23/07/2021

Recurso Público e a sua liberdade: doações, isenções e convênio público

Por Ricardo Beráguas

Há uma grande atração em conquistar isenções de impostos, direitos de receber doações, bem como receber financiamento público para os projetos sociais (convênios). O que nem sempre se percebe é que a partir do momento em que algum destes itens ocorre, não poderemos mais tratar nossa organização de modo particular, mas sim do modo que o setor público determina que deva ser tratada.

A cada dia cresce mais o número de entidades sem fins lucrativos, aumentando a participação no bolo de recursos de doações e convênios públicos onde já ultrapassou a marca de 850.000 entidades no país e, deste modo o setor público vem criando e aperfeiçoando a cada dia, os sistemas de controle, regras e mais regras no intuito de separar as boas das más ações. 

Com a evolução dos sistemas eletrônicos, as organizações já não conseguem mais depender do caderninho de anotações de receitas e despesas, passando a dar lugar aos registros financeiros em softwares, suas obrigações fiscais e acessórias bem como as normas de contabilidade tornaram-se mais específicas e direcionadas às ações que são próprias do terceiro setor e, vem recebendo cada vez mais atenção do fisco.

A capacitação da equipe de contabilidade que vai gerir os registros da sua organização é fundamental para a tranqüilidade e longevidade do projeto social. 

A responsabilidade dos dirigentes das associações sem fins lucrativos cresce na medida em que aumentam sua participação em projetos públicos, que ficarão expostos até que seja concluída a avaliação das prestações de contas pelo Tribunal de Contas, o que pode levar até 10 anos para terminar.

“Há um grave engano das associações em imaginar que tendo passado a prestação de contas por uma secretaria de governo, ela esteja livre. Não! Há ainda que passar pelo crivo do tribunal de contas que poderá ou não liberar sua prestação de contas”.

 

Além das sanções que a associação pode sofrer em caso de erro, falha ou imperícia nas prestações de contas ou ainda nos registros contábeis, também os bens dos dirigentes podem ficar indisponíveis.

A legislação brasileira que trata do assunto está permeada no CTN – Código Tributário Nacional, Código Civil, Regulamento do Imposto de Renda, além da legislação específica de cada organização, tal como o MROSC 13.019/14 e a Lei do CEBAS 12.101/19;

Para a contabilidade, além do emaranhado legal acima descrito, há ainda as Normas Brasileiras de Contabilidade e, especificamente a norma ITG 2002 que rege a forma de contabilizar tudo o que acontece em uma associação ou fundação, por conter especificações para segregações, voluntariado, renúncias fiscais e gratuidades, sempre por regime de competência. 

“O Livro Diário Contábil é fundamental e é a garantia de isenção de impostos federais (art.14 do CTN) e não deve ser confundido com as obrigações fiscais da Receita Federal. O Livro deverá ser gerado em PDF e sua autenticação se dará com o protocolo de entrega da ECD ou ECF (Decreto 9.555/18). O Livro deverá conter as 5 (cinco) demonstrações obrigatórias e ser guardado na associação por prazo indeterminado”.

 

Desta forma é muito importante a participação dos dirigentes da associação com a equipe contábil para acompanhamento dos acontecimentos evitando assim perdas com a interrupção dos projetos, bloqueio de bens, de contas bancárias, entre outros, tanto da associação como dos dirigentes que podem ser acionados, até criminalmente.

Por último e não menos importante está a publicidade das informações, sendo exigido pelos Tribunais de Contas que as associações publiquem em seus sites de internet, as 5 (cinco) Demonstrações contábeis anuais, o relatório de atividades, e as certidões negativas de débitos, além do Estatuto Social e Atas de diretoria e prestação de contas. 

