31/12/2025

Fim de ano: como evitar o aumento do estresse e cuidar da​saúde​ ment​al​​​

Fim de ano: como evitar o aumento do estresse e cuidar da​saúde​ ment​al​​​ 

Psiquiatra do CEJAM alerta para os impactos emocionais do período e orienta sobre como lidar com expectativas, luto e solidão

As festas de fim de ano costumam ser associadas à alegria, à confraternização e à esperança de recomeços. No entanto, para muitas pessoas, esse período também pode despertar sentimentos de tristeza, solidão, frustração ou sobrecarga emocional. Segundo a ISMA-Brasil (International Stress Management Association-Brasil), o nível de estresse pode aumentar em até 75% nessa época, impulsionado por metas não atingidas, expectativas sociais e a pressão por encerrar o ano “com chave de ouro”.
 

O psiquiatra Dr. Rodrigo Lancelotti, diretor do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental Franco da Rocha (CAISM), unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), explica que o fim de ano costuma reavivar lembranças e emoções profundas, muitas vezes contraditórias.
 

“As celebrações remetem à infância, quando essas datas eram sinônimo de magia, união e carinho. Na vida adulta, esse resgate pode despertar sentimentos ambíguos​:​ alegria pelas boas lembranças e tristeza pela ausência de pessoas queridas”, comenta.
 

Por outro lado, o médico lembra que nem todos tiveram experiências positivas​.​​ ​“Para alguns, a infância foi marcada por conflitos familiares ou frustrações e isso pode transformar as festas em momentos de dor. Nesses casos, o importante é acolher os próprios sentimentos, sem se forçar a viver uma felicidade que não corresponde ao momento emocional”, orienta.
 

​​Dr. ​Lancelotti também observa que a pressão social e a exposição nas redes intensificam o desgaste emocional. “O fim de ano é um período em que as pessoas se comparam mais em relação às conquistas, relacionamentos, viagens, celebrações etc. Essa comparação constante cria a ilusão de que todos estão felizes e realizados, o que aumenta a sensação de fracasso ou solidão. Estabelecer metas realistas e valorizar pequenas vitórias é essencial”, reforça.
 

Segundo o especialista, o estresse crônico é outro ponto de atenção. “Durante situações de tensão, o corpo libera cortisol, hormônio responsável por ajudar a reagir ao estresse. Mas, quando os níveis permanecem altos por muito tempo, podem afetar o funcionamento do cérebro e aumentar o risco de ansiedade e depressão. Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da física”, ​enfatiza.​​ ​

Para o psiquiatra, o fim de ano também pode ser um momento de reflexão e renovação interna. “A verdadeira celebração começa de dentro para fora. Há quem precise de silêncio e introspecção para se reorganizar emocionalmente e isso é legítimo. Respeitar o próprio tempo e exercitar a empatia é fundamental, porque muitos à nossa volta podem estar enfrentando sentimentos semelhantes”, destaca.
 

Ele acrescenta que ​a ocasião​ pode ser uma boa oportunidade para fortalecer laços, esclarecer conflitos e praticar a sinceridade emocional. “Conversar, escutar e demonstrar afeto de forma genuína são maneiras de reconectar-se com o que realmente importa. A saúde mental se fortalece quando há equilíbrio entre olhar para si e se abrir para o outro”, afirma.

Cinco dicas para cuidar da mente nas festas de fim de ano: 
 

​​- Respeite seus sentimentos: tristeza, saudade e cansaço são naturais​.​​

– Evite comparações: cada pessoa tem uma trajetória e um ritmo diferentes.

– Estabeleça metas possíveis: pequenas mudanças podem representar grandes avanços.

– Valorize conexões genuínas: priorize relações e momentos que tragam leveza e acolhimento.

– Busque apoio: se ​sentir necessidade​, procure ajuda profissional.
 

“O encerramento do ano não precisa ser uma maratona de celebrações nem um período de cobranças. Ele pode e deve ser um convite à pausa, à escuta interna e à criação de novos caminhos com mais leveza e autocompaixão”, conclui o médico.

Sobre o CEJAM     

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Ribeirão Preto, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição. 

No ano de 2025, a organização lança a campanha “365 novos dias de saúde, inovação e solidariedade”, reforçando seu compromisso com os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança). 
Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição. 

Fonte https://diariopcd.com.br/fim-de-ano-como-evitar-o-aumento-do-estresse-e-cuidar-dasaude-mental/

Postado Pôr Antônio Brito 

Festas de fim de ano ainda excluem pessoas com deficiência em espaços públicos


Festas de fim de ano ainda excluem pessoas com deficiência em espaços públicos

Especialista alerta para falta de acessibilidade em eventos de Réveillon nas cidades brasileiras

Com a chegada do fim do ano, praças, parques e vias públicas se transformam em cenários de festas, iluminação natalina e grandes shows de Réveillon. No entanto, para milhões de pessoas com deficiência, essas celebrações seguem inacessíveis. A ausência de planejamento inclusivo mantém crianças, adultos e idosos fora dos espaços públicos justamente em um período que simboliza convivência e celebração coletiva.

Segundo dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE, o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, incluindo um contingente expressivo de crianças e adolescentes. Apesar disso, eventos públicos temporários – como festas de fim de ano – frequentemente ignoram requisitos básicos de acessibilidade, como rampas, banheiros adaptados, áreas reservadas, sinalização adequada e intérpretes de Libras.

Para o defensor público federal André Naves, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, a exclusão nesses eventos vai além de falhas pontuais.

