Os pódios foram obtidos pela pernambucana Andreza Oliveira,
da classe BC1 (atletas que têm opção de auxílio) e pela paraibana
Laissa Guerreira, da classe BC4 (outras deficiências severas, mas que
não recebem assistência). O país ainda conta com o potiguar José Antônio
Santos na competição, também pela classe BC4.
Andreza avançou às semifinais com três
vitórias na fase de grupos. Nas semifinais, ela derrotou a egípcia
Tasneem Goda por 4 a 1. Porém na final, a pernambucana foi superada pela
indonésia Handayani Handayani, pelo mesmo placar de 4 a 1.
Já Laissa chegou ao pódio após uma fase
classificatória com uma vitória e uma derrota. Nas quartas de final ela
superou a britânica Sophie Newnham por 4 a 2 e nas semifinais derrotou a
cazaque Elmira Musraliyeva por 7 a 3. Na final, enfrentou Yuen Cheung,
de Hong Kong, e foi derrotada por 5 a 1.
A competição segue até terça-feira, 9, com disputas por pares e equipes.
A Seleção Brasileira tem como principal competição neste ano o Mundial da modalidade, que será realizado entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, em Seul, na Coreia do Sul.
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da bocha.
Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível As
atletas Andreza Oliveira e Laissa Guerreira são integrantes do Programa
Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual
das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
A
Copa do Mundo de 2026 terá salas sensoriais em todos os estádios para
oferecer mais conforto e acessibilidade a torcedores com TEA e outras
necessidades sensoriais.
A
Copa do Mundo de 2026, que começa no dia 11 de junho, na Cidade do
México, terá salas sensoriais em todos os 16 estádios do torneio, que
também terá partidas nos EUA e no Canadá.
Os
espaços são destinados a pessoas com necessidades sensoriais, como as
com TEA (Transtorno do Espectro Autista), e serão acessíveis a todos os
torcedores com ingressos.
As salas são projetadas para proporcionar ambientes calmantes e acolhedores.
Elas
terão iluminação reduzida, ruído atenuado, assentos confortáveis,
recursos táteis e televisores com conteúdo visual calmante.
A
ação conta com reconhecimento da KulureCity, a principal organização
sem fins lucrativos do mundo em acessibilidade e aceitação sensorial, e é
feita em parceria com uma das patrocinadoras da Copa.
Créditos: TV Brasil / Empresa Brasil de Comunicação / Caminhos da Reportagem / Empreendedorismo Inclusivo
O programa premiado Caminhos da Reportagem apresentou o
quadro “Empreendedorismo Inclusivo” que mostra como iniciativas têm
transformados barreiras em oportunidades ao garantir que talentos não
sejam limitados pela deficiência.
A atração foi ar na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O Diário PcD retransmite a produção da TV Brasil – Empresa Brasil de
Comunicação, com a apresentação do “Empreendedorismo Inclusivo”.
https://youtu.be/6MYBo3pGAXw?si=IVoI5dgkaka-USQi
No Brasil, mais de 14 milhões de pessoas vivem com algum tipo de
deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). São pessoas que têm dificuldades para enxergar, ouvir ou andar,
ou que apresentam algum tipo de limitação nas funções mentais,
enfrentando limitações para se comunicar, trabalhar ou estudar. Para
esses indivíduos, as maiores barreiras nem sempre estão no corpo, mas no
acesso, nas oportunidades e na inclusão real.
O Caminhos da Reportagem evidencia que, para muita gente,
empreender foi a maneira de começar a ocupar o próprio lugar no mundo. É
o caso do chefe de cozinha Ocacyr Junior, que ficou cego após sofrer um
acidente de carro aos 23 anos.
Depois de 35 cirurgias, 12 transplantes de córnea, uma negligência
médica e uma infecção hospitalar, o empreendedor perdeu totalmente a
visão aos 39 anos e teve que se reinventar após a tragédia. “Eu era
bancário, né? Depois me aposentei por invalidez. Eu levantava de manhã
sem saber o que fazer e comecei a mexer com comida, que era uma coisa de
que eu gostava”, relembra.