 

  • Ricardo Beráguas é Contador, proprietário da A2 Office – escritório de contabilidade especializado em entidades do terceiro setor, e presidente do Instituto A2 Office. Email: contador@a2office.com.br 
  • Site www.a2office.com.br

 Fonte  https://revistareacao.com.br/recurso-publico-e-a-sua-liberdade-doacoes-isencoes-e-convenio-publico/

Postado por Antônio Brito

Presidente do CPB e governador do Paraná assinam convênio de promoção da Educação Paralímpica

Gilson Abreu/AEN

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, assinou um convênio de promoção da Educação Paralímpica nas escolas do Paraná com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, durante evento no Palácio Iguaçu, em Curitiba, que marcou também o lançamento da campanha Torcida Paraná em Tóquio.

O programa de Educação Paralímpica é um dos pilares do planejamento estratégico do CPB e tem como um dos seus objetivos promover cursos online e gratuitos para profissionais de Educação Física.

Também participaram da cerimônia o coordenador do programa da Educação Paralímpica, David Farias Costa, e os atletas paralímpicos Anderson Santos e Daniel Silva, do vôlei sentado, Adriana Azevedo e Mari Santilli, da paracanoagem, Marcelo dos Santos, da bocha, e Vitor Tavares, do parabadminton, além dos técnicos Rodrigo Ferla, do parataekwondo, e James Valter, do tiro esportivo.

Ainda estiveram presentes o diretor de Desenvolvimento Social da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, Jackson Pitombo Cavalcante; o diretor-presidente da Paraná Esporte, Walmir da Silva Matos; o diretor adjunto de Comunicação da Copel, David Campos; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência e diretor de Departamento de Políticas para a Pessoa com Deficiência da Sejuf, Felipe Braga Cortes; o coordenador da Escola do Esporte, Antônio Carlos Dourado; o coordenador do Paradesporto, Mário Sérgio Fontes; e o presidente do Conselho Regional de Educação Física, Antônio Branco.

“Esporte é uma atividade que se consiste na principal ferramenta de inclusão das pessoas, sobretudo, das pessoas com deficiência. O esporte entrega resiliência, autoestima, oportunidade e cidadania para quem pratica e muda a percepção da sociedade em relação ao potencial de um indivíduo com deficiência”, discursou Mizael Conrado, bicampeão paralímpico de futebol de cinco (Atenas 2004 e Pequim 2008) e presidente do CPB.

“Essa parceria com o Estado do Paraná nos enche de esperança de capacitarmos cada vez mais professores em todas as escolas do Brasil para estarem preparados para atender todas as crianças e jovens com deficiência que lá estiverem. Com isso, elas poderão iniciar a sua atividade física no tempo certo, que é a fase escolar”, completou Mizael Conrado.

O projeto, que institui a Frente Paranaense para a Educação Paralímpica, visa à formação e capacitação de professores e profissionais, em todo o Paraná, por meio de cursos e ações de desenvolvimento das modalidades. As diretrizes do programa serão dadas pelo CPB. Treze municípios já aderiram até o momento: Jardim Alegre, Lunardelli, Ivaiporã, Lidianópolis, Cruzmaltina, Grandes Rios, Faxinal, Mauá da Serra, Califórnia, Marilândia do Sul, Rio Bom, Novo Itacolomi e Telêmaco Borba.

Maior delegação do Paraná

O Estado do Paraná contará com a maior delegação de atletas paranaenses olímpicos e paralímpicos da história dos Jogos. Ao todo, 35 representantes do Estado estarão na capital japonesa, número pouco superior ao time local que esteve nos Jogos do Rio, em 2016, que contou com 34 atletas.

Durante o evento, foi lançada a campanha Torcida Paraná em Tóquio. A intenção é que o público paranaense envie sua energia positiva, com vídeos e palavras de incentivo para os nossos atletas, por meio das redes sociais, utilizando a #TorcidaParanáemTóquio.

O governador lembrou que todos na delegação, entre atletas e técnicos, contam com o apoio do Governo do Estado. Do grupo, 34 são bolsistas do programa Geração Olímpica, além de um esportista que tem projeto pessoal via Lei de Incentivo ao Esporte – o Proesporte.