“A cidade se enfeita para celebrar, mas esquece de incluir. Quando eventos públicos não são acessíveis, o poder público transmite a mensagem de que pessoas com deficiência não fazem parte da vida urbana”, afirma.

Naves destaca que a acessibilidade não deve ser tratada como adaptação de última hora, mas como obrigação legal e princípio de cidadania.

“Festas públicas são políticas públicas. Se elas não contemplam todos, estamos diante de uma exclusão institucional, ainda naturalizada no Brasil.”

O especialista defende que a inclusão em eventos de grande porte exige planejamento prévio, formação de equipes e compromisso contínuo do poder público, garantindo que a celebração seja, de fato, para todos.

Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.

Fonte https://diariopcd.com.br/festas-de-fim-de-ano-ainda-excluem-pessoas-com-deficiencia-em-espacos-publicos/

Postado Pôr Antônio Brito

30/12/2025

Quando o aplicativo aceita, mas o motorista recusa: a exclusão cotidiana das pessoas usuárias de cadeira de rodas

Quando o aplicativo aceita, mas o motorista recusa: a exclusão cotidiana das pessoas usuárias de cadeira de rodas - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Para muitas pessoas usuárias de cadeira de rodas, solicitar um carro por aplicativo não é um gesto simples nem automático. É um momento de ansiedade, expectativa e, frequentemente, frustração. A promessa de mobilidade, autonomia e tecnologia esbarra, na prática, em barreiras atitudinais, discriminação e exclusão cotidiana.

Relatos se repetem diariamente: motoristas que cancelam a corrida ao perceber que o passageiro utiliza cadeira de rodas; condutores que passam direto ao ver a pessoa aguardando; justificativas como “vai sujar o carro”, “não cabe no porta-malas”, “meu carro não é adequado” ou “estou com pressa”. Em situações ainda mais graves, há motoristas que simplesmente abandonam a pessoa cadeirante na rua, sob chuva, frio ou insegurança.

Essas práticas não são exceções. São recorrentes. E têm nome jurídico: discriminação.

Constrangimento, medo e a negação do direito de ir e vir

Cada corrida cancelada não representa apenas um deslocamento frustrado. Ela gera constrangimento público, humilhação e insegurança. É a sensação de não ser bem-vindo. É o medo de sair de casa sem saber se conseguirá voltar. É a perda concreta do direito de ir e vir.

Enquanto a maioria das pessoas solicita um carro por aplicativo com a certeza de que será atendida, pessoas com deficiência vivem a dúvida constante: “Será que alguém vai me aceitar?”

Essa diferença de experiência revela que a mobilidade, no Brasil, ainda não é exercida em igualdade de condições.

A lei brasileira é clara: recusar transporte é ilegal

Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) é expressa ao proibir qualquer forma de discriminação no acesso a serviços de transporte, sejam eles públicos ou privados. Negar, dificultar ou restringir o atendimento à pessoa com deficiência configura violação de direitos fundamentais, sujeita a responsabilização administrativa, civil e penal.

A alegação de que a cadeira de rodas “sujaria o veículo” ou de que “não há espaço” não encontra respaldo jurídico. Trata-se de argumento capacitista, que transforma a deficiência em incômodo e transfere à pessoa com deficiência o ônus da exclusão.

Serviços ofertados ao público em geral não autorizam seleção de usuários com base em suas condições físicas.

O abismo entre o discurso das plataformas e a realidade vivida

Reportagem do Terra revela o contraste entre as políticas oficiais das plataformas e a experiência cotidiana de usuários com deficiência. Embora Uber e 99 afirmem possuir guias de acessibilidade e orientações para motoristas, usuários relatam recusas frequentes, falta de auxílio, constrangimentos e abandono.

Há registros de motoristas que se recusam a transportar cadeiras de rodas por causa do porta-malas, que impedem o passageiro de ocupar o banco da frente ou que alegam que o banco de couro poderia ser danificado. Em muitos casos, o motorista sequer sai do carro para avaliar a situação.

🚗 Relatos de discriminação e dificuldades concretas

✔ Passageiros relatam dificuldades para transportar cadeiras de rodas ou falta de ajuda dos motoristas ao embarcar e desembarcar. 
✔ Reclamações documentadas incluem motoristas que impedem apoio para ajudar a entrar no carro ou que se negam a transportar a cadeira de rodas por alegarem falta de espaço. 
✔ Há relatos de motoristas que de fato recusam corridas quando percebem que o passageiro é pessoa com deficiência ou quando estão acompanhados de cão-guia — reiterando o que já vem sendo denunciado por usuários.

A existência de diretrizes internas, portanto, não tem sido suficiente para impedir violações sistemáticas.

Quando a Justiça age: o exemplo internacional

A mesma reportagem destaca um dado revelador: a Uber foi multada em US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,8 milhões) pela Justiça dos Estados Unidos por cobrar taxas extras de pessoas com deficiência, especialmente taxas de tempo de espera quando o embarque demandava mais tempo em razão do uso de cadeira de rodas ou outros dispositivos de mobilidade.

A penalidade foi aplicada justamente por reconhecer que tratar a deficiência como custo adicional configura discriminação.

O caso demonstra que, quando há fiscalização, responsabilização e atuação firme do Estado, práticas abusivas são coibidas. Também desmonta o argumento de que essas situações seriam inevitáveis ou meramente operacionais.

Plataformas não são neutras: lucram e devem responder

Empresas de transporte por aplicativo não atuam como intermediárias passivas. Elas:

  • organizam o serviço;
  • definem regras;
  • lucram com cada corrida;
  • controlam avaliações e punições;
  • decidem quem permanece ou não na plataforma.

