05/08/2021

Inscrições para aulas GRATUITAS de HALTEROFILISMO PARALÍMPICO NO RJ

As aulas vão acontecer na Arena Carioca 3, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, com a professora Cátia Portilho ( 9x campeã mundial)
A idade para participação é a partir dos 14 anos, de ambos os sexos.
Pessoas com nanismo,  paralisia cerebral e algumas deficiências de membros inferiores são classificáveis para a modalidade.
No processo de seleção a deficiência do candidato precisa ser classificável para a modalidade, e este conseguir realizar o movimento do supino:
1- Retirar a barra do cavalete
2- Manter os braços em extensão e parados
3- Descer a barra no peito e pausar
4- Subir a barra e manter em extensão até o comando de guardar
A seletiva acontece dia 07/08.
Inscrições através do formulário  https://institutovictorem.org.br/

Fonte  https://revistareacao.com.br/inscricoes-para-aulas-gratuitas-de-halterofilismo-paralimpico-no-rj/

Postado por Antônio Brito

04/08/2021

Natação paralímpica levará maior número de jovens entre toda a delegação brasileira que irá aos Jogos de Tóquio 2020

A natação paralímpica brasileira é a modalidade que concentra o maior número de atletas jovens da delegação brasileira nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Ao todo, 12 nadadores têm até 23 anos. O atleta mais jovem da missão brasileira, João Pedro Brutos (18), também compete pela natação.

Dentre os 12 jovens nadadores, dez são estreantes em Jogos Paralímpicos. As exceções são Cecília Araújo (S8) e Beatriz Carneiro (S14) que participaram dos Jogos Rio 2016.

A natação é uma das modalidades administradas pelo CPB, que também atua como confederação de atletismo, halterofilismo e tiro esportivo, e desde 2017, a comissão técnica modificou o formato da Seleção de jovens para oportunizar mais fases de treinamento e acompanhamento para os atletas.

“A partir do Planejamento Estratégico do CPB, nós montamos o planejamento da natação. Dividimos a Seleção de Jovens de acordo com a idade e também com o nível técnico. A comissão técnica da natação participava ativamente das atividades do Camping Escolar. Os atletas do Camping que se mantinham ou se destacavam em competições nacionais, sem ser nas Paralimpíadas Escolares, eram convocados para a Seleção sub-18, como Gabriel Geraldo. Depois temos a Seleção sub-20, que além das fases de treinamento e acompanhamento, eles participavam de competições internacionais para ganhar experiência”, explica Leonardo Tomasello, técnico-chefe da Seleção Brasileira.

O mineiro Gabriel Geraldo (S2) é um dos estreantes em Jogos que participou da Seleção sub-20. Nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, Gabriel fez sua estreia em competições internacionais e conquistou quatro medalhas, sendo duas de ouro nos 50m e 100m livres e duas de bronze nos 50m costas e 50m borboleta.

Trinta e seis nadadores paralímpicos representarão o Brasil na piscina do Centro Aquático de Tóquio entre 25 de agosto e 3 de setembro. A modalidade é a segunda maior no quantitativo de representantes e no número de medalhas conquistas ao longo da história brasileira nos Jogos Paralímpicos, com 102.

Os nadadores se concentrarão no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, a partir deste sábado, 31 de julho. O embarque para o Japão será na madrugada do dia 5 de agosto com destino a cidade de Hamamatsu para a aclimatação.

Fonte: https://revistareacao.com.br/natacao-paralimpica-levara-maior-numero-de-jovens-entre-toda-a-delegacao-brasileira-que-ira-aos-jogos-de-toquio-2020/

Postado por Antônio Brito

03/08/2021

Programa ampliará habilidades de crianças em Tecnologia Assistiva

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Ampliar as habilidades das crianças em Tecnologia Assistiva. Esse é o objetivo de um programa anunciado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.

Vale lembrar que a Tecnologia Assistiva é composta de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar, no dia a dia, as habilidades funcionais de pessoas com deficiência, para promover qualidade de vida e inclusão social.