Apesar das inúmeras barreiras enfrentadas diariamente, Ocacyr
trabalha sua própria autonomia e fala com alegria das experiências de
vida que não o impediram de viver aventuras e explorar novos hobbies,
como andar de skate e até saltar de paraquedas. Além disso, o chefe se
orgulha de ter conquistado reconhecimento em sua nova profissão. “Eu sou
hoje o único pizzaiolo cego do mundo”, comenta.
Assim como Ocacyr, milhões de pessoas no país tentam combater a visão
estereotipada atribuída às pessoas com deficiência. Muitas vezes, elas
são vistas entre dois extremos: o da incapacidade ou o da superação. A
Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora
Nascimento, critica essa visão. “Essa perspectiva do herói, do exemplo
de superação, da pessoa que, apenas por ter uma deficiência, já é
colocada no lugar de herói, heroína, anjo ou exemplo, sendo que, na
verdade, essa é só mais uma forma de estar no mundo”, explica.
Quando se fala de trabalho e empreendedorismo para pessoas com
deficiência, inúmeras barreiras de acessibilidade e inclusão ainda
precisam ser superadas.
A diretora de Administração e Finanças do Serviço Brasileiro de Apoio
às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Margarete Coelho, lembra que,
além do capacitismo contra as pessoas com deficiência, que difunde a
ideia de que essas limitações atrapalhariam seu desempenho, elas ainda
enfrentam outras dificuldades. “Por exemplo, o banco não tem rampa, não
tem pessoas preparadas para recebê-los, é difícil andar na rua, o meio
de transporte público nem sempre está adaptado para eles. Então, tudo
isso vai crescendo, formando um conjunto de obstáculos que torna
bastante tormentosa a vida de um empreendedor PcD.”
A empresária Silvia Alencar, fundadora da Reapta Inclusiva, empresa
voltada para soluções e tecnologias assistivas, descobriu um novo nicho e
encontrou uma oportunidade para empreender. Ela criou produtos para
garantir segurança e autonomia a idosos e pessoas com deficiência.
Silvia procurou o Sebrae, que abriu portas para sua ideia. Depois,
apresentou os protótipos que já havia desenvolvido em um lar de idosos.
Na ocasião, ouviu de uma terapeuta ocupacional uma sugestão que ajudaria
a direcionar o trabalho: criar um cinto de segurança para evitar que
idosos em cadeiras de rodas escorregassem.
Avanços
O programa da TV Brasil mostra que já é possível
notar alguns avanços, como a criação da Lei de Cotas, de 1991, que
ampliou a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ao
exigir vagas em empresas com mais de 100 funcionários, e a Lei de
Libras, de 2002, que fortaleceu a acessibilidade da comunidade surda.
Mas, quando se trata de inclusão, o Secretário da Pessoa com
Deficiência do Distrito Federal, William Santos, reforça que ainda há
toda uma cadeia de ações necessárias para criar oportunidades para
pessoas com deficiência. “Se você cumpre a cota, mas não garante um
ambiente de trabalho acessível, é óbvio que essa pessoa não vai querer
participar do processo seletivo ou, se for contratada, não vai querer
permanecer nesse ambiente de trabalho”, pontua.
Arte transformadora
O Caminhos da Reportagem também traz a história da banda
Surdodum, formada por músicos surdos e ouvintes e ativa há mais de 30
anos, mostrando como a arte também pode ser um espaço potente de
inclusão, convivência e expressão coletiva.
A equipe de reportagem acompanha ainda a trajetória de Melina, que
decidiu empreender por causa da filha, Zilah, que tem Síndrome de Down.
Ela queria que a menina tivesse acesso à arte, à música e à convivência
social em ambientes que fossem além dos espaços terapêuticos.
Ficha técnica Reportagem: Marieta Cazarré Produção: Cleiton Freitas e Patrícia Araujo Reportagem cinematográfica: Rogério Verçoza, Sigmar Gonçalves Apoio à Reportagem cinematográfica: André Rodrigo Pacheco Auxílio técnico: Edivan Viana, Thiago Souza, Hugo Madureira Apoio ao auxílio técnico: Raimundo Nunes, Jairom Rio Branco, Marcelo Vasconcelos Edição de texto: Cintia Vargas Edição de imagem e finalização: André Eustáquio Artes: Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia
Sobre o programa
No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou
a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a
relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe
com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse
público.
Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 2h30.
Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou
por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e
está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.
Serviço
Caminhos da Reportagem – “Empreendedorismo Inclusivo” – Segunda-feira (1ª), às 23h, na TV Brasil
A atleta Moniza Lima durante treinamento da Seleção
Brasileira no Centro de Treinamento Paralímpico | Foto: Alessandra
Cabral/CPB
As Seleções Brasileiras de goalball estão em Hangzhou, na China, onde irão disputar o Mundial da modalidade.
A Seleção Masculina, comandada por Jônatas
Castro, será a primeira a estrear na competição. A equipe enfrenta o
Egito na terça-feira, 9, às 22h (horário de Brasília). Os outros jogos
da fase classificatória são contra a Argélia, no dia 10 de junho, às
23h30, e contra os donos da casa. Brasil e China duelam no dia 11 de
junho, às 22h.
Já na chave feminina, as comandadas por
Alessandro Tosim entram em quadra pela primeira vez na quarta-feira, 10,
às 8h30, contra a Tailândia. As outras partidas serão contra Grécia e
Finlândia. As brasileiras duelam contra as gregas no dia 11 de junho, às
7h, e contra as finlandesas no dia 12 de junho, às 8h30.
A primeira fase do Mundial conta com
quatro grupos na disputa masculina e quatro grupos na disputa feminina.
As duas melhores equipes de cada grupo avançam para as quartas de final.
As finais da competição estão agendadas para o dia 15.
Já a Seleção feminina ficou na quinta
colocação em um grupo que tinha oito países na fase qualificatória e não
avançou às quartas de final.
Confira a lista de atletas convocados:
Feminino Ana Gabriely Brito Assunção Danielle Vilas Longhini Jéssica Gomes Vitorino Larissa Santos de Espírito Saturnino Moniza Aparecida de Lima Victoria Amorim do Nascimento
Masculino André Claudio Botelho Dantas Emerson Ernesto da Silva Josemarcio da Silva Sousa Leomon Moreno da Silva Paulo Rubens Ferreira Saturnino Sharlley Anthony do Nascimento Silva
*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).
Patrocínio As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do goalball.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Médica
da UNIFESP diagnosticada com ELA volta a atuar profissionalmente com
auxílio de inteligência artificial, utilizando avatar digital para se
comunicar e participar de atividades acadêmicas.
Uma
história emocionante está chamando atenção no Brasil e mostrando o
impacto real da tecnologia na vida humana. Uma médica da UNIFESP, Maria
Inês Quintana, diagnosticada com ELA — Esclerose Lateral Amiotrófica —,
conhecida por causar perda progressiva dos movimentos e da fala,
conseguiu voltar a exercer sua profissão graças ao uso de inteligência
artificial.
Mesmo sem conseguir falar ou
se movimentar, ela passou a se comunicar e trabalhar com apoio de
ferramentas de IA que recriam sua voz e expressão por meio de um “avatar
digital”. Com isso, ela voltou a dar aulas e participar de atividades
acadêmicas, mantendo sua autonomia e sua presença profissional ativa.
O
projeto que tornou isso possível faz parte de iniciativas de tecnologia
assistiva voltadas para pessoas com doenças neuromotoras, permitindo
que pacientes continuem interagindo com o mundo mesmo diante de
limitações severas. A ideia é simples e poderosa ao mesmo tempo, e
devolve a voz e a capacidade de expressão para quem perdeu esses
recursos.
O caso emociona porque vai
além da tecnologia. Ele mostra como a inovação pode transformar vidas,
dando novas possibilidades para pessoas que antes eram completamente
silenciadas pela doença. Uma prova de que a inteligência artificial,
quando bem aplicada, pode ser uma ponte entre limitação e recomeço.
Barreiras
técnicas e falta de profissionais capacitados deixam pacientes
vulneráveis a infecções e dor crônica; especialista alerta que saúde
bucal precisa ser integrada ao cuidado essencial de idosos e acamados
O Brasil contabiliza 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o
equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais, segundo dados
mais recentes divulgados pelo IBGE em 2025. O dado ajuda a dimensionar
um desafio ainda pouco enfrentado na saúde, que é o acesso ao
atendimento odontológico especializado para pessoas com deficiência,
público que frequentemente encontra barreiras estruturais, técnicas e
comportamentais no momento de buscar cuidado.
