoa faça escolhas, resolva
problemas e assuma responsabilidades compatíveis com sua capacidade. Ao
longo da vida, isso pode gerar insegurança, dependência excessiva dos
familiares e baixa confiança em si mesma”, explica.
A especialista destaca que a autonomia é um dos pilares do
desenvolvimento humano e tem impacto direto na autoestima e na qualidade
de vida. “Ela permite que a pessoa descubra suas capacidades, expresse
preferências e participe ativamente da própria vida. Para pessoas com
síndrome de Down, o incentivo à autonomia fortalece o senso de
pertencimento e favorece a construção de uma identidade mais segura e
positiva”, afirma.
Além da superproteção, a exclusão social continua sendo um fator que
compromete o desenvolvimento emocional e social. Segundo a psicóloga, a
falta de oportunidades de estudo, trabalho, lazer e convivência pode
transmitir a mensagem de que a pessoa não pertence ou não é capaz.
“Quando uma pessoa percebe que é constantemente deixada de lado ou
subestimada, pode apresentar sentimentos de tristeza, frustração,
isolamento e desmotivação”, observa.
Na prática, alguns sinais podem indicar que a autonomia está sendo
limitada. Entre eles estão a dependência excessiva para tarefas que
poderiam ser realizadas de forma independente, dificuldade para tomar
decisões simples, medo exagerado de errar, pouca iniciativa e baixa
autoconfiança. A psicóloga também chama atenção para a ausência de
experiências compatíveis com a faixa etária, como atividades de lazer,
convivência com amigos, formação profissional e participação social.
Para Alex Duarte, educador social e fundador da Expedição 21, a
sociedade avançou na inclusão, mas ainda enfrenta um desafio cultural
importante: reconhecer pessoas com síndrome de Down como adultos capazes
de tomar decisões, assumir responsabilidades e construir seus próprios
caminhos.
“Muitas vezes, a inclusão acontece durante a infância, mas não evolui
para oportunidades concretas na vida adulta. Ainda existe uma cultura
de superproteção que, embora geralmente motivada pelo amor e pelo
cuidado, pode limitar experiências fundamentais para o desenvolvimento
da independência”, afirma.
Foi justamente a partir dessa percepção que nasceu a Expedição 21,
projeto criado para oferecer experiências práticas de autonomia a jovens
e adultos com síndrome de Down. Durante os períodos de imersão, os
participantes assumem responsabilidades relacionadas à organização da
rotina, autocuidado, convivência, resolução de problemas e tomada de
decisões.
Segundo Alex, a metodologia se baseia na aprendizagem experiencial,
permitindo que os participantes desenvolvam habilidades por meio de
situações reais. “Ao perceberem que são capazes de realizar tarefas,
contribuir para o grupo e superar desafios, eles fortalecem a
autoestima, ampliam a autoconfiança e passam a construir uma percepção
mais positiva sobre suas próprias capacidades”, explica.
Os resultados observados ao longo dos oito anos de história do
projeto reforçam essa transformação. Além do aumento da autoconfiança e
da ampliação da participação social, alguns participantes conquistaram
marcos importantes de independência.
“Hoje temos participantes que passaram a morar sozinhos, algo que
inicialmente parecia distante para suas famílias. Tivemos também um
casal que se conheceu por meio da comunidade formada pela Expedição 21,
construiu um relacionamento, se casou e hoje vive de forma independente.
Além disso, muitos ampliaram sua inserção no mercado de trabalho por
meio das oportunidades oferecidas pelo Instituto Cromossomo 21”, relata.
Para os especialistas, a construção da autonomia exige equilíbrio.
Claudia Melo ressalta que apoiar não significa fazer tudo pela pessoa.
“Proteger não é impedir experiências, mas criar condições para que elas
aconteçam de forma segura. A autonomia é construída gradualmente,
respeitando o ritmo, as habilidades e as necessidades individuais.”