Por meio do novo projeto, o Governo Federal quer estimular, com competições, crianças, adolescentes e também professores do Ensino Fundamental a desenvolverem soluções tecnológicas voltadas às pessoas com deficiência.

E você já pode obter informações sobre o primeiro desafio, que será totalmente on-line. É o “Ideias Brilhantes MCTI – Inovações para a Tecnologia Assistiva”. A iniciativa, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, conta com a parceria de instituições de ensino públicas e privadas de todo o país.

“Isso tem a ver com ideias assistivas para o cotidiano de todos nós. Todos nós, à medida que vamos ficando mais velhos, a gente vai tendo dificuldades. Dificuldades para enxergar. Você passa a ter dificuldade para se locomover. O que queremos é ajudar, com ideias simples”, disse o ministro Marcos Pontes.

 

Primeiro Desafio Ideias Brilhantes

O primeiro desafio “Ideias Brilhantes MCTI – Inovações para a Tecnologia Assistiva” será voltado para estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas de todo o país. A iniciativa tem como objetivo incentivar e apoiar professores e estudantes na busca de soluções simples para a acessibilidade que contribuam com as habilidades funcionais, orientação e mobilidade de pessoas com deficiência. O programa também quer estimular o empreendedorismo por meio da educação.

“Uma das partes mais importantes desse projeto é levar conscientização da importância da ciência, tecnologia e inovação na tecnologia assistiva para pessoas com deficiência e doenças raras; e também mobilidade reduzida. A tecnologia é muito importante para essa assistência, principalmente na vida diária”, complementou a coordenadora geral de Articulação em Ciência, Tecnologia e Inovações, Daniela Yoshida.

 

O projeto terá duração de cerca de 30 dias e contará com seis fases. São elas:

– Lançamento do Projeto (a ser definida);

– Palestras relacionadas ao tema Tecnologia Assistiva;

– Elaboração de Projetos pelos alunos;

– Palestras relacionadas ao empreendedorismo;

– Apresentação do projeto final para análise;

– Anúncio dos vencedores com premiação aos melhores projetos.

Para saber mais sobre o desafio, acesse o site: https://www.gov.br/mcti/pt-br

Fonte: https://revistareacao.com.br/programa-ampliara-habilidades-de-criancas-em-tecnologia-assistiva/

Postado por Antônio Brito

Pessoas e dEficiência: diálogos Interdisciplinares inclusivos tem como tema a inclusão social

A psicopedagoga Fabiane Favarelli Navega, especialista em educação inclusiva há 21 anos focando seus estudos e pesquisas na área das Altas Habilidades/Superdotação, e o marido, o advogado Paulo César Tavella Navega, idealizaram e organizaram a obra, que tem a participação. de  vários profissionais  da área da inclusão e em campos diversos.. O projeto foi ganhando engajamento e muito rapidamente o grupo estava formando. O lançamento será dia 05 de agosto, de forma virtual e disponível a todos os interessados através do link: https://us06web.zoom.us/j/89236479093?pwd=ek01bWNyYmVUSWxDSEVRMlRZRDg2dz09 (Senha de acesso: 995088)

“Falar de inclusão é imprescindível em nossa sociedade. Não podemos mais aceitar uma comunidade que ainda exclui indivíduos por raça, religião, crença, orientação sexual, condições financeiras, deficiência ou transtornos neurobiológicos. Com as experiências que cada autor traz consigo na sua área de atuação, somadas a um olhar voltado para as possibilidades e não para as limitações, a obra busca contribuir para o fim do capacitismo e promover uma cultura de respeito e aceitação pela diversidade”, explica o casal.

