08/05/2020

ONU triplica apelo e pede US$ 6,7 bi para ajudar países pobres

Objetivo é ajudar 63 países, principalmente na África e América Latina

A Organização das Nações Unidas (ONU) mais que triplicou seu apelo para auxiliar os países vulneráveis ​​a combater a propagação e os efeitos desestabilizadores da pandemia do coronavírus. A organização solicitou, nessa quinta-feira (7), US$ 6,7 bilhões para ajudar 63 países, principalmente na África e na América Latina.

Embora os Estados Unidos e a Europa estejam sendo afetados agora pelo surto, o subsecretário-geral da ONU, Mark Lowcock, alertou que não era esperado que o vírus atinja o pico nos países mais pobres do mundo entre os próximos três e seis meses.

"Nos países mais pobres, já podemos ver as economias se contraindo à medida que as receitas de exportação, as remessas e o turismo desaparecem. A menos que tomemos medidas agora, devemos estar preparados para um aumento significativo no conflito, fome e pobreza", afirmou. "O espectro de várias carências aparece", acrescentou Lowcock.

O novo coronavírus, que causa a doença respiratória covid-19, já infectou cerca de 3,7 milhões de pessoas em todo o mundo e mais de 263 mil morreram, de acordo com contagem da Reuters. O vírus surgiu pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan, no fim do ano passado.

*Agência britânica de notícias

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2020-05/onu-triplica-apelo-e-pede-us-67-bi-para-ajudar-paises-pobres

Postado por Antônio Brito 

Municípios começam a receber recursos destinados à assistência social

Recursos da ordem de R$ 600 milhões serão transferidos para a assistência social de todos os municípios, a partir desta sexta-feira (8). A transferência do dinheiro é referente aos meses de abril, maio e junho e será feita pelo Ministério da Cidadania, por meio do Fundo Nacional de Assistência Social, e tem por objetivo proteger a população vulnerável, que mais tem sofrido as consequências da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

"Vamos fazer o pagamento de uma parcela que vai englobar três meses, exatamente para dar condições para o Sistema Único de Assistência Social (Suas). É um exército que chamo ‘do bem’, próximo de 200 mil pessoas que estão em cada canto do Brasil, levando não apenas alimento e prevenção, mas carinho, conforto e estímulo para a população enfrentar este momento", disse o ministro Onyx Lorenzoni,

Um segundo repasse será feito em 8 de junho, serão mais R$ 600 milhões, referentes aos meses de julho, agosto e setembro. Com isso, o total destinado para o fortalecimento da assistência social, via cofinanciamento do Suas, chegará a R$ 1,2 bilhão. Os recursos foram garantidos na Medida Provisória nº 953, publicada em 16 de abril, que abriu crédito extraordinário de R$ 2,5 bilhões.

De acordo com o ministério, outra parte dos recursos será destinada para os municípios atuarem em três frentes: aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para as equipes de assistência social; compra de alimentos para as instituições que cuidam de idosos, além de orfanatos; e ações de acolhimento e abrigamento de moradores de rua. O anúncio da aplicação desses recursos foi feito no dia 30 de abril.

"É um volume de R$ 1,03 bilhão para a aquisição. Nós temos hoje 1.686 municípios brasileiros habilitados a receber os recursos. São R$ 159 milhões que estão sendo transferidos a partir de hoje para esses municípios, também no sistema de duas parcelas. Recebe um primeiro volume que permite o atendimento por três meses e, depois, uma segunda parcela em junho, para atender outros três meses", disse Lorenzoni.

*Com informações do Ministério da Cidadania.

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-05/municipios-comecam-receber-recursos-destinados-assistencia-social

Postado por Antônio Brito 

Conheça o Programa Nacional do Livro Didático Acessível

Projeto destina obras escritas em braille-tinta para estudantes cegos ou com baixa visão
O Sistema Braille é um sistema formado por códigos táteis que possibilitam a leitura e a escrita das pessoas com deficiência visual. O Ministério da Educação (MEC) trabalha para tornar o ensino brasileiro mais inclusivo. Uma das principais ações para promover a acessibilidade é o Programa Nacional do Livro Didático Acessível (PNLD/Acessível), que destina livros escritos em braille-tinta para estudantes cegos ou com baixa visão.