Por isso, integram a cadeia de prestação do serviço e devem responder por falhas estruturais que permitem práticas discriminatórias. Treinamento obrigatório, mecanismos eficazes de denúncia, punições reais e incentivo à adaptação veicular não são favores — são deveres decorrentes da função social da atividade econômica.

A relação de consumo e a responsabilização das plataformas

Além da violação à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a recusa injustificada de transporte por aplicativos também deve ser analisada sob a ótica do Direito do Consumidor. O serviço de transporte por aplicativo configura, de forma inequívoca, relação de consumo, estando o usuário protegido pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990).

Nesse contexto, a empresa responsável pela plataforma pode ser judicialmente responsabilizada por falhas na prestação do serviço, especialmente quando permite, tolera ou não coíbe práticas discriminatórias por parte de seus motoristas parceiros. O consumidor com deficiência tem direito a um serviço adequado, seguro e não discriminatório — e a violação desses deveres pode gerar consequências jurídicas.

Diante de situações de desrespeito, constrangimento ou recusa no acesso ao transporte por aplicativo, é fundamental que a pessoa com deficiência registre o ocorrido de todas as formas possíveis, reunindo provas que demonstrem a conduta discriminatória. Entre as medidas recomendadas estão:

  • realizar prints da tela do aplicativo com os dados da viagem, do motorista e dos cancelamentos;
  • guardar recibos ou comprovantes, se houver;
  • anotar a placa do veículo;
  • registrar o contato de eventuais testemunhas no local;
  • tirar fotos ou gravar vídeos da situação, sempre que possível;
  • registrar boletim de ocorrência junto à autoridade policial.

Com as provas em mãos, torna-se viável adotar as providências cabíveis em face da empresa responsável pela plataforma, seja na esfera administrativa, civil ou judicial.

Situações como essas não configuram mero aborrecimento cotidiano. O constrangimento imposto à pessoa com deficiência, ao ter seu direito de ir e vir negado de forma discriminatória, pode caracterizar ofensa à dignidade humana do consumidor, ensejando indenização por danos morais, sem prejuízo de eventuais repercussões na esfera penal, a depender do caso, por crime de discriminação contra a pessoa com deficiência.

O dever do Poder Público: regular, fiscalizar e punir

Municípios e o Distrito Federal possuem competência para regulamentar e fiscalizar os serviços de transporte por aplicativo. Isso inclui exigir critérios mínimos de acessibilidade, treinamento adequado e sanções efetivas em casos de discriminação.

Projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional reforçam a necessidade de inserir a acessibilidade como diretriz obrigatória na regulamentação desses serviços, reconhecendo que o problema é estrutural e demanda resposta normativa.

A omissão estatal contribui diretamente para a perpetuação da exclusão.

🧾 Projeto de Lei 2560/24 — Acessibilidade em aplicativos de transporte

📌 A Câmara dos Deputados aprovou, em comissão, um projeto de lei que inclui a acessibilidade como diretriz obrigatória na prestação de serviços de transporte individual por aplicativo, como Uber, 99 e outros. 

🔎 Pelo texto aprovado:

  • a acessibilidade deve ser considerada na regulamentação e fiscalização desses serviços pelos municípios e pelo Distrito Federal; 
  • a proposta demanda que os serviços sejam capazes de transportar todos os passageiros, independentemente de condição física ou intelectual, com segurança, conforto, higiene e qualidade
  • prevê, entre outras medidas, ferramentas tecnológicas acessíveis, treinamento periódico para motoristas, adequação de veículos e livre acesso a animais de serviço
  • também obriga municípios e o Distrito Federal a criar incentivos à acessibilidade em veículos de transporte individual por aplicativo e táxis

📍 O projeto ainda está em tramitação e precisa ser aprovado pelas comissões competentes e pelo Plenário para virar lei.

Inclusão não é gentileza, é direito

Aceitar uma pessoa usuária de cadeira de rodas em um carro por aplicativo não é um ato de bondade. É cumprimento da lei. É respeito à dignidade humana. É reconhecimento de cidadania.

Enquanto motoristas continuarem cancelando corridas, passando direto ou abandonando passageiros, e enquanto plataformas e Poder Público tratarem essas situações como episódios isolados, a mobilidade continuará sendo privilégio — não direito.

Mobilidade é liberdade.
Liberdade é dignidade.
E dignidade não pode depender da boa vontade de quem está ao volante.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/quando-o-aplicativo-aceita-mas-o-motorista-recusa-a-exclusao-cotidiana-das-pessoas-usuarias-de-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Fundação Síndrome de Down lança campanha de doação de Imposto de Renda

Fundação Síndrome de Down lança campanha de doação de Imposto de Renda

Empresas e pessoas físicas podem contribuir com até 3% do imposto para projetos da FSDown; Saiba mais aqui

A Fundação Síndrome de Down anuncia o início de sua campanha anual de destinação do Imposto de Renda (IR), convidando empresas e pessoas físicas a contribuírem, sem custo adicional, para projetos que promovem o desenvolvimento e a qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down.

Por meio da declaração de Imposto de Renda, é possível direcionar até 3% do valor devido diretamente para a instituição. O procedimento não implica nenhum gasto extra ao contribuinte: o montante destinado é abatido do imposto a pagar ou somado à restituição, garantindo que parte do tributo permaneça na comunidade e seja transformada em impacto social positivo.