A obra conta com a participação de profissionais na área da educação, direito, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, empreendedores, político, jornalista, arquiteta e médica. O livro traz 12 capítulos com artigos desenvolvidos pelos autores citados, que contribuem com os estudos, pesquisas e vivências pessoais na área da inclusão. “Com o lançamento de Pessoas e dEficiência, nosso objetivo é  levar conhecimento aliado às experiências na área, romper com as barreiras atitudinais e despertar a consciência pela diversidade, empatia e inclusão”, acrescentam Fabiane e Paulo César.

O uso de tecnologia para auxiliar na acessibilidade tem sido uma ferramenta poderosa de transformação social. Sendo assim, a obra traz uma ferramenta de acessibilidade com a implementação de um QR Code que facilita a leitura para pessoas com deficiência visual. O processo de produção contou com uma equipe multidisciplinar utilizando a combinação de diferentes conhecimentos para trazer a inovação inclusiva necessária:

– Altas habilidades/superdotação: um olhar para os aspectos emocionais e sua relação com o subdesempenho acadêmico. (Fabiane Favarelli Navega)

– A Lei Brasileira de Inclusão e a tomada de decisão apoiada. (Paulo César Tavella Navega)

– Reabilitação neuropsicológica do idoso para uma inclusão eficaz. (Ana Cristina Afonso e Denise Wendland)

– Orientação e mobilidade na infância: sugestões de atividades. (Andréia Sankako e Lígia Braccialli)

– Educação Inclusiva e a educação especial na perspectiva inclusiva. (Carolina R. Videira, Érica L. Plotek e Samara C. Y Goya)

– Superações do adulto com diagnóstico tardio: TDAH e dislexia. (Denise Wendland e Ana Cristina Afonso)

– A visão do médico e a expectativa da família sobre a inclusão escolar: os modelos de saúde, a insistência no diagnóstico e a demora no início do tratamento. (Fabiana Romero Salvador)

– Acessibilidade física como forma de transformação humana. (Gabirella Zubelli)

– O capacitismo no cenário dos novos paradigmas do futuro. (Juliana Santos)

– Tecnologia assistiva: como garantir sua funcionalidade no contexto inclusivo? (Mari Zulian)

– A comunicação e as barreiras atitudinais. (Michelly Basso)

– Inovação e tecnologias assistivas (ITA) para os espectros do autismo. (Walter Marinho).

Apoio: Turma do Jiló

Como adquirir a obra: https://fabifnavega.wixsite.com/my
site www.alexacultural.com.br/

fonte  https://revistareacao.com.br/pessoas-e-deficiencia-dialogos-interdisciplinares-inclusivos-tem-como-tema-a-inclusao-social/

Postado por Antônio Brito

Qualificações gratuitas fazem parte dos R$ 6,5 milhões investidos para beneficiar pessoas com deficiência em todo o país

Os cursos on-line de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e acessibilidade em edifícios, espaços públicos e urbanos fazem parte dos investimentos de mais de R$ 6,5 milhões do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) para promover os direitos das pessoas com deficiência, no primeiro semestre de 2021. Os treinamentos resultam da parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e estão com as inscrições abertas.
 

“Os nossos principais compromissos incluem a importância de dar mais visibilidade às pessoas com deficiência e eliminar as barreiras socialmente construídas, para que se tornem protagonistas na sociedade. Neste primeiro semestre, continuamos trabalhando para alcançar este objetivo”, afirma a titular da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD/MMFDH), Priscilla Gaspar.

Inscrições

Durante o período, a introdução a Libras teve mais de 47,1 mil inscritos. Em seguida, estão as capacitações acessibilidade em espaços públicos no Brasil, com 2 mil inscrições, em espaços edificados de uso público, 2,8 mil, e em espaços urbanos, 1 mil. Atividades sobre os conselhos dos direitos da pessoa com deficiência ainda somaram cerca de 1,5 mil matrículas.

Técnica em Assuntos Educacionais da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e usuária de cadeira de rodas, Anna Paula Feminella ressalta que os cursos se baseiam na ideia de que todas as pessoas são detentoras de direitos humanos. Nesse contexto, ela enfatiza que a acessibilidade viabiliza o exercício de outros direitos.