Para a dra Cristiane Vasconcellos, mestre em Clínica Odontológica
Integrada e diretora da Odontolar, clínica especializada no atendimento a
idosos, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a dificuldade
começa antes mesmo da consulta. “O atendimento odontológico
especializado para pessoas com deficiência não se resume a adaptar uma
cadeira ou facilitar o acesso físico. Existe uma necessidade real de
preparo técnico, comunicação adequada, paciência e entendimento clínico
sobre limitações motoras, cognitivas e comportamentais que mudam
completamente a condução do cuidado”, afirma.
O problema se torna ainda mais complexo diante da sobreposição entre
deficiência, envelhecimento populacional e a necessidade de cuidados
contínuos. Os últimos dados divulgados pelo IBGE mostram que 45,4% das
pessoas com deficiência no país têm 60 anos ou mais, o que amplia a
pressão sobre serviços de saúde, atendimento domiciliar e estruturas
preparadas para pacientes com maior grau de dependência.
A cirurgiã dentista afirma que, no caso de pacientes com deficiência,
o atraso no atendimento tende a agravar riscos que poderiam ser
evitados. “Quando a higiene bucal e o acompanhamento odontológico
falham, o paciente pode desenvolver quadros infecciosos, dor crônica,
dificuldade alimentar e piora de condições sistêmicas já existentes. Em
pacientes mais fragilizados, isso pode acelerar hospitalizações e
comprometer a recuperação clínica.”
Atendimento odontológico especializado exige mais do que acessibilidade
A percepção de que basta adequar a estrutura física para atender esse
público, segundo a especialista, é insuficiente. O atendimento
odontológico especializado demanda avaliação individualizada, integração
com cuidadores e, em muitos casos, adaptação do próprio modelo
assistencial.
“Há pacientes que não conseguem permanecer longos períodos sentados,
outros apresentam hipersensibilidade sensorial, limitações cognitivas ou
dificuldade de comunicação. Isso exige outra lógica de atendimento,
outro tempo clínico e, muitas vezes, atendimento domiciliar ou
hospitalar”, explica.
A especialista observa que a odontologia ainda opera com baixa
capilaridade nesse tipo de assistência, especialmente fora dos grandes
centros ou em modelos convencionais de consultório. O impacto recai
diretamente sobre famílias e cuidadores, que muitas vezes adiam
tratamentos por dificuldade logística, falta de profissionais
capacitados ou receio sobre a condução do atendimento.
Essa deficiência no atendimento também traz reflexos econômicos para o
sistema de saúde. Procedimentos preventivos tendem a custar menos do
que intervenções emergenciais, especialmente quando complicações
odontológicas acabam associadas a infecções, internações ou agravamento
de doenças já instaladas.
“Quando o cuidado odontológico especializado entra de forma
preventiva, reduzimos sofrimento, melhoramos a qualidade de vida e
evitamos que um problema inicialmente simples se transforme em uma
intercorrência clínica mais complexa. A saúde bucal precisa ser tratada
como importante, na integração sistêmica desses pacientes”, diz
Cristiane.
Diante da sua prática na odontologia voltada a idosos, pessoas com
deficiência e pacientes acamados, Cristiane projeta que o avanço
demográfico e o aumento da longevidade tornarão esse debate ainda mais
urgente. Ela pontua que, com o envelhecimento da população brasileira e o
crescimento da demanda por atendimento domiciliar, o sistema precisará
incorporar o cuidado odontológico especializado como parte da
assistência integral à saúde.
Brasil e Canadá no Desafio Internacional de Basquete em
Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Marcello
Zambrana/CPB
A Seleção Brasileira Masculina de
Basquete em Cadeira de Rodas entra em quadra entre os dias 8 e 11 de
junho pelo Qualificatório Mundial, em Suphan Buri, na Tailândia.
O torneio reúne oito seleções de quatro
continentes e oferece as últimas quatro vagas disponíveis para o
Campeonato Mundial de 2026, que será realizado em setembro, em Ottawa,
no Canadá.