A destinação pode ser feita no momento da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (modelo completo). Basta acessar a seção “Doações Diretamente na Declaração”, escolher o tipo de fundo “Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente”, selecionar a esfera “Municipal” e confirmar a doação dentro do limite calculado automaticamente pelo sistema. Ao concluir, o contribuinte deverá pagar o DARF gerado e enviar o comprovante, junto de uma carta indicando a destinação para a Fundação Síndrome de Down (CNPJ 52.366.838/0001-05), para o e-mail financeiro@fsdown.org.br.

A Fundação reforça que a iniciativa é uma oportunidade de fortalecer programas e ações que garantem autonomia, inclusão e acesso a serviços essenciais às pessoas com síndrome de Down, ampliando o alcance de projetos já consolidados e permitindo a implementação de novas frentes de atuação. A FSDown convida toda a sociedade a participar e a transformar parte do Imposto de Renda em desenvolvimento, inclusão e futuro.

40 anos da Fundação Síndrome de Down

Em 2025, a FSDown completa 40 anos de atuação na defesa de direitos e na promoção da inclusão. O congresso marca esse aniversário reafirmando a importância da participação ativa das pessoas com deficiência nos debates sobre suas próprias vidas — um passo fundamental para a construção de políticas públicas mais humanas e eficazes.

Mais informações sobre o processo de destinação e sobre os projetos apoiados podem ser obtidas pelos canais oficiais:

Telefone: (19) 3790-2818
WhatsApp: (19) 99266-4914
E-mail: financeiro@fsdown.org.br
https://www.fsdown.org.br/doe-ir/

Fonte https://diariopcd.com.br/fundacao-sindrome-de-down-lanca-campanha-de-doacao-de-imposto-de-renda/

Postado Pôr Antônio Brito 

29/12/2025

Viagem de fim de ano: 65% dos brasileiros têm ansiedade e 90% buscam preparo físico e psicológico para viajar

 [Viagem de fim de ano: 65% dos brasileiros têm ansiedade e 90% buscam preparo físico e psicológico para viajar

Com a alta na demanda por voos, especialistas alertam que preparo físico e psicológico é decisivo para evitar crises durante deslocamentos cada vez mais longos e ambientes com maior estresse operacional

   O aumento no fluxo de passageiros no fim do ano voltou a pressionar a infraestrutura aérea brasileira e trouxe um efeito colateral que vem chamando atenção de equipes de saúde e operadores aeroportuários: o avanço dos episódios de ansiedade, pânico e mal-estar em terminais e aeronaves.

A demanda por voos domésticos deve crescer mais de 12% no último bimestre de 2025, impulsionada pelo retorno das viagens familiares, férias escolares e alta do turismo interno. No mesmo período, as empresas aéreas projetam load factor acima de 85%, o que significa aeroportos mais cheios, filas mais longas, embarques mais demorados e níveis de estresse sensivelmente mais altos para passageiros. Esse ambiente de pressão combinada, marcado por mudanças de rotina, sono irregular e jornadas extensas até os destinos, faz com que sintomas emocionais sejam potencializados. Desde o início da temporada de novembro, houve um aumento de cerca de 18% nos atendimentos relacionados a crises de ansiedade e tontura, enquanto situações de superlotação elevam em até 40% a percepção subjetiva de insegurança física e emocional. Mais de 65% dos brasileiros relatam sentir ansiedade ao circular por aeroportos, o que amplifica o impacto desse período de pico.

       A aceleração do mercado aéreo coincide com mudanças de comportamento do viajante que influenciam diretamente sua saúde mental e física. Famílias que voltaram a viajar após longos períodos de contenção seguem mais sensíveis a estímulos, enquanto idosos, gestantes e pessoas com condições pré-existentes representam um grupo crescente entre os passageiros que buscam suporte durante deslocamentos.

É nesse contexto que o preparo preventivo se tornou ponto de atenção, com médicos reforçando a importância da hidratação, alimentação adequada, checagem de medicamentos e avaliação clínica antes de trajetos longos.

O Presidente da Med+, Victor Reis, destaca que a combinação de fatores emocionais, pressão do tempo e jornadas desgastantes exige atenção redobrada da população e das equipes de saúde. “O passageiro chega ao aeroporto carregando o peso da rotina, da expectativa da viagem e da preocupação com imprevistos. Esse acúmulo de estímulos faz com que crises de ansiedade ocorram com muito mais frequência. A prevenção física e psicológica reduz drasticamente o risco de episódios agudos e melhora a experiência de viagem como um todo”, afirma.

       A movimentação das empresas de saúde que atuam em ambientes aeroportuários também se intensificou. Com a expectativa de maior fluxo, prestadores ampliaram equipes, reforçaram protocolos de primeiros atendimentos e ajustaram a triagem de sintomas típicos desta época, como taquicardia, tontura, falta de ar, lipotímia e picos de pressão arterial associados a estresse. A Med+, que opera em mais de 40 aeroportos e atende milhares de passageiros por ano, registrou aumento relevante na procura por avaliações rápidas, orientações preventivas e atendimentos de baixa complexidade. O comportamento reforça a necessidade de comunicação direta com passageiros para reduzir riscos, orientar condutas simples e, principalmente, antecipar atendimentos antes que evoluam para casos mais complexos.