“As capacitações visam a colaborar para a superação das barreiras encontradas, de forma que as pessoas com deficiência possam participar da sociedade em equiparação de direitos e oportunidades de se desenvolver. Em geral, ninguém contesta que somos sujeitos de direitos, como qualquer outra pessoa, porém, na prática, as especificidades requerem recursos de acessibilidade e que sejamos tratados dignamente”, conta.

Informação acessível e cuidados

A secretária cita outras políticas públicas implementadas no primeiro semestre. “Para além das capacitações, o MMFDH disponibilizou cartilhas informativas sobre a proteção da pessoa com deficiência contra a Covid-19. Também desenvolvemos ações conjuntas com outros ministérios, órgãos públicos e entidades civis para garantir o acesso a saúde, acolhimento e acessibilidade”, completa.

Entre elas, estão a elaboração de recomendações ao Ministério da Saúde (MS) voltadas aos cuidados das pessoas com deficiência e com doenças raras na atenção primária durante a pandemia e o envio de ofício aos governadores dos estados e do Distrito Federal com informações sobre acessibilidade.

Outros materiais abordaram o acompanhamento escolar em casa, direitos humanos de brasileiros no exterior no contexto da Covid-19 e orientações de brincadeiras para famílias de crianças com transtorno do espectro autista (TEA).

“Também investimos em capacitações para pessoas com doenças raras e familiares, manutenção de conselhos de direitos da pessoa com deficiência, acessibilidade cultural, continuidade dos Centros de Formação de Instrutores e Treinadores de Cão-Guia, desenvolvimento do Cadastro-Inclusão das Pessoas com Deficiência e implantação da Avaliação Biopsicossocial da Deficiência”, acrescenta Gaspar.

Lei Brasileira de Inclusão

Segundo a gestora, a definição do modelo único de avaliação veio para regulamentar o artigo 2º da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI). A norma determina que a avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.

Assim, os instrumentos e normativos da avaliação deverão considerar os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo, os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, além da limitação no desempenho de atividades e a restrição de participação.

Acessibilidade nos canais de denúncia

Desde 2020, o MMFDH vem inovando com a disponibilização do atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil e pelo site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), que coordena os canais de denúncia Disque 100 e Ligue 180. O órgão implementou ainda o atendimento dos serviços por webchat. Atualmente o acesso aos canais pode ser feito também pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Fonte: https://revistareacao.com.br/qualificacoes-gratuitas-fazem-parte-dos-r-65-milhoes-investidos-para-beneficiar-pessoas-com-deficiencia-em-todo-o-pais/

Postado por Antônio Brito

02/08/2021

Prova de vida: INSS pode realizar procedimento em domicílio


Prova de vida em domicílio está disponível para idosos com mais de 80 anos e segurados com dificuldade de locomoção

prova de vida ou fé de vida é um procedimento que deve ser realizado anualmente pelos segurados do INSS, o objetivo é comprovar que o beneficiário ainda vive; desta forma, o órgão evita pagamentos indevidos e fraudes.

Em geral, a prova de vida é realizada pela rede bancária, que estabelece sua própria sistemática para confirmação, como, por exemplo, a data de aniversário do segurado, ou, ainda, a data de aniversário do benefício. O segurado é convocado por meio de notificações nos caixas eletrônicos, mensagens via celular, correspondência. Deve se dirigir até o banco em que recebe o benefício e apresentar documento de identificação com foto para realização do procedimento. Algumas instituições financeiras utilizam a biometria para comprovação de vida.

Porém, uma grande parcela dos beneficiários idosos e com dificuldades de locomoção encontra obstáculos para comparecer até as instituições bancárias. Para facilitar a realização da prova de vida para este grupo, desde março deste ano, o INSS oferece algumas alternativas.