Ela também lembra que a dependência excessiva não afeta apenas a
pessoa com síndrome de Down, mas também as famílias. “Quando familiares
assumem todas as responsabilidades por longos períodos, é comum surgirem
sentimentos de sobrecarga, cansaço físico e emocional, ansiedade e
preocupação constante com o futuro. Promover a autonomia beneficia toda a
dinâmica familiar.”
Na avaliação de Alex Duarte, a inclusão efetiva depende de um esforço
conjunto. As famílias precisam incentivar a participação ativa dos
filhos nas atividades do cotidiano; as escolas devem garantir
pertencimento e aprendizagem; as empresas precisam ampliar oportunidades
de contratação e desenvolvimento profissional; e a sociedade deve
abandonar visões limitantes.
“Pessoas com síndrome de Down possuem interesses, sonhos, talentos e
projetos de vida tão diversos quanto qualquer outra pessoa. A inclusão
acontece quando criamos oportunidades reais para que elas participem da
vida em comunidade, exercendo seus direitos, fazendo escolhas e
construindo seus próprios caminhos”, conclui.
Os pódios foram obtidos pela pernambucana Andreza Oliveira,
da classe BC1 (atletas que têm opção de auxílio) e pela paraibana
Laissa Guerreira, da classe BC4 (outras deficiências severas, mas que
não recebem assistência). O país ainda conta com o potiguar José Antônio
Santos na competição, também pela classe BC4.
Andreza avançou às semifinais com três
vitórias na fase de grupos. Nas semifinais, ela derrotou a egípcia
Tasneem Goda por 4 a 1. Porém na final, a pernambucana foi superada pela
indonésia Handayani Handayani, pelo mesmo placar de 4 a 1.
Já Laissa chegou ao pódio após uma fase
classificatória com uma vitória e uma derrota. Nas quartas de final ela
superou a britânica Sophie Newnham por 4 a 2 e nas semifinais derrotou a
cazaque Elmira Musraliyeva por 7 a 3. Na final, enfrentou Yuen Cheung,
de Hong Kong, e foi derrotada por 5 a 1.
A competição segue até terça-feira, 9, com disputas por pares e equipes.
A Seleção Brasileira tem como principal competição neste ano o Mundial da modalidade, que será realizado entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, em Seul, na Coreia do Sul.
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da bocha.
Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível As
atletas Andreza Oliveira e Laissa Guerreira são integrantes do Programa
Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual
das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
A
Copa do Mundo de 2026 terá salas sensoriais em todos os estádios para
oferecer mais conforto e acessibilidade a torcedores com TEA e outras
necessidades sensoriais.
A
Copa do Mundo de 2026, que começa no dia 11 de junho, na Cidade do
México, terá salas sensoriais em todos os 16 estádios do torneio, que
também terá partidas nos EUA e no Canadá.
Os
espaços são destinados a pessoas com necessidades sensoriais, como as
com TEA (Transtorno do Espectro Autista), e serão acessíveis a todos os
torcedores com ingressos.
As salas são projetadas para proporcionar ambientes calmantes e acolhedores.
Elas
terão iluminação reduzida, ruído atenuado, assentos confortáveis,
recursos táteis e televisores com conteúdo visual calmante.
A
ação conta com reconhecimento da KulureCity, a principal organização
sem fins lucrativos do mundo em acessibilidade e aceitação sensorial, e é
feita em parceria com uma das patrocinadoras da Copa.
Créditos: TV Brasil / Empresa Brasil de Comunicação / Caminhos da Reportagem / Empreendedorismo Inclusivo
O programa premiado Caminhos da Reportagem apresentou o
quadro “Empreendedorismo Inclusivo” que mostra como iniciativas têm
transformados barreiras em oportunidades ao garantir que talentos não
sejam limitados pela deficiência.