       A expectativa é que a temporada 2025-2026 seja uma das mais movimentadas da década, com projeções que apontam aumento adicional no número de voos internacionais, além de embarques noturnos que costumam elevar o cansaço e a desorientação temporal dos passageiros. Victor Reis, Presidente do Grupo Med+ reforça que cuidados básicos, embora pareçam simples, fazem diferença concreta na saúde do viajante. “Quando as pessoas entendem que viagem também exige preparo físico mental, o número de ocorrências cai imediatamente. A maioria das crises que atendemos poderiam ser evitadas com sono regular, alimentação leve, hidratação e uma checagem clínica rápida para quem tem histórico de ansiedade ou doenças crônicas. Viajar é prazeroso, mas exige responsabilidade com o corpo. No fim, quem se prepara desfruta muito mais do trajeto e corre menos riscos”, diz. Com aeroportos cheios, jornadas longas e estímulos constantes, o papel da medicina preventiva se torna central para garantir uma temporada mais segura para milhões de brasileiros que passam pelos terminais nas próximas semanas.

Fonte https://diariopcd.com.br/viagem-de-fim-de-ano-65-dos-brasileiros-tem-ansiedade-e-90-buscam-preparo-fisico-e-psicologico-para-viajar/

Postado Pôr Antônio Brito 

Entidades participam do lançamento da Frente Parlamentar Mista da valorização e defesa dos direitos das pessoas com nanismo

Entidades participam do lançamento da Frente Parlamentar Mista da valorização e defesa dos direitos das pessoas com nanismo

Congresso Nacional: associações de pacientes marcam presença no lançamento da frente parlamentar mista da valorização e defesa dos direitos das pessoas com nanismo

Na última semana de novembro, foi lançada, no Congresso Nacional, a frente parlamentar em conscientização da valorização e defesa dos direitos das pessoas com nanismo – que tem por objetivo contribuir com o aprimoramento da legislação federal com políticas públicas, leis de acessibilidade e inclusão para pessoas com nanismo, a fim de promover a conscientização da sociedade sobre os direitos relativos às pessoas com nanismo, valorizando o respeito às diferenças, com enfrentamento de estigmas e preconceitos, para melhorar a qualidade de vida desses cidadãos. O lançamento da frente parlamentar aconteceu na Câmara dos Deputados e foi marcado pela presença da Associação Nanismo Brasil (Annabra), liderada por Kenia Rio, e do Instituto Nacional de Nanismo (INN), presidido por Juliana Yamin, bem como com pessoas com nanismo, familiares, lideranças, parlamentares e organizações parceiras.

https://youtu.be/ufs7CefMGYs


No dia do lançamento, também foi realizada, no plenário, uma sessão solene em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo (25 de outubro), requerida pelo deputado Daniel Trzeciak (PDBR/RS). A sessão foi presidida pelo Deputado Federal Murilo Gouveia (União/RJ) e contou com a presença da médica endocrinologista, Elisa Naves, do líder do movimento “Somos Todos Gigantes”, Gabriel Yamin eda diretora de políticas públicas da Annabra, Velvit Severo, e da secretária nacional substituta dos Direitos da Pessoa com Deficiência e representante dos Direitos Humanos, Mariléia Goin.


Na ocasião, foram discutidas a ausência de políticas públicas e de dados concretos, que envolvem diversos tipos de nanismo, em especial a acondroplasia, o tipo mais comum que afeta 1 a cada 25 mil nascidos vivos¹. Kenia Rio, que é uma pessoa com acondroplasia, destacou que a doença, considerada uma deficiência desde 2004, não recebe a atenção que merece, por ausência de debates envolvendo acessibilidade e os direitos dos pacientes. “A própria sociedade não reconhece a nossa deficiência. A falta de acessibilidade é um agravante e um problema público em todos os âmbitos. É através da visibilidade que conseguimos a construção de leis”, explica a líder da Annabra


Durante a sessão solene, Juliana, presidente do INN, também reforçou a importância da união da comunidade, com o intuito de lutar por políticas públicas. “É uma comunidade jovem em termos de organização política. Alguns movimentos tentaram ganhar espaço há alguns anos e não tiveram essa oportunidade. Atualmente, nós estamos percebendo uma abertura do poder público e da sociedade de forma geral, pois um novo olhar está sendo construído. Assim, o nanismo pode ser acolhido de forma expansiva”.


Sobre a lei nº 13.472 que instituiu o Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo


Sancionada em 2017, a lei tem por objetivo a conscientização sobre os mais variados tipos de nanismo. Ela visa promover a igualdade de direitos e a inclusão social para pessoas com essa condição. Os principais desafios a serem contornados para que a inclusão possa ser efetiva expõem a falta de protocolos específicos de saúde, a exclusão escolar, barreiras de acessibilidade, desinformação e preconceito e a falta de formação profissional adequada em diversas áreas². “Essa data é um chamado para a responsabilidade, que é coletiva. Ao tratarmos especificamente do nanismo, precisamos lembrar que estamos falando de uma condição que, apesar de bastante conhecida, ainda é profundamente marcada pela desinformação, pelos estigmas e pelas representações distorcidas. As barreiras são físicas, comunicacionais e, principalmente, atitudinais”, declarou Mariléia Goin

Referências

1 GOMES, Juliana. Acondroplasia: a principal causa de nanismo desproporcional. Blog Mendelics, 2024.Disponível em: Link. Acesso em: 25 nov. 2025.

2 ANNABRA lança Frente Parlamentar da Valorização e Defesa dos Direitos das Pessoas com Nanismo no Congresso Nacional. ANNABRA Associação Nanismo Brasil, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 26 nov. 2025.