“A partir de 2019, os livros didáticos passaram a ser impressos em braille e letras ampliadas em português. São entregues aos alunos cegos os mesmos livros que o restante dos alunos da classe recebe. Desse modo, tanto as famílias como os professores podem acompanhar o que o estudante que utiliza o braille está lendo”, explicou a secretária de Modalidades Especializadas de Educação, Ilda Peliz. 

O programa garante que estudantes com deficiência visual matriculados em escolas públicas tenham pleno acesso ao conteúdo. A distribuição dos exemplares é realizada com base nas matrículas informadas pelo Censo Escolar do ano anterior. Os livros acessíveis não são de uso único, portanto podem ser utilizados por outro aluno no ano seguinte.

Em 2019, o ministério distribuiu 28.743 livros produzidos em braille-tinta para alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Pela primeira vez, todos os estudantes cegos ou com baixa visão dessa etapa receberam material adaptado.

Em 2020, o MEC ampliou a oferta e, de maneira inédita, estabeleceu a produção do livro em braille-tinta para os estudantes cegos ou com baixa visão de todas as séries do ensino fundamental. Neste momento, o ministério está trabalhando na avaliação e entrega de 10.776 livros para estudantes do sexto ao nono ano.

Todos os livros seguem orientações da Comissão Brasileira do Braille (CBB), instituída pela Portaria nº 1.372, de 16 julho de 2019 Site externo. Vinculada à Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp), a comissão é responsável pela padronização, aplicação, acompanhamento e atualização do Sistema Braille.

Fonte  https://www.vidamaislivre.com.br/2020/04/23/programa-nacional-do-livro-didatico-acessivel/

Postado por Antônio Brito 

Cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à COVID-19

Desigualdades, agravadas pelo impacto da doença sobre as pessoas com deficiência, não são novidades

Pessoas com deficiência representam cerca de um bilhão ou 15% da população mundial. Aproximadamente 80% delas estão em idade para trabalhar, mas enfrentam enormes barreiras, que dificultam a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho.

Durante essa crise, é necessário que as pessoas possam atuar, interagir e se comunicar de formas diferentes das que estão acostumadas. Contudo, as desigualdades, agravadas pelo impacto da COVID-19 sobre as pessoas com deficiência, não são novas. Na resposta à doença, o risco é de que elas sejam novamente deixadas para trás. 

A recente publicação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “Pessoas com deficiência na resposta à COVID-19”, lista cinco pontos-chave para a inclusão na resposta à pandemia da COVID-19.

Adotar medidas de apoio para promover a igualdade

Políticas de trabalho de casa devem assegurar que as(os) trabalhadoras(es) com deficiência disponham das adequações necessárias em suas casas, tais como as que deveriam existir em seu local de trabalho habitual. Outras medidas de autoisolamento como resposta à COVID-19 devem levar em consideração a situação particular das pessoas com deficiência, incluindo o fato de algumas necessitarem de assistência pessoal.

Assegurar uma comunicação acessível e inclusiva

Toda comunicação relacionada à saúde pública, à educação e ao trabalho sobre a pandemia, incluindo arranjos de trabalho de casa, devem ser acessíveis às pessoas com deficiência, inclusive por meio do uso da linguagem de sinais, legendas e websites com tecnologia específica. 

Proporcionar proteção social adequada

A proteção social é essencial para que as pessoas com deficiência possam cobrir gastos extras relacionados a elas, que podem aumentar devido ao impacto da crise e impactar os seus sistemas de apoio. Pessoas com deficiência, especialmente mulheres, fazem parte de um grupo que enfrenta taxas de desemprego mais elevadas. Por isso, agora mais do que nunca, as medidas de proteção social, sensíveis às questões de gênero, devem ser construídas de forma a apoiá-las a entrar, permanecer e progredir no mercado.