Anteriormente estes beneficiários que não podiam ir até uma agência bancária precisavam realizar a fé de vida apenas por meio de um procurador cadastrado no INSS. A partir da resolução 677/2019, o INSS estabelece também que idosos com idade igual ou superior a 60 anos podem agendar o atendimento em uma das agências do órgão para realização do procedimento, evitando filas e demora na rede bancária. Já idosos com 80 anos ou mais e pessoas com dificuldades de locomoção podem solicitar a visita de um servidor do INSS para realização do procedimento em domicílio ou em outro local em que o segurado esteja. Os agendamentos e a solicitação de visita podem ser realizados pelo site Meu INSS (confira aqui como se cadastrar) ou pelo telefone 135.

No caso de pessoas com dificuldade de locomoção, é necessário que um representante legal apresente em uma das agências do INSS um atestado médico, ou declaração emitida pelo hospital para solicitar o agendamento da visita. A apresentação dos documentos deve ser realizada mediante agendamento prévio, também pelo telefone 135, ou pelo Meu INSS.

Não residentes no Brasil, como comprovar?

Quem mora fora do Brasil deve realizar a prova de vida por meio de um procurador cadastrado no INSS, através de um atestado de vida emitido por consulado brasileiro, ou pelo Formulário atestado de vida para comprovação perante o INSS disponível no site do INSS.

Quem não realiza a prova de vida?

Ao final de 12 meses da última fé de vida, o segurado que não realizar a nova prova de vida terá o pagamento bloqueado, sendo liberado imediatamente após a realização do procedimento. Porém, após decorridos seis meses do vencimento da prova de vida sem realização do procedimento, o benefício é encerrado.

Fonte. http://www.lazzarinadvogados.com.br/prova-de-vida-inss-pode-realizar-procedimento-em-domicilio/

Postado por Antônio Brito

ESG e Lei de Cotas: um diálogo inevitável e inadiável

* Por Flavio Gonzalez

ESG, que significa Environmental, Social and Governance, ou em português, ambiental, social e governança, é o tema do momento no mundo corporativo. O termo não é novo. Surgiu em 2004, a partir de uma provocação do então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a 50 CEOs de grandes instituições financeiras, com a proposta de integrar esses fatores no mercado de capitais. O tema foi ganhando espaço e cresce em ritmo acelerado também no Brasil. Mas, qual a relação disso com a Lei de Cotas?

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Quanto ao aspecto ambiental, em práticas como desenvolver embalagens recicláveis, utilizar energias limpas e renováveis ou fazer a destinação correta de resíduos, talvez essa relação seja menos óbvia. Entretanto, quando se fala dos aspectos sociais e de governança, em que entram fatores como responsabilidades perante a comunidade, transparência, compliance, entre outros, a ligação é direta e inequívoca. Como é possível adotar o ESG e discriminar pessoas com deficiência ao mesmo tempo?

No Brasil, por vezes, criamos uma falsa dicotomia que opõe o cumprimento da lei à responsabilidade social, como se fossem coisas distintas. No entanto, não são, pois cumprir a lei é um fator básico de responsabilidade social. É o mínimo de cidadania. Não se pode falar de ESG de forma consistente se nem as leis do país somos capazes de cumprir. Isso seria não apenas contraditório, seria hipocrisia. Ou levamos o conceito a sério ou ele cairá no descrédito.

No dia 24 de julho de 2021 completamos 30 anos da Lei de Cotas, na verdade o artigo 93 da Lei 8.213/91. Em três décadas não conseguimos cumprir o que está previsto na legislação, sendo que temos o tema não apenas na Constituição, mas como Emenda Constitucional, além da Lei Brasileira de Inclusão (LBI). Na prática, o grande problema é que as barreiras arquitetônicas, comunicacionais, programáticas e, principalmente, atitudinais, entre outras, não foram eliminadas. Ao invés disso, o que ficamos fazendo é tentar alterar a lei, tornando-a mais confortável, mais flexível, como ocorre com o PL 6.159/19, que propõe, entre outras coisas, a possibilidade de as empresas pagarem uma mensalidade ao poder público ao invés de contratar as pessoas, ou até o recentemente apresentado PL 626/21, que pretende dar um prazo de 90 dias para a empresa substituir uma pessoa com deficiência demitida sob a falsa alegação de que “a oferta de vagas é maior do que a quantidade de pessoas habilitadas ou interessadas”.