“Ter a maior delegação da nossa história é resultado da organização e do planejamento esportivo do Paraná. O programa Geração Olímpica, o maior do País para o setor, é um sucesso, e que vem merecendo toda a atenção por parte do Governo do Estado e da Copel, a patrocinadora do projeto”, destacou Ratinho Junior.

Vitor Tavares, da classe classe SS6do parabadminton, está animado com a possibilidade de medalha no Japão. Ele vem de bons resultados na fase de preparação e mira o pódio logo na estreia da modalidade em Jogos Paralímpicos. “A perspectiva é boa porque fui bronze no Mundial e ouro no Parapan. Agora são os ajustes finais”, afirmou o curitibano. “O Geração Olímpica me deu tranquilidade para focar nos treinos”, afirmou o atleta que possui hipocondroplasia congênita, popularmente conhecida como nanismo.

Adriana Azevedo, da classe KL1 da paracanoagem, também vai estrear nos Jogos. Ela era da natação, mas mudou de esporte em 2017 quando o rendimento começou a cair. Participar dos Jogos Paralímpicos já é uma conquista especial. “Busquei um novo estímulo na paracanoagem. Quero ficar entre as oito melhores”, contou. “O projeto do Governo do Paraná é primordial. É o auxílio que eu precisava para ter mais foco no treinamento”, disse ela, que há dois anos adotou Curitiba como casa.

*Com informações da Agências de Notícias do Paraná

Fonte: https://revistareacao.com.br/presidente-do-cpb-e-governador-do-parana-assinam-convenio-de-promocao-da-educacao-paralimpica/

Postado por Antônio Brito

Bolsonaro sanciona Lei que eleva teto de IPI para R$ 140 mil, mas veta isenção para pessoas com deficiência auditiva

Logo nas primeiras horas desta quinta-feira, 15, o Diário Oficial da União trouxe a íntegra da Lei Federal 14.183, de 14/7/2021 que, dentre outros temas, altera a Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, para modificar a concessão da isenção relativa ao IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na aquisição de automóveis por pessoa com deficiência.

A legislação atende ao que foi aprovado pelo Congresso Nacional, através de mudanças oferecidas pelo Deputado Federal Moses Rodrigues, relator do tema na Câmara dos Deputados.

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A proposta inicial da Presidência da República, de acordo com a MP 1034/2021, previa um teto de até R$ 70 mil para a obtenção da isenção do IPI e um prazo de 4 anos para o pedido de aquisição de um novo veículo com isenção.

Os Deputados Federais alteraram o teto para R$ 140 mil reais e reduziram para 3 anos o prazo para o pedido de nova isenção, assim como inseriram as pessoas com deficiência auditiva como beneficiárias da isenção. Por sinal, esse benefício já é direito dos auditivos, conforme determinação do STF – Supremo Tribunal Federal. Mas, para essa efetivação, o Congresso tem até meados de 2022 para aprovar legislação específica.


Como fica o teto de IPI agora?

A partir da publicação da Lei 14.138/2021, portanto, fica valendo o teto de R$ 140 mil e o prazo de 3 anos para o pedido de nova isenção.

Já sobr o veto que envolve as pessoas com deficiência auditiva, o Congresso Nacional terá oportunidade de analisar o tema e ‘derrubar’ o veto. Após a publicação de veto no Diário Oficial da União, a Presidência da República encaminha mensagem ao Congresso, em até 48 horas, especificando suas razões e argumentos. Sendo assim, o veto é sempre motivado.

A protocolização da mensagem na Secretária Legislativa do Congresso Nacional dispara o prazo constitucional de 30 dias corridos para deliberação do veto pelos senadores e deputados em sessão conjunta.

Para a rejeição do veto é necessária a maioria absoluta dos votos de Deputados e Senadores, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, computados separadamente.

Confira o BOLETIM do SISTEMA REAÇÃO, realizado na manhã desta quinta-feira, 15, com convidados e comentários sobre o assunto.