Assegurar o direito do trabalho agora e sempre

O diálogo social e a participação são fundamentos base dos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência e pelos direitos trabalhistas. E em meio à atual pandemia, são mais necessários do que nunca. A multiplicidade de pontos de vista – dos governos, das organizações de trabalhadores e de empregadores e das organizações de pessoas com deficiência – oferecem uma variedade de soluções. Portanto, é indispensável a implementação das Normas Internacionais do Trabalho e de outros instrumentos de direitos humanos, especialmente a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Mudar a narrativa

Para atingir todos os pontos mencionados anteriormente, é fundamental incluir pessoas com deficiência como cocriadoras das respostas à COVID-19, como defensoras e usuárias, e não como vítimas. Todas as crises trazem oportunidades e a oportunidade do momento é promover a inclusão de todos os grupos anteriormente discriminados – incluindo as pessoas com deficiência – como elemento central em todas as respostas à pandemia.

Fonte: Nações Unidas do Brasil Site externo

https://www.vidamaislivre.com.br/2020/05/07/cinco-pontos-chave-para-a-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-na-resposta-a-covid-19/

Postado por Antônio Brito 

PCD estão isentos das possíveis novas regras de rodízio em São Paulo

O Decreto Municipal que define novas regras sobre o rodízio de carros em São Paulo ainda não foi publicado.

O Departamento de Jornalismo da Revista Reação está acompanhando a nova publicação do Diário Oficial do Município com a novas normas, entretanto as Pessoas com deficiência proprietárias de veículo continuam sem restrições à circulação na cidade.

Fica, segundo informações preliminares, valendo o cadastramento anterior de isenção do rodízio!

Fonte  https://revistareacao.com.br

Postado por Antônio Brito 

07/05/2020

Rede Lucy Montoro costura máscaras para pacientes e cuidadores, cria canal de comunicação para dúvidas de pessoas com deficiência e produz vídeos para estimular atividades em casa

O Instituto de Medicina Física e Reabilitação Rede Lucy Montoro conta com o Lucy com Vc, um canal de comunicação para pessoas com deficiência física com o objetivo de esclarecer dúvidas relacionadas à saúde. 

Os interessados devem enviar uma mensagem via WhatsApp para o número (11) 99311-1920 e informar nome completo, data de nascimento, CPF, endereço residencial (com o CEP) e telefone para retorno. O atendimento será realizado de segunda a sexta, das 8h às 15h. 

Neste período de pandemia de Covid-19, enquanto a equipe multidisciplinar realiza o atendimento presencial e o tele atendimento aos pacientes que não se sentem confortáveis em ir ao centro de reabilitação e aos que pertencem ao grupo de risco, os professores das oficinas terapêuticas e de geração de renda e profissionais do administrativo produzem máscaras de tecido para pacientes e cuidadores.

Para estimular que todos tenham uma vida saudável em casa, os profissionais produzem vídeos com orientações de cuidados, atividades e alimentação que estão disponíveis no canal do YouTube da Rede Lucy Montoro.

Lucy com Vc

Para garantir que o contato será realizado por algum profissional da saúde da Rede Lucy Montoro, após o envio da mensagem pelo aplicativo, a pessoa receberá uma chave de segurança como resposta e esta senha deverá ser informada pelo profissional ao entrar em contato por telefone. Logo, é importante que a pessoa não passe esta chave de segurança para ninguém.  

Vale lembrar que não se trata de um atendimento para urgência/emergência, nem para casos suspeitos do novo Covid-19. A Rede Lucy Montoro não entra em contato para pedir ajuda ou doações. Caso receba ligação deste tipo, favor informar através do WhatsApp.

Fonte  https://revistareacao.com.br/rede-lucy-montoro-costura-mascaras-para-pacientes-e-cuidadores-cria-canal-de-comunicacao-para-duvidas-de-pessoas-com-deficiencia-e-produz-videos-para-estimular-atividades-em-casa/

Postado por Antônio Brito 

Câmara do Recife aprova isenção de taxa de iluminação pública

Com o intuito de aliviar as pressões financeiras geradas pelas pandemia da Covid-19 sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social, a Câmara Municipal do Recife aprovou nesta terça-feira (5), um projeto de lei do Executivo que visa isentar da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (CIP) os consumidores da classe residencial enquadrados na faixa dos 80 kWh e 220 kWh. De acordo com a matéria, a medida será válida durante o período de 1º de abril a 30 de junho de 2020.