Fonte https://diariopcd.com.br/entidades-participam-do-lancamento-da-frente-parlamentar-mista-da-valorizacao-e-defesa-dos-direitos-das-pessoas-com-nanismo/

Postado Pôr Antônio Brito 

27/12/2025

Bots e mensagens ampliam inclusão e desafiam empresas a repensar comunicação

Bots e mensagens ampliam inclusão e desafiam empresas a repensar comunicação

Com 16% da população mundial vivendo com algum tipo de deficiência, soluções digitais acessíveis podem reduzir barreiras e contribuir para acessibilidade

Cerca de 15% da população mundial vive com algum tipo de deficiência, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, grande parte enfrenta desafios diários para acessar informações e serviços essenciais. Para reduzir a exclusão, ferramentas como bots e canais de mensagens vêm sendo adotados por empresas e órgãos públicos, abrindo caminho para uma comunicação mais acessível e universal. 

No Brasil, iniciativas do governo mostram como a tecnologia pode reduzir essas barreiras: a plataforma gov.br, que reúne mais de 4 mil serviços digitais, já utiliza chatbots para guiar cidadãos em processos online. No SUS Digital, assistentes virtuais ajudam a localizar unidades de saúde e agendar vacinas. No Poupatempo Digital, em São Paulo, um bot responde dúvidas em tempo real sobre serviços de RG, CNH e agendamentos.

A expansão desses recursos também é visível em aplicativos de mensagens, que têm já 90% dos brasileiros têm acesso à internet em casa, segundo a Anatel. Por estarem presentes nos celulares da maior parte da população, os canais conversacionais se tornam instrumentos valiosos de inclusão. Para pessoas com deficiência visual, por exemplo, mensagens de texto integradas a leitores de tela tornam a comunicação acessível. Já para cidadãos em áreas com conexão precária, o SMS, que funciona mesmo sem internet, segue sendo uma alternativa eficaz.

Especialistas apontam, no entanto, que os ganhos só se consolidam se houver padronização de acessibilidade. “Hoje, muitos bots não são desenvolvidos considerando leitores de tela ou comandos de voz, o que ainda exclui parte da população com deficiência visual ou motora”, diz Caio Borges, country manager da Infobip, empresa de comunicação em nuvem, que implementa recursos conversacionais para empresas e órgãos públicos no mundo todo. 

A dimensão econômica também chama a atenção. A consultoria Juniper Research estima que o tráfego de mensagens trocadas entre marcas e consumidores por meio de canais como o RCS deve ultrapassar 50 bilhões de interações até 2025. No Brasil, esse movimento se traduz no aumento do uso de IA e bots em diferentes setores, do varejo ao setor público,  com foco em eficiência e inclusão.

A combinação de tecnologia, desenho universal e políticas públicas pode acelerar a transformação. Para Borges, a mensageria será cada vez mais um pilar da relação entre governo, empresas e cidadãos: “O desafio é garantir que a comunicação seja relevante e inclusiva, respeitando a diversidade da população brasileira.”

Como funciona um bot inclusivo

Os bots inclusivos são desenvolvidos para ampliar o acesso à informação e ao atendimento digital, eliminando barreiras de comunicação. Atualmente, utilizam a inteligência artificial treinada para compreender diferentes formas de linguagem, incluindo variações regionais, expressões simplificadas e até recursos de acessibilidade, como leitor de tela. Além disso, podem oferecer respostas em múltiplos formatos, como  texto, áudio ou até linguagem de sinais digital, garantindo que pessoas com diferentes necessidades possam interagir com autonomia. Dessa forma, tornam a experiência digital mais equitativa, reforçando o compromisso das empresas com diversidade e a inclusão social.

“Acreditamos que o futuro dos bots acessíveis está na personalização em escala. Conforme a inteligência artificial evolui, veremos assistentes digitais cada vez mais capazes de se adaptar ao contexto de cada usuário, reconhecendo não apenas sua forma de comunicação, mas também suas preferências e necessidades específicas. Isso significa que a inclusão deixará de ser um recurso adicional para se tornar o padrão do atendimento digital, transformando a forma como marcas e consumidores se relacionam”, finaliza Borges. 

Sobre a InfobipA Infobip é uma plataforma global de comunicações em nuvem que permite às empresas criarem experiências conectadas em todas as etapas da jornada do cliente. Acessada por meio de uma única plataforma, a solução da Infobip integra engajamento omnichannel, identidade, autenticação de usuários e central de atendimento, ajudando empresas e parceiros a superarem a complexidade das comunicações com os consumidores, promovendo crescimento e fidelização. Sua tecnologia foi desenvolvida internamente e possui capacidade para alcançar mais de sete bilhões de dispositivos móveis e “coisas” em seis continentes, com mais de 9.700 conexões — sendo mais de 800 diretas com operadoras. Fundada em 2006, a Infobip é liderada por seus cofundadores, o CEO Silvio Kutić, Roberto Kutić e Izabel Jelenić.

Prêmios recentes incluem:

  • Infobip classificada como Líder no relatório CPaaS Universe da Omdia pela terceira vez (abril de 2025)
  • Reconhecida como Líder Estabelecida no Conversational AI Leaderboard da Juniper Research (fev. de 2025)
  • Nomeada Líder em CPaaS pela terceira vez no IDC MarketScape (fev. de 2025)
  • Nomeada como uma das principais fornecedoras de CPaaS no CPaaS MetriRank Report da Metrigy (dez. de 2024)
  • Primeira colocada entre os Líderes Estabelecidos em Mensagens Comerciais via RCS no RCS Business Messaging Competitor Leaderboard 2024 da Juniper Research (nov. de 2024)
  • Reconhecida como principal fornecedora no mercado de prevenção de fraudes AIT pela Juniper Research (out. de 2024)
  • Nomeada Líder no Magic Quadrant™ da Gartner® para Communications Platform as a Service (CPaaS) 2024 pelo segundo ano consecutivo (jun. de 2024)
  • Nomeadana lista anual das Empresas Mais Inovadoras do Mundo da Fast Company (março de 2024)