21/07/2021

Educar para revolucionar !

  • Por Kica de Castro 

A moda faz parte da história do mundo desde o século XV, início do renascimento europeu. Já a roupa surgiu bem antes, no período Paleolítico, usando recursos naturais, através da manipulação de caules e plantas. O homem do tempo da “Pedra Lascada” inventou uma das mais fantásticas descobertas da humanidade. Vejam só: a roupa foi criada com um tema atual, ecossistema !!!  
Muito além de ser apenas indumentária humana, a roupa faz parte do conceito da moda que abrange muito mais que vestuário. É definida como um conjunto de opiniões, gostos, tecidos, cores, assim como modos de agir, viver e sentir coletivos.

A moda é um assunto mundial, passou a criar sua própria linguagem, mudando comportamentos e alterando a mais básica expressão de uma sociedade.

Não é por acaso que esse tema ganhou espaço no meio acadêmico e virou estudo de pesquisa e transformador na ciência humana. Sua classificação é considerada arte e também ciência.

Com a chegada dos anos 40 e as grandes atrizes de Hollywood, a moda dita o que é padrão de beleza corporal, e vai mudando as características físicas até estacionar nos anos 90, quando surge a cruel ditadura que o corpo, para ser belo, precisa ter apenas uma característica física e ter exata altura e demais medidas.

Desde então, entrar no conceito de beleza é uma luta diária para valorizar a pluralidade dos corpos.

Em tempos atuais, a moda precisa passar por um novo processo de reeducação para 

continuar a sua evolução. Com tantas belezas físicas existentes, não tem como determinar um padrão corporal. Podemos sim ter um tipo físico da nossa preferência, mas aí é uma questão de gosto, onde cada indivíduo tem o seu. Devemos respeitar, mas rotular jamais.

O coletivo RElab Criativo, vem para esse cenário de educar para poder integrar e revolucionar, desde 2019.  Nesse momento com a proposta de um novo vocabulário nos temas:  acessibilidade, design universal, sustentabilidade,  resgate da ancestralidade e moda. 

São pontos simples para exercitar a reflexão. Ao invés de usar a palavra inclusão, passou-se a usar a palavra interação. No lugar da diversidade podemos falar pluralidade – fato de existir em grandes quantidades, de não ser único.

Mudar o termo de Moda Inclusiva para Moda Plural faz todo sentido. 

Parando para avaliar, são atitudes simples que transformam o mundo. Hoje é impossível falar que pessoas com deficiência é um segmento formado por minorias, afinal, 46 milhões de pessoas com deficiência no Brasil são capazes de escrever qualquer história.

“A minha moda é de acordo com o meu gosto pessoal e não por imposição do mercado de consumo.”

Anny Souza – Modelo com tetraplegia de Salvador/BA

“Se for para ser julgada pelas roupas que uso, a definição é mulher empoderada.” 

Deborah Fontenele – Modelo com paraplegia de Goiânia/GO 

“Eu gosto da definição de que corpo bonito é aquele que tem gente feliz dentro.”

Mariozane Machado Silva – Lutadora de boxe com amputação de membro inferior. 

“A moda precisa ser democrática e promover a interação.” 

Sandra Ribeiro – Relações Públicas – Poliomielite  

* Kica de Castro é publicitária e fotógrafa. Tem uma agência de modelos exclusiva para profissionais com deficiência, desde 2007. Apresentadora do programa Viver Eficiente e consultora colaboradora do coletivo RELab Criativo. 

E-mail: vivereficiente@gmail.com    

Instagram: @vivereficiente  

Fonte. https://revistareacao.com.br/educar-para-revolucionar/

Postado por Antônio Brito

Aplicativo colaborativo ajuda mães e pais a acharem locais que são “amigos” dos carrinhos de bebês. A tecnologia favorece também cadeirantes, idosos e gestantes

Para muitas mães, apesar da vontade de levar seus filhos para praças e parques ou      para caminhar nas ruas, o espaço público oferece obstáculos que incluem muitas escadas, poucas rampas de acesso, asfalto irregular,      buracos e até a falta de banheiros e fraldários. Procurando um passeio mais tranquilo, muitas optam por lugares fechados como shoppings, cafés, museus, cinemas e restaurantes, porém     até mesmo locais fechados, muitas vezes, não estão aptos para receber mães com carrinhos. 