A pauta tramitou em regime de urgência e foi aprovada em sessão ordinária e extraordinária, realizada entre os parlamentares por meio de videoconferência. Tendo cumprido o trâmite legislativo na Câmara, a pauta seguiu para sanção do prefeito Geraldo Julio (PSB). 

A proposta amplia a isenção, visto que as residências em que o consumo se enquadrava abaixo dos 80 kWh já são isentas de pagamento da CIP. No texto de justificativa do projeto, o prefeito Geraldo Julio ressalta que estender a isenção significa dar condições para que a parcela mais vulnerável da população enfrente a crise.

“O projeto de lei em apreço possibilita que os consumidores de energia elétrica de baixa renda, ante à ‘situação de emergência’ provocada pela pandemia de covid-19,  declarada pelo Decreto nº 33.511, de 15 de março de 2020, com graves e sérias repercussões econômicas e sociais, sejam desonerados da cobrança desta contribuição municipal, como forma de minimizar os impactos provocados e garantir condições dignas de subsistência à população mais carente durante este período”, afirma o chefe do Executivo municipal.

Fonte  https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2020/05/camara-do-recife-aprova-isencao-de-taxa-de-iluminacao-publica.html

Postado por Antônio Brito 

Ministério Público de Pernambuco pede que justiça decrete lockdown no estado

Foto: Nando Chiappetta/DP

Em Ação Civil Pública expedida nesta quarta-feira (6), o Ministério Público de Pernambuco pediu para que a justiça determinasse lockdown por 15 dias no estado. Decisão que deverá ser acatada pelo Governo de Pernambuco e Prefeitura do Recife. Esta é uma tentativa de frear a proliferação de coronavírus, doença que vitimou 54 pessoas somente no dia de hoje. Caso a medida seja descumprida será aplicada uma multa diária de R$ 100 mil por cada recomendação não acatada.

Durante o documento de 48 páginas enviado pelo MPPE, uma série de medidas são descritas, como a suspensão do funcionamento e atendimento ao público de todas as atividades e serviços não essenciais, incluindo serviços de delivery, e paralisação de atendimento ao público em todas as atividades e serviços essenciais. Com exceções aplicadas apenas a mercados, supermercados, farmácias, postos de gasolina, serviços de saúde, clínicas e hospitais veterinários, bancos e lotéricas, além de serviços funerários.  

Hotéis e pousadas apenas poderão funcionar caso cumpram uma série de regras para garantir o distanciamento social, tais como abrigar apenas uma pessoa no espaço de 10 metros quadrados do estabelecimento; uma pessoa por carro na área de estacionamento; acesso permitido somente por pessoas usando máscaras; disponibilização de álcool gel e lugares previamente marcados nas filas.  
O transporte intramunicipal, intermunicipal e interestadual estará proibido durante todo o vigor do lockdown. Salvo nos casos de trânsito de pessoas e produtos relacionados às atividades essenciais. Veículos serão impedidos de entrar e sair do município de Recife caso não comprovem que estão destinados aos serviços indispensáveis. Automóveis privados serão proibidos de circular durante todo o perímetro do estado enquanto durar o isolamento. 

Os espaços públicos e privados não estarão livres para circulação de pessoas que não comprovem fazer parte de algum serviço essencial ou que estejam nas ruas para usufruir destas atividades, como ir ao mercado ou farmácia. Cidadãos que que precisam receber numerários decorrentes de exercício de atividade laboral ou de auxílios pagos pelo poder público também são exceção. O distaciamento social e utilização de máscaras ainda são obrigatórios para quem precisar deixar suas casas. Responsabilização adiministrativa, civil e penal deverão ser aplicadas a pessoas que não seguirem as normas

Lotéricas exclusivas para pagamento do Auxílio Emergencial, salários e benefícios do governo deverão entrar em funcionamento para desafogar outros pontos de atendimento e assim evitar aglomerações. 