Fonte https://diariopcd.com.br/bots-e-mensagens-ampliam-inclusao-e-desafiam-empresas-a-repensar-comunicacao/

Postado Pôr Antônio Brito 

Justiça de SP aumenta pena de mãe e padrasto condenados por homicídio de adolescente com Autismo

Justiça de SP aumenta pena de mãe e padrasto condenados por homicídio de adolescente com Autismo

A 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve júri realizado na Comarca de Guarujá que condenou mãe e padrasto pelo homicídio de um adolescente com transtorno do espectro autista (TEA). As penas dos réus foram majoradas para 21 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Segundo os autos, nos meses anteriores ao crime, os acusados não prestaram cuidados necessários à sobrevivência do menino de 14 anos, diagnosticado com TEA em grau severo, deixando-o subnutrido e reduzindo sua capacidade de defesa. Na data do crime, o agrediram e, no hospital, alegaram que o garoto havia caído do sofá. Em decorrência das múltiplas lesões, a vítima faleceu.

No acórdão, o relator do recurso, Hugo Maranzano, destacou a gravidade e crueldade do crime, ressaltando que os réus não demonstraram tristeza ou remorso ao saberem da morte. Ao majorar a pena, o magistrado citou a utilização de meio cruel, o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido cometido contra pessoa enferma, descendente dos réus. “Impõe-se considerar as especialíssimas circunstâncias do crime concretamente despontadas como desfavoráveis aos réus, vez que a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico que perdurou por meses, pois apresentava fraturas antigas já consolidadas que, além de lhe trazerem dor, impediram sua locomoção, fatos estes que devem ser valorados negativamente”, escreveu.

Os desembargadores Airton Vieira e Marcia Monassi completaram a turma de julgamento. A votação foi unânime.

Apelação nº 1500105-10.2023.8.26.0223

Fonte: Comunicação Social TJS

Fonte https://diariopcd.com.br/justica-de-sp-aumenta-pena-de-mae-e-padrasto-condenados-por-homicidio-de-adolescente-com-autismo/

Postado Pôr Antônio Brito 

26/12/2025

Como promover festas de fim de ano inclusivas

Como promover festas de fim de ano inclusivas

Com uma em cada 36 crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o desafio da hipersensibilidade aumenta e exige que famílias adaptem os ambientes e controlem estímulos para garantir celebrações harmoniosas

O calendário de festas de fim de ano traz um desafio sensorial e de rotina para familiares de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual. Mudanças bruscas, sons intensos e excesso de interações sociais provocam a hipersensibilidade de algumas pessoas e exigem adaptações nos ambientes festivos.

A relevância do tema é crescente, enquanto o Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta prevalência de uma em cada 36 crianças*, a Deficiência Intelectual afeta entre 1% e 3% da população mundial, grupo que precisa de suporte adicional para compreensão de situações, adaptação de rotinas e participação social significativa.

“O fim de ano é um período de ruptura da rotina, portanto, um momento delicado que requer atenção e cuidados especiais. Com pequenas adaptações, é possível garantir conforto, segurança emocional e participação real. E quando entendemos as necessidades específicas dos convidados, abrimos espaço para que todos aproveitem a celebração”, explica Marina Alves, supervisora da área de Neurodesenvolvimento Infantil do Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que promove saúde, qualidade de vida e inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras.

Com o objetivo de promover festas mais inclusivas e acessíveis, o IJC preparou orientações práticas para famílias e organizadores de eventos, que passa por três eixos centrais: antecipação, controle sensorial e comunicação adaptada.

1. Antecipação e preparação da rotina

  • Comunicação visual simples: use calendários, fotos, vídeos e explicações objetivas para apresentar a chegada das festas.
  • Explicação de passo a passo: antecipe como será o evento, o que vai acontecer primeiro,durante e no encerramento . Isso ajudará tanto na previsibilidade quanto na compreensão.
  • Histórias sociais e exemplos: mostre imagens de festas passadas e explique possíveis mudanças, como novo local, novos convidados ou novos horários.
  • Envolvimento ativo: permita que a pessoa participe da preparação: escolher roupas, ajudar na decoração, definir músicas ou selecionar atividades que gostaria de fazer. A participação aumenta o senso de controle e de pertencimento.

2. Ajustes no ambiente sensorial e estrutural

  • Controle de Estímulos: use luzes neutras, reduza os barulhos intensos e tenha abafadores de ouvido em casos de sensibilidade auditiva. Prepare um espaço de calma para pausas sensoriais.
  • Ambiente estruturado mantenha sinalizações simples, como placas indicando banheiro, cozinha ou área externa, e organize o espaço de forma visualmente clara. Isso facilita a orientação, autonomia e reduz a ansiedade.
  • Rotina flexível, mas previsível: horários muito diferentes da rotina podem causar desregulação emocional. Combine antecipadamente os horários de chegada, alimentação e descanso.

3. Comunicação e respeito aos limites

  • Sensibilização prévia dos convidados: explique aos convidados tanto os desafios sensoriais, quanto as necessidades de apoio cognitivo.Incentive que sejam pacientes, claros e respeitosos nas interações.
  • Comunicação acessível (DI): fale devagar, sem infantilizar, usando frases diretas. Reforços positivos ajudam na adaptação ao ambiente novo.
  • Respeito às preferências e autonomia: permita que a pessoa escolha roupas confortáveis, tenha um tempo para se retirar e decida como e até se quer participar das dinâmicas sociais.