O Brasil está no Grupo B da competição, ao
lado de Irã, Polônia e Senegal. Já o Grupo A conta com Venezuela,
Coréia do Sul, Países Baixos e Tailândia.
Pela fórmula de disputa, as equipes se
enfrentam dentro de cada grupo em turno único na primeira fase. Ao
término desta etapa, o primeiro colocado de um grupo enfrenta o quarto
colocado da outra chave, enquanto o segundo colocado enfrenta o terceiro
da outra chave. Os vencedores dos quatro duelos formados a partir desse
cruzamento se classificam para o Campeonato Mundial.
Todos os jogos serão realizados no Suphan
Buri Indoor Stadium e contam com transmissão ao vivo no Canal de YouTube
da IWBF (Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas, em
português).
A Seleção Brasileira estreia na
segunda-feira, 8, às 06h50 (horário de Brasília), contra a Polônia.
Depois, volta à quadra no dia seguinte, terça-feira, 9, às 04h30, quando
enfrenta o Irã. Já na quarta-feira, 10, o Brasil fecha a participação
na primeira fase às 02h15, diante de Senegal.
Os confrontos eliminatórios, que decidem
as quatro vagas no Mundial, serão disputados na quinta-feira, 11, com
horário a ser definido de acordo com o cruzamento.
Preparação Sob o comando do técnico neerlandês Cees Van Rootselaar,
os 12 atletas convocados já estão na Tailândia, realizando os ajustes
finais antes da estreia. A Seleção embarcou na madrugada do último
sábado, 30, a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, rumo a
Suphan Buri.
“Foi uma viagem longa para os garotos do
Brasil. Terminamos nosso quarto treino em dois dias e estou realmente
feliz com o que a equipe está fazendo. Temos que crescer, subir o nível,
mas temos algum tempo. O objetivo, é claro, é se classificar. Acredito
que o Brasil pertence ao Mundial, mas temos que fazer o trabalho”,
comentou Rootselaar.
O treinador, anunciado em março como
primeiro estrangeiro a comandar a Seleção Brasileira, faz sua estreia à
frente da equipe em uma competição oficial.
Confira os Grupos do Qualificatório Mundial: GRUPO A Venezuela Países Baixos Coréia do Sul Tailândia
GRUPO B Brasil Polônia Irã Senegal
Tabela de Jogos do Brasil(Horário de Brasília) 08 de Junho (Segunda-feira) 06h45 – Brasil x Polônia 09 de Junho (Terça-feira) 04h30 – Irã x Brasil 10 de Junho (Quarta-feira) 02h15 – Brasil x Senegal 11 de Junho (Quinta-feira) *Horário a definir – Confronto Eliminatório
Confira a lista de convocados para o Qualificatório Mundial: Carlos Cassimiro (1.0) – ADAP/Aparecidense (GO) Dwan Gomes dos Santos (1.0) – ADFEGO (GO) Lucas Arão de Lima (1.5) – APP/UNIPAM/DB (MG) Sérgio Veiga Jr (1.5) – ADD Magic Hands (SP) Plínio Macedo (2.5) – CAD/Vetnil/Rio Preto (SP) Anderson Ferreira (2.5) – Kings Maringá (PR) Marcos da Silva (3.0) – ADFEGO (GO) Alex da Silva (3.0) – CAD/Vetnil/Rio Preto (SP) Cristiano Clemente (4.0) – ADD Magic Hands (SP) João Vitor Nascimento (4.0) – ADD Magic Hands(SP) Irio Nunes (4.5) – CAD/Vetnil/Rio Preto (SP) Dario Schulz (4.5) – CEPE/Raposas Do Sul (SC)
*Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).
Patrocínio As LOTERIAS CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Projeto
no Vietnã promove inclusão cultural para alunos cegos por meio de
histórias adaptadas, recursos táteis e descrições detalhadas de
personagens e cenários.
No Vietnã, alunos com deficiência visual de uma Escola Especial têm a oportunidade de tocar um o evento.
O
programa é organizado pela Estação de Rádio e Televisão da Cidade de Ho
Chi Minh em colaboração com a Sunbox, uma unidade de consultoria
profissional em soluções de acesso à arte para PcD visuais, a Escola
Especial e outros parceiros.