Em resposta a Ação Civil Pública, o estado de Pernambuco afirmou que "ainda não foi informado formalmente sobre o assunto e por isso não irá se posicionar no momento". Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura do Recife não se pronunciou. 

Fonte  https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2020/05/ministerio-publico-de-pernambuco-pede-que-justica-decrete-lockdown-no.html

Postado por Antônio Brito 

06/05/2020

Um dia após confirmação de doping, atleta concede entrevista exclusiva

Nadadora Patrícia Pereira violou regras no Parapan de Lima, em 2019

Um dia após receber a notificação oficial por parte do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) de suspensão de 12 meses, por violar a regra antidopagem durante os Jogos Parapan-Americanos de Lima no ano passado, a nadadora Patrícia Pereira falou com exclusividade com a Agência Brasil. No resultado do exame de urina, realizado no último dia 21 de agosto, foram encontradas  hidroclorotiazida e metabólito, e SARM LGD-4033 (Ligandrol) e metabólito, que constam na lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidopagem (Wada, sigla em inglês). A punição nesse caso, conforme a regulamentação, vai de um a quatro anos, mas a brasileira recebeu a pena mínima por ter provado que não teve culpa e assumido que foi negligente.  

O que você pode falar sobre a ingestão dessas substâncias que apareceram nos exames?

Patrícia: Gostaria de reforçar que não agi de má fé e isso foi comprovado pelas autoridades responsáveis. Admito a negligência e reforço que sempre estive à disposição das autoridades antidopagem. Sou atleta paralímpica desde 2009 e na minha carreira meu histórico em testes antidopagem demonstram meu comprometimento. Por isso, de boa-fé, acato a suspensão esportiva e voltarei a praticar o esporte que amo a partir de agosto deste ano.

Existe algo mais a ser feito para buscar uma alteração na punição? Alegando que você não teve culpa, existe uma chance de alcançar a absolvição?

Patrícia: Eu aceito a advertência. Acredito que as autoridades tomaram a decisão correta depois da análise do caso. O maior tempo de suspensão seria de quatro anos, fui suspensa por um ano porque ficou provado que não fiz o uso intencional das substâncias.  No começo é claro que ficamos com os nervos à flor da pele, mas isso já está no passado. Quero sempre olhar para o futuro e dar o melhor de mim nas piscinas. A sensação é de que ainda posso dar muito mais para o meu país e posso representar o Brasil da melhor forma, vou atrás disso. 

    Patrícia Pereira (a primeira da esquerda)        com a prata conquistada nos 50m livre          classe S5 no Papan de Lima - Foto: Alê          Cabral/CPB - Alê Cabral/CPB

Depois do Parapan, você não competiu mais. Os dias têm sido só de treinamento?

Patrícia: Eu continuei fazendo treinos em casa, mas longe das piscinas. Estou tentando me manter ativa com alguns exercícios em casa e fazendo o máximo que posso para voltar bem aos treinos.

O adiamento dos Jogos Paralímpicos de Tóquio acabou trazendo uma nova perspectiva para você resolver essa questão do doping e participar lá no Japão?

Patrícia: A postergação dos Jogos foi necessária devido à situação que infelizmente o mundo vive. Para qualquer atleta os Jogos Paralímpicos são um sonho. Eu já tive a felicidade de participar de um quando conquistei a prata na Rio 2016, e agora farei o meu melhor para voltar a participar de um evento com tanta magnitude quanto esse. Meu objetivo é mais uma medalha paralímpica no currículo e estou muito feliz por voltar a treinar em agosto, e poder ter essa chance novamente. Tenho que pensar competição por competição até chegar lá. Um passo de cada vez. A natação é um esporte de dedicação e isso eu tenho de sobra. Serão dias intensos até Tóquio 2021, mas estou preparada.

Entenda o caso 

As substâncias hidroclorotiazida e SARM LGD-4033 (Ligandrol) detectadas pela Wada no exame de urina da nadadora constam da lista de subtâncias proibidas nas classes S5 (Diuréticos e agentes mascaradores) e S1.2 (outros agentes anabólicos) respectivamente.