A atração foi ar na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O Diário PcD retransmite a produção da TV Brasil – Empresa Brasil de
Comunicação, com a apresentação do “Empreendedorismo Inclusivo”.
https://youtu.be/6MYBo3pGAXw?si=IVoI5dgkaka-USQi
No Brasil, mais de 14 milhões de pessoas vivem com algum tipo de
deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). São pessoas que têm dificuldades para enxergar, ouvir ou andar,
ou que apresentam algum tipo de limitação nas funções mentais,
enfrentando limitações para se comunicar, trabalhar ou estudar. Para
esses indivíduos, as maiores barreiras nem sempre estão no corpo, mas no
acesso, nas oportunidades e na inclusão real.
O Caminhos da Reportagem evidencia que, para muita gente,
empreender foi a maneira de começar a ocupar o próprio lugar no mundo. É
o caso do chefe de cozinha Ocacyr Junior, que ficou cego após sofrer um
acidente de carro aos 23 anos.
Depois de 35 cirurgias, 12 transplantes de córnea, uma negligência
médica e uma infecção hospitalar, o empreendedor perdeu totalmente a
visão aos 39 anos e teve que se reinventar após a tragédia. “Eu era
bancário, né? Depois me aposentei por invalidez. Eu levantava de manhã
sem saber o que fazer e comecei a mexer com comida, que era uma coisa de
que eu gostava”, relembra.
Apesar das inúmeras barreiras enfrentadas diariamente, Ocacyr
trabalha sua própria autonomia e fala com alegria das experiências de
vida que não o impediram de viver aventuras e explorar novos hobbies,
como andar de skate e até saltar de paraquedas. Além disso, o chefe se
orgulha de ter conquistado reconhecimento em sua nova profissão. “Eu sou
hoje o único pizzaiolo cego do mundo”, comenta.
Assim como Ocacyr, milhões de pessoas no país tentam combater a visão
estereotipada atribuída às pessoas com deficiência. Muitas vezes, elas
são vistas entre dois extremos: o da incapacidade ou o da superação. A
Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora
Nascimento, critica essa visão. “Essa perspectiva do herói, do exemplo
de superação, da pessoa que, apenas por ter uma deficiência, já é
colocada no lugar de herói, heroína, anjo ou exemplo, sendo que, na
verdade, essa é só mais uma forma de estar no mundo”, explica.
Quando se fala de trabalho e empreendedorismo para pessoas com
deficiência, inúmeras barreiras de acessibilidade e inclusão ainda
precisam ser superadas.
A diretora de Administração e Finanças do Serviço Brasileiro de Apoio
às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Margarete Coelho, lembra que,
além do capacitismo contra as pessoas com deficiência, que difunde a
ideia de que essas limitações atrapalhariam seu desempenho, elas ainda
enfrentam outras dificuldades. “Por exemplo, o banco não tem rampa, não
tem pessoas preparadas para recebê-los, é difícil andar na rua, o meio
de transporte público nem sempre está adaptado para eles. Então, tudo
isso vai crescendo, formando um conjunto de obstáculos que torna
bastante tormentosa a vida de um empreendedor PcD.”
A empresária Silvia Alencar, fundadora da Reapta Inclusiva, empresa
voltada para soluções e tecnologias assistivas, descobriu um novo nicho e
encontrou uma oportunidade para empreender. Ela criou produtos para
garantir segurança e autonomia a idosos e pessoas com deficiência.
Silvia procurou o Sebrae, que abriu portas para sua ideia. Depois,
apresentou os protótipos que já havia desenvolvido em um lar de idosos.
Na ocasião, ouviu de uma terapeuta ocupacional uma sugestão que ajudaria
a direcionar o trabalho: criar um cinto de segurança para evitar que
idosos em cadeiras de rodas escorregassem.
Avanços
O programa da TV Brasil mostra que já é possível
notar alguns avanços, como a criação da Lei de Cotas, de 1991, que
ampliou a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ao
exigir vagas em empresas com mais de 100 funcionários, e a Lei de
Libras, de 2002, que fortaleceu a acessibilidade da comunidade surda.