O evento
recebeu 42 alunos da Escola Especial para uma série de programas de
contação de contos de fadas clássicos para crianças. As histórias
clássicas de "Era uma vez" agora estão repaginadas com uma versão cheia
de ação. As crianças ouvem descrições adicionais dos personagens, do
cenário, das ações, das cores e da atmosfera, o que lhes permite
visualizar e sentir a história com mais clareza.
Durante
o programa, na história "A Lenda do Abacaxi", as crianças foram
apresentadas e tiveram suas formas e materiais descritos. Os atores
interpretaram os personagens da história, permitindo que o jovem público
interagisse e tocasse os modelos; dessa forma, visualizando as formas
dos personagens e compreendendo melhor suas aparências e personalidades
distintas.
Após o programa, o canal HTV3
exibirá 3 episódios consecutivos: A Lenda do Abacaxi, A Lenda da Lua e O
Machado de Ouro. Sempre às 14h50 nos dias 6 de junho e 13 de junho.
Além
dos 3 episódios, outros como o de "A Princesa e os Cisnes" e "Os
Sapatos Vermelhos" também estarão disponíveis no aplicativo HTVm para
que os telespectadores possam assisti-los a qualquer momento. O Vietnã,
com todas as suas dificuldades, também vem fazendo sua parte para a
inclusão.
Secretaria
da TNU – Turma Nacional de Uniformização do Conselho da Justiça Federal
confirma que Juiz Federal relator do Tema 385 recebeu manifestação da
ANAPcD
O Tema 385 que tramita na Justiça Federal avaliará
“o que se entende por impedimento de longo prazo para fins de concessão
de benefício assistencial de prestação continuada, sua distinção com a
situação de incapacidade para as atividades habituais”. O relator é o
Juiz Federal Fabio de Souza Silva.
Em manifestação encaminhada pela ANAPcD – Associação Nacional de
Apoio às Pessoas com Deficiência, aponta que “o Tema 385 enfrenta
controvérsia relevante acerca da distinção entre deficiência e
incapacidade laborativa para fins assistenciais. A Constituição Federal,
a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, promulgada pelo Decreto nº 6.949/2009, e a Lei Brasileira
de Inclusão da Pessoa com Deficiência — Lei nº 13.146/2015 — adotam
compreensão da deficiência fundada na interação entre impedimentos de
longo prazo e barreiras sociais, institucionais, comunicacionais e
ambientais que restringem a participação social da pessoa em igualdade
de condições com as demais. Nesse contexto, a ausência de incapacidade
total para o trabalho, assim como a existência de autonomia parcial,
escolarização, comunicação verbal ou desempenho parcial de atividades,
não constitui fundamento suficiente, por si só, para afastar o
reconhecimento jurídico da deficiência quando persistem limitações
relevantes de participação social e barreiras concretas ao exercício de
direitos”.
A controvérsia que motivou o Tema 385 evidencia a necessidade de
adoção efetiva da avaliação biopsicossocial como parâmetro obrigatório
para a análise da deficiência no BPC. Esse método, previsto em lei e
coerente com o modelo convencional de direitos humanos, integra aspectos
de saúde, limitações funcionais e barreiras externas, permitindo
compreender o impacto real do impedimento sobre a vida da pessoa.
Somente uma avaliação que considere simultaneamente esses fatores é
capaz de distinguir adequadamente incapacidade, deficiência e
impedimento de longo prazo, superando a abordagem estritamente médica e
garantindo decisões mais justas e alinhadas ao sistema de proteção
assistencial.
A controvérsia que motivou o Tema 385 evidencia a necessidade de
adoção efetiva da avaliação biopsicossocial como parâmetro obrigatório
para a análise da deficiência no BPC. Esse método, previsto em lei e
coerente com o modelo convencional de direitos humanos, integra aspectos
de saúde, limitações funcionais e barreiras externas, permitindo
compreender o impacto real do impedimento sobre a vida da pessoa.