O aplicativo Guiaderodas, como foi chamado, está disponível para Android e IOS e permite a qualquer pessoa, inclusive as que não possuem qualquer dificuldade de locomoção, avaliar a acessibilidade de restaurantes, supermercados, lojas, cinemas, farmácias, consultórios, teatros, baladas, entre outros. A proposta é facilitar a vida de todas as mamães com algum tipo de dificuldade de locomoção com carrinhos, mas também funciona para cadeirantes, idosos e gestantes. 

Com um layout fácil e intuitivo, o aplicativo permite que os usuários façam uma rápida avaliação do estabelecimento, levando em conta se há vagas especiais para estacionamento ou manobrista; se a entrada é facilitada; se há boas condições de circulação interna; se há banheiro para pessoas com deficiência ou adaptados para mamães com crianças pequenas. 

Funcionando por meio de GPS, o app favorece a avaliação no próprio local e a busca por filtros específicos para quem pretende saber quais são os estabelecimentos mais acessíveis em determinado bairro, cidade ou país.

Lançado em 2016, o perfil do público que acessa o aplicativo é de 55% mulheres e 45% homens, sendo que desta porcentagem, 53% não têm deficiência e 47% possuem alguma deficiência.

O Guiaderodas é uma empresa de tecnologia a favor da acessibilidade fundada por Bruno Mahfuz, cadeirante desde 2001. A Certificação Guiaderodas auxilia empresas e empreendimentos a se prepararem para incluir todas as pessoas em seu quadro de colaboradores e frequentadores, estimulando e premiando a eliminação de barreiras de arquitetura e de atitudes. A plataforma, que inclui o Portal Guiaderodas.com e o App Guiaderodas, é um hub de informações e oferece ferramentas de consulta e avaliação da acessibilidade de locais. De forma rápida e intuitiva o usuário sinaliza se há bom atendimento, estrutura e condições de receber a todos. 

Para conhecer o Guiaderodas acesse: www.guiaderodas.com

Visite também o Instagram: @guiaderodas

Fonte. https://revistareacao.com.br/aplicativo-colaborativo-ajuda-maes-e-pais-a-acharem-locais-que-sao-amigos-dos-carrinhos-de-bebes-a-tecnologia-favorece-tambem-cadeirantes-idosos-e-gestantes/

Postado por Antônio Brito

ANS amplia alcance de decisões judiciais sobre Transtorno do Espectro Autista

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa que beneficiários de planos de saúde com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de todo o País passam a ter direito a número ilimitado de sessões com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos para o tratamento de autismo, o que se soma à cobertura ilimitada que já era assegurada para as sessões com fisioterapeutas.

A decisão foi tomada em reunião da diretoria colegiada da Agência e publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 12, como uma alteração no Anexo II (Diretrizes de Utilização) da Resolução Normativa nº 465/2021, que dispõe sobre as coberturas obrigatórias para beneficiários de planos de saúde (Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde).

A suspensão do limite de sessões de terapias para tratamento de autismo já havia sido determinada pela Justiça em resposta a ações civis públicas nos estados de Goiás, AcreAlagoas e, mais recentemente, de São Paulo (Ação Civil Pública nº 5003789-95.2021.4.03.6100).

Considerando a importância de promover igualdade de direitos aos beneficiários residentes em todo o Brasil, a ANS está atendendo à determinação relativa à São Paulo e, ao mesmo tempo, ampliando o alcance aos demais estados.