Mas, quando se trata de inclusão, o Secretário da Pessoa com
Deficiência do Distrito Federal, William Santos, reforça que ainda há
toda uma cadeia de ações necessárias para criar oportunidades para
pessoas com deficiência. “Se você cumpre a cota, mas não garante um
ambiente de trabalho acessível, é óbvio que essa pessoa não vai querer
participar do processo seletivo ou, se for contratada, não vai querer
permanecer nesse ambiente de trabalho”, pontua.
Arte transformadora
O Caminhos da Reportagem também traz a história da banda
Surdodum, formada por músicos surdos e ouvintes e ativa há mais de 30
anos, mostrando como a arte também pode ser um espaço potente de
inclusão, convivência e expressão coletiva.
A equipe de reportagem acompanha ainda a trajetória de Melina, que
decidiu empreender por causa da filha, Zilah, que tem Síndrome de Down.
Ela queria que a menina tivesse acesso à arte, à música e à convivência
social em ambientes que fossem além dos espaços terapêuticos.
Ficha técnica Reportagem: Marieta Cazarré Produção: Cleiton Freitas e Patrícia Araujo Reportagem cinematográfica: Rogério Verçoza, Sigmar Gonçalves Apoio à Reportagem cinematográfica: André Rodrigo Pacheco Auxílio técnico: Edivan Viana, Thiago Souza, Hugo Madureira Apoio ao auxílio técnico: Raimundo Nunes, Jairom Rio Branco, Marcelo Vasconcelos Edição de texto: Cintia Vargas Edição de imagem e finalização: André Eustáquio Artes: Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia
Sobre o programa
No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou
a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a
relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe
com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse
público.
Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 2h30.
Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou
por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e
está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.
Serviço
Caminhos da Reportagem – “Empreendedorismo Inclusivo” – Segunda-feira (1ª), às 23h, na TV Brasil
A atleta Moniza Lima durante treinamento da Seleção
Brasileira no Centro de Treinamento Paralímpico | Foto: Alessandra
Cabral/CPB
As Seleções Brasileiras de goalball estão em Hangzhou, na China, onde irão disputar o Mundial da modalidade.
A Seleção Masculina, comandada por Jônatas
Castro, será a primeira a estrear na competição. A equipe enfrenta o
Egito na terça-feira, 9, às 22h (horário de Brasília). Os outros jogos
da fase classificatória são contra a Argélia, no dia 10 de junho, às
23h30, e contra os donos da casa. Brasil e China duelam no dia 11 de
junho, às 22h.
Já na chave feminina, as comandadas por
Alessandro Tosim entram em quadra pela primeira vez na quarta-feira, 10,
às 8h30, contra a Tailândia. As outras partidas serão contra Grécia e
Finlândia. As brasileiras duelam contra as gregas no dia 11 de junho, às
7h, e contra as finlandesas no dia 12 de junho, às 8h30.
A primeira fase do Mundial conta com
quatro grupos na disputa masculina e quatro grupos na disputa feminina.
As duas melhores equipes de cada grupo avançam para as quartas de final.
As finais da competição estão agendadas para o dia 15.
Já a Seleção feminina ficou na quinta
colocação em um grupo que tinha oito países na fase qualificatória e não
avançou às quartas de final.
Confira a lista de atletas convocados:
Feminino Ana Gabriely Brito Assunção Danielle Vilas Longhini Jéssica Gomes Vitorino Larissa Santos de Espírito Saturnino Moniza Aparecida de Lima Victoria Amorim do Nascimento
Masculino André Claudio Botelho Dantas Emerson Ernesto da Silva Josemarcio da Silva Sousa Leomon Moreno da Silva Paulo Rubens Ferreira Saturnino Sharlley Anthony do Nascimento Silva
*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).
Patrocínio As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do goalball.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)