Vivemos em um país capacitista, que discrimina as pessoas com deficiência e muitas vezes nem se dá conta disso. A Lei de Cotas seria facilmente cumprida se estivéssemos dispostos a receber pessoas com quaisquer tipos de deficiência, e não as supostamente mais leves, se houvesse acessibilidade, se houvesse disponibilidade, se houvesse interesse. Mudar a lei é um atestado de nossa incompetência, de nossa frágil democracia, de nosso frágil engajamento na construção de uma sociedade mais justa, que finalmente reconheça e respeite a diversidade humana e os direitos dos cidadãos. Quem sabe o ESG consiga verdadeiramente nos ajudar a despertar a nossa consciência socioambiental. Sem ela, essa sigla continuará representando três palavras vazias.

* Flavio Gonzalez é executivo de Negócios Sociais no Instituto Jô Clemente, antiga Apae de São Paulo.

** Este texto é de responsabilidade exclusiva de seu autor, e não expressa, necessariamente, a opinião do SISTEMA REAÇÃO – Revista e TV Reação.

Fonte. https://revistareacao.com.br/esg-e-lei-de-cotas-um-dialogo-inevitavel-e-inadiavel/

Postado por Antônio Brito

Cerca de 372 mil pessoas com deficiência estão atualmente no mercado de trabalho

O número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho hoje é de cerca 372 mil. Entre 2015 e 2019, houve um aumento de 12,42% nas contratações. Já o percentual de trabalhadores com deficiência contratados para vagas é de 12.17% na administração pública, 52.48% em empresas públicas e sociedades de economia mista e 54,32% em empresas privadas. Os dados da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério da Economia, refletem os avanços trazidos pela Lei de Cotas, que completou 30 anos em 24/7.

A titular da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNDPD/MMFDH), Priscilla Gaspar, ressalta que as pessoas com deficiência necessitam de políticas públicas que garantam a igualdade de oportunidades.

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“Essas pessoas enfrentam diversas barreiras, colocando-as em uma situação de desigualdade. A inclusão é uma responsabilidade de todos e precisamos fortalecer coletivamente a luta pela eliminação das barreiras que limitam a participação social das pessoas com deficiência em todos os contextos, principalmente no acesso do direito ao trabalho “, explicou a secretária.

A Lei de Cotas é uma política de ação afirmativa que garante uma porcentagem de vagas para pessoas com deficiência em empresas com 100 ou mais funcionários. Ao tornar obrigatória a contratação de pessoas com deficiência e reabilitados no mercado de trabalho formal, mostrou-se fundamental para minimizar a discriminação, alertar para a importância da inclusão e garantir o pleno exercício da cidadania a essa população.

“Ainda há diversas vagas formais sem o preenchimento e nossa meta é avançar para o pleno cumprimento da legislação e continuar lutando por melhores condições de acessibilidade e eliminação das barreiras que estão corriqueiramente na vida das pessoas com deficiência”, destacou Gaspar.

Além da Lei de Cotas, o direito ao trabalho para a pessoa com deficiência está garantido em tratados e normas internacionais da Organização Internacional do Trabalho e das Nações Unidas. A oferta de emprego pleno, produtivo e trabalho decente para todos é um dos 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Como funciona a lei

O cálculo da cota é proporcional ao número de empregados da empresa, considerando a soma de todos os trabalhadores formalmente contratados. Para empresas com 100 a 200 empregados, a cota é de 2%; de 201 a 500 empregados, 3%; de 501 a 100 empregados, 4%; e acima de 1001, 5%.