“A inclusão acontece quando tratamos cada pessoa como única. Algumas precisam de silêncio, outras de explicações mais claras, outras de tempo para se adaptar. Ao ajustar o ambiente, reduzir estímulos e favorecer a compreensão, criamos momentos felizes e acolhedores, onde ninguém precisa se moldar para participar”, finaliza Marina.

Sobre o Instituto Jô Clemente (IJC)

O Instituto Jô Clemente (IJC) é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que, há 64 anos, promove saúde, qualidade de vida e inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras.

O IJC apoia a Defesa de Direitos das pessoas com deficiência; dissemina conhecimento por meio de pesquisas científicas e inovação; fomenta a Educação Inclusiva e a Inclusão Profissional, além de oferecer assessoria jurídica às famílias das pessoas que atende.

Pioneiro no Teste do Pezinho no Brasil e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal, o laboratório do IJC é o maior do Brasil em número de exames realizados.

O Instituto Jô Clemente (IJC) também é um centro de referência no tratamento de doenças detectadas no Teste do Pezinho, como a Fenilcetonúria, Deficiência de Biotinidase e o Hipotireoidismo Congênito.

Para mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 5080-7000 ou visite o site do IJC (ijc.org.br), o primeiro do Brasil 100% acessível e com Linguagem Simples. Aproveite para seguir o IJC nas redes sociais.

Fonte https://diariopcd.com.br/como-promover-festas-de-fim-de-ano-inclusivas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Andar de Novo

Andar de Novo - OPINIÃO - * Por André Naves

OPINIÃO

  • * Por André Naves

A ciência brasileira, quando floresce, não produz apenas dados e artigos acadêmicos. Ela produz esperança. Ela nos mostra, de forma prática e assombrosa, o futuro que podemos construir se tivermos a coragem de investir no que realmente importa: a inteligência e a capacidade de nosso povo a serviço da dignidade humana.

A prova mais recente e avassaladora desse potencial vem de uma pesquisa revolucionária. A aplicação do Protocolo de Neuroreabilitação desenvolvido no Brasil pela equipe do Projeto Andar de Novo, sob a liderança visionária do neurocientista Miguel Nicolelis, alcançou resultados que até pouco tempo eram considerados impossíveis.

Em um estudo conduzido em Pequim, pacientes paraplégicos crônicos, cujas esperanças haviam sido tolhidas por lesões medulares, não apenas recuperaram parte dos movimentos das pernas e voltaram a andar de forma autônoma, mas também apresentaram sinais de reversão da atrofia cerebral causada pela lesão.

Essa tecnologia, que combina interfaces cérebro-máquina não invasivas, realidade virtual e locomoção robótica, é mais do que uma proeza. É um manifesto de que a ciência, financiada com recursos públicos, pode devolver não apenas movimento, mas a própria integridade neurológica e a plena participação na vida.

Diante de resultados tão extraordinários, a pergunta se torna incontornável: por que uma inovação desta magnitude, criada por um brasileiro e sua equipe, ainda não é uma realidade acessível em nosso próprio país? A resposta é clara e reside fora do laboratório. O caminho que leva uma descoberta da bancada de pesquisa para a vida de milhões de pessoas não é pavimentado apenas por genialidade científica. Ele é construído sobre uma base de decisão política. Todo e qualquer investimento público é, em sua raiz, uma escolha que reflete as prioridades de uma sociedade. E a quem devem servir nossas prioridades?

Tornar o protocolo do Projeto Andar de Novo acessível a todos os brasileiros que dele necessitam, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é o passo lógico e urgente para uma nação que se pretende justa e desenvolvida. O SUS é uma das maiores conquistas civilizatórias do Brasil, e fortalecê-lo com tecnologia de ponta, escalando o uso de terapias e equipamentos inovadores, é o nosso dever ético e estratégico.

Essa decisão, contudo, não nascerá espontaneamente nos gabinetes. Ela será fruto da nossa capacidade de mobilização. A história nos ensina que as grandes transformações sociais só ocorrem quando a demanda popular se torna tão clara e audível que ignorá-la se torna politicamente insustentável. Se queremos que o Estado brasileiro invista massivamente em ciência, em pesquisa e na aplicação de suas descobertas para o bem comum, precisamos nos fazer ouvir.

Convido a todos que se sentem tocados por essa visão a conhecerem os detalhes desta pesquisa revolucionária e a se aprofundarem no trabalho do Dr. Miguel Nicolelis. A trajetória dele é uma fonte de inspiração e um argumento irrefutável sobre a importância do investimento em ciência.

É hora de transformar admiração em ação. É hora de cobrar nossos representantes, de apoiar nossas universidades, de defender nosso sistema de saúde e de lutar para que a ciência brasileira tenha os recursos e o prestígio que merece.

A ciência já nos mostrou o caminho para andar de novo. Mas, como sociedade, só daremos o próximo passo quando nos movermos juntos.

É hora de arregaçarmos as mangas!

  • * André Naves é Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social – FDUSP. Mestre em Economia Política – PUC/SP. Cientista Político – Hillsdale College. Doutor em Economia – Princeton University. Comendador Cultural. Escritor e Professor.
    Instagram: @andrenaves.def

Leia mais em www.nicolelisinstitute.com.br

Link para o estudo: https://doi.org/10.64898/2025.11.28.25340891

Youtube: https://www.youtube.com/watch?reload=9&app=desktop&v=E6g4VqTViuI

Fonte https://diariopcd.com.br/andar-de-novo/

Postado Pôr Antônio Brito