Importante destacar que o profissional de saúde possui a prerrogativa de indicar a conduta mais adequada da prática clínica, conforme sua preferência, aprendizagem, segurança e habilidades profissionais. Neste sentido, caso a operadora possua, em sua rede credenciada, profissional habilitado em determinada técnica/método, tal como a ABA (Análise Aplicada do Comportamento), tal abordagem terapêutica poderá ser empregada pelo profissional no âmbito do atendimento ao beneficiário, durante a realização dos procedimento cobertos, como a sessão com psicólogo e/ou terapeuta ocupacional (com diretriz de utilização) ou a sessão com fonoaudiólogo (com diretriz de utilização), por exemplo.

Fonte. https://revistareacao.com.br/ans-amplia-alcance-de-decisoes-judiciais-sobre-transtorno-do-espectro-autista/

Postado por Antônio Brito

20/07/2021

Violência Doméstica (Sexual)

  • Por Lu Figueiredo

A Violência Sexual tem um destaque entre as modalidades de violência, pois envolve conteúdo moral muito forte. Neste texto chamamos a atenção para a modalidade “intrafamiliar” e as sinalizações da vítima.

A Violência Sexual Intrafamiliar tem como envolvidos no processo de abuso: pais, irmãos, tios, avós, padrasto e madrasta ou pessoas ligadas às vítimas por laços de  afinidade.

Por se tratar de algo praticado por pessoas tão próximas, nem sempre as vítimas conseguem buscar ajuda, mas acabam sinalizando através de alterações de comportamento.

O abusador age de formas diversas, como pornografia, utilizando revistas, músicas, vídeos, exibicionismo, exploração sexual, mas existem formas que envolvem toques nas áreas genitais, mama ou ânus, masturbação, sexo oral, mas pode acontecer penetração anal ou vaginal. Nem sempre o abuso deixa marcas visíveis e, por isso, é difícil a detecção.

É um tipo de relação de poder, onde o agressor ameaça a vítima caso ela conte para alguém, e faz ameaças de maus tratos para a família e pessoas que representam proteção, em alguns casos para formalizarem a violência, matam animais de estimação, quebram brinquedos e até mesmo mostram fotos e vídeos de pessoas sendo agredidas, esses são fatores de grave ameaça.

Outro fator importante é que, em alguns casos de abuso intrafamiliar, a mãe é conivente com o agressor, por envolver vínculo de relacionamento da própria mãe (pai, padrasto, namorado), inclusive induzindo a vítima a negação.

Todo este ciclo de violência pode durar um longo tempo para ser desvendado, ou até mesmo nunca ser descoberto. 

Algumas ações podem ser importantes para detectar o fenômeno da violência sexual intrafamiliar.

Reconhecer algumas sinalizações no comportamento pode ajudar a descobrir o abuso. Enurese noturna, ansiedade, alteração nos hábitos alimentares, mudanças como: roupas largas, cores escuras, mangas compridas, manias de isolamento, se mostram arredias a determinadas pessoas,  agressividade, medo, dificuldade de atenção, choro, masturbação excessiva.

Nas marcas físicas podem ser encontradas feridas nas regiões genitais, assaduras, fissuras anais, nos lábios (sexo oral), desconforto ao urinar e evacuar.

Sinais psiquiátricos: depressão, ansiedade, dissociação, ideação suicida, compulsividade, imagem distorcida do corpo, sinais de uso de bebidas.

Estas sinalizações são pedidos silenciosos de socorro e é muito importante  ser olhado, escutado e  interpretado. Quando pensamos em violência sexual intrafamiliar a escola é um local que pode ter muita influência no processo de descoberta da vítima, pois é através do olhar e escuta do educador que a vítima pode encontrar o seu porto seguro, pois a escola passa ser um ambiente de proteção para vítima.

Temos um olhar especial para a crianças e adolescentes com deficiência, pois são bastante vulneráveis à violência sexual e muitas vezes chegam até a adolescência, guardando o segredo que em si já configura violência psicológica.