Hésojy Gley, médico-chefe e coordenador da equipe antidopagem do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) esclareceu à Agência Brasil quais são os efeitos dessas substâncias no organismo.

“A Hidroclorotiazida é um diurético que tem o uso para pressão alta, hipertensão e algumas raras condições metabólicas. Mas, no mundo da suplementação, acaba sendo usada para mascarar situações, ou para a perda de peso. É proibida desde os primórdios e é bem conhecida no meio esportivo. E a SARM LGD-4033 (Ligandrol) já é bem mais nova. Em muitos casos, essa droga não aparece nos rótulos dos suplementos. O nome é a sigla em inglês para um modulador que age diretamente no receptor hidrogênio. É seletivo para esse receptor. Ou seja, onde o hormônio análogo à testosterona - ou a própria testosterona - atua na célula, essa substância vai lá e age. A "vantagem" da SARM é que ela é seletiva. Ela vai no receptor celular e dá o sinal para que ele faça a função de aumento de síntese de proteínas, o que a gente chama de anabolismo e, teoricamente, tem menos chance de apresentar efeitos colaterais que seriam a virilização e o acúmulo de gordura ruim nas mulheres. Mas, apesar de parecer ter menos efeitos colaterais, ela é bem mais cancerígena do que as outras testosteronas", alerta o médico.

Os suplementos utilizados pela nadadora foram analisados em um laboratório credenciado pela Wada, e dois deles foram definidos como contaminados com essas substâncias. Dessa forma, pelo nível reduzido de culpa da esportista pela violação e com base nessa contaminação dos suplementos, o IPC e a atleta concordaram com a sanção de 12 meses. Lembrando que, na regulamentação da Wada, a suspensão nesse tipo de caso pode ser de um a quatro anos. O processo, como todos os demais envolvendo o IPC, seguiu em sigilo até a conclusão dos trabalhos. Dessa forma, a nadadora está liberada para voltar a competir a partir do dia 20 de agosto deste ano. 

Medalhas

Com a punição, Patrícia Pereira também perdeu as duas medalhas conquistadas em Lima (Peru), a prata nos 50m livre e o bronze nos 100m livre da classe S5. Nos 50m, a argentina Ana Noriega deve herdar a prata, e o bronze ficará com a outra brasileira Esthefany de Oliveira. Na prova dos 100m, Esthefany, que originalmente chegou em quarto lugar, ficará com o bronze. Assim, o Brasil mantém a sua campanha histórica que totalizou 308 medalhas, um recorde em todas edições de Jogos Parapan-Americanos.

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2020-05/um-dia-apos-confirmacao-de-doping-atleta-concede-entrevista-exclusiva

Postado por Antônio Brito 

Mulher com síndrome rara viaja 150 km por dia para estudar matemática e usa teoria em criação de frangos


Por Clara Rezende*, G1 PB

Judite Ferreira, aluna da UEPB, aplica o Índice de Eficiência Produtiva para avaliar a criação de frango no sítio em que mora — Foto: Judite Ferreira/Arquivo Pessoal

Judite Ferreira, aluna da UEPB, aplica o Índice de Eficiência Produtiva para avaliar a criação de frango no sítio em que mora — Foto: Judite Ferreira/Arquivo Pessoal
Judite estuda no campus de Patos da UEPB, no Sertão paraibano, onde cursa o 3º período da licenciatura em matemática, no período da manhã. "Tirando o calor de Patos, eu estou gostando de estudar na UEPB. Fui muito bem recebida", afirmou.
Judite tem uma mesa adaptada, que foi concedida com o intermédio do diretor do centro em que ela estuda, na UEPB — Foto: Judite Ferreira/Arquivo Pessoal
Judite tem uma mesa adaptada, que foi concedida com o intermédio do diretor do centro em que ela estuda, na UEPB — Foto: Judite Ferreira/Arquivo Pessoal
Portadora da Síndrome de Larsen, uma rara desordem genética que afeta o desenvolvimento dos ossos e articulações, ela só foi avaliada por um profissional e diagnosticada aos 27 anos de idade. “Não tive acompanhamento médico quando era nova, então, foi tarde demais para amenizar minha situação física”, comentou.
Por viver no interior de Pernambuco, Judite precisa acordar às 4h para sair do sítio em que mora e se deslocar, em uma moto, até o município de São José do Egito, percorrendo um trajeto de 12 km. De lá, ela pega o ônibus que vai para a universidade, fazendo um percurso total de 75 km. Na volta para casa, ela enfrenta as mesmas distâncias.