A fiscalização da lei se concretiza por meio da atuação de auditores fiscais do trabalho. Nos últimos 5 anos, 20.488 empresas foram multadas por descumprimento da regra.

Auxílio-Inclusão

Em junho de 2021, foi promulgada a Lei nº 14.176, que aprimora as regras para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e cria o auxílio-inclusão, um mecanismo para alcançar a emancipação das pessoas com deficiência, concedendo meio salário mínimo a quem conseguir se inserir no mercado de trabalho.

Para receber o incentivo mensal de R$ 550, é necessário preencher o requisito de renda de até dois salários mínimos e ser titular do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou ter recebido a concessão nos últimos cinco anos. Ao ser atendido pelo auxílio-inclusão, a pessoa deixa de receber o BPC.

A medida vale a partir de 1º de outubro deste ano. Caso o beneficiário perca o emprego ou a renda adquirida, ele volta automaticamente ao BPC, sem precisar passar pelas avaliações iniciais.

Fonte: https://revistareacao.com.br/cerca-de-372-mil-pessoas-com-deficiencia-estao-atualmente-no-mercado-de-trabalho/

Postado por Antônio Brito

Projeto busca beneficiar mulheres com deficiência na capital paulista

Usando como referência o projeto “Sábado Sem Barreiras” desenvolvido com foco no atendimento ginecológico para mulheres com deficiência no Hospital Pérola Byington, o vereador paulistano Eli Corrêa apresentou projeto de lei para que a cidade de São Paulo amplie a abordagem na rede pública municipal. O projeto é coordenado pela doutora Maria de Fátima Duarte que contribuiu com toda sua experiência para que a ação alcance mais mulheres paulistanas.

A proposta, aprovada por unanimidade – 55 votos, prevê que a Prefeitura faça um planejamento para adaptação integral dos equipamentos de saúde municipais, como:

Sala de atendimento individual, sala de exames e sala de coleta de materiais, e contará com assistência de uma equipe multidisciplinar composta por médicos ginecologistas, enfermeiros, psicoterapeutas e psicólogos.

“Entre as ações, prevemos que as unidades de saúde troquem, por exemplo, a maca convencional por uma elétrica”, pontua Eli. O parlamentar explica que esta mudança vai permitir, por exemplo, que as pacientes possam se posicionar de modo autônomo na maca para as consultas.

A solução mais simplista é pegar a paciente no colo para acomodá-la na maca. “É exatamente nesse momento que causamos impacto para essas mulheres”, pondera o vereador. “Muitas delas não contam com companhia para todas as consultas. Por isso, ao serem movidas da cadeira de rodas para a maca pela médica ou algum auxiliar, mesmo com as melhores das intenções, podemos estar ferindo a autoestima desta mulher”, avalia.

Para se tornar Lei Municipal o prefeito de São Paulo ainda precisa sancionar o que foi aprovado pela Câmara Municipal. Ainda mesmo depois da sanção, existe, normalmente, um prazo para que tenha início o que prevê a legislação.

Logística

Eli Corrêa apresentou o exemplo de mulheres que precisam percorrer grandes distâncias para consultas de rotina. Entre as milhares de paulistanas que precisam desta atenção, estão a Maria Alda e sua filha Francisca, que tem paralisia cerebral e precisa da cadeira de rodas para se locomover. Elas residem no extremo sul da capital. Uma dificuldade destacada é a de mobilidade. “A dificuldade é nas ruas, porque são muitos buracos, não tem calçada. A gente anda correndo risco no meio dos carros”, detalha.

Suely Rezende, moradora da Zona Leste, trata uma doença degenerativa que também obriga o uso da cadeira de rodas. Ela destaca o serviço prestado no Hospital Pérola Byington. “É excelente, porque atende todas as nossas necessidades. É o único programa na cidade que realiza exame ginecológico nas mulheres com deficiência”.