Muitas vezes a criança com algum tipo de deficiência que precisa de cuidados especiais, como: troca de fraldas, banhos, precisam de ajuda na mobilidade, podem sofrer toques abusivos, manipulações genitais e não conseguem verbalizar o incomodo do abuso, mas encontram nas alterações comportamentais a sua forma de pedido de socorro.

Por isso, cabe um olhar e escuta a este pedido de socorro, pois os estragos na vida de uma vítima são extremamente prejudiciais e podem até levar à morte.

No caso de Violência Sexual Intrafamiliar é muito importante que haja desmistificação de classe social, onde se imagina que este tipo de abuso acontece somente em comunidades de baixa renda, cortiços e assentamentos, mas acontece em lugares onde quem precisa ser a proteção assume o papel do criminoso. A vítima está em qualquer lugar onde o abusador tiver oportunidade de agir.

* LuQuinha Figueiredo é Bióloga Especialista em Métodos de Enfrentamento  de Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes com Atenção às Vítimas de Abuso Sexual. Especialização em Neuropsicopedagogia e Educação Especial e Inclusiva.

Fonte. https://revistareacao.com.br/violencia-domestica-sexual/

Postado por Antônio Brito

Atleta de ParaJiu-Jitsu representa Mato Grosso em campeonato nacional

Mato Grosso será representado no campeonato AJP Tour Rio de Janeiro Internacional PRO, que acontece neste mês, na modalidade de ParaJiu-Jitsu por Juninho Cabral. Ele é formado em Educação Física pela Unic- Ary Coelho de Rondonópolis e mora na cidade de Itiquira (MT). Por ter nascido sem os braços e pernas, teve que começar a mostrar que iria contrariar as estatísticas desde que veio ao mundo, e hoje acumula medalhas esportivas.
Juninho faz parte da Seleção Brasileira de Parajiu Jitsu e representou o Brasil no Uruguai, quando se consagrou campeão Pan-Americano. O atleta também é Vice-Campeão do Grand Slan do Rio de Janeiro, campeonato esse que dá a vaga para o mundial em Abu Dhabi que acontece em 2021, ainda sem data definida por causa da pandemia da Covid-19. “Não existe limite, o caminho é sempre persistir, acreditar e nunca desistir, assim a gente chega lá”.
Ingressou no curso de Educação Física da Universidade de Cuiabá, em Rondonópolis, e se formou em 2014. Como mora na cidade de Itiquira (150 km de distância do câmpus), Juninho ia e voltava de ônibus todos os dias. Durante a graduação teve várias oportunidades no ramo esportivo, foi auxiliar técnico do time de futsal feminino de Rondonópolis, podendo participar do campeonato brasileiro feminino, juntamente com o time da universidade.
Conta que o desejo de fazer o curso começou na infância, quando entrou na escola pública aos seis anos. “Nada era diferente, mas não me deixavam jogar futebol com as outras crianças. Foi aí que surgiu o desejo de cursar Educação Física quando crescesse. Queria poder praticar os esportes que todos julgavam ser impossível para alguém na minha condição, mas o que precisavam entender é que eu me adapto e consigo”, conta.
A família do atleta não esperava ter um bebê sem braços e pernas. Alguns parentes duvidaram que ele sobreviveria, mas sua tia e avó paterna o esconderam. Depois de uma semana, Juninho foi apresentado aos pais que o aceitaram e começaram a entender como seria criar uma criança com limitações. Até então, a família não imaginava que “limite” não faria parte do dicionário de Juninho.
Em 2015 foi voluntário como treinador do time feminino da cidade e em 2017 teve a oportunidade de conhecer o seu ídolo Falcão pessoalmente. Dois anos depois, Juninho teve seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu e se apaixonou pelo esporte. “Treino duro desde então para levar cada vez mais medalhas e orgulho ao meu estado”, finaliza.