Somente uma avaliação que considere simultaneamente esses fatores é
capaz de distinguir adequadamente incapacidade, deficiência e
impedimento de longo prazo, superando a abordagem estritamente médica e
garantindo decisões mais justas e alinhadas ao sistema de proteção
assistencial.
“No caso das pessoas com TEA – Transtorno do Espectro Autista, essa
compreensão mostra-se especialmente necessária, considerando que os
impedimentos podem se manifestar em dimensões comunicacionais,
sensoriais, adaptativas e relacionais nem sempre integralmente
perceptíveis em avaliações exclusivamente médicas ou realizadas de forma
pontual. Por essa razão, a aferição da deficiência exige avaliação
biopsicossocial efetiva, apta a considerar não apenas aspectos clínicos,
mas também os obstáculos concretamente enfrentados pela pessoa em seu
contexto de vida”, cita a ANAPcD em documento que foi oficialmente
recebido pela Secretaria da TNU – Turma Nacional de Uniformização do
Conselho da Justiça Federal.
Para Abrão Dib, presidente da Associação, “a realidade de famílias
submetidas a barreiras territoriais e institucionais de acesso a
serviços públicos, acompanhamento especializado, terapias e documentação
técnica adequada deve ser considerada na avaliação da deficiência,
sobretudo porque a ausência de laudos recentes ou acompanhamento
contínuo pode decorrer justamente das dificuldades estruturais de acesso
à rede pública e não da inexistência de impedimento de longo prazo. A
entidade manifesta apoio à interpretação constitucional do conceito de
deficiência adotada no âmbito do Tema 385, especialmente para que o
reconhecimento da deficiência não seja condicionado à demonstração de
incapacidade total para o trabalho, para que seja assegurada avaliação
biopsicossocial efetiva e para que sejam consideradas, na análise do
caso concreto, as barreiras sociais, institucionais e territoriais que
restringem a participação da pessoa com deficiência em igualdade de
condições com as demais pessoas. A ANAPcD reafirma que a proteção das
pessoas com deficiência exige interpretação compatível com a proteção
integral e com os critérios constitucionais de avaliação da deficiência
previstos na legislação brasileira e na Convenção Internacional sobre os
Direitos das Pessoas com Deficiência”.
A goiana Jane Karla,
uma das principais referências do tiro com arco paralímpico brasileiro,
subiu ao pódio duas vezes na competição. A atleta que competiu pelo
clube LA Archery foi medalhista de prata, ao lado de Rodrigo Vieira, no
composto por equipe mista, e conquistou o bronze no composto feminino ao
derrotar Gilmara Machado, do Cetefe, por 134 a 116 na disputa do
terceiro lugar.
No composto feminino, a medalhista de ouro foi Helena Moraes, enquanto Cláudia Alessandra ficou com a prata.
Entre os homens, o gaúcho Reinaldo Charão,
do clube RS PARA, conquistou o ouro no composto masculino ao derrotar
Rodrigo Vieira por 140 a 134 na grande decisão. Igor Silva completou o
pódio ao terminar com o bronze.
Já pela classe WH1 (deficiência nos braços
e pernas), a paraense Juliana Ferreira também subiu ao pódio duas
vezes: conquistou o ouro no individual e na disputa por equipes mistas,
ao lado de Anderson da Silva.
Já no masculino da W1, o cearense Eugênio Franco,
do clube CTGH, encerrou sua participação na segunda colocação ao ser
derrotado na final por Esdras Rocha Júnior, da ACAMP. Eugênio é o atual
campeão parapan-americano na disputa após o título em Santiago 2023.
Anderson Miranda da Silva, do LA Archery, completou o pódio.
No recurvo feminino, a paulista Fabíola Dergovics,
do clube Arco e Flecha Bandeirantes, obteve a prata ao ser superada por
Lindiara Weischung, da Arquearia Gaúcha, por 6 a 0 na disputa do ouro.
No masculino, o paulista Heriberto Roca,
que competiu pela Academia Mirá, que também terminou na segunda
colocação após perder na final para Thiago da Silva, do Cetefe, por 6 a
2.
*Com informações da Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco).
Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível A
atleta Juliana Cristina Ferreira da Silva integra ao Programa Loterias
CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da
Loterias CAIXA Caixa e da CAIXA que beneficia 142 atletas.
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)