Mais inclusão

Das 460 unidades básicas de saúde da capital, menos de 20 são acessíveis, o que corresponde a 5%. A proposta do vereador Eli Corrêa considera a necessidade de um planejamento efetivo para mudar esta realidade. Como não é possível executar isso em todas as unidades simultaneamente, o parlamentar sugere que sejam definidas algumas unidades por região. “Isso vai aproximar o serviço das mulheres com deficiência. Assim, elas não precisarão passar pelos transtornos de longas e desconfortáveis viagens para cuidar da saúde”.

Como comunicador, Eli também levantou a bandeira de potencializar a participação dessas mulheres nas tomadas de decisões. “Independentemente das limitações no corpo, as mulheres têm um espírito de guerra, luta, uma sede por autonomia que as tornam gigantes.

Por isso, o lema ‘Nada sobre nós sem nós’ precisa ser colocado em prática com amplitude”, destaca.

Entusiasta da contribuição feminina, o democrata reforça que o engajamento destas mulheres nas tomadas de decisões, “vai beneficiar não apenas as mulheres com deficiência, mas também aos outros públicos”, conclui.

Fonte. https://revistareacao.com.br/projeto-busca-beneficiar-mulheres-com-deficiencia-na-capital-paulista/

Postado por Antônio Brito

01/08/2021

Dia Internacional da Amizade incentiva papel de jovens como promotores da compreensão

Unicef/Luis Kelly
A resolução que proclama a data ressalta o envolvimento de jovens, como futuros líderes, em atividades comunitárias que incluam diferentes culturas e promovam a compreensão internacional e o respeito pela diversidade

Data foi proclamada pela Assembleia Geral há 10 anos; ONU ressalta fatores de divisão na comemoração proposta pela Unesco para consolidar a Cultura de Paz; resolução cita papel juvenil unindo culturas e respeitando a diversidade.

Este 30 de julho é o Dia Internacional da Amizade. A data foi proclamada em 2011 pela Assembleia Geral da ONU para realçar como a amizade entre povos, países, culturas e indivíduos pode inspirar esforços de paz e construir pontes entre comunidades.

A organização lembra que entre os desafios globais estão crises e fatores que criam divisão. São a pobreza, a violência e os abusos dos direitos humanos que “minam a paz, a segurança, o desenvolvimento e a harmonia social entre os povos”.

ONU/Marcia Weistein
Duas crianças em uma escola no Bronx, em Nova York, solidificando sua amizade com uma expressão espontânea de compreensão mútua

Diálogo

Para abordar as causas profundas destas questões, a ONU defende a promoção e defesa de espírito compartilhado de solidariedade humana sob várias formas destacando a amizade.

A resolução que proclama a data ressalta o envolvimento de jovens, como futuros líderes, em atividades comunitárias que incluam diferentes culturas e promovam a compreensão internacional e o respeito pela diversidade.

Governos, organizações e sociedade civil são chamados a contribuir com eventos e iniciativas em favor dos esforços da comunidade internacional em prol do diálogo entre civilizações, da solidariedade, da compreensão mútua e da reconciliação.

OIT/M.Tewelde
Dia Internacional da Amizade foi adotado com a ideia de amizade entre os povos, países, culturas e indivíduos para inspirar os esforços de paz e construir pontes entre as comunidades.

Valores

O Dia Internacional da Amizade foi proposto pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

O propósito é realçar a Cultura de Paz como um conjunto de valores, atitudes e comportamentos que rejeitam a violência e procuram prevenir conflitos, abordando as causas profundas para a resolução de crises.

Ações para promover a cultura de paz também envolvem uso de ferramentas como educação e promoção do desenvolvimento econômico e social sustentável, do respeito pelos direitos humanos e da igualdade de gêneros.

Entre essas apostas estão ainda fomentar a participação democrática, incentivar a compreensão, a tolerância e a solidariedade, além de apoiar a comunicação participativa e o livre fluxo de informação e conhecimento.

Fonte. https://news.un.org/pt/story/2021/07/1758202

Postado por Antônio Brito