Fonte. https://revistareacao.com.br/atleta-de-parajiu-jitsu-representa-mato-grosso-em-campeonato-nacional/

Postado por Antônio Brito

Os detalhes da “Cozinha às cegas” – Um guia culinário sensorial para pessoas com deficiência visual

A Maggi e a unidade de Receitas Nestlé se unem à Fundação Dorina Nowill para Cegos e lançam o Cozinha às Cegas, projeto idealizado pela Publicis Brasil que visa promover a autonomia e o bem-estar de pessoas cegas ou com baixa visão por meio da culinária.

Cozinha às Cegas é um guia sensorial de 130 páginas que tem a proposta de estimular os cinco sentidos: tato, com ilustrações em relevo dos pratos e impressão em braile; olfato, já que será possível sentir os aromas das especiarias mencionadas nas receitas; visão, já que a publicação traz um design que possibilita que pessoas com baixa visão possam ler o conteúdo; e audição, tanto com botões que emitem sons dos instrumentos a serem utilizados no preparo quanto com a versão em audiobook – o paladar fica por conta da própria entrega do livro, as receitas contidas nele. A publicação também conta com site oficial (www.cozinhaascegas.com.br).

19/07/2021

Nadadores paralímpicos fazem última tomada de tempo no Brasil antes de embarcarem para os Jogos de Tóquio

Foto: Alê Cabral/CPB

Atletas da natação paralímpica do Centro de Referência da modalidade, que funciona no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, realizaram tomadas de tempo nesta semana com o objetivo de avaliar a reta final da preparação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio. Essa foi a última atividade deste tipo em solo brasileiro.  

Dos velocistas convocados para os Jogos de Tóquio (confira aqui a convocação completa), sete treinam no CT Paralímpico e participaram desta tomada de tempo. São eles: Carol Santiago (S12), Phelipe Rodrigues (S10), Ruiter Silva (S9), Andrey Garbe (S9), Gabriel Cristiano (S8), Ana Karolina Soares (S14) e Lucilene Sousa (S12). Ao todo, natação brasileira contará com 35 nadadores nos Jogos na capital japonesa.   

“As tomadas de tempo são extremamente importantes para avaliarmos o bloco de treino, entender como os atletas estão. Nesta semana, tivemos atletas nadando melhor do que até mesmo na Seletiva e alguns bem próximos do melhor tempo da vida. Essa foi a última aqui no Brasil e faremos uma em Hamamatsu”, conta Leonardo Tomasello, técnico chefe da Seleção Brasileira de natação e responsável pelos velocistas do centro de referência, referindo-se ao local que a delegação brasileira fará a aclimatação no Japão.  

Todos os nadadores embarcam para o Japão no dia 5 de agosto. A primeira parada será na cidade de Hamamatsu para a aclimatação antes da chegada a Tóquio. Tomasello explica também as estratégias que serão adotadas com os velocistas para uma melhor aclimatação em solo japonês.  

“Os atletas terão uma semana de descanso, de regenerativo, ainda aqui no Brasil, que será justamente na semana do embarque para o Japão. Eles estão fazendo muito trabalho de força, na piscina, na academia, então esse descanso é importante até porque alguns atletas acabam dormindo mal devido as dores musculares, por exemplo. Chegando em Hamamatsu, os atletas farão alguma atividade, seja com a fisioterapia, preparador físico ou até mesmo na água, até para mantê-los acordados durante o dia e evitar que durmam fora do fuso-horário japonês”, explica Léo.  

A partir do dia 31 de julho, todos os nadadores convocados para os Jogos Paralímpicos de Tóquio estarão no CT Paralímpico, na capital paulista, para concentração oficial e início dos protocolos sanitários obrigatórios antes do embarque para o Japão.  

Patrocínios 

A natação paralímpica tem patrocínio das Loterias Caixa

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br) 

Fonte. https://www.cpb.org.br/noticia/detalhe/3412/nadadores-paralimpicos-fazem-ultima-tomada-de-tempo-no-brasil-antes-de-embarcarem-para-os-jogos-de-toquio

Postado por Antônio Brito