'A matemática me conquistou'

Judite contou que dois motivos foram os principais estímulos para que ela quisesse estudar. “Um foi a criação de frango nas granjas dos meus irmãos, até aprendi a calcular o Fator de Produção, e o segundo motivo foram as provas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Eu vi as provas dos meus sobrinhos e fiquei motivada a participar. Para isso eu teria que estar matriculada na escola”, explicou.
“A matemática me conquistou, minha dedicação e disciplina”, ressaltou.
Além disso, um conhecimento que adquiriu antes de entrar para o curso também a impulsionou para querer saber mais sobre o assunto. “É a fórmula Índice de Eficiência Produtiva, mais conhecida na região como Fator de Produção, que aprendi com o técnico quando ele ia pesar os pintinhos nas granjas lá no sítio”, frisou.
Essa teoria é um dos indicadores utilizados para avaliar a rentabilidade e produtividade de um lote de frango. A fórmula utiliza uma série de fatores que devem ser observados ao longo da criação dos frangos - como o ganho de peso diário, a mortalidade e a quantidade de ração consumida - aliados a alguns cálculos que devem ser feitos separadamente.
Por morar em um sítio e conviver com essa realidade, Judite pretende desenvolver esse tema em atividades acadêmicas. “Desde quando eu estudava na outra faculdade eu pensei em apresentar meu trabalho de conclusão de curso com conteúdos matemáticos na atividade produtiva da criação de frango”, pontuou.
Quando está de férias, ela aplica o conteúdo matemático na costura, para entender a quantidade ideal de tecido que deve ser utilizada para finalizar determinado material. “Faço capas de sofá, cortinas e ajustes em roupas. Eu aprendi a usar quantidade de tecido destacando as medidas do formato de cada sofá. Eu uso no sofá daqui de casa uns nove metros”, salientou.
Dois anos após ter trancado o curso em outra instituição, no estado de Pernambuco, Judite conseguiu, com a nota que obteve no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ingressar na UEPB. “Quando precisei decidir trancar por um tempo o curso de matemática, na véspera do meu aniversário de 33 anos, eu estava no início do 6º período. Quando retornei ao curso de matemática, em outra instituição, em diferente cidade e estado tive voltar para o 1º período. Ou seja, cai do sexto degrau e voltei para o primeiro degrau”, contou.
Contudo, a universitária comentou que também recebe incentivos para continuar estudando. “Faz dois meses que recebi uma doação de vários livros acompanhada de uma carta do dono de uma editora. Ele tomou conhecimento da minha história através de um vídeo e fez questão de entrar em contato comigo e doar os livros”, ressaltou.
Judite Ferreira, em sua casa, com os livros que ganhou há dois meses — Foto: Judite Ferreira/Arquivo Pessoal

Judite Ferreira, em sua casa, com os livros que ganhou há dois meses — Foto: Judite Ferreira/Arquivo Pessoal
“O curso mudou no primeiro aspecto a minha rotina e também me chama atenção quando o pessoal demonstra ficar surpreendido por ver meu jeito físico e saber que estudo matemática”, disse.
A universitária destacou que a matemática pura é o assunto que mais gosta de estudar, mas que ainda não tem uma área de atuação definida. “Sobre a carreira na área de matemática, ainda não tenho plano definido. Como tenho minhas limitações, prefiro seguir o dia a dia”, comentou.
Fonte  https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/mulher-com-sindrome-rara-viaja-150-km-por-dia-para-estudar-matematica-e-usa-teoria-em-criacao-de-frangos.ghtml
Postado por Antônio Brito